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BIODIVERSIDADE, QUE EXCELENTE TEMA PARA UM ARTIGO!
                                    Cristina Girão Vieira
                  Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade
               Seminário Jovens Repórteres para o Ambiente – Sever do Vouga


        Usando as mesmas letras no mesmo número de vezes, tente fazer uma nova frase com
                                                       significado semelhante à seguinte:
    “A biodiversidade é a variabilidade entre os organismos vivos, incluindo os ecossistemas;
       compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e os ecossistemas”


Quando me disseram que o tema da biodiversidade era um dos menos abordados neste
Projecto fiquei espantada, pois como disse Margot Wallström (ex-comissária europeia para o
ambiente) “A biodiversidade não é um luxo, é um pré-requisito para a vida”.

Mas, para que não haja equívocos, convém definirmos o que é a biodiversidade.

Biodiversidade – (in Decreto n.º 21/93 de 21 de Junho que ratifica a Convenção da
Biodiversidade) “variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo, os
ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos
dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e
dos ecossistemas.” Note-se que a biodiversidade engloba também a diversidade genética e
alélica, pelo que a diminuição do efectivo das populações para níveis drásticos pode fazer
com que, apesar de não se extinguirem espécies, se perca diversidade genética.
Já que falámos em extinção, apesar de ser algo natural no processo de evolução, estima-se que
na Europa, o ritmo de extinção das espécies poderá ser hoje mil a 10 mil vezes superior à
taxa natural (Paiva, 1998).
Com efeito, as alterações climáticas podem, segundo alguns autores, conduzir à extinção de
1 em cada 3 espécies em termos mundiais. Também a destruição de habitats (p. ex. na
Europa perderam-se mais de 50% das zonas húmidas) seguida pela sobre-exploração de
recursos e introdução de espécies exóticas e invasoras são graves problemas que afectam a
biodiversidade
Na Europa, cerca de 42% dos mamíferos, 15% das aves e 45% das borboletas e répteis estão
ameaçados (in Environment for Europeans, nº 16, Maio 2004, p. 3.). Mamíferos como o
lince-ibérico, a raposa do árctico, os esquilos nativos, os golfinhos, as focas e as baleias são
apenas alguns exemplos de animais que correm sérios perigos.
Das 5.743 espécies de anfíbios conhecidas mundialmente, 2/3 estão em perigo de extinção.
Em Portugal existem várias espécies de anfíbios entre elas a salamandra-lusitânica e o
tritão-palmado consideradas como vulneráveis e ameaçadas. A 1ª espécie ocorre no Sítio
Vouga da Rede Natura.
Estas perdas de diversidade ocorrem tanto nas florestas tropicais (onde estão presentes 50 a
90% das espécies já identificadas), como nos rios, lagos, desertos, florestas mediterrânicas,
montanhas e ilhas.
A destruição de ecossistemas ricos e diversificados ou até de pequenas zonas pode conduzir à
extinção de espécies endémicas, sem que as mesmas cheguem a ser conhecidas para a
ciência.
Na verdade, não sabemos o que existe na Terra. Calcula-se que existirão cerca de 5 a 100
milhões de espécies, mas apenas estão identificadas cerca de 1,8 milhões. Por exemplo,

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estima-se que se conhece apenas 5% das espécies de fungos ou seja 80 mil de 1,5 milhões
que se pensa existirem.
                        PARA QUE SERVE A BIODIVERSIDADE?

Para além de causarem problemas ambientais, a destruição dos ecossistemas e as extinções
têm consequências no desenvolvimento económico e social. Isto porque a espécie humana
depende da diversidade biológica para a sua própria sobrevivência, dado que pelo menos
40% da economia mundial e 80% das necessidades dos povos dependem dos recursos
biológicos.

Segundo o boletim Environment for Europeans, de Maio de 2004, os ecossistemas naturais
fornecem bens no valor de 26 triliões de euros por ano, duas vezes o valor da riqueza
produzida pelo homem.

Vejamos apenas alguns aspectos de como a biodiversidade é essencial.

BASE DO TURISMO - Quer o Turismo de Natureza (levado a efeito nas Áreas Protegidas
com regras bem definidas) quer o ecoturismo e o turismo tradicional necessitam de um bom
ambiente e de locais bem conservados em termos naturais. Em Sever do Vouga, o município
anunciou a criação de 11 percursos pedestres em 5 zonas de interesse turístico, incluindo a
ponte de Pessegueiro, a serra do Arestal e a cascata de Cabreia no rio Mau, onde foi filmada
uma telenovela. Segundo afirmam tentaram escolher “lugares de valor patrimonial e de
interesse para os visitantes, quer pela fauna e espécies de flora raras, quer pela vista que se
obtém de diversos pontos de paragem”.
Note-se que o turismo, se não for bem gerido, pode colocar em risco os próprios recursos que
pretende usar, portanto deve ter regras. O ICN tem estado a implementar o Plano Nacional de
Turismo de Natureza, onde, entre outros aspectos, se pretende fomentar o conhecimento
acerca das Áreas Protegidas e desenvolver sustentavelmente essas Áreas e populações.

ARTE - na Igreja Matriz de Sever do Vouga, os altares apresentam elementos como flores
de acanto (o Acanthus mollis é autóctone do nosso país e existe naturalmente nesta zona,
gostando de sítios sombrios e de margens dos caminhos), aves, flores e símbolos relacionados
com a Eucaristia, tais como cachos de uvas e folhas de videira, demonstrando que esta
religião surgiu no Mediterrâneo.


                                          TOPONÍMIA

Bastaria darmos uma volta pelos nossos nomes, provérbios, insultos e pelos topónimos
desta região para percebermos a importância da biodiversidade, até nas pequenas coisas.
Assim, encontramos termos como Salgueiros, Oliveira e Oliveirinha, Corga do Lobão,
Cabeço da Macieira, Espinheiro, Carvalheira, Pessegueiro, Nespereira e…
Felgares – talvez de filicale – terreno de fetos.
Cornide – do lat. corneti designando um local com pilriteiros.
Junqueira e Carrazedo – de caricetu – indica um local de águas estagnadas com
povoamentos de juncos e espadanas.
Cerqueira – de quercaria - local com carvalhos cerquinhos ou carvalho-português Q.
faginea que significa "parecido com a faia". Estes carvalhos são árvores de crescimento
lento e desempenham um papel importante como espécie estreme de alguns solos degradados
e dos calcários (limitantes para a maior parte das árvores e arbustos), bem como em meios
ripícolas. A sua madeira é boa e é usada na construção. Esta espécie apresenta muitas vezes

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galhas que são formadas pela picadela de insectos do género Cynips. A planta reage
produzindo uma galha com tecido esponjoso no interior. Estas são usadas no fabrico de tintas
e corantes e são fonte de taninos.
Já que falámos em carvalhos, no Sitio de Importância Comunitária do Rio Vouga existem
Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica. O Q. robur
conhecido como carvalho roble ou alvarinho é o carvalho da Europa atlântica (de clima mais
húmido e chuvoso, daí não ter pelos) foi a base da construção das grandes frotas navais e até
se diz que serviu para fazer a arca de Noé. Foi muito usado na construção de barricas de
vinhos, de móveis e casas. Floresce ao fim de 40 a 50 anos, mas pode durar mais de mil. O Q.
pyrenaica ou carvalho negral, tal como o anterior, hibridiza facilmente. Tem menos
utilizações que o roble, sendo usado para postes e traves de caminho de ferro. É característico
das regiões montanhosas do Norte e Centro, daí a existência de pelos.
Nogueira – as nozes são semelhantes de aspecto ao cérebro humano e historicamente
atribuíam-se-lhe propriedades benéficas para aquele órgão. O nome do género Juglans vem de
"jovis glans" que significa glande ou bolota de Júpiter. As infusões de folhas de nogueira são
usadas pelos diabéticos e as nozes parecem fazer baixar o colesterol. Esta árvore é originária
do SE da Europa e Ásia e foi introduzida em Portugal.
Vale da Murta cujo nome latino provém do grego “Myrtos”, derivado de “Myron” que
significa perfume, dado ser uma planta muito aromática, pelo que as noivas judias, no dia da
sua boda, costumavam usar grinaldas de murta. Foi cultivada desde a Antiguidade nos
jardins mediterrânicos, romanos e hispano-árabes, pela sua elegância como arbusto sendo
ainda hoje usada em sebes, pois resiste à poda, pelo aroma que dela se desprende e pela beleza
dos seus frutos. Estes são utilizados como condimentos de pratos, compotas e xaropes. Em
alguns cultos religiosos queimava-se como o incenso, sendo usada hoje, em cosmética e
perfumaria. Dado o seu teor em taninos é também usada para curtir couros. Tem propriedades
medicinais como adstringente, anti-séptico e anti-catarro. No passado, utilizou-se como
desodorizante aplicando-se as folhas nas axilas.
Já que falámos em murta, debrucemo-nos um pouco sobre outras plantas da mesma família,
os eucaliptos, até porque existem nesta região, apesar de serem espécies introduzidas.
Existem mais de 300 espécies de eucaliptos, sendo o Eucalyptus globulus (natural da
Tasmânia, sul de Vitória e New South Wales na Austrália) a mais espalhada mundialmente. O
nome deriva do grego “eu” – bem e “calyptos” – coberto, referindo-se ao facto das flores
estarem cobertas durante o desenvolvimento. Globulus quer dizer “pequeno botão”, aludindo
ao formato do opérculo. Foi trazida para a Europa inicialmente devido à sua capacidade para
drenar solos e zonas húmidas evitando a proliferação de mosquitos e da malária.
Esta espécie é um dos eucaliptos de crescimento mais rápido. Uma árvore com 6 a 8 anos
pode chegar a atingir 25-33 m. Algumas árvores podem produzir sementes tão rapidamente
como no seu 5º ano e o facto de serem polinizadas por uma grande variedade de insectos,
aves e pequenos mamíferos favorece a formação de sementes.
As folhas maturas desta espécie produzem substâncias alelopáticas. Todavia, o facto de
haver poucas plantas herbáceas debaixo dos eucaliptos pode ter a ver também com a grande
quantidade de folhada e com a competição pela água.
Nalgumas zonas da Califórnia é considerado uma invasora, pois ocupou áreas de vegetação
natural e têm sido feitos esforços para o seu controle e recuperação dos solos após a
erradicação, algo que não é fácil.
As espécies invasoras são um grave problema para a biodiversidade, existindo legislação (DL
565/99) que regulamenta a introdução e uso de várias espécies animais e vegetais. Em termos
de espécies invasoras, e falando apenas de algumas plantas, temos:
        as acácias - ex. a Acacia dealbata, conhecida como mimosa, e a Acacia longifolia,
        acácia-de-espigas, que tantos problemas trazem à nossa vegetação e que, apesar de

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serem verdadeiras pragas vegetais, continuam a ser disseminadas pelas populações
        devido à sua exuberante floração;
        o chorão-das-praias Carpobrotus edulis - que se encontra espalhado pelo litoral
        português competindo com muitas espécies endémicas e que é originário da África do
        Sul;
        a erva-das-pampas – Cortaderia selloana;
        o ailanto ou árvore-do-céu - Ailanthus altissima originário da China;
         a árvore-do-incenso - Pittosporum undulatum espécie australiana com floração
        odorífera.
        o jacinto-de-água – planta sul-americana praga dos canais de rega.

