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Anais
   VI ENCONTRO NACIONAL DE
GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
TRABALHO 01

  PADRONIZAÇÃO DOS CARROS DE EMERGÊNCIA PARA UNIDADES DE ALTA COMPLEXIDADE DE UM
                             HOSPITAL ESCOLA: proposta

CARNEIRO, TAIZE MURITIBA; RIBEIRO, ELISA AUXILIADORA DA FRANÇA;
SILVA, IRANETE ALMEIDA SOUSA

COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROESSOR EDGARD SANTOS (COM-HUPES)


INTRODUÇÃO: carro de emergência é um móvel com equipamentos, materiais e medicamentos utilizados pela
equipe de saúde em situações críticas que exigem assistência imediata. Deve conter gavetas, ter fácil acesso e
transporte. Sua organização promove a assistência segura ao paciente e favorece o equilíbrio da equipe no
momento do uso. Assim, a padronização do tipo e número de materiais, medicamentos, e equipamentos, é
imprescindível. Padronizar é um método de redução ou eliminação das variedades sem causar prejuízos à execução
do procedimento. Esta proposta justifica-se pela necessidade de uniformizar e desencadeou-se a partir dos
questionamentos da equipe quanto adequação da padronização vigente.
OBJETIVO: apresentar nova proposta de padronização dos carros de emergência para unidades de alta
complexidade.
 METODOLOGIA: trata-se de proposta para padronização de carros de emergência, considerando o perfil dos
usuários e a rotina da organização, para unidades de um Complexo Hospitalar público de ensino, da cidade de
Salvador-Ba, realizada no período de junho a outubro de 2007, por enfermeiras da unidade de tratamento intensivo
geral (UTI) e cardiológica (UTI-C), conforme as recomendações da American Heart Association e Agência Nacional
de Vigilância Sanitária. Para acompanhamento foi elaborado um instrumento de controle.
RESULTADOS: a proposta foi elaborada, encontra-se no Centro de Estudo e Pesquisas em Enfermagem para
apreciação, e em teste na UTI-C.
CONCLUSÃO: a experiência de elaborar esta proposta possibilitou-nos reflexão sobre a importância da organização
e uniformidade dos carros de emergência para o atendimento nas situações críticas, para favorecer o ensino e
reduzir os desperdícios.

CARNEIRO TM. Enfermeira Especialista. Supervisora do Serviço de Terapia Intensiva do COM-HUPES – UFBA.
Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Católica do Salvador. taizemuritiba@ufba.br
RIBEIRO E.A.F. Enfermeira Especialista. Coordenadora do Serviço de Terapia Intensiva Cardiológica do COM-
HUPES – UFBA. elisaenfa@bol.com.br
SILVA, I.A.S. Mestre em Enfermagem pela UFBA. Coordenadora do Serviço de Terapia Intensiva do COM-HUPES-
UFBA. Docente da Faculdade de Enfermagem São Camilo-BA. iranetealmeida@hotmail.com


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TRABALHO 02


CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM RELAÇÃO AOS PREÇOS DOS MATERIAIS E
                                  PROCEDIMENTOS.

                                              Renata Donato Janeri, Miriam Rodrigues de Medeiros, Sarah Munhoz

                                                                                   Hospital Israelita Albert Einstein
Introdução: Com a abertura da economia nacional, que permitiu a comparação de preços e qualidade dos produtos,
os administradores hospitalares passaram a ter maiores preocupações com o custo das atividades, e o
conhecimento do desperdício tornou-se fundamental para a competição no mercado. O enfermeiro como participante
de uma política de redução de custos, pode contribuir para um controle mais efetivo dos recursos de sua unidade de
trabalho propondo medidas que evitem o desperdício e re-trabalho por parte de sua equipe que desempenha um
importante papel com relação ao material de consumo.
Objetivo: Verificar o conhecimento dos profissionais de enfermagem no que se refere aos preços dos materiais e
procedimentos.
Método: Estudo descritivo, quantitativo desenvolvido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de um hospital
privado em São Paulo. A população foi composta por profissionais de enfermagem. Para a coleta de dados foi
utilizado um roteiro semi-estruturado contendo os materiais mais utilizados na unidade e os procedimentos de
enfermagem.
Resultados: Participaram da pesquisa 91 colaboradores. Os enfermeiros acertaram 5,6% dos preços de materiais e
1,8% dos procedimentos. Os técnicos de enfermagem acertaram, na mesma ordem de apresentação,
respectivamente 3,5% e 1,5%.
Conclusão: Urge a condição de que o profissional de enfermagem esteja apto a atender às demandas das
Organizações de Saúde, preocupadas com a elevação crescente de custos, a divulgação dos custos de materiais e
procedimentos, o controle de desperdícios e a otimização de resultados, assumindo assim, um papel efetivo na
gestão econômica das instituições de saúde.
TRABALHO 03

 MEDIDA DE CARGA DE TRABALHO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
                                   CORONARIANA.

Renée Costa Amorim, Márcia Galan Perroca
Hospital de Base de São José do Rio Preto

Introdução: Carga de trabalho de enfermagem identifica o tempo gasto pela equipe para realizar as atividades de
sua responsabilidade, relacionadas direta ou indiretamente ao paciente. Justificativa: Sua mensuração possibilita a
adequação do pessoal de enfermagem em unidades hospitalares. Objetivo: Mensurar a carga de trabalho da equipe
de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva Coronariana mediante a aplicação do Nursing Activities Score
(NAS). Método: Estudo descritivo e exploratório, com 143 pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva
coronariana, em hospital escola, no interior do Estado de São Paulo, no período de setembro a outubro de 2007.
Resultados: A idade média dos pacientes foi de 60,8 13 anos e o tempo médio de permanência de 5,7 7,4 dias. O
instrumento foi aplicado 595 vezes obtendo-se NAS médio total de 67,4 pontos. A atividade mais pontuada foi à
referente à medicação -100%. A carga de trabalho total identificada na unidade foi de 16,3 horas sendo 14,9 horas
para os pacientes clínicos e 18,4 horas para os cirúrgicos (p<0,001). Conclusão: A mensuração da carga de trabalho
possibilita o dimensionamento quantiqualitativo de pessoal de enfermagem e redesenho do processo de trabalho.

Relator: enf. Clínica da Unidade Coronariana do Hospital de Base de São José do Rio Preto e aluna do curso de
especialização de gerenciamento de enfermagem da FAMERP.
TRABALHO 04

 TENDÊNCIAS DO MOVIMENTO DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CARDIOLÓGICA: UM ESTUDO
                                  RESTROSPECTIVO



BRANDÃO, Kathlene Rocha, CARNEIRO, Taize Muritiba, CRUZ, Enêde Andrade da, RIBEIRO, Elisa Auxiliadora da
França, SILVA, Iranete Almeida Sousa, SILVA, Jackson Rogério Nascimento



            COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS – UFBA



Introdução: doenças cardiovasculares constituem uma das maiores causas de morbi-mortalidade mundial, situação
que agrava-se com a escassez de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Assim, considera-se relevante
estudar a movimentação de pacientes em uma UTI cardiológica (UTI-C), para oferecer subsídios ao planejamento e
implementação dessas unidades. Objetivo: descrever a movimentação da UTI-C de um complexo hospitalar público
de ensino, de Salvador-Ba, que atende ao Sistema Único de Saúde (SUS). Metodologia: trata-se de estudo de caso
descritivo, quantitativo, realizado na organização escolhida considerando variáveis: idade, sexo, procedência,
diagnóstico médico, tratamento, tempo de permanência, altas, óbitos, transferências externas e reinternações.
Utilizado usuários internados de maio a dezembro de 2007 na UTI-C. Os dados foram extraídos de censos mensais.
Tratamento e análise foram efetivados a partir de números absolutos e relativos. Resultados: foram admitidos 203
pacientes entre 19 e 89 anos, média de 62; 111(55%) feminino e 92(45%) masculino. Destes, 174(86%) procedentes
de unidades do hospital, e 29(14%) da central de leitos do Estado. O que evidencia grande incidência de doenças
cardiovasculares no Estado. Do total 167(82,26%) obtiveram alta, 21(10,34%) transferência externa e 15(7,40%)
evoluíram a óbito; 47(23%) submetidos à cirurgia cardíaca: 17(36%) revascularização do miocárdio, 19(40 %) valvar,
6(13 %) congênitos e 5(11 %) outros. O tempo de permanência variou de 01 a 67 dias, média de 3,34, 18(9%)
reinternações. Diagnósticos médicos mais freqüentes: Angina, Infarto Agudo do Miocárdio e Arritmias Cardíacas.
Conclusão: a movimentação desta UTI-C constitui ferramenta para tomada de decisões e garantia de atendimento
às demandas do SUS.



RIBEIRO, E.A.F. Enfermeira especialista. Formação em Neurolinguistica. Coordenadora da UTI Cardiológica do C-
HUPES-UFBA. Rua Plínio Moscoso, 434/602, Chame-Chame, Salvador-Ba, 40155-190. elisaenfa@bol.com.br. (71)
3245.5708.
TRABALHO 05

                              Gerenciamento de gestantes: programa boa hora.


Daniela Gonçalves Caseca Salata*, Larissa Kozloff Naves, Renata Trindade Monteiro, Silvia Maria Ribeiro Oyama,
Caio Seixas Soares, Roderick Beltrão Wilson
Omint Serviços de Saúde


Introdução: A gestação é um fenômeno fisiológico e sua evolução ocorre normalmente sem intercorrências. Apesar
disso, há uma pequena parcela de gestantes que, por terem características específicas, apresentam maior
probabilidade de evolução desfavorável, tanto para o feto como para a mãe : são as chamadas gestações de alto
risco. O objetivo da assistência pré-natal é garantir o bom andamento das gestações de baixo-risco e, também, de
identificar adequada e precocemente quais as gestantes com maior chance de apresentar uma evolução
desfavorável.
Justificativa: O programa, coordenado por uma enfermeira, foi criado para oferecer um atendimento diferenciado e
atender às necessidades de todo acompanhamento pré natal e puerperal.
Objetivo: Oferecer à gestante um atendimento personalizado e individualizado a fim de acompanhar todo o período
gestacional, visando minimizar e/ou acompanhar possíveis intercorrências.
Método: Visitas domiciliares bimestrais de enfermeira, acompanhamento de equipe multidisciplinar quando
necessário, call center 24 horas e cartilha explicativa para cada fase da gestação. Período de acompanhamento:
primeiras semanas até 1 mês após o nascimento, dando ênfase maior ao aleitamento materno.
Resultados: Em 18 meses de programa viabilizou-se a detecção precoce da população de gestantes de alto-risco
(gestações gemelares, idade acima de 34 anos e antecedentes obstétricos patológicos) e a possibilidade de
estabelecer um perfil de 34% do total da população.
Conclusão: Esta experiência mostrou-se eficaz e vantajosa, uma vez que podemos acompanhar todos os estágios
de uma gestação, dando todo o suporte necessário para qualquer eventualidade. Além disso, é uma importante
ferramenta para mapear e gerenciar uma determinada população.
TRABALHO 06

           PERFIL SAÚDE: UM METODO PARA MAPEAMENTO DA POPULAÇÃO NAS EMPRESAS.

Silvia Maria Ribeiro Oyama; Larissa Kozloff Naves, Renata Trindade Monteiro, Daniela Golçalves Caseca Salata,
Caio Seixas Soares, Roderick Beltão Willson,

Omint Serviços de Saúde

Introdução: Atualmente já estão comprovados os benefícios dos programas de promoção da saúde e qualidade de
vida no trabalho. No âmbito empresarial pode-se atuar em diversas áreas, desde a promoção de saúde com o
estímulo à adoção de hábitos saudáveis, como prática de atividades físicas, controle do peso e tabagismo, até o
acompanhamento de portadores de doenças crônicas, como os programas de gerenciamento de crônicos.
Justificativa: Para planejar um programa de qualidade de vida adequado para uma empresa, é necessário conhecer
as suas necessidades e particularidades.
Objetivo:         Apresentar        método       de        elaboração         do       perfil      de        saúde.
Método: A identificação do perfil da população da empresa é realizada através da aplicação de um questionário para
todos os funcionários, onde são abordados algumas características epidemiológicas, tas como: estado de saúde,
identificação de comportamentos de riscos para desenvolvimento de doenças crônicas (tabagismo, sedentarismo,
obesidade, estresse), freqüência da realização de exames preventivos, vacinas, entre outros. As respostas do
questionário são em múltipla escolha. O preenchimento pode ser realizado pela internet ou meio físico (papel). Após
o recebimento dos questionários, os dados são colocados em sistema, possibilitando análise dos dados para
elaboração                              do                           relatório                            gerencial.
Neste relatório, é possível direcionar as ações prioritárias na empresa, identificando suas reais necessidades e
conseqüentemente         maximizando      os    custos     com     programas      de     qualidade      de     vida.
Resultado: A metodologia descrita tem se mostrado uma ferramenta eficaz no direcionamento dos programas de
qualidade de vida nas empresas, proporcionando um diagnóstico da população, possibilitando implementar ações de
promoção                de            saúde            e            prevenção                de            doenças.
TRABALHO 07

  Gerenciamento de portadores de doenças crônicas: análise estatística dos indicadores de performance.

Larissa Kozloff Naves*, Renata Trindade Monteiro, Daniela Golçalves Caseca Salata, Silvia Maria Ribeiro Oyama,
Caio Seixas Soares, Roderick Beltrão Wilson.
                                                                                         Omint Serviços de Saúde

Introdução: As doenças crônicas representarem cerca de 60% das mortes, em todo o mundo. Os programas de
gerenciamentos de crônicos tem como objetivo restabelecer o estado de saúde em ambiente domiciliar através do
atendimento multidisciplinar promovendo orientação do manejo da doença. As informações do cliente são
centralizadas em um profissional, o qual direciona para toda equipe multiprofissional que o acompanha, diminuindo
os riscos de possíveis descompensações.
Justificativa: O gerenciamento de portadores de doenças crônicas pode ser uma alternativa para melhoria do
atendimento ao cliente junto com uma redução dos custos da assistência médica.
Objetivo: Analisar indicadores de performance de um programa de gerenciamento de doenças crônicas.
Método: Todos os clientes gerenciados, recebem visitas de uma enfermeira, de acordo com o seu grau de risco
clínico, call center 24 horas, coleta domiciliar de exames laboratoriais e oxigenioterapia. Para medir a eficácia do
Gerenciamento de pacientes crônicos foram usados três indicadores de performance: Média de internação, Média
de diárias consumidas e Média de diárias por internação por paciente, pelo período de 1 ano antes e 1 a 3 anos
pós programa.
Resultado: A análise dos indicadores apontou uma média de 2,05 internações por paciente pré-programa e a média
de consumo de diárias hospitalares. Após o início nos programas de gerenciamento, esse número caiu para 0,96
internações por paciente e destes 6,7 diárias hospitalares.
Conclusão: Os indicadores utilizados demonstraram a eficácia e efetividade do programa e seu custo-benefício,
sugerindo que o controle da doença diminui as hospitalizações e o tempo de permanência hospitalar.
TRABALHO 08

INOVAÇÃO NA ASSISTÊNCIA INTEGRAL AO PACIENTE CLÍNICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL
                                ESTADUAL DO IPIRANGA.

Tereza Hidemi Hassegawa1, Geny Cândida de Jesus2, Sandra Cristina Perez Tavares3, Eliane da Silva Grazziano4
Hospital Ipiranga – São Paulo

INTRODUÇÃO: Os indivíduos acometidos por infecções crônicas necessitam de cuidados constantes. A enfermeira,
neste contexto, busca desenvolver uma assistência globalizada visualizando o cuidar nas dimensões físicas,
emocional e espiritual (Shimizu, Guitierrez, 2007). Com a terceira revolução industrial, novos modelos de
organização do trabalho e relações sociais influenciam as atividades profissionais levando a maior integração entre
as funções (Martins e Dal Poz, 1998;Peduzzi, 2002).OBJETIVO: O estudo relata a experiência de um grupo de
enfermeiras do Hospital Ipiranga (SES) na implantação de um modelo de gestão da assistência baseado no modelo
Assistência Integral. DISCUSSÃO: O modelo visa aproximar a equipe de enfermagem do paciente e diminuir o
desgaste físico dos mesmos. Para tanto, foi determinado um espaço físico para o profissional e garantia da pronta
disponibilidade dos insumos necessários à execução da assistência de enfermagem. Após aprovação do projeto
pela Diretoria Clínica e de Enfermagem, as reformas de área física, redimensionamento de pessoal, treinamento da
equipe e orientação dos pacientes e familiares foram iniciadas. Foi estabelecido que para cada enfermaria (04 leitos)
haveria um profissional de enfermagem designado para assisti-los durante o período de trabalho. CONCLUSÕES: O
modelo trouxe vários benefícios para o cliente, a saber: assistência integral e imediata, melhora da confiança entre
os paciente, enfermagem e acompanhantes, maior tempo de contato pessoal entre o profissional e paciente
reduzindo a ocorrência de eventos adversos. Para o profissional, pode-se perceber a alteração do humor, maior
disposição e motivação no trabalho. Para a instituição, houve ganho com redução de custos.

REFERÊNCIAS

Martins MIC, Dal Poz MR. A qualificação de trabalhadores de saúde e as mudanças tecnológicas. Physis
1998;8(2):125-146.
Peduzzi M. Mudanças tecnológicas e seu impacto no processo de trabalho em saúde. Trabalho, Educação e Saúde,
2002;1(1):75-91.
Shimizu HE, Guitierrez BAO. Participação de enfermeiros na implantação e desenvolvimento de um grupo
multidisciplinar   de   assistência   a    pacientes    crônicos     e    terminais.        Disponível  em:
http://www.ee.usp.br/REEUSP/upload/html/414/body/v31n2a07.htm
TRABALHO 09

 A UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTA DO CICLO PDCA – GRÁFICO DE ISHIKAWA NA EVIDÊNCIA DOS CASOS
          DE INCIDENCIA DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA.


Autoras: Clodine Pepes, Martha Rejane Silva Augusto, Renata Carolina Ishikawa.


Introdução: A úlcera por pressão (UPP) é uma complicação comum em pacientes críticos hospitalizados, tornando-
se um problema sério para os mesmos. A prevenção deste tipo de complicação é um desafio para a assistência de
enfermagem (FERNANDES, 2000). O gerenciamento para a qualidade adota técnicas de resolução de problemas,
conhecidas genericamente como “Ferramentas da Qualidade”, que possuem notável aplicação na identificação e no
diagnóstico de falha no processo e mediação das melhorias alcançadas.
Objetivo: Elaboração da ferramenta - Gráfico de Ishikawa, para identificação de problemas relacionados às
Ulceras Por pressão em unidade de Terapia Intensiva e apoio na adoção de medidas preventivas.
Método: Para a realização do Gráfico de Ishikawa dividimos a incidência dos casos de UPP em duas partes: as
causas deste problema e os efeitos do problema, visualizando medidas para sanar o problema, atuando na causa ou
no efeito.
 Resultados: Com a elaboração deste instrumento conseguimos evidenciar falha no processo e conseqüentes
incidências de UPP. Conseguimos focar quais fatores influenciavam intrínseca e extrinsecamente na presença de
novos casos, lembrando que o custo do tratamento de um paciente portador de UPP é caro comparado com os
benefícios da prevenção.
Conclusão : Adotar um programa de qualidade é buscar melhorias contínuas no atendimento, na redução dos
custos, na diminuição dos prazos e de desperdício. O comprometimento de todos é essencial, pois sem estes o
sistema não funciona.
Em longo prazo as medidas de prevenção, a satisfação do cliente e a gratificação profissional impulsionam a
categoria a novos estudos através da enfermagem baseada em evidencias.

Referencias Bibliográficas

DANTAS, S.R; JORGE, S.A, Abordagem Multiprofissional do Tratamento de Feridas – Ed. Atheneu
PEDROSA, T.M.G; COUTO, R.C; Hospital: Acreditação e Gestão em Saúde, 2ªedição, Ed. Guanabara Koogan, RJ
TAJRA,S.F; Gestão Estratégica Na Saúde: Reflexões e Praticas para uma administração voltada para excelência,
Ed. Iatria, São Paulo, 2006
TENÓRIO, E. B.; BRÁZ, M. A intervenção do Enfermeiro como diferencial de qualidade no tratamento de feridas.
Rio                       de                 Janeiro:                     Pronep,                     2002


Relator: Clodine Pepes – Enfermeira Especialista em Dermatologia Unifesp – Coordenadora Comissão de
Curativos – Unimed Paulistana – Hospital Santa Helena


End: Rua Tupi 103 apto 103B
Fone: 7667 3083
Email: clodine.pepes@unimedpaulistana.com.br
        clodinepepes@hotmail.com
TRABALHO 10

  A IMPORTÂNCIA DA INSERÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ACOLHIMENTO DO
              HOSPITAL MUNICIPAL SALLES NETTO: FACILIDADES X DIFICULDADES


                                                                           ANETE PATITUCCI LAGE*

Trata-se de um estudo cujo objeto de análise é “a importância da inserção da equipe de enfermagem no processo de
acolhimento do Hospital Municipal Salles Netto: facilidades e dificuldades”. O interesse em desenvolver esta
pesquisa surgiu a partir da observação e relatos da equipe de enfermagem, onde percebeu-se a desmotivação, bem
como o desacolhimento do grupo. Baseado nisso, os objetivos traçados foram: identificar o nível de conhecimento
dos profissionais de enfermagem do HMSN acerca do acolhimento e de fatores relacionados à motivação no
trabalho, bem como, descrever a relação profissional x cliente x acompanhante e suas implicações O estudo
realizado teve uma natureza exploratória e a sondagem do problema foi realizada mediante análise quanti-
qualitativa. O universo deste estudo foi composto de cinqüenta profissionais de enfermagem lotados na Seção de
Enfermagem do Hospital Municipal Salles Netto. O instrumento utilizado foi um questionário, composto de questões
fechadas, semi-abertas e abertas.A coleta de dados foi feita mediante a aplicação do instrumento (questionário) e os
dados foram coletados pela autora nas enfermarias, ambulatório, sala de procedimentos e na sala de vacinação. A
análise dos dados foi realizada mediante quadros e gráficos. De acordo com os resultados obtidos, percebemos que
os profissionais relacionam o acolhimento, principalmente, às relações interpessoais, metade destes relataram
sentir-se desmotivados, enquanto a metade restante, alegaram estar motivados em seu local de trabalho.Vale
ressaltar que, no aspecto desacolhimento, apesar de a maioria dos profissionais relatarem sentir-se acolhidos, há
uma contradição com as percepções da autora, a qual observa na prática diária o desacolhimento. No que diz
respeito ao trinômio profissional x cliente x acompanhante, notamos que a relação profissional x acompanhante
precisa ser repensada, uma vez que recebeu a classificação de irregular por parte dos profissionais. Espera-se com
esta pesquisa, contribuir, no sentido de propor uma reflexão acerca das implicações do acolhimento nas relações
humanas dentro do contexto da saúde.
TRABALHO 11

   PERFIL DOS PROFISSIONAIS DA CENTRAL DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DO HOSPITAL SÃO
                                          PAULO

Rita Marina Ribeiro Melo de Queiroz, Lilian Lestingi Labbadia, Elisabeth Niglio de Figueredo
Instituição - Hospital São Paulo / UNIFESP

RESUMO

A Central de Desinfecção e Esterilização do Hospital São Paulo (CDE) processa aproximadamente 80 mil itens por
mês. Considerando-se a introdução de novas tecnologias e a complexidade dos materiais, faz-se necessário o
investimento em capacitação.
Quanto maior conhecimento o profissional apresenta, mais forte e ao mesmo tempo mais flexível ele se apresentará
para enfrentar as mudanças e rupturas que podem surgir no dia-a-dia de uma organização (Ruthes e Cunha, 2008).
A gerência de enfermagem da CDE preocupada com a valorização e capacitação dos profissionais que atuam nesta
unidade, buscou conhecer o perfil do trabalhador da Central de Desinfecção e Esterilização, sua qualificação para a
execução das tarefas específicas do setor e o grau de satisfação na função exercida.
Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, sendo a população composta por 79 profissionais que atuam na
CDE do Hospital São Paulo.
Dos 42 (53,2%) profissionais que responderam ao questionário, seis (14,3 %) são especialistas. Dos 28 técnicos e
auxiliares, 17,5% são graduados ou graduandos. Dos 28 auxiliares e atendentes, 27% têm nível médio. 99,6% estão
satisfeitos na função e setor que atuam e continuam em busca de aperfeiçoamento e especialização.
Este trabalho subsidiará a elaboração de propostas para melhoria no setor, atendendo às expectativas dos
profissionais e objetivos da instituição.

