5343303 tipos-de-curativos

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5343303 tipos-de-curativos

  1. 1.    CURATIVO                         Curativo é o tratamento de qualquer tipo de lesão da pele ou mucosa. FINALIDADES 1. Prevenir a contaminação. 2. Facilitar a cicatrização. 3. Proteger a ferida. 4. Facilitar a drenagem. 5. Aliviar a dor.   TIPOS DE CURATIVOS                          O curativo é feito de acordo com as características da lesão. 1. Aberto: curativo em feridas sem infecção, que após tratamento permanecem abertos (sem proteção de gaze). 2. Oclusivo: curativo que após a limpeza da ferida e aplicação do medicamento é fechado ou ocluido com gaze ou atadura. 3. Compressivo: é o que faz compressão para estancar hemorragia ou vedar bem uma incisão. 4. Com irrigação: nos ferimentos com infecção dentro da cavidade ou fistula, com indicação de irrigação com soluções salinas ou anti-séptico. A irrigação é feita com seringa. 5. Com drenagem: nos ferimentos com grande quantidade de exsudato. Coloca-se dreno de (Penrose, Kehr), tubos, cateteres ou bolsas de colostomia. MATERIAL Bandeja contendo: · Pacote de pinças para curativo (usamos 2 anatômicas – 1 com dentre e outra sem e 1 Kocher) e espátula com gaze. · Frascos com anti-sépticos. · Esparadrapo, fita crepe ou micropore. · Tesoura. · Cuba-rim. · Saco plástico para lixo. · Forro de papel, pano ou impermeável para proteger a roupa de cama. · Pacote com gazes. · Quando indicados: pomadas, ataduras, chumaços de algodão, seringas, cubas.  MÉTODO 1. Explicar ao paciente sobre o cuidado a ser feito. 2. Preparar o ambiente: - fechar as janelas para evitar correntes de ar e poeira; - desocupar a mesa-de-cabeceira; - colocar biombo, se necessário; 3. Lavar as mãos. 4. Separar e organizar o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado. 5. Levar a bandeja com o material e colocar sobre a mesa-de-cabeceira.
  2. 2. 6. Descobrir a área tratada e proteger a cama com forro de papel, pano ou impermeável. 7. Colocar o paciente em posição apropriada e prender o saco plástico para lixo em local acessível. 8. Abrir o pacote de curativo e dispor as pinças com os cabos voltados para o executante, em ordem de uso – da esquerda para a direita: pinça anatômica sem dente, Kocher, anatômica com dente, e a espátula montada com gaze. 9. Abrir o pacote de gaze e colocá-la no campo. Se necessário colocar também chumaços de algodão. 10. Retirar o curativo anterior utilizando a espátula montada com gaze embebida em benzina ou éter, e a 1ª pinça antômica com dente. - ao despejar soluções, virar o rótulo para a palma da mão; - preferencialmente, só usar éter ou benzina após a retirada do esparadrapo, para remover os resíduos do adesivo; - retirar o esparadrapo no sentido dos pêlos; - ao embeber a gaze, fazê-lo sobre a cuba-rim; 11. Desprezar o curativo anterior e a espátula no saco plástico, e a pinça no campo, na área considerada contaminada. 12. Com a 2ª pinça (Kocher, Pean ou Kelly) limpar as bordas da lesão com gaze embebida em soro fisiológico. 13. Secar com gaze e desprezar a pinça. 14. Com a 3ª pinça (anatômica sem dente) limpar a lesão com gaze embebida em soro fisiológico. - obedecer o princípio: do menos contaminado para o mais contaminado, usando tantas gazes forem necessárias; - usar técnica de toque com movimentos rotativos com a gaze, evitando os movimentos de dentro para fora da ferida, tanto quanto os de fora para dentro; - usar cada gaze ou tampão uma só vez; - remover ao máximo os exsudatos(secreções – pus, sangue), corpos estranhos e tecidos necrosados; 15. Secar com gaze e passar o anti-séptico indicado (ou pomada, creme, etc.) 16. Proteger com gaze e fixar com adesivo (se indicado). 17. Desprezar a 3ª pinça e envolver as pinças no próprio campo, que será encaminhado ao expurgo. 18. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. 19. Lavar as mãos. 20. Providenciar a limpeza e a ordem do material. 21. Checar o horário e fazer as anotações de enfermagem, especialmente quanto à evolução da lesão e queixas do paciente.  OBSERVAÇÕES 1. Antes de fazer o curativo, observar o estado do paciente, ler as anotações sobre o tipo de curativo, sua evolução e cuidados específicos. 2. Nas feridas cirúrgicas, a pele ao redor da ferida é considerada mais contaminada que a própria ferida, enquanto que nas feridas infectadas a área mais contaminada é a do interior da lesão. (Importante lembrar ao limpar ou tratar a lesão). 3. Quando o paciente necessitar de vários curativos, iniciar pela incisão fechada e limpa, seguindo- se as lesões abertas não infectadas e por último as infectadas. 4. Geralmente, nas feridas cirúrgicas, 48 horas após a cirurgia, é recomendado deixar o curativo aberto. 5. Ao dar banho em pacientes com curativo, aproveitar para lavar a lesão. 6. Devido ao risco de infecção hospitalar, não é recomendado levar o material de curativo no carrinho. Deve-se levr só a bandeja com o material, para junto do paciente.
