SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 26
1
INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL
ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE
ANO LETIVO 2016/2017
15º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM
UNIDADE CURRICULAR: ANDRAGOGIA
Setúbal, Dezembro de 2016
Docentes: Professora Patrícia Arguello
Discentes: Amanda Lana, nº 140528040; Beatriz Guerreiro, nº 140528015; Cristiana Ferreira, nº140528041; Nicole
Zuzarte, nº140528013; Raquel Santos, nº 140528029
2
Docentes: Professora Patrícia Arguello
INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL
ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE
ANO LETIVO 2016/2017
15º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM
UNIDADE CURRICULAR: ANDRAGOGIA
Discentes: Amanda Lana, nº 140528040; Beatriz Guerreiro, nº 140528015; Cristiana Ferreira, nº140528041; Nicole
Zuzarte, nº140528013; Raquel Santos, nº 140528029
Setúbal, Dezembro de 2016
3
Índice
0. Introdução.........................................................................................................................................4
1. Enquadramento teórico..................................................................................................................5
1.1. Etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados às feridas na sensibilização a
crianças em idade escolar ......................................................................................................9
1.2.1. Etiqueta Respiratória..............................................................................................10
1.2.2. Higienização das mãos............................................................................................11
1.2.3. Cuidados às feridas.................................................................................................13
Conclusão ............................................................................................................................................20
Referências..........................................................................................................................................21
ANEXOS................................................................................................................................................24
ANEXO I – Medidas contra a transmissão da gripe ...................................................................24
4
Introdução
O presente trabalho, de carácter académico, surge no âmbito da unidade curricular de
Andragogia, em associação à unidade curricular de Enfermagem VII – Criança e Adolescente,
no primeiro semestre do terceiro ano do 15º Curso de Licenciatura em Enfermagem,
ministrado na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal.
No âmbito da iniciativa promovida pela Biblioteca Municipal de Setúbal, a fim de
comemorar o Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento, celebrado a
10 de Novembro, o nosso grupo de trabalho realizou uma Sessão de Educação para a Saúde
(SEpS) para crianças do 1º Ciclo, com o objetivo de promover estilos de vida saudáveis e elevar
o nível de literacia para a saúde, por meio da expansão dos seus conhecimentos. Durante o
planeamento desta sessão considerámos relevante abordar por meio de atividades lúdicas e
dinâmicas, três temáticas bastante importantes e sensíveis aos cuidados que a faixa etária
com que trabalhámos exige.
Elegemos, portanto, a etiqueta respiratória, a higienização das mãos e os cuidados à
ferida. Parece-nos relevante o nosso papel como estudantes de enfermagem no que diz
respeito à nossa contribuição para a melhoria da qualidade do ambiente escolar bem como
na redução dos riscos para a saúde que um ambiente menos saudável pode oferecer a estas
crianças. Promover a saúde, prevenir a doença da comunidade educativa e reduzir o impacto
dos problemas de saúde no ambiente escolar torna-se, portanto, o objetivo fundamental
deste trabalho.
Posto isto, o trabalho apresentar-se-á dividido em três capítulos, sendo que o primeiro
destinar-se-á à Introdução, onde se contextualiza o trabalho e se definem os objetivos e a
estrutura do trabalho. O segundo capítulo destinar-se-á a um Enquadramento Teórico onde
será abordado o papel do enfermeiro no âmbito da educação para a saúde escolar, seguindo-
se a fundamentação teórica inerente às três temáticas que sustentaram a apresentação da
SEpS. Por fim, o último capítulo, destinado às Considerações Finais, onde se realizará a síntese
do trabalho, explicitando as aprendizagens adquiridas.
O presente trabalho rege-se segundo a Norma Portuguesa 405, encontrando-se ainda
ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
5
1. Enquadramento teórico
A saúde de cada pessoa depende de vários aspetos, nomeadamente do seu projeto
de vida, do seu sentido de felicidade e dos comportamentos e estilos de vida que decide
seguir. A leitura que cada um faz de si e do mundo é determinante para a forma como assume
a responsabilidade social de contribuir para o bem comum. Assim, na sociedade atual espera-
se que todos tenham meios e recursos que lhes permitam desenvolver capacidades e
competências para traçar um caminho pessoal e coletivo em direção ao bem-estar físico,
psíquico e social.1
A Educação para a Saúde (EpS) surge como um meio facilitador deste percurso, no
sentido de preparar os indivíduos para um papel ativo na saúde. Assim, um dos seus principais
objetivos é ajudar as pessoas a desenvolverem a sua capacidade de tomada de decisão,
responsabilizando-as pela sua saúde. Pretende-se que as pessoas se sintam capazes para
colaborarem nos processos de mudança, com vista à adoção de estilos de vida saudáveis e
promotores de saúde. Educar as pessoas para a saúde é, então, criar condições para que
adquiram informação e competências necessárias para fazerem escolhas saudáveis e
modificarem os comportamentos de risco. A mudança ocorre quando no processo de EpS os
interesses e necessidades do indivíduo, família e comunidade são valorizados, envolvendo-os
como sujeitos ativos e participantes. Todo este processo exige dinâmica ao nível do
planeamento.2
Neste sentido, a EpS não poderá ser uma mera transmissão de informação; implica
planear um programa adequado, prevendo-se os recursos e metodologias a utilizar, capazes
de dar uma resposta apropriada às necessidades de saúde de cada pessoa, família e
comunidade. O papel do enfermeiro como planeador direciona-se para a identificação das
necessidades de aprendizagem específicas da comunidade, valorizando as suas
preocupações, as barreiras existentes à aprendizagem e estratégias facilitadoras dessa
aprendizagem. Um programa de EpS é algo "vivo" e negociável, algo que se pode modificar
1 ORDEM DOS ENFERMEIROS - Os Enfermeiros e... A Educação para a Saúde... 2011. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016].
Disponível em: <URL:
http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/acores/artigospublicadoimpressalocal/Paginas/OsEnfermeiroseeduca%C3%A7%C3
%A3oparaaSaude.aspx>.
2 Ibidem.
6
em função de novas necessidades e situações que vão aparecendo ao longo da sua
implementação.3
O enfermeiro tem um papel fundamental neste processo, pois possui as competências
para coordenar e implementar programas de saúde que envolvam os vários sectores da
comunidade: a saúde, a educação, as redes sociais, os diferentes departamentos das
autarquias e outros, que visam a capacitação de grupos e comunidades. É da sua
responsabilidade conceber e planear programas de intervenção no âmbito da prevenção,
proteção e promoção da saúde, tendo em conta a identificação das reais necessidades que as
pessoas têm na área da saúde.4
Para além disso, está previsto no Código Deontológico o dever de todos os
enfermeiros trabalharem a área de informação através da EpS, encorajando a independência
e o desempenho autónomo das pessoas. A promoção da saúde em geral, e a EpS em
particular, é um processo no qual o enfermeiro assume um papel relevante, garantindo
sempre a participação ativa dos cidadãos. Como tal, para que a Eps seja um aliado para a
mudança de comportamentos deve ser encarada como uma tarefa de cidadania organizada
e previamente planeada por profissionais de saúde.5
Segundo as competências definidas pela Ordem dos Enfermeiros para o enfermeiro
de cuidados gerais, tem-se que no domínio da Promoção da Saúde, estão identificadas as
seguintes competências:
32 – Demonstra compreender as políticas de saúde e sociais.
33 – Trabalha em colaboração com outros profissionais e com outras comunidades.
34 – Vê o indivíduo, a família e a comunidade numa perspetiva holística que tem em
conta as múltiplas determinantes da saúde.
35 – Participa nas iniciativas de promoção da saúde e prevenção da doença,
contribuindo para a sua avaliação.
36 – Aplica conhecimentos sobre recursos existentes para a promoção da saúde e
educação para a saúde.
3
Idem.
4
Idem.
5
Idem.
7