Enfermeira. Especialista em Nefrologia / Unifesp. Gerente do Serviço de Enfermagem em Central de Desinfecção e
Esterilização do Hospital São Paulo.
R. Napoleão de Barros, 715 – 1º SS. Vila Clementino. Cep 04020-002. Fone 55764081 / 55764550
Mail para contato – ritacde@denf.epm.br
TRABALHO 12

ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: PADRÕES DE QUALIDADE PARA OS SERVIÇOS DE SAÚDE


           LEITÃO, Elena Rodrigues Leitão*, MACHADO, Simone Cruz **


            UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF


 Resumo - Este estudo tem por objeto o processo de Acreditação nas instituições de saúde, de
 acordo com as diretrizes do ONA – Organização Nacional de Acreditação, que estabelece padrões
 de qualidade para as empresas em geral. Objetivo – a investigação teve como objetivo conhecer os
 elementos que compõem o processo de Acreditação. Justificativa - nas duas últimas décadas, a
 busca da qualidade dos serviços de saúde deixou de ser uma atitude isolada, tornando-se uma
 necessidade técnica e social, num contexto de dificuldades político-econômicas, no mundo
 globalizado, principalmente, em países em desenvolvimento, a exemplo do Brasil. Oficialmente o
 enfermeiro integra a comissão de Acreditação Hospitalar, quando instalada nas instituições.
 Metodologia - Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa. Os dados foram
 coletados no período de 2006/2007 De acordo com Leopardi (2002, p. 131) a pesquisa bibliográfica
 “è utilizada quando o tema implica na análise de publicações para reconhecer sua freqüência,
 regularidade, tipos, assuntos examinados, métodos empregados, em textos. Requer o acesso à
 bibliografia prevista para a análise do tema, e preocupações sobre a uniformidade de registros”..
 Resultados - Após o período de avaliação, a equipe elabora um relatório detalhado dos resultados
 encontrados e o certificado pode ser classificado como simples, referente ao nível 1, pleno,
 referente ao nível 2 e de excelência, relativo ao nível 3. Conclui-se que a instituição que não atinge
 os padrões mínimos exigidos pelas normas pré-estabelecidas, não é acreditada. As instituições que
 recebem certificação do nível 3, podem se inscrever para concorrer ao Prêmio Nacional da
 Qualidade.
 _______________
 * Doutora em Enfermagem da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade
 Federam Fluminense/RJ. E-mail: rosaleitao@uol.com.br – R. Gavião Peixoto,13/901 –Icaraí –
 Niterói – RJ. CEP- 24230-090. (21) 27179535
 ** Doutora em Enfermagem da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade
 Federam Fluminense. Tel. (21) 27179535 – (21) 9634-5020
TRABALHO 13

    CONFLITO ORGANIZACIONAL SOB A ÓTICA DOS TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM: UM
                                ESTUDO EXPLORATÓRIO.

Carla Aparecida Spagnol, Bruna Mendes de Oliveira Campos, Gislene Rodrigues Santiago, Maria Tereza Melo
Badaró, Jackeline Soares Vieira, Ana Paula de Oliveira Silveira.

Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais.

O estudo em foco apresenta dados preliminares de uma pesquisa qualitativa desenvolvida com a equipe de
enfermagem do Hospital das Clínicas-UFMG. Buscamos nesse estudo exploratório, analisar as situações de conflito
no contexto hospitalar na ótica dos técnicos/auxiliares de enfermagem. Objetivos: conhecer as diferentes
percepções de conflito; identificar os mais comuns e os principais fatores que os geram; levantar facilidades e
dificuldades que o enfermeiro encontra ao lidar com os conflitos e compreender como esse profissional enfrenta
situações conflituosas no trabalho. Para a coleta de dados utilizamos um questionário constituído de perguntas de
identificação e questões acerca do tema investigado. Dentre os pesquisados, 27 devolveram o instrumento, sendo
que a maioria evidenciou uma visão negativa do conflito, conceituando-o como: divergência de idéias e discórdia
entre pessoas. Identificamos que grande parte dos profissionais respondeu que o enfermeiro está preparado para
lidar com conflito, devido à suas características pessoais e suas competências/habilidades gerenciais. Por outro
lado, alguns respondentes relataram que esse profissional não está preparado para lidar com essas situações,
devido ao seu distanciamento dos demais integrantes da equipe. Os dados demonstraram ainda, que as facilidades
encontradas pelo enfermeiro para lidar com o conflito são: diálogo e liderança. Já as dificuldades incluem
comunicação inadequada e falta de consenso na equipe. Consideramos que a visão dos técnicos/auxiliares de
enfermagem pode contribuir para o enfermeiro (re) pensar sua prática gerencial, quando se depara com situações
de conflito no trabalho. Sendo assim pretendemos aprofundar o estudo, em uma segunda etapa, realizando
entrevistas com esses profissionais.
TRABALHO 14

      UTILIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NAS ATIVIDADES PRÁTICAS DA DISCIPLINA
                             ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM

Carla Aparecida Spagnol, Eliane Marina Palhares Guimarães, Heloisa de Carvalho Torres, Maria Édila Abreu
Freitas, Mônica Chaves

Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais

O planejamento é uma ferramenta fundamental para a gestão dos serviços de saúde e para subsidiar a atuação
gerencial do enfermeiro. Entretanto, evidenciamos que, na maioria das vezes, este profissional tem dificuldades para
sistematizar o processo de trabalho e realiza ações do tipo “apaga incêndio”. Neste contexto, os docentes da
disciplina Administração em Enfermagem II, têm abordado nas aulas teóricas e práticas, a importância do
planejamento estratégico como um instrumento essencial para organizar o processo de trabalho. Nesse estudo
objetivamos analisar a utilização dessa ferramenta gerencial nas atividades práticas da referida disciplina, ministrada
no 7º período do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Os dados foram
organizados segundo a similaridade da natureza dos problemas identificados e categorizados de acordo com as
seguintes temáticas: recursos físicos, humanos e materiais, extraídos das propostas de intervenção resultantes do
diagnóstico administrativo realizado nas unidades de ensino clínico, no período de 2006 a 2008. Identificamos que
alguns enfermeiros estão implementando diversas ações propostas no plano operacional traçado pelo grupo de
alunos, o que evidencia uma efetiva articulação ensino-serviço. No entanto, a cada semestre encontramos uma
reincidência dos problemas diagnosticados, o que mostra a necessidade de envolvermos ainda mais a equipe de
enfermagem nos trabalhos realizados. Para os alunos o ensino clínico demonstrou uma forma possível de planejar
ações para solucionar problemas. Além disso, puderam articular a teoria à prática, bem como perceber a
importância do planejamento estratégico na tomada de decisão e organização do processo de trabalho.
TRABALHO 15

                                            INDICADORES DE SAÚDE

 Eliana Bittar, Elaine Aparecida da Silva
Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

I - INTRODUÇÃO : Este trabalho foi desenvolvido no Centro Cirúrgico do Hospital Dante Pazzanese de Cardiologia
(IDPC), instituição especializada no atendimento a pacientes com afecções cardiovasculares. Os indicadores em
uma instituição servem para medir a qualidade do serviço, atuando assim nos resultados levantados, relacionado a
estrutura e aos processos.
 TIPOS DE INDICADORES: Indicador de eventos (alerta) e indicador baseado em taxa

II – JUSTIFICATIVA: Identificar os indicadores específicos do Centro Cirúrgico para posterior correção das falhas
levantadas.

III – OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é levantar os indicadores específicos do Centro Cirúrgico e do preparo
pré-operatório dos pacientes.

IV – MATERIAL E MÉTODO : Este trabalho se trata de uma pesquisa quantitativa.

V – RESULTADOS: Foram levantados os seguintes indicadores no Centro Cirúrgico
1 - Indicadores de produtividade:
Índice de Suspensão de cirurgia
Índice de Cirurgias realizadas
Índice de percentual de emergência/urgência
Índice de óbito em sala
Índice de reoperação

2 - Indicadores de qualidade
Índice de queimadura
Índice de infecção de sítio cirúrgico
Perda de instrumental
Erro na cobrança de materiais
Tempo de rodada de sala

3. Indicadores de não conformidade no preparo pré-operatório realizado no setor de internação
        -Tricotomia inadequada
-Banho inadequado
-Uso de adornos e prótese dentária
-Uso de esmalte
-Uso de peças íntimas


VI – CONCLUSÃO : Podemos perceber com este trabalho a suma importância em medir as não-conformidades
ocorridas em nosso setor, pois somente a partir da mensuração podemos traçar um plano de ação para melhoria do
processo.

Enfermeira Diretora do Centro Cirúrgico e Central de Materiais – email: centrocirurgicoidpc@ig.com.br - Tel. 5085-
6153 – 5085-6188
TRABALHO 16

          APLICAÇÃO DA FERRAMENTA FMEA PARA MINIMIZAÇÃO DE ERROS DE MEDICAÇÃO

Autoras: Juliana Nogueira Franco, Brícia Pompeo Amaral Barros
Hospital Vivalle

Introdução: FMEA – Failure Mode and Effects Analysis, é uma ferramenta que possibilita analisar e prevenir falhas
de forma estruturada e lógica e a identificar o índice de risco do processo. A abordagem sistêmica dos erros de
medicação poderá revelar as falhas, sendo possível implementar melhorias, diminuindo assim a ocorrência desses
eventos.
Justificativa: Em relação ao uso de medicamentos, uma mudança de paradigma é necessária, pois não basta um
medicamento ter qualidade garantida, mas o seu processo de utilização também deve ser seguro.
Objetivo: Identificar, delimitar e descrever os possíveis modos de falha do processo de administração
medicamentosa para criar condições organizacionais de minimização dos mesmos.
Métodos: Estudo de natureza qualitativa realizado em um hospital de pequeno porte. Foram levantados todos os
tipos de erros de medicação que poderiam ocorrer, e os processos relacionados, descrevendo para cada tipo de erro
suas possíveis causas, os efeitos e os possíveis meios de detecção. Verificou-se os índices de riscos,
hierarquizando-os por meio de pesos atribuídos aos índices de ocorrência da causa, gravidade do efeito e detecção
da falha.
Resultados e Conclusão: A utilização deste método estruturado e formalmente documentado permitiu evidenciar as
fragilidades dos processos envolvidos, o que possibilitou vislumbrar uma redução real dos erros de medicação, que
somente será alcançada por meio de uma análise sistêmica, a detecção de seus pontos vulneráveis e a
implementação de medidas para diminuir as taxas dos eventos adversos relacionados aos erros de medicação.
TRABALHO 17

          DESDOBRAMENTO ESTRATÉGICO E SUA APLICAÇÃO NO SERVIÇO DE ENFERMAGEM.

Autoras: Juliana Nogueira Franco, Brícia Pompeo Amaral Barros
Hospital Vivalle

Introdução: Administrar estrategicamente é um processo continuo e interativo, e que pretende buscar o envolvimento
e compromisso dos profissionais da equipe de saúde nas ações desenvolvidas.
Justificativa: Sob a ótica gerencial é preciso identificar alternativas para estruturar os problemas e pensar soluções
em diferentes cenários, o que tem levado as organizações a desenvolver um novo perfil de atuação.
Objetivo: Sistematizar planos de ação do serviço de enfermagem, visando seu alinhamento à estratégia institucional.
Método: Essa pesquisa caracteriza-se como aplicada por gerar conhecimentos para aplicação prática, objetivando
soluções de problemas específicos. O seu caráter qualitativo advém do fato de não requerer a utilização de métodos
e técnicas estatísticas e de se tornar o ambiente natural como fonte direta para coleta de dados.
Foi realizado levantamento da literatura na área e consultado fontes de dados da Bireme, USP e SCIELLO. A partir
dos objetivos estratégicos foram definidos os prioritários aplicáveis ao serviço de enfermagem, para os quais
elaboramos os planos de ação. Concluída esta fase, foram iniciadas reuniões entre os lideres do serviço e o
escritório da qualidade, visando análise crítica e validação da metodologia.
Resultados e Conclusão: O desdobramento das diretrizes estratégicas seguiu até o último nível gerencial, até que
finalmente as medidas deixaram de ser desdobradas e sim executadas. A aplicação da metodologia propiciou a
criação de um importante instrumento que favoreceu fazer escolhas e a elaboração de planos que ajudou a enfrentar
os processos de mudança para o alcance dos objetivos e metas estabelecidas.
TRABALHO 18

         AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO

      Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza;
                                                                 Scarpari, Carlos Renato; Nakahara, Erika Cristina;
                                                                                   Ferreira, Luciane Ruiz Carmona
                                                                         Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP

Introdução: Existem procedimentos que podem ser realizados para alívio da pressão e redução da chance de
desenvolvimento da úlcera, entretanto, mesmo com toda a vigilância da enfermagem, torna-se difícil prevenir seu
risco.
Justificativa: Devido a úlcera prolongar a hospitalização e aumentar o risco de complicações como infecção,
justifica-se a importância da utilização de protocolos.
Objetivo: Avaliar a eficácia da utilização de protocolo para prevenção de úlcera de pressão em pacientes internados
em Unidade de Terapia Intensiva, em hospital privado do interior paulista.
Método: Estudo retrospectivo, baseado na avaliação dos pacientes internados na UTI, de junho 2006 à julho de
2007.
Resultados: Dos 302 pacientes avaliados, 48,3% tinham idade entre 19 e 59 anos, 47,4% tinham idade superior à
60 anos. O tempo máximo de internação foi de 28 dias, e tempo mínimo de 1 dia. De acordo com a Escala de
Braden, 35,76% dos pacientes internados possuíam alto risco para desenvolvimento de úlcera por pressão,
enquanto que 18,76% apresentaram risco moderado. Foi observado que 9 pacientes, que correspondem a 3,0% da
amostra, desenvolveram úlcera no setor, sendo que 8, que correspondem a 2,6%, eram úlcera estágio I e apenas 1,
que corresponde a 0,33%, em estágio II.
Conclusão: Observou-se uma amostra com risco de desenvolver úlcera de pressão, porém com a utilização do
protocolo institucional de prevenção foi verificada uma baixa incidência de úlceras, validando medidas para impedir
ou retardar o desenvolvimento destas lesões.
TRABALHO 19

      CONTROLE DO ABSENTEÍSMO POR LOMBALGIA NA EQUIPE DE ENFERMAGEM: RELATO DE
                                    EXPERIÊNCIA
                                                                 Monteiro, Anderson Martins; Souza,
Andresa C. Medeiros;                                                   Silvestrin, Andreza; Nakahara,
                                     Érika Cristina;
                                       Ferreira, Luciane Ruiz Carmona
                                       Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP


Introdução: A dor lombar representa um expressivo problema para os trabalhadores de enfermagem, tendo como
fatores de risco o transporte e a movimentação de pacientes, a postura inadequada e estática, e a inadequação do
mobiliário.
Justificativa: A motivação pelo estudo se deu considerando que, as faltas ao trabalho acarretam problemas na
organização, prejudicam a assistência de enfermagem e indicam a existência de problemas preocupantes quando
relacionados às condições de saúde.
Objetivo: Investigar a causa de absenteísmo-doença entre os trabalhadores de enfermagem, com ênfase na
lombalgia e propor medidas de controle dessa patologia.
Método: Análise quali-quantitativa dos dados contidos nos atestados apresentados pela equipe de enfermagem, no
período de junho à dezembro de 2007, em um hospital privado do interior paulista.
Resultados: Através do levantamento do absenteísmo-doença entre os trabalhadores de enfermagem, verificou-se
perda de 11,28% das horas esperadas de trabalho nesse período. Os setores com maior ausência do trabalho por
doença foram a Maternidade/Pediatria (30,7%) e Pronto Atendimento (21%). Analisando as horas perdidas no PA
observou-se elevada incidência de lombalgia, relacionada principalmente à postura do colaborador durante a
execução de punção venosa, levando-nos a elaborar e implementar medidas de controle, como a aquisição de
banco de altura regulável, e treinamento para adequação da postura durante esse procedimento.
Conclusão: A intervenção para controle da lombalgia foi eficaz, tendo sua incidência reduzida a 0% nos 3 meses
subseqüentes à implantação das medidas corretivas.
TRABALHO 20

APLICAÇÃO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE COMPLEXIDADE EM UM HOSPITAL PRIVADO DO INTERIOR
                                      PAULISTA

Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza;
Nakahara, Erika Cristina;Ferreira, Luciane Ruiz Carmona
                                                                           Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP

Introdução: Uma das competências do Enfermeiro Responsável Técnico é garantir os recursos humanos
necessários à assistência de enfermagem e à segurança do paciente, todavia, é necessário a utilização de
ferramentas que comprovem esta necessidade.
Justificativa: Na tentativa de resolver a problemática recursos humanos e distribuição eqüitativa de tarefas a fim de
não causar sobrecarga de trabalho a nenhum colaborador, torna-se imprescindível o uso do sistema de avaliação de
complexidade dos pacientes.
Objetivo: Avaliar a eficácia da aplicação do sistema de avaliação de complexidade para o dimensionamento de
enfermagem e distribuição de tarefas em hospital privado do interior paulista.
Método: Estudo retrospectivo, descritivo baseado na análise da avaliação de complexidade dos pacientes a partir
do mês de abril 2007 à maio de 2008.
Resultados: Foi observado que após a aplicação do sistema de Avaliação de Complexidade, a equipe de
enfermagem foi dimensionada adequadamente havendo necessidade de contratações e remanejamentos.
Observou-se também a possibilidade de distribuição adequada de pacientes de acordo com o grau de dependência
por colaborador de enfermagem além de redução significativa do percentual de absenteísmo da equipe de
enfermagem.
Conclusão: O estudo nos permitiu alcançar o número de pessoal necessário para cada um dos setores do hospital,
o Sistema de Classificação de Pacientes usado é adequado.
Dessa forma, a quantificação de pessoal de enfermagem depende não somente do conhecimento da carga de
trabalho existente nas unidades como também das necessidades de assistência.
TRABALHO 21

IMPLANTAÇÃO DE OUVIDORIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL PRIVADO DO INTERIOR
                                      PAULISTA

Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza;
Nakahara, Erika Cristina; Ferreira, Luciane Ruiz Carmona
                                                                         Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP

Introdução: A utilização da ouvidoria surgiu visando criar um canal condutor de opiniões, reclamações e sugestões,
garantindo o princípio da ética e eficiência em nossas relações no ambiente de trabalho.
Justificativa: A fim de contemplar o sistema de gestão de qualidade e auxiliar o processo de melhoria contínua foi
necessário a implantação da ouvidoria de enfermagem garantindo participação ativa dos colaboradores perante as
ações corretivas e estratégicas da Instituição.
Objetivo: Demonstrar a eficiência e importância da implantação da ouvidoria da equipe de enfermagem em um
hospital privado do interior paulista.
Método: Estudo retrospectivo e quali-quantitativo dos relatos apresentados pelos colaboradores de enfermagem no
ano de 2007.
Resultados: Participaram da ouvidoria 92% do total de 160 colaboradores de enfermagem, onde os relatos de
maior incidência foram: falta de respeito dos familiares com a equipe de enfermagem, maior compreensão da equipe
na passagem de plantão, dificuldades de relacionamento entre os plantões e adequação da estrutura física do setor.
Conclusão: A ouvidoria garantiu aos colaboradores uma resposta satisfatória da hierarquia, bem como um maior
envolvimento da equipe de enfermagem no feed back contínuo uma vez que o uso dessa ferramenta compartilhada
ao resguardo do sigilo, respeito e imparcialidade do condutor esclarece e direciona os resultados obtidos.
TRABALHO 22

      AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA MINIMIZAR OS ERROS RELACIONADOS A ADMINISTRAÇÃO DE
                                     MEDICAMENTOS

Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza;
Lima, Erica Karina Baseggio de; Nakahara, Erika Cristina;
Ferreira, Luciane Ruiz Carmona
Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP

Introdução: Administração de medicamentos é um processo que deve ser realizado com eficiência, segurança e
qualidade, por uma equipe multidisciplinar, que atua através de aprimoramento de conhecimento técnico-científico a
fim de promover benefícios ao paciente. Entretanto, erros podem ocorrer, causando graves complicações e até a
morte.
Justificativa: O presente estudo justifica-se à medida que, identificando e compreendendo as causas dos erros, e
propondo ações que objetive minimizá-las ou saná-las, contribua para uma administração segura, eficaz e com nível
de excelência, o que proporcionará benefícios a equipe e aos pacientes.
Objetivo: Este estudo teve o objetivo de identificar os erros relacionados a administração de medicamentos e
descrever ações estratégicas para preveni-los, melhorando a qualidade da assistência prestada.
Método: A pesquisa foi realizada em um hospital privado do interior paulista, através da análise das notificações dos
erros relacionados a administração de medicamentos, onde foram identificadas as possíveis causas e implantado
ações estratégicas.
Resultados: Após a análise foram implantadas as seguintes ações estratégicas: elaboração do Protocolo de
Administração de Medicamentos, preparo e dispensação de materiais e medicamentos por plantão, conferência e
checagem de armário de acondicionamento, implantação de etiqueta padronizada com os cinco certos, devolução
de medicamentos após conferência do lote com o impresso dispensado e reforço na notificação dos erros.
Conclusão: As ações estratégicas foram utilizadas de forma preventiva sendo eficazes para a redução de erros,
oferecendo máxima segurança e qualidade na assistência ao paciente.
TRABALHO 23

                             GRUPO DE ORIENTAÇÃO DE DOENÇAS DA TIRÓIDE:
                               PACIENTES EM PREPARO PARA IODOTERAPIA.
                                      - RELATO DE EXPERIÊNCIA –

Priscila Borelli Pereira Leite, Thais Daniela Bacoccina Motta, Eva Aparecida Yamada Yonezawa, Camila Godoy
Mendes Lindo, Mirian Ikeda Ribeiro, Maria Teresa Aparecida Silva Odierna.

