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São Paulo, 2011                       CLARA FAGUNDES E SOUZA                       GUILHERME IEGAWA SUGIO                 ...
SUMÁRIOIntroduçãoO que é pós-modernidade?Arte como ironiaVida e obra de Jeff KoonsVida e obra de DamienHirstVida e obra de...
INTRODUÇÃO        O termo pós-modernismo é utilizado para caracterizar uma época ondevisíveis mudanças ocorrem na sociedad...
1. O QUE É PÓS-MODERNIDADE       O pós-modernismo é um período simultâneo ao chamado "capitalismopós-industrial" atual, qu...
vanguardas modernistas foram completamente ultrapassadas pelas noçõesestilísticas pós-modernas, em que a pretensão de cria...
assim lugar para grupos que reclamam deter a verdade em relação adeterminado assunto, conduzem a cultura da época e são al...
A arquitetura pós-modernista encontrou a sua fundamentação teórica emtrês importantes ensaios, todos eles escritos por arq...
No contexto americano, destacam-se ainda os trabalhos de Jeff Koons(1955-), famoso pelos seus trabalhos em estilo rococo e...
2. A ARTE COMO IRONIA        Propondo-se alcançar a ironia na arte pós-moderna, é de primordialnecessidade citar, pioneira...
característica do Dadaísmo, constituía-se, principalmente, na negação de tudoo que é arte, de tudo o que limita (como os m...
3. VIDA E OBRA DE JEFF KOONS      Jeff Koons é um artista plástico nascido em York, na Pennsylvania, noano de 1955. Estuda...
Em 1992 surge Puppy, a sua escultura de 12,4 metros de altura queretrata um West Highland White Terrier todo ele executado...
4. VIDA E OBRA DE DAMIEN HIRST      DamienHirst nasceu em Bristol, Londres, em 1965. Entre 1986 e 1989estudou na famosa es...
ou choque no espectador, que causaram muitas polêmicas e controvérsias naopinião pública.      O principal, mas não exclus...
5. VIDA E OBRA DE VICK MUNIZ      Vicente José de Oliveira Muniz, mais conhecido por Vik Muniz, e aindamais conhecido por ...
dão a obra um impacto de primeira vista muito forte, de modo que a imagemfica gravada facilmente na memória. O “grudar” tã...
6. CONCLUSÃO   A arte se reinventa por si própria, mesmo que as inspirações sejam asmesmas. Na pós-modernidade há a quebra...
7. BIBLIOGRAFIANETO, José Teixeira Coelho.Moderno pós-moderno.Editora Iluminuras Ltda.,1995.CONNOR,     Steven.    Cultura...
8. ANEXOSDog Balloom.Jeff Koons.Michael Jackson and the bubbles. Jeff Koons. 1989.Puppy. Jeff Koons.
MakeBelieve. DamienHirstDamienHirst ao lado de suas obras.DamienHirst ao lado de sua obra A Anatomia do Anjo
Releitura de Narcizo por Vik MunizVik Muniz. Feito de lixo.Monalisa por Vik Muniz. Pasta de amendoim e geléia.
Medusa Marinara por Vik Muniz.
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A ironia na arte - Estética em Publicidade

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Trabalho de Estética em Publicidade, orientado pelo Prof. Dr. Victor Aquino, pela Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo.

