TRABALHANDO COM A LEI 11.645/08
CONFORME DETERMINA A LEI, OS CONTEÚDOS DEVEM SER MINISTRADOS NO ÂMBITO
DE TODO O CURRICULO ESCOLAR (DURANTE TODO ANO LETIVO), E NÃO SOMENTE EM
DATAS ESPECÍFICAS.
POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A HISTÓRIA AFRICANA E INDÍGENA?
1. Pela própria perspectiva legal da questão, pois não se pode ignorar que com a Lei
nº. 11.645/08, o ensino da história da África e indígena nas escolas tornou-se
obrigatório. E mesmo antes disso as Leis 9.394/96 e Lei 10.639/03, bem como os
próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) já estabeleciam diretrizes nesse
sentido.
2. Devemos enfatizar e valorizar algo que está esquecido por muitos: nossa
ancestralidade africana, e/ou indígena. É necessário que articulemos dados sobre a
intensa participação africana e indígena na elaboração da sociedade brasileira com a
ininterrupta tarefa de combate ao racismo e às práticas discriminatórias a que estão
sujeitos diariamente milhares de africanos, afro-descendentes e índios espalhados
pelo mundo. Se não trabalharmos corretamente com suas características históricas
não é possível construir imagens positivas sobre as realidades dessas sociedades.
3. O estudo da história dos continentes africano e americano possibilita a correção das
referências equivocadas que carregamos sobre os africanos e os indígenas, além, é
claro, de tornar mais denso nossos conhecimentos sobre suas características e
realidades.
4. E, por fim, existe o caráter formativo/intelectual do assunto, o motivo de maior
importância entre os apresentados. A África possui tantas escolas de pensadores, de
artistas, de intelectuais, e contribuições para o entendimento e construção do
patrimônio histórico/cultural da humanidade que é inadmissível simplesmente não
estudá-la.
COMO APROVEITAR O ESPAÇO ESCOLAR COMO NO MOMENTO PEDAGÓGICO PARA
DISCUTIR A DIVERSIDADE?
A IDENTIDADE ÉTNICA PASSA PELAS INDAGAÇÕES:
- QUEM SOU EU?
- QUAL A MINHA DESCENDÊNCIA?
- OS MEUS ANTEPASSADOS, QUEM FORAM?
- DE ONDE VIERAM?
- O QUE FIZERAM?
QUAL O CAMINHO DA MUDANÇA?
- A INTERDISCIPLINARIDADE E MULTIDISCIPLINARIDADE.
- A ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR E MULTIDISCIPLINAR DEVERÁ SER FEITA ATRAVÉS
DE PROJETOS.
EXEMPLOS:
 EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
- estudo da arte de origem africana, afro descendentes e indígena;
- culinária;
- estudo dos grandes compositores negros/indígenas no Brasil;
- estudo e confecção de objetos (máscaras, utensílios, etc) pontuando a sua
importância na cultura africana/indígena.
 LINGUA PORTUGUESA
- influências africanas/indígenas no vocabulário brasileiro;
- poetas africanos/indígenas;
- poetas e escritores negros/indígenas no Brasil;
- letras de musicas que abordem a trajetória do negro/índio no Brasil, que
homenageiem grandes personalidades negras/indígenas, que falem sobre a
discriminação racial, que citem a importância da diversidade cultural no nosso País
(comparar obras de escritores negros/índios brasileiros de acordo com a posição que
os personagens da mesma etnia são apresentados em suas obras).
 HISTÓRIA
- África e Brasil pré-colonial, suas tribos, seus reis e rainhas;
- formação da população brasileira;
- grandes líderes políticos negros/índios no Brasil e no Mundo;
- a contribuição de pessoas influentes sobre a luta do negro/índio no Brasil, desde o
Brasil Colônia até os dias de hoje, como políticos, poetas, escritores, artistas…
- mitologia comparada.
 GEOGRAFIA
- as riquezas naturais da África, origem da raça humana, formação da população no
Brasil;
- estudos dos países pertencentes ao Continente Africano de onde partiram os negros
escravizados no Brasil;
- Tribos indígenas existentes na América pré-colonial;
- estados brasileiros onde a presença do negro/índio foi primordial para a formação
cultural do local.
- núcleos populacionais africanos e indígenas
 MATEMÁTICA
- estudo de tabelas;
- percentuais;
- dados estatísticos (IBGE).
 CIÊNCIAS
- estudo da formação genética do povo brasileiro;
- composição nutricional da culinária africana/indígena;
- estudo sobre epidemias/qualidade de vida na África.
 EDUCAÇÃO FÍSICA
- estudo da capoeira / jogos indígenas, ritmos.
Eduardo Mariño Rial
Coordenador de Área de Conhecimento –
História, do Departamento Municipal de
Educação de Mongaguá, Membro do Conselho
Municipal de Participação e Desenvolvimento da
Comunidade Negra de Mongaguá e Membro da
Comissão Étnica Regional – Litoral Sul.

