EBPM Book Óleos

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Óleos Vegetais, Amazônia, Essenciais, ...

EBPM Book Óleos

  1. 1. 2ª. EDIÇÃO
  2. 2. ÓLEO DE ABACATE (Persea gratissima) Óleo de Abacate contém em sua composição várias substâncias medicinais. Entre as mais ativas temos lecitinas, fitoesteróis (beta-sitosterol especialmente), gorduras monoinsaturadas, vitamina A e um alto teor de vitamina E, quase o dobro do óleo de semente de uvas. Pesquisas indicaram que os abacates possuem o teor mais alto de vitamina E quando comparados a outras frutas. A vitamina E, poderoso antioxidante, age inibindo a formação de radicais livres, ajudando assim a diminuir os sinais do envelhecimento. Em cosméticos, o óleo de abacate é usado puro ou diluído (2-6%) com o objetivo de ajudar no tratamento de rugas e estrias. Ele faz isso estimulando o metabolismo do colágeno, aumentando assim a quantidade de colágeno solúvel na derme, o que retarda a formação de marcas na pele (rugas e estrias), contribuindo desta forma para o tônus e vitalidade da pele. O beta-sitosterol presente no óleo confere-lhe propriedades bactericidas, antivirais, fungicidas e anti-inflamatórias. É um dos óleos de maior efeito de absorção dos raios ultravioleta (UV) do sol, portanto é um potente filtro solar para cosméticos. O óleo de abacate é indicado no tratamento de vários problemas de pele como inflamações, dermatites, queimaduras, acne e no pós-cirúrgico para acelerar a cicatrização, prevenindo a formação de marcas e queloides. Indicação: Diurético, emenagogo, colagogo, carminativo, balsâmico e expectorante. O óleo é antirraquítico, emoliente, calmante e suavizante da pele. Emoliente rico em ácido oleico, ácido linoleico e provitamina A. Atua na epiderme e nos cabelos melhorando a maciez e a flexibilidade. É muito utilizado na indústria Cosmética como matéria-prima para a fabricação de produtos capilares, cremes e óleos, hidratantes, etc. ÓLEO DE AÇAÍ Nome popular: açaizeiro; açaí-do-pará Nome científico: Euterpe oleracea Mart. Família botânica: Palmae Origem: Brasil - Várzeas e margens dos rios da região amazônica. Características da planta: Palmeira de estipe delgado e elegante, podendo atingir até 25 m de altura. Folhas grandes, finamente recortadas em tiras, de coloração verde-escura atingindo frequentemente 2 m de comprimento. Flores pequenas, agrupadas em grandes cachos pendentes, de coloração amarelada, surgem predominantemente de setembro a janeiro, podendo aparecer quase o ano todo. Espécie muito semelhante ao palmito-doce (Euterpe ed ulis Mart.) da Mata Atlântica, diferenciando-se desta por crescer em touceiras de 3 a 25 palmeiras. Fruto: Os frutos que aparecem em cachos são de coloração violácea, quase negra
  3. 3. quando maduros. De forma arredondada ou ovoide, apresentam rica polpa comestível e um caniço duro. Produzidos durante boa parte do ano, porém com maior intensidade nos meses de julho a dezembro. O açaizeiro é também fonte generosa na medicina popular: os frutos novos são utilizados no combate aos distúrbios intestinais; as raízes, empregadas como vermífugos; o palmito, em forma de pasta, atua como anti-hemorrágico, quando aplicado após extrações dentárias. Mas, especialmente, o açaizeiro dá o açaí, uma frutinha arroxeada, quase negra quando madura. Trata-se de um pequeno coco de onde é extraído, por maceração, o tradicional e bastante apreciado "suco de açaí". De fato, sabe-se que o açaí é alimento essencialmente energético, com elevado valor calórico, apresentando 2,37% de teor de proteína e 5,96% de gordura. Pesquisas demonstram que a cor violeta-púrpura dos frutos deve-se às antocianinas cianidina-3-glicosídeo e cianidina-3-rutinosídeo, substâncias químicas com propriedades antioxidante. Além das propriedades medicinais, o extrato de açaí é um excelente corante natural e aditivo para alimentos, fitoterápicos e cosméticos. O óleo do açaí é extraído com um rendimento muito limitado, de apenas 1%, o que corresponde a 200 litros por hectare. Na cosmética: - Cremes Anti-Idade - Produtos após Sol - Cremes e Loções para o corpo - Cremes faciais - Shampoos - Condicionadores - Máscaras faciais ÓLEO DE ALGODÃO Gossypium spp. A obtenção do óleo é a partir da semente ou um subproduto na elaboração das fibras. Documentos datam do ano de 3000 AC do uso de fibras. A qualidade do óleo e o conteúdo dos ácidos graxos livres (AGL) dependem das condições climáticas, onde em uma mesma região, dependendo do período, podem-se obter variações na composição do óleo. O principal uso do óleo é em saladas e margarinas. Na Cosmética: O óleo de semente de algodão apresenta excelentes propriedades emolientes, nutritivas e restauradoras do manto hidrolipídico. O alto teor de ácidos graxos e ácido linoleico torna o óleo de semente de algodão muito interessante para aplicações dermocosméticas. Os ácidos graxos essenciais apresentam uma função imunoreguladora vital no complexo processo bioquímico de manutenção das boas condições da pele. O ácido linoleico conhecido como Vitamina F, é convertido em ácido araquidônico e outros membros dos ácidos graxos da “família ômega 6” pela biossíntese “in vivo”. Estas cadeias longas de ácidos graxos altamente insaturados são importantes na estrutura da membrana para manter a
  4. 4. integridade do manto hidro-lipídico, prevenindo a perda de água, e como material precursor para síntese de substâncias “hormone like”, tais como as prostaglandinas e tromboxanas. A aplicação tópica de triglicerídeos ricos em ácido linoleico tem sido utilizada para restaurar as barreiras lipídicas de indivíduos que sofrem de deficiências de ácidos graxos e apresentam funções do estrato córneo debilitadas. Susceptibilidade diminuída em pele com xerosis no inverno também foi demonstrada por estes óleos. O ácido linoleico é também considerado como um precursor vital de ceramidas, as quais são essenciais no equilíbrio do manto hidrolipídico cutâneo e na prevenção do ressecamento cutâneo. Consequentemente a função de barreira da pele pode ser melhorada pela aplicação tópica de triglicerídeos ricos em ácido graxo linoleico, tal como o óleo de semente de algodão. A principal fonte deste óleo é a semente, que contém cerca de 30% de óleo. A composição do ácido graxo depende da espécie do algodão e das condições de cultivo e crescimento. O nível de tocoferóis naturais no óleo de semente de algodão é de 700 - 800 ppm, principalmente de alfa e beta tocoferóis. Os tocoferóis são os antioxidantes lipídicos solúveis mais importantes que atuam na membrana da célula pelo mecanismo de «scavenging» dos radicais livres. Outro componente menor do óleo de semente de algodão bruto tal como gossypol, uma substância terpenóide, ácidos graxos de ciclopropenóide, ácidos esterculico e malválico são eficientemente removidos na terceira etapa de processamento de refino: lavagem, descoloração, e destilação. Pode ser incorporado em diversas formulações cosméticas, tais como, cremes, emulsões e óleos. A dosagem sugerida varia de 0.5 - 8.0%, dependendo da aplicação cosmética. -Nutritivo e Suave -Alto conteúdo de ácidos graxos essenciais -Alta qualidade e alta estabilidade a oxidação -Indicados para produtos destinados a tratamento facial e capilar, além de produtos para maquilagem e produtos dermatológicos (peles reativas e sensíveis, eczema, dermatites). -Bases Líquidas - Promove maciez e suavidade a pele -Emulsões Hidratantes - Restaura a função de barreira da pele -Batons ou Sticks Labiais - Previne o ressecamento dos lábios -Mascaras e Condicionadores - Confere hidratação e lubricidade aos fios ásperos -Emulsões e Óleos - Recupera a maciez e elasticidade da pele ÓLEO DE ALHO Allium sativum Desde o Egito Antigo, o alho foi utilizado como ingrediente de medicamentos devido às suas ricas propriedades. O óleo de alho é uma das formas de usufruir destas propriedades. Ele pode ser extraído por meio da destilação a vapor ou através do alho
  5. 5. picado, amassado e marinado em óleo vegetal. O alho possui em sua composição diversos nutrientes importantes para o bom funcionamento do nosso organismo: flavonoides, pectinas, aminoácidos, compostos fenólicos, adenosina, ferro, iodo, silício, compostos sulfurados, e selênio. Além disso, é rico em vitaminas B1, B2, B6 e C. Estudos têm mostrado diversos benefícios proporcionados ao nosso organismo pelo do consumo do alho. Entre eles destaca-se a influência positiva sobre o sistema cardiovascular que através alicina, substância presente nos compostos sulfurados do alho. Estes compostos também estimulam enzimas que auxiliam na detoxificação de carcinógenos e diminuem o dano oxidativo ao DNA. O óleo de alho serve para a prevenção de várias doenças relacionadas ao coração, circulação sanguínea e ainda possui poderosa ação anti-inflamatória e antibiótica. Alicina, juntamente com outros compostos, como ajoene, alliin, que se encontram no Alho tem um ótimo efeito sobre nosso sistema circulatório, digestivo e imunológico ajuda na redução da pressão sanguínea, a desintoxicação. Principais propriedades do óleo de alho: Antibiótico natural Ação anti-inflamatória Combate à ação dos radicais livres Protege o sistema cardiovascular Controla o colesterol ruim (LDL) Combate os sintomas da asma. Reforço natura do sistema imunológico. Na cosmética: Os benefícios do alho para Beleza e Saúde das pessoas são tantos que as empresas farmacêuticas e de cosméticos já o utilizam como ingredientes em suas fórmulas. Alho tem uma variedade de compostos, um dos principais é seu poderoso enxofre que é a razão para o seu odor característico intenso. Já a Alicina é conhecida por ter excelentes propriedades antibacterianas, antivirais, antifúngicos e antioxidante. O alho também é uma fonte confiável de selênio, excelente para combater as rugas. Cabelos mais bonitos e fortes: Alho ajuda a evitar queda de cabelo isso graças a seus elevados níveis de alicina, um composto de enxofre semelhante ao encontrado nas cebolas, pesquisas já comprovaram sua eficácia no tratamento da perda de cabelo. ÓLEO DE AMÊNDOAS DOCES Nome Botânico: Prunus amygdalus, Amygdalus communis, Prunus dulcis. Denominações: Almond, Amandier, Mandel, Almandel, Almendra, Mandorle Dolci. Amêndoa: A Amêndoa é cultivada desde a antiguidade na região do Mediterrâneo. Atualmente é cultivada na Espanha, Itália, Portugal, Irã e Estados Unidos (Califórnia). No Brasil é mais encontrado em pomares da região sul. Óleo de Amêndoa Doce: O Óleo pode ser extraído por solvente ou por prensagem a frio. Este último é muito raro pois sua extração é difícil e onerosa. O Óleo de Amêndoa Doce é um óleo de cor amarelada, odor e sabor suave
  6. 6. característico. Utilização do Óleo de Amêndoa Doce O Óleo de Amêndoa Doce é utilizado a bastante tempo. Era utilizado na composição da maior parte dos antigos produtos de beleza. O Óleo de Amêndoa Doce é rico em vitaminas A e B e tem alto poder penetrante, o que hidrata e suaviza a pele com facilidade. Possui propriedades rejuvenescedoras, regeneradoras, hidratantes, amaciantes e nutritivas. É também bastante emoliente. Atividade e Propriedade: Rico em ácidos oleico, linoleico e palmítico, tocoferóis, esqualeno e vitaminas. Atua como hidratante, suavizante e nutritivo, previne as rugas, restaura a elasticidade da pele. Aplicações Óleo de Amêndoa Doce tem aplicação na indústria cosmética, farmacêutica. É o óleo mais utilizado para massagem de aromaterapia. Pode ser usado como excelente emoliente para loções, cremes para o corpo e rosto, óleos de banho para o corpo. Tem utilização também em cremes hidratantes para o cabelo, condicionadores e produtos para sol (bronzeadores, protetores solares e pós Sol). Concentração Usual: Indicado aplicar de 1 a 5% para produtos em geral. Em óleos de banho pode-se usar até 10%. Ácidos Graxos Principais: Oleico 64 a 82 % Linoleico 8 a 28 % Palmítico 6 a 8 % ÓLEO DE AMENDOIM Arachis hypogaea L O óleo de amendoim é um óleo de origem vegetal, com coloração amarelo pálido e odor suave, obtido a partir da prensagem de sementes de amendoim. Devido à presença de grandes quantidades de gorduras insaturadas, este óleo é considerado mais saudável que o óleo de soja. Estudos indicam que o uso frequente de óleo de amendoim nas dietas pode auxiliar no aumento do bom colesterol. Este óleo apresenta elevados teores de vitaminas D e E, e é um óleo de fácil digestão, sendo então muito indicado por nutricionistas. Refinado ou cru, o amendoim conta com grandes quantidades de fósforo, enxofre, potássio, ferro, cobre, cálcio, vitaminas do complexo B (B1 e B2), enfim, o óleo de amendoim é de fácil digestão, e por este motivo é recomendado para as pessoas que contam com doenças no aparelho digestivo. Na cosmética: Fabricação de cosméticos em geral, de sabão ou sabonetes e em óleos de massagem e até em bronzeadores. O óleo das suas sementes é também usado como ingrediente