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A ironia na arte - Estética em Publicidade

  1. 1. Universidade de São Paulo Escola de Comunicações e ArtesDepartamento de Relações Públicas, Turismo e Propaganda A IRONIA NA ARTE Clara Fagundes e Souza Guilherme IegawaSugio Isabela PagliariBrun José Vinicius Diniz Lopes Julia Isabel Miranda Travaglini Trabalho de Estética em Publicidade Professor Doutor Victor Aquino
  2. 2. São Paulo, 2011 CLARA FAGUNDES E SOUZA GUILHERME IEGAWA SUGIO ISABELA PAGLIARI BRUN JOSÉ VINICIUS DINIZ LOPES JULIA ISABEL MIRANDA TRAVAGLINI A IRONIA NA ARTETrabalho apresentado à disciplina de Estética em Publicidade, ministrada pelos Professores Doutor Victor Aquino e Emerson Nascimento, como parte do requisito para composição da nota final referente ao primeiro semestre do ano de 2011. São Paulo, 2011
  3. 3. SUMÁRIOIntroduçãoO que é pós-modernidade?Arte como ironiaVida e obra de Jeff KoonsVida e obra de DamienHirstVida e obra de Vick MunizConclusãoBibliografiaAnexos
  4. 4. INTRODUÇÃO O termo pós-modernismo é utilizado para caracterizar uma época ondevisíveis mudanças ocorrem na sociedade em suas múltiplas faces: política,arte, economia, ciência, técnica, educação, relações humanas, etc. Essasmudanças e abandonos de ideias se refletem claramente sobre as artes esobre a estética do século XX. Apesar do clima de rígidas alterações no modo de pensar instaurado soba sociedade, não significa que a humanidade tenha abandonado amodernidade, são tênues divisórias imaginárias que marcam o queé moderno e o que é pós-moderno; o pós-modernismo, em seus váriosaspectos que o distingue da era moderna, carrega também a modernidade;aliás, é tão platônico quanto os períodos anteriores. A reflexão desse espírito de profundas mudanças sobre a estética podeser observado em várias correntes e segmentos que surgem nessa época. Émuito visível a presença da ironia na arte, representando o rompimento com aarte tradicional. Esse trabalho apresentará análises sobre artistas que em meio a pós-modernidade passaram a utilizar a ironia em suas obras e a fazer da ironia umaarte.
  5. 5. 1. O QUE É PÓS-MODERNIDADE O pós-modernismo é um período simultâneo ao chamado "capitalismopós-industrial" atual, que se caracteriza pela troca de bens imateriais, como ainformação e os serviços (nascidos das tecnologias eletrônica e nuclear), epela imposição da mentalidade relativista e revisionista. Consequentemente,ainda não se encontra implantado o pós-modernismo em todas as partes doMundo, apenas nos países das zonas mais evoluídas em termos industriais(Europa Ocidental e América do Norte). A pós-modernidade, sendo a vertente cultural da sociedade pós-industrial, interliga-se estreitamente com o fenómeno da globalização, uma vezque o consumismo pretende a inserção de todas as culturas num mecanismoúnico com difusão dos princípios estético-estilísticos através dos meios decomunicação e da indústria da cultura. Sendo a pós-modernidade uma épocade inovações técnicas, sociais, artísticas, literárias e políticas, entre outras,opõe-se naturalmente ao Modernismo ou à Modernidade, sendo que o declíniodas vanguardas deste mesmo Modernismo marca a transição entre estes doisperíodos. Um destes aspectos foi a progressiva implantação do abstracionismo nafiguração, no que se refere à arte, por exemplo, impondo-se progressivamentea "crise da representação". Projetada já pelos impressionistas (Monet, Renoir,Sisley, Cézanne), pontilhistas (Seurat, Signac), cubistas (Picasso, Bracque) efuturistas (Boccioni, Carrà, GiacomoBalla), entre outros movimentosvanguardistas, atingiu o auge evolutivo no pós-modernismo, em que a merareferência à figura foi totalmente eliminada (De Stijl, Expressionismo Abstrato,Arte Cinética, Arte Op, Minimalismo, Arte Conceptual), procurando-se arepresentação ou transmissão de ideias através de métodos indiretos,sensoriais e enquadrados num código fechado do qual muitas vezes só oartista é possuidor. Nesta sequência, e no âmbito do cinema, lembre-se que se enquadra ofilme Branca de Neve (2000) do realizador português João César Monteiro,onde a quantidade de imagens é reduzidíssima e a comunicação é quaseexclusivamente sonora. De facto, a originalidade e a inovação que estiverampresentes não só na arte como na literatura, teatro, cinema e música das
