Projeto de pesquisa idosos
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Projeto de pesquisa idosos Projeto de pesquisa idosos Document Transcript

  • UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTAInstituto de Ciências HumanasCurso de Psicologia.INSTITUIÇÃO PARA IDOSOS: ABONDONO E ACOLHIMENTO?Elizabeth Tavares Matos RA: A62837-1Fernanda Noleto Taveira RA: A6642F-1Leudivânia de Sousa Silva RA: T567AE-9Misilvia de Lima RA: A121FH-0Reyla Fernandes Rocha RA: A681FE-0Shelldei de Almeida Oliveira RA: A65482-8Sirlene Batista de Carvalho RA: A4866C-0
  • Campus Flamboyant- Goiânia2012UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTAInstituto de Ciências HumanasCurso de PsicologiaINSTITUIÇÃO PARA IDOSOS: ABONDONO E ACOLHIMENTO?Elizabeth Tavares Matos RA: A62837-1Fernanda Noleto Taveira RA: A6642F-1Leudivânia de Sousa Silva RA: T567AE-9Misilvia de Lima RA: A121FH-0Reyla Fernandes Rocha RA: A681FE-0Shelldei de Almeida Oliveira RA: A65482-8Sirlene Batista de Carvalho RA: A4866C-0
  • Projeto de Pesquisa apresentado à disciplina Projeto de Pesquisa emPsicologia Social, sob a orientação da Professora Drª. Luiza F.R. MedeirosCampus Flamboyant – Goiânia2012SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO......................................................................................................042. IDOSO...................................................................................................................052.1 A Demografia........................................................................................................092.2 Área Biológica......................................................................................................102.3 Área Psíquica.......................................................................................................102.4 Área Social...........................................................................................................102.5 Área Econômica...................................................................................................103. INSTITUIÇÕES.......................................................................................................11
  • 3.1 Instituições Asilares..............................................................................................114. EXCLUSÃO............................................................................................................144.1 Compreender o Acolhimento ao Idoso por uma Instituição Asilar ........................164.2 Segregação Asilar.................................................................................................174.3. Compreender os processos de exclusão – inclusão social dos idosos na percepção dos“cuidadores”.......................................................................................197 JUSTIFICATIVA......................................................................................................218. TEMA.....................................................................................................................239. PROBLEMA...........................................................................................................2310. OBJETIVOS.........................................................................................................2310.1 Objetivos específicos..........................................................................................23REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................241. INTRODUÇÃO O presente projeto irá investigar processos de exclusão e inclusão social do idoso nacontemporaneidade. Trazendo a compreensão dos porquês desta exclusão para com esseidoso, que regra geral não é visto como um ser ativo, produtivo, realizador, e sim como alguémque requer cuidados especiais, atenção, ambientes adequados, o que gera conflitos com umasociedade cujos valores remetem a produtividade e ativismo. (MENDES et. al., 2005) Segundo Duarte, Rodrigues e Diogo a instituição não deveria ser configurada apenas comouma instituição que acolhe idosos rejeitados ou abandonados pela família, mas que tambémdeve ser lembrada, compreendida e respeitada como uma escolha dentro de um contexto devida de cada indivíduo.
  • A proposta da presente investigação parte de uma perspectiva de integração social desteindivíduo institucionalizado, através de projetos da Psicologia Social Comunitária dentro deinstituições, devido ao fato que a referida, incluem essa população de idosos, trazendo aoscuidadores, quais sejam, três enfermeiros e uma fisioterapeuta, meios viáveis para o suporteadequado e humano a estes que ali se achegam, almejando uma melhor qualidade de vida aosmesmos.
  • FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA2. IDOSOS A constituição de 1988 ampara juridicamente já o idoso, preservando seus direitos apolítica nacional do idoso (PNI), pela lei nº 8.842/94 é regulamentada pelo decreto 1948/96,estabelece direitos sociais, garantia da autonomia, integração e participação dos idosos nasociedade, como instrumento de direito próprio de cidadania, sendo considerada populaçãoidosa o conjunto de indivíduos com 60 anos ou mais. (MENDES, 2005) A lei nº 8.842/94 criou o Conselho Nacional do Idoso, responsável pela viabilização doconvívio, integração e ocupação do idoso na sociedade, através inclusive, da sua participaçãona formulação das políticas públicas, projetos e planos destinados a sua faixa etária. (MENDES,2005) As políticas públicas governamentais têm procurado implementar modalidades deatendimento aos idosos tais como, centros de convivência- espaço destinado à prática deatividades física, cultural, educativa, social e de lazer, como forma de estimular suaparticipação no contexto social que se está inserido. (MENDES, 2005) Apesar da criação de novas leis de amparo a velhice, que evidenciam uma preocupaçãocom esta crescente faixa etária, pouco tem sido feito para viabilizar o exercício dos direitosassegurados por estas leis. Sabe-se que até mesmo as iniciativas de caráter privado estão maisdirecionados para o assistencialismo, conduzindo a uma tendência de afastar os idosos derealizar atividades criadoras, favorecendo assim o seu isolamento da sociedade a qualpertence. O aumento das doenças crônico-degenerativas na população com mais de 65 anos tem sidodemonstrado em estudos norte-americanos, e essas enfermidades fazem com que a saúde, osníveis de energia e a mobilidade sofram uma redução. Na população com mais de 85 anos, talsituação é ainda pior, pois como resultado de seus problemas, eles tem reduzida à capacidadepara desempenhar as atividades de vida diária, tornando-se, conseqüentemente, dependentesdos cuidados de outros (SCHANK; LOUGH, 1989). Os estudos gerontológicos, apesar de ainda estarem pouco desenvolvidos, indicam o iníciode ações capazes de oferecer auxílio para o planejamento de novas modalidades deatendimento à pessoa idosa, seja na descoberta precoce dos déficits funcionais, na prevençãode doenças e promoção de saúde, ou na reabilitação de funções (SANCHEZ, 2000). Contudo, enquanto tais ações não promovem a preservação ou o resgate para vidaindependente é preciso trabalhar a favor da qualidade de vida dessa parcela da população quevem aumentando a cada ano.
  • Segundo Ricardo Moragas Moragas, sociólogo doutor da universidade de Barcelona,em seulivro Gerontologia Social: “envelhecimento e qualidade de vida fez alguns conceitos prévios develhice ou insanidade”.(MORANGAS, 1990) A gerontologia Social trata dos fenômenos humanos associados ao fato de envelhecer,processo inerente a todo ser humano. Entretanto a velhice, resultado do envelhecimento, évulgarmente considerada como uma realidade que afeta apenas uma parte da população. Osvelhos se configuram como uma categoria independente do resto da sociedade,separadoscomo grupos de características próprias.É obvio que partilham de características comuns,maso fato curioso é que essa diferenciação supõe maior separação do resto da sociedade do que aexperimentada por outros grupos sociais: crianças, adultos ,operários ,funcionários públicos,etc...A velhice separa mais os idosos dos concidadãos do que outros atributos cronológicos esociais.Suscita reações negativas e não é somente uma variável descritiva da condição pessoalda pessoa,como a aparência física ,o estado de saúde,etc. Seguem três concepções de velhice para situar a variedade de seus conceitos. a) Velhice cronológica. Definida pelo fato de se ter atingido os sessenta e cinco anos.Baseia-se nas idades tradicionais de afastamento do trabalho profissional, cujo primeiroprecedente surge com as medidas sociais do chanceler Bismark, no início do século XIX.Fundamenta-se na velhice histórica real ,no organismo,medida pelo transcurso do tempo.