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GUIÃO DE ANÁLISE DE FILME – Mar Adentro
Análise do Filme:
- Tema abordado:
- Problemática:
- Espaço onde decorre a acção:
- Sinopse (breve resumo):
Ficha Técnica
- Título: Mar Adentro
- Realizador: Alejandro Amenábar
- Elenco: - Javier Bardem, Lola Duenas, Celso Bugallo,
- Ano: 2004
- Duração (minutos): 125 m
O tema abordado aqui é a Eutanásia no geral.
Baseado na história real de Ramón Sampedro (representado no filme pelo ator Javier
Bardem), o filme retrata a luta de um homem, nascido em uma pequena vila de pescadores
na Galícia, e que, aos 25 anos, sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Após o
acidente Ramón viveu praticamente 29 anos “lutando” na justiça pelo direito de decidir sobre
a sua vida.
Se podemos ou não decidir se devemos viver ou morrer mediante certas circunstâncias.
Será que o governo tem direito de impedir que uma pessoa se mate quando esta não tem
vontade de viver? Qual o peso da religião nesta situação?
É a história de um homem que durante 28 anos lutou pelo seu próprio direito de morrer após
sofrer um acidente que o deixou tetraplégico (ao mergulhar de cabeça numa área rasa do mar).
É baseado em fatos reais, na história do conhecido Ramón Sampedro, realizado por Alejandro
Amenábar, um jovem que viajou pelo mundo inteiro, mesmo sem dinheiro. Como ele dizia,
“viajar pelo mundo inteiro só se for como marinheiro” e como marinheiro foi e viajou e conheceu
vários lugares lindos! O mar é “quem lhe deu a vida” mas também “quem lhe tira a vida”, pois
foi este que o fez sofrer um acidente, Ramón mergulha num lugar com a maré baixa e o choque
da cabeça contra a areia provoca a fratura da sétima vértebra cervical, deixando Ramón
tetraplégico. Foi o início de uma nova vida para ele, vida que denota no filme que Ramón não
quer viver.
O filme inicia com a visita de uma advogada (Júlia) a casa de Ramón, Júlia fica espantada ao
saber do desejo dele, em busca de uma petição para o próprio direito de morrer, ela procura
saber mais de sua vida e acaba fascinada com a história deste rapaz. Ele tinha um irmão que
nunca esteve de acordo com a decisão dele. Quem cuidava dele era a sua cunhada, Manuela,
que desde o acidente, o tratava como um irmão, um filho. Depois de uma entrevista que passa
na televisão, a personagem Rosa fica curiosa com a história de Ramón e vai visitá-lo. Rosa era
uma mulher muito frustrada, com relacionamentos que não deram certo e, como tal acaba
apaixonando-se por ele, em algumas partes do filme ela declara-se, apesar de Ramón não
gostar muito de ouvir.
- Posicionamento crítico (opinião pessoal fundamentada):
De acordo com os “Direitos Humanos”, e sendo logo esse o 1º artigo, todos temos direito à vida.
Nem o Estado nem ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, de decidir quem vai viver e
quem vai morrer. Por isso, quando alguém mata outra pessoa, responde pelo crime de morte
(homicídio), e deve ser preso, e ainda mais tem o dever de indemnizar a família do morto por
aquela perda.
Mas o direito à vida quer dizer também o direito de viver. O direito de ter meios de vida e
subsistência. Daí nós veremos, mais adiante, o direito de trabalhar e ganhar, pelo menos, um
salário mínimo, e o direito de viver com saúde. Isso porque uma maneira fácil de desrespeitar o
direito à vida é deixando que alguém morra de fome, ou de doença.
Mas tal como temos o direito á vida, também temos o direito à liberdade!
Liberdade é poder fazer as coisas, sem interferência dos outros. É poder pensar, e dizer o que
pensa, nas ruas, nas rádios e televisões, nos jornais. Ou numa marcha ou passeio. A essa
liberdade se diz liberdade de opinião e expressão. Mas também tem a liberdade de se
movimentar, chamada liberdade de locomoção. É o direito de ir, vir e ficar. Sem estar preso, e
sem ser barrado pela polícia, ou outros aparelhos do Estado. E tem ainda a liberdade de reunião e
associação, que é o direito de se juntar a outras pessoas, para conversar e discutir problemas e
questões que são de interesses comuns. O uso dessas liberdades é importante, porque faz com
que a gente perceba que não vive sozinho, e que o que a gente pensa muitas vezes é o que
muitas outras pessoas também pensam. E a união de muitos em torno de objetivos comuns é
importante, porque dá força à comunidade, na hora de reivindicar ações dos governos.
O amor é uma afeição que a gente tem por outra.