  6. 6. vanguardas modernistas foram completamente ultrapassadas pelas noçõesestilísticas pós-modernas, em que a pretensão de criar uma nova correnteestilística não é encorajada. O pós-modernismo na arquitetura rejeitou nos anos 50 e 60 o elogio donovo do modernismo, voltando-se arquitetos como Ricardo Bofill, Frank Gehrye Robert Venturi para um estilo feito de utilidade e colagens de estilosanteriores, evidenciando que no período pós-moderno o artista criativo deulugar ao técnico, capaz de manejar manifestações do passado criando algo denovo sem elementos genuínos. O mesmo aconteceu na arte, com o advento dos readymade de MarcelDuchamp, e a arte de Andy Warhol, que se apropriou de ícones e manejou aimagem a seu bel-prazer, e na literatura, com autores como Paul Auster, JohnBarth, Thomas Pynchon e David Foster Wallace. Tal como o modernismo, o período subsequente valoriza a eliminaçãodas distinções de gênero e de qualidade da arte, mas o pós-modernismoenfatiza a descontinuidade, a fragmentação, a desumanização, a falta desentido e a desestruturação (o que originou, por exemplo, o surgir defundamentalismos religiosos como o islâmico). Prefere o contingente, oimediato, o provisório e o temporário, os eventos locais, as narrativas de curtaduração e contrapõe-se aos conceitos universais, de grande escala. Defendeigualmente a superficialidade, daí que se utilize continuamente a cópia deelementos pré-existentes.Contudo, uma das principais características desta época é o primado datecnologia, uma vez que se chega a considerar que o que não é passível deser armazenado num computador deixa de ser conhecimento, não reconhecívelpelo sistema vigente. Na verdade, não existindo verdadeiramente estilos pós-modernos,apenas se podem observar manifestações ligadas profundamente aos hábitosde consumo, às formas de circulação e de produção de artigos, aglutinadospela homogeneização globalizada e pela entropia (em que qualquer criação épermitida). Estes fatores relembram que a origem do pós-modernismo seencontra no Marxismo, uma doutrina que dava a precedência à produçãomaterial. Além disso, explicam a decadência das vanguardas, uma vez que háuma permissão generalizada em relação a todas as produções, não havendo
  7. 7. assim lugar para grupos que reclamam deter a verdade em relação adeterminado assunto, conduzem a cultura da época e são alvo deincompreensão por não serem compreendidos no seu tempo. Na verdade, o avanço cada vez mais veloz de tudo o que concerne àsociedade faz com que estas estruturas de tornem obsoletas, uma vez que jánão cabe na mentalidade humana o "impossível". Em última instância, o pós-modernismo é a dissolução das fronteiras entre o sujeito e o objeto, entre asdiferentes coisas, imperando aquilo que é irrepresentável, a diversidade e ascolagens do que já havia anteriormente para formar uma realidade diferente.1. 1. Arquitetura A arquitetura constituiu uma dos mais significativas áreas dedesenvolvimento do Pós-Modernismo. Durante a década de 70, esta tendênciamanifestou-se simultaneamente em vários países europeus, nos EstadosUnidos e no Japão, expandindo-se posteriormente para todo o mundotornando-se um dos mais importantes movimentos arquitetônicos das décadasde 80 e 90. Mais que uma corrente coesa, o Pós-Modernismo revelou umaalargada proliferação de abordagens conceptuais e de interpretaçõesindividuais, marcadas geralmente por um ecletismo de tendência ora vernáculaora clássica, no respeito pelas identidades culturais pela complexidade docontexto físico e social da obra arquitetônica. Os mais historicistas ou vernáculas foram os americanos Robert Venturie Robert Stern, o inglês Terry Farrell e o japonês ArataIsozaki. O arquitetoaustríaco Hans Hollein representou a vertente mais formalista e requintadaenquanto que os italianos Giorgio Grassi e Aldo Rossi desenvolveram projetosmais depurados e mais atentos à génese tipológica e morfológica do objetoarquitetônico. Os trabalhos dos ingleses James Stirling e Michael Wilfordprocuram cruzar referências historicistas com uma linguagem high tech que naaltura marcava a produção arquitetónica inglesa. No contexto americano destacam-se ainda as obras de Michael Graves,do neo-modernista Richard Meier e de Philip Johnson (discípulo de Mies vander Rohe).