Éobjetiva em sua medida,visto que todas as pessoas nascidas na mesma dada têm idênticaidade cronológica e formaram uma unidade de análise social,um coorte,utilizadafrequentemente por demógrafos e estudiosos da vida social. A idade cronológica é agrupadaem anos, lustros e décadas. Considera-se que todas as pessoas nascidas no mesmo ano tem amesma idade, assim como os nascidos num espaço de um a cinco anos são membros de ummesmo grupo. A vantagem da objetividade da idade cronológica transforma-se em inconveniente,quandofica comprovado o impacto diferente do tempo para cada pessoa,de acordo com o que tenhasido a sua maneira de viver, sua saúde, suas condições de trabalho, etc. Um trabalhador braçalde um país em vias de desenvolvimento pode morrer por excesso de trabalho e de desnutriçãoaos quarenta anos, enquanto com a mesma idade, um cidadão de uma nação desenvolvidaestá quase no início de sua vida profissional. A idade cronológica, dado importante, mas nãodeterminante, somam-se a outras condições pessoais e ambientais que determinam o estadogeral de uma pessoa. Uma mesma idade apresenta diferentes resultados em saúde, aptidão funcional,inteligência, educação, etc, e indivíduos de diferentes idades podem ter características físicas epsíquicas semelhantes. A idade contribui um dado importante, mas não determina a condiçãoda pessoa, pois o essencial não é o mero transcurso do tempo, mas a qualidade do tempodecorrido, os acontecimentos vivenciados e as condições ambientais que a rodeiam.Asdiferenças intelectuais em pessoas da mesma idade se objetivam em quocientes intelectuaistambém diferentes.O mesmo fato ocorre quando surgem diferentes níveis dedesenvolvimento físico,funcional,emocional etc..,como o que se constata nos seguintesexemplos:
  • Um cientista, aos quarenta anos, obtém um prêmio Nobel de química, enquanto em muitospaíses a taxa de analfabetismo continua elevada em relação a essa idade. Nas maratonasmuitos participantes com mais se sessenta anos competem, hoje com, enquanto a maioria deseus companheiros de grupo têm dificuldades de se locomover, ou já morreram. Portanto avelhice cronológica define mal as possibilidades vitais. b) Velhice Funcional: Corresponde ao emprego do termo "velho" como sinônimo de"incapaz" ou" limitado", e reflete a relação tradicional da velhice e suas limitações.Trata-se deum conceito errôneo,pois o velhice não representa necessariamente incapacidade.Portanto épreciso lutar contra a ideia de que o velho é funcionalmente limitado.Embora existe apossibilidade de que o seja,a maioria da população idosa não se encontra impedida ,apesar doque possa parecer a muita gente. A velhice humana origina reduções da capacidade funcionaldevidas ao transcurso do tempo, isso ocorre com qualquer organismo vivo, mas essaslimitações não impossibilitam o ser humano de desenvolver uma vida plena como pessoa quevive,não somente com o físico,mas sobretudo com o psíquico e o social.A velhice ,como emqualquer idade,possui sua própria funcionabilidade,visto que a maioria das pessoas vive comopessoas "normais" dentro da sociedade contemporânea.As barreiras a funcionabilidade dosidosos são ,com frequência,fruto de deformações e mitos sobre a velhice,mais do que oreflexo de deficiências reais. Sendo um problema para todos a dependência vem a se configurar na velhice como perdade espaço, de valores e de autodeterminação, e a resultante é a perda da administração desuas próprias vidas. (SANCHEZ, 2000). c) Velhice e etapa vital. Essa concepção de velhice é a mais equilibrada e moderna. Baseia-se no reconhecimento de que o transcurso do tempo produz efeito na pessoa que entra numaetapa diferente das vividas previamente. Essa etapa possui uma realidade própria ediferenciada das anteriores, limitada unicamente por condições objetivas externas esubjetivas. De acordo com esse ponto de vista, a velhice constitui um período semelhante aodas outras etapas vitais, como pode ser a infância ou a adolescência, mais estudadas porcientistas naturais e sociais. Possui certas limitações que, com o passar do tempo, vão seagravando, especialmente nos últimos anos de vida. Por outro lado, tem potencialidadesúnicas e distintas serenidade, experiência, maturidade, perspectiva de vida pessoal e social,que podem compensar, caso se utilizam adequadamente as limitações dessa etapa da vida. O enfoque da velhice como etapa vital se insere nas modernas teorias e práticas dapsicologia do desenvolvimento humano, da sociologia do possível, do trabalho socialintegrador. Essas orientações científicas e profissionais destacam a unicidade da experiência humanapositiva vivenciada por cada pessoa, respeitando sua individualidade, mas inserindo-se numasociedade de grupos fortalecidos e potencializados pela contribuição de cada indivíduo. Avelhice constitui uma etapa a mais da experiência humana, conhecido um mínimo de aptidãofuncional e status socioeconômico e, portanto, pode e deve ser uma fase positiva dodesenvolvimento individual e social.