  7. 7. na preparação de pomadas e cremes. É também usado, na forma de máscara, para tratar peles secas e ou com fissuras. Mais rico em Ácido Nicotínico que outros óleos de nozes. -Amaciante -Emulsificante -Emoliente O Óleo de Amendoim tem aplicação na indústria farmacêutica, cosmética, alimentícia, entre várias outras. O óleo não refinado é utilizado como combustível, lubrificante, na indústria de sabões finos e outras. ÓLEO DE AMLA Emblica Officinalis Outros Nomes: Sarandi, ambali, emblica, emblico Amla, a Groselha Indiana Amla (Emblica Officinalis), a groselha dos indianos, é uma fruta do tamanho de um limão, esférica, amarga e amarelo-verde. O fruto contém mais de 80% de água, proteínas, carboidratos, fibras, minerais e vitaminas. Riquíssima em Vitamina C. Tanto, que 100g de amla contém 700mg desta vitamina. É muito utilizada como tratamento na medicina indiana para tratar prisão de ventre, colesterol alto, diabetes, acidez estomacal, entre outras. A amla também é utilizada no tratamento de acne. Segundo indicações, a partir do pó da amla pode se fazer um esfoliante natural, que tem ação antibactericida e adstringente. Nos cabelos, a amla promove crescimento dos fios e é considerada o melhor antioxidante da natureza. O uso regular de amla nutre, combate a caspa e dá corpo aos fios. Além de ser um excelente condicionador natural, dá brilho, maciez, combate a queda e fortalece as raiz capilar. Também impede o aparecimento prematuro de fios brancos. A amla estimula a formação ondas e cachos e deixa o couro cabeludo limpo e saudável. ÓLEO DE ANAJÁ/INAJÁ Nome científico: Maximiliana maripa (Correa) Drude. Família: Palmae. Outros nomes populares: Inajá, Anajaí. Najá, coco-inajá, coco-naiá, coco-anaiá, coco-anajá Ocorrência: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia, no interior da floresta de terra firme e em áreas abertas. Anajá ou Inajá (Maximiliana maripa) é uma palmeira de até 20 metros, nativa do
  8. 8. estado do Pará. Possui estipe anelado, com ótimo palmito, folhas dispostas em cinco direções, inflorescências interfoliares, frutos com polpa suculenta, comestível, e amêndoa de que se extrai óleo amarelo, também comestível. Também é conhecida pelos nomes de anaiá, anajá, aritá, inajazeiro, maripá e najá. 2. Nome de uma índia brasileira (origem Tupi). Segundo folclore brasileiro, Inaiá era uma linda índia que reinava nos boques e matas do Brasil como uma representação de Eva, a mulher original, símbolo de graça e inocência, beleza e poesia. Utilidade: A polpa do fruto é comestível e dela pode ser extraído um óleo de cor amarelada de odor e sabor agradáveis, pode ser empregado na culinária sem prévia refinação, quando preparado com o fruto fresco As amêndoas contêm um óleo semelhante ao do Babaçu. A palmeira tem potencial ornamental (LORENZI,1992). Óleo: O óleo das amêndoas tem características idênticas ao do Babaçu e pode ser utilizado do mesmo modo. Embora os óleos do Inajá possam ter valor comercial, a extração é problemática. Os óleos do mesocarpo e da amêndoa têm características diferentes. O mesocarpo é difícil de separar do resto do fruto, bem como as amêndoas também são difíceis de extrair. Os óleos que se poderiam produzir com estes frutos seriam de grande valor comercial, mas a dificuldade está nos meios de prepará-los (PINHEIRO et al., 2008). ÓLEO DE ANDIROBA Nome científico: Carapa guianensis Aubl. Família: Meliaceae. Sinônimo botânico: Amapa guinaensis (Aubl.) Steud. Carapa latifolia Willd. ex C. DC., Carapa macrocarpa Ducke, Carapa nicaraguensis C. DC., Carapa slateri Standl., Granatum guianense (Aubl.) Kuntze, Granatum nicaraguense (C. DC.) Kuntze, Guarea mucronulata C. DC. Persoonia guareoides Willd., Xylocarpus carapa Spreng. Outros nomes populares: andiroba-saruba, andiroba-branca, andiroba-do-igapó, andirava, aruba, saruba, canapé, caoba bastarda, caoba brasileira, carapá, castanha-mineira, carape, carape, caropá, carapinha, comaçari, fava-de-santo-inácio-falsa, genriroba, iandiraba, iandirova, jandiroba penaíba, nhandiroba, requia; andiroba, crabwood (inglês), andiroba (espanhol). Constituintes químicos: carapina; ácidos: esteárico, mirístico, oleico, palmítico e linoleico; taninos; epoxiazadiradiona; andirobina. Propriedades medicinais: antidiarreico, anti-inflamatório, antirreumático, antisséptico, vermífugo, purgativo, vesicante, cicatrizante, emoliente, hidratante, febrífugo, helmíntico, hepático, inseticida, resolutivo nas doenças da pele, purgativo, repelente e tônico. Parte utilizada: frutos, óleo das sementes e casca. O óleo extraído dessa semente possui propriedades regeneradoras, amaciando e estimulando a pele e aliviando as dores causadas por inflamações. O óleo também é utilizado no relaxamento muscular, na fadiga, como antisséptico, emoliente e hidratante. Por causa dessas propriedades, o óleo de andiroba deixa a pele macia e acetinada. Os caboclos fazem sabonete medicinal usando o óleo de sua semente
  9. 9. somado a cinzas de madeiras e resíduos da pele do coco e ainda garantem que a andiroba previne contra a temerosa celulite. Sua casca é constituída por carapina; o óleo extraído das sementes contém, em média: ácido mirístico - 18%; ácido palmítico - 9 a 12%; ácido oleico - 56 a 59%; ácido linoleico - 7,5 a 9,5; as sementes contém de 36 a 60% de óleo. Como fitoterápico: é indicado para a febre, vermes intestinais, afecções de pele (vermelhidão, feridas, inchaços), picadas de insetos, afecção da garganta, bicho do pé, contusão, doenças da pele, erisipela, febre, ferimentos, herpes, inflamação, parotidite (“papeira”), pragas entomológicas, reumatismo e torções. Para uso interno deve ser usado como decoto de cascas a 10% (febres e vermes intestinais; e as sementes como purgativos. Como fito cosmético: em cremes e hidratantes; o óleo, em xampus, condicionadores, cremes, loções e géis, na dosagem de 2 a 5%. A casca, muito amarga, atua na eliminação de vermes intestinais e baixando a temperatura corporal. Uso medicinal - Atua, na pele, regenerando e estimulando o tecido epitelial. Alivia e acalma a dor de tecidos inflamados. As folhas frescas contribuem para a cicatrização das feridas e contusões e atua, também, como vermífugo e febrífugo. As sementes desenvolvem atividade purgativa. O óleo amacia a pele, regenera o tecido e apresenta ótimo efeito, também, sobre os tecidos inflamados. ÓLEO DE ARGAN Bothanical Name: Arganina spinosa – Sapotaceae Esse óleo é extraído da arganier, originaria do interior do Marrocos. Muito usado pelas mulheres de lá devido suas propriedades, vai desde rejuvenescimento da pele do rosto e corpo, fortalecimento das unhas quebradiças, na cozinha e em massagens sensuais ou relaxantes. Faz bem pouco tempo que ele chegou no Hemisfério Norte mas rapidamente virou moda. Tem sido muito usado em cremes para cabelos, rosto e corpo. Considerado antirrugas e anti-idade excepcional por ser rico em ômega 3 e 6 e vitamina E, é excelente também no tratamento da pele acneica. Nos cabelos ele controla o volume e dá brilho, e os fios ficam protegidos dos efeitos nocivos do sol, do mar e do cloro. Óleo de Argan é um óleo produzido a partir da semente do Argan, endêmico em Marrocos, que é valorizado pela sua ação nutritiva é um produto natural resultado da pressão das amêndoas extraídas e dos frutos secos de Argan, uma árvore disponível apenas no território da reserva de biosfera no sul de Marrocos. A UNESCO declarou 25.900 quilômetros quadrados de terra entre o Atlântico e as Montanhas Atlas uma reserva e forneceu dinheiro para gerenciar a preservação das árvores. Utilização: Óleo de Argan é excepcionalmente rico em recursos naturais tocoferóis (vitamina E), rico em fenóis e ácido fenólico, carotenos, esqualeno e ácidos graxos essenciais e dependendo do método de extração é mais resistente à oxidação do que o óleo de oliva. Óleo de Argan e colesterol O óleo de Argan é particularmente interessante para a regulação do colesterol pelo
  10. 10. teor de ácido oleico. Estudos mostram que 2 colheres de sopa de óleo de Argan diariamente por um mês pode reduzir significativamente os níveis de colesterol no sangue. O óleo de Argan é rico em tocoferóis (620 mg / kg no óleo de Argan contra 320 mg / kg de azeite de Oliva) obtendo uma atividade de vitamina E. Esta vitamina é um poderoso antioxidante que captura os radicais livres e neutraliza a oxidação destrutiva. Óleo de Argan uso cosmético No sul de Marrocos, as mulheres sempre usaram óleo de Argan para o cuidado do corpo e do cabelo. Graças ao seu alto teor de vitamina E, reenergiza naturalmente a pele, hidrata e atua contra o ressecamento e envelhecimento. O óleo de Argan regenera a pele e combate o envelhecimento durante o repouso noturno. Na farmacopeia de Marrocos, o óleo de Argan é recomendado para acne, estrias e queimaduras. Ideal para massagem e banhos de óleos. Nutre e revitaliza o couro cabeludo, fortalece e dá brilho natural e suavidade as cabelos. Além disso, o óleo de Argan é recomendado para as unhas quebradiças, nutrindo e protegendo contra as agressões externas. O óleo de Argan rapidamente penetra na pele deixando-a hidratada e sem gordura. Pode ser aplicado diariamente nas unhas, rosto, corpo e cabelo. Aplicações Nutracêuticas: Antioxidante; Auxilia na redução da hipertensão; Auxilia na redução da taxa de colesterol ruim; Reduz as dores articulares e reumatismos; Auxilia no processo digestivo, (devido ao aumento da concentração de pepsina). Aplicações Cosméticas: Favorece o fortalecimento do cabelo proporcionando brilho, hidratação e flexibilidade; Estimula a regeneração, elasticidade e oxigenação da pele; Ação antirrugas; Promove a renovação celular; Revitaliza a pele e proporciona bem-estar; Cicatrizante e anti-irritante cutâneo; Tratamento de acne, eczemas, estrias de gravidez, queimaduras, e dermatites; Neutraliza os radicais livres e protege contra as agressões externas; Auxiliar no tratamento de unhas enfraquecidas. Concentrações de uso: Cosméticos – de 2 a 10% Nutracêutico- Pode ser utilizado puro em saladas ou de acordo com prescrição nutricional. ÓLEO DE ARROZ Oryza sativa Como o arroz é um dos produtos agrícolas mais produzidos no mundo e seu óleo é tido como subproduto, tem-se aí um grande potencial para o aproveitamento deste material. Podendo ser utilizado como óleo de fritura, óleo de cozinha, óleo de salada, na manufatura de produtos hidrogenados, maioneses, margarinas, em saboaria, cosméticos e xampus. Este é um óleo estável devido à grande presença de tocoferóis (Vitamina E) e orizanol. Produzido a partir do germe e farelos do grão, o óleo de arroz pode ser aliado para a luta contra o colesterol alto. Com níveis de gordura saturada bem menores do que os
  11. 11. óleos de soja e coco, por exemplo, o óleo feito com arroz é rico em gorduras do tipo monoinsaturadas e poli-insaturadas, que são benéficas para o coração. O ỿ-orizanol é um antioxidante presente no óleo de farelo de arroz, mas ausente em outros óleos vegetais, ao qual têm sido atribuídos efeitos antioxidante e hipocolesterolêmico. Na cosmética: Com propriedades hidratantes, emolientes e reestruturantes que ajudam a melhorar o aspecto da pele, o arroz oferece antioxidantes naturais que abrandam o envelhecimento prematuro. Na pele: -Melhora a elasticidade da pele -Retém umidade o que mantém a pele hidratada e macia -Aumenta a regeneração natural da pele -Suaviza linhas de expressão e rugas -Anti-inflamatório -Alto poder de absorção (não obstrui poros) Nos Cabelos: *Controla a oleosidade do couro cabeludo *Combate a caspa (com aplicações aliada à massagens no couro cabeludo) *Nutritivo *Reconstrutor *Auxilia no controle e prevenção de pontas duplas *Umectação, (nutrição, fortalecimento da raiz as pontas, prevenção de pontas duplas (uso regular), restauração, auxilia na umidade natural, e crescimento, *tratamento para pontas secas. *Encorpa os fios *Proporciona brilho e sedosidade *Nutre a raiz do cabelo O Óleo de Arroz tem aplicação na indústria alimentícia, na; fabricação de produtos hidrogenados, nas indústrias de saboaria; cosméticas e farmacêuticas, entre outras. ÓLEO DE AVELÃ Corylus avellana INCI: Corylus avellana (Hazel) seed oil Propriedades: Dentre os diferentes tipos de nozes, a avelã tem uma composição especial de ácidos graxos, incluindo o oleico (ω-9) e linoleico (ω-6)1. Há indícios que esses componentes ajudam no metabolismo de glicose e lipídeos e reduz o colesterol. Os altos níveis de tocoferóis na avelã são também importantes, tanto pelo efeito nutritivo da vitamina E quanto por seu efeito antioxidante. Associados a polifenóis, os tocoferóis ajudam na estabilidade do óleo de avelã1. Outro componente encontrado no óleo de avelã é o β-sisterol, o qual está relacionado à redução do colesterol e prevenção de doenças e câncer. Esses componentes fazem da avelã um ótimo agente hidratante e emoliente, aumentando a flexibilidade e elasticidade da pele. Influencia na permeabilidade, melhorando o desempenho da barreira córnea e com atividade anti-idade devido à sua alta concentração de vitamina E. Possui aroma marcante, podendo