37 – Atua de forma a dar poder ao indivíduo, à família e à comunidade, para adotarem
estilos de vida saudáveis. 38 – Fornece informação de saúde relevante para ajudar os
indivíduos, a família e a comunidade a atingirem os níveis ótimos de saúde e de
reabilitação.
39 – Demonstra compreender as práticas tradicionais dos sistemas de crenças sobre a
saúde dos indivíduos, das famílias ou das comunidades.
40 – Proporciona apoio / educação no desenvolvimento e / ou na manutenção das
capacidades para uma vivência independente.
41 – Reconhece o potencial da educação para a saúde nas intervenções de
enfermagem.
42 – Aplica o conhecimento sobre estratégias de ensino e de aprendizagem nas
interações com os indivíduos, as famílias e as comunidades.
43 – Avalia a aprendizagem e a compreensão acerca das práticas de saúde.6
Em contexto escolar, educar para a saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de
conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões
adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que
os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo.7
Os enfermeiros na área de saúde escolar são um pilar fundamental na vida das
crianças em idade escolar. Para além de colaborarem com outros profissionais na escola e na
comunidade, asseguram a supervisão e o aconselhamento na saúde. Tem como objetivo
garantir a educação e intervenções em doença aguda e crónica, lesões e doenças
transmissíveis, obesidade e nutrição, doença mental e infeções sexualmente transmissíveis.
Como profissional de saúde, o enfermeiro de saúde escolar deve promover e avaliar os
serviços de saúde da comunidade para as crianças e colaborar com agências no planeamento
de saúde e segurança.8
6 FERNANDES, Ema Maria Borges Perdigão dos Santos – Competências em Educação para a Saúde. Lisboa: Universidade
Técnica de Lisboa – Faculdade de Motricidade Humana. 2010. [Consult. 10 Dez. 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4517/1.pdf>.
7 DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Educação para a Saúde. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.dge.mec.pt/educacao-para-saude>.
8 HOCKENBERRY, Marilyn J.; WILSON, David – WONG – Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9.ª Edição. Vol. 1. Loures:
Lusociência. 2014. ISBN 978-989-748-004-1
8
Muitas vezes, o enfermeiro é o único contacto que as crianças têm com a prevenção
de doenças e com a promoção da saúde. Este assume a liderança dentro da equipa de saúde
escolar e avalia o estado de saúde do estudante, identifica obstáculos ao processo educativo
e desenvolve um plano de cuidados de saúde individualizado e personalizado às necessidades
de cada um. Estes profissionais fornecem cuidados de saúde primários, incluindo a avaliação
de problemas físicos, psicológicos, comportamentais e perturbações da aprendizagem, bem
como cuidados abrangentes a crianças saudáveis.9
Com a apreciação holística de cada criança e a identificação das necessidades
alteradas, surge a necessidade de intervenção do enfermeiro, elaborando, por isso, um plano
de cuidados. De modo a individualizar o plano, e para que as suas intervenções sejam eficazes,
o enfermeiro pode contactar a família fazendo uma visita domiciliária para a colheita de dados
de forma a obter um leque mais alargado de dados sobre a criança. Reunindo toda a
informação, objetiva e subjetiva, para direcionar as suas intervenções, o plano de cuidados
desenvolvido pode ser utilizado na escola. Mas, para que o plano de cuidados desenvolvido
pelo enfermeiro de saúde escolar possa ter esse fim, é preciso educar e capacitar os
professores e todos os profissionais de educação que convivem com a criança.10
É imperativo apostar na preparação de todos os profissionais educacionais para que
saibam agir em função das necessidades de cada criança. Nesta formação e educação destes
profissionais, o enfermeiro pode educar para que, por exemplo, os professores sejam capazes
de observar e identificar sinais que possam comprometer a vida da criança e agir em prol da
sua segurança, ensinando os procedimentos necessários e analisando o seu desempenho de
modo a assegurar um contínuo aperfeiçoamento das intervenções realizadas.11
O enfermeiro pode, ainda, intervir a nível da promoção para a saúde em temáticas
específicas, como é o caso da etiqueta respiratória, correta higienização das mãos e cuidados
às feridas. Deste modo, passamos à abordagem da sensibilização que o enfermeiro de saúde
escolar deve ter perante as crianças em idade escolar relativamente a estas temáticas.
9 Ibidem.
10 Idem.
11 Idem.
9
1.1. Etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados às feridas na
sensibilização a crianças em idade escolar
Sendo que a população alvo desta Sessão de Educação para a Saúde são crianças do
1º ciclo (idade escolar), e tendo por base que uma das problemáticas envolvidas é a
prevenção da transmissão de microrganismos responsáveis por infeções, considerámos
relevante sensibilizar as crianças no que comporta à etiqueta respiratória, à higienização das
mãos e aos cuidados às feridas.
Fomentar o conhecimento das crianças acerca destas temáticas é de extrema
importância, uma vez que a criança em idade escolar é considerada população vulnerável
quanto ao risco de contrair infeções das vias respiratórias, pela imaturidade do seu sistema
imunitário, bem como pelo contexto de sala de aula onde passam a maior parte do seu tempo,
rodeados de muitas crianças. Assim, com menos capacidade de defesa imunitária ficam mais
suscetíveis ao ataque de microrganismos ao seu sistema respiratório desde o nariz e garganta
ao pulmão. Este ataque pode ser causado por vírus ou bactérias originando doenças como
constipação, gripe, faringite, rinite, sinusite, bronquiolite e pneumonia.12
Em média, uma turma em idade escolar é constituída por cerca de 26 crianças, que
durante as aulas ficam muito tempo no mesmo ambiente, pelo que a sala irá então tornar-se
um ambiente mal ventilado e sobrepovoado favorecendo a ocorrência de infeções e sendo
um veículo para a transmissão de microrganismos.13 Para além da sala de aula ser um
ambiente propício à transmissão de infeções, particularmente respiratórias, encontramos
ainda outro fator como as condições climáticas que aumentam a probabilidade de
transmissão destas mesmas infeções. Condições climáticas agressivas, como o frio, chuva,
humidade e vento podem causar inflamação no aparelho respiratório, o que facilita a infeção.
Estes microrganismos transmitem-se por contacto direto: através das mãos ou através
de objetos contaminados por gotículas de saliva ou por secreções nasais, provenientes das
crianças ou dos profissionais de educação que com elas convivem. Estas secreções são
12 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da
Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.
13 CUF – Infeção Respiratória [Em linha]. CUF. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: https://www.saudecuf.pt/mais-
saude/doencas-a-z/infecao-respiratoria>.
10
expelidas através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros, tendo por veículo o ar e que
penetram no organismo de um indivíduo, não protegido, pelo nariz ou pela boca.14
Tendo em conta o papel do enfermeiro quanto à promoção de saúde e prevenção de
doença, pensamos ser fundamental educar estas crianças quanto à adoção de boas práticas
de proteção individual (correta higienização das mãos) e etiqueta respiratória que
consideramos recursos fáceis, adequados e que permitem a redução da infeção criança a
criança, protegendo e minimizando riscos para a saúde individual, familiar e de toda a
comunidade.15 Para além destas boas práticas, consideramos ainda ser fundamental abordar
junto destas crianças os cuidados a ter com as feridas, ainda que muitas vezes não sejam elas
a cuidar das suas feridas é importante que tenham conhecimentos sobre esses mesmos
cuidados.
1.2.1. Etiqueta Respiratória
A etiqueta respiratória aborda um conjunto de medidas individuais destinadas à
contenção de secreções respiratórias, minimizando a transmissão de agentes infeciosos por
via aérea ou através de gotículas:
 Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, utilizando um toalhete de uso único para
conter as secreções respiratórias, eliminando-o de imediato num contentor de
resíduos próximo;
 Em alternativa deverá tossir ou espirrar para o braço/manga, evitando a dispersão de
partículas e a consequente contaminação das mãos;
 Realizar a correta higienização das mãos após contacto com secreções respiratórias;
 Evitar tocar nas mucosas dos olhos, boca ou nariz;
 Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos pessoais;
 Manter distância das outras pessoas e tossir ou espirrar para o lado contrário de onde
está a pessoa.
 Em caso de doença, em locais públicos utilizar máscara de proteção.
14 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da
Madeira: SRAS. [consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.