  • 2.1 O envelhecer no Brasil A exemplo de outros países, o Brasil vem envelhecendo rapidamente. A taxa deenvelhecimento proporcional da sociedade beira a 8% acima de 60 anos, atinge em númerosabsolutos 3 milhões de pessoas com mais de 70 anos e registra em sua população mais de 1milhão de brasileiros que ultrapassam a barreira dos 80 anos de idade. Nesses dados objetivos incluem-se, as estimativas de agravamento progressivo einquietante desses dados. Quando falamos de estatísticas e analisamos friamente cifras, porcentagens e números,muitas vezes, perderam de vista que estamos falando de seres humanos que estão vivendomais, porém não necessariamente melhor. A proporção de pessoas idosas em relação ao total da população que atinge, atualmente,níveis superiores aos de qualquer outra época da história. Nos países desenvolvidos ,situa-seao redor de quinze por cento e com a tendência a um crescimento superior a ao de qualqueroutro setor da população.Essa tendência é única em nossa época,e os peritos concordam queo número de pessoas idosas sobre o total da população crescerá em todos os países domundo,considerando-se as melhorias no nível de vida e a redução da taxa de natalidade.Osaumentos serão maiores em países desenvolvidos,e em decorrência disso surgirão novascondições de vida ,que já são previstas e causam preocupação.A economia futura será capazde gerar recursos suficientes para manter a massa crescente de passivos?As respostam sãoequivocadas devido ao grande números de fatores que intervêm: crise industrial mundial,novas tecnologias, atitudes sociais cambiantes etc. Entretanto economicamente pareceinevitável que a população ativa do futuro arque com maiores responsabilidades do que asatuais gerações.3.1 Instituições Asilares
  • Á medida que a idade avança, existe uma progressiva perda de recursos físicos, mentais esociais, a qual tende a despertar sentimentos de desamparo. A velhice parece deixar oindivíduo impotente, indefeso, fragilizado para tomar suas próprias decisões, para enfrentarseus problemas, o cotidiano, não só diante dos familiares, mas também da sociedade como umtodo. Sendo assim, o idoso tem sido visto como uma pessoa improdutiva, ultrapassada, epouco se tem feito para recuperar sua identidade e elevar sua auto-estima. Além disso, nemsempre é amparado pelos familiares e, muitas vezes, são obrigados a morar em asilos oualbergues, forçados a viverem isolados, na solidão, longe de parentes e amigos. Os asilos, geralmente, são casas inapropriadas e inadequadas às necessidades do idoso, asquais não lhes oferecem assistência social, cuidados básicos de higiene e alimentação. Esseslocais vêm também dificultar as relações pessoais no contexto comu nitário, indispensáveis àmanutenção do idoso pela vida fora do seu convívio familiar, tendo como inconveniente,favorecer seu isolamento, sua inatividade física e mental, tendo, dessa forma, conseqüênciasnegativas à sua qualidade de vida. Diante dessa situação e a medida que a populaçãoenvelhece, aumenta a demanda por instituições de longa perma- nência.Quanto àscaracterísticas das instituições asilares dirigidas ao idoso normalmente são locais com espaço eáreas semelhantes a grandes alojamentos. Raras são as que mantêm pessoal especializadopara assistência social e à saúde ou que possuam uma proposta de trabalho voltada paramanter o idoso independente e autônomo. Um dos motivos que leva o idoso ate o asilo é a rejeição. Essa rejeição tem váriasmotivações: a falta de tempo, as condições da vida moderna, na verdade, existe uma série decoisas que podem servir como tentativa de justificativa. O abandono é uma queixa muitofreqüente nesses casos. Filhos e parentes deixam o idoso no asilo e passam anos sem visitá-lo.O asilo faz emergir a possibilidade de reconstrução de um novo mundo social para o idoso.Porém, isso acontece em uma dimensão. Eles encontram formas de se relacionar, de teramizades, namoros, como inimizades também. Não podemos dizer que eles têm uma vidasocial comum porque é como se vivessem num mundo paralelo, eles tem uma vida, mas não éa que tinha antes.Outros motivos que leva o idoso ate uma instituição e a dificuldade e oscuidados que o mesmo necessita,um lugar acessivel para se locomover,os cuidados com aalimentação, medicamentos.Por todos os cuidados que esse idoso necessiva,ele mesmo acabadecidindo o asilo como sua casa. O cristianismo, conforme Debert (1999) foi o precursor no amparo aos idosos. As primeirasinstituições filantrópicas com intuito de abrigar essa população carente apareceram noImpério Bizantino, no século V da era cristã. Pouco se sabe sobre os asilos, segundo Groisman (1999), quando o Rio de Janeiro era palcode uma série de transformações de ordem política e econômica: a intensa imigração, aabolição da escravatura, a proclamação da república, nos finais do século XIX, surge: O AsiloSão Luiz para a velhice desamparada, que vem a marcar o início de uma nova era para avelhice no Brasil.