  12. 12. ser usado em diversas receitas para realçar sabores. Na cosmética: altamente recomendado para formulações de cremes, loções e xampus com funções anti-idade e reparadora da pele. A concentração sugerida é de 0,5 a 5,0%. ÓLEO DE BACABÁ INCI Name: Oenocarpus Bacaba Fruit Oil PROPRIEDADES: A Bacabá uma palmeira que ocorre nas terras da Amazônia. Seu fruto de sabor agradável é utilizado em vinhos, sucos e sorvetes, além de ser útil na produção de xaropes contra tosse. Da polpa e da amêndoa extrai-se um óleo similar ao azeite de oliva, esverdeado e de odor agradável, cujas características organolépticas e propriedades físico-químicas são muito parecidas com as do óleo de oliva. CONSTITUINTES: Alto teor de Ácidos graxos insaturados oleico e linoleico. O Ácido linoleico faz parte dos chamados Ácidos graxos essenciais (AGE), que são aqueles necessários ao homem. Este Ácido graxo essencial é um dos componentes lipídicos da pele, podendo ser incorporado aos fosfolipídios epiteliais, o que acarreta na diminuição da perda de água trans epidérmica e evita o ressecamento da pele. INDICAÇÕES: Óleo de Bacabá possui propriedades emolientes, possibilitando seu emprego em produtos para o cuidado da pele e dos cabelos. Indicado na revitalização do couro cabeludo. O Ácido oleico é empregado no tratamento de caspa e de peles ressecadas, pela formação de um filme lipídico sobre a epiderme. Por ser uma das substancias em maior quantidade tanto no sebo quanto nas glândulas da pele, o Ácido oleico proporciona grande afinidade entre a pele e os óleos que o contém. Ele também pode ser utilizado como carreador de substancias ativas pelo estrato córneo. DOSAGEM/ CONCENTRAÇÃO USUAL: Shampoos e condicionadores para caspa: 0,5 a 3%. Cremes, loções e géis: 1 a 5%. Sabonetes em Barra: 0,5 a 8%. ÓLEO DE BAOBÁ Adansonia digitata Linn. Nome científico: Adansonia digitata L. Família: Bombacaceae Sinônimos botânicos: Adansonia bahobab L., Adansonia integrifolia Raf, Adansonia scutula Steud, Adansonia situla (Lour.) Spreng, Adansonia sphaerocarpa A. Chev, Adansonia sulcata A. Chev, Baobabus digitata (L.) Kuntze, Ophelus sitularius Lour. Outros nomes populares: árvore-dos-mil-anos, adansônia, bondo, ibondeiro, imbondeiro, Baobat, adansonia (espanhol), baobad, monkey-brad-tree (inglês), baobab (italiano, casteliano, francês), rookha (hindu). Constituintes químicos:
  13. 13. Propriedades medicinais: adstringente, antidiarreica, antidisentérica, aperitiva, febrífuga, sudorífera. Indicações: febres intermitentes, diarreia, disenteria. Parte utilizada: cascas, polpa dos frutos. O óleo do Baobab é altamente penetrante, nutrindo e amaciando a pele seca. - Restaura e reidrata a epiderme - Hidratante para a pele seca e o cabelo - Absorve facilmente e rapidamente - Melhora a elasticidade, regenera e tonifica a pele - Alivia Psoríase e eczemas - Alivia a dor das queimaduras e regenera o tecido epitelial rapidamente. Pode ser usado como um óleo carreador ou ingrediente ativo para outras preparações. O óleo do Baobab é extremamente estável e de cor amarela dourada. Tem vida útil de 4-5 anos. Desobstruindo os poros, fornece a pele uma nutrição rica e duradoura. O óleo do Baobab contém as vitaminas A, C, D, E e F. As vitaminas A, C e F participam ativamente da regeneração e a reconstrução da membrana de pilha; A vitamina E é um antioxidante excelente que ajuda evitar o envelhecimento, estimula, regenerara e restaurara a elasticidade da pele. Adicionalmente, Omega-3, Ômega-6 e Ômega-9 no óleo do Baobab pode melhorar a pele e cabelos secos e danificados. O óleo de semente do Baobab, que é comestível, é extraído das sementes da árvore do Baobab. Cresce naturalmente em países tropicais. Este óleo requintado é prensado a frio das sementes de árvores frutíferas Baobab que crescem na África. A vida normal de uma árvore Baobab é de 500 anos, mas há árvores mais antigas que atingem a idade de 5.000 anos e uma altura de 20 metros. Conhecido pelos moradores em seu habitat natural como "a árvore da vida", a casca de Baobab, folhas e polpa também são utilizados. Suas lindas flores brancas emitem um cheiro de carne podre, o que atrai mariposas polinizadoras, moscas e formigas, porém, o óleo de semente em si possui luz, um aroma de noz, quase floral. Rico em vitaminas A, E e F e esteróis, o óleo de baobá é absorvido rapidamente e é um maravilhoso óleo para usar em tratamentos de pele seca e produtos concebidos para hidratar o cabelo seco. É tradicionalmente utilizado no tratamento da febre, diarreia, disenteria, hemoptise, varíola e sarampo. Misturado com mel é usado como uma mistura de tosse. Devido ao seu alto teor de vitamina C, os frutos foram utilizados por marinheiros árabes para prevenir o escorbuto a nível anti-inflamatório Tem efeitos comparáveis com aquelas produzidas por 15 mg / kg de fenilbutazona, comum anti-inflamatórios fármaco utilizado como padrão interno. Ela também mostra a temperatura analgésicos (para as dores) e antipiréticos (reduzir as atividades). Esta atividade pode ser devido à presença de esteroides, saponinas e triterpenos Extrato do fruto, das sementes e das folhas é antimicrobiano contra: Bacillus subtilis, Escherichia coli, Mycobacterium leprae, e antifúngico contra soma Penicillium crusto, Candida albicans, e Saccharomyces cerevisiae (Le Grand, 1989).
  14. 14. ÓLEO DE BARU Nomes populares: Castanha de baru, cumbaru, cumaru, castanha de burro, viagra do cerrado, coco barata, coco feijão. Nome científico: Dipteryx alata Vog Originário do cerrado Brasileiro, é um fruto exóticos e único no mundo. O baru é uma árvore do cerrado brasileiro, e seus os frutos contém uma amêndoa com sabor que lembra o amendoim. Dessa semente extrai-se um óleo fino com aproximadamente 80% de insaturados, por volta de 50% Ácido Oleico (ω9) e 30% Ácido Linoleico (ω6). Na medicina popular esse óleo é empregado como antirreumático e apresenta propriedades sudoríferas, tônicas e reguladoras da menstruação. Também utilizado como aromatizante na indústria de tabacos. Na pele, espalha bem, não pegajoso e com ação rejuvenescedora. Óleo de Baru é indicado para Alimentação, Medicina, Cosmética e Industrial. CONTÉM: 49,13% de ácido oleico; 30,55% de ácido linoleico; 5,00 – 6,73% de ácido palmítico; 4,08 – 5,58% de ácido esteárico; 3,85 – 5,18% de ácido lignocérico; 3,29 – 4,93% de ácido behênico; 2,12 – 3,10% de ácido gadoléico; 1,14 – 1,81% de ácido araquídico; 0,20 – 0,54% de ácido erúcico; 0,00 – 0,24% de ácido margárico ; 0,00 – 0,09% de ácido tricosanóico Este óleo é produtos natural resultado da pressão das amêndoas extraídos a frio, mantendo intacto suas propriedades, O óleo de Baru no cerrado Brasileiro Já vem sendo usado Há séculos pelos índios e posteriormente pelos sertanejos para combater diversos tipos de enfermidades. A obtenção dos frutos normalmente são realizadas pelas mulheres, aqui no cerrado pelas sertanejas que normalmente vivem em pequenas comunidades no Interior, num trabalho árduo. Para se conseguir 1 litro de óleo são necessários 60kg de frutos! - Benefícios para os cabelos: Antioxidante (efeito anti-idade) Hidratante Anti-frizz Selamento da cutículas e brilho Efeitos anti-pontas duplas Estimula a circulação do couro cabeludo (estimula o crescimento dos fios) Efeito anti-inflamatório do couro cabeludo (contra eczemas e dermatite seborreica) Proteção aos danos das radiações UV Proteção térmica aos fios. Devido ao alto teor de vitamina E eles reenergizam o corpo, regenerando a pele e evitando o envelhecimento precoce. Eles também são recomendado para uso em
  15. 15. acnes, estrias e queimaduras. Efeitos e recomendações de uso * Antienvelhecimento, efeito regenerador da pele * Antisséptico * Fungicida * Queimadura de sol * Doenças de pele como psoríase e neurodermite * Suaviza, hidrata e acrescenta brilho à pele * Os Óleos de Argan e Baru estimula a oxigenação da pele e elasticidade * Protege a pele das agressões externas * Restaura a camada hidro lipídica e aumenta o conteúdo da célula da pele * Reestrutura e endurece as unhas * Os Óleos de Argan e Baru também fortalece o cabelo Propriedades dietéticas dos Óleo de Baru * Antioxidante * Anticancerígena * Reduz a hipertensão * Reduzir a taxa de colesterol ruim * Reduz as dores articulares e reumatismos. * Estimula a capacidade cerebral. * Ajuda a digestão, aumentando a concentração de pepsina no tubo digestivo. Na cosmética: O óleos de Baru regeneram a pele e combatem o envelhecimento durante o repouso noturno. Na farmacopeia o óleo de Argan e Baru são recomendados para acne, estrias e queimaduras. Ideal para massagens e banhos de óleos. Fortalece o cabelo. Nutre e revitaliza o couro cabeludo e dá brilho natural no cabelo e suavidade. Além disso, o óleo de Argan e Baru são recomendados para as unhas quebradiças, nutrindo e protegendo contra as agressões externas. Propriedades cosméticas do Óleo de Baru * Fortalece o cabelo proporcionando brilho e flexibilidade. * Hidrata o cabelo depois de banho de mar * Estimula a regeneração e a oxigenação da pele * Fornece elasticidade da pele * Hidratação da Pele * Antirrugas * Nutre a fibra capilar * Promove a renovação celular * Revitaliza a pele e proporciona bem-estar * Cicatrizante * Tratamento de irritação da pele, acne, eczema, estrias de gravidez, queimaduras, psoríase, varicela. * Neutraliza os radicais livres e protege contra as agressões externas. * Tratamento de unhas enfraquecidas
  16. 16. ÓLEO DE BATANA (OJON) Nome científico – Elaeis oleifera (Kunth) Cortés Este óleo dourado é extraído da castanha de uma palmeira chamada Ojon, típica de Honduras, região do Caribe, na América Central. É rico em lipídeos e cisteína e suas propriedades são muito semelhantes às já existentes no cabelo, por isso proporciona recuperação, brilho intenso, força e proteção total aos fios contra danos térmicos de pranchas (as famosas chapinhas), secadores, raios solares e processos químicos. O Óleo de Ojon também promete ajudar na restauração da fibra capilar, devolvendo a flexibilidade dos fios e tornando-os mais resistente à quebra. Ele pode ser utilizado em todo cabelo e principalmente nas pontas, deixando agir por 20 minutos. O óleo de ojon é indicado principalmente para mulheres que tenham cabelos ressecados e danificados, em questão de uso de químicas, como alisamento e tinturas e para aquelas que fazem escovas e pranchas diariamente. Não é recomendada a utilização de óleo ojon antes da coloração ou tratamento químico. Conhecido como “elixir dourado da natureza”, este óleo lendário, é rico em lipídios essenciais semelhantes aos que existem no cabelo. As nozes da árvore de Ojon perfumado têm sido um segredo incrível usado durante séculos para restaurar a saúde perfeita e a vitalidade dos cabelos quebrados pelo sol escaldante. Também chamado de Batana Oil ou American Oil, o Óleo de Ojon possui cisteína e lipídeos, propriedades muito semelhantes às do cabelo, proporcionando recuperação, brilho intenso, força e proteção total aos fios contra danos térmicos de pranchas alisadoras, secadores, raios UV e processos químicos. Com filtro solar e proteção térmica é perfeito para todos os tipos de cabelo, possui alta capacidade lubrificante que devolve a naturalidade e a flexibilidade que os fios perdem com as agressões diárias. Além de seu uso diário, quando adicionadas algumas gotas de American Oil em colorações, descolorações, escovas progressivas e todo tipo de química, os cabelos ganham uma blindagem contra os danos que essas transformações normalmente causam aos fios. Em tratamentos gerais, as gotas potencializam sua ação, promovendo, por exemplo, hidratação e/ou condicionamento extra à máscaras e condicionadores. ÓLEO DE BORRAGEM Borago officinalis L. Outros nomes: borrage, borracha, borracha-chimarrona e foligem Óleo de Borragem (semente) - Por causa de seus níveis extremamente elevados de ácido gama-linolênico, o óleo de semente de borragem tem muitos usos potenciais.