                                                     Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: O presente relato de experiência é a tradução de um trabalho que vem sendo realizado há oito
meses com pacientes em acompanhamento de nódulos tiroidianos em um ambulatório de hospital privado que têm
parceria com uma instituição pública, ambos localizados na região sul de São Paulo.
O surgimento do grupo de orientação para iodoterapia decorreu da necessidade de se criar um espaço de discussão
e orientação referentes às freqüentes dúvidas que surgiram durante o preparo dos pacientes que seriam submetidos
ao tratamento com o iodo radioativo e os questionamentos e temores relacionados à internação propriamente dita.
JUSTIFICATIVA: Queremos demonstrar tão quanto é importante à tríade: paciente x enfermeiro x médico, na
realização de grupo de orientação para pacientes em tratamento de nódulos da tiróide.
OBJETIVO: O trabalho desenvolvido visa compartilhar e descrever a experiência de realização de grupo de
orientação para pacientes que serão submetidos ao tratamento com iodo radioativo, desmistificando o processo.
MÉTODO: Os dados deste estudo serão demonstrados através das informações obtidas nas folhas de satisfação de
grupo e convívio com os pacientes e equipe médica durante o acompanhamento do projeto.
RESULTADOS:
Foram realizados cinco grupos de orientação, com o total de 31 pacientes orientados, a maioria ficou muito satisfeita
e expressaram sua opinião positiva em relação ao grupo.
CONCLUSÃO: Através do grupo de orientação pode-se perceber uma significativa melhora no entendimento do
preparo para o tratamento, fazendo com que o paciente tenha uma real visão do processo em que ele irá se
submeter.
TRABALHO 24

                             AMBULATÓRIO DE CIRURGIA ROBÓTICA:
               PAPEL DO ENFERMEIRO COMO LÍDER DA ASSISTÊNCIA MULTIPROFISSIONAL
                                   - RELATO de EXPERIÊNCIA -

Thais Daniela Bacoccina Motta, Priscila Borelli Pereira Leite, Eva Aparecida Yamada Yonezawa, Camila Godoy
Mendes Lindo, Mirian Ikeda Ribeiro, Maria Teresa Aparecida Silva Odierna.
                             Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, SP, Brasil.

INTRODUÇÃO: O da Vinci Surgical System é uma tecnologia de robótica aplicada em cirurgias minimamente
invasivas. A aquisição deste recurso tecnológico por um hospital privado da cidade de São Paulo representou um
desafio para equipe multiprofissional. O ambulatório iniciou uma parceria publico/ privado com o atendimento de
pacientes pela filantropia, provenientes de hospitais públicos da cidade de São Paulo, que necessitavam de cirurgia
de prostatectomia radical.

Objetivo: Descrever a experiência da equipe de enfermagem do ambulatório de um hospital privado, da cidade de
São Paulo, no preparo e orientação do grupo de pacientes com indicação de prostatectomia radical laparoscópica,
via robótica.

Método: Cerca de 20 pacientes foram avaliados. Todos os exames pré-cirúrgicos necessários foram realizados
pela instituição. Os pacientes e familiares compareceram ao grupo de orientação liderado pelo enfermeiro com
auxilio médico no qual foi abordado todo o processo.

Resultados: Nos meses abril e maio de 2008 foram realizadas 14 cirurgias. Nenhuma precisou ser convertida para
cirurgia laparoscópica convencional ou para cirurgia aberta e todos os casos evoluíram bem. Quando os pacientes
retornaram ao ambulatório para a retirada da SVD e/ou dos pontos cirúrgicos, foram atendidos pelo médico e pelo
enfermeiro do ambulatório e pudemos comprovar os benefícios da orientação pré-cirúrgica e o alto grau de
satisfação dos pacientes.
Conclusão: Com o treinamento da equipe multidisciplinar da instituição, garantimos a qualidade do atendimento e
otimização dos recursos. A integração da equipe multiprofissional propiciou o desenvolvimento de um plano de
autocuidado individualizado, reduzindo possíveis complicações e reinternações.
TRABALHO 25

      SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE
                                       INSTRUMENTO
                                                    Ariane Polidoro Dini, Edinêis de Brito Guirardello

A classificação de pacientes é essencial para dimensionar pessoal e planejar custos da assistência. Considerando a
inexistência de instrumentos específicos para pediatria, o presente estudo teve como objetivos construir um
instrumento para classificação de pacientes pediátricos em categorias de cuidado e avaliar a validade e a
confiabilidade do mesmo. Pesquisa metodológica, fundamentada em bibliografias sobre desenvolvimento infantil e
sistemas de classificação de pacientes. Para a validade de conteúdo utilizou-se a técnica Delphi. A confiabilidade foi
avaliada quanto ao aspecto de equivalência, com a aplicação simultânea do instrumento por dois observadores e
interpretada por meio do coeficiente de Kappa. A versão final do Instrumento de Classificação de Pacientes
Pediátricos (ICPP) foi obtida após quatro fases da técnica Delphi e ficou constituída de 11 indicadores. Para cada
indicador estabeleceu-se quatro situações de dependência de cuidados, graduadas de forma crescente quanto à
demanda de enfermagem. O paciente deve ser classificado em todos os indicadores na graduação que melhor
corresponder a sua condição, em seguida somam-se os pontos obtidos e verifica-se a categoria de cuidado
correspondente (Mínimos, Intermediários, Alta-dependência, Semi-intensivos ou Intensivos). Quanto à
confiabilidade, obteve-se níveis de concordância ótima para os indicadores: Oxigenação, Terapêutica
medicamentosa, Eliminações, Participação do acompanhante, Rede de apoio e suporte; bons para: Higiene corporal;
Mobilidade e deambulação, Integridade cutâneo mucosa e Alimentação e hidratação, Intervalo de aferição de
controles; tendo apenas o indicador Atividade com fraco nível de concordância. Recomenda-se o uso do ICPP como
ferramenta para tomada de decisão no processo gerencial em unidades de internação pediátrica.
TRABALHO 26

        ADAPTAÇÃO DO INSTRUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS EM HOSPITAL
                                       UNIVERSITÁRIO
      Ariane Polidoro Dini, Maria Isabel Melo de Paolis, Roseli Higa, Nilza Aparecida Silva, Ricardo Mendes Pereira,
                                                                                                       Telma Maria,
O gerenciamento de recursos humanos e materiais em organizações de saúde é complexo e depende da análise de
questões como custo, demanda, oferta e qualidade pretendida. Empregar indicadores objetivos de avaliação dos
clientes, como Sistemas de Classificação de Pacientes, embasam a prática gerencial. Para isso é necessário adotar
instrumentos de classificação que reflitam a realidade de cada serviço. O Instrumento de Classificação de Pacientes
Pediátricos (ICPP), único específico para pediatria, é composto por onze indicadores. A cada indicador são
atribuídas quatro situações, graduadas de forma crescente quanto a demanda de assistência. Para adotar o ICPP
em Hospital universitário, verificou-se a necessidade de adequá-lo às políticas da Instituição. Com isso este trabalho
teve por objetivos adaptar o ICPP e verificar sua validade na assistência e gerência. Trata-se de pesquisa
metodológica. A adaptação do ICPP foi realizada por meio da utilização da técnica de melhoria contínua, ou seja,
ciclos de PDSA (Plan, Do, Study, Act). A versão final do instrumento foi possível após três ciclos de PDSA e ficou
composta por dez indicadores de demanda de assistência. Cada situação de dependência foi revista e padronizada
de forma consensual pela equipe. Os ciclos de PDSA também possibilitaram a escolha do período matutino como
melhor horário para a aplicação do instrumento. A aplicação diária do instrumento tem oferecido dados para
fundamentar o cálculo do número de profissionais de enfermagem, bem como sua negociação com a administração.
Outras possibilidades vislumbradas com a aplicação do instrumento estão sendo dia-a-dia descobertas e discutidas.
TRABALHO 27


REDESENHO DE PROCESSOS DE ASSISTÊNCIA EM ENFERMARIA DE PEDIATRIA DE HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO
  Maria Isabel Melo de Paolis 1, Ariane Polidoro Dini 2, Cirlene Venturini3, Maria Bernardete Barros Piazzon Barbosa
                                Lima4, Nilza Aparecida Silva5, Ricardo Mendes Pereira6, Roseli Higa7, Telma Maria8


A insuficiência de recursos financeiros para investimentos e melhorias, o frágil acolhimento dos usuários e,
principalmente a falta de eficácia e efetividade se constituem problemas evidentes dos serviços públicos de saúde.
Com isso, tornam-se urgentes intervenções a esta realidade, para corrigir os processos e procedimentos
organizacionais, reduzir custos, eliminar desperdícios e re-trabalho, questões essenciais para melhorar a qualidade
da assistência e aumentar a satisfação de profissionais e usuários. Este trabalho, realizado em uma enfermaria de
pediatria de um hospital universitário, teve como objetivos identificar os processos de trabalho críticos na enfermaria
de pediatria, adotar um Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) e rever a logística da distribuição de leitos. Foi
utilizada a metodologia de Gestão por Processos, composta por: Identificação do Planejamento estratégico;
Entendimento do negócio; Identificação dos processos críticos; Identificação do Perfil dos Clientes; Análise,
redesenho, implementação e gerenciamento do Processo. Foi revisto o processo “Cuidar do Paciente Internado”,
estabelecido uma diretriz para internar e acomodar pacientes pediátricos e implantado SCP com a função de banco
de dados para embasar decisões gerenciais. Destaca-se este trabalho como um avanço na identificação de
soluções criativas sem utilizar recursos financeiros e como melhoria na integração interdisciplinar para a resolução
de problemas de uma instituição pública. Vislumbra-se a continuidade em questões relacionadas a
dimensionamento de pessoal, formação de banco de competências dos profissionais de enfermagem, certificação
das unidades, quantificação e monitoramento de custos da assistência.



1 Enfermeira, Diretora do Serviço de Enfermagem Pediátrica (SEP), HC Unicamp, Tel (19) 35217576, e-mail:
seped@hc.unicamp.br
2 Enfermeira, Mestre em Enfermagem, SEP HC Unicamp. 3 Psicóloga, Divisão de Recursos Humanos Unicamp. 4
Coach, Mestre em qualidade, HC Unicamp. 5 Enfemeira do SEP. 6 Professor Doutor, Médico da Enfemaria de
Pediatria. 7 Enfermeira apoiadora do SEP. 8 Analista de sistemas, HC Unicamp
TRABALHO 28

     REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO DA IMPLANTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE
          ENFERMAGEM (SAE) EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO SUL DO PAÍS

Claudia Rosane Perico Lavich , Salete de Jesus Souza Rizzatti, Cecília Maria Brondani, Beatriz Panciera,
Maria Elaine de Oliveira Bolzan

A Sistematização da Assistência de Enfermagem é a metodologia utilizada pelo enfermeiro para identificar
problemas de saúde do paciente/família/comunidade. Estabelece diagnóstico e intervenção de enfermagem
buscando respostas ou resultados de cuidados positivos, constatados a partir da avaliação subjetiva e objetiva do
paciente (CROSSETTI, 2006; BARROS, 2002; LEFEVRE, 2005). Na aplicação deste processo o enfermeiro
encontra dificuldades em estabelecer os diagnósticos de enfermagem na diversidade de sintomas apresentados, nas
necessidades humanas básicas alteradas e fatores relacionados a práticas de enfermagem vinculadas a atividades
burocráticas e técnicas, reprodução do modelo biomédico no ensino e assistência dificultando o processo gerencial
do enfermeiro. O objetivo deste estudo é realizar uma reflexão teórico pratica em relação a implantação da SAE em
um Hospital Universitário da região sul do Brasil. A metodologia utilizada partiu das vivências dos autores embasada
em um referencial teórico sobre a temática. Desde 2005, um grupo de enfermeiros balizados pelos pressupostos
teóricos norteadores da SAE desenvolvem ações de educação e sensibilização da equipe de enfermagem para sua
implantação com a finalidade de gerenciar o cuidado de enfermagem aplicando-a como ferramenta deste processo.
A estratégia utilizada foi a criação de grupos de estudos em áreas específicas de atuação com a finalidade de
desenvolver instrumentos para aplicação da metodologia. Assim, conclui-se que a SAE é um processo complexo na
sua implementação dependendo de fatores como: o comprometimento e a motivação da equipe de enfermagem,
destacando-se sua importância para o planejamento do cuidado, organização do serviço de enfermagem e a
visibilidade do papel do enfermeiro.
TRABALHO 29

O ENFERMEIRO COMO INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO EM SITUAÇÕES DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS
                          PEDIÁTRICAS NO AMBITO ESCOLAR.

                                                        JULIANA GIMENEZ AMARAL1, LUCIO MÁRIO MENEZES2
                                                                          Medilar Emergências Médicas Ltda
A experiência descrita no presente texto refere-se a um projeto de inserção do enfermeiro no âmbito pré escolar
visando qualificar os professores da pré-escola para a prevenção e assistência em urgências e emergências
pediátricas. Após a revolução industrial, muitas mulheres passaram a trabalhar fora e as escolas passam a assumir
a educação e o cuidar dos filhos, dessa forma, os professores representam as pessoas que mais prestam atenção e
assistência às crianças. Estudos demonstram que somente parte dos professores inseridos na educação infantil
receberam treinamento para atendimento dos acidentes da infância. Considera-se que os acidentes na infância
ocorrem de maneira inesperada, podendo variar de simples escoriações a traumas graves, sendo necessário uma
intervenção rápida e eficaz com o intuito de minimizar as complicações e diminuir a dor. Elaborou-se um material
eletrônico , contendo orientações de prevenção e assistência imediata a acidentes da infância, com ênfase em:
choque elétrico, fraturas, queimaduras, intoxicação exógenas e suporte básico de vida em parada cárdiorespiratória.
Os professores participaram das simulações práticas, também oferecidas no treinamento. Os resultados permitem
que o professor identifique os perigos ambientais e atuem para diminuí-los ou eliminá-los, e relacionar a
probabilidade de acidentes oferecendo um cuidado adequado. O enfermeiro desenvolve o papel de cuidador,
educador, consultor e conselheiro em saúde.




1- Gerente de Enfermagem da Medilar Emergências Médicas Ltda

Mestranda da Universidade de Guarulhos

Rua Emilio Ribas, 1121 – Vila Velosa – Araraquara/SP – CEP: 14806-055

Tel: 16- 21092066

juliana@medilar.com.br



2- Coordenador de Enfermagem da Medilar Emergências Médicas Ltda – filial Araraquara

Rua Tupi, 18 – Centro – Araraquara/SP – CEP: 14.801-307

Tel: 16- 21092066

lucitho28@yahoo.com.br
TRABALHO 30

 GERENCIAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS: O PAPEL DO ENFERMEIRO
                          EM UM NOVO MODELO DE ATENÇÃO.


               JULIANA GIMENEZ AMARAL
                                                                               Medilar Emergências Médicas Ltda

O presente relato descreve o modelo de assistência de uma empresa privada por meio de uma equipe
multiprofissional que gerencia o portador de doença crônica. No processo, o enfermeiro é peça chave, pois é quem
tem o contato direto com o cliente, através de visitas domiciliares e teleacompanhamento. O Brasil vem vivenciando
um aumento significativo da população idosa. Os idosos apresentam mais problemas de saúde que a população em
geral, com ênfase nas doenças crônicas, que apresentam uma evolução de longa duração e são na sua maioria
incuráveis. Neste cenário é necessário atentar para a necessidade de reorganização dos modelos assistenciais
voltados ao idoso, que gera custos relativamente altos às redes assistenciais. A atenção à saúde prestada à essa
população precisa estar voltada à prevenção e promoção da saúde, visando a manutenção da qualidade de vida. O
objetivo é conquistar por meio do relacionamento enfermeiro-paciente mudanças de hábitos para a promoção da
saúde e prevenção de agravos. A atuação do enfermeiro deve ser centrada na educação para a saúde, tendo como
base o retorno da capacidade funcional para a realização das suas atividades, com objetivo de atender às suas
necessidades básicas e alcançar sua independência e felicidade. O resultado desse modelo de atenção nos fornece
diretrizes únicas e ricas para uma assistência personalizada, enriquecendo o planejamento da ação e da atenção.

Gerente de Enfermagem da Medilar Emergências Médicas
Mestranda da Universidade de Guarulhos
Rua Emilio Ribas, 1121- Vila Velosa – Araraquara/ SP – Tel: 16- 21092066
Email: juliana@medilar.com.br
TRABALHO 31

DIMENSIONAMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA

Suelene Machado Santana*, Nilvânia Carzola Iecks dos Anjos, Raquel Zaicaner, Haryson Guanaes Lima

Secretaria da Saúde – Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba

Introdução: O dimensionamento de recursos humanos tem sido considerado um desafio em qualquer organização.
Os enfermeiros responsáveis pela administração dos serviços de enfermagem devem avaliar as implicações que o
dimensionamento causa sobre o resultado da qualidade da assistência.
Justificativa: Estabelecer parâmetros para realizar o dimensionamento de pessoal de enfermagem em rede pública
com contratação de vínculo efetivo.
Objetivo: Melhorar a qualidade da assistência integral e humanizada, que depende diretamente da previsão da
quantidade e qualidade de pessoal por categoria.
Método: Estabelecer parâmetros necessários, de acordo com a realidade de cada unidade. A substituição dos
auxiliares de enfermagem por técnicos de enfermagem só foi possível mediante ao pedido de demissão dos
auxiliares e criação de novas vagas.
Resultados: No período de 2004 a 2007 o quadro efetivo dos profissionais de enfermagem passou de 109 para 132
profissionais, totalizado um crescimento de 21%. O quadro efetivo de enfermeiro passou de 26 para 37, crescimento
de 42%, o de técnicos passou de 5 para 46 profissionais, crescimento de 820% e o de auxiliares passou de 82 para
49, redução de 40%.
Conclusão: O dimensionamento de recursos humanos na rede pública é complexo e dinâmico, sofre interferências
de muitos fatores, refletindo diretamente na qualidade da assistência. O método utilizado para realizar o
dimensionamento deve ser de acordo com as experiências práticas implantadas correlacionando-se com os
recursos humanos disponíveis, dentro da realidade de cada unidade do município.

*Admistração Hospitalar – R. Tupinambás, nº 40, Condomínio Tarumã, Santana de Parnaíba, SP, CEP 06500-000,
nilcia@ajato.com.br, Fone: (11) 4151-1034 / (11) 9682-8164
TRABALHO 32

    AVALIAÇÃO DO NÚMERO DE PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM DE UM PRONTO ATENDIMENTO
                      MÉDICO DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA

Nilvânia Carzola Iecks dos Anjos*, Suelene Machado Santana, Raquel Zaicaner, Haryson Guanaes Lima

Pronto Atendimento Médico Fazendinha – Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba

Introdução: Uma das queixas mais freqüentes da equipe de enfermagem é a sobrecarga de trabalho devido ao
aumento do número de procedimentos realizados durante o ano. Em conseqüência, temos a desmotivação destes
profissionais, refletindo na qualidade da assistência prestada.
Justificativa: Descrever e quantificar os procedimentos realizados pelos profissionais de enfermagem nos dá
embasamento quanto à produtividade da equipe, ajudando a diagnosticar as características do serviço.
Objetivo: Quantificar os procedimentos realizados pela equipe de enfermagem no decorrer de um ano.
Método: Listados 25 procedimentos realizados com maior freqüência pela enfermagem e distribuídos em impressos
específicos e de uso diário para os setores. Cada profissional foi orientado a marcar a quantidade de vezes que
realizou cada um dos procedimentos listados. Estes dados foram fechados diariamente, gerando planilhas mensais
e anual.
Resultados: Os procedimentos mais realizados pela equipe foram a administração de medicações (150.337
procedimentos/ano), seguida de inalações (53.773 procedimentos/ano). Durante o período de janeiro a dezembro de
2007 a equipe realizou 353.135 procedimentos, com uma média mensal de 29.428 procedimentos, e diária de 980
procedimentos. Contamos com 14 profissionais trabalhando nas 24 horas, sendo que cada um realiza
aproximadamente 70 procedimentos/dia.
Conclusão: Os dados mostram que a enfermagem tem uma grande sobrecarga de trabalho diário, sendo a
administração de medicamentos o item mais realizado. Os períodos de descanso devem ser estimulados com a
finalidade de tirar o funcionário da rotina. O rodízio entre os setores também é benéfico à equipe, pois evita repetição
de procedimentos, diminuindo assim o desgaste do profissional.

*Enfermeira Obstetra – Av. Franz Voegelli, nº501, bl.1, apto. 63, Osasco, SP, CEP 06020-190, nilcia@ajato.com.br
, Fone: (11) 3699-0594 / (11) 9482-0349
TRABALHO 33

Efeito da implantação do protocolo assistencial de Sepse Grave e Choque Séptico em um hospital privado.