15 Ibidem.
11
1.2.2. Higienização das mãos
A correta e frequente higienização das mãos com água e sabão é, por si só, a medida
com maior eficácia na redução do risco de transmissão da infeção pessoa a pessoa.16
16 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da
Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.
1
2
3
4
5 6
Figura 2. Etiqueta Respiratória.
Fonte: (Secretaria Regional dos Assuntos Sociais)
12
Uma grande quantidade de organismos entra em contato com o nosso corpo
inicialmente pela mão. Isso acontece porque a mão frequentemente está em contato com
superfícies que podem estar contaminadas (maçanetas de portas). É comum, por exemplo,
cumprimentarmos pessoas com um aperto de mão. Nesse momento, pode haver a troca de
micróbios que nos possam causar doenças, como por exemplo, gripes, constipações e
diarreia. Assim, lavar as mãos nos momentos certos e da forma correta é o essencial para a
prevenção de doenças.
Momentos certos para lavar as mãos17:
 Antes de comer ou manusear alimentos;
 Após utilizar a casa de banho;
 Após assoar o nariz, tossir ou espirrar;
 Após tocar em animais e nos seus dejetos;
 Após manusear resíduos;
 Após mudar fraldas;
 Antes e depois de tocar em pessoas com feridas.
Correta higienização das mãos18:
1. Afastar-se do lavatório, abrir a torneira e regular a água;
2. Molhar bem as mãos com água;
3. Fechar o manípulo do lavatório com o cotovelo ou utilizar um papel para fazê-lo;
4. Acionar o doseador com o cotovelo e aplicar sabão líquido sobre a mão;
5. Se é a primeira lavagem das mãos do dia ou se as mãos estão muito sujas, dar
especial atenção à lavagem debaixo das unhas;
6. Esfregar juntamente as palmas das mãos e os dedos por fricção;
7. A seguir esfregar os espaços interdigitais;
8. Esfregar o dorso de ambas as mãos;
9. Friccionar as extremidades dos dedos de ambas as mãos;
10. Esfregar as costas dos dedos;
17 ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONTROLO DE INFEÇÃO – Higiene das Mãos [Em linha]. Lisboa: ANCI. [Consult. 6 nov 2016].
Disponível em: <URL: http://www.anci.pt/higiene-das-m%C3%A3os>.
18 RUIVO, Maria Alice & NUNES, Lucília – Manual 2006 - Técnicas de Enfermagem. ESS|IPS. Setúbal, 2006.
13
11. A seguir proceder à fricção rotacional dos polegares;
12. Com os dedos mais baixos do que os punhos, enxaguar bem as mãos (neste
momento abrir novamente o manípulo com o cotovelo) retirando todo o sabão
líquido;
13. Fechar novamente o manípulo com o cotovelo ou utilizar um papel para fazê-lo;
14. Utilizar toalhetes de papel de uso único;
15. Secar ambas as mãos dando atenção aos espaços interdigitais e punhos;
16. Se necessário remover mais toalhetes para secar adequadamente as mãos;
17. Fazer uma bola com o toalhete e elimine-o no saco preto.
1.2.3. Cuidados às feridas
Para além das duas temáticas acima abordadas, consideramos igualmente importante
informar as crianças sobre feridas e quais os cuidados a ter de acordo com o tipo de ferida.
Figura 3. Ilustração da higienização das mãos.
Fonte: (Coopersam)
14
As crianças nesta idade, brincam e correm muito e tem maior probabilidade de caírem e
fazerem uma ferida. Neste sentido, e ainda que muitas vezes não sejam elas a tratarem das
suas feridas, é importante que tenham conhecimentos sobre esses mesmos cuidados.
Feridas Traumáticas
Uma ferida traumática é descrita como “solução de continuidade inesperada de tecido
na superfície do corpo, associada a lesão mecânica devido a agressão ou acidente; lesão
irregular da pele, mucosa ou tecido, tecido doloroso e magoado, drenagem e perda de soro
e sangue; associada a tecido pouco limpo, sujo ou infetado”.19
Estas podem ser classificadas como20:
 Abrasão – remoção das camadas superiores da pele por fricção ou raspagem;
 Avulsão – extração forçada de tecido;
 Laceração – ferida rasgada ou irregular; ferida por corte acidental;
 Incisão – divisão da pele feita com um objeto pontiagudo; corte;
 Ferida Penetrante – disrupção da superfície da pele que se prolonga para o
tecido subjacente ou para uma camada corporal;
 Perfurante – ferida com uma abertura relativamente pequena em comparação
com a profundidade.
As feridas traumáticas, principalmente as lacerações contusas, são muito frequentes
nas crianças. Por vezes não é possível evitar os acidentes, o que torna muito importante a
aquisição conhecimentos por parte dos pais, professores ou mesmo das próprias crianças
sobre os cuidados a ter em relação às feridas, de modo a que estejam preparados para saber
atuar perante estas situações.21
19 ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra : Conselho
Internacional de Enfermeiros, 2011. ISBN: 978-92-95094-35-2
20 HOCKENBERRY, Marilyn J., & WILSON, David – WONG, Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9ª Edição. Loures:
Lusociência, 2013. ISBN: 978-989-748-004-1
21 DIREÇÃO GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar [Em linha]. Lisboa: DGS, 2015. [Consult. 6 nov 2016].
Disponível em: <URL: http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS%20EM%20PEDIATRIA/015_2015_AGO.2015.pdf>.
15
Como proceder22:
 Antes de tudo, lavar bem as mãos e calçar luvas descartáveis.
 Proteger provisoriamente a ferida com uma compressa
esterilizada.
 Limpar a pele à volta da ferida com água e sabão.
 Lavar, do centro para os bordos da ferida, com água e sabão ou
soro fisiológico.
 Secar a ferida com uma compressa através de pequenos toques,
para não destruir qualquer coágulo de sangue.
 Desinfetar com antisséptico, por exemplo iodopovidona em solução dérmica, se a
ferida apresentar sinais de infeção.
Depois de limpa, se a ferida for superficial e de pequenas
dimensões, deixá-la preferencialmente ao ar, ou então aplicar
uma compressa esterilizada.
Se a ferida for mais extensa ou profunda, com tecidos
esmagados ou infetados, ou se contiver corpos estranhos, proteger
apenas com uma compressa esterilizada e encaminhar para
tratamento por profissionais de saúde. É uma situação grave que necessita transporte
urgente para o Hospital.
Tendo em conta as dimensões e características da ferida e o estado emocional da
criança, esta poderá ter que permanecer deitada, a fim de evitar hipotensão arterial.23
O que não deve fazer24:
• Tocar nas feridas sangrantes sem luvas.
• Utilizar o mesmo material em mais de uma pessoa.
• Soprar, tossir ou espirrar para cima da ferida.
• Aplicar produtos não indicados para a situação.
22 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias.
3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9
23 Ibidem.
24 Idem.
Figura 4. Ilustração da lavagem
da ferida com água e sabão.
Fonte: (Direção-Geral de
Educação)
Figura 5. Ilustração da limpeza e
desinfeção da ferida.
Fonte: (Direção-Geral de Educação)
16
• Fazer compressão direta em locais onde haja suspeita de fraturas ou de corpos
estranhos encravados, ou junto das articulações.
• Tentar tratar uma ferida mais grave, extensa ou profunda, com tecidos
esmagados ou infetados, ou que contenha corpos estranhos.
Queimaduras
Uma queimadura é descrita como “ferida traumática: rotura e perda da camada
exterior do tecido da superfície do corpo ou camadas mais profundas, devida a lesões pelo
calor resultantes de exposição a agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos;
caracterizada por coagulação das proteínas das células, aumento do metabolismo, perda da
reserva de nutrientes dos músculos e no tecido adiposo, perda de proteínas e compostos
azotados, por grande dor, desconforto e stress, com risco de choque e com risco de vida;
necrose dos tecidos, infeção da ferida, contraturas, escara hipotrófica com rigidez por
espessamento, em que o doente fica profundamente desfigurado; queimadura de 1º grau, 2º
grau e 3º grau.”25
A gravidade da queimadura depende de vários fatores26:
 Da zona atingida pela queimadura.
 Da extensão da pele queimada.
 Da profundidade da queimadura.
As queimaduras podem classificar-se em queimaduras de 1º grau, 2º grau e 3º grau.
Queimaduras de 1.º grau
As queimaduras de 1.º grau limitam-se à camada superficial da pele (epiderme). É o
caso das queimaduras solares.
Sinais e sintomas:
• Ruborização de leve a intensa;
• Dor ao toque;
25 ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra : Conselho
Internacional de Enfermeiros, 2010. ISBN: 978-92-95094-35-2
26 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias.
3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9
17
• Pele ligeiramente edemaciada;
Como proceder:
 Arrefecer imediatamente a zona queimada com água
fria corrente da torneira por alguns minutos.
 Aplicar compressas frias e húmidas ou submergir a
zona afetada em água fria.
 Retirar, se possível, qualquer objeto que possa
armazenar calor (anéis, colares, brincos, cinto, objetos
de metal ou de couro.
 Proteger a zona queimada com gaze, lenço ou pano limpo.
Podem aplicar-se medicamentos sem prescrição médica (pomadas) para ajudar a
aliviar a dor e reduzir a inflamação.
