Alma de Batera

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O projeto Alma de Batera surgiu em 2008 com a ideia de oferecer aulas de bateria para pessoas com deficiência e tornar o contato com o instrumento cada vez mais acessível. O trabalho é desenvolvido através de exercícios básicos de bateria estimulando o desenvolvimento global do aluno, incentivando seus potenciais e habilidades, através de atividades pedagógicas e dinâmicas corporais.

http://www.almadebatera.com.br/

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Alma de Batera

  1. 1. Referencial teórico Música, necessidades especiais e muito amor
  2. 2. O que é ter Alma de Batera?
  3. 3. Deficiência Deficiência
  4. 4. Deficiência ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica
  5. 5. A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as potencialidades.
  6. 6. Stallone (Ariel Goldenberg), Aninha (Rita Pook) e Márcio (Breno Viola) eram grandes amigos e viviam juntos em um instituto para portadores da síndrome de Down, ao lado de vários outros colegas. Um belo dia, surge a ideia de sair dali para realizar o sonho individual de cada um e inspirados pelos inúmeros filmes que já tinham assistido na videoteca local, eles roubam o carro do jardineiro (Lima Duarte) e fogem de lá. A imprensa começa a cobrir o caso e a polícia não gostou nem um pouco dessa "brincadeira". Para resolver o problema, coloca dois policiais trapalhões no encalço dos jovens, que só querem realizar os seus sonhos e estão dispostos a viver essa grande aventura, que vai ser revelar repleta de momentos inesquecíveis. Filme Colegas: representação do deficiente intelectual
  7. 7. Posicionamento: como agiremos? • O mundo da deficiência intelectual inclui preconceitos e estereótipos que limitam o desenvolvimento da identidade e personalidade das pessoas com deficiência mental. • A comunicação entre um grupo de pessoas começa a partir da identidade de cada uma de elas. • Assim, a dificuldade no desenvolvimento da identidade leva à dificuldade de integração e complicações nas relações interpessoais.
  8. 8. Posicionamento: como agiremos? As pessoas com deficiência intelectual são vistas como eternas crianças. Eles são dependentes e precisam de cuidado e proteção constante. A existência desse fenótipo na sociedade faz muito difícil a integração delas durante na vida adulta (por exemplo, no trabalho e na sexualidade).
  9. 9. Posicionamento: como agiremos?No filme Colegas, dirigido por Marcelo Galvão, os protagonistas (Stalone, Aninha e Márcio) tem aspirações e sonhos que os impulsionam a levar uma vida de adultos, se envolvendo em aventuras e dificuldades, diversões e riscos característicos da vida adulta. As pessoas ao redor (polícia, diretora do instituto, amigos do instituto), os veem como crianças. Porém, a vontade deles de cumprir suas ilusões pode ser perigosa pela perda de noção do perigo ou risco (como as crianças). Ao mesmo tempo, eles procuram ter uma vida cinematográfica e fora da infância, experimentam a sexualidade (o sonho de Aninha é se casar com um cantante), o risco (o sonho de Márcio é voar) e a aventura (o sonho de Stalone é ver o mar).
  10. 10. Posicionamento: como agiremos? A representação da deficiência intelectual no filme está na concepção da sociedade de que eles são crianças e que precisam de apoio e ajuda para fazer tudo e a negação à colaboração deles na sociedade.
  11. 11. Neste contexto de pré-juizos e desconfiança das capacidades para a participação cidadã das pessoas com deficiência, começaram surgir instituições para defender, integrar e ajudar não só os próprios indivíduos com deficiência, como também suas famílias, a fim de melhorar a autoestima, ajudando na aceitação da realidade e assegurar a certeza que vai ser permitida socialmente. Essas instituições trabalham com o fim de incentivar a integração, relação e respeito mutuo.
  12. 12. Música
  13. 13. O Ouvido Pensante – Murray Schafer Esta obra gira em torno da relação entre música, cognição e aprendizagem, sempre levantando questões fundamentais no pensar sobre música e discutindo elas de forma menos formal e conservadora.