Kátia de Souza,enfermeira.
HUSH-Hospital Unimed Santa Helena
katia.souza@unimedpaulistana.com.br

                                                      RESUMO
Introdução: A sepse grave e sua evolução para choque séptico têm sido a causa mais freqüente de óbito nas
Unidades de Terapia Intensiva (UTI”s) do Brasil.
Os esforços da equipe multidisciplinar devem ser voltados para a detecção e instituição precoce das medidas
terapêuticas.
Justificativa: A importância da implantação de protocolos rigorosos de medidas para redução da mortalidade.
Objetivo: Avaliar o efeito da implantação de um protocolo assistencial de sepse grave/choque séptico em um
hospital privado de São Paulo-SP.
Método: Estudo transversal, antes e após a implantação do protocolo assistencial de sepse grave/choque séptico
em pacientes adultos (> 12 anos) do referido serviço, avaliando o efeito das recomendações sobre a identificação
precoce e o uso da terapêutica recomendada.
Resultados: Foram analisados 32 pacientes na fase pré-implantação do protocolo e 29 pacientes na fase pós-
implantação. A mortalidade na fase pré-protocolo é de 59% contra 27% após a implantação. A média de tempo para
a introdução do antibiótico foi de 180 minutos na fase pré-protocolo e após implantação foi de 67 minutos, com
redução estatisticamente significante, mantendo-se abaixo do preconizado pelas diretrizes internacionais
(DELLINGER, R.F et al. ,2008).Quanto à coleta de hemoculturas antes da introdução do antibiótico na fase pré-
protocolo a porcentagem foi de 78% em 11 meses enquanto que, após a implantação, a porcentagem foi de 81% em
apenas três meses de coleta dos dados.
Conclusion: The implementation of the Protocol care of severe sepsis / septic shock received positive effect, with
greater use of objective measures in the early diagnosis of guidelines recommended therapies.

Descritores: Protocolos clínicos. Sepse Grave.Choque Séptico.
TRABALHO 34

                          ASPECTOS MOTIVACIONAIS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM
                                  EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

                    Autores: Beatriz Ângelo Rosa, Claudete da Silva, Ariane Caetano de Morais,
Telma Barbosa de Lima
Instituição: Universidade Paulista – UNIP/Jundiaí
E-mail para contato: professora_clau@hotmail.com, enfermagemjundiai@unip.br

Introdução: As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm investido muito em tecnologia garantindo um tratamento
adequado e sofisticado ao cliente. Porém, investem pouco em aspectos relacionados à humanização,
principalmente, em relação à equipe de enfermagem, que fica exposta a um ambiente complexo, que contribui para
um desgaste físico-mental. Esta equipe têm que ser eficiente, obter resultados quantitativos e qualitativos, que são
esperados pela instituição. Cada membro dessa equipe deve estar satisfeito para produzir melhor. Justificativa:
Neste contexto que a motivação é relevante, viabilizar resultados positivos, não somente para o cliente, mas para a
equipe e instituição. Existem muitos aspectos a serem explorados em relação à motivação. Sendo assim, investigar
os enfermeiros, auxiliares e técnicos em relação aos aspectos motivacionais e estabelecer uma relação teórico-
prático á luz da literatura científica se faz necessário. Objetivo: Verificar se a motivação no trabalho é um fator que
influência no desempenho e no comportamento da equipe de enfermagem e apontar os fatores que o enfermeiro
pode utilizar para motivar sua equipe. Método: Este é um estudo descritivo, exploratório. Realizado em uma UTI de
adultos em uma Instituição Pública. O instrumento utilizado é um questionário fechado com 10 questões extraído da
literatura. Os sujeitos da pesquisa são enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem que concordarem em
preencher o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).Resultados esperados: Que o enfermeiro
conheça os fatores que motivam sua equipe, para que possa estabelecer intervenções. Conclusão: A motivação no
trabalho influencia o desempenho e o comportamento da equipe de enfermagem.
TRABALHO 35

                                      EDUCAÇÃO CONTINUADA:
                            PROGRAMAS DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

Gislene Aparecida da Silva , Silvia Ricci Tonelli Bartolomei
Faculdade de Enfermagem - PUC Campinas

A Educação Continuada tem se mostrado cada vez mais necessária nas instituições de saúde, compreendida como
um processo que impulsiona a transformação da organização, tendo como desafio promover a mudança de
comportamento das pessoas, buscando a melhoria da qualidade. O planejamento na elaboração de programas de
treinamento e desenvolvimento fornece subsídios para suprir o desafio de coordenar um Serviço de Educação
Continuada, direcionando suas ações com vistas à mudança de comportamento organizacional. O objetivo deste
estudo foi desenvolver um programa de orientação inicial, um de treinamento e outro de aprimoramento, juntamente
com seus sistemas de avaliação. Foi realizado levantamento das necessidades e intenções para cada programa,
além do levantamento bibliográfico na LILACS e em livros sobre a temática. O planejamento estratégico situacional
foi o referencial que embasou a elaboração do projeto contemplando três programas: 1) Programa de orientação
inicial - consiste na criação de um programa de integração institucional voltado aos recém-admitidos e no
treinamento prático em local de trabalho, visando a integração e capacitação dos profissionais; 2) O programa de
treinamento é voltado ao preparo do profissional para assumir um cargo/função com o objetivo de desenvolver
algumas competências, sendo preciso identificar quais as habilidades necessárias à função; 3) O programa de
aperfeiçoamento, atualização ou aprimoramento, busca proporcionar informações para ampliar e melhorar
competências, e é elaborado conforme demanda espontânea, em parceira com os supervisores de área. Este
projeto ressalta a importância do trabalho educativo e direciona algumas ações imprescindíveis, como a criação de
uma política educativa institucional.
TRABALHO 36

  OS PRINCIPAIS FATORES ESTRESSANTES CAUSADORES DE DESGASTE MENTAL E EMOCIONAL NA
               EQUIPE DE ENFERMAGEM HOSPITALAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

Gislene Aparecida da Silva , Elizabete Aparecida de Almeida de Siqueira Franco, Márcia do Nascimento Vieira
Faculdade de Enfermagem - PUC Campinas

O estresse ocupacional é resultado da incapacidade de lidar com as fontes de pressão no trabalho, provocando
problemas na saúde física e mental, comprometendo o indivíduo e as organizações. Em estudo realizado com 92
enfermeiras, 82% apresentaram problemas psicológicos, 12% tentativas de suicídio e 50% absenteísmo, o que
aponta a gravidade da situação. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores estressantes, a importância
destes no desgaste mental e emocional, o impacto na atuação profissional e as estratégias para minimizá-los. Foi
realizado levantamento bibliográfico no período de 2000 a 2005, na base de dados LILACS, utilizando os descritores:
enfermagem, saúde ocupacional e estresse. Os principais fatores estressantes são as relações interpessoais e a
sobrecarga de trabalho, destacando-se também a violência, recursos inadequados, modelo gerencial e baixa
remuneração. Estes promovem desgaste mental e emocional, manifestados por raiva, tristeza, insatisfação no
trabalho, depressão, distúrbios do sono, cardiovasculares, gastrintestinais e restrições das atividades sociais.
Resultando em impacto negativo no desempenho do trabalho, absenteísmo, queda na produtividade, redução da
qualidade da assistência e acidentes de trabalho. As estratégias encontradas foram: cursos alternativos, atividades
educacionais e terapêuticas, transformação do modelo gerencial, maior investimento em educação continuada,
formação de grupos de apoio e equipe adequada em quantidade e qualidade. Os estressores identificados neste
estudo ocasionam diminuição do desempenho profissional, levando a uma sobrecarga de trabalho ao restante da
equipe, acarretando sofrimento ao grupo e prejuízo na qualidade da assistência, o que demonstra a necessidade de
intervenções.
TRABALHO 37

CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTES EM USO DE SUPORTE VENTILATÓRIO INVASIVO NA
                           UNIDADE CORONARIANA



                       Rafaela Sandes de Albuquerque, Taize Muritiba Carneiro



                            UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR



  INTRODUÇÃO: A ventilação mecânica invasiva é considerada um método de suporte de vida aplicado
  através de um equipamento, bastante utilizado nas Unidades de Cuidados Críticos, como Unidade
  Coronariana (UCO), por usuários cuja atividade respiratória encontra-se ausente ou ineficaz. Este suporte
  encontra-se associado a complicações específicas. Desse modo, requer atuação contínua da equipe
  multidisciplinar de saúde no intuito de evitar danos ao paciente. Nesse contexto, o enfermeiro possui papel
  relevante no que se refere aos cuidados para manutenção e recuperação de função respiratória. Estes
  cuidados deverão ser implementados a partir da identificação das necessidades humanas afetadas.
  OBJETIVO: Conhecer os cuidados de enfermagem dispensados a pacientes com suporte ventilatório
  invasivo na UCO. METODOLOGIA: trata-se de uma investigação descritiva com abordagem qualitativa, cujo
  instrumento será entrevista semi-estruturada. Os sujeitos serão enfermeiros que prestam cuidados na UCO
  desta organização de saúde, com mais de seis meses de experiência e que concordarem em participar da
  pesquisa assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. O instrumento contém as seguintes
  perguntas semi-estruturadas: Para você o que significa Cuidado?/ Quais os cuidados de enfermagem você
  aplica a pacientes em uso de suporte ventilatório invasivo na UCO?/ Que facilidades e dificuldades que você
  encontra para cuidar de pacientes com suporte ventilatório invasivo na UCO? A pesquisa contará com
  aprovação ética e consentimento livre e esclarecido dos envolvidos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: este
  estudo encontra-se em andamento. Pretende favorecer reflexão e embasamento, aos discentes e
  profissionais de enfermagem, para o cuidado de pacientes em uso de suporte ventilatório invasivo na UCO.



          CARNEIRO, Taize Muritiba. Orientadora. Especialista em Cardiologia. Enfermeira da Unidade de
          Tratamento Intensivo do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos -UFBA.
          Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Católica do Salvador.
          taizemuritiba@ufba.br . (071) 8782.9695.
TRABALHO 38

AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DA AGENDA SP-21 COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO: RELATO DE
                                     EXPERIÊNCIA

Marisa Ferreira da Silva Lima, *Sandra Regina Araújo Rivaldo

A Agenda SP-21 nasceu da necessidade do governo paulista acompanhar os programas e projetos prioritários e de
demanda direta do governador. Este trabalho teve como objetivo a avaliação da utilização deste instrumento por
gerentes de enfermagem de uma unidade hospitalar. A metodologia foi aplicada através da utilização de Planilhas
elaboradas pelo programa Microsoft Office Excel. Os diretores de serviço e os supervisores de cada área receberam
treinamento através do “Programa de Desenvolvimento Gerencial” pela FUNDAP, onde se familiarizaram com o
instrumento. A Agenda SP-21 foi implantada em dezembro de 2004 na Divisão de Enfermagem do HGVP, com o
objetivo de planejar as ações gerenciais de enfermagem para 2005. A implantação ocorreu em 100% das unidades
da Divisão. As principais metas das equipes estavam vinculadas a treinamento, implantação da SAE e
implementação da Humanização nas ações do serviço. As unidades de CO, CC, CME, Queimados, Pediatria,
Berçário e Alojamento Conjunto atingiram em 2006 um maior percentual das metas que no ano anterior, revelando
melhor monitoramento das ações. As unidades de Clínica Médica e Clínica Cirúrgica apresentaram percentual
menor nas metas, pelos motivos: não continuidade da SAE e a rotatividade de enfermeiros. A utilização deste
instrumento viabiliza à gerência o acompanhamento das ações e resoluções dos problemas relevantes de cada
unidade, tornando-o uma ferramenta importante no processo decisório. Promove controle necessário sobre os
fatores que podem tornar o programa inviável, avaliando-o em qualquer fase do processo, oferecendo ao gestor a
oportunidade de tomar ações preventivas para que as metas sejam alcançadas.



* Enfermeira, Diretora de Divisão de Enfermagem do Hospital Geral “Dr. José Pangella” de Vila Penteado,
Especialista em Administração de Serviços de Saúde.
Contato: Tel: (11)39769911 R: 259; (11) 30227654
e-mail: sandra.rivaldo@uol.com.br
TRABALHO 39

        APLICAÇÃO DE INDICADORES PARA ANÁLISE DE DESEMPENHO DO CENTRO CIRÚRGICO

                                                                              Cristina Silva Sousa, Janete Akamine
                                                                                             Hospital Santa Catarina

O bom desempenho de um centro cirúrgico está diretamente relacionado com a qualidade de seus próprios
processos e com os processos dos serviços que o apóiam1. Para avaliar o desempenho desta unidade, visando à
gestão, melhorias, desenvolvimento de novos processos, torna-se necessário desenvolver aplicação de indicadores.
O objetivo deste é monitorar a produtividade do centro cirúrgico. A aplicação destes indicadores iniciou-se em
janeiro de 2008, através do mapa cirúrgico (movimento cirúrgico, cancelamentos, atrasos, taxa de mortalidade intra-
operatória, número de reoperação); recuperação anestésica (tempo médio de permanência na RA); dados
gerenciais (banco de horas, número de colaboradores na instituição com mais de 18 meses); incidência de queda e
incidência de lesões de pele no intra-operatório. Analisando dados de janeiro a abril de 2008 todos com valores
médios; o movimento cirúrgico apresentou 997 cirurgias agendadas; 1026 realizadas; 117 cancelamentos, sendo a
maior causa a desistência do paciente. O atraso cirúrgico com 55 minutos, sendo a maior causa atraso da equipe
médica. A taxa de mortalidade permanece em 0,05% e número de reoperação em 2,25. A permanência na RA é de
47 minutos. O banco de horas com 344h e 62 colaboradores possuem mais de 18 meses na instituição. A incidência
de queda é zero e lesões de pele no intra-operatório são de 0,09. Conclui-se que a avaliação de desempenho das
atividades do centro cirúrgico através de indicadores, abre caminho para a revisão critica nos principais processos,
possibilitando a intervenção nos processos falhos e desenvolvimento de melhorias.
TRABALHO 40

   CONHECIMENTO DO GRUPO EXECUTIVO EM SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
                      (GESAE) NO EXAME CLÍNICO DE ENFERMAGEM

Flávia Bortolazzi ,Amélia da Silva Andrade, Cleusa Mutsumi Kimoto, Vera Lúcia Regina Maria.

Esta pesquisa objetivou avaliar a aprendizagem do GESAE do Hospital Bandeirantes no Módulo de Exame Clínico
do Curso de Capacitação do Programa de realinhamento da SAE, implementado com consultoria externa. O cenário
é um hospital particular de médio porte com 163 leitos, que atende pacientes adultos, com 98 enfermeiros no seu
quadro. A amostra foi constituída por 19 enfermeiros que concordaram em participar do Módulo com 24 horas,
sendo 17 para teoria e prática em sala e 7 horas para prática supervisionada na Unidade Coronária. Após aprovação
do Comitê de Ética em Pesquisa foram aplicados quatro instrumentos, todos centrados nos focos de atenção
adaptados da Teoria das Necessidades Humanas Básicas: um questionário pré e pós prática na clínica, um
Histórico de Enfermagem completo, no modelo proposto pelo grupo e impressos das avaliações da supervisora e da
entrevista final com Educação Corporativa. A análise dos dados foi baseada em freqüência considerando as notas
no questionário e o agrupamento das informações da supervisora e da entrevista. Os resultados mostraram uma
média de crescimento no conhecimento do grupo de 18%. No desempenho por focos de atenção e na avaliação da
supervisora, observou-se que as questões com percentual de acerto abaixo de 50% estavam relacionadas a seis
focos, destacando-se Regulação cardiovascular (50%). Nas entrevistas constatou-se tendência de flexibilização,
com maior aceitação do modelo de enfermagem. Conclui-se que o processo resultou em melhoria do conhecimento
das enfermeiras sobre exame clínico, que sustentou uma nova visão do modelo assistencial e consolidação do papel
clínico da enfermeira.
TRABALHO 41

    PERFIL DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM DA CLIENTELA EM UMA UNIDADE CLÍNICA CIRÚRGICA.

Flavia Bortolazzi, Amélia da Silva Andrade , Ana Claudia de Arruda Coelho, Márcia Cristina Amaro, Vera Lúcia
Regina Maria.

Estudo descritivo realizado no Hospital Bandeirantes em fase de realinhamento do modelo assistencial informatizado
com apoio de consultoria externa, objetivando traçar o perfil diagnóstico de enfermagem da clientela da clinica piloto.
Método: pesquisa descritiva, em uma Instituição particular, médio porte, 163 leitos, que presta atendimento a
pacientes adultos , clínico e cirúrgico, quadro de enfermagem de 98 enfermeiros, 158 técnicos e 213 auxiliares de
enfermagem. Amostra composta por 31 Históricos de Enfermagem elaborados por quatro enfermeiras da clinica
piloto no período de novembro a dezembro de 2007,capacitadas internamente (196 horas).Após aprovação do
Comitê de Ética em Pesquisa este processo foi conduzido por uma Professora Doutora Consultora em
Sistematização de Enfermagem e por quatro enfermeiras com experiência, média 3 anos na instituição,
especializadas em enfermagem e com capacitação interna. Realizada leitura dos históricos, listagem dos dados
significativos, agrupamento em focos, elaboração e validação da hipótese pela orientadora e posteriormente pelas
classificações North American Nursing Diagnosis Association. Os dados foram analisados em termos de freqüência.
Resultados: foram elaboradas 10 categorias diagnósticas consideradas prevalentes e 22 consideradas específicas.
As mais freqüentes foram: “Padrão respiratório eficaz” (93%), “ Débito cardíaco adequado” (90%), Disposição para
nutrição melhorada (84%) e Disposição para eliminação urinaria melhorada (83%).Conclusão: dentre os 10
diagnósticos elaborados para o perfil, 6 foram construídos preliminarmente com base no olhar clínico das autoras
sem apoio de termo padronizado nas classificações, que mostra necessidade de validação.
TRABALHO 42

                  Percepção dos enfermeiros sobre o processo de avaliação de desempenho

Adriano Rogério Baldacin Rodrigues, Vera Lucia Mira Gonçalves, Jurema da Silva Herbas Palomo, Lucimar
Aparecida Barrense Nogueira Sampaio, Maria Madalena Januário Leite.

O processo de avaliação de desempenho é uma ferramenta importante para o desenvolvimento de seus
profissionais dentro das instituições hospitalares. A presente pesquisa norteou-se pelos objetivos: conhecer a visão
dos enfermeiros sobre o processo de avaliação de desempenho, as dificuldades e facilidades para desenvolver o
processo e identificar contribuições para a implantação do processo de avaliação para a equipe de enfermagem.
Este estudo apoiou-se numa investigação exploratória de caráter qualitativo. Os sujeitos do estudo constituíram-se
de quatro enfermeiras, diretoras de serviço de enfermagem, que consentiram à participação no estudo. Para a coleta
de dados foi utilizada a entrevista semi-estruturada, com três questões norteadoras, que após analise interpretativa
permitiram a construção de categorias temáticas relacionadas ao processo. Os dados foram analisados através do
processo de análise de conteúdo, segundo Bardin (1977), que denomina este tipo de análise como categorial.
Depreendeu-se do estudo que o processo de avaliação de desempenho apresenta-se como um instrumento
fundamental para a prática gerencial cotidiana, permite refletir em pares o desempenho profissional. É ainda, uma
ferramenta facilitadora de analise de atuação profissional em relação a objetivos, cultura e diretrizes institucionais.
Destacaram a carga de trabalho diária do enfermeiro, como elemento dificultador para a implantação do processo.
Quantos as contribuições relataram a necessidade de envolver a equipe de enfermagem para implantação do
processo.


Instituto do Coração – HCFMUSP
Rua: Drº. Enéas de Carvalho Aguiar, 44
Cerqueira Cezar – São Paulo – SP
CEP: 05403 – 000
Telefone – (11) – 3069 – 5654 e-mail: adriano.rogerio@incor.usp.br
TRABALHO 43

                     COMPETÊNCIAS NA VISÃO DO GRADUANDO EM ENFERMAGEM

Claudia Ferraz

Introdução: Desenvolver as competências necessárias ao enfermeiro é um grande desafio dos órgãos formadores,
tornando-se responsabilidade de todos estes atores: professores e aprendiz. Portanto, estes órgãos precisam
elaborar planos de ações para capacitarem seus discentes adequadamente para atuarem no mercado de trabalho,
com competência que a função requer.
Objetivo: Identificar as competências para ser enfermeiro na visão do discente do 8º semestre em enfermagem.
Método: Trata-se de um estudo qualitativo, mediante a aplicação de um questionário com duas perguntas abertas
para 10 discentes em uma Universidade Privada no Município de São Paulo. A análise baseou-se na técnica de
análise temática contemplando as fases de preparação e categorização temática.

Categorização: O que significa competência.
·       Conhecimento.
...saber fazer algo.(E3).
·     Realizar os cuidados com qualidade.
...proporcionar excelência no cuidado.(A1).
· Cumprir as tarefas com eficácia e eficiência.
...realizar os deveres tendo eficácia e eficiência.(A2).
·     Responsabilidade.
...ter responsabilidade com o cliente.(A1).
 Quais as competências necessárias para ser enfermeiro.
·       Conhecimento.
...embasamento cientifico.(E4).
·       Liderança.
....saber liderar. (E4).
·       Empatia.
... compreender o comportamento do cliente.(A4).
·       Gostar da profissão.
...Gostar da profissão e executá-la com amor.(A4).