Nos Açores, algumas espécies invasoras, como a conteira Hedychium gardneranum e a
Clethra arborea, estão a destruir o habitat do Priôlo (ave criticamente em perigo de extinção).

As introduções podem ser muito perigosas, p. ex. a mixomatose não existia na Europa, mas
afectava levemente os coelhos brasileiros. Foi introduzida no velho continente, sendo mortal
para os coelhos bravos europeus o que colocou também em risco os animais que deles se
alimentam (caso do lince-ibérico, pois 75-95% das suas presas são coelhos). Note-se que
existiram linces em todo o país, mas hoje é o felino mais ameaçado do mundo.

Da mesma forma que muitas pessoas plantam acácias por serem bonitas, agora há o hábito de
terem animais em casa extremamente exóticos. Note-se que existe uma Convenção sobre o
Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (CITES)
assinada em Washington, em 3 de Março de 1973, tendo entrado em vigor a 1 de Julho de
1975. Portugal aderiu em 1980 (Decreto 50/80, 23 de Julho). A Convenção protege espécies
raras ameaçadas de extinção ou cujos níveis de Comércio Internacional podem comprometer a
sua sobrevivência. Assim, há que ter cuidado para não comprar animais (ou plantas) que
estejam protegidos por lei.

Mas se têm animais em aquários ou em gaiolas não devem libertá-los no meio natural.
Com efeito, são várias as espécies de aves exóticas que têm vindo a aumentar a sua área de
distribuição em Portugal competindo com as espécies autóctones, estando ainda por
determinar os efeitos sobre a biodiversidade.

Na sequência do filme “À procura de Nemo” muitas crianças, nos EUA, deitaram para os
esgotos os seus peixes de aquário havendo alguns que se adaptaram ao novo habitat, o que
coloca problemas à fauna piscícola autóctone.

Note-se que mais de 20 milhões de peixes tropicais são capturados anualmente para serem
vendidos como animais de aquário. Alguns pescadores usam produtos químicos (cianeto, p.
ex.) para atordoar os peixes. Porém, esses produtos matam os corais e outros seres vivos.

Aqui está um exemplo de como evitando comprar seres vivos de aquário contribuímos para a
manutenção da biodiversidade em locais bem longe de nós. “Pensar globalmente e agir
localmente” tem a ver com estes pequenos gestos do dia-a-dia.

Mas voltando aos nossos topónimos existe um particularmente interessante - Silva Escura
- Silva, um dos apelidos mais comuns em Portugal, deriva do latim “silvi”, que significa
“floresta”, denotando que algumas zonas do nosso país estavam cobertas, não de pinhais e
eucaliptais como hoje encontramos, mas sim de florestas diversificadas onde predominavam
os carvalhos. Com efeito, a expressão Silva Escura parece denotar a existência de uma
floresta cerrada nesse local.


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Mas se nos debruçarmos sobre o artesanato desta região verificamos também que depende da
biodiversidade. Assim, em Silva Escura está ligado à construção de instrumentos musicais,
para os quais são necessárias boas madeiras. Em Castelões, há a cestaria e a tecelagem, nos
Sequeiros trabalhos de empalhador; e no Rio de tanoaria, em Rocas cestaria e madeira,
Sever do Vouga calçado e Cedrim linho.
Há também um topónimo curioso – Zebreiro – que provirá de Zevro, um dos enigmas da
zoologia portuguesa, pois não se sabe a que espécie corresponde. O que se sabe é que foram
os portugueses a nomear a Zebra, provavelmente porque a zebra africana se pareceria com o
tal zevro que existiria em Portugal e que se extinguiu talvez no século XIV.
Na região de Sever do Vouga há também investimentos na produção de pequenos frutos
como os mirtilos, que podem ser usados, p. ex. em sobremesas. Apesar de também se dar o
nome de “mirtilo” aos frutos da murta, creio que, neste caso, se referem ao fruto, geralmente
negro-azulado (por vezes branco), do arando ou uva-do-monte, Vaccinium myrtillus, cujas
folhas são parecidas com a da murta, daí o nome. Os frutos são usados para curar diarreias,
disenterias e também para problemas urinários. As folhas e casca são usadas para remédios
caseiros para aplicar em úlceras e ulcerações da boca e garganta. Um chá feito das folhas tem
efeito sobre a diabetes. Esta espécie é autóctone no Noroeste montanhoso de Portugal em
urzais e matas caducifólias de altitude acima dos 900 m. No norte da Europa o fruto é uma
importante fonte de alimento para a fauna selvagem, nomeadamente os ursos.
Já que falámos em ursos o Ursus arctus apesar de ter sido uma espécie cinegética
relativamente abundante no nosso país, foi extinto em meados do séc. XVII ou talvez
mesmo no séc. XV, visto que o último registo de um urso morto foi no Gerês e poderia tratar-
se de um animal vindo de Espanha. Nos tempos de D. Afonso V (1438-1481) os ursos
começaram a rarear e este rei, para evitar a sua extinção, decretou o pagamento de uma
avultada quantia de dinheiro para quem ousasse matar um daqueles animais, mas, tal como
hoje, as multas não são suficientes.

Lembremo-nos que a última fêmea desta espécie existente nos Pirinéus foi morta em 2004
por caçadores irresponsáveis durante uma batida ao javali, mostrando que muito há ainda a
fazer em termos de cidadania ambiental e de fiscalização.

Na Convenção da Biodiversidade é dado um especial ênfase à conservação in situ, visto
que não basta conservar os indivíduos, eles fazem parte de um ecossistema, portanto para
“salvar” a espécie é essencial manter os habitats. Assim, uma das formas de preservar a
biodiversidade é através da criação de Áreas Protegidas. Note-se que no mundo, apenas
10% das áreas mais ricas em termos de biodiversidade e apenas 1% dos seus oceanos
estão protegidos.

Em Portugal continental existem 25 Áreas Protegidas de âmbito nacional e 4 de âmbito
regional que defendem um rico património natural e também cultural.

Rede Nacional de Áreas Protegidas
      1 Parque Nacional da Peneda-Gerês – a 1ª AP a ser criada pelo DL nº 187/71, na
      sequência do “Ano Europeu da Conservação da Natureza” – 1970, lançado pelo
      Conselho da Europa.
      9 Reservas Naturais: Berlengas (inclui área marinha); Dunas de S. Jacinto; Estuário
      do Sado; Estuário do Tejo; Lagoas de Santo André e da Sancha (inclui uma área
      marinha); Paul de Arzila; Paul do Boquilobo; Sapal de Castro Marim e Vila Real de
      Santo António; e Serra da Malcata.
      13 Parques Naturais: Alvão; Arrábida (inclui área marítima); Douro Internacional;
      Litoral Norte; Montesinho; Ria Formosa; Serra da Estrela; Serra de S. Mamede; Serras
      de Aire e Candeeiros; Sintra-Cascais; Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (inclui
      área marítima), Tejo Internacional; e Vale do Guadiana.
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2 Paisagens Protegidas: Arriba Fóssil da Costa de Caparica; e Serra do Açor.
       5 Monumentos naturais: Carenque; Lagosteiros; Pedra da Mua; Pedreira do Avelino;
       Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas. Prevê-se que virão a existir mais,
       que estão em fase de reclassificação na sequência do Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24
       de Julho.

De âmbito regional e geridas pelas autarquias existem 4 Paisagens Protegidas:
Albufeira do Azibo; Corno de Bico; Serra de Montejunto; e Lagoas de Bertiandos e S. Pedro
de Arcos.

Para além das Áreas Protegidas, e devido à aplicação de duas importantes Directivas
Comunitárias – a Directiva “Habitats” (Dir. 92/43/CEE de 21 de Maio), que visa preservar
os habitats naturais e da fauna e flora selvagens e a Directiva “Aves” (Dir. 79/409/CEE, de 2
de Abril) que pretende proteger as aves selvagens, surgem os Sítios de Importância
Comunitária (SIC) incluídos na Rede Natura 2000. Assim, existem 73 SIC no continente,
23 nos Açores e 11 na Madeira, perfazendo um total de 107 Sítios. A nível europeu a Rede
Natura cobre cerca de 637 mil Km2, faltando ainda os sítios dos últimos 10 países que
aderiram à União (2004).

Por ser o que se encontra mais perto falemos um pouco do Vouga, rio que nasce na S. da Lapa
e que alimenta as pateiras de Fermentelos e Frossos, assim como a Ria de Aveiro que
também é um SIC. A bacia hidrográfica do Vouga é a 6ª em termos nacionais e uma parte
está incluída na Rede Natura 2000, com o nome de Rio Vouga numa área de 2769 ha.
Apesar da sua vegetação ripícola estar mal conservada, principalmente por efeito das cheias
e da pressão agrícola nos campos marginais, é um importante rio para a conservação de
espécies piscícolas, tais como o sável (Alosa alosa – espécie em perigo), a savelha (Alosa
fallax - vulnerável) e a lampreia-marinha (Petromyzon marinus – sp. vulnerável e anádroma
que nasce e desova em água doce e matura no mar). Estas espécies são todas migradoras,
ameaçadas e em regressão. Note-se que Sever do Vouga tem uma festa da lampreia.
Há ainda o ruivaco (Chondrostoma macrolepidotus) endemismo lusitânico, classificado
como ameaçado e espécies como a boga – (Chondrostoma polylepis) quase ameaçada, a
enguia (Anguilla anguilla – em perigo no continente) e o barbo (Barbus bocagei).
É também importante para o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi - espécie endémica da
Península Ibérica) e para a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica - espécie com o
estatuto de vulnerável).
Aqui encontra-se também a lontra. Entre as aves, destaque para o guarda-rios e o milhafre-
preto (Milvus migrans) que aqui nidificam.
Note-se que mais de 50% deste Sítio está ocupado com monoculturas florestais que, em
conjunto com a poluição da água e a pressão agrícola, são alguns dos factores que colocam
em perigo aquela área.
Entre os habitats naturais que encerra e os mais fáceis para um leigo distinguir contam-se os
já referidos carvalhais de Q. robur e Q. pyrenaica, nomeadamente o roble e o negral, e
“cursos de água mediterrânicos permanentes” com algumas associações florísticas e com
“cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba (choupo-branco)”.
Estão assinaladas várias medidas de gestão para esta área, que é toda privada.
Ao falarmos de alguns aspectos da biodiversidade nesta região abordámos algumas das
mais valias que a biodiversidade nos traz. Mas há muitas mais que talvez não saibam.