É um sentimento que nos preenche, que nos faz querer ver a pessoa bem, mesmo antes de nós,
que nos impele para cuidar dela, para não a deixar sofrer, para a proteger. Não é á toa que, como
diz o cantor Caetano Veloso, “Quando a gente gosta é claro que a gente cuida”. E diz muito bem,
só que por vezes esse a amor que nutrimos por alguém torna-se “cego”, e como tal não
conseguimos ou não queremos ver o que é melhor para ele(a). Tornamo-nos talvez, diria um
bocadinho “egoístas” a ponto de pormos as “nossas ideias/emoções” acima das pessoas que
amamos porque simplesmente achamos que é o melhor para ela, não dando assim, mesmo sendo
sem querer nenhuma atenção aos seu quereres, aos seus pontos de vista.
Ramón tenta de várias formas ter o “ direito de morte “ que não prejudique nem faça ninguém
“culpado”, (eutanásia), mas o governo da Espanha não admite esse tipo de conduta.
Ramón sofre duras críticas da igreja que também está contra esta sua decisão visto que consideram
um “crime” porque temos o direito á vida! Durante este período de quase 30 anos na sua cama, sem
se poder se mexer, Ramón aprende a escrever com a boca, com a ajuda de seu sobrinho Javier.
As coisas que ele escreveu foram interpretadas como poemas, que a sua cunhada sempre guardou,
papel por papel.
Júlia, advogada de Ramón, também se sente atraída por ele, por se familiarizar com o seu drama,
por sofrer de uma doença degenerativa, incurável. Durante o filme, esta sofre um enfarte e fica
paraplégica.
Júlia encontra as cartas de Ramón, e tem a ideia de lançar um livro (Cartas do inferno), sendo
posteriormente despertada pelo desejo de morrer, já que sofre de uma doença que a vai fazendo
piorar a pouco a pouco até que no final levará á sua morte e então, combina com ele que irá publicar
seu livro, e voltar para “ajudá-lo “ em seu desejo de acabar com a vida, coisa que não acontece.
Júlia desiste de cometer suicídio, e continua a levar uma vida normal. Uma coisa interessante e que
dá “pena” é quando Júlia no final do filme recebe uma carta escrita por Ramón, e não se consegue
lembrar de quem ele seja, depois da curta mas intensa história de amor vivido pelos dois no filme.
Na justiça a petição de Ramón continua a ser negada. Sem o direito da eutanásia, Ramón convence-
se de que a única forma é cometer suicídio. Com a ajuda de Rosa, que é completamente apaixonada
por ele, este consegue finalmente ver o ao seu maior desejo realizado, o desejo de morrer.
Ramón se despede da sua família e amigos, e vai para uma cidadezinha com Rosa, fica numa casa á
beira da praia, onde esta lhe serve um copo de água com cianeto, que numa certa dose é fatal.
Antes de o beber Ramón grava um vídeo, com o intuito do governo Espanhol compreender que “ A
vida é um direito, não uma obrigação “.

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Direito à morte em debate

  • 1. GUIÃO DE ANÁLISE DE FILME – Mar Adentro Análise do Filme: - Tema abordado: - Problemática: - Espaço onde decorre a acção: - Sinopse (breve resumo): Ficha Técnica - Título: Mar Adentro - Realizador: Alejandro Amenábar - Elenco: - Javier Bardem, Lola Duenas, Celso Bugallo, - Ano: 2004 - Duração (minutos): 125 m O tema abordado aqui é a Eutanásia no geral. Baseado na história real de Ramón Sampedro (representado no filme pelo ator Javier Bardem), o filme retrata a luta de um homem, nascido em uma pequena vila de pescadores na Galícia, e que, aos 25 anos, sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Após o acidente Ramón viveu praticamente 29 anos “lutando” na justiça pelo direito de decidir sobre a sua vida. Se podemos ou não decidir se devemos viver ou morrer mediante certas circunstâncias. Será que o governo tem direito de impedir que uma pessoa se mate quando esta não tem vontade de viver? Qual o peso da religião nesta situação? É a história de um homem que durante 28 anos lutou pelo seu próprio direito de morrer após sofrer um acidente que o deixou tetraplégico (ao mergulhar de cabeça numa área rasa do mar). É baseado em fatos reais, na história do conhecido Ramón Sampedro, realizado por Alejandro Amenábar, um jovem que viajou pelo mundo inteiro, mesmo sem dinheiro. Como ele dizia, “viajar pelo mundo inteiro só se for como marinheiro” e como marinheiro foi e viajou e conheceu vários lugares lindos! O mar é “quem lhe deu a vida” mas também “quem lhe tira a vida”, pois foi este que o fez sofrer um acidente, Ramón mergulha num lugar com a maré baixa e o choque da cabeça contra a areia provoca a fratura da sétima vértebra cervical, deixando Ramón tetraplégico. Foi o início de uma nova vida para ele, vida que denota no filme que Ramón não quer viver. O filme inicia com a visita de uma advogada (Júlia) a casa de Ramón, Júlia fica espantada ao saber do desejo dele, em busca de uma petição para o próprio direito de morrer, ela procura saber mais de sua vida e acaba fascinada com a história deste rapaz. Ele tinha um irmão que nunca esteve de acordo com a decisão dele. Quem cuidava dele era a sua cunhada, Manuela, que desde o acidente, o tratava como um irmão, um filho. Depois de uma entrevista que passa na televisão, a personagem Rosa fica curiosa com a história de Ramón e vai visitá-lo. Rosa era uma mulher muito frustrada, com relacionamentos que não deram certo e, como tal acaba apaixonando-se por ele, em algumas partes do filme ela declara-se, apesar de Ramón não gostar muito de ouvir.