  17. 17. Tem sido amplamente estudado por a sua capacidade para acalmar e reduzir a inflamação, e tem sido usado com sucesso para aliviar a dor, inchaço e rigidez das articulações associado com a artrite reumatóide. Óleo de semente de borragem também tem sido utilizado com resultados positivos para muitas desordens de pele diferentes, tais como psoríase, eczema, acne, rosácea, e da pele prematuramente amadurecida. Além disso, estudos começaram a mostrar que pode ser capaz de ser benéfico para o tratamento e prevenção de doenças. O óleo de Borragem é um dos óleos mais saudáveis da natureza, é obtido das sementes da planta conhecida como borragem, pertence a uma grande família das Boraginácea. Originária do sul da Europa, mas agora cresce em toda a Europa, Norte América e Norte da África. O óleo de Borragem foi usado desde os tempos antigos para melhorar a beleza interna e externa, demostrou que a semente de borragem possui ácidos graxo essenciais omega 3 e omega 6, os ácidos essenciais são importantes para manter a estrutura celular da pele. Possui Enzima de anti-envelhecimento e pode ajudar a acelerar o processo de reparação da pele. Estudos recentes têm demonstrado que estimula a adrenalina. Muitas são as virtudes deste óleo: comumente utilizados em dietas de emagrecimento pelas suas propriedades de limpeza e diuréticas e como fonte de muitos ácidos graxos essenciais tão necessários como fonte de prostaglandinas, precursores de hormônios que regulam diferentes funções do nosso corpo. Mas não só os ácidos graxos essenciais têm essa função, são também responsáveis para o bom funcionamento das células do corpo e do cérebro. Daí a importância do consumo. USOS TERAPÊUTICOS Efetivamente atua sobre o metabolismo de prostaglandina (PGE 1). Também é reconhecido poderes de cura e sua capacidade de melhorar o eczema e a psoríase. Alivia os síndromes de pré e pós-menstrual. Pode ser usado na purificação de sangue, para aliviar a inflamação dos pulmões, o peritônio e os sintomas causados pela artrite. Como um antidepressivos e tonificador do coração. PROPRIEDADES DO ÓLEO DE BORRAGEM Epiderme: Regula a secreção sebácea, possui propriedades adstringentes quando aplicado na pele, são úteis para a pele saudável e combater as rugas. Sistema Reprodutor / PMS: Regula os estrogênios, progesterona e prolactina na fase lútea do ciclo menstrual. Sistema cardiovascular: Inibe a Trombose, favorece a dilatação dos vasos sanguíneos e aumenta o ciclo AMP impedindo a síntese do colesterol. Ação anti-inflamatória: inibe a síntese de substâncias inflamatórias e enzimas lipossomais. Sistema nervoso: Atua sobre o comportamento da boa transmissão neuronal. Sistema imunitário: Estimula o hormônio tímico e ativa as células T. Sistema hepático: Evita danos no fígado de alcoólatras. Glândulas salivares e lacrimais, regula as secreções salivares e lacrimais. Metabolismo: Reforça a ação da insulina e previne a proliferação de células anormais. Sistema respiratório: Em caso de bronquite, possui propriedades expectorantes. EFEITOS NA PELE Estudos mostram que os principais efeitos sobre a pele são: - Reduzir a perda de água através da pele. - Acalma a pele irritada. - Reduz as rugas.
  18. 18. - Regula a formação de gordura nas glândulas sebáceas. Para peles sem GLA tende a produzir gorduras, onde se pode dar o paradoxo que a pele seca em origem pareça gordura. - Melhora a circulação capilar na pele, a pele responde melhor ao traçado vermelho. - Reduze a perda de colágeno. - Melhora o crescimento e a formação de pele e unhas. - Reduze a caspa. COMPOSIÇÃO Óleo do Borragem é utilizado pelo seu relevante conteúdo de Ácido γ-linolênico (GLA; ω-6), um ácido graxo poliinsaturado da série ω-6-, ácido α-linolênico (ALA), ácido graxos poliinsaturados da série ω -3 e inúmeros outros ácidos graxos poliinsaturados.O GLA é encontrado apenas no leite materno, no óleo de Enotera e óleo de borragem, que representa a mais abundante fonte vegetal deste ácido graxo essencial (contendo cerca de 20%). CONTEÚDO DE ÁCIDOS GRAXOS % Ácido Palmítico 9-12% Ácido Esteárico 3-4% Ácido Oléico 5-19% Ácido Linoleico 36-40% Ácido Gama-linolênico (ACL) 20-25% ÓLEO DE BORAGEM EM NOSSA PELE: Os benefícios dos ácidos graxos que oferece para a nossa pele são devidas à GLA (ácido gama-linolênico) atua na formação de moléculas do nosso corpo conhecidas como eicosanóides. Estes eicosanóides se encontram nas prostaglandinas, substâncias de curta duração que regulam os processos metabólicos em nível celular muito importante para nosso corpo. Assim, a prostaglandina E1 (PGE1) está associada com a regulação da perda de água através da pele, alivia pele irritada e restaura ao normal. Também devido à sua propriedade anti-inflamatória as prostaglandinas são reguladas pela ABL melhoram o fluxo de fluxo circulátorio capilar, reduze o inchaço e a dor causada por acidentes. ÓLEO DE BURITI Nome Cientifico - Mauritia vinifera, Mauritia flexuosa Nome Vulgar - Buriti, Miriti, Cocô Buriti etc. Principais Características. - Palmeira de grande porte, que tem o nome derivado do tupi-guarani que tem como significado "o que contem água". Encontra-se as margens dos rios em forma de florestas densas onde chegam a atingir 50 metros de altura, onde a média de palmeiras por hectare é de 200 a 500. Seus cachos chegam a dar de 500 a 800 frutos, e em cada arvore encontramos até 5 cachos. A arvore é considerada pelos nativos como árvore da vida, pois dela tudo se aproveita. Em algumas regiões da Amazônia, esta palmeira não é muito valorizada e o seu fruto é levado pelas águas dos rios anualmente, desperdiçando um dos óleos mais ricos em material graxo e vitamínico do mundo. Espécimes Semelhantes - Doum (Hiphoene tebaica) - África Ingredientes Bioativos -  Caroteno
  19. 19. Indicações: Os princípios ativos do óleo de Buriti que são os carotenoides que propiciam vitalidade e proteção natural à pele. São anti-radicais livres lipossolúveis, com efeito, anti-irritante comprovado, além de atuarem positivamente no sistema imunológico. O óleo de Buriti promove aumento e melhora na elasticidade cutânea e principalmente minimiza e previne o ressecamento da pele que diariamente é exposta à radiação solar e a outros fatores prejudiciais. O óleo de Buriti pode ser utilizado em produtos solares e pós-solares, de onde se espera um alívio à pele avermelhada pelo sol e um efeito protetor natural aos danos causados por UV. Aplicações: Com alto teor de substâncias carotenoides, riquíssimo em vitamina A e em ácido oleico, seus princípios ativos, com propriedades curativas e cicatrizantes, aliviam queimaduras, proporcionando proteção natural à pele. Cremes, loções, sabonetes, óleos para banho, produtos para proteção solar. Concentração Usual: de 1,5 a 10% ÓLEO DE CAFÉ VERDE Coffea arabica L. A fração lipídica do café é composta principalmente de triacilgliceróis, esteróis e tocoferóis, componentes típicos encontrados em todo óleo vegetal comestível comum. Adicionalmente, o chamado óleo de café contém diterpenos da família dos kaurenos, em proporção de até 20 % dos lipídeos totais. Diterpenos são de interesse por causa de seus efeitos fisiológicos. A maioria dos lipídios do óleo de café está localizado no endosperma dos grãos de café verde. Propriedades É rico em matéria insaponificável e xantinas, sendo os esteróis e os alcaloides (cafeína, ácido clorogênico e ácido cafêico), as substâncias ativas de propriedades cosméticas desejáveis. Por possuir cafeína tem ação antilipêmica e adelgaçante atuando como coadjuvante no combate à celulite e gordura localizadas. INDICAÇÃO O óleo de café verde (café não-torrado) é um material bastante rico em matéria insaponificável, e os componentes presentes na fração insaponificável, principalmente os esteróis, quando presentes na formulação de cremes cosméticos, podem constituir o princípio ativo de muitas propriedades cosméticas desejáveis, como: retenção de umidade, penetração na pele, aderência, etc. Para que as propriedades contidas no óleo sejam preservadas é necessário fazer uma extração a frio, sem a presença de solventes. Aplicação na cosmética: Bloqueador solar natural. Fator 12 a 15. Cremes, géis e loções para celulite/gordura localizada de 1 a 10%. Shampoos e condicionadores anti-caspa entre 0,1 e 0,5%.