Em geral, as queimaduras de primeiro grau curam-se sem nenhum tratamento
específico. No entanto, se a queimadura cobrir uma grande área do corpo ou se a vítima for
uma criança ou um idoso, deve procurar-se ajuda médica.27
Queimaduras de 2º grau
As queimaduras de 2.º grau afetam as duas primeiras camadas da pele.
Sinais e sintomas:
 Ruborização intensa da pele;
 Dor intensa;
 Formação de flitenas;
 Aparência lustrosa devido ao líquido que acumula (pus);
 Possível perda de partes da pele;
Como proceder:
 Limpar a parte afetada ou aplicar compressas frias. Continuar este
procedimento durante 10 a 15 minutos.
27 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias.
3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9
Figura 6. Ilustração do arrefecimento
da zona queimada com água fria.
Fonte: (Direção-Geral de Educação)
18
 Secar com um pano limpo e cobrir com gaze estéril.
 Elevar braços ou pernas, quando queimadas.
 Procurar ajuda médica adicional. Não tentar tratar queimaduras graves se não
for um profissional de saúde capacitado.28
Queimaduras de 3º grau
Uma queimadura de terceiro grau penetra por toda a espessura da pele e destrói os
tecidos e terminações nervosas.
Sinais e sintomas:
 Perda de pele;
 A pouco e pouco, a lesão torna-se indolor (pode acontecer que se sinta dor
provocada pelas queimaduras de 1.º ou 2.º grau que rodeiam as queimaduras
de 3.º grau);
 Pele seca e com aparência de couro;
 A pele pode apresentar-se carbonizada ou esbranquiçada e edemaciada;
 A vítima pode entrar em estado de choque.
Como proceder:
 Cobrir ligeiramente a queimadura com uma gaze estéril ou um pano limpo (não
usar nenhum material que possa deixar pelo no local da queimadura).
 Avaliar problemas respiratórios.
 Elevar a zona queimada acima da cabeça da vítima, se possível.
 Procurar ajuda médica imediata. Não tentar tratar queimaduras graves se não
for um profissional de saúde capacitado.29
O que não deve fazer:
 Rebentar as flitenas ou tentar retirar a pele das flitenas que rebentaram.
 Retirar qualquer pedaço de tecido que tenha ficado agarrado à queimadura.
 Aplicar sobre a queimadura outros produtos não indicados para a situação.
 Aplicar gelo diretamente na queimadura.
28 Ibidem.
29 Idem.
19
 Arrefecer a queimadura por períodos superiores a 10 minutos.
 Não colocar uma almofada debaixo da cabeça da vítima se esta estiver
recostada e tiver uma via respiratória queimada. Isto pode obstruir as vias
respiratórias.
O tratamento de feridas deve ser feito no hospital, sempre que houver dúvidas,
nomeadamente sobre a gravidade, extensão e tratamento a realizar. A vítima deve ainda ser
imediatamente transportada para o hospital se:
 A queimadura for de 2º ou 3º grau.
 A zona queimada apresentar uma grande extensão, ainda que não pareça
grave (área do corpo superior a 10%).
 A queimadura afetar zonas particularmente sensíveis (mãos, pés, genitais,
rosto ou couro cabeludo).
 A queimadura tiver sido provocada por fogo, eletricidade ou substância
química.
 A queimadura parecer estar infetada (pus, edema, rubor). 30
30 Idem.
20
Conclusão
Com a elaboração deste trabalho, destaca-se a importância do profissional de
enfermagem na promoção da saúde da criança em idade escolar através de sessões de
educação para a saúde, no que diz respeito às temáticas abordadas: temáticas de etiqueta
respiratória, higienização das mãos e cuidados à ferida, uma vez que são aspetos que estas
crianças têm de lidar no seu dia-a-dia.
No que diz respeito aos objetivos que nos propusemos na introdução, consideramos
que os conseguimos atingir, sendo que ao transmitir através de uma fundamentação teórica,
informações das três temáticas abordadas, contribuímos para o aumento da literacia para a
saúde destas crianças. Depois de participarem na Sessão, consolidaram conhecimentos que
já tinham e adquiriram novos conhecimentos. Estes conhecimentos novos e consolidados
capacitam a criança para a promoção da sua saúde e sensibiliza-a para a importância de
tomarem as corretas atitudes no seu dia a dia quanto à etiqueta respiratória, higienização das
mãos e cuidados à ferida.
Desta forma, concluímos que a realização deste trabalho foi fundamental para a nossa
aprendizagem, pois enquanto futuros enfermeiros, é importante que tenhamos
desenvolvidas capacidades de promoção de saúde para população de qualquer idade. Neste
trabalho, deparámo-nos com uma nova situação, a nossa população alvo foram crianças que
com a sua especificidade, exigiram de nós a alteração do foco adulto para o foco criança.
Assim, este trabalho para além de potenciar a nossa aprendizagem permitiu-nos também
adquirir conhecimentos sobre crianças em idade escolar e sobre as suas necessidades em
contexto escolar.
21
Referências
Imagens:
 Figura 1: MD.SAÚDE, 2016 – Por que lavar as mãos ajuda a evitar doenças? [Em
linha] [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL:
https://www.google.pt/search?q=lavagem+das+m%C3%A3os+importancia&source=l
nms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjNo8245rTQAhXFyRQKHfoGAs8Q_AUICCgB&bi
w=1366&bih=662#imgrc=mgZX_j3GwFQxaM%3A>.
 Figura 2: SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias
Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016].
Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.
 Figura 3: COOPERSAM, 2016 – Lavagem de mãos [Em linha] [Consult. 6 Nov. 2016]
Disponível em: <URL:
https://www.google.pt/search?q=lavagem+das+m%C3%A3os+importancia&source=l
nms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjNo8245rTQAhXFyRQKHfoGAs8Q_AUICCgB&bi
w=1366&bih=662#imgrc=W5TG2YuOZIlzSM%3A>.
 Figuras 4, 5, 6: DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Manual de Primeiros Socorros. [Em
linha] [Consult. 8 Nov. 2016]. Disponíveis em: <URL:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/primeirossocorros.pdf>.
Bibliográficas:
 HOCKENBERRY, Marilyn J., & WILSON, David – WONG, Enfermagem da Criança e do
Adolescente. 9ª Edição. Loures: Lusociência, 2013. ISBN: 978-989-748-004-1
 ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática dos
Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra: Conselho Internacional de Enfermeiros, 2011. ISBN:
978-92-95094-35-2
 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas,
Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de
Desenvolvimento Curricular, 2010. ISBN 978-972-742-330-9
22
 RUIVO, Maria Alice; NUNES, Lucília – Técnicas de Enfermagem. ESS|IPS. Setúbal, 2006.
Eletrónicas:
 ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONTROLO DE INFEÇÃO – Higiene das Mãos [Em linha].
Lisboa: ANCI. [consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.anci.pt/higiene-das-m%C3%A3os>.
 CUF – Infeção Respiratória [Em linha]. CUF. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em:
<URL: https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/infecao-respiratoria>.
 DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Educação para a Saúde. [Em linha] [Consult. 7 Dez.
2016]. Disponível em: <URL: http://www.dge.mec.pt/educacao-para-saude>.
 DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Precauções Básicas do Controlo da Infeção (PBCI) [Em
linha]. Nº 029/2012 (2013), p.1-25. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.anes.pt/files/documents/default/436814008.pdf>.
 DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar [Em linha].
Lisboa: DGS, 2015. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS%20EM%20PEDIATRIA/015_2015_AGO
.2015.pdf>.
 DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar: Administração
de medicamentos a alunos nos estabelecimentos de educação e ensino [Em linha].
Nº 002/2012 (2012), p. 1-2. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/humanizacao/administracao_medicam
entos.pdf>.
 DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Queimaduras [Em linha]. Lisboa: DGS. [Consult. 6 Nov.
2016]. Disponível em: <URL: http://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-
z/verao/incendios/queimaduras.aspx>.
1FERNANDES, Ema Maria Borges Perdigão dos Santos – Competências em Educação
para a Saúde. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa – Faculdade de Motricidade
Humana. 2010. [Consult. 10 Dez. 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4517/1/Compet%C3%AAncias%20e
m%20EpS%20-
23
%20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20mestrado%20%282010%29%20Ema%20Pe
rdig%C3%A3o.pdf>.
 ORDEM DOS ENFERMEIROS - Os Enfermeiros e... A Educação para a Saúde... 2011.
[Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL:
http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/acores/artigospublicadoimpressalocal/Pagin
as/OsEnfermeiroseeduca%C3%A7%C3%A3oparaaSaude.aspx>.
 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias
[Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível
em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.
24
ANEXOS
25
ANEXO I – MEDIDAS CONTRA A TRANSMISSÃO DA GRIPE
26