                                 FONTE DE ALIMENTOS

                                                                                                6
Não é por acaso que o Dia Mundial da Alimentação de 2004 foi "Biodiversity for Food
Security" e que o Dia Mundial da Biodiversidade em 2008, foi “Biodiversidade e
Agricultura”, pois a Biodiversidade é fonte de alimentos e de variedades que permitem às
espécies cultivadas serem resistentes às doenças e pragas. Segundo a FAO, cerca de 70 mil
plantas possuem partes comestíveis e na alimentação humana foram já usadas 7 mil
espécies. Todavia, apenas 30 servem de alimento à maioria da população. A alimentação
básica depende apenas de 8 cereais: o trigo, a cevada, o milho, o centeio, o arroz, a aveia, o
sorgo e o painço ou milho-miúdo, todos eles muito uniformes do ponto de vista genético
(Paiva, 1993).
A maior emigração de pessoas no séc. XIX foi a dos Irlandeses, devido à destruição da
colheita de batata em 1846-7 pelo fungo Phytoptora infestans. 1,5 milhões de irlandeses
emigraram para os EUA e Austrália, pois a batata era a base da alimentação dos irlandeses
pobres. Os antepassados dos Kennedy foram uma das muitas famílias que então emigraram.

As variedades selvagens e várias estirpes diferentes são essenciais para se manter a resistência
a doenças e pragas. Assim, as vinhas selvagens americanas foram essenciais para assegurar
a continuação da cultura na Europa após esta ter sido atacada por várias doenças e insectos.

Na maioria dos campos agrícolas 90% das pragas são mortas por espécies benéficas
contribuindo assim para a redução do uso de pesticidas químicos. Daí a importância das
sebes vivas que tantas vezes servem de local de abrigo e reprodução para espécies que
colaboram gratuitamente com o agricultor.

Curiosamente, alguns alimentos referidos na Bíblia como sendo milagrosos, são bem
reais. Pensa-se que o maná caído do céu era o líquen Lecanora esculenta que se destaca
facilmente em pequenos pedaços e é levado pelo vento acumulando-se por vezes em
reentrâncias e sobre pequenos arbustos. Ao longo dos tempos, os agricultores da Pérsia
evitaram a fome comendo este líquen que cresce nas rochas e que é uma importante fonte de
alimentação para os carneiros no Médio Oriente. Na Turquia e no norte do Irão é misturado
com farinha e usa-se para fazer uma espécie de pão para consumo humano.

Já que falámos em líquenes, o papel azul de tornesol usado nas escolas era corado com
pigmentos obtidos a partir de líquenes (Roccella tinctoria e R mantagnel).
Mas voltando à Bíblia, nela podemos encontrar, nas pragas do Egipto, referência à
contaminação das águas por algas vermelhas, mostrando que a biodiversidade faz história e
molda as religiões.
Para os que apenas pensam em dinheiro há alimentos que atingem valores incríveis. P. ex. em
Novembro de 2000, estabeleceu-se num leilão um novo recorde de mais de 400 dólares por
cerca de 300 gr de trufas brancas. Devido à dificuldade em serem encontradas na natureza,
têm sido feitas tentativas para criar trufas, mas praticamente só se obtém por colheita no meio
natural. Porém, esta tem decrescido acentuadamente nos últimos 90 anos, devido à
destruição das florestas e à morte das árvores devido à poluição atmosférica. A França
produziu mil toneladas em 1892, mas agora, apenas são colectadas 50 a 90 toneladas/ano.

Falando em alimentos caros, o bacalhau (Gadus morhua) cujos stocks estão em perigo no
Atlântico norte, foi em tempos um alimento muito barato e para o qual era usado o sal de
Aveiro considerado o melhor da Europa. O bacalhau de má qualidade era utilizado na
alimentação dos escravos e o excelente era importante no comércio entre a América e a
Europa. P. ex. em Salem, o comércio de bacalhau era florescente no século XVII, de tal forma
que, quando o seu tribunal - criado em 1692 - interrogou centenas de mulheres acusadas de
bruxaria e enforcou 19 delas, o selo do tribunal era um bacalhau.

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Já que falámos em bruxaria, muitas das pessoas julgadas na Idade Média por esse crime e que
se pensavam possuídas por demónios, crê-se hoje que sofriam de uma doença chamada
ergotismo provocada por um fungo conhecido como cravagem-do-centeio que, entre outros
sintomas, provoca alucinações. Curiosamente, foi deste fungo que se obteve o LSD.

                               FONTE DE MEDICAMENTOS

Estima-se que, no mundo, a indústria farmacêutica ganha 32 biliões de dólares de lucro por
ano, de produtos derivados da medicina tradicional.
Durante séculos, para terem alívio para as dores, os índios norte-americanos mastigavam a
casca do salgueiro-branco (Salix alba – espécie dióica muito utilizada em Portugal em cestaria
e que existe nas margens do Vouga). Em 1827, um cientista isolou uma substância química da
casca do salgueiro a que chamou salicina. Graças a ela produz-se hoje industrialmente o ácido
acetilsalicílico, vulgarmente conhecido como aspirina.
Mais de 3 mil antibióticos, incluindo a penicilina e a tetraciclina, são derivados de
microrganismos. A penicilina foi o 1º antibiótico a ser descoberto (acidentalmente) e salva
milhares de pessoas infectadas por bactérias. O termo penicilina vem do fungo Penicilium
notatum.
Do teixo do Pacífico, altamente tóxico, extrai-se a taxina, a partir da qual se produz o taxol.
Durante muito tempo era considerado um sub-produto da exploração de madeira, porém, hoje
é considerado um tesouro entre as plantas nativas do noroeste do Pacífico, pois salva milhares
de vidas. O taxol tem sido usado em cancros, como o do seio, dos ovários e leucemia. O taxol
é também uma fonte de riqueza para os EUA. Nos anos 2000, dava lucros de um milhão de
milhões de dólares da sua venda e dos empregos associados.
Talvez agora lamentemos o facto de termos dizimado os teixos no nosso país, pois possuem
aquela substância. Também a caça indiscriminada de aves, que disseminavam a semente,
parece ter contribuído para a raridade do teixo (Taxus baccata), que hoje só se encontra em
Portugal nas zonas mais altas das serras da Estrela, Gerês e Montesinho. Trata-se de uma
espécie protegida. Só por curiosidade: aos locais onde existem teixos é dado o nome de
Teixeiras.
O principal tratamento europeu para os problemas da próstata vem directamente da casca da
cerejeira africana (Prunus africana), hoje severamente ameaçada no seu habitat natural nas
terras altas da África Central, devido à sobre-exploração. Também em termos de controlo de
natalidade cerca de 3 mil plantas são usadas tradicionalmente para este fim.
Cerca de 2 mil taxa de plantas medicinais e aromáticas são comercializados dos quais 2/3 são
nativos da Europa. Estima-se que 90% são colectados na natureza havendo claros sinais de
sobre-exploração em algumas zonas europeias. Apesar das plantas serem raras na natureza, o
seu cultivo é mais dispendioso do que a colheita na natureza. Na UE, as plantas medicinais
e aromáticas são cultivadas numa área de cerca de 70 mil ha, com 130-140 espécies.
O ICN tem desenvolvido vários estudos e editado publicações sobre as plantas aromáticas e
medicinais em Portugal, pois poderá ser uma forma de desenvolver sustentavelmente
algumas regiões. Para além disso, as comunidades que usam as plantas selvagens têm
frequentemente um conhecimento rico e único que é também importante preservar. Não é em
vão que o povo diz: Deus criou uma erva para cada doença.
Infelizmente, das 250.000 espécies de plantas no mundo apenas 2% terão sido estudadas à
procura de produtos químicos com uso medicinal. Atendendo a que, diariamente, são
destruídos os habitats das espécies nativas perdem-se muitas plantas e animais que poderiam
ter interesse para a medicina.



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A biodiversidade foi também importante para conhecermos o nosso próprio genoma. Com
efeito, foi em parte graças ao vírus da varíola, que tantas mortes causou no mundo, que se
conseguiu mapear o genoma humano.

          FONTE DE MATÉRIAS-PRIMAS PARA ACTIVIDADES BÁSICAS,
                     MAS TAMBÉM PARA A INDÚSTRIA

Nos países sub-desenvolvidos cerca de 70% das pessoas dependem da biomassa (na sua
maioria lenha, restos das colheitas e dejectos animais) para o aquecimento e para cozinharem
e convém não esquecer que o carvão e o petróleo têm origem biológica. Depois há negócios
tão simples como os das pastilhas elásticas. Assim, o chicle é uma substância semelhante à
borracha e que se obtém de uma planta alta sempre-verde que cresce no México. A marca
“chiclet” deriva da palavra chicle. O próprio cimento necessita de calcário, rocha com origem
biológica, portanto mesmo as paredes das nossas casas têm origem biológica.
Nos últimos anos, a indústria lucra com a jojoba, uma planta do deserto do sudoeste
americano. A partir dela obtém-se um líquido ceroso de alta qualidade e muito versátil que
substitui o óleo das baleias.
Produtos obtidos a partir de algas marinhas são usados em plásticos, como polimento,
desodorizantes, detergentes, tintas, espumas para extintores, lubrificantes, conservantes
para a carne, alimentação para as galinhas, entre muitos outros produtos.

      ALGUMAS OUTRAS FUNÇÕES QUE DESEMPENHAM GRATUITAMENTE

       Agentes despoluidores – é graças aos sapais que muitos dos metais pesados que são
       deitados em estuários ficam aprisionados nas lamas na sua forma inorgânica, não
       sendo pois perigosos para os organismos vivos, entre os quais peixes e bivalves dos
       quais o homem se alimenta. Para além disso, alguns microrganismos encontrados, p.
       ex. nas planícies abissais, poderão ser úteis para descontaminação de águas
       extremamente poluídas.

       Regulam o ciclo hidrológico – as florestas tropicais, graças à sua grande evapo-
       transpiração, têm efeitos a nível do clima global e precipitação noutras latitudes mais
       temperadas. Para além disso, a vegetação (se for a adequada ao solo) impede uma
       escorrência rápida para os rios e destes para o mar, possibilitando a infiltração e a
       recarga de aquíferos.

       Formam solo e evitam a erosão – Nas zonas temperadas e tropicais para se renovarem
       2,54 cm da camada superior do solo são necessários cerca de 200 a 1 000 anos -
       dependendo do clima e do solo. O solo é originado por fenómenos físico-químicos,
       mas essencialmente biológicos.

       Regulam o clima e contribuem para a descontaminação da atmosfera – Para além
       do oxigénio que existe na atmosfera ter origem biológica e, por isso, só existir camada
       de ozono porque temos plantas, alguns ecossistemas são sumidouros de carbono e
       serão essenciais para cumprirmos os compromissos internacionais, tais como os do
       Protocolo de Quioto.