  • Conforme Almeida (2005), uma comitiva de deputados federais, no ano de 2001, realizouuma inspeção em 28 asilos localizados em quatro estados brasileiros (Rio de Janeiro, SãoPaulo, Pernambuco e Paraná) e verificou-se, na grande maioria das instituições visitadas, odesrespeito aos direitos humanos básicos. O relatório dessas vistorias vem a confirmar oabandono do poder público principalmente em relação aos 19 mil velhos que moram emasilos. Nos últimos 15 a 20 anos, especialmente no Sudeste e no Sul do Brasil, multiplicaram-se osasilos, de caráter privado, com fins lucrativos e extraordinariamente heterogêneos quanto aopadrão dos seus serviços, é o que nos revela Born (2002). Nos Estados Unidos na década de 50, de acordo com Born (2002), já se faziam distinçõesentre Home for the aged (“lar para idosos”) de Nursing Home (“lar-enfermaria ou residênciamedicalizada”). Publicações mais recentes desse país mostram quatro categorias deinstituições: - Cuidado ao idoso independente em instituição; - Serviço intermediário, que não necessita ter um diretor; - Serviço de enfermagem especializada, que necessita ter um diretor clínico; -Serviço para idosos com problemas mentais; As instituições que atendem idosos dependentes aqui no Brasil, como na Inglaterra e nosEstados Unidos, são hoje designadas Long Term Care Institutio LTC, ou seja, instituição paracuidados de longa permanência (BORN, 2002).4. EXCLUSÃO Exclusão é tema da atualidade, usado hegemonicamente nas diferentes áreas doconhecimento, mas pouco preciso e dúbio do ponto de vista ideológico. Conceito que permiteusos retóricos de diferentes qualidades, desde a concepção de desigualdade como resultantede deficiência ou inadaptação individual, falta de qualquer coisa, um sinônimo do sufixo sem(less), até a de injustiça e exploração social. (SAWAIA, 2008) Há uma complexidade e contraditoriedade que constituem o processo de exclusão social,inclusive a sua transmutação em inclusão social. (SAWAIA, 2008). A ambiguidade inerente ao conceito de exclusão abre a possibilidade de suplantar os víciosdo monolitismo analítico, que orientam as análises da desigualdade social. Para Sawaia oescopo analítico fundamental de exclusão.
  • Sawaio aborda a exclusão social sob a perspectiva ético-psicossociológica para analisa-lacomo processo complexo, que não é, em si, subjetivo nem objetivo, individual nem coletivo,racional nem emocional. É processo sócio-histórico, que se configura pelos recalcamentos emtodas as esferas da vida social, mas é vivido como necessidade do eu, como sentimentos,significados e ações. Em lugar da exclusão, o que se tem é a “dialética exclusão/inclusão” A sociedade exclui para incluir e esta transmutação é condição da ordem social desigual, oque implica o caráter ilusório da inclusão. (SAWAIA, 2008) Segundo Paugam (1996): exclusão seria noção familiar nos últimos anos, destinada a retratar a angústiade numerosos segmentos da população, inquietos diante do risco de se ver um dia presos naespiral da precariedade, “acompanhando” o sentimento quase generalizado de umadegradação da coesão social. Reconhece, porém, que se trata de termo ainda equívoco,abarcando um universo de preocupações tais como: precariedade do emprego, ausência dequalificação suficiente, desocupação, incerteza do futuro (...) uma condição tida por nova,combinando privação material com degradação moral e dessocialização (...) ;desilusão doprogresso(...).(PAUGAM, 1996, p. 7-8) Busca, então, distinguir entre precariedade e exclusão, colocando a primeira como estágioanterior, e aparecendo aí a novidade do fenômeno e mesmo a emergência de “novoparadigma” de pobreza. O maior charme do termo exclusão é o sucesso da noção de exclusão é que ela põe oacento, ao menos implicitamente, sobre uma crise do liame social. Com respeito à temáticadas desigualdades, a noção de exclusão a ultrapassa dando um sentido novo fundado nãoprincipalmente sobre a oposição de interesses entre grupos sociais e a luta peloreconhecimento social, mas antes sobre a fraqueza, ou seja, a ausência de reivindicaçõesorganizadas e de movimentos suscetíveis de reforçar a coesão identitária das populaçõesdesfavorecidas (p.15). Assim, a destruição de liames coesivos na sociedade apresenta-se como um dos núcleosmais decisivos da exclusão acompanhado da incapacidade de reagir. A exclusão ganha significação drástica no processo de destruição de valores integrativostradicionais atingindo os patamares da precariedade marcada pela não pertença e impotência.(DEMO, 1998). Como nota Donzelot (1996: p.88), o termo exclusão apareceu nos anos 70, com o livro deLenoair (1974) “que denuncia os esquecidos do progresso: prisioneiros, doentes mentais,incapacitados, velhos...”.
  • Em síntese, a exclusão é processo complexo e multifacetado uma configuração dedimensões materiais, politicas, relacionais e subjetivas. É processo sutil e dialético, pois sóexiste em relação a inclusão como parte constitutiva dela. Não é uma coisa ou um estado, éprocesso que envolve o homem por inteiro e suas relações com os outros .Não tem uma únicaforma e não é uma falha do sistema, devendo ser combatida como algo que perturba a ordemsocial, ao contrário , ele é produto do funcionamento do sistema. (SAWAIA, 2008) “A exclusão que hoje é objeto de políticos e de debates sociais é um fenômenosocial, econômico e institucional cuja análise reestabelece as ciências sociais. A parte que cabeà psicologia social pode parecer secundária, visto que ela se limita aos processos psicológicos,cognitivos e simbólicos que podem ou acompanhar a situação da exclusão ou dela reforçar amanutenção como racionalização, justificação ou legitimação. Mas, por sua posição intersticialno espaço da ciências do homem e da sociedade, essa disciplina traz uma contribuição nãonegligenciável para a compreensão dos mecanismos que, na escala dos indivíduos, dos grupose das coletividades, concorrem para fixar as formas e as experiências de exclusão” .(JODELET,2008) Não existe dentro da ideologia libetal, espaço para o social. Por isso o ser humano édefinido como um indivíduo, isto é, alguém que é um, mas não tem nada a ver com os outros.O ser humano, pensado sempre fora da relação, é o único responsável pelo seu êxito ou peloseu fracasso. Legitima-se quem vence, degrada-se o vencido, o excluído.