  14. 14. “Música é uma organização de sons (ritmo, melodia, etc.) com a intenção de ser ouvida.” “Aluno – Se eu estiver jantando, o som dos talheres batendo na louça não é música, mas se eu encher de água alguns copos e percuti-los, isso se torna música, certo? Schafer – Você respondeu. A intenção faz a diferença. (...)” O que é música?
  15. 15. Conceitos musicais • Ruído • Silêncio • Som • Timbre • Amplitude • Melodia • Textura • Ritmo
  16. 16. Dentro dos conceitos musicais apresentados por Schafer, este é o que mais interessa dentro do nosso campo de estudo. “Ritmo é direção. O ritmo diz: 'Eu estou aqui e quero ir para lá'” “Ritmo é forma moldada no tempo como o desenho é espaço determinado” (Ezra Pound) Podem existir ritmos regulares ou irregulares e nenhum dos ritmo é fator determinante de beleza musical. Ritmo
  17. 17. Os novos alunos e professores A música, academicamente, sempre teve um ar preciosista. Basta ver que alguns dos conservatórios mais famosos oferecem somente cursos de instrumentos da “alta música”. Porém o rumo da música segue um caminho completamente diferente: ela se apresenta nos mais diferentes situações socioculturais. O ensino tradicional da música dará espaço a um novo tipo de ensino e de professor.
  18. 18. “O que necessitamos é de um novo tipo de professor, que poderia ser chamado, mais precisamente, de um animador musical da comunidade. Como ensinar música para esses novos grupos de pessoas? Esse ensino demanda novas estratégias pedagógicas. Não é de se esperar que um educador de crianças vá até a casa de pessoas idosas ou a um centro comunitário e faça seu trabalho nos mesmos moldes que fazia anteriormente. (…). Por outro lado, a música poderia tornar-se um estímulo e uma fonte de vigor na vida de aparentemente incontáveis grupos de pessoas abandonadas, se apenas pudéssemos descobrir a pedagogia correta.”
  19. 19. Som e sentido José Miguel Wisnik
  20. 20. O corpo também possuí ritmo e batida. (...) a música não refere nem nomeia coisas visiveis, como a linguagem verbal faz, mas aponta com uma força toda sua para o não verbalizavel: atravessa certas redes defensivas que a consciencia e a linguagem cristalizada opoe a sua ação e toca em pontos de ligação efetivos do mental e do corporal, do intelectual e do afetivo. Por isso mesmo é capaz de provocar as mais apaixonadas adeões e as mais violentas recusas. (p.28)
  21. 21. • Existe toda uma mística por trás do som e da música • Som é energia  Isso dá a ela (música) um grande poder de atuação sobre o corpo e a mente, sobre a consciencia e o inconsciente, numa espécie de eficácia simbólica. (p.30)
  22. 22. "Concebida como próprio elemento regulador do equilibrio cósmico que se realiza no equilibrio social, a musica é ambivalentemente um poder agregador, centrípeto, de grende utlidade pedagógica na formação do cidadão adequado à harmonia das pólis e, ao mesmo tempo, um poder dissolvente, desagregador, centrífugo, capaz de pôr a perder a ordem social." P. 102 Grécia Antiga: Papel político-pedagógico da música
  23. 23. • Existe toda uma mística por trás do som e da música • Som é energia  Isso dá a ela (música) um grande poder de atuação sobre o corpo e a mente, sobre a consciencia e o inconsciente, numa espécie de eficácia simbólica. (p.30) O homem que confundiu sua mulher com um chapéu Oliver Sacks
  24. 24. • Existe toda uma mística por trás do som e da música • Som é energia  Isso dá a ela (música) um grande poder de atuação sobre o corpo e a mente, sobre a consciencia e o inconsciente, numa espécie de eficácia simbólica. (p.30) "(...) por maior que seja o dano orgânico e a dissolução humeana, permanece a possibilidade não reduzida de reintegração pela arte, pela comunhão, pelo contato com o espírito humano - e isto pode estar preservado no que parece, a princípio, um estado irremediável de devastação neurológica.“ (SACKS, 1988, p. 46)
  25. 25. "Coloco as roupas nos lugares de costume e ele, enquanto canta, vai se vestindo sem dificuldades. Mas, se for interrompido, perde o fio da meada e pára por completo - não reconhece as roupas nem o próprio corpo. Ele canta o tempo todo - música para comer, música para se vestir, para tomar banho, para tudo. Não consegue fazer nada se não transformar em música." (SACKS, 1988, p. 28)