Conclusão: Concluiu-se que não há profundidade nas respostas dos discentes, entretanto os mesmos souberam
descrever algumas competências indispensáveis ao enfermeiro, porém não souberam relatar o que é competência,
mas, vale lembrar, este tema foi abordado na disciplina de Administração em Enfermagem.
Portanto, é relevante recordar outras competências específicas do enfermeiro: comunicação, trabalho em equipe,
gestão de recursos, flexibilidade, criatividade, empreendedorismo, tomada de decisão e humanização.
TRABALHO 44

A PRÁTICA DIÁRIA DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS ENTRE FUNCIONÁRIOS DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO
                        DA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO

                                                                                Flávia Gomes de Aguiar Canatto
                                                                                           Anete Patitucci Lage
                                                                                       Sarah Menezes da Costa,

As mãos representam importante instrumento de transmissão de microorganismos e por esta razão, a prática da
higienização deve se caracterizar como um hábito constante entre os indivíduos. Neste sentido, o objeto deste
estudo consiste na prática da higienização das mãos entre os vários profissionais lotados em uma Unidade de
Saúde Pediátrica, com objetivo de identificar a prevalência da prática da higienização das mãos antes do evento da
alimentação e constatar a prevalência desta mesma prática após a intervenção educativa. Estudo exploratório,
descritivo, do tipo quantitativo, realizado em um refeitório de um Hospital Pediátrico da Rede Pública Municipal de
Saúde do Rio de Janeiro, durante o mês de abril e maio de 2007, no qual o evento da higienização das mãos foi
sistematicamente observado pelas pesquisadoras, obedecendo-se um roteiro pré-estabelecido, em dois momentos.
Os resultados apontam 60 eventos de higienização das mãos antes da refeição na primeira etapa, e 61 na segunda.
Apenas 20 eventos de higienização das mãos após servirem-se do alimento na primeira etapa, com elevação para
30 na segunda. Com destaque para esta situação, uma vez que os funcionários necessitam identificar-se em livro
próprio do serviço de nutrição e utilizam para isso uma caneta comunitária e os profissionais entenderam que de
nada adiantava a higienização das mãos ao entrarem no refeitório, pois necessitam utilizar este objeto. Neste
sentido, entendemos que a ação educativa realmente caracteriza-se como importante aliada do profissional
controlador de infecção hospitalar, uma vez que a prevalência da prática de higienização das mãos aumentou
consideravelmente após sua realização.
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Anais - VI Enenge