  • 4.1 Compreender o Acolhimento ao Idoso por uma Instituição Asilar Juventude A tomada de consciência do rápido envelhecimento da população no Brasil e oaumento da expectativa média de vida vem provocando um incremento do número deinstituições para idosos, os lares dos idosos como são chamados os asilos ainda carregam umpreconceito por ter essa palavra ‘’asilo’’ vinculada a abandono, maus tratos palavra essa quetem origem grega ‘’asylon’’ e depois o latino ‘’Asylu’’ que entre um dos seus significados eraum local para acolher órfão, idosos etc.. Em que momento se cogita a colocação do idoso numa instituição asilar? Antigamente quem ficava com o cargo de cuidar do pai idoso eram as mulheres, mas issocom o decorrer do tempo essa função ficou desnorteada pela função que a mulher moderna
  • tem na sociedade, sendo que metade dos recursos necessários para manutenção da rendafamiliar dependem dela, então ela se vê num conflito físico e mental por causas das funçõesque lhe é cobrada, ficando assim sobrecarregada, sendo que pra manter os custos de um idosonão é nada fácil sabendo de suas dificuldades e de suas necessidades que requer atençãoespecial haja vista que na família nuclear estão composto pai(que trabalha)mãe(quetrabalha)filhos(que estudam) Sabemos que a partir de determinada idade mudanças físicas epsíquicas vão ocorrendo, eles passam a necessitar de mais cuidados e atenção que em muitoscasos seus familiares acabam não disponibilizando devido a vida corrida exigida pela vidamoderna.4.2 Segregação asilar A Segregação asilar é uma fase marcada por inúmeros acontecimentos que causam amorte mesmo antes de morrer, pois esta ocorre sob múltiplas dimensões, a maioria delas ésimbólica e acontece gradualmente, muito antes de sua entrada no asilo. Costa (1998) diz quena velhice o futuro é o presente e a maturidade implica, portanto, renunciar a e a beleza erendição às limitações, à doença e finalmente a morte. O isolamento e o grau de esfriamento das relações com as pessoas a quem eramafeiçoadas, a separação do calor humano familiar e do circuito de amizade, faz com que sejade sofrimento o tempo daqueles que são deixados sós. Elias (2001) compara os idosos em umasilo cercado de pessoas, porém se sentido sós, como o caminho para as câmaras de gásnazista pessoas em meio a muitas outras, mas definitivamente sós; Excluídos da sociedade e
  • afastados de uma história de vida a qual dificilmente eles conseguiriam estabelecer novosvínculos; Para muitos idosos o asilo significa não só ruptura definitiva dos velhos laços afetivos,mas também a necessidade de se submeter a uma vida comunitária com pessoas as quais elenunca antes teve qualquer ligação afetiva significam em principio, um estado de extremasolidão, “muitos asilos são, portanto, desertos de solidão.” (ELIAS, 2001, p. 85-86). A sociedade e a família, mais especificamente tenta justificar a intenção dos idosos pelanecessidade de cuida-los adequadamente. Da parte do poder publico o discurso é o deprotegê-los para não sofrer maus tratos. Todavia por melhores que sejam as condições dainstituição não é possível evitar que sejam submetidos a sofrimento, pois sua condição deinterno já se configura por si só motivo para profundas angustia. Como não é possível elimina-los a opção se torna afasta-los em locais em que a sua condição de segregado não se ponha amostra. Da Mata (1993) nos diz que a violência e sobre tudo um mecanismo social que rompe osespaços e as barreiras dos costumes, as normas legais, e invade o espaço moral do outro. Portrás da política de assistência social da qual os idosos são salvos, existi a demonstraçãoevidente de que não só Estado, mas a sociedade de modo geral fracassou em produzircondições adequadas de vida a seus membros, e uma sociedade que assim age énecessariamente injusta, agressiva e violenta. É drástica a situação do indivíduo asilado, afastado do convívio social, a mercê de uma vidapadronizada, desprovida de prazer e de importância pessoal, levando-o à falta de perspectivae à alienação. (P. M.R.B., 2004; M.U.C.O, 2004; E.M.R.V.,2004) - o decreto numero 1948 de 03 de julho de 1996, frisa, no artigo 3,que a instituição asilartem, por finalidade, atender, em regime de internato, o idoso sem vinculo familiar ou semcondições de prover a própria subsistência, de modo a satisfazer suas necessidades demoradia alimentação, saúde e convivência social. Prioriza, também a lei 8842/94 no artigo 4,paragrafo III, atendimento ao idoso pelas famílias ao invés do asilar. Porem, com a existênciade vários fatores, tais como os demográficos, sociais e de saúde, conduzem ao aumento dademanda pela institucionalização. A problemática do idoso também está relacionado às aposentadorias precoces, com baixopoder aquisitivo, os quais constituem sua principal fonte de rendimento, impossibilitando oatendimento de suas necessidades ,discriminação nos serviços de saúde; exclusão do idoso nafamília e comunidade, devido a indefinição de uma politica de valorização dessa população.Diante dessa situação e à medida que a população envelhece, aumenta a demanda porinstituições de longa permanência.