  20. 20. Atenção: Deve ser adicionado no final da preparação cosmética, ou na fase oleosa de emulsões, sempre se utilizando de antioxidantes para evitar a instabilidade do extrato. Indicado somente para uso externo. ÓLEO DE CALÊNDULA Calendula flowers (Calendula officinalis) Marygold Oil Nome científico: Calendula officinalis L. Família: Asteraceae. Outros nomes populares da Calendula officinalis: bem-me-quer, mal-me-quer, bem-me-quer-de-todos-os-meses, calêndula-das-boticas, maravilha, maravilha-dos-pudins, malmequer, malmequer-amarelo, malmequer-do-campo, mal-me-quer-dos-jardins, malmequeres, margarida-dourada, verrucária, garten-ringelblume (alemão), caléndula (espanhol), calendule (francês), marigold (inglês), fiorrancio coltivato (italiano). Constituintes químicos: ácidos fenol-carboxílicos; ácidos láurico, palmítico, esteárico; ácido mirístico; ácido oleanóico; ácidos orgânicos; ácido salicílico (traços); arnidiol; calendina; calenduladiol; cariofileno, carvona, ésteres colesterínicos; cumarinas; ésteres glicosídicos, faradiol; flavonóides: quircentina, quircentino glicosideo e narcisina; hidrocarboneto; isomentona; matérias corantes; mentona; minerais: ca, Si; mucilagem; óleo essencial contendo: carotenoides (caroteno, calendulina, licopina) flavocromo, mutocromo, aurocromo, flaroxantina, crisantimaxantina e xantofila; óleo volátil; poliacetilenos; polissacarídeos; princípios amargos (calendina); resina; saponinas; sesquiterpenos; taninos; taraxasterol; mono, di e triterpenos (arnidiol, faradiol); vitaminas: pró-vitamina B; xantofilas. Propriedades medicinais: adstringente, analgésica, antiabortiva, antialérgica, antiemética, antiespasmódica, antifúngica, anti-inflamatória, anti-seborréica, antisséptica, antiviral, bactericida, calmante, cicatrizante, colagogo, emenagoga, emoliente, excitante, fungicida, protetor dos raios UVa e U.V.b., refrescante, reguladora da menstruação, resolutiva, suavizante, sudorífica, tonificante da pele, vasodilatadora, vulnerária. Indicações: abscesso do estomago, acne, eczema seborreico do couro cabeludo, afecções nervosas, aftas, alergia, artritismo, assaduras, avermelhamento de pele, brotoeja, calos, câncer da matriz, câncer do estômago, clareia manchas, cólica menstrual, congestão do baixo ventre, dermatite (por monília e estreptocócitos), dismenorreia, doença glandular, dor, erupções cutâneas, escara, escorbuto, estimular granulocitose e fagocitose, feridas, fissuras de mama, foliculite, frieiras, fungo, gastrite, gengivite, higiene do bebe, icterícia, impetigo, inflamação (pele, mucosa, boca, garganta), mancha, olho, palidez, peles sensíveis, avermelhadas e delicadas, pólipos, problemas na produção da bile, psoríase, queimadura (suave, sol), rachaduras, resfriado, regenerar tecidos danificados, úlcera, úlcera duodenal e gastrintestinal, varizes, veias dilatadas, verrugas, vômito, vulvovaginite (tricomoniase e candidíase). Na cosmética: O óleo de calêndula é composto por óleos essenciais ricos em saponinas e flavonoides conferindo grande capacidade de formar mucilagens que atenuam as dores das contusões e amaciam a pele. Tem um efeito calmante e anti-irritante. É indicado para a pele muito sensível de adultos e crianças. O óleo de calêndula tem ação hidratante e é rapidamente absorvido pela pele.
  21. 21. Aplicação em shampoos, loções, sabonetes e cremes. -Antisséptico -Emoliente, -Vaso dilatador -Tonificante -Re-epitelização, formando novos tecidos. -Amaciante -Hidratante -Previne o ressecamento cutâneo e reforça as funções protetoras naturais da pele - Contra varizes Epitelizante e anti-inflamatória: • O uso da calêndula mostrou ser eficaz no tratamento de lesões rebeldes, como alguns tipos de úlceras varicosas; • A aplicação de creme contendo Calêndula, em feridas cutâneas de ratos infectadas, promoveu uma reparação mais eficiente do tecido. Os resultados obtidos com este fitoterápico foram superiores à associação de confrei, mel e própolis, para mesma finalidade; • A regeneração e epitelização de feridas de ratos foram estimuladas pela aplicação de pomada contendo Calêndula associada à alantoína; • A aplicação em mamilos com rachaduras, no período de amamentação, ajuda na cicatrização destes, sem riscos para o bebê; • Estimula a granulocitose e fagocitose. Efeito antioxidante: • Os resultados de testes mostraram que os flavanóides e terpenos são eficazes em reduzir radicais superóxidos, hidróxidos e peróxidação lipídica. Estes resultados levam a crer que, pelo menos em parte, os efeitos terapêuticos da Calêndula estejam relacionados à sua atividade antioxidante; • Diminui a irritação provocada por processos químicos e físicos. Portanto, encontra aplicação em produtos pós-peeling, pós-depilação, pós-barba, troca de fraldas e pós-sol. Ação antisséptica: • Alguns autores conferem aos óleos essenciais da Calêndula propriedades antibacterianas, justificando seu uso em produtos para acne não grave. Diluições baixas mostraram alguma ação inibitória no crescimento de Streptococcus mitis. Emoliente: • Remoção da crosta láctea em bebês, podendo ser associado a outros ativos como: vitamina E, Aloe vera (babosa), óleo de prímula, óleo borragem, entre outros que ajudam a amolecer e recuperar as lesões. Pode ser usado em solução, para reduzir a irritação causada pelas aftas e em formulações de loções pós sol, cremes, géis e loções em geral, que podem ser plicados em todo o corpo. O óleo de Calêndula é um óleo vegetal obtido a partir das flores de calêndula. Propriedades de óleo de Calêndula: • Propriedades dermoprotetoras e fungicidas, portanto, é indicado utilizado em crianças e idosos. • Usado para melhorar a textura da pele seca e rachada.
  22. 22. • Reduz a inflamação e regeneração de tecidos. • Alivia dores e regenera a pele de pacientes acamados, em pessoas com pele muito sensível ou irritação. É ótimo para evitar assaduras em bebês. • Indicado para o tratamento de eczema, cortes, escoriações, mordidas de insetos e medusas. • Óleo calêndula também é muito bom para queimaduras domésticas e Sol. ÓLEO DE CAMELINA Camelina Sativa Nome vulgar: Linho bastardo; Sésamo da Alemanha Camelina sativa é uma óleo-proteaginosa da família das crucíferas. Planta herbácea anual com caules simples ou ramificados; Inflorescências sem brácteas, flores com sépalas erguidas e pétalas amarelas; Floração de Maio a Julho, polinização pelas abelhas e autopolinização; Frutos em silícula bojuda. Comum em França, sendo mais rara nas regiões Mediterrâneas. A cultura da camelina teve provavelmente o seu início no fim do Neolítico, espalhando-se do sudoeste da Europa até a Europa central. Foi cultivada pelo seu óleo desde a idade do Ferro até a Idade Média tendo começado a perder a sua importância. O seu valor voltou a subir a partir do sec. XIX, no Norte de França, Pas de Calais e na Somme, por causa do seu óleo e da sua palha utilizada nas coberturas das casas e no fabrico de vassouras. Hoje, é considerada quase como lucro puro a todos os níveis, por causa do seu teor em Alfa-Linolênico (Ômega 3) mais de 45% e Linoleico 15 a 20%. É também muito rica em antioxidantes (tocoferol - vitamina E). O óleo tem a aparência de um líquido oleoso límpido e transparente, cor-de-ferrugem, com pouco sedimento. Consoante a variedade utilizada (de Primavera, Camelina sativa, ou de Outono, Camelina silvestris) a cor do óleo varia entre o dourado e o castanho-avermelhado. A cor é igualmente influenciada pela temperatura a que as sementes são aquecidas. Possui um sabor característico a cebola e mostarda e um aroma forte e agradável. Sabor e cheiro: O óleo difere de outros produtos deste tipo pelo sabor específico que possui, com notas de cebola e mostarda, bem como um aroma de média intensidade, agradável e puro. Cor: O óleo de camelina é cor-de-ferrugem. Composição físico-química: A especificidade do óleo de camelina deve-se sobretudo ao seu valor nutricional e à riqueza da sua composição química. Contém diversos componentes muito procurados em dietética, especialmente ácidos gordos poli insaturados. O teor destes ácidos no óleo de camelina varia entre 50 % e 60 %; o de ácidos Ómega 3 entre 35 % e 40 % e o de ácidos Ómega 6 entre 15 % e 20 %. Estas características do óleo de camelina fazem dele uma das fontes vegetais conhecidas mais ricas em Ómega 3.
  23. 23. ÓLEO DE CANOLA Denominações: Óleo de Colza, Óleo Canadense. Família: Crucifera. Nome Botânico: Brassica campestris, Brassica napus. O cultivo da colza remonta à Era Cristã. Estudos na área de biotecnologia canadense levaram, a partir de 1960, no melhoramento genético e até quando em 1974 chegaram na Canola, onde existe menos de 2% de ácido erúcico e menos de 30 micromoles de glucosilonatos, tornando-se passível para o consumo humano. O nome canola é aceito atualmente e vem de Canadian Oil Low Acid – óleo canadense com baixa ácidez. Vem crescendo seu consumo no mundo inteiro e o fato principal é o baixo índice de óleo saturado e o alto índice de óleo insaturado. Sendo muito bom para o controle do colesterol. O terceiro óleo mais consumido no mundo, os grãos de canola produzidos no Brasil possuem em torno de 34 a 40% de óleo (o dobro produzido pelos grãos de soja), sendo considerado um dos mais saudáveis, pois possui elevada quantidade de ômega-3, proteínas e vitaminas. O Óleo de Canola apresenta-se como um óleo de cor amarelada com odor e sabor suave característico. Aplicações Nas indústrias cosméticas, farmacêuticas, veterinarias, entre outras. Pode substituir com vantagens os outros óleos vegetais como: soja, milho, girassol e algodão. ÓLEO DE CAPIM CIDREIRA Cymbopogom citratus Conhecida em inglês por lemongrass. Erva-príncipe (Portugal) ou capim-limão (Brasil), também conhecido por capim santo ou capim cidreira, é uma planta herbácea da família Poaceae, nativa das regiões tropicais da Ásia, especialmente da Índia. Cresce numa moita de rebentos (planta cespitosa), propagando-se por estolhos (por isso chamada de estolonífera), os quais apresentam folhas amplexicaules linear-lanceoladas. As suas inflorescências são constituídas por panículas amareladas. A planta é também chamada de Cymbopogon (nardus) citratus ou pelos sinônimos botânicos Andropogon ceriferus, Andropogon citratus, Andropogon citriodorum, Andropogon nardus ceriferus, Andropogon roxburghii e Andropogon schoenanthus. Outros nomes populares são belgate, belgata, chá-de-estrada, chá-príncipe (ou apenas príncipe), chá-do-gabão, capim-cidrão, capim-cidrilho, capim-cidró, capim-santo, capim-de-cheiro, capim da lapa, citronela (erroneamente), capim-cheiroso, capim-catinga, patchuli, pachuli, capim-marinho, capim-membeca, palha de camelo, esquenanto e chá de caxinde (em Angola), caninha-de-cheiro ou cana-de-cheiro. É uma planta usada em medicina popular, sendo, para esse efeito, utilizadas as folhas que, em infusão, têm propriedades febrífugas, sudoríficas, analgésicas, calmantes, antidepressivas, diuréticas e expectorantes, além de ser bactericida, hepatoprotectora,
  24. 24. antiespasmódica, estimulante da circulação periférica e estimulante estomacal e da lactação. Os compostos químicos a que se devem estas propriedades são citral, geraniol, metileugenol, mirceno, citronelal, ácido acético e ácido capróico. Tais componentes e, mais especificamente, o citral dão-lhe um aroma semelhante à lúcia-lima, bela-luisa ou limonete (Aloysia triphylla). Da sua inflorescência extrai-se um óleo essencial utilizado em repelentes de insetos. * Velas utilizadas como repelentes de insetos * Loções e óleos repelentes, utilizados principalmente no verão, em regiões litorâneas, onde há grande incidência de mosquitos e borrachudos. * Sabonetes, Sabões e Desinfetantes. Na medicina popular, utiliza-se o chá das folhas como calmante. O citral é empregado em perfumaria e indústria de alimentos, e como matéria-prima para síntese de iononas, uma das quais, beta-ionona, é ponto de partida para a síntese da vitamina A sintética. Analgésica, antidepressiva e antibacteriana, combate a transpiração, o pé-de–atleta e infecções da pele. ÓLEO DE CÁRTAMO Carthamus tinctorius É uma planta oleaginosa, anual, altamente adaptada ás condições de semi-aridez,que já era cultivada na Ásia antes da Era Cristã. Os povos antigos cultivavam-na para extraírem de suas flores tintas vermelha e amarelas, que eram usadas para tingir tecidos de algodão e seda, e como corantes para uso culinário. A cartamina, substância alaranjada e insolúvel em água, é o corante mais importante extraído das flores desta planta. Atualmente, o Cártamo é cultivado como planta oleaginosa sendo os principais produtores mundiais a China, Egito, Estados Unidos, Índia, México e Rússia. As sementes desta espécie possuem elevados teores de óleos (35 a 40%) de ótima qualidade, tanto para consumo humano, como para uso industrial. O óleo de Cártamo encera altos teores de ácidos linoleico (70%) e oléico (20%) e baixa porcentagem de ácido linolênico (3%). Uma das características químicas mais importantes deste óleo é a sua poli-insaturação, a qual condiciona a presença de baixo conteúdo de colesterol, que é uma substância nociva ao organismo humano. Como óleo industrial, ele oferece potencialidades para muitos usos, sendo empregado na fabricação de tintas, esmaltes, sabões etc. o índice de iodo é de 135, o que o classifica no grupo dos ácidos graxos semi-secativos. A torta das sementes, que é um subproduto da indústria de óleo, possui cerca de 35% de proteína e é muito usada na alimentação de ruminantes Antioxidante: protege o organismo da ação dos radicais livres, alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros (como as vitaminas C, E e betacaroteno) são ingeridos. O ácido linoleico é fonte natural de agentes antioxidantes, que contribui para a melhora do aspecto dos tecidos. Gorduras Corporal: tem a capacidade de inibir a atividade da enzima LPL (lipase lipoprotéica). Esta enzima tem como função transferir a gordura presente na corrente sanguínea para o interior das células adiposas, responsáveis por armazenar a gordura corporal e que compõem o tecido adiposo do corpo humano. Quanto maior e mais intensa a atividade da LPL, maior quantidade de gordura é armazenada dentro das células adiposas e, como consequência, o volume do tecido adiposo aumenta, ou seja,
  25. 25. engordamos. Com o bloqueio da ação do LPL, a transferência de gordura para as células também fica inibida, o que obriga o organismo a utilizar o estoque de gordura já existente como fonte de energia para a atividade muscular, a chamada lipólise = queima de gordura. Ácido oleico: conhecido como ômega 9. Encontrado principalmente no azeite de oliva, está no grupo dos "óleos do bem". Ele age no corpo ajudando a manter os níveis de colesterol dentro dos limites normais, esse ácido desempenha um papel fundamental na síntese de hormônios, regulando os processos metabólicos do organismo. Ele ajuda a controlar a fome e o peso corporal. Estudo da Universidade da Califórnia (EUA) descobriu que o oleico estimula a produção do lipídio oleiletanolamida, substância que reduz o apetite, aumenta a perda de peso e diminui a produção de LDL, o "colesterol mal". ÓLEO DE CASTANHA DO PARÁ Nome botânico: Bertholletia excelsa Família: Legythydaceae Nome popular: Óleo de Castanha do Brasil, Óleo de Castanha da Amazônia, Óleo de Castanha. Árvore amazônica de grande porte, que pode atingir entre 30 e 50 metros de altura. Suas sementes são usadas na elaboração de produtos pós-barba, repositores faciais e produtos anti-idade. Previne o aparecimento de estrias. Uso cosmético: de propriedades emolientes, hidratantes e lubrificantes, o extrato da castanha é um excelente condicionador de cabelo, proporcionando brilho, sedosidade, maleabilidade e maciez. O óleo da castanha é um excelente hidratante capaz de formar uma película protetora, impedindo a evaporação da água da pele, deixando-a suave e macia. Graças à sua composição graxa, o óleo também é utilizado na fabricação de sabonetes finos. Rico em substâncias albuminóides, proteína e caseína (25,5%) e com características superiores aos dos óleos de oliva e amêndoas doces, características similares as dos óleos de semente de uva e abacate. Indicado para o setor alimentício e cosmético. Previne o ressecamento e o envelhecimento precoce, pois é rico em selênio e vitaminas como A e E, deixando a pele macia e suave. Evita rugas e flacidez. Nos cabelos proporciona brilho e sedosidade. Excelente para rachaduras de pés e mãos. ÓLEO DE CITRONELA Nome científico: Cymbopogon nardus (L.) Rendle. Família: Poaceae. Sinônimos botânicos: Andropogon ampliflorus Steud, Andropogon nardus L., Sorghum nardus (L.) Kuntze. Outros nomes populares: capim-citronela, citronela-do-ceilão, cidró-do-Paraguai. Constituintes químicos: a-cadinol, acetato de geranil, b-elemeno, citral, citronelal, citronelol, d-cadineno, elemol, elemicina, eugenol, geranial, germacreno-D, geraniol, isopulejol, limoneno, linalol, mirceno, sabineno. Propriedades medicinais: calmante, bactericida, febrífuga, sudorífica, carminativa, repelente de insetos (mosquitos, borrachudos, traças e formigas).