  • 1. Anais VI ENCONTRO NACIONAL DE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
  • 2. TRABALHO 01 PADRONIZAÇÃO DOS CARROS DE EMERGÊNCIA PARA UNIDADES DE ALTA COMPLEXIDADE DE UM HOSPITAL ESCOLA: proposta CARNEIRO, TAIZE MURITIBA; RIBEIRO, ELISA AUXILIADORA DA FRANÇA; SILVA, IRANETE ALMEIDA SOUSA COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROESSOR EDGARD SANTOS (COM-HUPES) INTRODUÇÃO: carro de emergência é um móvel com equipamentos, materiais e medicamentos utilizados pela equipe de saúde em situações críticas que exigem assistência imediata. Deve conter gavetas, ter fácil acesso e transporte. Sua organização promove a assistência segura ao paciente e favorece o equilíbrio da equipe no momento do uso. Assim, a padronização do tipo e número de materiais, medicamentos, e equipamentos, é imprescindível. Padronizar é um método de redução ou eliminação das variedades sem causar prejuízos à execução do procedimento. Esta proposta justifica-se pela necessidade de uniformizar e desencadeou-se a partir dos questionamentos da equipe quanto adequação da padronização vigente. OBJETIVO: apresentar nova proposta de padronização dos carros de emergência para unidades de alta complexidade. METODOLOGIA: trata-se de proposta para padronização de carros de emergência, considerando o perfil dos usuários e a rotina da organização, para unidades de um Complexo Hospitalar público de ensino, da cidade de Salvador-Ba, realizada no período de junho a outubro de 2007, por enfermeiras da unidade de tratamento intensivo geral (UTI) e cardiológica (UTI-C), conforme as recomendações da American Heart Association e Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Para acompanhamento foi elaborado um instrumento de controle. RESULTADOS: a proposta foi elaborada, encontra-se no Centro de Estudo e Pesquisas em Enfermagem para apreciação, e em teste na UTI-C. CONCLUSÃO: a experiência de elaborar esta proposta possibilitou-nos reflexão sobre a importância da organização e uniformidade dos carros de emergência para o atendimento nas situações críticas, para favorecer o ensino e reduzir os desperdícios. CARNEIRO TM. Enfermeira Especialista. Supervisora do Serviço de Terapia Intensiva do COM-HUPES – UFBA. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Católica do Salvador. taizemuritiba@ufba.br RIBEIRO E.A.F. Enfermeira Especialista. Coordenadora do Serviço de Terapia Intensiva Cardiológica do COM- HUPES – UFBA. elisaenfa@bol.com.br SILVA, I.A.S. Mestre em Enfermagem pela UFBA. Coordenadora do Serviço de Terapia Intensiva do COM-HUPES- UFBA. Docente da Faculdade de Enfermagem São Camilo-BA. iranetealmeida@hotmail.com Receba GRÁTIS as mensagens do Messenger no seu celular quando você estiver offline. Conheça o MSN Mobile! Crie já o seu! __________ Informação do NOD32 IMON 2993 (20080401) __________ Esta mensagem foi verificada pelo NOD32 sistema antivírus http://www.eset.com.br
  • 3. TRABALHO 02 CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM RELAÇÃO AOS PREÇOS DOS MATERIAIS E PROCEDIMENTOS. Renata Donato Janeri, Miriam Rodrigues de Medeiros, Sarah Munhoz Hospital Israelita Albert Einstein Introdução: Com a abertura da economia nacional, que permitiu a comparação de preços e qualidade dos produtos, os administradores hospitalares passaram a ter maiores preocupações com o custo das atividades, e o conhecimento do desperdício tornou-se fundamental para a competição no mercado. O enfermeiro como participante de uma política de redução de custos, pode contribuir para um controle mais efetivo dos recursos de sua unidade de trabalho propondo medidas que evitem o desperdício e re-trabalho por parte de sua equipe que desempenha um importante papel com relação ao material de consumo. Objetivo: Verificar o conhecimento dos profissionais de enfermagem no que se refere aos preços dos materiais e procedimentos. Método: Estudo descritivo, quantitativo desenvolvido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de um hospital privado em São Paulo. A população foi composta por profissionais de enfermagem. Para a coleta de dados foi utilizado um roteiro semi-estruturado contendo os materiais mais utilizados na unidade e os procedimentos de enfermagem. Resultados: Participaram da pesquisa 91 colaboradores. Os enfermeiros acertaram 5,6% dos preços de materiais e 1,8% dos procedimentos. Os técnicos de enfermagem acertaram, na mesma ordem de apresentação, respectivamente 3,5% e 1,5%. Conclusão: Urge a condição de que o profissional de enfermagem esteja apto a atender às demandas das Organizações de Saúde, preocupadas com a elevação crescente de custos, a divulgação dos custos de materiais e procedimentos, o controle de desperdícios e a otimização de resultados, assumindo assim, um papel efetivo na gestão econômica das instituições de saúde.
  • 4. TRABALHO 03 MEDIDA DE CARGA DE TRABALHO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CORONARIANA. Renée Costa Amorim, Márcia Galan Perroca Hospital de Base de São José do Rio Preto Introdução: Carga de trabalho de enfermagem identifica o tempo gasto pela equipe para realizar as atividades de sua responsabilidade, relacionadas direta ou indiretamente ao paciente. Justificativa: Sua mensuração possibilita a adequação do pessoal de enfermagem em unidades hospitalares. Objetivo: Mensurar a carga de trabalho da equipe de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva Coronariana mediante a aplicação do Nursing Activities Score (NAS). Método: Estudo descritivo e exploratório, com 143 pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva coronariana, em hospital escola, no interior do Estado de São Paulo, no período de setembro a outubro de 2007. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 60,8 13 anos e o tempo médio de permanência de 5,7 7,4 dias. O instrumento foi aplicado 595 vezes obtendo-se NAS médio total de 67,4 pontos. A atividade mais pontuada foi à referente à medicação -100%. A carga de trabalho total identificada na unidade foi de 16,3 horas sendo 14,9 horas para os pacientes clínicos e 18,4 horas para os cirúrgicos (p<0,001). Conclusão: A mensuração da carga de trabalho possibilita o dimensionamento quantiqualitativo de pessoal de enfermagem e redesenho do processo de trabalho. Relator: enf. Clínica da Unidade Coronariana do Hospital de Base de São José do Rio Preto e aluna do curso de especialização de gerenciamento de enfermagem da FAMERP.
  • 5. TRABALHO 04 TENDÊNCIAS DO MOVIMENTO DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CARDIOLÓGICA: UM ESTUDO RESTROSPECTIVO BRANDÃO, Kathlene Rocha, CARNEIRO, Taize Muritiba, CRUZ, Enêde Andrade da, RIBEIRO, Elisa Auxiliadora da França, SILVA, Iranete Almeida Sousa, SILVA, Jackson Rogério Nascimento COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS – UFBA Introdução: doenças cardiovasculares constituem uma das maiores causas de morbi-mortalidade mundial, situação que agrava-se com a escassez de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Assim, considera-se relevante estudar a movimentação de pacientes em uma UTI cardiológica (UTI-C), para oferecer subsídios ao planejamento e implementação dessas unidades. Objetivo: descrever a movimentação da UTI-C de um complexo hospitalar público de ensino, de Salvador-Ba, que atende ao Sistema Único de Saúde (SUS). Metodologia: trata-se de estudo de caso descritivo, quantitativo, realizado na organização escolhida considerando variáveis: idade, sexo, procedência, diagnóstico médico, tratamento, tempo de permanência, altas, óbitos, transferências externas e reinternações. Utilizado usuários internados de maio a dezembro de 2007 na UTI-C. Os dados foram extraídos de censos mensais. Tratamento e análise foram efetivados a partir de números absolutos e relativos. Resultados: foram admitidos 203 pacientes entre 19 e 89 anos, média de 62; 111(55%) feminino e 92(45%) masculino. Destes, 174(86%) procedentes de unidades do hospital, e 29(14%) da central de leitos do Estado. O que evidencia grande incidência de doenças cardiovasculares no Estado. Do total 167(82,26%) obtiveram alta, 21(10,34%) transferência externa e 15(7,40%) evoluíram a óbito; 47(23%) submetidos à cirurgia cardíaca: 17(36%) revascularização do miocárdio, 19(40 %) valvar, 6(13 %) congênitos e 5(11 %) outros. O tempo de permanência variou de 01 a 67 dias, média de 3,34, 18(9%) reinternações. Diagnósticos médicos mais freqüentes: Angina, Infarto Agudo do Miocárdio e Arritmias Cardíacas. Conclusão: a movimentação desta UTI-C constitui ferramenta para tomada de decisões e garantia de atendimento às demandas do SUS. RIBEIRO, E.A.F. Enfermeira especialista. Formação em Neurolinguistica. Coordenadora da UTI Cardiológica do C- HUPES-UFBA. Rua Plínio Moscoso, 434/602, Chame-Chame, Salvador-Ba, 40155-190. elisaenfa@bol.com.br. (71) 3245.5708.
  • 6. TRABALHO 05 Gerenciamento de gestantes: programa boa hora. Daniela Gonçalves Caseca Salata*, Larissa Kozloff Naves, Renata Trindade Monteiro, Silvia Maria Ribeiro Oyama, Caio Seixas Soares, Roderick Beltrão Wilson Omint Serviços de Saúde Introdução: A gestação é um fenômeno fisiológico e sua evolução ocorre normalmente sem intercorrências. Apesar disso, há uma pequena parcela de gestantes que, por terem características específicas, apresentam maior probabilidade de evolução desfavorável, tanto para o feto como para a mãe : são as chamadas gestações de alto risco. O objetivo da assistência pré-natal é garantir o bom andamento das gestações de baixo-risco e, também, de identificar adequada e precocemente quais as gestantes com maior chance de apresentar uma evolução desfavorável. Justificativa: O programa, coordenado por uma enfermeira, foi criado para oferecer um atendimento diferenciado e atender às necessidades de todo acompanhamento pré natal e puerperal. Objetivo: Oferecer à gestante um atendimento personalizado e individualizado a fim de acompanhar todo o período gestacional, visando minimizar e/ou acompanhar possíveis intercorrências. Método: Visitas domiciliares bimestrais de enfermeira, acompanhamento de equipe multidisciplinar quando necessário, call center 24 horas e cartilha explicativa para cada fase da gestação. Período de acompanhamento: primeiras semanas até 1 mês após o nascimento, dando ênfase maior ao aleitamento materno. Resultados: Em 18 meses de programa viabilizou-se a detecção precoce da população de gestantes de alto-risco (gestações gemelares, idade acima de 34 anos e antecedentes obstétricos patológicos) e a possibilidade de estabelecer um perfil de 34% do total da população. Conclusão: Esta experiência mostrou-se eficaz e vantajosa, uma vez que podemos acompanhar todos os estágios de uma gestação, dando todo o suporte necessário para qualquer eventualidade. Além disso, é uma importante ferramenta para mapear e gerenciar uma determinada população.
  • 7. TRABALHO 06 PERFIL SAÚDE: UM METODO PARA MAPEAMENTO DA POPULAÇÃO NAS EMPRESAS. Silvia Maria Ribeiro Oyama; Larissa Kozloff Naves, Renata Trindade Monteiro, Daniela Golçalves Caseca Salata, Caio Seixas Soares, Roderick Beltão Willson, Omint Serviços de Saúde Introdução: Atualmente já estão comprovados os benefícios dos programas de promoção da saúde e qualidade de vida no trabalho. No âmbito empresarial pode-se atuar em diversas áreas, desde a promoção de saúde com o estímulo à adoção de hábitos saudáveis, como prática de atividades físicas, controle do peso e tabagismo, até o acompanhamento de portadores de doenças crônicas, como os programas de gerenciamento de crônicos. Justificativa: Para planejar um programa de qualidade de vida adequado para uma empresa, é necessário conhecer as suas necessidades e particularidades. Objetivo: Apresentar método de elaboração do perfil de saúde. Método: A identificação do perfil da população da empresa é realizada através da aplicação de um questionário para todos os funcionários, onde são abordados algumas características epidemiológicas, tas como: estado de saúde, identificação de comportamentos de riscos para desenvolvimento de doenças crônicas (tabagismo, sedentarismo, obesidade, estresse), freqüência da realização de exames preventivos, vacinas, entre outros. As respostas do questionário são em múltipla escolha. O preenchimento pode ser realizado pela internet ou meio físico (papel). Após o recebimento dos questionários, os dados são colocados em sistema, possibilitando análise dos dados para elaboração do relatório gerencial. Neste relatório, é possível direcionar as ações prioritárias na empresa, identificando suas reais necessidades e conseqüentemente maximizando os custos com programas de qualidade de vida. Resultado: A metodologia descrita tem se mostrado uma ferramenta eficaz no direcionamento dos programas de qualidade de vida nas empresas, proporcionando um diagnóstico da população, possibilitando implementar ações de promoção de saúde e prevenção de doenças.
  • 8. TRABALHO 07 Gerenciamento de portadores de doenças crônicas: análise estatística dos indicadores de performance. Larissa Kozloff Naves*, Renata Trindade Monteiro, Daniela Golçalves Caseca Salata, Silvia Maria Ribeiro Oyama, Caio Seixas Soares, Roderick Beltrão Wilson. Omint Serviços de Saúde Introdução: As doenças crônicas representarem cerca de 60% das mortes, em todo o mundo. Os programas de gerenciamentos de crônicos tem como objetivo restabelecer o estado de saúde em ambiente domiciliar através do atendimento multidisciplinar promovendo orientação do manejo da doença. As informações do cliente são centralizadas em um profissional, o qual direciona para toda equipe multiprofissional que o acompanha, diminuindo os riscos de possíveis descompensações. Justificativa: O gerenciamento de portadores de doenças crônicas pode ser uma alternativa para melhoria do atendimento ao cliente junto com uma redução dos custos da assistência médica. Objetivo: Analisar indicadores de performance de um programa de gerenciamento de doenças crônicas. Método: Todos os clientes gerenciados, recebem visitas de uma enfermeira, de acordo com o seu grau de risco clínico, call center 24 horas, coleta domiciliar de exames laboratoriais e oxigenioterapia. Para medir a eficácia do Gerenciamento de pacientes crônicos foram usados três indicadores de performance: Média de internação, Média de diárias consumidas e Média de diárias por internação por paciente, pelo período de 1 ano antes e 1 a 3 anos pós programa. Resultado: A análise dos indicadores apontou uma média de 2,05 internações por paciente pré-programa e a média de consumo de diárias hospitalares. Após o início nos programas de gerenciamento, esse número caiu para 0,96 internações por paciente e destes 6,7 diárias hospitalares. Conclusão: Os indicadores utilizados demonstraram a eficácia e efetividade do programa e seu custo-benefício, sugerindo que o controle da doença diminui as hospitalizações e o tempo de permanência hospitalar.
  • 9. TRABALHO 08 INOVAÇÃO NA ASSISTÊNCIA INTEGRAL AO PACIENTE CLÍNICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL ESTADUAL DO IPIRANGA. Tereza Hidemi Hassegawa1, Geny Cândida de Jesus2, Sandra Cristina Perez Tavares3, Eliane da Silva Grazziano4 Hospital Ipiranga – São Paulo INTRODUÇÃO: Os indivíduos acometidos por infecções crônicas necessitam de cuidados constantes. A enfermeira, neste contexto, busca desenvolver uma assistência globalizada visualizando o cuidar nas dimensões físicas, emocional e espiritual (Shimizu, Guitierrez, 2007). Com a terceira revolução industrial, novos modelos de organização do trabalho e relações sociais influenciam as atividades profissionais levando a maior integração entre as funções (Martins e Dal Poz, 1998;Peduzzi, 2002).OBJETIVO: O estudo relata a experiência de um grupo de enfermeiras do Hospital Ipiranga (SES) na implantação de um modelo de gestão da assistência baseado no modelo Assistência Integral. DISCUSSÃO: O modelo visa aproximar a equipe de enfermagem do paciente e diminuir o desgaste físico dos mesmos. Para tanto, foi determinado um espaço físico para o profissional e garantia da pronta disponibilidade dos insumos necessários à execução da assistência de enfermagem. Após aprovação do projeto pela Diretoria Clínica e de Enfermagem, as reformas de área física, redimensionamento de pessoal, treinamento da equipe e orientação dos pacientes e familiares foram iniciadas. Foi estabelecido que para cada enfermaria (04 leitos) haveria um profissional de enfermagem designado para assisti-los durante o período de trabalho. CONCLUSÕES: O modelo trouxe vários benefícios para o cliente, a saber: assistência integral e imediata, melhora da confiança entre os paciente, enfermagem e acompanhantes, maior tempo de contato pessoal entre o profissional e paciente reduzindo a ocorrência de eventos adversos. Para o profissional, pode-se perceber a alteração do humor, maior disposição e motivação no trabalho. Para a instituição, houve ganho com redução de custos. REFERÊNCIAS Martins MIC, Dal Poz MR. A qualificação de trabalhadores de saúde e as mudanças tecnológicas. Physis 1998;8(2):125-146. Peduzzi M. Mudanças tecnológicas e seu impacto no processo de trabalho em saúde. Trabalho, Educação e Saúde, 2002;1(1):75-91. Shimizu HE, Guitierrez BAO. Participação de enfermeiros na implantação e desenvolvimento de um grupo multidisciplinar de assistência a pacientes crônicos e terminais. Disponível em: http://www.ee.usp.br/REEUSP/upload/html/414/body/v31n2a07.htm
  • 10. TRABALHO 09 A UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTA DO CICLO PDCA – GRÁFICO DE ISHIKAWA NA EVIDÊNCIA DOS CASOS DE INCIDENCIA DE ÚLCERAS POR PRESSÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. Autoras: Clodine Pepes, Martha Rejane Silva Augusto, Renata Carolina Ishikawa. Introdução: A úlcera por pressão (UPP) é uma complicação comum em pacientes críticos hospitalizados, tornando- se um problema sério para os mesmos. A prevenção deste tipo de complicação é um desafio para a assistência de enfermagem (FERNANDES, 2000). O gerenciamento para a qualidade adota técnicas de resolução de problemas, conhecidas genericamente como “Ferramentas da Qualidade”, que possuem notável aplicação na identificação e no diagnóstico de falha no processo e mediação das melhorias alcançadas. Objetivo: Elaboração da ferramenta - Gráfico de Ishikawa, para identificação de problemas relacionados às Ulceras Por pressão em unidade de Terapia Intensiva e apoio na adoção de medidas preventivas. Método: Para a realização do Gráfico de Ishikawa dividimos a incidência dos casos de UPP em duas partes: as causas deste problema e os efeitos do problema, visualizando medidas para sanar o problema, atuando na causa ou no efeito. Resultados: Com a elaboração deste instrumento conseguimos evidenciar falha no processo e conseqüentes incidências de UPP. Conseguimos focar quais fatores influenciavam intrínseca e extrinsecamente na presença de novos casos, lembrando que o custo do tratamento de um paciente portador de UPP é caro comparado com os benefícios da prevenção. Conclusão : Adotar um programa de qualidade é buscar melhorias contínuas no atendimento, na redução dos custos, na diminuição dos prazos e de desperdício. O comprometimento de todos é essencial, pois sem estes o sistema não funciona. Em longo prazo as medidas de prevenção, a satisfação do cliente e a gratificação profissional impulsionam a categoria a novos estudos através da enfermagem baseada em evidencias. Referencias Bibliográficas DANTAS, S.R; JORGE, S.A, Abordagem Multiprofissional do Tratamento de Feridas – Ed. Atheneu PEDROSA, T.M.G; COUTO, R.C; Hospital: Acreditação e Gestão em Saúde, 2ªedição, Ed. Guanabara Koogan, RJ TAJRA,S.F; Gestão Estratégica Na Saúde: Reflexões e Praticas para uma administração voltada para excelência, Ed. Iatria, São Paulo, 2006 TENÓRIO, E. B.; BRÁZ, M. A intervenção do Enfermeiro como diferencial de qualidade no tratamento de feridas. Rio de Janeiro: Pronep, 2002 Relator: Clodine Pepes – Enfermeira Especialista em Dermatologia Unifesp – Coordenadora Comissão de Curativos – Unimed Paulistana – Hospital Santa Helena End: Rua Tupi 103 apto 103B Fone: 7667 3083 Email: clodine.pepes@unimedpaulistana.com.br clodinepepes@hotmail.com
  • 11. TRABALHO 10 A IMPORTÂNCIA DA INSERÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ACOLHIMENTO DO HOSPITAL MUNICIPAL SALLES NETTO: FACILIDADES X DIFICULDADES ANETE PATITUCCI LAGE* Trata-se de um estudo cujo objeto de análise é “a importância da inserção da equipe de enfermagem no processo de acolhimento do Hospital Municipal Salles Netto: facilidades e dificuldades”. O interesse em desenvolver esta pesquisa surgiu a partir da observação e relatos da equipe de enfermagem, onde percebeu-se a desmotivação, bem como o desacolhimento do grupo. Baseado nisso, os objetivos traçados foram: identificar o nível de conhecimento dos profissionais de enfermagem do HMSN acerca do acolhimento e de fatores relacionados à motivação no trabalho, bem como, descrever a relação profissional x cliente x acompanhante e suas implicações O estudo realizado teve uma natureza exploratória e a sondagem do problema foi realizada mediante análise quanti- qualitativa. O universo deste estudo foi composto de cinqüenta profissionais de enfermagem lotados na Seção de Enfermagem do Hospital Municipal Salles Netto. O instrumento utilizado foi um questionário, composto de questões fechadas, semi-abertas e abertas.A coleta de dados foi feita mediante a aplicação do instrumento (questionário) e os dados foram coletados pela autora nas enfermarias, ambulatório, sala de procedimentos e na sala de vacinação. A análise dos dados foi realizada mediante quadros e gráficos. De acordo com os resultados obtidos, percebemos que os profissionais relacionam o acolhimento, principalmente, às relações interpessoais, metade destes relataram sentir-se desmotivados, enquanto a metade restante, alegaram estar motivados em seu local de trabalho.Vale ressaltar que, no aspecto desacolhimento, apesar de a maioria dos profissionais relatarem sentir-se acolhidos, há uma contradição com as percepções da autora, a qual observa na prática diária o desacolhimento. No que diz respeito ao trinômio profissional x cliente x acompanhante, notamos que a relação profissional x acompanhante precisa ser repensada, uma vez que recebeu a classificação de irregular por parte dos profissionais. Espera-se com esta pesquisa, contribuir, no sentido de propor uma reflexão acerca das implicações do acolhimento nas relações humanas dentro do contexto da saúde.
  • 12. TRABALHO 11 PERFIL DOS PROFISSIONAIS DA CENTRAL DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DO HOSPITAL SÃO PAULO Rita Marina Ribeiro Melo de Queiroz, Lilian Lestingi Labbadia, Elisabeth Niglio de Figueredo Instituição - Hospital São Paulo / UNIFESP RESUMO A Central de Desinfecção e Esterilização do Hospital São Paulo (CDE) processa aproximadamente 80 mil itens por mês. Considerando-se a introdução de novas tecnologias e a complexidade dos materiais, faz-se necessário o investimento em capacitação. Quanto maior conhecimento o profissional apresenta, mais forte e ao mesmo tempo mais flexível ele se apresentará para enfrentar as mudanças e rupturas que podem surgir no dia-a-dia de uma organização (Ruthes e Cunha, 2008). A gerência de enfermagem da CDE preocupada com a valorização e capacitação dos profissionais que atuam nesta unidade, buscou conhecer o perfil do trabalhador da Central de Desinfecção e Esterilização, sua qualificação para a execução das tarefas específicas do setor e o grau de satisfação na função exercida. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, sendo a população composta por 79 profissionais que atuam na CDE do Hospital São Paulo. Dos 42 (53,2%) profissionais que responderam ao questionário, seis (14,3 %) são especialistas. Dos 28 técnicos e auxiliares, 17,5% são graduados ou graduandos. Dos 28 auxiliares e atendentes, 27% têm nível médio. 99,6% estão satisfeitos na função e setor que atuam e continuam em busca de aperfeiçoamento e especialização. Este trabalho subsidiará a elaboração de propostas para melhoria no setor, atendendo às expectativas dos profissionais e objetivos da instituição. Enfermeira. Especialista em Nefrologia / Unifesp. Gerente do Serviço de Enfermagem em Central de Desinfecção e Esterilização do Hospital São Paulo. R. Napoleão de Barros, 715 – 1º SS. Vila Clementino. Cep 04020-002. Fone 55764081 / 55764550 Mail para contato – ritacde@denf.epm.br
  • 13. TRABALHO 12 ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: PADRÕES DE QUALIDADE PARA OS SERVIÇOS DE SAÚDE LEITÃO, Elena Rodrigues Leitão*, MACHADO, Simone Cruz ** UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF Resumo - Este estudo tem por objeto o processo de Acreditação nas instituições de saúde, de acordo com as diretrizes do ONA – Organização Nacional de Acreditação, que estabelece padrões de qualidade para as empresas em geral. Objetivo – a investigação teve como objetivo conhecer os elementos que compõem o processo de Acreditação. Justificativa - nas duas últimas décadas, a busca da qualidade dos serviços de saúde deixou de ser uma atitude isolada, tornando-se uma necessidade técnica e social, num contexto de dificuldades político-econômicas, no mundo globalizado, principalmente, em países em desenvolvimento, a exemplo do Brasil. Oficialmente o enfermeiro integra a comissão de Acreditação Hospitalar, quando instalada nas instituições. Metodologia - Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa. Os dados foram coletados no período de 2006/2007 De acordo com Leopardi (2002, p. 131) a pesquisa bibliográfica “è utilizada quando o tema implica na análise de publicações para reconhecer sua freqüência, regularidade, tipos, assuntos examinados, métodos empregados, em textos. Requer o acesso à bibliografia prevista para a análise do tema, e preocupações sobre a uniformidade de registros”.. Resultados - Após o período de avaliação, a equipe elabora um relatório detalhado dos resultados encontrados e o certificado pode ser classificado como simples, referente ao nível 1, pleno, referente ao nível 2 e de excelência, relativo ao nível 3. Conclui-se que a instituição que não atinge os padrões mínimos exigidos pelas normas pré-estabelecidas, não é acreditada. As instituições que recebem certificação do nível 3, podem se inscrever para concorrer ao Prêmio Nacional da Qualidade. _______________ * Doutora em Enfermagem da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federam Fluminense/RJ. E-mail: rosaleitao@uol.com.br – R. Gavião Peixoto,13/901 –Icaraí – Niterói – RJ. CEP- 24230-090. (21) 27179535 ** Doutora em Enfermagem da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federam Fluminense. Tel. (21) 27179535 – (21) 9634-5020
  • 14. TRABALHO 13 CONFLITO ORGANIZACIONAL SOB A ÓTICA DOS TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO. Carla Aparecida Spagnol, Bruna Mendes de Oliveira Campos, Gislene Rodrigues Santiago, Maria Tereza Melo Badaró, Jackeline Soares Vieira, Ana Paula de Oliveira Silveira. Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. O estudo em foco apresenta dados preliminares de uma pesquisa qualitativa desenvolvida com a equipe de enfermagem do Hospital das Clínicas-UFMG. Buscamos nesse estudo exploratório, analisar as situações de conflito no contexto hospitalar na ótica dos técnicos/auxiliares de enfermagem. Objetivos: conhecer as diferentes percepções de conflito; identificar os mais comuns e os principais fatores que os geram; levantar facilidades e dificuldades que o enfermeiro encontra ao lidar com os conflitos e compreender como esse profissional enfrenta situações conflituosas no trabalho. Para a coleta de dados utilizamos um questionário constituído de perguntas de identificação e questões acerca do tema investigado. Dentre os pesquisados, 27 devolveram o instrumento, sendo que a maioria evidenciou uma visão negativa do conflito, conceituando-o como: divergência de idéias e discórdia entre pessoas. Identificamos que grande parte dos profissionais respondeu que o enfermeiro está preparado para lidar com conflito, devido à suas características pessoais e suas competências/habilidades gerenciais. Por outro lado, alguns respondentes relataram que esse profissional não está preparado para lidar com essas situações, devido ao seu distanciamento dos demais integrantes da equipe. Os dados demonstraram ainda, que as facilidades encontradas pelo enfermeiro para lidar com o conflito são: diálogo e liderança. Já as dificuldades incluem comunicação inadequada e falta de consenso na equipe. Consideramos que a visão dos técnicos/auxiliares de enfermagem pode contribuir para o enfermeiro (re) pensar sua prática gerencial, quando se depara com situações de conflito no trabalho. Sendo assim pretendemos aprofundar o estudo, em uma segunda etapa, realizando entrevistas com esses profissionais.
  • 15. TRABALHO 14 UTILIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NAS ATIVIDADES PRÁTICAS DA DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM Carla Aparecida Spagnol, Eliane Marina Palhares Guimarães, Heloisa de Carvalho Torres, Maria Édila Abreu Freitas, Mônica Chaves Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais O planejamento é uma ferramenta fundamental para a gestão dos serviços de saúde e para subsidiar a atuação gerencial do enfermeiro. Entretanto, evidenciamos que, na maioria das vezes, este profissional tem dificuldades para sistematizar o processo de trabalho e realiza ações do tipo “apaga incêndio”. Neste contexto, os docentes da disciplina Administração em Enfermagem II, têm abordado nas aulas teóricas e práticas, a importância do planejamento estratégico como um instrumento essencial para organizar o processo de trabalho. Nesse estudo objetivamos analisar a utilização dessa ferramenta gerencial nas atividades práticas da referida disciplina, ministrada no 7º período do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Os dados foram organizados segundo a similaridade da natureza dos problemas identificados e categorizados de acordo com as seguintes temáticas: recursos físicos, humanos e materiais, extraídos das propostas de intervenção resultantes do diagnóstico administrativo realizado nas unidades de ensino clínico, no período de 2006 a 2008. Identificamos que alguns enfermeiros estão implementando diversas ações propostas no plano operacional traçado pelo grupo de alunos, o que evidencia uma efetiva articulação ensino-serviço. No entanto, a cada semestre encontramos uma reincidência dos problemas diagnosticados, o que mostra a necessidade de envolvermos ainda mais a equipe de enfermagem nos trabalhos realizados. Para os alunos o ensino clínico demonstrou uma forma possível de planejar ações para solucionar problemas. Além disso, puderam articular a teoria à prática, bem como perceber a importância do planejamento estratégico na tomada de decisão e organização do processo de trabalho.