  • 4.3. COMPREENDER OS PROCESSOS DE EXCLUSÃO-INCLUSÃO SOCIAL DOS IDOSOS NAPERCEPÇÃO DOS “CUIDADORES” Nos dias atuais, o Brasil já não é considerado um país de jovens, visto o aumentoconsiderável de sua população de idosos, conforme coloca Ribas (2001). A medida que a idade avança, existe uma progressiva perda de recursos físicos, mentais esociais, a qual tende a despertar sentimentos de desamparo. A velhice parece deixar oindivíduo impotente, indefeso, fragilizado para tomar suas próprias decisões, para enfrentarseus problemas, o cotidiano, não só diante dos familiares, mas também da sociedade como umtodo. Sendo assim, o idoso tem sido visto como uma pessoa improdutiva, ultrapassada, epouco se tem feito para recuperar sua identidade e elevar sua auto-estima., Além disso, nemsempre é amparado pelos familiares e, muitas vezes, são obrigados a morar em asilos oualbergues, forçados a viverem isolados, na solidão, longe de parentes e amigos. O decreto numero 1948 de 03 de julho de 1996, frisa, no artigo 3,que a instituição asilartem, por finalidade, atender, em regime de internato, o idoso sem vinculo familiar ou semcondições de prover a própria subsistência, de modo a satisfazer suas necessidades demoradia alimentação, saúde e convivência social. Prioriza, também a lei 8842/94 no artigo 4,paragrafo III, atendimento ao idoso pelas famílias ao invés do asilar. Porem, com a existênciade vários fatores, tais como os demográficos, sociais e de saúde, conduzem ao aumento dademanda pela institucionalização. A problemática do idoso também está relacionado às aposentadorias precoces, com baixopoder aquisitivo, os quais constituem sua principal fonte de rendimento, impossibilitando o
  • atendimento de suas necessidades ,discriminação nos serviços de saúde; exclusão do idoso nafamília e comunidade, devido a indefinição de uma politica de valorização dessa população.Diante dessa situação e à medida que a população envelhece, aumenta a demanda porinstituições de longa permanência. (DAVIM, 2004) No Brasil, embora grande proporção de idosos institucionalizados se dependente porproblemas físicos ou mentais, a miséria o abandono, problemas familiares e de saúde, falta demoradia, são os principais motivos da institucionalização . (DAVIM, 2004) No Brasil, o suporte provido pela família-base principal do apoio oferecido ao idoso pelotripé família-comunidade-Estado, deverá enfrentar dificuldade crescentes como: 1) A não existência de políticas sociais de suporte aos cuidadores em referência aosfamiliares ou outros indivíduos que prestam auxílio direto ao idoso em suas atividades básicas,a saber: alimentação, auxílio domiciliar, assistência médica e serviços de orientação, entreoutros 2) O tamanho das famílias no Brasil que vem diminuindo devido a queda de fecundidade. 3) O aumento na proporção de separações conjugais, idosos residindo sozinhos, casais queoptam por não ter filhos, e mães que criam sozinhas seus filhos. 4) Idosos residindo com familiares cuja renda total não ultrapassa 3 salários mínimos e 5) por fim, o sistema de suporte formal que não tem sido capaz de substituir o papel dafamília a primeira cuidadora. Davin, 2004, passim.