  26. 26. Indicações: repelir insetos. Parte utilizada: folhas. A citronela é uma planta aromática da família das gramíneas que ficou bem conhecida por fornecer matéria-prima para fabricação de repelentes contra insetos. O óleo essencial da citronela é extraído das folhas da planta pelo tradicional método de destilação por arraste a vapor, visto que é um método barato e a eficiência é comparável a outros processos extrativos. É um excelente repelente de insetos. Estudos demonstraram eficiência de até 96% do óleo de citronela com repelente de pernilongos da família Anopheles comumente encontrada nas casas. ÓLEO DE CEDRO Cedar Oil A árvore atinge os 30 metros de altura, vive mais de mil anos e resiste a danos causados por insetos. Os antigos egípcios usavam o cedro como conservante e para embalsamar, bem como na produção de cosméticos e de incensos. O verdadeiro cedro tem um toque de cânfora com um fundo balsâmico, amadeirado. O cedro vermelho é mais aguçado. O óleo de cedro vem de duas espécies de árvores, juniperus virginiana e cedrus atlantica. Tem uma fragrância suave e amadeirada. Como óleo essencial, é utilizado desde os tempos antigos e é útil hoje por suas muitas propriedades medicinais. Pode ser inalado, ingerido ou usado topicamente, contudo, não deve ser utilizado durante a gravidez. O óleo de cedro foi usado como base para tintas pelos antigos sumérios, é usado como antibacteriana e fungicida. Hoje, o óleo de cedro é muitas vezes utilizado por suas propriedades aromáticas, especialmente na aromaterapia. Ele também é usado como um repelente de insetos. Normaliza a seborreia que é causada por mau funcionamento das glândulas sebáceas, que resulta em uma infecção, especialmente no couro cabeludo, mas também nas sobrancelhas. O óleo de cedro vai curar a inflamação, eliminar a infecção e reduzir a descamação da pele. Usado topicamente, as propriedades adstringentes do óleo de cedro beneficiam a pele, pode ser usado para tratar a acne e pele oleosa. Adicionado à água como um enxágue de cabelo elimina a caspa. Além disso, ajuda a curar a dor de dente e fortalecer gengiva. É antisséptico e pode ser aplicado a feridas, usado para tratar espasmos e tomado como um tônico para estimular o metabolismo, também funciona como um emenagogue para provocar a menstruação e torná-lo regular.
  27. 27. ÓLEO DE CENOURA Daucos carota A cenoura é rica em vitamina A. Exerce ação diurética e depurativa. O seu consumo é recomendado para a visão. Mineralizadora por excelência, o seu sumo é bem tolerado na infância usando-se para reforçar a alimentação, especialmente em casos de debilidade ou falta de cálcio. Cozida tem efeitos antidiarreicos. Rico em betacaroteno (no organismo transforma-se em vitamina A), vitamina C, vitamina E e fibras. Também possui flúor, magnésio, ferro, cálcio, fósforo, iodo, potássio, arsênico, cobalto, manganês e silício. Propriedades A ação do Óleo de Cenoura deve-se principalmente à pró-vitamina A, rapidamente absorvida pela pele, causando modificações da calcemia e eusinofilia como fenômenos gerais; localmente determina aumento dos processos oxirredutores cutâneo e leve acidificação do pH superficial. Na cosmética: O óleo de cenoura é emoliente e calmante tópico. O alto teor de ácidos graxos insaturados promove absorção cutânea rápida e completa. Os ácidos graxos poli-insaturados permitem a livre oxigenação e secreção natural da pele, evitando assim dilatação dos poros, a formação de cravos e acumulação de gorduras. Indicações É empregado localmente como anti-inflamatório, re-epitelizante, proporcionando uma manutenção na renovação celular da epiderme, além de efeito antioxidante na captação de radicais livres produzidos na pele. É indicado nas diversas formas cosméticas, onde se deseja aproveitar as características do óleo de cenoura. É facilmente incorporado em cremes, loções cremosas, bronzeador, protetores solares, protetores labiais, produtos para massagem, para tratamento de cabelo, das mãos, máscaras faciais e outros. Concentração Recomendada De 0,5 a 5% para os produtos cosméticos em geral. Nas linhas de bronzeadores e protetores solares pode-se usar até 10%. Contraindicação: O consumo excessivo pode dar à pele uma coloração amarelada. Existem duas qualidades de óleo de cenoura, um feito com as flores infusas e outro com a raiz seca macerada. Ambos são ricos em betacaroteno e vitamina. O primeiro é produzido pela infusão de flores de cenoura em óleo de soja a 90ºC. O produto é estabilizado com o uso de vitamina C e E contra a oxidação. Deve ser mantido em baixas temperaturas, protegido da luz e guardado por no máximo seis meses. O segundo é feito pelo mesmo método, só que ao invés da flores, se usa a raiz seca em maceração. Este acaba tendo maior durabilidade. Não confundir com o óleo essencial de semente de cenoura produzido da mesma planta.
  28. 28. ÓLEO DE CÔCO Cocos nucifera Devido à sua ação bactericida, fungicida e imuno estimulante, o óleo de Côco tem sido usado com sucesso no tratamento de artrite, cândida, herpes, parasitas, aids, colite, colesterol, câncer, diabete, gastrite, gripe, problemas de pele, cabelo, do coração e muitos outros males. Conheça algumas das vantagens organismo: Antioxidante: A vitamina E presente na gordura diminui a produção de radicais livres por parte do organismo. Colesterol: Ajuda na redução do mau colesterol (LDL), evitando que ele se oxide, e promove o aumento do HDL, o "bom" colesterol, contribuindo para a prevenção de doenças cardio-vasculares. Ação antiinflamatória: Assim como a gordura do peixe, a do Côco diminui as concentrações de substâncias pró-infla-matérias do organismo. Pesquisas indicam que a gordura do Côco pode ser muito útil no tratamento de doenças inflamatórias agudas e/ou crónicas. Bom para enxaqueca: Aumenta a produção no organismo de uma substância antiinflamatória chamada Inter-leucina-10, o que torna essa gordura duplamente antiinflamatória! Controla a compulsão: Assim como os alimentos ricos em fibras ajudam a manter níveis estáveis de insulina no sangue, a gordura de Côco tem o poder de proporcionar a sensação de saciedade ainda maior e, acima de tudo, não estimula a liberação de in-sulina, contribuindo desta forma para diminuir a compulsão por carboidratos, principalmente a doces. NA COSMÉTICA Este é um óleo excelente para hidratação geral e serve como uma camada protetora, ajudando a reter a umidade em sua pele. Ele também atua como um óleo leve apropriado para aqueles com pele inflamada e irritada, e aqueles com sensibilidade da pele. O óleo de coco é um agente produtor de espuma usada em sabonetes. E cabelos bem lavados e cuidados merecem uma nutrição adequada. Indicado no tratamento para reforçar a estrutura de cabelos desvitalizados. O óleo deve ser passado somente nos fios, não sendo utilizado no couro cabeludo. Para deixar os cabelos menos secos, mais fáceis de pentear e mais fortes, deve ser aplicado uma vez por semana, sem condicionador. Como apresenta a mesma constituição da derme, o óleo de coco natural ajuda a limpar o cabelo sem agredi-lo, mantendo a sua hidratação natural. O óleo vegetal de coco hidrata e amacia o fio do cabelo, oferecendo grande variedade de elementos nutritivos, como magnésio, potássio, cálcio e ferro. ÓLEO DE COCO BABAÇU Orbignya martiana
  29. 29. Palmeira de grande porte, muito comum em pastagens e áreas degradas da Amazônia. O óleo e a gordura extraídos de suas sementes são utilizados na fabricação de sabonetes e produtos para cabelos. ÓLEO DE COPAÍBA Nome Vulgar - Copaíba Nome Científico - Copaiphera multijuga Principal componente -  e  amirina 43% APROVEITAMENTO TECNOLÓGICO Na fabricação de vernizes, artesanalmente na fabricação de remédios, sendo que a copaíba possui uma vasta aplicação como cicatrizante e antiinflamatório, com eficácia comprovada por várias Faculdades de Farmácia do Brasil e de outros países. APLICAÇÕES Etnofarmacológicamente indicado para tratamento de infecções uterinas, catarro pulmonar e bronquite, inflamações dos aparelhos geniturinários, leucorréia e gonorreia. Também indicado como hipotensor e para o tratamento de úlceras, ferimentos e psoríase, produtos para controle de oleosidade e anti-seborrêicos. Seu principal ativo é o beta cariofileno que é um óleo germicida, que atua de forma a evitar afecções na pele e couro cabeludo, controlando a seborreia. É recomendado seu uso puro ou associado com outros princípios ativos na formulação de cosméticos, tais como os cremes, loções, óleos, sabonetes, xampus, desodorantes e espumas de banho. Pomadas e cremes anti-inflamatórios e cicatrizantes. Na indústria de perfumaria, duas frações extraídas da copaíba não refinada, moléculas C15 e C20, óleo essencial e bálsamo resinoso respectivamente, são indicadas como fixador. ÓLEO DE DAMASCO Armeniaca vulgaris, Prunis armeniaca O óleo de damasco é um óleo leve, rico em ácidos graxos essenciais, oléico e linoléico, que fazem parte dos elementos construtivos vitais metabolicamente ativos do organismo humano. É especialmente indicado para a pele sensível ou seca. Possui propriedades regenerativas do tecido cutâneo, e confere maciez e suavidade a pele. Pode ser usado isoladamente, em aparelhos de massagem e em produtos labiais e cremes. Ele tem um alto teor de vitamina A. O óleo de melhor qualidade é prensado a frio e filtrado sem o uso de solventes das sementes. Um óleo altamente nutritivo que possui a mesma consistência do óleo de amêndoas e a coloração amarelo pálido. É rico em vitaminas A e C, além de sais minerais. Frequentemente empregado como regenerador da pele, principalmente do rosto e comumente adicionado à mistura de óleo de massagem. Normalmente não é empregado puro na massagem devido ao seu aroma forte.