  • 16. TRABALHO 15 INDICADORES DE SAÚDE Eliana Bittar, Elaine Aparecida da Silva Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia I - INTRODUÇÃO : Este trabalho foi desenvolvido no Centro Cirúrgico do Hospital Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), instituição especializada no atendimento a pacientes com afecções cardiovasculares. Os indicadores em uma instituição servem para medir a qualidade do serviço, atuando assim nos resultados levantados, relacionado a estrutura e aos processos. TIPOS DE INDICADORES: Indicador de eventos (alerta) e indicador baseado em taxa II – JUSTIFICATIVA: Identificar os indicadores específicos do Centro Cirúrgico para posterior correção das falhas levantadas. III – OBJETIVO: O objetivo deste trabalho é levantar os indicadores específicos do Centro Cirúrgico e do preparo pré-operatório dos pacientes. IV – MATERIAL E MÉTODO : Este trabalho se trata de uma pesquisa quantitativa. V – RESULTADOS: Foram levantados os seguintes indicadores no Centro Cirúrgico 1 - Indicadores de produtividade: Índice de Suspensão de cirurgia Índice de Cirurgias realizadas Índice de percentual de emergência/urgência Índice de óbito em sala Índice de reoperação 2 - Indicadores de qualidade Índice de queimadura Índice de infecção de sítio cirúrgico Perda de instrumental Erro na cobrança de materiais Tempo de rodada de sala 3. Indicadores de não conformidade no preparo pré-operatório realizado no setor de internação -Tricotomia inadequada -Banho inadequado -Uso de adornos e prótese dentária -Uso de esmalte -Uso de peças íntimas VI – CONCLUSÃO : Podemos perceber com este trabalho a suma importância em medir as não-conformidades ocorridas em nosso setor, pois somente a partir da mensuração podemos traçar um plano de ação para melhoria do processo. Enfermeira Diretora do Centro Cirúrgico e Central de Materiais – email: centrocirurgicoidpc@ig.com.br - Tel. 5085- 6153 – 5085-6188
  • 17. TRABALHO 16 APLICAÇÃO DA FERRAMENTA FMEA PARA MINIMIZAÇÃO DE ERROS DE MEDICAÇÃO Autoras: Juliana Nogueira Franco, Brícia Pompeo Amaral Barros Hospital Vivalle Introdução: FMEA – Failure Mode and Effects Analysis, é uma ferramenta que possibilita analisar e prevenir falhas de forma estruturada e lógica e a identificar o índice de risco do processo. A abordagem sistêmica dos erros de medicação poderá revelar as falhas, sendo possível implementar melhorias, diminuindo assim a ocorrência desses eventos. Justificativa: Em relação ao uso de medicamentos, uma mudança de paradigma é necessária, pois não basta um medicamento ter qualidade garantida, mas o seu processo de utilização também deve ser seguro. Objetivo: Identificar, delimitar e descrever os possíveis modos de falha do processo de administração medicamentosa para criar condições organizacionais de minimização dos mesmos. Métodos: Estudo de natureza qualitativa realizado em um hospital de pequeno porte. Foram levantados todos os tipos de erros de medicação que poderiam ocorrer, e os processos relacionados, descrevendo para cada tipo de erro suas possíveis causas, os efeitos e os possíveis meios de detecção. Verificou-se os índices de riscos, hierarquizando-os por meio de pesos atribuídos aos índices de ocorrência da causa, gravidade do efeito e detecção da falha. Resultados e Conclusão: A utilização deste método estruturado e formalmente documentado permitiu evidenciar as fragilidades dos processos envolvidos, o que possibilitou vislumbrar uma redução real dos erros de medicação, que somente será alcançada por meio de uma análise sistêmica, a detecção de seus pontos vulneráveis e a implementação de medidas para diminuir as taxas dos eventos adversos relacionados aos erros de medicação.
  • 18. TRABALHO 17 DESDOBRAMENTO ESTRATÉGICO E SUA APLICAÇÃO NO SERVIÇO DE ENFERMAGEM. Autoras: Juliana Nogueira Franco, Brícia Pompeo Amaral Barros Hospital Vivalle Introdução: Administrar estrategicamente é um processo continuo e interativo, e que pretende buscar o envolvimento e compromisso dos profissionais da equipe de saúde nas ações desenvolvidas. Justificativa: Sob a ótica gerencial é preciso identificar alternativas para estruturar os problemas e pensar soluções em diferentes cenários, o que tem levado as organizações a desenvolver um novo perfil de atuação. Objetivo: Sistematizar planos de ação do serviço de enfermagem, visando seu alinhamento à estratégia institucional. Método: Essa pesquisa caracteriza-se como aplicada por gerar conhecimentos para aplicação prática, objetivando soluções de problemas específicos. O seu caráter qualitativo advém do fato de não requerer a utilização de métodos e técnicas estatísticas e de se tornar o ambiente natural como fonte direta para coleta de dados. Foi realizado levantamento da literatura na área e consultado fontes de dados da Bireme, USP e SCIELLO. A partir dos objetivos estratégicos foram definidos os prioritários aplicáveis ao serviço de enfermagem, para os quais elaboramos os planos de ação. Concluída esta fase, foram iniciadas reuniões entre os lideres do serviço e o escritório da qualidade, visando análise crítica e validação da metodologia. Resultados e Conclusão: O desdobramento das diretrizes estratégicas seguiu até o último nível gerencial, até que finalmente as medidas deixaram de ser desdobradas e sim executadas. A aplicação da metodologia propiciou a criação de um importante instrumento que favoreceu fazer escolhas e a elaboração de planos que ajudou a enfrentar os processos de mudança para o alcance dos objetivos e metas estabelecidas.
  • 19. TRABALHO 18 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza; Scarpari, Carlos Renato; Nakahara, Erika Cristina; Ferreira, Luciane Ruiz Carmona Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP Introdução: Existem procedimentos que podem ser realizados para alívio da pressão e redução da chance de desenvolvimento da úlcera, entretanto, mesmo com toda a vigilância da enfermagem, torna-se difícil prevenir seu risco. Justificativa: Devido a úlcera prolongar a hospitalização e aumentar o risco de complicações como infecção, justifica-se a importância da utilização de protocolos. Objetivo: Avaliar a eficácia da utilização de protocolo para prevenção de úlcera de pressão em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva, em hospital privado do interior paulista. Método: Estudo retrospectivo, baseado na avaliação dos pacientes internados na UTI, de junho 2006 à julho de 2007. Resultados: Dos 302 pacientes avaliados, 48,3% tinham idade entre 19 e 59 anos, 47,4% tinham idade superior à 60 anos. O tempo máximo de internação foi de 28 dias, e tempo mínimo de 1 dia. De acordo com a Escala de Braden, 35,76% dos pacientes internados possuíam alto risco para desenvolvimento de úlcera por pressão, enquanto que 18,76% apresentaram risco moderado. Foi observado que 9 pacientes, que correspondem a 3,0% da amostra, desenvolveram úlcera no setor, sendo que 8, que correspondem a 2,6%, eram úlcera estágio I e apenas 1, que corresponde a 0,33%, em estágio II. Conclusão: Observou-se uma amostra com risco de desenvolver úlcera de pressão, porém com a utilização do protocolo institucional de prevenção foi verificada uma baixa incidência de úlceras, validando medidas para impedir ou retardar o desenvolvimento destas lesões.
  • 20. TRABALHO 19 CONTROLE DO ABSENTEÍSMO POR LOMBALGIA NA EQUIPE DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Monteiro, Anderson Martins; Souza, Andresa C. Medeiros; Silvestrin, Andreza; Nakahara, Érika Cristina; Ferreira, Luciane Ruiz Carmona Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP Introdução: A dor lombar representa um expressivo problema para os trabalhadores de enfermagem, tendo como fatores de risco o transporte e a movimentação de pacientes, a postura inadequada e estática, e a inadequação do mobiliário. Justificativa: A motivação pelo estudo se deu considerando que, as faltas ao trabalho acarretam problemas na organização, prejudicam a assistência de enfermagem e indicam a existência de problemas preocupantes quando relacionados às condições de saúde. Objetivo: Investigar a causa de absenteísmo-doença entre os trabalhadores de enfermagem, com ênfase na lombalgia e propor medidas de controle dessa patologia. Método: Análise quali-quantitativa dos dados contidos nos atestados apresentados pela equipe de enfermagem, no período de junho à dezembro de 2007, em um hospital privado do interior paulista. Resultados: Através do levantamento do absenteísmo-doença entre os trabalhadores de enfermagem, verificou-se perda de 11,28% das horas esperadas de trabalho nesse período. Os setores com maior ausência do trabalho por doença foram a Maternidade/Pediatria (30,7%) e Pronto Atendimento (21%). Analisando as horas perdidas no PA observou-se elevada incidência de lombalgia, relacionada principalmente à postura do colaborador durante a execução de punção venosa, levando-nos a elaborar e implementar medidas de controle, como a aquisição de banco de altura regulável, e treinamento para adequação da postura durante esse procedimento. Conclusão: A intervenção para controle da lombalgia foi eficaz, tendo sua incidência reduzida a 0% nos 3 meses subseqüentes à implantação das medidas corretivas.
  • 21. TRABALHO 20 APLICAÇÃO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE COMPLEXIDADE EM UM HOSPITAL PRIVADO DO INTERIOR PAULISTA Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza; Nakahara, Erika Cristina;Ferreira, Luciane Ruiz Carmona Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP Introdução: Uma das competências do Enfermeiro Responsável Técnico é garantir os recursos humanos necessários à assistência de enfermagem e à segurança do paciente, todavia, é necessário a utilização de ferramentas que comprovem esta necessidade. Justificativa: Na tentativa de resolver a problemática recursos humanos e distribuição eqüitativa de tarefas a fim de não causar sobrecarga de trabalho a nenhum colaborador, torna-se imprescindível o uso do sistema de avaliação de complexidade dos pacientes. Objetivo: Avaliar a eficácia da aplicação do sistema de avaliação de complexidade para o dimensionamento de enfermagem e distribuição de tarefas em hospital privado do interior paulista. Método: Estudo retrospectivo, descritivo baseado na análise da avaliação de complexidade dos pacientes a partir do mês de abril 2007 à maio de 2008. Resultados: Foi observado que após a aplicação do sistema de Avaliação de Complexidade, a equipe de enfermagem foi dimensionada adequadamente havendo necessidade de contratações e remanejamentos. Observou-se também a possibilidade de distribuição adequada de pacientes de acordo com o grau de dependência por colaborador de enfermagem além de redução significativa do percentual de absenteísmo da equipe de enfermagem. Conclusão: O estudo nos permitiu alcançar o número de pessoal necessário para cada um dos setores do hospital, o Sistema de Classificação de Pacientes usado é adequado. Dessa forma, a quantificação de pessoal de enfermagem depende não somente do conhecimento da carga de trabalho existente nas unidades como também das necessidades de assistência.
  • 22. TRABALHO 21 IMPLANTAÇÃO DE OUVIDORIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL PRIVADO DO INTERIOR PAULISTA Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza; Nakahara, Erika Cristina; Ferreira, Luciane Ruiz Carmona Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP Introdução: A utilização da ouvidoria surgiu visando criar um canal condutor de opiniões, reclamações e sugestões, garantindo o princípio da ética e eficiência em nossas relações no ambiente de trabalho. Justificativa: A fim de contemplar o sistema de gestão de qualidade e auxiliar o processo de melhoria contínua foi necessário a implantação da ouvidoria de enfermagem garantindo participação ativa dos colaboradores perante as ações corretivas e estratégicas da Instituição. Objetivo: Demonstrar a eficiência e importância da implantação da ouvidoria da equipe de enfermagem em um hospital privado do interior paulista. Método: Estudo retrospectivo e quali-quantitativo dos relatos apresentados pelos colaboradores de enfermagem no ano de 2007. Resultados: Participaram da ouvidoria 92% do total de 160 colaboradores de enfermagem, onde os relatos de maior incidência foram: falta de respeito dos familiares com a equipe de enfermagem, maior compreensão da equipe na passagem de plantão, dificuldades de relacionamento entre os plantões e adequação da estrutura física do setor. Conclusão: A ouvidoria garantiu aos colaboradores uma resposta satisfatória da hierarquia, bem como um maior envolvimento da equipe de enfermagem no feed back contínuo uma vez que o uso dessa ferramenta compartilhada ao resguardo do sigilo, respeito e imparcialidade do condutor esclarece e direciona os resultados obtidos.
  • 23. TRABALHO 22 AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA MINIMIZAR OS ERROS RELACIONADOS A ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Monteiro, Anderson Martins; Silvestrin, Andreza; Lima, Erica Karina Baseggio de; Nakahara, Erika Cristina; Ferreira, Luciane Ruiz Carmona Hospital Medical de Limeira – Limeira, SP Introdução: Administração de medicamentos é um processo que deve ser realizado com eficiência, segurança e qualidade, por uma equipe multidisciplinar, que atua através de aprimoramento de conhecimento técnico-científico a fim de promover benefícios ao paciente. Entretanto, erros podem ocorrer, causando graves complicações e até a morte. Justificativa: O presente estudo justifica-se à medida que, identificando e compreendendo as causas dos erros, e propondo ações que objetive minimizá-las ou saná-las, contribua para uma administração segura, eficaz e com nível de excelência, o que proporcionará benefícios a equipe e aos pacientes. Objetivo: Este estudo teve o objetivo de identificar os erros relacionados a administração de medicamentos e descrever ações estratégicas para preveni-los, melhorando a qualidade da assistência prestada. Método: A pesquisa foi realizada em um hospital privado do interior paulista, através da análise das notificações dos erros relacionados a administração de medicamentos, onde foram identificadas as possíveis causas e implantado ações estratégicas. Resultados: Após a análise foram implantadas as seguintes ações estratégicas: elaboração do Protocolo de Administração de Medicamentos, preparo e dispensação de materiais e medicamentos por plantão, conferência e checagem de armário de acondicionamento, implantação de etiqueta padronizada com os cinco certos, devolução de medicamentos após conferência do lote com o impresso dispensado e reforço na notificação dos erros. Conclusão: As ações estratégicas foram utilizadas de forma preventiva sendo eficazes para a redução de erros, oferecendo máxima segurança e qualidade na assistência ao paciente.
  • 24. TRABALHO 23 GRUPO DE ORIENTAÇÃO DE DOENÇAS DA TIRÓIDE: PACIENTES EM PREPARO PARA IODOTERAPIA. - RELATO DE EXPERIÊNCIA – Priscila Borelli Pereira Leite, Thais Daniela Bacoccina Motta, Eva Aparecida Yamada Yonezawa, Camila Godoy Mendes Lindo, Mirian Ikeda Ribeiro, Maria Teresa Aparecida Silva Odierna. Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, SP, Brasil. INTRODUÇÃO: O presente relato de experiência é a tradução de um trabalho que vem sendo realizado há oito meses com pacientes em acompanhamento de nódulos tiroidianos em um ambulatório de hospital privado que têm parceria com uma instituição pública, ambos localizados na região sul de São Paulo. O surgimento do grupo de orientação para iodoterapia decorreu da necessidade de se criar um espaço de discussão e orientação referentes às freqüentes dúvidas que surgiram durante o preparo dos pacientes que seriam submetidos ao tratamento com o iodo radioativo e os questionamentos e temores relacionados à internação propriamente dita. JUSTIFICATIVA: Queremos demonstrar tão quanto é importante à tríade: paciente x enfermeiro x médico, na realização de grupo de orientação para pacientes em tratamento de nódulos da tiróide. OBJETIVO: O trabalho desenvolvido visa compartilhar e descrever a experiência de realização de grupo de orientação para pacientes que serão submetidos ao tratamento com iodo radioativo, desmistificando o processo. MÉTODO: Os dados deste estudo serão demonstrados através das informações obtidas nas folhas de satisfação de grupo e convívio com os pacientes e equipe médica durante o acompanhamento do projeto. RESULTADOS: Foram realizados cinco grupos de orientação, com o total de 31 pacientes orientados, a maioria ficou muito satisfeita e expressaram sua opinião positiva em relação ao grupo. CONCLUSÃO: Através do grupo de orientação pode-se perceber uma significativa melhora no entendimento do preparo para o tratamento, fazendo com que o paciente tenha uma real visão do processo em que ele irá se submeter.
  • 25. TRABALHO 24 AMBULATÓRIO DE CIRURGIA ROBÓTICA: PAPEL DO ENFERMEIRO COMO LÍDER DA ASSISTÊNCIA MULTIPROFISSIONAL - RELATO de EXPERIÊNCIA - Thais Daniela Bacoccina Motta, Priscila Borelli Pereira Leite, Eva Aparecida Yamada Yonezawa, Camila Godoy Mendes Lindo, Mirian Ikeda Ribeiro, Maria Teresa Aparecida Silva Odierna. Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, SP, Brasil. INTRODUÇÃO: O da Vinci Surgical System é uma tecnologia de robótica aplicada em cirurgias minimamente invasivas. A aquisição deste recurso tecnológico por um hospital privado da cidade de São Paulo representou um desafio para equipe multiprofissional. O ambulatório iniciou uma parceria publico/ privado com o atendimento de pacientes pela filantropia, provenientes de hospitais públicos da cidade de São Paulo, que necessitavam de cirurgia de prostatectomia radical. Objetivo: Descrever a experiência da equipe de enfermagem do ambulatório de um hospital privado, da cidade de São Paulo, no preparo e orientação do grupo de pacientes com indicação de prostatectomia radical laparoscópica, via robótica. Método: Cerca de 20 pacientes foram avaliados. Todos os exames pré-cirúrgicos necessários foram realizados pela instituição. Os pacientes e familiares compareceram ao grupo de orientação liderado pelo enfermeiro com auxilio médico no qual foi abordado todo o processo. Resultados: Nos meses abril e maio de 2008 foram realizadas 14 cirurgias. Nenhuma precisou ser convertida para cirurgia laparoscópica convencional ou para cirurgia aberta e todos os casos evoluíram bem. Quando os pacientes retornaram ao ambulatório para a retirada da SVD e/ou dos pontos cirúrgicos, foram atendidos pelo médico e pelo enfermeiro do ambulatório e pudemos comprovar os benefícios da orientação pré-cirúrgica e o alto grau de satisfação dos pacientes. Conclusão: Com o treinamento da equipe multidisciplinar da instituição, garantimos a qualidade do atendimento e otimização dos recursos. A integração da equipe multiprofissional propiciou o desenvolvimento de um plano de autocuidado individualizado, reduzindo possíveis complicações e reinternações.
  • 26. TRABALHO 25 SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO Ariane Polidoro Dini, Edinêis de Brito Guirardello A classificação de pacientes é essencial para dimensionar pessoal e planejar custos da assistência. Considerando a inexistência de instrumentos específicos para pediatria, o presente estudo teve como objetivos construir um instrumento para classificação de pacientes pediátricos em categorias de cuidado e avaliar a validade e a confiabilidade do mesmo. Pesquisa metodológica, fundamentada em bibliografias sobre desenvolvimento infantil e sistemas de classificação de pacientes. Para a validade de conteúdo utilizou-se a técnica Delphi. A confiabilidade foi avaliada quanto ao aspecto de equivalência, com a aplicação simultânea do instrumento por dois observadores e interpretada por meio do coeficiente de Kappa. A versão final do Instrumento de Classificação de Pacientes Pediátricos (ICPP) foi obtida após quatro fases da técnica Delphi e ficou constituída de 11 indicadores. Para cada indicador estabeleceu-se quatro situações de dependência de cuidados, graduadas de forma crescente quanto à demanda de enfermagem. O paciente deve ser classificado em todos os indicadores na graduação que melhor corresponder a sua condição, em seguida somam-se os pontos obtidos e verifica-se a categoria de cuidado correspondente (Mínimos, Intermediários, Alta-dependência, Semi-intensivos ou Intensivos). Quanto à confiabilidade, obteve-se níveis de concordância ótima para os indicadores: Oxigenação, Terapêutica medicamentosa, Eliminações, Participação do acompanhante, Rede de apoio e suporte; bons para: Higiene corporal; Mobilidade e deambulação, Integridade cutâneo mucosa e Alimentação e hidratação, Intervalo de aferição de controles; tendo apenas o indicador Atividade com fraco nível de concordância. Recomenda-se o uso do ICPP como ferramenta para tomada de decisão no processo gerencial em unidades de internação pediátrica.
  • 27. TRABALHO 26 ADAPTAÇÃO DO INSTRUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Ariane Polidoro Dini, Maria Isabel Melo de Paolis, Roseli Higa, Nilza Aparecida Silva, Ricardo Mendes Pereira, Telma Maria, O gerenciamento de recursos humanos e materiais em organizações de saúde é complexo e depende da análise de questões como custo, demanda, oferta e qualidade pretendida. Empregar indicadores objetivos de avaliação dos clientes, como Sistemas de Classificação de Pacientes, embasam a prática gerencial. Para isso é necessário adotar instrumentos de classificação que reflitam a realidade de cada serviço. O Instrumento de Classificação de Pacientes Pediátricos (ICPP), único específico para pediatria, é composto por onze indicadores. A cada indicador são atribuídas quatro situações, graduadas de forma crescente quanto a demanda de assistência. Para adotar o ICPP em Hospital universitário, verificou-se a necessidade de adequá-lo às políticas da Instituição. Com isso este trabalho teve por objetivos adaptar o ICPP e verificar sua validade na assistência e gerência. Trata-se de pesquisa metodológica. A adaptação do ICPP foi realizada por meio da utilização da técnica de melhoria contínua, ou seja, ciclos de PDSA (Plan, Do, Study, Act). A versão final do instrumento foi possível após três ciclos de PDSA e ficou composta por dez indicadores de demanda de assistência. Cada situação de dependência foi revista e padronizada de forma consensual pela equipe. Os ciclos de PDSA também possibilitaram a escolha do período matutino como melhor horário para a aplicação do instrumento. A aplicação diária do instrumento tem oferecido dados para fundamentar o cálculo do número de profissionais de enfermagem, bem como sua negociação com a administração. Outras possibilidades vislumbradas com a aplicação do instrumento estão sendo dia-a-dia descobertas e discutidas.
  • 28. TRABALHO 27 REDESENHO DE PROCESSOS DE ASSISTÊNCIA EM ENFERMARIA DE PEDIATRIA DE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Maria Isabel Melo de Paolis 1, Ariane Polidoro Dini 2, Cirlene Venturini3, Maria Bernardete Barros Piazzon Barbosa Lima4, Nilza Aparecida Silva5, Ricardo Mendes Pereira6, Roseli Higa7, Telma Maria8 A insuficiência de recursos financeiros para investimentos e melhorias, o frágil acolhimento dos usuários e, principalmente a falta de eficácia e efetividade se constituem problemas evidentes dos serviços públicos de saúde. Com isso, tornam-se urgentes intervenções a esta realidade, para corrigir os processos e procedimentos organizacionais, reduzir custos, eliminar desperdícios e re-trabalho, questões essenciais para melhorar a qualidade da assistência e aumentar a satisfação de profissionais e usuários. Este trabalho, realizado em uma enfermaria de pediatria de um hospital universitário, teve como objetivos identificar os processos de trabalho críticos na enfermaria de pediatria, adotar um Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) e rever a logística da distribuição de leitos. Foi utilizada a metodologia de Gestão por Processos, composta por: Identificação do Planejamento estratégico; Entendimento do negócio; Identificação dos processos críticos; Identificação do Perfil dos Clientes; Análise, redesenho, implementação e gerenciamento do Processo. Foi revisto o processo “Cuidar do Paciente Internado”, estabelecido uma diretriz para internar e acomodar pacientes pediátricos e implantado SCP com a função de banco de dados para embasar decisões gerenciais. Destaca-se este trabalho como um avanço na identificação de soluções criativas sem utilizar recursos financeiros e como melhoria na integração interdisciplinar para a resolução de problemas de uma instituição pública. Vislumbra-se a continuidade em questões relacionadas a dimensionamento de pessoal, formação de banco de competências dos profissionais de enfermagem, certificação das unidades, quantificação e monitoramento de custos da assistência. 1 Enfermeira, Diretora do Serviço de Enfermagem Pediátrica (SEP), HC Unicamp, Tel (19) 35217576, e-mail: seped@hc.unicamp.br 2 Enfermeira, Mestre em Enfermagem, SEP HC Unicamp. 3 Psicóloga, Divisão de Recursos Humanos Unicamp. 4 Coach, Mestre em qualidade, HC Unicamp. 5 Enfemeira do SEP. 6 Professor Doutor, Médico da Enfemaria de Pediatria. 7 Enfermeira apoiadora do SEP. 8 Analista de sistemas, HC Unicamp
  • 29. TRABALHO 28 REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO DA IMPLANTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (SAE) EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO SUL DO PAÍS Claudia Rosane Perico Lavich , Salete de Jesus Souza Rizzatti, Cecília Maria Brondani, Beatriz Panciera, Maria Elaine de Oliveira Bolzan A Sistematização da Assistência de Enfermagem é a metodologia utilizada pelo enfermeiro para identificar problemas de saúde do paciente/família/comunidade. Estabelece diagnóstico e intervenção de enfermagem buscando respostas ou resultados de cuidados positivos, constatados a partir da avaliação subjetiva e objetiva do paciente (CROSSETTI, 2006; BARROS, 2002; LEFEVRE, 2005). Na aplicação deste processo o enfermeiro encontra dificuldades em estabelecer os diagnósticos de enfermagem na diversidade de sintomas apresentados, nas necessidades humanas básicas alteradas e fatores relacionados a práticas de enfermagem vinculadas a atividades burocráticas e técnicas, reprodução do modelo biomédico no ensino e assistência dificultando o processo gerencial do enfermeiro. O objetivo deste estudo é realizar uma reflexão teórico pratica em relação a implantação da SAE em um Hospital Universitário da região sul do Brasil. A metodologia utilizada partiu das vivências dos autores embasada em um referencial teórico sobre a temática. Desde 2005, um grupo de enfermeiros balizados pelos pressupostos teóricos norteadores da SAE desenvolvem ações de educação e sensibilização da equipe de enfermagem para sua implantação com a finalidade de gerenciar o cuidado de enfermagem aplicando-a como ferramenta deste processo. A estratégia utilizada foi a criação de grupos de estudos em áreas específicas de atuação com a finalidade de desenvolver instrumentos para aplicação da metodologia. Assim, conclui-se que a SAE é um processo complexo na sua implementação dependendo de fatores como: o comprometimento e a motivação da equipe de enfermagem, destacando-se sua importância para o planejamento do cuidado, organização do serviço de enfermagem e a visibilidade do papel do enfermeiro.
  • 30. TRABALHO 29 O ENFERMEIRO COMO INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO EM SITUAÇÕES DE URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS NO AMBITO ESCOLAR. JULIANA GIMENEZ AMARAL1, LUCIO MÁRIO MENEZES2 Medilar Emergências Médicas Ltda A experiência descrita no presente texto refere-se a um projeto de inserção do enfermeiro no âmbito pré escolar visando qualificar os professores da pré-escola para a prevenção e assistência em urgências e emergências pediátricas. Após a revolução industrial, muitas mulheres passaram a trabalhar fora e as escolas passam a assumir a educação e o cuidar dos filhos, dessa forma, os professores representam as pessoas que mais prestam atenção e assistência às crianças. Estudos demonstram que somente parte dos professores inseridos na educação infantil receberam treinamento para atendimento dos acidentes da infância. Considera-se que os acidentes na infância ocorrem de maneira inesperada, podendo variar de simples escoriações a traumas graves, sendo necessário uma intervenção rápida e eficaz com o intuito de minimizar as complicações e diminuir a dor. Elaborou-se um material eletrônico , contendo orientações de prevenção e assistência imediata a acidentes da infância, com ênfase em: choque elétrico, fraturas, queimaduras, intoxicação exógenas e suporte básico de vida em parada cárdiorespiratória. Os professores participaram das simulações práticas, também oferecidas no treinamento. Os resultados permitem que o professor identifique os perigos ambientais e atuem para diminuí-los ou eliminá-los, e relacionar a probabilidade de acidentes oferecendo um cuidado adequado. O enfermeiro desenvolve o papel de cuidador, educador, consultor e conselheiro em saúde. 1- Gerente de Enfermagem da Medilar Emergências Médicas Ltda Mestranda da Universidade de Guarulhos Rua Emilio Ribas, 1121 – Vila Velosa – Araraquara/SP – CEP: 14806-055 Tel: 16- 21092066 juliana@medilar.com.br 2- Coordenador de Enfermagem da Medilar Emergências Médicas Ltda – filial Araraquara Rua Tupi, 18 – Centro – Araraquara/SP – CEP: 14.801-307 Tel: 16- 21092066 lucitho28@yahoo.com.br