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Educação saúde e acolhimento
Educação saúde e acolhimentoEducação saúde e acolhimento
Educação saúde e acolhimentoElis Santiago
 
Diretrizes abem sbmfc_2012
Diretrizes abem sbmfc_2012Diretrizes abem sbmfc_2012
Diretrizes abem sbmfc_2012Thiago Sarti
 
D:\meus documentos\educaã§ã£o permanente
D:\meus documentos\educaã§ã£o permanenteD:\meus documentos\educaã§ã£o permanente
D:\meus documentos\educaã§ã£o permanentePRISCILA
 
Atenção básica às comunidades
Atenção básica às comunidadesAtenção básica às comunidades
Atenção básica às comunidadesMarley Marques
 
Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013
Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013
Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013Angelina Lessa
 
Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.
Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.
Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.Guilherme Maria
 
Caderno de educação popular em saude
Caderno de educação popular em saudeCaderno de educação popular em saude
Caderno de educação popular em saudeGramile Meira
 
A Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da Família
A Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da FamíliaA Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da Família
A Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da FamíliaGutto Vieira
 
Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...
Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...
Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...Gláucia Castro
 
Educação e saúde: uma relação humana, política e didática
Educação e saúde: uma relação humana, política e didáticaEducação e saúde: uma relação humana, política e didática
Educação e saúde: uma relação humana, política e didáticaJonathan Sampaio
 
Nasf - Núcleo de Apoio à Família
Nasf - Núcleo de Apoio à FamíliaNasf - Núcleo de Apoio à Família
Nasf - Núcleo de Apoio à FamíliaAbrato-SC
 
Trabalho plano municipal
Trabalho plano municipalTrabalho plano municipal
Trabalho plano municipalBi_Oliveira
 

Mais procurados (17)

Educação saúde e acolhimento
Educação saúde e acolhimentoEducação saúde e acolhimento
Educação saúde e acolhimento
 
Diretrizes abem sbmfc_2012
Diretrizes abem sbmfc_2012Diretrizes abem sbmfc_2012
Diretrizes abem sbmfc_2012
 
D:\meus documentos\educaã§ã£o permanente
D:\meus documentos\educaã§ã£o permanenteD:\meus documentos\educaã§ã£o permanente
D:\meus documentos\educaã§ã£o permanente
 
Livro unico laura
Livro unico lauraLivro unico laura
Livro unico laura
 
Conselho nacional
Conselho nacionalConselho nacional
Conselho nacional
 
Atenção básica às comunidades
Atenção básica às comunidadesAtenção básica às comunidades
Atenção básica às comunidades
 
Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013
Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013
Temáticas em Saúde Sociedade e Ambiente - 2013
 
Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.
Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.
Educação em saúde na Estratégia saúde da Família.
 