  8. 8. A arquitetura pós-modernista encontrou a sua fundamentação teórica emtrês importantes ensaios, todos eles escritos por arquitetos de projeçãointernacional e publicados em 1966: "A Arquitetura da Cidade" de Aldo Rossi, o"Território da Arquitetura", de Vittorio Gregotti, e "Complexidade e Contradiçãoem Arquitetura", de Robert Venturi. Ao nível do urbanismo, o Pós-Modernismo resultou de uma violentarejeição da cidade moderna, tal como fora concebida por Le Corbusier e poroutros arquitetos ligados ao Funcionalismo. Condenando as formulaçõescontidas na Carta de Atenas (que proclamava a uniformização e amecanização da vida urbana, esquecendo a dimensão antropológica, históricae social da cidade), o urbanismo pós-moderno inspirou-se nas filosofiasfenomenológicas de Heidegger e no conceito de espírito do lugar, tendodesenvolvido instrumentos de estudo análise urbana ao nível da morfologia, datipologia ou da sociologia, para o que contribuiram os trabalhos teóricos deAldo Rossi e de Christopher Alexander e os estudos dos irmãos Leon e RobertKrier.1. 2. Artes Plásticas e Decorativas Ao nível das artes plásticas, a atitude pós-moderna revelou-se a partirdas revoltas do maio de 68 e manifestou-se na oposição ao radicalismo anti-historicista e ao otimismo das vanguardas das primeiras décadas do século XX,assim como à frieza do minimalismo, resultando na recuperação do imagináriohistórico e de formas clássicas ou barrocas. Os artistas que integram estemovimento procuram questionar as codificações e as rotinas sociais dacontemporaneidade. Derrubando ideias pré-concebidas e dogmáticas,entendem que a liberdade criativa se deve traduzir na liberdade de opçãorelativamente às linguagens e às referências formais e conceptuais. Inspiradospelas teorias estruturalistas e pelo conceito de simultanismo de JeanBaudrillard, alguns dos artistas pós-modernos cruzam sem preconceitosimagens recentes e reais com trabalhos históricos famosos.Um dos pioneiros do pós-modernismo foi o americano John Baldessari (1931-)que, no início dos anos setenta se revolta contra a sua própria produção decarácter minimalista, destruindo-a.
  9. 9. No contexto americano, destacam-se ainda os trabalhos de Jeff Koons(1955-), famoso pelos seus trabalhos em estilo rococo e pela série deesculturas "Adão e Eva" realizadas com IleonaStaller (a Cicciolina); de AllanMcCollum (1944-), que através do uso de objetos banais e de formas clássicas,critica o Minimalismo e o Expressionismo Abstrato; de Peter Halley (1953-), queexecuta grandes composições geométricas nas quais utiliza circuitosintegrados e imagens de lugares míticos da cultura contemporânea (comoaeroportos e estradas); e de outros artistas ligados às correntes simultanistas eneo-geo como CadyNoland (1956-), Richard Prince (1949-) e Sherrie Levine(1947-) ou o venezuelano Meyer Vaisman (1960-), autor de um conjunto deauto-retratos irónicos e de naturezas mortas.