       Impedem catástrofes – a vegetação ripícola, ajuda a manter as margens dos rios e
       serve de tampão às cheias. Se tivéssemos um ecossistema florestal equilibrado com
       plantas resistentes ao fogo não teria certamente ocorrido a catástrofe que se verificou
       em 2003. Os ecossistemas dunares são a primeira protecção contra as tempestades e a
       subida do nível do mar.
                                                                                                 9
Os ecossistemas mais produtivos são os naturais e não os humanos - Os três tipos de
       ecossistemas mais produtivos são os estuários, os pântanos e sapais e as florestas
       tropicais de chuva, provavelmente aqueles que o homem mais tem destruído.

                   A BIODIVERSIDADE INVENTOU ANTES DE NÓS

Foi com a natureza que aprendemos p. ex. a tecer e a tingir os tecidos. P. ex. o dragoeiro
(planta endémica dos Arquipélagos da Macaronésia, actualmente muito rara no seu habitat
natural) foi largamente utilizado, para extracção da sua seiva avermelhada, o “sangue de
drago”, que era usada em tinturaria, na medicina caseira e como verniz, muito apreciado para
o acabamento de violinos. O sangue de dragão foi a primeira fonte de rendimentos para a
Casa do Infante proveniente das Descobertas. Corantes extraídos das cochonilhas são
também utilizados para tingir roupa e produtos alimentares.
O velcro foi inventado por algumas plantas que produzem sementes e até pelas abelhas com
as suas patas colectoras. O voo das libélulas está na base dos helicópteros, enquanto o sonar,
utilizado nos navios, foi descoberto pelos morcegos e golfinhos. Uma estrutura semelhante à
existente nas narinas do falcão-peregrino é usada nos aviões a jacto (note-se que esta ave é
talvez o animal voador mais rápido). As pontes pênseis (ou seja, suspensas) resultaram das
observações das teias de aranhas. Foi o Teredo nivalis (um molusco bivalve, verdadeiro
“Terror dos mares”) que inspirou Marc Brunel a construir o Túnel do Tamisa, o 1º a ser
construído sob um rio.
A própria agricultura e pecuária foi inventada pelas formigas e não por nós, pois algumas
espécies cultivam fungos e “ordenham” pulgões.
Ainda há muito a descobrir – Alguns locais que dantes julgávamos sem vida, como sucedia
com os fundos oceânicos abrem-se perante nós numa profusão de formas de vida
verdadeiramente insólitas. Com efeito, apesar de não se encontrarem aí plantas, o nível dos
produtores é ocupado por bactérias, tais como as existentes em zonas vulcânicas, que
produzem o seu alimento a partir de compostos de enxofre das nascentes quentes.
Por isso, desde como utilizar as bactérias que decompõem o petróleo, para evitar os prejuízos
das marés negras, até que combustíveis biológicos poderemos encontrar para os nossos
veículos, muito temos ainda a lucrar com a biodiversidade.
Os ecologistas e os economistas apenas agora começam a se aperceber do valor estimado dos
serviços que os ecossistemas fornecem ao nosso planeta. Se fosse possível à humanidade
assegurá-los estima-se que o custo andaria na ordem dos triliões de euros anuais. Todavia,
creio que esse seria um valor muito baixo, pois se a vida humana não tem valor e se é isso que
a Terra nos assegura, então o nosso planeta e a sua biodiversidade são de um valor
incalculável.
Para terminar, e para os que decidiram aproveitar o tempo a tentar reconstruir a frase, pensem
que se é praticamente impossível refazer uma frase usando as mesmas letras e com o mesmo
significado, então imaginem que cada letra é uma espécie no alfabeto da natureza e que nós
não conhecemos as letras todas, mas que estamos a deitá-las fora mesmo antes de sabermos
de que modo é que elas se interligam com outras e de que forma nos poderiam ser úteis. Por
esta analogia podemos ver que é bastante irresponsável estarmos a extinguir espécies e a
arrasar ecossistemas sem sabermos reconstitui-los.
Como se vê são muitos os temas dentro da biodiversidade que se podem abordar num artigo e
é bem urgente, pois a cada dia que passa mais espécies e ecossistemas se encontram
ameaçados. Portanto, escrevam, alertem e informem os outros, mas acima de tudo, sejam
vocês os primeiros a defender a biodiversidade.


                                                                                                 10
Alguns sites na net onde procurar informação sobre biodiversidade
Atenção: na Internet encontra-se muita “desinformação” e dados errados. Daí que se
aconselha a consulta de página não pessoais, mas sim de instituições credíveis sejam elas
organismos de Estado, instituições, Universidades e associações fidedignas.
Motores de busca
www.dogpile.com (o motor dos motores); www.google.pt; www.tumba.pt;
www.sciurus.pt (um motor de busca científico).


Alguns endereços sobre Biodiversidade
Note-se que em vários destes endereços poderão encontrar “links” para outras páginas.

Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade www.icnb.pt - Áreas Protegidas,
projecto de EA “Escola na Natureza”, Rede Natura, espécies e ecossistemas, percursos, actividades,
links úteis…
Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira www.sra.pt e Parque Natural
da Madeira www.pnm.pt
Secretaria Regional do Ambiente e do Mar dos Açores
www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/sram/?lang=pt
Base de dados da Biodiversidade dos Açores www.azoresbioportal.angra.uac.pt
Parar a perda de biodiversidade até 2010 www.countdown2010.net
Portal da Natureza e Biodiversidade da Comissão Europeia
http://ec.europa.eu/environment/nature/index_en.htm e para os mais novos
http://ec.europa.eu/environment/youth/index_en.html
Agência Europeia de Ambiente www.eea.europa.eu
Arkive imagens www.arkiveeducation.org
Convenção sobre a Diversidade Biológica www.cbd.int (mais novos www.cbd.int/youth e EA
http://greenwave.cbd.int) Para a Europa ver http://biodiversity-chm.eea.eu.int
Convenção sobre as Espécies Migratórias – www.cms.int
Convenção sobre Zonas Húmidas (Ramsar) - www.ramsar.org
Convenção CITES – www.cites.org
Comissão Europeia – europa.eu.int/comm/environment/nature/home.htm e
europa.eu.int/comm/environment/nature_biodiversity/index_en.htm
Countdown 2010 - para parar a perda de biodiversidade até 2010 – www.countdown2010.net
Centro Mundial de Monitorização da Conservação. Inclui apresentação, em inglês, sobre o modo
como a biodiversidade beneficia as pessoas – www.unep-wcmw.org
Conselho da Europa - www.nature.coe.int
Earthtrends – O Portal da Informação Ambiental – earthtrends.wri.org
Livro Vermelho da IUCN das Espécies Ameaçadas– www.redlist.org
Naturlink – www.naturlink.pt – um portal português sobre temas de natureza e muitas entrevistas…
Algumas ONGA portuguesas: FAPAS – www.fapas.pt; GEOTA – www.geota.pt; Quercus –
quercus.sensocomum.pt; LPN – www.lpn.pt; SPEA – www.spea.pt
Programa Antídoto - antidotoportugal.no.sapo.pt/ Um programa do ICN e outros parceiros sobre o
problema do envenenamento de animais.
Programa Life – europa.eu.int/comm/environment/life/home.htm
Programa das Nações Unidas para o Ambiente www.unep.org (alunos www.unep.org/Tunza) e
também www.unepwcmc.org
Projecto INVADER - www1.ci.uc.pt/invasoras/ um projecto sobre espécies vegetais invasoras
Sistema de Informação sobre a Conservação da Biodiversidade – www.biodiversity.org
Atlas Mundial da Biodiversidade - stort.unep-wcmc.org/imaps/gb2002/book/viewer.htm
The World Conservation Union (UICN) http://cms.iucn.org
UNESCO http://www.unesco.org/education/tlsf/
União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) – www.uicn.org
World Atlas of Biodiversity http://stort.unepwcmc.org/imaps/gb2002/book/viewer.htm
World Wildlife Fund www.panda.org


                                                                                                     11
12
BIBLIOGRAFIA

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História Natural, Lisboa, 196 p.

BIRDLIFE (Ed.) (2003) – Birdlife in Europe, vol 8, nº 1, 8 p.

CONSELHO DA EUROPA (2002) - European Plant Conservation Strategy, Rev. Planta Europa, 39
p.

DIRECÇÃO-GERAL DO AMBIENTE (Ed.). (2000) – Relatório do Estado do Ambiente, Lisboa, 349
p.

FERRY, L. (1993) – A nova ordem ecológica, 1ª ed., Lisboa, Ed. Asa, 207 p.

FLORES, F., (1939) – A Protecção da Natureza, Directrizes Actuais, Revista Agronómica, Vol.
XXVII, separata, Lisboa, p. 4.

FONTAUBERT, A. , DOWNES, D. e AGARDY, T. (1996) - Biodiversity in the Seas: Implementing
the Convention on Biological Diversity in Marine and Coastal Habitats, IUCN Environmental Policy
and Law Paper n.∫ 32, Cambridge, IUCN, CIEL, WWF, 82 p.

FRANCO, J. (1971) – Nova Flora de Portugal Vol I, 1ª ed., Lisboa.
FRANCO, J. (1984) – Nova Flora de Portugal Vol II, 1ª ed., Lisboa.
GONZALEZ, G. (1982) – La guia de INCAFO de los arboles y arbustos de la Peninsula Ibérica, 1ª
ed., Incafo, Madrid.

HENRIQUES, P. (2001) – A, b ,c das Áreas Protegidas de Portugal continental, 1ª ed., Lisboa,
Instituto da Conservação da Natureza, 144 p.
INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (1998) – Primeiro Relatório a submeter
à Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica, Lisboa, 60 p.

INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (1999) – Estratégia Nacional de
Conservação da Natureza e da Biodiversidade – Documento preliminar para discussão pública,
Lisboa, 124 p.

INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (2002) – Estratégia Nacional de
Conservação da Natureza e da Biodiversidade, 1ª ed., Lisboa, 103 p.

KURLANSKY, M. (2000) – O Bacalhau: biografia do peixe que mudou o mundo. Terramar, 1ª ed.,
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Piaget, 332 p. (Trabalho original em francês publicado em 1997).

LIGA PARA A PROTECÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (2003) – Liberne, nº 77, Out/Dez.

Ministério do Ambiente e Recursos Naturais (1991) – Estratégia Nacional da Conservação, Lisboa,
238 p.

PAIVA, J. (1992) – A relevância do património natural, 1ª ed., Câmara Municipal de Leiria, 27 p.

PAIVA, J. (1998) – A crise ambiental, apocalipse ou advento de uma nova idade I, 1ª ed., Lisboa,
Liga dos Amigos de Conímbriga, C. Form. Prof. de Conímbriga, 36 p.

PEARCE, D. e MORAN, D. (1997) – O valor económico da biodiversidade, Col. Economia e Política
nº 25, 1ª ed., Lisboa, Instituto Piaget, 225 p. (Trabalho original publicado em inglês em 1994).
                                                                                                       13
SÉNECA, A. e CALDAS, F. B. (1992) – Poluição atmosférica, Bol. Soc. Brot.a, Série 2, 65, 67-78.