  • 31. TRABALHO 30 GERENCIAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS CRÔNICAS: O PAPEL DO ENFERMEIRO EM UM NOVO MODELO DE ATENÇÃO. JULIANA GIMENEZ AMARAL Medilar Emergências Médicas Ltda O presente relato descreve o modelo de assistência de uma empresa privada por meio de uma equipe multiprofissional que gerencia o portador de doença crônica. No processo, o enfermeiro é peça chave, pois é quem tem o contato direto com o cliente, através de visitas domiciliares e teleacompanhamento. O Brasil vem vivenciando um aumento significativo da população idosa. Os idosos apresentam mais problemas de saúde que a população em geral, com ênfase nas doenças crônicas, que apresentam uma evolução de longa duração e são na sua maioria incuráveis. Neste cenário é necessário atentar para a necessidade de reorganização dos modelos assistenciais voltados ao idoso, que gera custos relativamente altos às redes assistenciais. A atenção à saúde prestada à essa população precisa estar voltada à prevenção e promoção da saúde, visando a manutenção da qualidade de vida. O objetivo é conquistar por meio do relacionamento enfermeiro-paciente mudanças de hábitos para a promoção da saúde e prevenção de agravos. A atuação do enfermeiro deve ser centrada na educação para a saúde, tendo como base o retorno da capacidade funcional para a realização das suas atividades, com objetivo de atender às suas necessidades básicas e alcançar sua independência e felicidade. O resultado desse modelo de atenção nos fornece diretrizes únicas e ricas para uma assistência personalizada, enriquecendo o planejamento da ação e da atenção. Gerente de Enfermagem da Medilar Emergências Médicas Mestranda da Universidade de Guarulhos Rua Emilio Ribas, 1121- Vila Velosa – Araraquara/ SP – Tel: 16- 21092066 Email: juliana@medilar.com.br
  • 32. TRABALHO 31 DIMENSIONAMENTO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA Suelene Machado Santana*, Nilvânia Carzola Iecks dos Anjos, Raquel Zaicaner, Haryson Guanaes Lima Secretaria da Saúde – Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba Introdução: O dimensionamento de recursos humanos tem sido considerado um desafio em qualquer organização. Os enfermeiros responsáveis pela administração dos serviços de enfermagem devem avaliar as implicações que o dimensionamento causa sobre o resultado da qualidade da assistência. Justificativa: Estabelecer parâmetros para realizar o dimensionamento de pessoal de enfermagem em rede pública com contratação de vínculo efetivo. Objetivo: Melhorar a qualidade da assistência integral e humanizada, que depende diretamente da previsão da quantidade e qualidade de pessoal por categoria. Método: Estabelecer parâmetros necessários, de acordo com a realidade de cada unidade. A substituição dos auxiliares de enfermagem por técnicos de enfermagem só foi possível mediante ao pedido de demissão dos auxiliares e criação de novas vagas. Resultados: No período de 2004 a 2007 o quadro efetivo dos profissionais de enfermagem passou de 109 para 132 profissionais, totalizado um crescimento de 21%. O quadro efetivo de enfermeiro passou de 26 para 37, crescimento de 42%, o de técnicos passou de 5 para 46 profissionais, crescimento de 820% e o de auxiliares passou de 82 para 49, redução de 40%. Conclusão: O dimensionamento de recursos humanos na rede pública é complexo e dinâmico, sofre interferências de muitos fatores, refletindo diretamente na qualidade da assistência. O método utilizado para realizar o dimensionamento deve ser de acordo com as experiências práticas implantadas correlacionando-se com os recursos humanos disponíveis, dentro da realidade de cada unidade do município. *Admistração Hospitalar – R. Tupinambás, nº 40, Condomínio Tarumã, Santana de Parnaíba, SP, CEP 06500-000, nilcia@ajato.com.br, Fone: (11) 4151-1034 / (11) 9682-8164
  • 33. TRABALHO 32 AVALIAÇÃO DO NÚMERO DE PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM DE UM PRONTO ATENDIMENTO MÉDICO DO MUNICÍPIO DE SANTANA DE PARNAÍBA Nilvânia Carzola Iecks dos Anjos*, Suelene Machado Santana, Raquel Zaicaner, Haryson Guanaes Lima Pronto Atendimento Médico Fazendinha – Prefeitura Municipal de Santana de Parnaíba Introdução: Uma das queixas mais freqüentes da equipe de enfermagem é a sobrecarga de trabalho devido ao aumento do número de procedimentos realizados durante o ano. Em conseqüência, temos a desmotivação destes profissionais, refletindo na qualidade da assistência prestada. Justificativa: Descrever e quantificar os procedimentos realizados pelos profissionais de enfermagem nos dá embasamento quanto à produtividade da equipe, ajudando a diagnosticar as características do serviço. Objetivo: Quantificar os procedimentos realizados pela equipe de enfermagem no decorrer de um ano. Método: Listados 25 procedimentos realizados com maior freqüência pela enfermagem e distribuídos em impressos específicos e de uso diário para os setores. Cada profissional foi orientado a marcar a quantidade de vezes que realizou cada um dos procedimentos listados. Estes dados foram fechados diariamente, gerando planilhas mensais e anual. Resultados: Os procedimentos mais realizados pela equipe foram a administração de medicações (150.337 procedimentos/ano), seguida de inalações (53.773 procedimentos/ano). Durante o período de janeiro a dezembro de 2007 a equipe realizou 353.135 procedimentos, com uma média mensal de 29.428 procedimentos, e diária de 980 procedimentos. Contamos com 14 profissionais trabalhando nas 24 horas, sendo que cada um realiza aproximadamente 70 procedimentos/dia. Conclusão: Os dados mostram que a enfermagem tem uma grande sobrecarga de trabalho diário, sendo a administração de medicamentos o item mais realizado. Os períodos de descanso devem ser estimulados com a finalidade de tirar o funcionário da rotina. O rodízio entre os setores também é benéfico à equipe, pois evita repetição de procedimentos, diminuindo assim o desgaste do profissional. *Enfermeira Obstetra – Av. Franz Voegelli, nº501, bl.1, apto. 63, Osasco, SP, CEP 06020-190, nilcia@ajato.com.br , Fone: (11) 3699-0594 / (11) 9482-0349
  • 34. TRABALHO 33 Efeito da implantação do protocolo assistencial de Sepse Grave e Choque Séptico em um hospital privado. Kátia de Souza,enfermeira. HUSH-Hospital Unimed Santa Helena katia.souza@unimedpaulistana.com.br RESUMO Introdução: A sepse grave e sua evolução para choque séptico têm sido a causa mais freqüente de óbito nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI”s) do Brasil. Os esforços da equipe multidisciplinar devem ser voltados para a detecção e instituição precoce das medidas terapêuticas. Justificativa: A importância da implantação de protocolos rigorosos de medidas para redução da mortalidade. Objetivo: Avaliar o efeito da implantação de um protocolo assistencial de sepse grave/choque séptico em um hospital privado de São Paulo-SP. Método: Estudo transversal, antes e após a implantação do protocolo assistencial de sepse grave/choque séptico em pacientes adultos (> 12 anos) do referido serviço, avaliando o efeito das recomendações sobre a identificação precoce e o uso da terapêutica recomendada. Resultados: Foram analisados 32 pacientes na fase pré-implantação do protocolo e 29 pacientes na fase pós- implantação. A mortalidade na fase pré-protocolo é de 59% contra 27% após a implantação. A média de tempo para a introdução do antibiótico foi de 180 minutos na fase pré-protocolo e após implantação foi de 67 minutos, com redução estatisticamente significante, mantendo-se abaixo do preconizado pelas diretrizes internacionais (DELLINGER, R.F et al. ,2008).Quanto à coleta de hemoculturas antes da introdução do antibiótico na fase pré- protocolo a porcentagem foi de 78% em 11 meses enquanto que, após a implantação, a porcentagem foi de 81% em apenas três meses de coleta dos dados. Conclusion: The implementation of the Protocol care of severe sepsis / septic shock received positive effect, with greater use of objective measures in the early diagnosis of guidelines recommended therapies. Descritores: Protocolos clínicos. Sepse Grave.Choque Séptico.
  • 35. TRABALHO 34 ASPECTOS MOTIVACIONAIS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Autores: Beatriz Ângelo Rosa, Claudete da Silva, Ariane Caetano de Morais, Telma Barbosa de Lima Instituição: Universidade Paulista – UNIP/Jundiaí E-mail para contato: professora_clau@hotmail.com, enfermagemjundiai@unip.br Introdução: As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm investido muito em tecnologia garantindo um tratamento adequado e sofisticado ao cliente. Porém, investem pouco em aspectos relacionados à humanização, principalmente, em relação à equipe de enfermagem, que fica exposta a um ambiente complexo, que contribui para um desgaste físico-mental. Esta equipe têm que ser eficiente, obter resultados quantitativos e qualitativos, que são esperados pela instituição. Cada membro dessa equipe deve estar satisfeito para produzir melhor. Justificativa: Neste contexto que a motivação é relevante, viabilizar resultados positivos, não somente para o cliente, mas para a equipe e instituição. Existem muitos aspectos a serem explorados em relação à motivação. Sendo assim, investigar os enfermeiros, auxiliares e técnicos em relação aos aspectos motivacionais e estabelecer uma relação teórico- prático á luz da literatura científica se faz necessário. Objetivo: Verificar se a motivação no trabalho é um fator que influência no desempenho e no comportamento da equipe de enfermagem e apontar os fatores que o enfermeiro pode utilizar para motivar sua equipe. Método: Este é um estudo descritivo, exploratório. Realizado em uma UTI de adultos em uma Instituição Pública. O instrumento utilizado é um questionário fechado com 10 questões extraído da literatura. Os sujeitos da pesquisa são enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem que concordarem em preencher o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).Resultados esperados: Que o enfermeiro conheça os fatores que motivam sua equipe, para que possa estabelecer intervenções. Conclusão: A motivação no trabalho influencia o desempenho e o comportamento da equipe de enfermagem.
  • 36. TRABALHO 35 EDUCAÇÃO CONTINUADA: PROGRAMAS DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO Gislene Aparecida da Silva , Silvia Ricci Tonelli Bartolomei Faculdade de Enfermagem - PUC Campinas A Educação Continuada tem se mostrado cada vez mais necessária nas instituições de saúde, compreendida como um processo que impulsiona a transformação da organização, tendo como desafio promover a mudança de comportamento das pessoas, buscando a melhoria da qualidade. O planejamento na elaboração de programas de treinamento e desenvolvimento fornece subsídios para suprir o desafio de coordenar um Serviço de Educação Continuada, direcionando suas ações com vistas à mudança de comportamento organizacional. O objetivo deste estudo foi desenvolver um programa de orientação inicial, um de treinamento e outro de aprimoramento, juntamente com seus sistemas de avaliação. Foi realizado levantamento das necessidades e intenções para cada programa, além do levantamento bibliográfico na LILACS e em livros sobre a temática. O planejamento estratégico situacional foi o referencial que embasou a elaboração do projeto contemplando três programas: 1) Programa de orientação inicial - consiste na criação de um programa de integração institucional voltado aos recém-admitidos e no treinamento prático em local de trabalho, visando a integração e capacitação dos profissionais; 2) O programa de treinamento é voltado ao preparo do profissional para assumir um cargo/função com o objetivo de desenvolver algumas competências, sendo preciso identificar quais as habilidades necessárias à função; 3) O programa de aperfeiçoamento, atualização ou aprimoramento, busca proporcionar informações para ampliar e melhorar competências, e é elaborado conforme demanda espontânea, em parceira com os supervisores de área. Este projeto ressalta a importância do trabalho educativo e direciona algumas ações imprescindíveis, como a criação de uma política educativa institucional.
  • 37. TRABALHO 36 OS PRINCIPAIS FATORES ESTRESSANTES CAUSADORES DE DESGASTE MENTAL E EMOCIONAL NA EQUIPE DE ENFERMAGEM HOSPITALAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO Gislene Aparecida da Silva , Elizabete Aparecida de Almeida de Siqueira Franco, Márcia do Nascimento Vieira Faculdade de Enfermagem - PUC Campinas O estresse ocupacional é resultado da incapacidade de lidar com as fontes de pressão no trabalho, provocando problemas na saúde física e mental, comprometendo o indivíduo e as organizações. Em estudo realizado com 92 enfermeiras, 82% apresentaram problemas psicológicos, 12% tentativas de suicídio e 50% absenteísmo, o que aponta a gravidade da situação. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores estressantes, a importância destes no desgaste mental e emocional, o impacto na atuação profissional e as estratégias para minimizá-los. Foi realizado levantamento bibliográfico no período de 2000 a 2005, na base de dados LILACS, utilizando os descritores: enfermagem, saúde ocupacional e estresse. Os principais fatores estressantes são as relações interpessoais e a sobrecarga de trabalho, destacando-se também a violência, recursos inadequados, modelo gerencial e baixa remuneração. Estes promovem desgaste mental e emocional, manifestados por raiva, tristeza, insatisfação no trabalho, depressão, distúrbios do sono, cardiovasculares, gastrintestinais e restrições das atividades sociais. Resultando em impacto negativo no desempenho do trabalho, absenteísmo, queda na produtividade, redução da qualidade da assistência e acidentes de trabalho. As estratégias encontradas foram: cursos alternativos, atividades educacionais e terapêuticas, transformação do modelo gerencial, maior investimento em educação continuada, formação de grupos de apoio e equipe adequada em quantidade e qualidade. Os estressores identificados neste estudo ocasionam diminuição do desempenho profissional, levando a uma sobrecarga de trabalho ao restante da equipe, acarretando sofrimento ao grupo e prejuízo na qualidade da assistência, o que demonstra a necessidade de intervenções.
  • 38. TRABALHO 37 CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTES EM USO DE SUPORTE VENTILATÓRIO INVASIVO NA UNIDADE CORONARIANA Rafaela Sandes de Albuquerque, Taize Muritiba Carneiro UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR INTRODUÇÃO: A ventilação mecânica invasiva é considerada um método de suporte de vida aplicado através de um equipamento, bastante utilizado nas Unidades de Cuidados Críticos, como Unidade Coronariana (UCO), por usuários cuja atividade respiratória encontra-se ausente ou ineficaz. Este suporte encontra-se associado a complicações específicas. Desse modo, requer atuação contínua da equipe multidisciplinar de saúde no intuito de evitar danos ao paciente. Nesse contexto, o enfermeiro possui papel relevante no que se refere aos cuidados para manutenção e recuperação de função respiratória. Estes cuidados deverão ser implementados a partir da identificação das necessidades humanas afetadas. OBJETIVO: Conhecer os cuidados de enfermagem dispensados a pacientes com suporte ventilatório invasivo na UCO. METODOLOGIA: trata-se de uma investigação descritiva com abordagem qualitativa, cujo instrumento será entrevista semi-estruturada. Os sujeitos serão enfermeiros que prestam cuidados na UCO desta organização de saúde, com mais de seis meses de experiência e que concordarem em participar da pesquisa assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. O instrumento contém as seguintes perguntas semi-estruturadas: Para você o que significa Cuidado?/ Quais os cuidados de enfermagem você aplica a pacientes em uso de suporte ventilatório invasivo na UCO?/ Que facilidades e dificuldades que você encontra para cuidar de pacientes com suporte ventilatório invasivo na UCO? A pesquisa contará com aprovação ética e consentimento livre e esclarecido dos envolvidos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: este estudo encontra-se em andamento. Pretende favorecer reflexão e embasamento, aos discentes e profissionais de enfermagem, para o cuidado de pacientes em uso de suporte ventilatório invasivo na UCO. CARNEIRO, Taize Muritiba. Orientadora. Especialista em Cardiologia. Enfermeira da Unidade de Tratamento Intensivo do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos -UFBA. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Católica do Salvador. taizemuritiba@ufba.br . (071) 8782.9695.
  • 39. TRABALHO 38 AVALIAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DA AGENDA SP-21 COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Marisa Ferreira da Silva Lima, *Sandra Regina Araújo Rivaldo A Agenda SP-21 nasceu da necessidade do governo paulista acompanhar os programas e projetos prioritários e de demanda direta do governador. Este trabalho teve como objetivo a avaliação da utilização deste instrumento por gerentes de enfermagem de uma unidade hospitalar. A metodologia foi aplicada através da utilização de Planilhas elaboradas pelo programa Microsoft Office Excel. Os diretores de serviço e os supervisores de cada área receberam treinamento através do “Programa de Desenvolvimento Gerencial” pela FUNDAP, onde se familiarizaram com o instrumento. A Agenda SP-21 foi implantada em dezembro de 2004 na Divisão de Enfermagem do HGVP, com o objetivo de planejar as ações gerenciais de enfermagem para 2005. A implantação ocorreu em 100% das unidades da Divisão. As principais metas das equipes estavam vinculadas a treinamento, implantação da SAE e implementação da Humanização nas ações do serviço. As unidades de CO, CC, CME, Queimados, Pediatria, Berçário e Alojamento Conjunto atingiram em 2006 um maior percentual das metas que no ano anterior, revelando melhor monitoramento das ações. As unidades de Clínica Médica e Clínica Cirúrgica apresentaram percentual menor nas metas, pelos motivos: não continuidade da SAE e a rotatividade de enfermeiros. A utilização deste instrumento viabiliza à gerência o acompanhamento das ações e resoluções dos problemas relevantes de cada unidade, tornando-o uma ferramenta importante no processo decisório. Promove controle necessário sobre os fatores que podem tornar o programa inviável, avaliando-o em qualquer fase do processo, oferecendo ao gestor a oportunidade de tomar ações preventivas para que as metas sejam alcançadas. * Enfermeira, Diretora de Divisão de Enfermagem do Hospital Geral “Dr. José Pangella” de Vila Penteado, Especialista em Administração de Serviços de Saúde. Contato: Tel: (11)39769911 R: 259; (11) 30227654 e-mail: sandra.rivaldo@uol.com.br
  • 40. TRABALHO 39 APLICAÇÃO DE INDICADORES PARA ANÁLISE DE DESEMPENHO DO CENTRO CIRÚRGICO Cristina Silva Sousa, Janete Akamine Hospital Santa Catarina O bom desempenho de um centro cirúrgico está diretamente relacionado com a qualidade de seus próprios processos e com os processos dos serviços que o apóiam1. Para avaliar o desempenho desta unidade, visando à gestão, melhorias, desenvolvimento de novos processos, torna-se necessário desenvolver aplicação de indicadores. O objetivo deste é monitorar a produtividade do centro cirúrgico. A aplicação destes indicadores iniciou-se em janeiro de 2008, através do mapa cirúrgico (movimento cirúrgico, cancelamentos, atrasos, taxa de mortalidade intra- operatória, número de reoperação); recuperação anestésica (tempo médio de permanência na RA); dados gerenciais (banco de horas, número de colaboradores na instituição com mais de 18 meses); incidência de queda e incidência de lesões de pele no intra-operatório. Analisando dados de janeiro a abril de 2008 todos com valores médios; o movimento cirúrgico apresentou 997 cirurgias agendadas; 1026 realizadas; 117 cancelamentos, sendo a maior causa a desistência do paciente. O atraso cirúrgico com 55 minutos, sendo a maior causa atraso da equipe médica. A taxa de mortalidade permanece em 0,05% e número de reoperação em 2,25. A permanência na RA é de 47 minutos. O banco de horas com 344h e 62 colaboradores possuem mais de 18 meses na instituição. A incidência de queda é zero e lesões de pele no intra-operatório são de 0,09. Conclui-se que a avaliação de desempenho das atividades do centro cirúrgico através de indicadores, abre caminho para a revisão critica nos principais processos, possibilitando a intervenção nos processos falhos e desenvolvimento de melhorias.
  • 41. TRABALHO 40 CONHECIMENTO DO GRUPO EXECUTIVO EM SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (GESAE) NO EXAME CLÍNICO DE ENFERMAGEM Flávia Bortolazzi ,Amélia da Silva Andrade, Cleusa Mutsumi Kimoto, Vera Lúcia Regina Maria. Esta pesquisa objetivou avaliar a aprendizagem do GESAE do Hospital Bandeirantes no Módulo de Exame Clínico do Curso de Capacitação do Programa de realinhamento da SAE, implementado com consultoria externa. O cenário é um hospital particular de médio porte com 163 leitos, que atende pacientes adultos, com 98 enfermeiros no seu quadro. A amostra foi constituída por 19 enfermeiros que concordaram em participar do Módulo com 24 horas, sendo 17 para teoria e prática em sala e 7 horas para prática supervisionada na Unidade Coronária. Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa foram aplicados quatro instrumentos, todos centrados nos focos de atenção adaptados da Teoria das Necessidades Humanas Básicas: um questionário pré e pós prática na clínica, um Histórico de Enfermagem completo, no modelo proposto pelo grupo e impressos das avaliações da supervisora e da entrevista final com Educação Corporativa. A análise dos dados foi baseada em freqüência considerando as notas no questionário e o agrupamento das informações da supervisora e da entrevista. Os resultados mostraram uma média de crescimento no conhecimento do grupo de 18%. No desempenho por focos de atenção e na avaliação da supervisora, observou-se que as questões com percentual de acerto abaixo de 50% estavam relacionadas a seis focos, destacando-se Regulação cardiovascular (50%). Nas entrevistas constatou-se tendência de flexibilização, com maior aceitação do modelo de enfermagem. Conclui-se que o processo resultou em melhoria do conhecimento das enfermeiras sobre exame clínico, que sustentou uma nova visão do modelo assistencial e consolidação do papel clínico da enfermeira.
  • 42. TRABALHO 41 PERFIL DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM DA CLIENTELA EM UMA UNIDADE CLÍNICA CIRÚRGICA. Flavia Bortolazzi, Amélia da Silva Andrade , Ana Claudia de Arruda Coelho, Márcia Cristina Amaro, Vera Lúcia Regina Maria. Estudo descritivo realizado no Hospital Bandeirantes em fase de realinhamento do modelo assistencial informatizado com apoio de consultoria externa, objetivando traçar o perfil diagnóstico de enfermagem da clientela da clinica piloto. Método: pesquisa descritiva, em uma Instituição particular, médio porte, 163 leitos, que presta atendimento a pacientes adultos , clínico e cirúrgico, quadro de enfermagem de 98 enfermeiros, 158 técnicos e 213 auxiliares de enfermagem. Amostra composta por 31 Históricos de Enfermagem elaborados por quatro enfermeiras da clinica piloto no período de novembro a dezembro de 2007,capacitadas internamente (196 horas).Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa este processo foi conduzido por uma Professora Doutora Consultora em Sistematização de Enfermagem e por quatro enfermeiras com experiência, média 3 anos na instituição, especializadas em enfermagem e com capacitação interna. Realizada leitura dos históricos, listagem dos dados significativos, agrupamento em focos, elaboração e validação da hipótese pela orientadora e posteriormente pelas classificações North American Nursing Diagnosis Association. Os dados foram analisados em termos de freqüência. Resultados: foram elaboradas 10 categorias diagnósticas consideradas prevalentes e 22 consideradas específicas. As mais freqüentes foram: “Padrão respiratório eficaz” (93%), “ Débito cardíaco adequado” (90%), Disposição para nutrição melhorada (84%) e Disposição para eliminação urinaria melhorada (83%).Conclusão: dentre os 10 diagnósticos elaborados para o perfil, 6 foram construídos preliminarmente com base no olhar clínico das autoras sem apoio de termo padronizado nas classificações, que mostra necessidade de validação.
  • 43. TRABALHO 42 Percepção dos enfermeiros sobre o processo de avaliação de desempenho Adriano Rogério Baldacin Rodrigues, Vera Lucia Mira Gonçalves, Jurema da Silva Herbas Palomo, Lucimar Aparecida Barrense Nogueira Sampaio, Maria Madalena Januário Leite. O processo de avaliação de desempenho é uma ferramenta importante para o desenvolvimento de seus profissionais dentro das instituições hospitalares. A presente pesquisa norteou-se pelos objetivos: conhecer a visão dos enfermeiros sobre o processo de avaliação de desempenho, as dificuldades e facilidades para desenvolver o processo e identificar contribuições para a implantação do processo de avaliação para a equipe de enfermagem. Este estudo apoiou-se numa investigação exploratória de caráter qualitativo. Os sujeitos do estudo constituíram-se de quatro enfermeiras, diretoras de serviço de enfermagem, que consentiram à participação no estudo. Para a coleta de dados foi utilizada a entrevista semi-estruturada, com três questões norteadoras, que após analise interpretativa permitiram a construção de categorias temáticas relacionadas ao processo. Os dados foram analisados através do processo de análise de conteúdo, segundo Bardin (1977), que denomina este tipo de análise como categorial. Depreendeu-se do estudo que o processo de avaliação de desempenho apresenta-se como um instrumento fundamental para a prática gerencial cotidiana, permite refletir em pares o desempenho profissional. É ainda, uma ferramenta facilitadora de analise de atuação profissional em relação a objetivos, cultura e diretrizes institucionais. Destacaram a carga de trabalho diária do enfermeiro, como elemento dificultador para a implantação do processo. Quantos as contribuições relataram a necessidade de envolver a equipe de enfermagem para implantação do processo. Instituto do Coração – HCFMUSP Rua: Drº. Enéas de Carvalho Aguiar, 44 Cerqueira Cezar – São Paulo – SP CEP: 05403 – 000 Telefone – (11) – 3069 – 5654 e-mail: adriano.rogerio@incor.usp.br
  • 44. TRABALHO 43 COMPETÊNCIAS NA VISÃO DO GRADUANDO EM ENFERMAGEM Claudia Ferraz Introdução: Desenvolver as competências necessárias ao enfermeiro é um grande desafio dos órgãos formadores, tornando-se responsabilidade de todos estes atores: professores e aprendiz. Portanto, estes órgãos precisam elaborar planos de ações para capacitarem seus discentes adequadamente para atuarem no mercado de trabalho, com competência que a função requer. Objetivo: Identificar as competências para ser enfermeiro na visão do discente do 8º semestre em enfermagem. Método: Trata-se de um estudo qualitativo, mediante a aplicação de um questionário com duas perguntas abertas para 10 discentes em uma Universidade Privada no Município de São Paulo. A análise baseou-se na técnica de análise temática contemplando as fases de preparação e categorização temática. Categorização: O que significa competência. · Conhecimento. ...saber fazer algo.(E3). · Realizar os cuidados com qualidade. ...proporcionar excelência no cuidado.(A1). · Cumprir as tarefas com eficácia e eficiência. ...realizar os deveres tendo eficácia e eficiência.(A2). · Responsabilidade. ...ter responsabilidade com o cliente.(A1). Quais as competências necessárias para ser enfermeiro. · Conhecimento. ...embasamento cientifico.(E4). · Liderança. ....saber liderar. (E4). · Empatia. ... compreender o comportamento do cliente.(A4). · Gostar da profissão. ...Gostar da profissão e executá-la com amor.(A4). Conclusão: Concluiu-se que não há profundidade nas respostas dos discentes, entretanto os mesmos souberam descrever algumas competências indispensáveis ao enfermeiro, porém não souberam relatar o que é competência, mas, vale lembrar, este tema foi abordado na disciplina de Administração em Enfermagem. Portanto, é relevante recordar outras competências específicas do enfermeiro: comunicação, trabalho em equipe, gestão de recursos, flexibilidade, criatividade, empreendedorismo, tomada de decisão e humanização.
  • 45. TRABALHO 44 A PRÁTICA DIÁRIA DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS ENTRE FUNCIONÁRIOS DE UM HOSPITAL PEDIÁTRICO DA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO Flávia Gomes de Aguiar Canatto Anete Patitucci Lage Sarah Menezes da Costa, As mãos representam importante instrumento de transmissão de microorganismos e por esta razão, a prática da higienização deve se caracterizar como um hábito constante entre os indivíduos. Neste sentido, o objeto deste estudo consiste na prática da higienização das mãos entre os vários profissionais lotados em uma Unidade de Saúde Pediátrica, com objetivo de identificar a prevalência da prática da higienização das mãos antes do evento da alimentação e constatar a prevalência desta mesma prática após a intervenção educativa. Estudo exploratório, descritivo, do tipo quantitativo, realizado em um refeitório de um Hospital Pediátrico da Rede Pública Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, durante o mês de abril e maio de 2007, no qual o evento da higienização das mãos foi sistematicamente observado pelas pesquisadoras, obedecendo-se um roteiro pré-estabelecido, em dois momentos. Os resultados apontam 60 eventos de higienização das mãos antes da refeição na primeira etapa, e 61 na segunda. Apenas 20 eventos de higienização das mãos após servirem-se do alimento na primeira etapa, com elevação para 30 na segunda. Com destaque para esta situação, uma vez que os funcionários necessitam identificar-se em livro próprio do serviço de nutrição e utilizam para isso uma caneta comunitária e os profissionais entenderam que de nada adiantava a higienização das mãos ao entrarem no refeitório, pois necessitam utilizar este objeto. Neste sentido, entendemos que a ação educativa realmente caracteriza-se como importante aliada do profissional controlador de infecção hospitalar, uma vez que a prevalência da prática de higienização das mãos aumentou consideravelmente após sua realização.