Caderno de educação popular em saude
Caderno de educação popular em saudeCaderno de educação popular em saude
Caderno de educação popular em saude
 
Pneps sus março 2012
Pneps sus março 2012Pneps sus março 2012
Pneps sus março 2012
 
Educação e saúde
Educação e saúde Educação e saúde
Educação e saúde
 
A Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da Família
A Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da FamíliaA Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da Família
A Contribuição do professor de Educação Física no Programa Saúde da Família
 
Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...
Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...
Implementação da política de atenção à saúde do servidor nas ifes elsa thomé ...
 
Educação e saúde: uma relação humana, política e didática
Educação e saúde: uma relação humana, política e didáticaEducação e saúde: uma relação humana, política e didática
Educação e saúde: uma relação humana, política e didática
 
Nasf - Núcleo de Apoio à Família
Nasf - Núcleo de Apoio à FamíliaNasf - Núcleo de Apoio à Família
Nasf - Núcleo de Apoio à Família
 
Trabalho plano municipal
Trabalho plano municipalTrabalho plano municipal
Trabalho plano municipal
 
Caderno nasf 39 2014
Caderno nasf 39   2014Caderno nasf 39   2014
Caderno nasf 39 2014
 

Destaque

A adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escrito
A adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escritoA adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escrito
A adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escritoLiteracia em Saúde
 
A adolescência e o consumo de substâncias
A adolescência e o consumo de substânciasA adolescência e o consumo de substâncias
A adolescência e o consumo de substânciasLiteracia em Saúde
 
Enfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolar
Enfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolarEnfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolar
Enfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolarLiteracia em Saúde
 
Plano de sessão de educação para a saúde - Idade escolar
Plano de sessão de educação para a saúde - Idade escolarPlano de sessão de educação para a saúde - Idade escolar
Plano de sessão de educação para a saúde - Idade escolarLiteracia em Saúde
 

Destaque (6)

A adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escrito
A adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escritoA adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escrito
A adolescência-e-o-consumo-de-substâncias-trabalho-escrito
 
A adolescência e o consumo de substâncias
A adolescência e o consumo de substânciasA adolescência e o consumo de substâncias
A adolescência e o consumo de substâncias
 
Sexo Seguro BD
Sexo Seguro BDSexo Seguro BD
Sexo Seguro BD
 
Enfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolar
Enfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolarEnfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolar
Enfermagem vii dia_da_ciência_pré-escolar
 
Manual de Primeiros Socorros
Manual de Primeiros SocorrosManual de Primeiros Socorros
Manual de Primeiros Socorros
 
Plano de sessão de educação para a saúde - Idade escolar
Plano de sessão de educação para a saúde - Idade escolarPlano de sessão de educação para a saúde - Idade escolar
Plano de sessão de educação para a saúde - Idade escolar
 

Semelhante a Etiqueta respiratória, higienização e cuidados à ferida

Gtes rel final
Gtes rel finalGtes rel final
Gtes rel finaljsoeiro
 
Produto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdf
Produto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdfProduto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdf
Produto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdfClaudioPereiradaSilv3
 
programa de saude escolar
programa de saude escolarprograma de saude escolar
programa de saude escolarthemis dovera
 
A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...
A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...
A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...PROIDDBahiana
 
O quadrilátero da formação para a saúde ensino, gestão, atenção e controle s...
O quadrilátero da formação para a saúde  ensino, gestão, atenção e controle s...O quadrilátero da formação para a saúde  ensino, gestão, atenção e controle s...
O quadrilátero da formação para a saúde ensino, gestão, atenção e controle s...Rosane Domingues
 
Ações educativas na ESF guia prático para profissionais.pdf
Ações educativas na ESF guia prático para profissionais.pdfAções educativas na ESF guia prático para profissionais.pdf
Ações educativas na ESF guia prático para profissionais.pdfClaudioPereiradaSilv3
 
semana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdf
semana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdfsemana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdf
semana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdfFERNANDACOELHOSANTOS
 
Projeto saúde na escola
Projeto saúde na escolaProjeto saúde na escola
Projeto saúde na escolaelianabizarro
 
Projeto saúde na escola
Projeto saúde na escolaProjeto saúde na escola
Projeto saúde na escolaelianabizarro
 
Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12
Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12
Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12aliceb.formacao
 
Consumo prev drogas_meio escolar
Consumo prev drogas_meio escolarConsumo prev drogas_meio escolar
Consumo prev drogas_meio escolarCristiana Gomes
 
Anais Fórum Saúde Mental Infantojuveni
Anais  Fórum Saúde Mental InfantojuveniAnais  Fórum Saúde Mental Infantojuveni
Anais Fórum Saúde Mental InfantojuveniCENAT Cursos
 
ATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO
ATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIROATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO
ATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIROCentro Universitário Ages
 
Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007
Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007
Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007Mariangela Gama
 
Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]
Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]
Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]Socorro Carneiro
 

Semelhante a Etiqueta respiratória, higienização e cuidados à ferida (20)

Gtes rel final
Gtes rel finalGtes rel final
Gtes rel final
 
Saude coletiva.pdf
Saude coletiva.pdfSaude coletiva.pdf
Saude coletiva.pdf
 
Produto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdf
Produto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdfProduto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdf
Produto_Educacional_Luciana_ATUALIZADO.pdf
 
programa de saude escolar
programa de saude escolarprograma de saude escolar
programa de saude escolar
 
A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...
A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...
A formacao-de-profissionais-da-saude-aprendizagem-significativa-a-luz-da-prom...
 
O quadrilátero da formação para a saúde ensino, gestão, atenção e controle s...
O quadrilátero da formação para a saúde  ensino, gestão, atenção e controle s...O quadrilátero da formação para a saúde  ensino, gestão, atenção e controle s...
O quadrilátero da formação para a saúde ensino, gestão, atenção e controle s...
 
Ações educativas na ESF guia prático para profissionais.pdf
Ações educativas na ESF guia prático para profissionais.pdfAções educativas na ESF guia prático para profissionais.pdf
Ações educativas na ESF guia prático para profissionais.pdf
 
semana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdf
semana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdfsemana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdf
semana_saude_escola_guia_sugestao_atividades.pdf
 
Projeto saúde na escola
Projeto saúde na escolaProjeto saúde na escola
Projeto saúde na escola
 
Projeto saúde na escola
Projeto saúde na escolaProjeto saúde na escola
Projeto saúde na escola
 
Semana da qualidade de vida
Semana da qualidade de vidaSemana da qualidade de vida
Semana da qualidade de vida
 
Sala de espera artigo
Sala de espera artigoSala de espera artigo
Sala de espera artigo
 
Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12
Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12
Programa da Educação e Promoção para a Saúde 11/12
 
Consumo prev drogas_meio escolar
Consumo prev drogas_meio escolarConsumo prev drogas_meio escolar
Consumo prev drogas_meio escolar
 
Anais Fórum Saúde Mental Infantojuveni
Anais  Fórum Saúde Mental InfantojuveniAnais  Fórum Saúde Mental Infantojuveni
Anais Fórum Saúde Mental Infantojuveni
 
ATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO
ATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIROATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO
ATENDIMENTO AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE E AS COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO
 
Críticas à medicalização
Críticas à medicalizaçãoCríticas à medicalização
Críticas à medicalização
 
Saúde salinas
Saúde salinasSaúde salinas
Saúde salinas
 
Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007
Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007
Caderno de educação popular e saúde. ms%2 c 2007
 
Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]
Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]
Caderno de-educacao-popular-e-saude-[16-200810-ses-mt]
 

Último

Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemAula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemCarlosLinsJr
 
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinaaula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinajarlianezootecnista
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfMarceloMonteiro213738
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfEduardoSilva185439
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
Técnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamentoTécnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamentoPamelaMariaMoreiraFo
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOvilcielepazebem
 
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obrasosnikobus1
 
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALDEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALCarlosLinsJr
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdfHELLEN CRISTINA
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxEnfaVivianeCampos
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdfHELLEN CRISTINA
 
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999vanessa270433
 

Último (14)

Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemAula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
 
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinaaula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
 
Técnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamentoTécnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamento
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
 
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
 
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALDEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdf
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
 
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
 
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
 
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
 

Etiqueta respiratória, higienização e cuidados à ferida

  • 1. 1 INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE ANO LETIVO 2016/2017 15º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM UNIDADE CURRICULAR: ANDRAGOGIA Setúbal, Dezembro de 2016 Docentes: Professora Patrícia Arguello Discentes: Amanda Lana, nº 140528040; Beatriz Guerreiro, nº 140528015; Cristiana Ferreira, nº140528041; Nicole Zuzarte, nº140528013; Raquel Santos, nº 140528029
  • 2. 2 Docentes: Professora Patrícia Arguello INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE ANO LETIVO 2016/2017 15º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM UNIDADE CURRICULAR: ANDRAGOGIA Discentes: Amanda Lana, nº 140528040; Beatriz Guerreiro, nº 140528015; Cristiana Ferreira, nº140528041; Nicole Zuzarte, nº140528013; Raquel Santos, nº 140528029 Setúbal, Dezembro de 2016
  • 3. 3 Índice 0. Introdução.........................................................................................................................................4 1. Enquadramento teórico..................................................................................................................5 1.1. Etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados às feridas na sensibilização a crianças em idade escolar ......................................................................................................9 1.2.1. Etiqueta Respiratória..............................................................................................10 1.2.2. Higienização das mãos............................................................................................11 1.2.3. Cuidados às feridas.................................................................................................13 Conclusão ............................................................................................................................................20 Referências..........................................................................................................................................21 ANEXOS................................................................................................................................................24 ANEXO I – Medidas contra a transmissão da gripe ...................................................................24
  • 4. 4 Introdução O presente trabalho, de carácter académico, surge no âmbito da unidade curricular de Andragogia, em associação à unidade curricular de Enfermagem VII – Criança e Adolescente, no primeiro semestre do terceiro ano do 15º Curso de Licenciatura em Enfermagem, ministrado na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal. No âmbito da iniciativa promovida pela Biblioteca Municipal de Setúbal, a fim de comemorar o Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento, celebrado a 10 de Novembro, o nosso grupo de trabalho realizou uma Sessão de Educação para a Saúde (SEpS) para crianças do 1º Ciclo, com o objetivo de promover estilos de vida saudáveis e elevar o nível de literacia para a saúde, por meio da expansão dos seus conhecimentos. Durante o planeamento desta sessão considerámos relevante abordar por meio de atividades lúdicas e dinâmicas, três temáticas bastante importantes e sensíveis aos cuidados que a faixa etária com que trabalhámos exige. Elegemos, portanto, a etiqueta respiratória, a higienização das mãos e os cuidados à ferida. Parece-nos relevante o nosso papel como estudantes de enfermagem no que diz respeito à nossa contribuição para a melhoria da qualidade do ambiente escolar bem como na redução dos riscos para a saúde que um ambiente menos saudável pode oferecer a estas crianças. Promover a saúde, prevenir a doença da comunidade educativa e reduzir o impacto dos problemas de saúde no ambiente escolar torna-se, portanto, o objetivo fundamental deste trabalho. Posto isto, o trabalho apresentar-se-á dividido em três capítulos, sendo que o primeiro destinar-se-á à Introdução, onde se contextualiza o trabalho e se definem os objetivos e a estrutura do trabalho. O segundo capítulo destinar-se-á a um Enquadramento Teórico onde será abordado o papel do enfermeiro no âmbito da educação para a saúde escolar, seguindo- se a fundamentação teórica inerente às três temáticas que sustentaram a apresentação da SEpS. Por fim, o último capítulo, destinado às Considerações Finais, onde se realizará a síntese do trabalho, explicitando as aprendizagens adquiridas. O presente trabalho rege-se segundo a Norma Portuguesa 405, encontrando-se ainda ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
  • 5. 5 1. Enquadramento teórico A saúde de cada pessoa depende de vários aspetos, nomeadamente do seu projeto de vida, do seu sentido de felicidade e dos comportamentos e estilos de vida que decide seguir. A leitura que cada um faz de si e do mundo é determinante para a forma como assume a responsabilidade social de contribuir para o bem comum. Assim, na sociedade atual espera- se que todos tenham meios e recursos que lhes permitam desenvolver capacidades e competências para traçar um caminho pessoal e coletivo em direção ao bem-estar físico, psíquico e social.1 A Educação para a Saúde (EpS) surge como um meio facilitador deste percurso, no sentido de preparar os indivíduos para um papel ativo na saúde. Assim, um dos seus principais objetivos é ajudar as pessoas a desenvolverem a sua capacidade de tomada de decisão, responsabilizando-as pela sua saúde. Pretende-se que as pessoas se sintam capazes para colaborarem nos processos de mudança, com vista à adoção de estilos de vida saudáveis e promotores de saúde. Educar as pessoas para a saúde é, então, criar condições para que adquiram informação e competências necessárias para fazerem escolhas saudáveis e modificarem os comportamentos de risco. A mudança ocorre quando no processo de EpS os interesses e necessidades do indivíduo, família e comunidade são valorizados, envolvendo-os como sujeitos ativos e participantes. Todo este processo exige dinâmica ao nível do planeamento.2 Neste sentido, a EpS não poderá ser uma mera transmissão de informação; implica planear um programa adequado, prevendo-se os recursos e metodologias a utilizar, capazes de dar uma resposta apropriada às necessidades de saúde de cada pessoa, família e comunidade. O papel do enfermeiro como planeador direciona-se para a identificação das necessidades de aprendizagem específicas da comunidade, valorizando as suas preocupações, as barreiras existentes à aprendizagem e estratégias facilitadoras dessa aprendizagem. Um programa de EpS é algo "vivo" e negociável, algo que se pode modificar 1 ORDEM DOS ENFERMEIROS - Os Enfermeiros e... A Educação para a Saúde... 2011. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/acores/artigospublicadoimpressalocal/Paginas/OsEnfermeiroseeduca%C3%A7%C3 %A3oparaaSaude.aspx>. 2 Ibidem.