SERVIÇO NACIONAL DE PARQUES, RESERVAS E CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (1991)
– Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, Vol. I, 1º ed., Lisboa, 219 p.

THE ROYAL SOCIETY FOR THE PROTECTION OF BIRDS (Ed.), (2003) – Bird Life, Nov.-Dez.

The TRAFFIC Report, World Wildlife Fund, vol. 2, n.º 2, Jul., 2003.

VIEIRA, C. e FARINHA, J. (2002) – Cento e picos termos sobre Conservação da Natureza, 1ª ed.,
Lisboa, Instituto da Conservação da Natureza, 36 p.




                                                                                                  14

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  • 1. BIODIVERSIDADE, QUE EXCELENTE TEMA PARA UM ARTIGO! Cristina Girão Vieira Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade Seminário Jovens Repórteres para o Ambiente – Sever do Vouga Usando as mesmas letras no mesmo número de vezes, tente fazer uma nova frase com significado semelhante à seguinte: “A biodiversidade é a variabilidade entre os organismos vivos, incluindo os ecossistemas; compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e os ecossistemas” Quando me disseram que o tema da biodiversidade era um dos menos abordados neste Projecto fiquei espantada, pois como disse Margot Wallström (ex-comissária europeia para o ambiente) “A biodiversidade não é um luxo, é um pré-requisito para a vida”. Mas, para que não haja equívocos, convém definirmos o que é a biodiversidade. Biodiversidade – (in Decreto n.º 21/93 de 21 de Junho que ratifica a Convenção da Biodiversidade) “variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e dos ecossistemas.” Note-se que a biodiversidade engloba também a diversidade genética e alélica, pelo que a diminuição do efectivo das populações para níveis drásticos pode fazer com que, apesar de não se extinguirem espécies, se perca diversidade genética. Já que falámos em extinção, apesar de ser algo natural no processo de evolução, estima-se que na Europa, o ritmo de extinção das espécies poderá ser hoje mil a 10 mil vezes superior à taxa natural (Paiva, 1998). Com efeito, as alterações climáticas podem, segundo alguns autores, conduzir à extinção de 1 em cada 3 espécies em termos mundiais. Também a destruição de habitats (p. ex. na Europa perderam-se mais de 50% das zonas húmidas) seguida pela sobre-exploração de recursos e introdução de espécies exóticas e invasoras são graves problemas que afectam a biodiversidade Na Europa, cerca de 42% dos mamíferos, 15% das aves e 45% das borboletas e répteis estão ameaçados (in Environment for Europeans, nº 16, Maio 2004, p. 3.). Mamíferos como o lince-ibérico, a raposa do árctico, os esquilos nativos, os golfinhos, as focas e as baleias são apenas alguns exemplos de animais que correm sérios perigos. Das 5.743 espécies de anfíbios conhecidas mundialmente, 2/3 estão em perigo de extinção. Em Portugal existem várias espécies de anfíbios entre elas a salamandra-lusitânica e o tritão-palmado consideradas como vulneráveis e ameaçadas. A 1ª espécie ocorre no Sítio Vouga da Rede Natura. Estas perdas de diversidade ocorrem tanto nas florestas tropicais (onde estão presentes 50 a 90% das espécies já identificadas), como nos rios, lagos, desertos, florestas mediterrânicas, montanhas e ilhas. A destruição de ecossistemas ricos e diversificados ou até de pequenas zonas pode conduzir à extinção de espécies endémicas, sem que as mesmas cheguem a ser conhecidas para a ciência. Na verdade, não sabemos o que existe na Terra. Calcula-se que existirão cerca de 5 a 100 milhões de espécies, mas apenas estão identificadas cerca de 1,8 milhões. Por exemplo, 1
  • 2. estima-se que se conhece apenas 5% das espécies de fungos ou seja 80 mil de 1,5 milhões que se pensa existirem. PARA QUE SERVE A BIODIVERSIDADE? Para além de causarem problemas ambientais, a destruição dos ecossistemas e as extinções têm consequências no desenvolvimento económico e social. Isto porque a espécie humana depende da diversidade biológica para a sua própria sobrevivência, dado que pelo menos 40% da economia mundial e 80% das necessidades dos povos dependem dos recursos biológicos. Segundo o boletim Environment for Europeans, de Maio de 2004, os ecossistemas naturais fornecem bens no valor de 26 triliões de euros por ano, duas vezes o valor da riqueza produzida pelo homem. Vejamos apenas alguns aspectos de como a biodiversidade é essencial. BASE DO TURISMO - Quer o Turismo de Natureza (levado a efeito nas Áreas Protegidas com regras bem definidas) quer o ecoturismo e o turismo tradicional necessitam de um bom ambiente e de locais bem conservados em termos naturais. Em Sever do Vouga, o município anunciou a criação de 11 percursos pedestres em 5 zonas de interesse turístico, incluindo a ponte de Pessegueiro, a serra do Arestal e a cascata de Cabreia no rio Mau, onde foi filmada uma telenovela. Segundo afirmam tentaram escolher “lugares de valor patrimonial e de interesse para os visitantes, quer pela fauna e espécies de flora raras, quer pela vista que se obtém de diversos pontos de paragem”. Note-se que o turismo, se não for bem gerido, pode colocar em risco os próprios recursos que pretende usar, portanto deve ter regras. O ICN tem estado a implementar o Plano Nacional de Turismo de Natureza, onde, entre outros aspectos, se pretende fomentar o conhecimento acerca das Áreas Protegidas e desenvolver sustentavelmente essas Áreas e populações. ARTE - na Igreja Matriz de Sever do Vouga, os altares apresentam elementos como flores de acanto (o Acanthus mollis é autóctone do nosso país e existe naturalmente nesta zona, gostando de sítios sombrios e de margens dos caminhos), aves, flores e símbolos relacionados com a Eucaristia, tais como cachos de uvas e folhas de videira, demonstrando que esta religião surgiu no Mediterrâneo. TOPONÍMIA Bastaria darmos uma volta pelos nossos nomes, provérbios, insultos e pelos topónimos desta região para percebermos a importância da biodiversidade, até nas pequenas coisas. Assim, encontramos termos como Salgueiros, Oliveira e Oliveirinha, Corga do Lobão, Cabeço da Macieira, Espinheiro, Carvalheira, Pessegueiro, Nespereira e… Felgares – talvez de filicale – terreno de fetos. Cornide – do lat. corneti designando um local com pilriteiros. Junqueira e Carrazedo – de caricetu – indica um local de águas estagnadas com povoamentos de juncos e espadanas. Cerqueira – de quercaria - local com carvalhos cerquinhos ou carvalho-português Q. faginea que significa "parecido com a faia". Estes carvalhos são árvores de crescimento lento e desempenham um papel importante como espécie estreme de alguns solos degradados e dos calcários (limitantes para a maior parte das árvores e arbustos), bem como em meios ripícolas. A sua madeira é boa e é usada na construção. Esta espécie apresenta muitas vezes 2
  • 3. galhas que são formadas pela picadela de insectos do género Cynips. A planta reage produzindo uma galha com tecido esponjoso no interior. Estas são usadas no fabrico de tintas e corantes e são fonte de taninos. Já que falámos em carvalhos, no Sitio de Importância Comunitária do Rio Vouga existem Carvalhais galaico-portugueses de Quercus robur e Quercus pyrenaica. O Q. robur conhecido como carvalho roble ou alvarinho é o carvalho da Europa atlântica (de clima mais húmido e chuvoso, daí não ter pelos) foi a base da construção das grandes frotas navais e até se diz que serviu para fazer a arca de Noé. Foi muito usado na construção de barricas de vinhos, de móveis e casas. Floresce ao fim de 40 a 50 anos, mas pode durar mais de mil. O Q. pyrenaica ou carvalho negral, tal como o anterior, hibridiza facilmente. Tem menos utilizações que o roble, sendo usado para postes e traves de caminho de ferro. É característico das regiões montanhosas do Norte e Centro, daí a existência de pelos. Nogueira – as nozes são semelhantes de aspecto ao cérebro humano e historicamente atribuíam-se-lhe propriedades benéficas para aquele órgão. O nome do género Juglans vem de "jovis glans" que significa glande ou bolota de Júpiter. As infusões de folhas de nogueira são usadas pelos diabéticos e as nozes parecem fazer baixar o colesterol. Esta árvore é originária do SE da Europa e Ásia e foi introduzida em Portugal. Vale da Murta cujo nome latino provém do grego “Myrtos”, derivado de “Myron” que significa perfume, dado ser uma planta muito aromática, pelo que as noivas judias, no dia da sua boda, costumavam usar grinaldas de murta. Foi cultivada desde a Antiguidade nos jardins mediterrânicos, romanos e hispano-árabes, pela sua elegância como arbusto sendo ainda hoje usada em sebes, pois resiste à poda, pelo aroma que dela se desprende e pela beleza dos seus frutos. Estes são utilizados como condimentos de pratos, compotas e xaropes. Em alguns cultos religiosos queimava-se como o incenso, sendo usada hoje, em cosmética e perfumaria. Dado o seu teor em taninos é também usada para curtir couros. Tem propriedades medicinais como adstringente, anti-séptico e anti-catarro. No passado, utilizou-se como desodorizante aplicando-se as folhas nas axilas. Já que falámos em murta, debrucemo-nos um pouco sobre outras plantas da mesma família, os eucaliptos, até porque existem nesta região, apesar de serem espécies introduzidas. Existem mais de 300 espécies de eucaliptos, sendo o Eucalyptus globulus (natural da Tasmânia, sul de Vitória e New South Wales na Austrália) a mais espalhada mundialmente. O nome deriva do grego “eu” – bem e “calyptos” – coberto, referindo-se ao facto das flores estarem cobertas durante o desenvolvimento. Globulus quer dizer “pequeno botão”, aludindo ao formato do opérculo. Foi trazida para a Europa inicialmente devido à sua capacidade para drenar solos e zonas húmidas evitando a proliferação de mosquitos e da malária. Esta espécie é um dos eucaliptos de crescimento mais rápido. Uma árvore com 6 a 8 anos pode chegar a atingir 25-33 m. Algumas árvores podem produzir sementes tão rapidamente como no seu 5º ano e o facto de serem polinizadas por uma grande variedade de insectos, aves e pequenos mamíferos favorece a formação de sementes. As folhas maturas desta espécie produzem substâncias alelopáticas. Todavia, o facto de haver poucas plantas herbáceas debaixo dos eucaliptos pode ter a ver também com a grande quantidade de folhada e com a competição pela água. Nalgumas zonas da Califórnia é considerado uma invasora, pois ocupou áreas de vegetação natural e têm sido feitos esforços para o seu controle e recuperação dos solos após a erradicação, algo que não é fácil. As espécies invasoras são um grave problema para a biodiversidade, existindo legislação (DL 565/99) que regulamenta a introdução e uso de várias espécies animais e vegetais. Em termos de espécies invasoras, e falando apenas de algumas plantas, temos: as acácias - ex. a Acacia dealbata, conhecida como mimosa, e a Acacia longifolia, acácia-de-espigas, que tantos problemas trazem à nossa vegetação e que, apesar de 3