  • 7. JUSTIFICATIVA O tema abordado tem como finalidade entender a exclusão do idoso na sociedade e ainclusão do mesmo nas instituições, de acordo com o acolhimento, como ele é visto dentro dareferida, estando ele já inserido nesses lares. É de grande valia para o meio acadêmico essas investigações, uma vez que, podemoslevantar dados e futuros questionamentos sobre esses processos de abandono e acolhimento.Assim, é viável trazer possibilidades por meio da psicologia social comunitária, relevantesmeios de inferir em melhoria para esses idosos.
  • 8. MÉTODOS8.1 Participantes Participaram dessa pesquisa, trabalhadores que exercem a função de cuidadores, que sãoas pessoas que tem maior contato com esses idosos institucionalizados. Sendo 03 (três)enfermeiros, 01 (um) fisioterapeuta.8.2 Instrumentos Para a coleta de dados foi empregado inicialmente uma entrevista, para um possívelentendimento do funcionamento da instituição e depois um questionário.8.3 Aparatos de pesquisa Os equipamentos utilizados para essa investigação foram caneta e papel.8.4 Procedimentos O primeiro contato feito na instituição foi realizado por um maçom, membro da LojaMaçônica Aparecida, mantenedora da Instituição Comendador Walmor, posteriormentemarcamos uma entrevista com a gestora e os cuidadores para compreender o funcionamentodesta instituição.Essa entrevista foi realizada em um quarta -feira do mês de março,no períododa manhã.
  • Já com as respostas em mãos nos reunimos e discutimos a respeito das informaçõesobtidas. A partir de tal discussão passamos para a etapa final que foi montar o questionário edessa forma findar o trabalho.8. TEMATema: Processos de exclusão – inclusão social dos idosos em situação asilar.9. PROBLEMAO problema: O que leva a sociedade a excluir o idoso?10. OBJETIVOSObjetivo geral: Investigar o processo de exclusão-inclusão social de idosos em situação asilar.10.1 Objetivos específicos:
  • 1) Compreender o acolhimento ao idoso por uma instituição asilar.2) Compreender os processos de exclusão – inclusão social dos idosos na percepção dos“cuidadores”.REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA
  • COSTA, E. M. S. Gerontodrama: a velhice em cena: estudos clínicos e psicodramáticos sobre oenvelhecimento e a terceira idade. São Paulo: Agora, 1998.DAMATA, R. Conta de Mentiroso: Sete Ensaios De Antropologia Brasileira. Rio de Janeiro:Rocco, 1993.ELIAS, N. A. Solidão dos Moribumdos, Seguido De Envelhecer E Morrer. Rio de Janeiro: Zahar,2001.HADDAD, Eneida Gonçalves de Macedo. O Direito à Velhice: os aposentados e a PrevidênciaSocial. São Paulo: Cortez, 1993. Instituições de longa permanência, 2007MENDES, M.R.S.S.B. et al. Artigo atualizado: A situação social do idoso no Brasil: uma breveconsideração. Acta Paul Enferm. 2005; 18 (4):422-6DAVIM, R.M.B. et al. Artigo original.Estudo com idosos de instituições asilares no município deNatal-RN: características socioeconômicas e de saúde. Rev. Latino-Americana de enfermagemvol 12, nº 3. Ribeirão Preto, SP. Maio/junho 2004. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sciJarttext&pid=S0104-11692004000300010. Acessoem 28/03/2012 09:34SAWAIA, B. Introdução: Exclusão ou Inclusão Perversa? IN: SAWAIA, B. (Org.) As Artimanhas daExclusão: Análise psicossocial e ética da desigualdade social. 8 ed. Petrópolis, RJ. Ed. Vozes,2008.DEMO, P. Charme da Exclusão Social: Polêmicas do Nosso Tempo. Campinas, SP: Autoresassociados, 1998.MORAGAS, R. M. Gerontologia Social; Envelhecimento e qualidade de vida, Ed. Paulinas – SãoPaulo, SP, 2004.
  • ANEXOSQuestionário1-Como surgiu essa instituição?2-Quem mantém a instituição?3-Quantos idosos há na instituição?4-Como esse idosos chegam à instituição?5-Há uma lista de espera para novos egressos?6-Os idosos contam com algum benefício de aposentadoria?7-Todos tem esses benefícios?8-Qual a programação diária da instituição?10-Existe uma parte lúdica?Com que frequência?11-Todos gostam e participam?12-Existem outros profissionais que atendem essa instituição, como médicos, por exemplo?
  • 13-Quais são esses profissionais?14-Com que frequência se dá esse atendimento?15-Como vocês contribuem para a qualidade de vida desses idosos institucionalizados?16-A instituição conta hoje com doações por parte da comunidade?17-Em sua opinião que falta hoje para melhorar a instituição?