  10. 10. 2. A ARTE COMO IRONIA Propondo-se alcançar a ironia na arte pós-moderna, é de primordialnecessidade citar, pioneiramente, a ironia presente em duas outras "culturas":o Romantismo e o Modernismo. Este, por revisitar aquele em diversosmomentos, apresenta, na realidade, apenas uma outra face da ironia presenteno primeiro. A ironia romântica caracterizou-se na aproximação entre a pessoa querecebe a arte e a pessoa que a realiza. O artista, por diversas vezes, almeja aatenção do espectador, para que esse, de maneira particular, interprete a suaobra. De forma não-linear, apresenta o seu pensamento, que será absorvido edecodificado à percepção do observador. Essa classificação de ironia desencadeia outra: a disjuntiva, a qual,segundo Wilde, pertence ao Modernismo. A ironia disjuntiva constitui-se emuma reação a um mundo fracionado, de maneira que essa incoerência - nemsolucionada nem unificada - seja reunida em conflitos menores, ou binários,como: fé e razão, individual e social, tradição e inovação. Essa é uma maneirasimplificada de facilitar a compreensão desse mundo, sem, no entanto,"resolver" a sua paradoxal desarmonia. Em detrimento à ironia disjuntiva, há a suspensiva. Essa, atribuída aoPós-Modernismo, caracteriza-se pela derrocada da necessidade deregularidade. Essa tomada de consciência da incoerência que os cerca, faz dospós-modernistas mais tolerantes à incerteza e a não-binaridade dos conflitos.Eles, ao contrário dos modernistas, não buscam simplificar a incoerência, masintensificá-la e utilizá-la. De forma semelhante à que relacionamos a ironia modernista àromântica, podemos associar a ironia presente no Pós-Modernismo às doDadaísmo e da Pop Art. A vanguarda dadaísta, com origem em Zurique esustentada em pilares como a incerteza, a contracultura, a anti arte, a negaçãode antigos valores, é uma das principais inspirações dos pós-modernistas.Estes, ao tolerar e aceitar a ilogicidade e a espontaneidade no ato de produzira arte, afastam-se da razão e da necessidade de projetar e possuir umpropósito - bandeiras defendidas pelos modernistas, ao passo que seaproximam dos incansavelmente irônicos dadaístas. A ironia, principal
  11. 11. característica do Dadaísmo, constituía-se, principalmente, na negação de tudoo que é arte, de tudo o que limita (como os manifestos), de tudo o que define eclassifica. A fim de estabelecer um paralelo entre a ironia pós-modernista e a daPop Art, é essencial explicar que, nesse movimento artístico, ela apresentava-se, principalmente, na apropriação de imagens pop e situações cotidianas, coma intenção de reproduzi-las e reutilizá-las a ponto de modificar o seusignificado. A partir disso, a relação é clara: assim como os artistas pop, ospós-modernistas utilizam-se de algo já criado e visto, a fim de desconstruí-lo emodificá-lo, de tal maneira que o seu significado inicial seja reformulado etransfigure-se, enfim, em uma ironia. Essa modalidade irônica denomina-secitação e é um dos princípios de uma forte característica do pós-Modernismo: aautoria cooperativa.
  12. 12. 3. VIDA E OBRA DE JEFF KOONS Jeff Koons é um artista plástico nascido em York, na Pennsylvania, noano de 1955. Estudante de pintura, na década de 80, época em que, àsemelhança de Andy Warhol e a sua Factory, Koons montou um estúdiocomposto por cerca de trinta assistentes, cada um com papéis diferentes naprodução e divulgação do seu trabalho, método conhecido comoArtFabrication. Koons teve um percurso de vida vasto e multifacetado desde ainfância, altura da sua vida em que calcorreava as ruas depois das aulas paravender doces e prendinhas embrulhadas em papel, numa tentativa de fazeralgumas poupanças. Famoso por transformar objetos e fantasias do cotidianoem peças de arte, sendo encarado como um artista controverso, intrigante eprovocador, à semelhança dos seus antecessores Marcel Duchamp e AndyWarhol, Koons deu ênfase nas suas peças, conferindo-lhes um cunho de críticasocial com a pretenção de chocar. Marca evidente das suas obras, o originalidade deJeff Koons desdobra-se em virtuosidade técnica e explosão visual. Essascaracterísticas devem-se à sua irreverência, começando pela sua inovação aoaderir ao marketing para se autopromover - ele contratou um consultor deimagem, fotografou-se ao redor de objetos alusivos às armadilhs do sucessoeconcedeu entrevistas em terceira pessoa sobre ele mesmo. Um dos seus trabalhos iniciais, intitulado Three Ball 50/50 Tank,em 1985, consiste em três bolas de basquetebol que flutuam dentro de tanquesde vidro com água-destilada até o meio. Seguiram-se as séries Statuary eBanality, grandes ampliações de brinquedos em aço inoxidável, em 1988, queincluem a peça onde figuram Michael Jackson e o seu chimpanzé Bubbles que,três anos mais tarde, foi vendida por 5,6 milhões de dólares integrandoatualmente a coleção permanente do Museu de Arte Moderna de SãoFrancisco. Alusivas ao seu controverso casamento em 1991 com anão menos controversa IlonaStaller, a estrela porno conhecida por Cicciolina,são as peças da série Made in Heaven que englobam pinturas, fotografias eesculturas que retratam o casal em posições sexuais, gerando ainda maispolémica em torno desta relação.