  • 4. serem verdadeiras pragas vegetais, continuam a ser disseminadas pelas populações devido à sua exuberante floração; o chorão-das-praias Carpobrotus edulis - que se encontra espalhado pelo litoral português competindo com muitas espécies endémicas e que é originário da África do Sul; a erva-das-pampas – Cortaderia selloana; o ailanto ou árvore-do-céu - Ailanthus altissima originário da China; a árvore-do-incenso - Pittosporum undulatum espécie australiana com floração odorífera. o jacinto-de-água – planta sul-americana praga dos canais de rega. Nos Açores, algumas espécies invasoras, como a conteira Hedychium gardneranum e a Clethra arborea, estão a destruir o habitat do Priôlo (ave criticamente em perigo de extinção). As introduções podem ser muito perigosas, p. ex. a mixomatose não existia na Europa, mas afectava levemente os coelhos brasileiros. Foi introduzida no velho continente, sendo mortal para os coelhos bravos europeus o que colocou também em risco os animais que deles se alimentam (caso do lince-ibérico, pois 75-95% das suas presas são coelhos). Note-se que existiram linces em todo o país, mas hoje é o felino mais ameaçado do mundo. Da mesma forma que muitas pessoas plantam acácias por serem bonitas, agora há o hábito de terem animais em casa extremamente exóticos. Note-se que existe uma Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (CITES) assinada em Washington, em 3 de Março de 1973, tendo entrado em vigor a 1 de Julho de 1975. Portugal aderiu em 1980 (Decreto 50/80, 23 de Julho). A Convenção protege espécies raras ameaçadas de extinção ou cujos níveis de Comércio Internacional podem comprometer a sua sobrevivência. Assim, há que ter cuidado para não comprar animais (ou plantas) que estejam protegidos por lei. Mas se têm animais em aquários ou em gaiolas não devem libertá-los no meio natural. Com efeito, são várias as espécies de aves exóticas que têm vindo a aumentar a sua área de distribuição em Portugal competindo com as espécies autóctones, estando ainda por determinar os efeitos sobre a biodiversidade. Na sequência do filme “À procura de Nemo” muitas crianças, nos EUA, deitaram para os esgotos os seus peixes de aquário havendo alguns que se adaptaram ao novo habitat, o que coloca problemas à fauna piscícola autóctone. Note-se que mais de 20 milhões de peixes tropicais são capturados anualmente para serem vendidos como animais de aquário. Alguns pescadores usam produtos químicos (cianeto, p. ex.) para atordoar os peixes. Porém, esses produtos matam os corais e outros seres vivos. Aqui está um exemplo de como evitando comprar seres vivos de aquário contribuímos para a manutenção da biodiversidade em locais bem longe de nós. “Pensar globalmente e agir localmente” tem a ver com estes pequenos gestos do dia-a-dia. Mas voltando aos nossos topónimos existe um particularmente interessante - Silva Escura - Silva, um dos apelidos mais comuns em Portugal, deriva do latim “silvi”, que significa “floresta”, denotando que algumas zonas do nosso país estavam cobertas, não de pinhais e eucaliptais como hoje encontramos, mas sim de florestas diversificadas onde predominavam os carvalhos. Com efeito, a expressão Silva Escura parece denotar a existência de uma floresta cerrada nesse local. 4
  • 5. Mas se nos debruçarmos sobre o artesanato desta região verificamos também que depende da biodiversidade. Assim, em Silva Escura está ligado à construção de instrumentos musicais, para os quais são necessárias boas madeiras. Em Castelões, há a cestaria e a tecelagem, nos Sequeiros trabalhos de empalhador; e no Rio de tanoaria, em Rocas cestaria e madeira, Sever do Vouga calçado e Cedrim linho. Há também um topónimo curioso – Zebreiro – que provirá de Zevro, um dos enigmas da zoologia portuguesa, pois não se sabe a que espécie corresponde. O que se sabe é que foram os portugueses a nomear a Zebra, provavelmente porque a zebra africana se pareceria com o tal zevro que existiria em Portugal e que se extinguiu talvez no século XIV. Na região de Sever do Vouga há também investimentos na produção de pequenos frutos como os mirtilos, que podem ser usados, p. ex. em sobremesas. Apesar de também se dar o nome de “mirtilo” aos frutos da murta, creio que, neste caso, se referem ao fruto, geralmente negro-azulado (por vezes branco), do arando ou uva-do-monte, Vaccinium myrtillus, cujas folhas são parecidas com a da murta, daí o nome. Os frutos são usados para curar diarreias, disenterias e também para problemas urinários. As folhas e casca são usadas para remédios caseiros para aplicar em úlceras e ulcerações da boca e garganta. Um chá feito das folhas tem efeito sobre a diabetes. Esta espécie é autóctone no Noroeste montanhoso de Portugal em urzais e matas caducifólias de altitude acima dos 900 m. No norte da Europa o fruto é uma importante fonte de alimento para a fauna selvagem, nomeadamente os ursos. Já que falámos em ursos o Ursus arctus apesar de ter sido uma espécie cinegética relativamente abundante no nosso país, foi extinto em meados do séc. XVII ou talvez mesmo no séc. XV, visto que o último registo de um urso morto foi no Gerês e poderia tratar- se de um animal vindo de Espanha. Nos tempos de D. Afonso V (1438-1481) os ursos começaram a rarear e este rei, para evitar a sua extinção, decretou o pagamento de uma avultada quantia de dinheiro para quem ousasse matar um daqueles animais, mas, tal como hoje, as multas não são suficientes. Lembremo-nos que a última fêmea desta espécie existente nos Pirinéus foi morta em 2004 por caçadores irresponsáveis durante uma batida ao javali, mostrando que muito há ainda a fazer em termos de cidadania ambiental e de fiscalização. Na Convenção da Biodiversidade é dado um especial ênfase à conservação in situ, visto que não basta conservar os indivíduos, eles fazem parte de um ecossistema, portanto para “salvar” a espécie é essencial manter os habitats. Assim, uma das formas de preservar a biodiversidade é através da criação de Áreas Protegidas. Note-se que no mundo, apenas 10% das áreas mais ricas em termos de biodiversidade e apenas 1% dos seus oceanos estão protegidos. Em Portugal continental existem 25 Áreas Protegidas de âmbito nacional e 4 de âmbito regional que defendem um rico património natural e também cultural. Rede Nacional de Áreas Protegidas 1 Parque Nacional da Peneda-Gerês – a 1ª AP a ser criada pelo DL nº 187/71, na sequência do “Ano Europeu da Conservação da Natureza” – 1970, lançado pelo Conselho da Europa. 9 Reservas Naturais: Berlengas (inclui área marinha); Dunas de S. Jacinto; Estuário do Sado; Estuário do Tejo; Lagoas de Santo André e da Sancha (inclui uma área marinha); Paul de Arzila; Paul do Boquilobo; Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António; e Serra da Malcata. 13 Parques Naturais: Alvão; Arrábida (inclui área marítima); Douro Internacional; Litoral Norte; Montesinho; Ria Formosa; Serra da Estrela; Serra de S. Mamede; Serras de Aire e Candeeiros; Sintra-Cascais; Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (inclui área marítima), Tejo Internacional; e Vale do Guadiana. 5
  • 6. 2 Paisagens Protegidas: Arriba Fóssil da Costa de Caparica; e Serra do Açor. 5 Monumentos naturais: Carenque; Lagosteiros; Pedra da Mua; Pedreira do Avelino; Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas. Prevê-se que virão a existir mais, que estão em fase de reclassificação na sequência do Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de Julho. De âmbito regional e geridas pelas autarquias existem 4 Paisagens Protegidas: Albufeira do Azibo; Corno de Bico; Serra de Montejunto; e Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos. Para além das Áreas Protegidas, e devido à aplicação de duas importantes Directivas Comunitárias – a Directiva “Habitats” (Dir. 92/43/CEE de 21 de Maio), que visa preservar os habitats naturais e da fauna e flora selvagens e a Directiva “Aves” (Dir. 79/409/CEE, de 2 de Abril) que pretende proteger as aves selvagens, surgem os Sítios de Importância Comunitária (SIC) incluídos na Rede Natura 2000. Assim, existem 73 SIC no continente, 23 nos Açores e 11 na Madeira, perfazendo um total de 107 Sítios. A nível europeu a Rede Natura cobre cerca de 637 mil Km2, faltando ainda os sítios dos últimos 10 países que aderiram à União (2004). Por ser o que se encontra mais perto falemos um pouco do Vouga, rio que nasce na S. da Lapa e que alimenta as pateiras de Fermentelos e Frossos, assim como a Ria de Aveiro que também é um SIC. A bacia hidrográfica do Vouga é a 6ª em termos nacionais e uma parte está incluída na Rede Natura 2000, com o nome de Rio Vouga numa área de 2769 ha. Apesar da sua vegetação ripícola estar mal conservada, principalmente por efeito das cheias e da pressão agrícola nos campos marginais, é um importante rio para a conservação de espécies piscícolas, tais como o sável (Alosa alosa – espécie em perigo), a savelha (Alosa fallax - vulnerável) e a lampreia-marinha (Petromyzon marinus – sp. vulnerável e anádroma que nasce e desova em água doce e matura no mar). Estas espécies são todas migradoras, ameaçadas e em regressão. Note-se que Sever do Vouga tem uma festa da lampreia. Há ainda o ruivaco (Chondrostoma macrolepidotus) endemismo lusitânico, classificado como ameaçado e espécies como a boga – (Chondrostoma polylepis) quase ameaçada, a enguia (Anguilla anguilla – em perigo no continente) e o barbo (Barbus bocagei). É também importante para o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi - espécie endémica da Península Ibérica) e para a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica - espécie com o estatuto de vulnerável). Aqui encontra-se também a lontra. Entre as aves, destaque para o guarda-rios e o milhafre- preto (Milvus migrans) que aqui nidificam. Note-se que mais de 50% deste Sítio está ocupado com monoculturas florestais que, em conjunto com a poluição da água e a pressão agrícola, são alguns dos factores que colocam em perigo aquela área. Entre os habitats naturais que encerra e os mais fáceis para um leigo distinguir contam-se os já referidos carvalhais de Q. robur e Q. pyrenaica, nomeadamente o roble e o negral, e “cursos de água mediterrânicos permanentes” com algumas associações florísticas e com “cortinas arbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba (choupo-branco)”. Estão assinaladas várias medidas de gestão para esta área, que é toda privada. Ao falarmos de alguns aspectos da biodiversidade nesta região abordámos algumas das mais valias que a biodiversidade nos traz. Mas há muitas mais que talvez não saibam. FONTE DE ALIMENTOS 6