  30. 30. ÓLEO DE ERVA DOCE (ANIS) Pimpinella. Anisum L O anis ou erva-doce (Pimpinella anisum) é uma planta da família das Apiaceae, anteriormente chamadas Umbelliferae. É popularmente chamada de erva-doce, anison, anisum e anysum.1 A sua fruta em forma de semente é usada em confeitaria e em licor (como anisete, zammù, uzo). A fruta consiste em dois pistilos unidos e tem um sabor aromático forte e um odor poderoso. A semente de anis também é usada em alguns caris e pratos com frutos do mar, contra mau hálito e como ajudante digestivo. Todas as partes que ficam acima do solo de uma planta jovem de anis também são comidas como vegetal. Os caules se parecem com os do aipo na textura e são mais suave no sabor do que os frutos. Por destilação, da fruta extrai-se um óleo volátil de anis, o qual é útil no tratamento de flatulência e cólicas infantis. O constituinte primário do óleo (até 90%) é a anetol, Também contém methil cavicol, aldehido anísico, ácido anísico e terpene. O anis estrela Chinês também contém anetol, mas botanicamente não está relacionado ao anis. Por causa de seu gosto e aroma similar, veio recentemente a ser usado no ocidente como um substituto (barato) do anis em confeitaria e também na produção de licor. É recomendado para cólicas, colites, flatulência, prisão de ventre e facilita a digestão (combate a dispepsia). MEDICINAL Digestiva, diurética, carminativa e expectorante, digestiva, alivia flatulência e cólicas intestinais, acalma excitação nervosa e insônia. Age contra a cólica de recém nascidos. COSMÉTICA A erva doce é utilizada na cosmética pelas suas propriedades de remover impurezas, sob forma de sabonetes, suavizando a pele. Tem também efeito antirrugas. AROMATERAPIA O óleo essencial tem largo emprego nas indústrias alimentícias e de cosmética. No ambiente, a essência atua como aromatizante tranquilizador. Ervas e especiarias de sabor similar: Estrela de Anis (Anis Estrelado) Funcho Alcaçuz
  31. 31. ÓLEO DE EUCALIPTO CITRIODORA Eucalyptus citriodora Espécie: Eucalyptus citriodora Hook Família: Myrtaceae É uma árvore média a grande, ocasionalmente podendo atingir 50 m de altura e 1,2 m de DAP, com excelente forma do tronco e folhagem é rala. O Eucalipto Citriodora possui menos de 3% de eucaliptol. Ele irá possuir mais citronelol e citronelal, ambos componentes que lhe conferem ação bacteriostática e antiinfecciosa. Por isso é indicado em infecções pulmonares, principalmente a tuberculose, contra a qual tem muito êxito no tratamento. Estudos na Alemanha tem descrito este óleo como de grande potencial no tratamento de LER. Os melhores eucaliptos para sauna são aqueles com alto teor de eucaliptol (viminalis, dunnii, globulus, etc), pois abrem os bronquíolos melhorando a expectoração e limpeza dos pulmões Já o eucalipto citriodora, o comumente mais usado, não seria o melhor por ter a tendência de fechar os bronquíolos. Ele é melhor em infecções, só que usado excessivamente pode provocar anemia ou baixa de leucócitos segundo observações com animais. • Óleos essenciais: E. camaldulensis, E. citriodora, E. exserta, E. globulus, E. smithii e E. tereticornis. ÓLEO DE EUCALIPTO GLOBULUS Óleo de Eucalipto é um produto natural constituído por resinas, tanino, e eucaliptol. Anticéptico, Expectorante e Estimulante do fluxo sanguíneo. Nome científico: Eucalyptus globulus As folhas de Eucalipto (Eucalipto globulus Labill. – Myrtacea) contém óleo essencial, taninos, ácidos fenólicos, flavonóides e ceras. O óleo é constituído, predominantemente, de eucaliptol (1,8 cineol) além de hidrocarbonetos monoterpênicos, sesquiterpenos, aldeídos e cetonas. O eucalipto tem propriedades antisséptica e expectorante comprovadas, sendo útil portanto para tratar infecções das vias aéreas respiratórias, tais como bronquites, traqueobronquites e tosses. Seu óleo essencial é antisséptico e, após absorvido pelo trato gastrointestinal, sofre eliminação através da via pulmonar, auxiliando na redução da carga bacteriana das vias respiratórias por contato direto com os microrganismos e essa microatmosfera da essência de eucalipto. Propriedades medicinais: antisséptico, antisséptico pulmonar, desinfetante, expectorante, sudorífera, tônico geral. Indicações: adenite, amigdalas, asma, bronquite, coqueluche, coriza, febre, gripe, hemorragia, nevralgia, pneumonia, resfriado, rinite, rouquidão, sinusite, tuberculose.
  32. 32. ÓLEO DE GENGIBRE Zingiber officinale Nome Popular: gengibre, gingibre, mangarataia, mangaratiá Princípio Ativo: Óleos esseciais (gingerona, felandrno, canfeno, cineol, borneol e citral), resina (gingerol), saponinas. Indicação: Dispepsia atônica, cólica, profilaxia de enjôo de viagem, rouquidão, inflamação na garganta, asma, bronquite, menorragia, anorexia, problemas reumáticos. ÓLEO DE GERGELIM As sementes do gergelim possuem entre 50 e 70% de óleo de sabor suave e praticamente inodoro. É um óleo importante devido ao seu baixo teor em colesterol e alto teor em ácidos graxos poli-insaturados: cerca de 47% de ácido oleico e 39% de ácido linoleico. O óleo de sésamo tem uma elevada estabilidade que lhe é conferida pela presença de três antioxidantes naturais: ‘sesamolina’ ‘sesamina’ e ‘sesamol’ ÓLEO DE GIRASSOL Helianthus Annus (Sunflower) Seed Oil COMPOSIÇÃO: Sua composição basicamente é feita pelos ácidos graxos essenciais. Insaturados oléicos: ácido linolênico e linoleico (cerca de 66,7%), Vitamina A, Vitamina E e Lecitina de soja. ATUAÇÃO: O ácido linoléico penetra nas camadas superficiais. Faz parte das membranas celulares com elementos estruturais. Beneficia a coesão entre as células da epiderme. Aumenta a eficácia da barreira exercida pelo extrato córneo. Diminui a perda da água da pele. UTILIZAÇÃO: O óleo de girassol tem propriedades naturais que atuam na saúde e beleza. Fabricação de bronzeadores, perfumes, remédios, cremes e óleos CONCENTRAÇÃO USUAL: Sugere-se a utilização de 1 a 5% para os produtos farmacêuticos e cosméticos.
  33. 33. ÓLEO DE GROSELHA NEGRA Nome científico: Ribes nigrum L. Família: Grossulariaceae Nome popular: Groselha preta, groselha negra, Black currant (Inglês), Cassis (Françês) e Grosella negra (espanhol) INCI: Ribes Nigrum (Blackcurrant) Seed Oil Indicado para cremes, pomadas, infusões, etc. A groselha negra, associada a outros aromas frutais cítricos e amadeirados, entra na composição de fragrâncias frutais utilizadas na produção de muitos perfumes. Indicada na prevenção do envelhecimento prematuro e para atenuar linhas de expressão na área dos olhos, a groselha negra é uma planta originária da Europa oriental e central, cujos frutos são fonte de vitamina C (200mg por 100g) até 4 vezes mais que a laranja, e de outros antioxidantes naturais: as antocianinas, que são pigmentos do grupo dos bioflavonóides que protege as plantas contra os raios UV, evitando a produção de radicais livres. A groselha negra apresenta outras substâncias fenólicas que conferem propriedades antissépticas e anti-inflamatórias, como suas folhas que apresentam propriedades adstringentes e antissépticas, uma vez que possuem óleos essenciais, taninos e vitamina C. O óleo da semente de groselha negra, também conhecido como Blackcurrant oil, é uma rica fonte de ácido gama linolênico (GLA), juntamente com outros ácidos graxos poliinsaturados. A groselha negra é importante no tratamento das peles doentes, secas e nas patologias dermatológicas, principalmente nas que apresentam distúrbios na quantidade e na qualidade dos ácidos graxos de estrutura lipídica, que comprometem da capacidade regenerativa, além de trazer benefícios em casos de dermatite atópica e na psoríase. ÓLEO DE GUARIROBA (Syagrus oleracea) Outros nomes populares: gueroba, gueiroba, gariroba, palmito-amargoso, catolé, coco-babão, pati-amargoso, coco-amargoso. Palmeira nativa do Brasil que fornece o coco guariroba, é planta bastante frequente por toda a vasta extensão do Cerrado brasileiro. Pode ser encontrada em uma área não contínua que abrange desde a Bahia até São Paulo, passando por Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. Utilidade – seus coquinhos, quando amadurecem e caem, são importante complemento na alimentação do gado. Deles, também, a população nativa retira as
  34. 34. amêndoas, aproveitadas na produção de doces caseiros. Além disso, dessa amêndoa, que contém mais de 60% de matérias graxas, extrai-se um abundante e excelente óleo comestível e de notada utilidade na indústria de cosméticos e sabões. Usa-se em infusão das folhas pôr via oral, ou então em banhos e em clisteres, para combater as diarreias, disenterias e leucorréia. O óleo das amêndoas de gueroba é considerado um óleo saturado, com alto índice de ácido láurico. Este óleo é pouco alterado por processos oxidativos, fazendo com que o mesmo possa ter uma vida longa de prateleira e por isso, revela potencial de aplicabilidade em processos que utilizam alta temperatura ou nas indústrias cosméticas e farmacêuticas. Na cosmética: - Hidratantes - Loções e Óleos - Shampoos e Condicionadores ÓLEO DE JERIVÁ Syagrus romanzoffiana O jerivá (Syagrus romanzoffiana), também chamado baba-de-boi, coco-catarro, coqueiro, coqueiro-jerivá, coquinho-de-cachorro e jeribá, é uma palmeira nativa da mata atlântica, no Brasil, podendo ser encontrada também em seus ecossistemas associados, como restingas, florestas ombrófilas densas, florestas estacionais sem deciduais, florestas estacionais deciduais, ou outras formações florestais como matas ciliares, matas paludosas, e cerrado. ÓLEO DE JOJOBA Simmondsia chinensis Este óleo possui uma longa história de uso pelos índios norte-americanos. Ele é derivado da castanha da Jojoba e é prensado a frio sem o uso de solventes. A planta é forte e cresce a uma altitude de pouco mais de 3 metros. Suas raízes são adaptadas a crescer em regiões desérticas, alcançando um comprimento de aproximadamente 4 metros. O óleo é um líquido gorduroso com ponto de fusão de 7°C a 9°C. Sob baixas temperaturas ele pode se solidificar homogeneamente se não foi refinado ou misturado com outro óleo vegetal como óleo de girassol ou soja para ficar mais barato. Possui uma coloração clara e é rico em vitamina E, proteínas e sais minerais quando não-refinado. Ele é indicado para todos os tipos de peles, incluindo a oleosa, mista, acneica e peles inflamadas, devido à bem da palavra, não ser exatamente um óleo, mas uma cera. Não fica rançoso com o tempo, por isso é um bom veículo para óleos essenciais e usado na fabricação de perfumes, além de não deixar que os óleos carreadores em geral fiquem rançosos com grande rapidez se adicionado a eles.
