Projeto conhecendo a cultura afro brasileira

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Projeto conhecendo a cultura afro brasileira

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEBDEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS – CAMPUS IV COLEGIADO DE GEOGRAFIA Aline Carvalho Cristiane Barros Fagner Santana Manuela Ribeiro Saane Carvalho CONHECENDO A CULTURA AFRO-BRASILEIRA Jacobina-BA 2011
  2. 2. Aline Carvalho Cristiane Barros Fagner Santana Manuela Ribeiro Saane CarvalhoCONHECENDO A CULTURA AFRO-BRASILEIRA Jacobina-BA 2011 2
  3. 3. PROPOSTA: Realizar, ao longo da 3ª unidade da disciplina de Geografia da Escola Padre AlfredoHaasler em Jacobina, Bahia, pesquisas relacionadas à cultura africana e afro-brasileira,juntamente com o conteúdo das aulas e do livro didático para apresentar o resultado daspesquisas em forma de mural ou atividades lúdicas que melhor se apliquem ao contexto.Participarão do projeto o 8º ano A e B Matutino e o 8º ano A Vespertino, pois todos estarãotrabalhando Geografia da África nesta unidade e estão sob a responsabilidades das estagiáriasAline carvalho, Cristiane Barros, Manuela Ribeiro e Saane Carvalho, e do estagiário FagnerSantana, todos estudantes de Licenciatura em Geografia pela UNEB Campus IV.INTRODUÇÃO: A África é um continente que, ao longo de sua história, foi por diversas vezesinvadido, tendo sido a sua população escravizada e posteriormente colonizada. Trata-se, dessaforma, de um território marcado por lutas de ocupação. Entretanto, podemos dizer que o mundo conhece muito pouco a história africana, poisdurante essas sucessivas expedições à África, foi se criando pelo imaginário ocidental umavisão homogênea sobre o continente, numa tentativa de apagamento da diversidade inerenteao território africano. Até hoje as imagens que nos chegam são estereotipadas como, porexemplo, “região dos Safáris”, “continente do atraso”, “terra da AIDS”. Vemos, dessa maneira, que há uma espécie de silenciamento quanto à riqueza culturaldo continente. Esses povos, além de detentores de uma produtiva e vasta tradição oral,possuem fortes vínculos com a natureza e com os mitos ancestrais, o que lhes conferem umaforma diferenciada de racionalidade, que foge muitas vezes à razão ocidental. E assim, ascontribuições culturais advindas dos povos africanos encenam o quadro heterogêneo domundo ao qual fazemos parte. Ainda hoje, mundo é dominado pelo padrão eurocêntrico de enxergar as coisas, etodos os conceitos e preconceitos implantados em nossas mentes pelos conquistadoreseuropeus e pela igreja, continuam a turvar nossa visão e nos fazem descriminar a raça, areligião e toda a expressão cultural advinda da África. 3
  4. 4. “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou aindapor sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar,podem ser ensinadas a amar!” (Nelson Mandela)JUSTIFICATIVA: Embasando-se na lei n.º 10.639/2003 que determina a obrigatoriedade do ensino dahistória e da cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares, percebemos anecessidade do aprofundamento nos assuntos referentes à cultura africana e afro-brasileira e opreconceito ainda existente quanto a elas.OBJETIVO GERAL: Apropriar-se dos conceitos geográficos para proporcionar o esclarecimento edesmistificação das questões referentes à cultura africana e afro-brasileira aos alunos do 8ºano da Escola Estadual Padre Alfredo Haasler.OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Educar para a igualdade étnico-racial, rompendo com estigmas, com linguagens explicitadas ou não de inferioridade de negros. • Conhecer a África de ontem e de hoje, a historia do Brasil contada na perspectiva do negro com exemplos na política, na economia,nas artes, na sociedade em geral; • Reafirmar a constante presença da marca africana dos nossos ancestrais na literatura, na música, na criatividade, na forma de viver e de pensar, de andar, de falar e de rir, de rezar de festejar sua vida; • Colaborar para uma crescente valorização da comunidade negra, contribuindo para a elevação da auto estima; 4
  5. 5. • Entender os mecanismos indispensáveis para o conhecimento de um Brasil fortemente marcado pela cultura africana na perspectiva de mudança da mentalidade preconceituosa.METODOLOGIA: O projeto consiste em um trabalho simultâneo sobre a cultura afro-brasileira entre o 8ºano A e B Matutino e o 8º ano A Vespertino, durante a 3ª unidade da disciplina de geografiada Escola Estadual Padre Alfredo Haasler em Jacobina, Bahia. Terá a duração de umaunidade e se encerrará na sexta feira 30 de setembro de 2011 com a apresentação do resultadodas pesquisas.  APRESENTAÇÃO: No primeiro momento será apresentada a proposta os alunos, em seguida serão divididos entre as turmas os seguintes temas: Capoeira, Culinária, Religião, Dança  DESENVOLVIMENTO: Depois de divididos os temas, cada grupo deverá apropriar-se de ferramentas como textos, pesquisas online, vídeos, músicas, notícias, artes, que serão trabalhadas em sala de aula ao longo da unidade, e assim construir sua apresentação orientado por seus respectivos estagiários.  CONCLUSÃO: O projeto terá como ápice a exposição das pesquisas que acontecerá no dia 30 de setembro de 2011 no pátio da escola nos turnos matutinos e vespertinos, além das apresentações dos alunos acontecerão palestras, e apresentações culturais afro- brasileiras, 5
  6. 6. REFERÊNCIAS:COSTA, Rafael Luiz Silva da; DUTRA, Diego França. A lei 10639/2003 e o ensino degeografia: representação dos negros e áfrica nos livros didáticos. In: 10º Encontronacional de Prática de Ensino em Geografia, 30 de agosto a 02 se setembro de 2009. PortoAlegre.FOUCAULT, Michle. Microfísica do poder. 10ªed. Rio de Janeiro: Graal, 1979.GOMES, Nilma Lino. Cultura negra e educação. Belo Horizonte. Revista Brasileira deEducação, n. 23,maio/jun/jul/ago , 2003.HAESBAERT, R. Desterritorialização e identidade: a rede “ gaúcha” no nordeste. Niterói,EDUFF, 1997. 293 p.PEREIRA, Luana Nascimento Nunes. O ensino e a pesquisa sobre África no Brasil e a lei10.639. Ano 3 – nº 11, 2010.RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.SAMPIERI, R. H; COLLADO, C. F; LUCIO, P. B. O processo de pesquisa e os enfoquesquantitativo e qualitativo: rumo a um modelo integral. In: Metodologia de Pesquisa. 3 ed.São Paulo: McGraw Hill, 2006. p. 04 – 20SANTOS, Renato Emerson dos. “O ensino de Geografia do Brasil e as relações raciais:reflexões a partir da lei 10.639”. In: “Diversidade, Espaço e Relações Étnico Raciais: O Negrona Geografia do Brasil”. Belo Horizonte: Ed.Autêntica, 2007. 6

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