  26. 26. Tanto no caso do "Homem que confundiu a mulher com um chapéu" quando do "Marinheiro perdido" descritos por Sacks (1988), vemos que: a arte e a música era uma forma do corpo compensar a deficiência nas atividades do dia a dia
  27. 27. "É exatamente porque Jimmie está 'perdido' que ele pode ser resgatado ou encontrado, pelo menos por um tempo, através de uma relação emocional genuína. Jimmie está em desespero, um desespero quieto (para usar ou adaptar o termo de Kierkegaard) e, por tanto, tem possibilidade de se salvar e alcançar a base, o terreno da realidade, o sentimento e o significado que perdeu, mas que ainda reconhece, que ainda deseja e espera..." (SACKS, 1988, p. 113-114)
  28. 28. Crowdfunding O projeto
  29. 29. Crowdfunding A ideia do projeto não é usar as mesmas com a função de terapia ocupacional ou reabilitação. O objetivo é proporcionar às pessoas com deficiência um primeiro contato com a bateria e conhecer um pouco mais sobre o instrumento.
  30. 30. Atualmente, as oficinas acontecem semanalmente no Centro Cultural São Paulo e na ADID (Associação de Desenvolvimento Integral do Down) e contam mensalmente com a presença de músicos convidados que participam diretamente nos estudos de conceitos dos alunos.
  31. 31. Os resultados obtidos nas aulas de bateria com a execução das atividades e exercícios propostos no instrumento são o aumento significativo da auto- estima e da autoconfiança, a melhoria na socialização, o sentimento de bem-estar, a motivação em aprender, a troca de experiências, a descoberta de suas capacidades e limitações, além da contribuição para o desenvolvimento auditivo e psicomotor, independente da condição cognitiva, física ou social do participante.
  32. 32. “O objetivo da educação musical é musicalizar, ou seja, tornar um individuo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, promovendo nele, ao mesmo tempo, respostas de índole musical.” No processo de aprendizagem, o aluno tem a possibilidade de entrar em contato consigo mesmo, no momento das dificuldades ou obstáculos e nas conquistas do fazer musical.
  33. 33. Metodologia
  34. 34. Todas as aulas são planejadas e ministradas conforme a autonomia do aluno. A dinâmica dos exercícios será de responsabilidade do professor, respeitando as limitações de cada um e trabalhando os potenciais de todos os alunos. No processo de aprendizagem, o aluno tem a possibilidade de entrar em contato consigo mesmo, no momento das dificuldades ou obstáculos e também nas conquistas do fazer musical.
  35. 35. Necessidades do projeto
  36. 36. O projeto está no momento de crescimento e já se planejava para desenvolver um financiamento coletivo online, utilizando uma plataforma especializada em projetos culturais Para isso, contratou a agência dona dessa plataforma, a Partio, e a produtora parceira dessa agência, a Zoe E foi aí que os alunos da ECA-USP apareceram...
  37. 37. O idealizador do Alma de Batera, Paul Lafontaine, nos deu carta branca para a produção do vídeo que ficará hospedado na plataforma de crowdfunding  Após a coleta do referencial teórico e da pre production meeting, definimos nosso...
  38. 38. Necessidades do projeto: como podemos ajudá-los com um produto audiovisual? Posicionamento
  39. 39. Analisando: • necessidades do Projeto • especificações da plataforma de crowdfunding • vantagens versus desvantagens Decidimos utilizar os contatos do Paul para construir um vídeo baseado em depoimentos de bateristas que já passaram pelo projeto e que apoiam a causa, mostrando os alunos e as aulas Afinal, nossa meta é fazer com que o vídeo venda 8 mil reais em camisetas. Ou seja, nosso vídeo precisa ser comercial e compartilhável.
  40. 40. Desse modo, optamos por um vídeo Sensível e impactante, que mostre a alma do projeto ;) Compartilhável e vendedor, que foque a venda de camisetas
  41. 41. Obrigadx 

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