  • 2. - Posicionamento crítico (opinião pessoal fundamentada): De acordo com os “Direitos Humanos”, e sendo logo esse o 1º artigo, todos temos direito à vida. Nem o Estado nem ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, de decidir quem vai viver e quem vai morrer. Por isso, quando alguém mata outra pessoa, responde pelo crime de morte (homicídio), e deve ser preso, e ainda mais tem o dever de indemnizar a família do morto por aquela perda. Mas o direito à vida quer dizer também o direito de viver. O direito de ter meios de vida e subsistência. Daí nós veremos, mais adiante, o direito de trabalhar e ganhar, pelo menos, um salário mínimo, e o direito de viver com saúde. Isso porque uma maneira fácil de desrespeitar o direito à vida é deixando que alguém morra de fome, ou de doença. Mas tal como temos o direito á vida, também temos o direito à liberdade! Liberdade é poder fazer as coisas, sem interferência dos outros. É poder pensar, e dizer o que pensa, nas ruas, nas rádios e televisões, nos jornais. Ou numa marcha ou passeio. A essa liberdade se diz liberdade de opinião e expressão. Mas também tem a liberdade de se movimentar, chamada liberdade de locomoção. É o direito de ir, vir e ficar. Sem estar preso, e sem ser barrado pela polícia, ou outros aparelhos do Estado. E tem ainda a liberdade de reunião e associação, que é o direito de se juntar a outras pessoas, para conversar e discutir problemas e questões que são de interesses comuns. O uso dessas liberdades é importante, porque faz com que a gente perceba que não vive sozinho, e que o que a gente pensa muitas vezes é o que muitas outras pessoas também pensam. E a união de muitos em torno de objetivos comuns é importante, porque dá força à comunidade, na hora de reivindicar ações dos governos. O amor é uma afeição que a gente tem por outra. É um sentimento que nos preenche, que nos faz querer ver a pessoa bem, mesmo antes de nós, que nos impele para cuidar dela, para não a deixar sofrer, para a proteger. Não é á toa que, como diz o cantor Caetano Veloso, “Quando a gente gosta é claro que a gente cuida”. E diz muito bem, só que por vezes esse a amor que nutrimos por alguém torna-se “cego”, e como tal não conseguimos ou não queremos ver o que é melhor para ele(a). Tornamo-nos talvez, diria um bocadinho “egoístas” a ponto de pormos as “nossas ideias/emoções” acima das pessoas que amamos porque simplesmente achamos que é o melhor para ela, não dando assim, mesmo sendo sem querer nenhuma atenção aos seu quereres, aos seus pontos de vista. Ramón tenta de várias formas ter o “ direito de morte “ que não prejudique nem faça ninguém “culpado”, (eutanásia), mas o governo da Espanha não admite esse tipo de conduta. Ramón sofre duras críticas da igreja que também está contra esta sua decisão visto que consideram um “crime” porque temos o direito á vida! Durante este período de quase 30 anos na sua cama, sem se poder se mexer, Ramón aprende a escrever com a boca, com a ajuda de seu sobrinho Javier. As coisas que ele escreveu foram interpretadas como poemas, que a sua cunhada sempre guardou, papel por papel. Júlia, advogada de Ramón, também se sente atraída por ele, por se familiarizar com o seu drama, por sofrer de uma doença degenerativa, incurável. Durante o filme, esta sofre um enfarte e fica paraplégica. Júlia encontra as cartas de Ramón, e tem a ideia de lançar um livro (Cartas do inferno), sendo posteriormente despertada pelo desejo de morrer, já que sofre de uma doença que a vai fazendo piorar a pouco a pouco até que no final levará á sua morte e então, combina com ele que irá publicar seu livro, e voltar para “ajudá-lo “ em seu desejo de acabar com a vida, coisa que não acontece. Júlia desiste de cometer suicídio, e continua a levar uma vida normal. Uma coisa interessante e que dá “pena” é quando Júlia no final do filme recebe uma carta escrita por Ramón, e não se consegue lembrar de quem ele seja, depois da curta mas intensa história de amor vivido pelos dois no filme. Na justiça a petição de Ramón continua a ser negada. Sem o direito da eutanásia, Ramón convence- se de que a única forma é cometer suicídio. Com a ajuda de Rosa, que é completamente apaixonada por ele, este consegue finalmente ver o ao seu maior desejo realizado, o desejo de morrer. Ramón se despede da sua família e amigos, e vai para uma cidadezinha com Rosa, fica numa casa á beira da praia, onde esta lhe serve um copo de água com cianeto, que numa certa dose é fatal. Antes de o beber Ramón grava um vídeo, com o intuito do governo Espanhol compreender que “ A vida é um direito, não uma obrigação “.