  • 7. Não é por acaso que o Dia Mundial da Alimentação de 2004 foi "Biodiversity for Food Security" e que o Dia Mundial da Biodiversidade em 2008, foi “Biodiversidade e Agricultura”, pois a Biodiversidade é fonte de alimentos e de variedades que permitem às espécies cultivadas serem resistentes às doenças e pragas. Segundo a FAO, cerca de 70 mil plantas possuem partes comestíveis e na alimentação humana foram já usadas 7 mil espécies. Todavia, apenas 30 servem de alimento à maioria da população. A alimentação básica depende apenas de 8 cereais: o trigo, a cevada, o milho, o centeio, o arroz, a aveia, o sorgo e o painço ou milho-miúdo, todos eles muito uniformes do ponto de vista genético (Paiva, 1993). A maior emigração de pessoas no séc. XIX foi a dos Irlandeses, devido à destruição da colheita de batata em 1846-7 pelo fungo Phytoptora infestans. 1,5 milhões de irlandeses emigraram para os EUA e Austrália, pois a batata era a base da alimentação dos irlandeses pobres. Os antepassados dos Kennedy foram uma das muitas famílias que então emigraram. As variedades selvagens e várias estirpes diferentes são essenciais para se manter a resistência a doenças e pragas. Assim, as vinhas selvagens americanas foram essenciais para assegurar a continuação da cultura na Europa após esta ter sido atacada por várias doenças e insectos. Na maioria dos campos agrícolas 90% das pragas são mortas por espécies benéficas contribuindo assim para a redução do uso de pesticidas químicos. Daí a importância das sebes vivas que tantas vezes servem de local de abrigo e reprodução para espécies que colaboram gratuitamente com o agricultor. Curiosamente, alguns alimentos referidos na Bíblia como sendo milagrosos, são bem reais. Pensa-se que o maná caído do céu era o líquen Lecanora esculenta que se destaca facilmente em pequenos pedaços e é levado pelo vento acumulando-se por vezes em reentrâncias e sobre pequenos arbustos. Ao longo dos tempos, os agricultores da Pérsia evitaram a fome comendo este líquen que cresce nas rochas e que é uma importante fonte de alimentação para os carneiros no Médio Oriente. Na Turquia e no norte do Irão é misturado com farinha e usa-se para fazer uma espécie de pão para consumo humano. Já que falámos em líquenes, o papel azul de tornesol usado nas escolas era corado com pigmentos obtidos a partir de líquenes (Roccella tinctoria e R mantagnel). Mas voltando à Bíblia, nela podemos encontrar, nas pragas do Egipto, referência à contaminação das águas por algas vermelhas, mostrando que a biodiversidade faz história e molda as religiões. Para os que apenas pensam em dinheiro há alimentos que atingem valores incríveis. P. ex. em Novembro de 2000, estabeleceu-se num leilão um novo recorde de mais de 400 dólares por cerca de 300 gr de trufas brancas. Devido à dificuldade em serem encontradas na natureza, têm sido feitas tentativas para criar trufas, mas praticamente só se obtém por colheita no meio natural. Porém, esta tem decrescido acentuadamente nos últimos 90 anos, devido à destruição das florestas e à morte das árvores devido à poluição atmosférica. A França produziu mil toneladas em 1892, mas agora, apenas são colectadas 50 a 90 toneladas/ano. Falando em alimentos caros, o bacalhau (Gadus morhua) cujos stocks estão em perigo no Atlântico norte, foi em tempos um alimento muito barato e para o qual era usado o sal de Aveiro considerado o melhor da Europa. O bacalhau de má qualidade era utilizado na alimentação dos escravos e o excelente era importante no comércio entre a América e a Europa. P. ex. em Salem, o comércio de bacalhau era florescente no século XVII, de tal forma que, quando o seu tribunal - criado em 1692 - interrogou centenas de mulheres acusadas de bruxaria e enforcou 19 delas, o selo do tribunal era um bacalhau. 7
  • 8. Já que falámos em bruxaria, muitas das pessoas julgadas na Idade Média por esse crime e que se pensavam possuídas por demónios, crê-se hoje que sofriam de uma doença chamada ergotismo provocada por um fungo conhecido como cravagem-do-centeio que, entre outros sintomas, provoca alucinações. Curiosamente, foi deste fungo que se obteve o LSD. FONTE DE MEDICAMENTOS Estima-se que, no mundo, a indústria farmacêutica ganha 32 biliões de dólares de lucro por ano, de produtos derivados da medicina tradicional. Durante séculos, para terem alívio para as dores, os índios norte-americanos mastigavam a casca do salgueiro-branco (Salix alba – espécie dióica muito utilizada em Portugal em cestaria e que existe nas margens do Vouga). Em 1827, um cientista isolou uma substância química da casca do salgueiro a que chamou salicina. Graças a ela produz-se hoje industrialmente o ácido acetilsalicílico, vulgarmente conhecido como aspirina. Mais de 3 mil antibióticos, incluindo a penicilina e a tetraciclina, são derivados de microrganismos. A penicilina foi o 1º antibiótico a ser descoberto (acidentalmente) e salva milhares de pessoas infectadas por bactérias. O termo penicilina vem do fungo Penicilium notatum. Do teixo do Pacífico, altamente tóxico, extrai-se a taxina, a partir da qual se produz o taxol. Durante muito tempo era considerado um sub-produto da exploração de madeira, porém, hoje é considerado um tesouro entre as plantas nativas do noroeste do Pacífico, pois salva milhares de vidas. O taxol tem sido usado em cancros, como o do seio, dos ovários e leucemia. O taxol é também uma fonte de riqueza para os EUA. Nos anos 2000, dava lucros de um milhão de milhões de dólares da sua venda e dos empregos associados. Talvez agora lamentemos o facto de termos dizimado os teixos no nosso país, pois possuem aquela substância. Também a caça indiscriminada de aves, que disseminavam a semente, parece ter contribuído para a raridade do teixo (Taxus baccata), que hoje só se encontra em Portugal nas zonas mais altas das serras da Estrela, Gerês e Montesinho. Trata-se de uma espécie protegida. Só por curiosidade: aos locais onde existem teixos é dado o nome de Teixeiras. O principal tratamento europeu para os problemas da próstata vem directamente da casca da cerejeira africana (Prunus africana), hoje severamente ameaçada no seu habitat natural nas terras altas da África Central, devido à sobre-exploração. Também em termos de controlo de natalidade cerca de 3 mil plantas são usadas tradicionalmente para este fim. Cerca de 2 mil taxa de plantas medicinais e aromáticas são comercializados dos quais 2/3 são nativos da Europa. Estima-se que 90% são colectados na natureza havendo claros sinais de sobre-exploração em algumas zonas europeias. Apesar das plantas serem raras na natureza, o seu cultivo é mais dispendioso do que a colheita na natureza. Na UE, as plantas medicinais e aromáticas são cultivadas numa área de cerca de 70 mil ha, com 130-140 espécies. O ICN tem desenvolvido vários estudos e editado publicações sobre as plantas aromáticas e medicinais em Portugal, pois poderá ser uma forma de desenvolver sustentavelmente algumas regiões. Para além disso, as comunidades que usam as plantas selvagens têm frequentemente um conhecimento rico e único que é também importante preservar. Não é em vão que o povo diz: Deus criou uma erva para cada doença. Infelizmente, das 250.000 espécies de plantas no mundo apenas 2% terão sido estudadas à procura de produtos químicos com uso medicinal. Atendendo a que, diariamente, são destruídos os habitats das espécies nativas perdem-se muitas plantas e animais que poderiam ter interesse para a medicina. 8
  • 9. A biodiversidade foi também importante para conhecermos o nosso próprio genoma. Com efeito, foi em parte graças ao vírus da varíola, que tantas mortes causou no mundo, que se conseguiu mapear o genoma humano. FONTE DE MATÉRIAS-PRIMAS PARA ACTIVIDADES BÁSICAS, MAS TAMBÉM PARA A INDÚSTRIA Nos países sub-desenvolvidos cerca de 70% das pessoas dependem da biomassa (na sua maioria lenha, restos das colheitas e dejectos animais) para o aquecimento e para cozinharem e convém não esquecer que o carvão e o petróleo têm origem biológica. Depois há negócios tão simples como os das pastilhas elásticas. Assim, o chicle é uma substância semelhante à borracha e que se obtém de uma planta alta sempre-verde que cresce no México. A marca “chiclet” deriva da palavra chicle. O próprio cimento necessita de calcário, rocha com origem biológica, portanto mesmo as paredes das nossas casas têm origem biológica. Nos últimos anos, a indústria lucra com a jojoba, uma planta do deserto do sudoeste americano. A partir dela obtém-se um líquido ceroso de alta qualidade e muito versátil que substitui o óleo das baleias. Produtos obtidos a partir de algas marinhas são usados em plásticos, como polimento, desodorizantes, detergentes, tintas, espumas para extintores, lubrificantes, conservantes para a carne, alimentação para as galinhas, entre muitos outros produtos. ALGUMAS OUTRAS FUNÇÕES QUE DESEMPENHAM GRATUITAMENTE Agentes despoluidores – é graças aos sapais que muitos dos metais pesados que são deitados em estuários ficam aprisionados nas lamas na sua forma inorgânica, não sendo pois perigosos para os organismos vivos, entre os quais peixes e bivalves dos quais o homem se alimenta. Para além disso, alguns microrganismos encontrados, p. ex. nas planícies abissais, poderão ser úteis para descontaminação de águas extremamente poluídas. Regulam o ciclo hidrológico – as florestas tropicais, graças à sua grande evapo- transpiração, têm efeitos a nível do clima global e precipitação noutras latitudes mais temperadas. Para além disso, a vegetação (se for a adequada ao solo) impede uma escorrência rápida para os rios e destes para o mar, possibilitando a infiltração e a recarga de aquíferos. Formam solo e evitam a erosão – Nas zonas temperadas e tropicais para se renovarem 2,54 cm da camada superior do solo são necessários cerca de 200 a 1 000 anos - dependendo do clima e do solo. O solo é originado por fenómenos físico-químicos, mas essencialmente biológicos. Regulam o clima e contribuem para a descontaminação da atmosfera – Para além do oxigénio que existe na atmosfera ter origem biológica e, por isso, só existir camada de ozono porque temos plantas, alguns ecossistemas são sumidouros de carbono e serão essenciais para cumprirmos os compromissos internacionais, tais como os do Protocolo de Quioto. Impedem catástrofes – a vegetação ripícola, ajuda a manter as margens dos rios e serve de tampão às cheias. Se tivéssemos um ecossistema florestal equilibrado com plantas resistentes ao fogo não teria certamente ocorrido a catástrofe que se verificou em 2003. Os ecossistemas dunares são a primeira protecção contra as tempestades e a subida do nível do mar. 9