  13. 13. Em 1992 surge Puppy, a sua escultura de 12,4 metros de altura queretrata um West Highland White Terrier todo ele executado numa variedade deflores sobre uma estrutura em aço irrigada internamente, tendo sidoencomendado para uma exibição de arte na Alemanha. Depois de ter estadono Museu de Arte Contemporânea de Sydney e no Rockefeller Center em2000, actualmente encontra-se no terraço exterior do Museu Guggenheim emBilbao, uma vez que foi adquirido pela fundação à qual o museu pertence. Em 2001, Koons surge com uma série de pinturas intituladas Easyfun-Ethereal, que são o resultado de uma técnica que combina colagens deimagens de bikinis sem corpos, comida e paisagens pintadas por assistentessob a sua supervisão. Como parte integrante da série Celebration, em 2006, éexibido o Hanging Heart, um coração de 2,74 metros de altura em aço polido. Um desenho inspirado nos TulipBallons foi utilizado pelo motor de buscada Google na sua página inicial em 2008. Ainda nesse ano, em França, érealizada uma exposição que faz uma retrospectiva ao trabalho de Jeff Koons,exibindo dezassete das suas esculturas no Palácio de Versalhes. Seguiu-seuma outra retrospectiva, desta vez no Museu de Arte Contemporânea deChicago que foi amplamente publicitada na comunicação social. Seguiram-seexposições em Londres e Toronto em 2009, onde foi exposto o seu coelhoprateado gigante realizado para celebrar o Dia de Acção de Graças organizadopela Macy´s. Em 2010, surge umnovo desafio a Koons, decorar o 17.º ArtCar da BMW (um M3 GT2), juntando-se assim a nomes como Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Frank Stella ouAlexander Calder, carro esse que irá participar nas 24Horas de Le Mans. Apesar de o continuarem a comparar com Warhol, ao contrário da figuraandrógina, complexa e alienada de Andy, Koons representa ele mesmo a figurade superstar capitalista e de playboy que se interessou pela arte, não secoibindo de o ser ao mesmo tempo que não demonstra pretensões em sermais do que isso.