  35. 35. Também não se deteriora com facilidade possuindo um longo tempo de vida. Entre os inúmeros óleos vegetais empregados nos produtos cosméticos, o Óleo de Jojoba (Simmondsia chinensis) vem ganhando notoriedade científica, principalmente por ser o mais eficaz no processo de estimulação da regeneração cutânea. O óleo proveniente da semente da Simmondsia chinensis é o único que é um éster de cera líquida pura e não um típico triglicéride da maioria dos lipídios presentes nas sementes. Esta cera líquida é composta por ésteres derivados do C18, C20, C22 e C24 de ácidos e álcoois monoinsaturados. A estrutura química do óleo de Jojoba atribui ao mesmo uma alta estabilidade e resistência à oxidação e degradação, possibilitando sua estocagem por anos em recipientes devidamente fechados, em contraste aos óleos que se tornam rançosos com o tempo. Vários produtos cosméticos almejam melhorar a regeneração cutânea como, por exemplo, produtos pós-barba, batons para lábios desidratados e loções para pele acneica. O Óleo de Jojoba é um carreador ideal, pois, na realidade, a Jojoba não é um óleo, mas uma cera líquida que não fica rançosa. Sua composição química é de grande compatibilidade com a pele humana, devolvendo a oleosidade natural dos fios. É eficiente no tratamento de caspa, eliminando os acúmulos de agentes no couro cabeludo, deixando limpo e livre para o crescimento de novos fios. O óleo obtido a partir das sementes, além de ser um substituto para o óleo de baleia e ser amplamente utilizado pela indústria de higiene e cosméticos, também apresenta grandes utilidades medicinais, sendo eficiente no tratamento de problemas estomacais, dos rins e mesmo no tratamento de feridas. Muitas dessas aplicações foram descobertas pelos índios das regiões nativas desta planta. Na indústria farmacêutica, utiliza-se o óleo na fabricação de diversos remédios. Na área dos cosméticos, como já mencionado, o óleo de Jojoba é empregado na fabricação de xampus, cremes, cosméticos, sabonetes, etc. ÓLEO DE LICURI Syagrus coronata Syagrus coronata é uma palmeira nativa do bioma Caatinga que pode chegar a ter 12 metros de altura. É conhecida também popularmente com os nomes de dicuri, adicuri, ouricuri, licuri, alicuri, aricuí, aricuri, butiá, butiazeiro, coco-cabeçudo, coqueiro-cabeçudo, iricuri, licurizeiro, nicuri, uricuri, urucuriiba e nicuri-de-caboclo. Seus frutos são comestíveis e de suas sementes pode-se extrair óleo vegetal. As fibras das folhas são matéria-prima para a confecção de chapéus e outros objetos artesanais. Os frutos são amêndoas, e são utilizados na indústria alimentícia para diversos produtos, como também consumido in natura. As amêndoas têm grande quantidade de óleo, variando em torno de 40%, e são utilizadas na fabricação de azeite, e o subproduto, originado da prensa dessas amêndoas, na torta do licuri, usada na alimentação animal.
  36. 36. ÓLEO DE LINHAÇA A semente de linhaça é fonte de ácidos graxos ômega 3 e ômega 6, minerais, vitaminas e fibras, além de um composto chamado lignana. Justamente por ter estas propriedades, é considerado um alimento funcional. A linhaça é a fonte mais rica de lignana, que é um composto fitoquímico que, segundo estudos, pode atuar na prevenção do câncer de mama e, por apresentar uma estrutura química similar ao estrógeno, pode ajudar a prevenir os sintomas da menopausa. Fibras As fibras regulam o intestino, pois desempenham papel importante no trânsito intestinal, aumentando o bolo fecal. Ajudam a normalizar os índices de colesterol e glicose sanguínea e previnem o câncer de cólon. Uma colher de sopa de semente de linhaça tem 4,3g de fibras. Ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 Este tipo de gordura é antioxidante e proporciona benefícios ao organismo, como impedir a formação de placas de ateroma e consequentemente prevenir doenças cardiovasculares; ajudar na construção de moléculas de hemoglobina, que carregam o oxigênio pelo sangue; renovação celular; estimular a produção de prostaglandinas, compostos que melhoram a circulação sanguínea e removem o excesso de sódio dos rins; diminuir ainda a retenção de líquidos e atuar no sistema imunológico. Vitaminas e minerais A semente de linhaça tem as seguintes vitaminas e minerais: vitaminas A, E, B1, B6, B12, potássio, sódio, magnésio, fósforo, ferro, cobre, zinco, manganês e selênio. Cada uma dessas vitaminas e minerais tem funções importantes no organismo humano. ÓLEO DE MACADÂMIA (NOZ) NOME CIENTÍFICO: Macadamia integrifolia Este óleo fino vem das nozes das árvores de Macadamia. É um deleite inestimável para a pele e provou-se ser um dos melhores óleos regenerativos disponíveis. Ele é rico em ácidos graxos monoinsaturados, e se assemelha ao sebo (o óleo produzido naturalmente pela própria pele para ajudar a protegê-la). Óleo de Macadamia é um fabuloso protetor, com uma alta taxa de absorção e tem sido utilizado com sucesso para cicatrizes, queimaduras, feridas menores e outras irritações. O óleo da noz de Macadamia é um regenerativo fantástico. É rico em óleos gordos não saturados, ácido Palmitoleico (favorece uma pele jovem e suave), bem como óleos gordos: Ómega 3 e Ómega 6. É utilizado com excelentes resultados na cicatrização e queimaduras solares, assim como pode ser utilizado com toda a segurança em produtos faciais e para bebê. Reestrutura a fibra capilar, nutrindo profundamente e deixando-a mais fácil de alisar. Seus cabelos ficam lisos, nutridos e com um brilho intenso.
  37. 37. Para fazer um creme é só usar a base de creme hidratante diluído na proporção de 4 x 1 e depois de diluído colocar 5% a 10% do óleo de Macadamia para fins cosméticos. Base Creme Hidratante e água deionizada - usar a água deionizada para diluir o base do creme hidratante na proporção de 4 x 1, depois de diluído, colocar 5% do óleo, misturar bem e pronto. Pode colocar 5% de um extrato, como de Germe de trigo e um pouco de essência de calêndula. Propriedades/Aplicações: O óleo de Macadamia, altamente purificado, consiste de triglicerídeos vegetais extraídos das nozes de Macadamia. É a maior fonte natural existente de ácido palmitoleico (contendo cerca de 25% de ácido palmitoleico e 40% de ácido oleico), ou seja, não existe nenhuma outra fonte de óleo vegetal ou animal que contém tal concentração de ácido palmitoleico. Em mulheres atinge um máximo aos 20 anos. Ao passar do tempo, não somente a quantidade, mas também a composição do sebo é alterada. Enquanto a concentração de ácidos graxos saturados permanece relativamente constante, a de ácido palmitoleico apresenta um pico por volta dos 20 anos, decrescendo após essa idade. O ácido palmitoleico representa aproximadamente 20% da concentração total de ácidos graxos do sebo humano (componentes naturais da secreção sebácea). Este ácido, juntamente com outros componentes lipídicos da pele é responsável pela hidratação, proteção e prevenção da perda de umidade da pele, o que garante sua função normal e aparência saudável. O óleo de Macadamia é portanto, indicado como componente de óleos e emulsões de tratamento da pele (facial e corporal), produtos antienvelhecimento, hidratantes, nutritivos e de massagem, sobretudo em produtos para mulheres acima 30 anos, devido à sua propriedade ativadora celular. Suaviza e amacia a pele, além de não ser comedogênico. É interessante verificar também que a pele de indivíduos com psoríase possuem somente a metade de ácido palmitoleico que os indivíduos normais; sendo assim, o uso do óleo de Macadamia para estes casos também é benéfica. Função: Emoliente, ação repositora na pele envelhecida. Aspecto: Líquido viscoso, amarelado, com odor característico. Concentração Usual: O óleo de Macadamia é indicado em concentrações que variam de 5 a 10% em cremes e emulsões. ÓLEO DE MACAÚBA Nome popular: macajuba; coco-de-espinho, coco-baboso, macaíba, Nome científico: Acrocomia aculeata Família botânica: Arecaceae (Palmae) Características da planta: Palmeira de até 15 m de altura. Estipe ereto reco-berto pelos restos das folhas velhas apresentando muitos espinhos escuros em sua superfície Folhas de até 1m de comprimento, de aspecto crispado com espinhos. Flores agrupadas em cachos de até 80 em de comprimento, pequenas, amareladas. Surgem de outubro a janeiro. Fruto: Globoso, liso, de coloração marrom- amarelada quando maduro. Polpa amarelada com uma amêndoa oleaginosa Frutifica de setembro a janeiro. É a parte mais importante da planta, cuja polpa é consumida in natura, ou usada para a extração de gordura comestível, a amêndoa fornece óleo claro com a qualidade semelhante ao
  38. 38. de oliveira O óleo obtido da polpa que é destinado, principalmente à indústria de sabões, é também empregado na culinária, cosmética e na medicina caseira. O óleo obtido da amêndoa dos cocos, transparente e incolor, fino e comestível, pode substituir perfeitamente o azeite de oliva. É largamente usado na indústria alimentícia como óleo de mesa e também na produção de margarina, glicerol, cosméticos, detergentes sintéticos, sabão, velas e fluidos para freio de avião. O óleo de macaúba também pode ser usado como lubrificantes para máquinas, combustível, em substituição ao óleo diesel, como carvão, piche, entre outros. PROPRIEDADES: A macaúba, também chamada de Bocaiúva, é uma palmeira típica do Cerrado brasileiro que dá frutos com amêndoas ricas em óleo. O óleo da Macaúba é procurado para uso cosmético devido ao alto teor de ácido palmítico, mas apresenta também altos teores de ácido oleico (ômega 9) e ácido láurico. Tem baixa acidez e alta estabilidade oxidativa. Como o óleo de outros cocos, é regionalmente usado para fabricação de sabões. USO NUTRICIONAL/COSMÉTICO: É usado principalmente para fazer sabão. Seu uso em outros produtos cosmético ainda é raramente explorado. O óleo da macaúba cada vez mais está sendo valorizado pelo mercado nacional e internacional, pois é refinadíssimo, tem valores nutricionais próximos ao azeite de oliva e seu potencial começou a ser descoberto pelas indústrias de cosméticos de alimentos. Do processo de extração são obtidos dois tipos de óleo. O da polpa é esverdeado e aproveitado como biodiesel ou na indústria de cosméticos. Já o óleo da amêndoa, amarelado, é mais nobre, podendo ser consumido e também utilizado em produtos de beleza. COMPOSIÇÃO EM ÁCIDOS GRAXOS (%) (C08:0) Caprílico 5,96 (C10:0) Cáprico 1,79 (C12:0) Láurico 12,95 (C14:0) Mirístico 9,49 (C16:0) Palmítico 12,62 (C16:1) Palmitoleico 2,29 (C18:0) Esteárico 6,58 (C18:1) Oleico – ômega 9 40,17 ÓLEO DE MAMONA (RÍCINO) ÓLEO DE MANGA Mangifera Indica L Óleo vegetal extraído da Manga (Mangifera indica). Constituído de triglicerídeos. O
  39. 39. óleo de manga tem alto grau de emoliência, possui potássio, betacaroteno, rica em vitamina A e C, fortalece o cabelo, a pele e as unhas. ÓLEO DE MARACUJÁ (SEMENTES) Passiflora Edulis O maracujá é originário da América Tropical, com mais de 150 espécies nativas do Brasil. Devido as suas propriedades terapêuticas, tem valor medicinal: as folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural e o chá preparado com as folhas tem efeito diurético. Possui valor ornamental, devido as suas belas flores. Seu uso principal, no entanto, está na alimentação humana, na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e licores. O maracujá é uma boa fonte de carbohidratos. Contém vitaminas A e C, além de vitaminas do complexo B. É rico em minerais como cálcio, fósforo e ferro. Ele tem propriedades depurativas, sedativas e antiinflamatórias. Suas sementes atuam como vermífugos. Por essas características, está incluído na monografia da Farmacopéia Brasileira. Folhas, por infusão: Calmante e sedativo, combate à insônia. Alcoolismo crônico. Asma, bronquite, coqueluche, cólicas, convulsões infantis, vermes. As raízes são venenosas. Na cosmética: Possuindo elevado teor em ácido Linoleico é indicado para cremes e loções de limpeza de peles, promovendo nutrição e hidratação do tecido cutâneo e aumentando a sedosidade da pele, xampus, neste caso regulando as atividades das glândulas sebáceas, proporcionando volume e leveza, sabonetes e óleos para banhos. Aplicação na cosmética: · Cremes e loções para o cuidado da pele · Produtos capilares · Produtos solares · Produtos infantis · Óleos de banho ÓLEO DE MARULA (Sclerocarya birrea) Nome Científico: Sclerocarya birrea Nome Popular: Marula, Amarula Origem: África O núcleo da semente é rico em proteinas e gordura, com um sabor de nozes, constitui uma boa fonte de alimentação se consumida diretamente. As frutas são comumente comidas frescas ou preparadas em sucos, geléias e licores - sendo entre estes o mais conhecido o da marca Amarula® (alcoólico). O óleo de marula, feito a partir do núcleo da semente, é rico em antioxidantes, vitaminas E e C, é usado na África como protetor

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