Trabalho Multidisciplinar com Africanidade e Cultura Indígena

  • 1.
    TRABALHANDO COM ALEI 11.645/08 CONFORME DETERMINA A LEI, OS CONTEÚDOS DEVEM SER MINISTRADOS NO ÂMBITO DE TODO O CURRICULO ESCOLAR (DURANTE TODO ANO LETIVO), E NÃO SOMENTE EM DATAS ESPECÍFICAS. POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A HISTÓRIA AFRICANA E INDÍGENA? 1. Pela própria perspectiva legal da questão, pois não se pode ignorar que com a Lei nº. 11.645/08, o ensino da história da África e indígena nas escolas tornou-se obrigatório. E mesmo antes disso as Leis 9.394/96 e Lei 10.639/03, bem como os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) já estabeleciam diretrizes nesse sentido. 2. Devemos enfatizar e valorizar algo que está esquecido por muitos: nossa ancestralidade africana, e/ou indígena. É necessário que articulemos dados sobre a intensa participação africana e indígena na elaboração da sociedade brasileira com a ininterrupta tarefa de combate ao racismo e às práticas discriminatórias a que estão sujeitos diariamente milhares de africanos, afro-descendentes e índios espalhados pelo mundo. Se não trabalharmos corretamente com suas características históricas não é possível construir imagens positivas sobre as realidades dessas sociedades. 3. O estudo da história dos continentes africano e americano possibilita a correção das referências equivocadas que carregamos sobre os africanos e os indígenas, além, é claro, de tornar mais denso nossos conhecimentos sobre suas características e realidades. 4. E, por fim, existe o caráter formativo/intelectual do assunto, o motivo de maior importância entre os apresentados. A África possui tantas escolas de pensadores, de artistas, de intelectuais, e contribuições para o entendimento e construção do patrimônio histórico/cultural da humanidade que é inadmissível simplesmente não estudá-la. COMO APROVEITAR O ESPAÇO ESCOLAR COMO NO MOMENTO PEDAGÓGICO PARA DISCUTIR A DIVERSIDADE? A IDENTIDADE ÉTNICA PASSA PELAS INDAGAÇÕES: - QUEM SOU EU? - QUAL A MINHA DESCENDÊNCIA? - OS MEUS ANTEPASSADOS, QUEM FORAM? - DE ONDE VIERAM? - O QUE FIZERAM?
  • 2.
    QUAL O CAMINHODA MUDANÇA? - A INTERDISCIPLINARIDADE E MULTIDISCIPLINARIDADE. - A ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR E MULTIDISCIPLINAR DEVERÁ SER FEITA ATRAVÉS DE PROJETOS. EXEMPLOS:  EDUCAÇÃO ARTÍSTICA - estudo da arte de origem africana, afro descendentes e indígena; - culinária; - estudo dos grandes compositores negros/indígenas no Brasil; - estudo e confecção de objetos (máscaras, utensílios, etc) pontuando a sua importância na cultura africana/indígena.  LINGUA PORTUGUESA - influências africanas/indígenas no vocabulário brasileiro; - poetas africanos/indígenas; - poetas e escritores negros/indígenas no Brasil; - letras de musicas que abordem a trajetória do negro/índio no Brasil, que homenageiem grandes personalidades negras/indígenas, que falem sobre a discriminação racial, que citem a importância da diversidade cultural no nosso País (comparar obras de escritores negros/índios brasileiros de acordo com a posição que os personagens da mesma etnia são apresentados em suas obras).  HISTÓRIA - África e Brasil pré-colonial, suas tribos, seus reis e rainhas; - formação da população brasileira; - grandes líderes políticos negros/índios no Brasil e no Mundo; - a contribuição de pessoas influentes sobre a luta do negro/índio no Brasil, desde o Brasil Colônia até os dias de hoje, como políticos, poetas, escritores, artistas… - mitologia comparada.  GEOGRAFIA - as riquezas naturais da África, origem da raça humana, formação da população no Brasil; - estudos dos países pertencentes ao Continente Africano de onde partiram os negros escravizados no Brasil; - Tribos indígenas existentes na América pré-colonial; - estados brasileiros onde a presença do negro/índio foi primordial para a formação cultural do local. - núcleos populacionais africanos e indígenas
  • 3.
     MATEMÁTICA - estudode tabelas; - percentuais; - dados estatísticos (IBGE).  CIÊNCIAS - estudo da formação genética do povo brasileiro; - composição nutricional da culinária africana/indígena; - estudo sobre epidemias/qualidade de vida na África.  EDUCAÇÃO FÍSICA - estudo da capoeira / jogos indígenas, ritmos. Eduardo Mariño Rial Coordenador de Área de Conhecimento – História, do Departamento Municipal de Educação de Mongaguá, Membro do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Mongaguá e Membro da Comissão Étnica Regional – Litoral Sul.