  • 10. Os ecossistemas mais produtivos são os naturais e não os humanos - Os três tipos de ecossistemas mais produtivos são os estuários, os pântanos e sapais e as florestas tropicais de chuva, provavelmente aqueles que o homem mais tem destruído. A BIODIVERSIDADE INVENTOU ANTES DE NÓS Foi com a natureza que aprendemos p. ex. a tecer e a tingir os tecidos. P. ex. o dragoeiro (planta endémica dos Arquipélagos da Macaronésia, actualmente muito rara no seu habitat natural) foi largamente utilizado, para extracção da sua seiva avermelhada, o “sangue de drago”, que era usada em tinturaria, na medicina caseira e como verniz, muito apreciado para o acabamento de violinos. O sangue de dragão foi a primeira fonte de rendimentos para a Casa do Infante proveniente das Descobertas. Corantes extraídos das cochonilhas são também utilizados para tingir roupa e produtos alimentares. O velcro foi inventado por algumas plantas que produzem sementes e até pelas abelhas com as suas patas colectoras. O voo das libélulas está na base dos helicópteros, enquanto o sonar, utilizado nos navios, foi descoberto pelos morcegos e golfinhos. Uma estrutura semelhante à existente nas narinas do falcão-peregrino é usada nos aviões a jacto (note-se que esta ave é talvez o animal voador mais rápido). As pontes pênseis (ou seja, suspensas) resultaram das observações das teias de aranhas. Foi o Teredo nivalis (um molusco bivalve, verdadeiro “Terror dos mares”) que inspirou Marc Brunel a construir o Túnel do Tamisa, o 1º a ser construído sob um rio. A própria agricultura e pecuária foi inventada pelas formigas e não por nós, pois algumas espécies cultivam fungos e “ordenham” pulgões. Ainda há muito a descobrir – Alguns locais que dantes julgávamos sem vida, como sucedia com os fundos oceânicos abrem-se perante nós numa profusão de formas de vida verdadeiramente insólitas. Com efeito, apesar de não se encontrarem aí plantas, o nível dos produtores é ocupado por bactérias, tais como as existentes em zonas vulcânicas, que produzem o seu alimento a partir de compostos de enxofre das nascentes quentes. Por isso, desde como utilizar as bactérias que decompõem o petróleo, para evitar os prejuízos das marés negras, até que combustíveis biológicos poderemos encontrar para os nossos veículos, muito temos ainda a lucrar com a biodiversidade. Os ecologistas e os economistas apenas agora começam a se aperceber do valor estimado dos serviços que os ecossistemas fornecem ao nosso planeta. Se fosse possível à humanidade assegurá-los estima-se que o custo andaria na ordem dos triliões de euros anuais. Todavia, creio que esse seria um valor muito baixo, pois se a vida humana não tem valor e se é isso que a Terra nos assegura, então o nosso planeta e a sua biodiversidade são de um valor incalculável. Para terminar, e para os que decidiram aproveitar o tempo a tentar reconstruir a frase, pensem que se é praticamente impossível refazer uma frase usando as mesmas letras e com o mesmo significado, então imaginem que cada letra é uma espécie no alfabeto da natureza e que nós não conhecemos as letras todas, mas que estamos a deitá-las fora mesmo antes de sabermos de que modo é que elas se interligam com outras e de que forma nos poderiam ser úteis. Por esta analogia podemos ver que é bastante irresponsável estarmos a extinguir espécies e a arrasar ecossistemas sem sabermos reconstitui-los. Como se vê são muitos os temas dentro da biodiversidade que se podem abordar num artigo e é bem urgente, pois a cada dia que passa mais espécies e ecossistemas se encontram ameaçados. Portanto, escrevam, alertem e informem os outros, mas acima de tudo, sejam vocês os primeiros a defender a biodiversidade. 10
  • 11. Alguns sites na net onde procurar informação sobre biodiversidade Atenção: na Internet encontra-se muita “desinformação” e dados errados. Daí que se aconselha a consulta de página não pessoais, mas sim de instituições credíveis sejam elas organismos de Estado, instituições, Universidades e associações fidedignas. Motores de busca www.dogpile.com (o motor dos motores); www.google.pt; www.tumba.pt; www.sciurus.pt (um motor de busca científico). Alguns endereços sobre Biodiversidade Note-se que em vários destes endereços poderão encontrar “links” para outras páginas. Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade www.icnb.pt - Áreas Protegidas, projecto de EA “Escola na Natureza”, Rede Natura, espécies e ecossistemas, percursos, actividades, links úteis… Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais da Madeira www.sra.pt e Parque Natural da Madeira www.pnm.pt Secretaria Regional do Ambiente e do Mar dos Açores www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/sram/?lang=pt Base de dados da Biodiversidade dos Açores www.azoresbioportal.angra.uac.pt Parar a perda de biodiversidade até 2010 www.countdown2010.net Portal da Natureza e Biodiversidade da Comissão Europeia http://ec.europa.eu/environment/nature/index_en.htm e para os mais novos http://ec.europa.eu/environment/youth/index_en.html Agência Europeia de Ambiente www.eea.europa.eu Arkive imagens www.arkiveeducation.org Convenção sobre a Diversidade Biológica www.cbd.int (mais novos www.cbd.int/youth e EA http://greenwave.cbd.int) Para a Europa ver http://biodiversity-chm.eea.eu.int Convenção sobre as Espécies Migratórias – www.cms.int Convenção sobre Zonas Húmidas (Ramsar) - www.ramsar.org Convenção CITES – www.cites.org Comissão Europeia – europa.eu.int/comm/environment/nature/home.htm e europa.eu.int/comm/environment/nature_biodiversity/index_en.htm Countdown 2010 - para parar a perda de biodiversidade até 2010 – www.countdown2010.net Centro Mundial de Monitorização da Conservação. Inclui apresentação, em inglês, sobre o modo como a biodiversidade beneficia as pessoas – www.unep-wcmw.org Conselho da Europa - www.nature.coe.int Earthtrends – O Portal da Informação Ambiental – earthtrends.wri.org Livro Vermelho da IUCN das Espécies Ameaçadas– www.redlist.org Naturlink – www.naturlink.pt – um portal português sobre temas de natureza e muitas entrevistas… Algumas ONGA portuguesas: FAPAS – www.fapas.pt; GEOTA – www.geota.pt; Quercus – quercus.sensocomum.pt; LPN – www.lpn.pt; SPEA – www.spea.pt Programa Antídoto - antidotoportugal.no.sapo.pt/ Um programa do ICN e outros parceiros sobre o problema do envenenamento de animais. Programa Life – europa.eu.int/comm/environment/life/home.htm Programa das Nações Unidas para o Ambiente www.unep.org (alunos www.unep.org/Tunza) e também www.unepwcmc.org Projecto INVADER - www1.ci.uc.pt/invasoras/ um projecto sobre espécies vegetais invasoras Sistema de Informação sobre a Conservação da Biodiversidade – www.biodiversity.org Atlas Mundial da Biodiversidade - stort.unep-wcmc.org/imaps/gb2002/book/viewer.htm The World Conservation Union (UICN) http://cms.iucn.org UNESCO http://www.unesco.org/education/tlsf/ União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) – www.uicn.org World Atlas of Biodiversity http://stort.unepwcmc.org/imaps/gb2002/book/viewer.htm World Wildlife Fund www.panda.org 11
  • 12. 12
  • 13. BIBLIOGRAFIA ALMAÇA, C. (2000) – O Homem medieval e a Biodiversidade, 1ª ed., Museu Bocage – Museu de História Natural, Lisboa, 196 p. BIRDLIFE (Ed.) (2003) – Birdlife in Europe, vol 8, nº 1, 8 p. CONSELHO DA EUROPA (2002) - European Plant Conservation Strategy, Rev. Planta Europa, 39 p. DIRECÇÃO-GERAL DO AMBIENTE (Ed.). (2000) – Relatório do Estado do Ambiente, Lisboa, 349 p. FERRY, L. (1993) – A nova ordem ecológica, 1ª ed., Lisboa, Ed. Asa, 207 p. FLORES, F., (1939) – A Protecção da Natureza, Directrizes Actuais, Revista Agronómica, Vol. XXVII, separata, Lisboa, p. 4. FONTAUBERT, A. , DOWNES, D. e AGARDY, T. (1996) - Biodiversity in the Seas: Implementing the Convention on Biological Diversity in Marine and Coastal Habitats, IUCN Environmental Policy and Law Paper n.∫ 32, Cambridge, IUCN, CIEL, WWF, 82 p. FRANCO, J. (1971) – Nova Flora de Portugal Vol I, 1ª ed., Lisboa. FRANCO, J. (1984) – Nova Flora de Portugal Vol II, 1ª ed., Lisboa. GONZALEZ, G. (1982) – La guia de INCAFO de los arboles y arbustos de la Peninsula Ibérica, 1ª ed., Incafo, Madrid. HENRIQUES, P. (2001) – A, b ,c das Áreas Protegidas de Portugal continental, 1ª ed., Lisboa, Instituto da Conservação da Natureza, 144 p. INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (1998) – Primeiro Relatório a submeter à Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica, Lisboa, 60 p. INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (1999) – Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade – Documento preliminar para discussão pública, Lisboa, 124 p. INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (2002) – Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, 1ª ed., Lisboa, 103 p. KURLANSKY, M. (2000) – O Bacalhau: biografia do peixe que mudou o mundo. Terramar, 1ª ed., Lisboa, 291 p. LAMY, M. (1999) – Os insectos e os homens, Col. Economia e Política n.º 8, 1ª ed., Lisboa, Instituto Piaget, 332 p. (Trabalho original em francês publicado em 1997). LIGA PARA A PROTECÇÃO DA NATUREZA (Ed.), (2003) – Liberne, nº 77, Out/Dez. Ministério do Ambiente e Recursos Naturais (1991) – Estratégia Nacional da Conservação, Lisboa, 238 p. PAIVA, J. (1992) – A relevância do património natural, 1ª ed., Câmara Municipal de Leiria, 27 p. PAIVA, J. (1998) – A crise ambiental, apocalipse ou advento de uma nova idade I, 1ª ed., Lisboa, Liga dos Amigos de Conímbriga, C. Form. Prof. de Conímbriga, 36 p. PEARCE, D. e MORAN, D. (1997) – O valor económico da biodiversidade, Col. Economia e Política nº 25, 1ª ed., Lisboa, Instituto Piaget, 225 p. (Trabalho original publicado em inglês em 1994). 13
  • 14. SÉNECA, A. e CALDAS, F. B. (1992) – Poluição atmosférica, Bol. Soc. Brot.a, Série 2, 65, 67-78. SERVIÇO NACIONAL DE PARQUES, RESERVAS E CONSERVAÇÃO DA NATUREZA (1991) – Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, Vol. I, 1º ed., Lisboa, 219 p. THE ROYAL SOCIETY FOR THE PROTECTION OF BIRDS (Ed.), (2003) – Bird Life, Nov.-Dez. The TRAFFIC Report, World Wildlife Fund, vol. 2, n.º 2, Jul., 2003. VIEIRA, C. e FARINHA, J. (2002) – Cento e picos termos sobre Conservação da Natureza, 1ª ed., Lisboa, Instituto da Conservação da Natureza, 36 p. 14