  14. 14. 4. VIDA E OBRA DE DAMIEN HIRST DamienHirst nasceu em Bristol, Londres, em 1965. Entre 1986 e 1989estudou na famosa escola de artes Goldsmith’s, e enquanto era estudanteorganizou uma exposição chamada “Freeze”, que possuía trabalhos seus e deoutros estudantes da escola, o que lhe trouxe grande fama dentro do meioartístico londrino. Durante a década de 1990 constituiu-se líder dos "YoungBritish Artists" (YBA’s), Jovens Artistas Britânicos, dominando a arte britânicadurante essa década e sendo muito conhecido internacionalmente. Essageração é completamente diferente das gerações anteriores de artistas. OsYBA’s são caracterizados pela sua independência, seu espírito empreendedor,e a maioria promove suas próprias exposições, financiados por iniciativaprivada. Dessa forma, esses artistas, inclusive Hirst, não precisam sepreocupar em ser descobertos por grandes galerias de arte. Em 1991, realizou sua primeira exposição individual, também emLondres, chamada “A Signof Live”, apresentada pelo ICA (Instituto de ArteContemporânea) que é voltada especialmente para a divulgação de arte devanguarda. No mesmo ano, DamienHirst executa um de seus trabalhos maisconhecidos, a escultura “The PhysicalImpossibilityofDeath intheMindofSomeone Living”, que nada mais é que um tubarão-tigre morto,conservado em um tanque de formol, assumindo um caráter monumental tantopelo seu tamanho e por ser um símbolo de agressividade e medo, quanto pelotema abordado, a morte. O tubarão, que foi substituído em 2006 por outraespécie devido à decomposição, foi vendido em 2004 como a segunda obramais cara de um artista em vida, por volta de dez milhões de dólares. Além desta peça, o artista também realizou inúmeras outras comanimais, muitos mortos e dissecados, inseridos em tanques de formol, e outrosvivos e presos em gaiolas ou aquários. Exemplos dessa fase são as esculturas“The Lovers”, de 1991, constituída pelos cérebros de duas vacas misturados, e“AwayFromtheFlock”, de 1994. Tendo como principal fundamento a reflexão emtorno de temas de caráter existencial, ligados à condição humana (nascimento,vida, morte, amor), todos os trabalhos que Hirst desenvolve no primeiro períododa sua carreira, têm um objetivo comum: provocar reações de estranhamento
  15. 15. ou choque no espectador, que causaram muitas polêmicas e controvérsias naopinião pública. O principal, mas não exclusivo tema do trabalho de Hirst tem sido aexploração da mortalidade, um assunto tradicional que ele atualizou e estendeucom originalidade e força. Como foi dito anteriormente, ele é mais conhecidopela série de trabalhos (The Natural History) na qual animais mortos sãoapresentados, de maneira irônica, em posições mais adequadas para umaexposição do Museu da História Natural do que uma de arte. A arte em si temum poder visual que é virtualmente incompatível com nenhuma possíveldescrição dela, e não se pode esperar entendê-la ou mesmo ter um vislumbredo seu conceito sem vê-la pessoalmente. Se, em termos temáticos e ideológicos, estas obras são dominadas porintenções provocativas, ao nível compositivo evidencia-se uma tendênciaminimalista, resultante em formalizações de sentido classicizante, que secaracterizam pelo uso simples e contido dos materiais e dos objetos. Adimensão conceitual dos seus trabalhos é revelada e complementada com aatribuição de extensos títulos. Nos trabalhos mais recentes, em que Hirstprocura por novos suportes para instalação e escultura, como o filme ou ovídeo, confirma-se a vocação minimalista e conceitual da linguagem desteartista, agora mais influenciada pela corrente inglesa da Pop Art. Pelo impactode muitos dos seus trabalhos, DamienHirst tornou-se um dos maisinteressantes e conhecidos membros da escola de artistas ingleses formadanos finais da década de 80, em torno do GoldsmithsCollege.