  3. 3. 7. Não jogar o curativo anterior e as gazes utilizadas na cesta de lixo do paciente. 8. Não comprimir demais com ataduras e esparadrapo o local da ferida a fim de permitir boa circulação. 9. O saco plástico que recebe gazes e ataduras usadas no curativo deve ser de uso individual. Um para cada paciente. 10. Os curativos devem ser tocados diariamente e sempre que se apresentarem úmidos ou sujos. 11. Não é necessário o uso de luvas para fazer curativo. Exceto quando não utilizar pinça. Neste caso as luvas devem ser esterilizadas. 12. Nas feridas, com exsudato, com suspeita de infecção deve ser colhida amostra para bacterioscopia e encaminhada imediatamente ao laboratório.  FERIDAS COM DRENO 1. Limpar o dreno e a pele ao redor, com soro fisiológico. 2. Colocar uma gaze sob o dreno, isolando-o da pele. 3. Colocar outra gaze sob o dreno, protegendo-o 4. O dreno de Penrose deve ser tracionado em cada curativo (exceto quando contra – indicado). Cortar o excesso e colocar alfinete de segurança estéril, usando luva esterilizada. - Nunca tocar diretamente no dreno. 5. O dreno tubular ou torácico exige troca de curativo extremamente rápido e curativo oclusivo para evitar que ocorra pneumotórax. Não deve apresentar dobras, para garantir uma boa drenagem. 6. Observar e anotar o volume e o aspecto do material drenado. MEDIDAS DE ASSEPSIA                          A finalidade principal do tratamento de uma ferida é prevenir a infecção. Tal finalidade é atingida pela manutenção de uma técnica asséptica durante os curativos.  É importante: 1. Lavar as mãos antes de manipular o material esterilizado. 2. Diminuir ao mínimo de tempo possível a exposição da ferida e dos materiais esterilizados. 3. Não falar, ao manipular material esterilizado ou fazendo tratamento da ferida. 4. Conservar as pinças com as pontas voltadas sempre para baixo, a fim de evitar que as soluções escorram para o cabo contaminado e voltem novamente para as pontas. 5. Manipular o material esterilizado sempre com o auxílio de pinças ou luvas esterilizadas e não tocar a lesão com as mãos. 6. Considerar contaminado qualquer objeto que toque em locais não esterilizados. 7. Colocar na proteção da ferida somente material estéril. 8. Usar mascar nos casos de lesão muito drenante, ou se o funcionário estiver com infecção das vias aéreas.   PRODUTOS MAIS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE FERIDAS  Açúcar cristal ou fino – utilizado como cicatrizante, bactericida das feridas infectadas. Em regiões de difícil aderência dos cristais, como proeminências ósseas, região perineal e inguinal, utiliza-se uma pasta constituída de 10% de furacin ou vaselina e 90% de açúcar cristal.  Água e sabão – emoliente utilizado para limpeza.  Benzina – utilizada para desprendimento do adesivo.  Clorexedine – anti – séptico.
  4. 4.  Éter – anestesia levemente a superfície da pele e serve também para desprender o adesivo. Por ser volátil precisa ficar sempre em recipiente bem fechado.  Nitrato de prata – utilizado na cicatrização de pequenas lesões; apresenta-se especialmente em forma de bastão.  Permanganato de Potássio – anti – séptico útil nas supurações com infecção secundária. É oxidante e cicatrizante. Remove exsudatos e odores.  PVP 4 – bactericida, fungicida.  Solução fisiológica – usada para limpeza de lesões.  Vaselina – emoliente utilizado para retirar crostas e impermeabilizar a pele.  Violeta de Genciana 1 ou 2% - substância germicida e fungicida utilizada em micoses ou lesões da pele e mucosas.  OBSERVAÇÕES SOBRE PRODUTOS 1.Geralmente são utilizados: - Éter ou benzina para desprender o adesivo do curativo anterior. - Soro fisiológico para limpar a lesão. - PVP 4 degermante ao redor da lesão e PVP4 tópico na lesão. 2. Se o frasco de soro fisiológico permanecer com a tampa estéril, poderá ser utilizado até 24 horas após ser aberto, se mantido em geladeira. Melhor é utilizar frascos pequenos. 3.Como anti – sépticos são adequados: soluções alcoólicas, soluções iodadas, iodóforas, clorexedine, solução aquosa de permanganato de potássio, formulação à base de sais de prata e outros princípios ativos que atendam a legislação específica. Não são permitidas para a finalidade de anti – séptica, as formulações contendo mercunais orgânicos, acetona, quaternários de amônio, líquido de Dakin, éter, clorofórmio. (Portaria 930/92 – Ministério da Saúde) 2. O açúcar cristal, quando usado em feridas infectadas, deve ser polvilhado em camada fina sobre a lesão. O curativo precisa ser trocado no mínimo a cada 3 horas, quando deve ser removido com solução fisiológica todo o açúcar do curativo anterior, secando bem a ferida e polvilhando nova camada. O permanganato de potássio é fotosensível. Deve ser acondicionado em frasco escuro e após a diluição pode ser utilizado, no máximo, em 15 dias. Se oxidar (tornar-se acastanhado), perde a validade antes desse tempo.

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