  16. 16. 5. VIDA E OBRA DE VICK MUNIZ Vicente José de Oliveira Muniz, mais conhecido por Vik Muniz, e aindamais conhecido por suas obras, é um artista plástico e visual. Suas obrasliteralmente falam por si, pois em seu site oficial, a página dedicada a suabiografia contém um pequeno texto (“Born 1961, São Paulo, Brazil.Livesandworks in New York City.”) e 52 páginas que listam cada um de seustrabalhos, desde 1989, abrangendo trabalhos individuais, exposições emgrupo, palestras, filmes, textos, prêmios, bibliografia selecionada e locais emque reside seu acervo. Seus trabalhos mais famosos são montagens feitas com materiaisinusitados, como chocolate, sucata e arame, e que tem como base figuras degosto popular e/ou famosas. Um aspecto interessante do trabalho de Vik Munizé a sinestesia causada por suas obras, em um mescla do paladar e do olfatocom o impacto extasiante do realismo na representação visual. Um bomexemplo disso é a releitura do quadro Medusa, de Caravaggio, feito commacarrão e molho de tomate. Nesta releitura, nota-se a intenção do artista emcontrapor o estímulo da gustação causada pelo macarrão com a sensação denojo proveniente das serpentes que saem da cabeça da medusa. Grande parte de suas obras gira em torno da utilização de um materialespecífico para a montagem a ser fotografada. Duas séries de obras obtiveramgrande repercurssão pública: Imagens de Chocolate e Imagens de Lixo. Aprimeira expôs um retrato de Sigmund Freud e uma montagem compaparazzis, ambas feitas de chocolate, e na segunda, Vik fez releituras deobras do Renascimento e de Goya usando apenas lixos e sucatas. Outra obrade grande repercurssão pública foram duas releituras de Mona Lisa, deLeonardo da Vinci, feitas de geleia e pasta de amendoim. Nota-se mais umavez o uso da contradição, no qual o artista coloca uma das maiores obras feitaspelo homem, cuja a figura representada tem quase um caráter divino noimaginário popular, no âmbito da alimentação popular, na qual a pasta deamendoim é sinônimo da alimentação básica e tradicional americana. Reforço novamente a união entre a memória coletiva, em temaspopulares e de fácil identificação, e as percepções sinestésicas, causadaspelos materiais inusitados utlizados em sua obra. Esses duas aspectos unidos
  17. 17. dão a obra um impacto de primeira vista muito forte, de modo que a imagemfica gravada facilmente na memória. O “grudar” tão desejado pelos publicitáriosé algo que já faz parte da essência da obra de Vik Muniz.
  18. 18. 6. CONCLUSÃO A arte se reinventa por si própria, mesmo que as inspirações sejam asmesmas. Na pós-modernidade há a quebra da ruptura com o habitual e osartistas mergulham em um novo caminho artístico. Cansados das mesmices einfluenciados pelos acontecimentos sociais, políticos e econômicos da épocaos artistas também resolveram mudar e passaram a produzir uma artediferente. Contrária aos costumes essa nova arte denunciava a própria arte e aprópria sociedade na qual estava sendo produzida. A ironia passou a fazerparte dessa produção, para expressar inúmeras ideias. A ironia passa a ser aarte e arte passa a ser irônica. Esse novo efeito causa espanto para a sociedade, cumprindo seu papel.Porém seu conteúdo é consistente e assim adquire repercussão por outrasgerações artísticas influenciando a arte até os dias de hoje.
  19. 19. 7. BIBLIOGRAFIANETO, José Teixeira Coelho.Moderno pós-moderno.Editora Iluminuras Ltda.,1995.CONNOR, Steven. Cultura Pós-Moderna: Introdução às teorias docontemporâneo. São Paulo: Edições Loyola, 1989.HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. DP&A Editora, 2005.Ironia Romântica. Disponível em<http://www.edtl.com.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=448&Itemid=2> Acesso em 28 de junho de 2011.Vik Muniz. Disponível em <http://www.vikmuniz.net/>. Acesso em 21 de junhode 2011.Jeff Koons. Disponível em <http://www.jeffkoons.com> Acesso em 19 de junhode 2011.
  20. 20. 8. ANEXOSDog Balloom.Jeff Koons.Michael Jackson and the bubbles. Jeff Koons. 1989.Puppy. Jeff Koons.
  21. 21. MakeBelieve. DamienHirstDamienHirst ao lado de suas obras.DamienHirst ao lado de sua obra A Anatomia do Anjo
  22. 22. Releitura de Narcizo por Vik MunizVik Muniz. Feito de lixo.Monalisa por Vik Muniz. Pasta de amendoim e geléia.
  23. 23. Medusa Marinara por Vik Muniz.

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