  • 6. 6 em função de novas necessidades e situações que vão aparecendo ao longo da sua implementação.3 O enfermeiro tem um papel fundamental neste processo, pois possui as competências para coordenar e implementar programas de saúde que envolvam os vários sectores da comunidade: a saúde, a educação, as redes sociais, os diferentes departamentos das autarquias e outros, que visam a capacitação de grupos e comunidades. É da sua responsabilidade conceber e planear programas de intervenção no âmbito da prevenção, proteção e promoção da saúde, tendo em conta a identificação das reais necessidades que as pessoas têm na área da saúde.4 Para além disso, está previsto no Código Deontológico o dever de todos os enfermeiros trabalharem a área de informação através da EpS, encorajando a independência e o desempenho autónomo das pessoas. A promoção da saúde em geral, e a EpS em particular, é um processo no qual o enfermeiro assume um papel relevante, garantindo sempre a participação ativa dos cidadãos. Como tal, para que a Eps seja um aliado para a mudança de comportamentos deve ser encarada como uma tarefa de cidadania organizada e previamente planeada por profissionais de saúde.5 Segundo as competências definidas pela Ordem dos Enfermeiros para o enfermeiro de cuidados gerais, tem-se que no domínio da Promoção da Saúde, estão identificadas as seguintes competências: 32 – Demonstra compreender as políticas de saúde e sociais. 33 – Trabalha em colaboração com outros profissionais e com outras comunidades. 34 – Vê o indivíduo, a família e a comunidade numa perspetiva holística que tem em conta as múltiplas determinantes da saúde. 35 – Participa nas iniciativas de promoção da saúde e prevenção da doença, contribuindo para a sua avaliação. 36 – Aplica conhecimentos sobre recursos existentes para a promoção da saúde e educação para a saúde. 3 Idem. 4 Idem. 5 Idem.
  • 7. 7 37 – Atua de forma a dar poder ao indivíduo, à família e à comunidade, para adotarem estilos de vida saudáveis. 38 – Fornece informação de saúde relevante para ajudar os indivíduos, a família e a comunidade a atingirem os níveis ótimos de saúde e de reabilitação. 39 – Demonstra compreender as práticas tradicionais dos sistemas de crenças sobre a saúde dos indivíduos, das famílias ou das comunidades. 40 – Proporciona apoio / educação no desenvolvimento e / ou na manutenção das capacidades para uma vivência independente. 41 – Reconhece o potencial da educação para a saúde nas intervenções de enfermagem. 42 – Aplica o conhecimento sobre estratégias de ensino e de aprendizagem nas interações com os indivíduos, as famílias e as comunidades. 43 – Avalia a aprendizagem e a compreensão acerca das práticas de saúde.6 Em contexto escolar, educar para a saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo.7 Os enfermeiros na área de saúde escolar são um pilar fundamental na vida das crianças em idade escolar. Para além de colaborarem com outros profissionais na escola e na comunidade, asseguram a supervisão e o aconselhamento na saúde. Tem como objetivo garantir a educação e intervenções em doença aguda e crónica, lesões e doenças transmissíveis, obesidade e nutrição, doença mental e infeções sexualmente transmissíveis. Como profissional de saúde, o enfermeiro de saúde escolar deve promover e avaliar os serviços de saúde da comunidade para as crianças e colaborar com agências no planeamento de saúde e segurança.8 6 FERNANDES, Ema Maria Borges Perdigão dos Santos – Competências em Educação para a Saúde. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa – Faculdade de Motricidade Humana. 2010. [Consult. 10 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4517/1.pdf>. 7 DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Educação para a Saúde. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.dge.mec.pt/educacao-para-saude>. 8 HOCKENBERRY, Marilyn J.; WILSON, David – WONG – Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9.ª Edição. Vol. 1. Loures: Lusociência. 2014. ISBN 978-989-748-004-1
  • 8. 8 Muitas vezes, o enfermeiro é o único contacto que as crianças têm com a prevenção de doenças e com a promoção da saúde. Este assume a liderança dentro da equipa de saúde escolar e avalia o estado de saúde do estudante, identifica obstáculos ao processo educativo e desenvolve um plano de cuidados de saúde individualizado e personalizado às necessidades de cada um. Estes profissionais fornecem cuidados de saúde primários, incluindo a avaliação de problemas físicos, psicológicos, comportamentais e perturbações da aprendizagem, bem como cuidados abrangentes a crianças saudáveis.9 Com a apreciação holística de cada criança e a identificação das necessidades alteradas, surge a necessidade de intervenção do enfermeiro, elaborando, por isso, um plano de cuidados. De modo a individualizar o plano, e para que as suas intervenções sejam eficazes, o enfermeiro pode contactar a família fazendo uma visita domiciliária para a colheita de dados de forma a obter um leque mais alargado de dados sobre a criança. Reunindo toda a informação, objetiva e subjetiva, para direcionar as suas intervenções, o plano de cuidados desenvolvido pode ser utilizado na escola. Mas, para que o plano de cuidados desenvolvido pelo enfermeiro de saúde escolar possa ter esse fim, é preciso educar e capacitar os professores e todos os profissionais de educação que convivem com a criança.10 É imperativo apostar na preparação de todos os profissionais educacionais para que saibam agir em função das necessidades de cada criança. Nesta formação e educação destes profissionais, o enfermeiro pode educar para que, por exemplo, os professores sejam capazes de observar e identificar sinais que possam comprometer a vida da criança e agir em prol da sua segurança, ensinando os procedimentos necessários e analisando o seu desempenho de modo a assegurar um contínuo aperfeiçoamento das intervenções realizadas.11 O enfermeiro pode, ainda, intervir a nível da promoção para a saúde em temáticas específicas, como é o caso da etiqueta respiratória, correta higienização das mãos e cuidados às feridas. Deste modo, passamos à abordagem da sensibilização que o enfermeiro de saúde escolar deve ter perante as crianças em idade escolar relativamente a estas temáticas. 9 Ibidem. 10 Idem. 11 Idem.
  • 9. 9 1.1. Etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados às feridas na sensibilização a crianças em idade escolar Sendo que a população alvo desta Sessão de Educação para a Saúde são crianças do 1º ciclo (idade escolar), e tendo por base que uma das problemáticas envolvidas é a prevenção da transmissão de microrganismos responsáveis por infeções, considerámos relevante sensibilizar as crianças no que comporta à etiqueta respiratória, à higienização das mãos e aos cuidados às feridas. Fomentar o conhecimento das crianças acerca destas temáticas é de extrema importância, uma vez que a criança em idade escolar é considerada população vulnerável quanto ao risco de contrair infeções das vias respiratórias, pela imaturidade do seu sistema imunitário, bem como pelo contexto de sala de aula onde passam a maior parte do seu tempo, rodeados de muitas crianças. Assim, com menos capacidade de defesa imunitária ficam mais suscetíveis ao ataque de microrganismos ao seu sistema respiratório desde o nariz e garganta ao pulmão. Este ataque pode ser causado por vírus ou bactérias originando doenças como constipação, gripe, faringite, rinite, sinusite, bronquiolite e pneumonia.12 Em média, uma turma em idade escolar é constituída por cerca de 26 crianças, que durante as aulas ficam muito tempo no mesmo ambiente, pelo que a sala irá então tornar-se um ambiente mal ventilado e sobrepovoado favorecendo a ocorrência de infeções e sendo um veículo para a transmissão de microrganismos.13 Para além da sala de aula ser um ambiente propício à transmissão de infeções, particularmente respiratórias, encontramos ainda outro fator como as condições climáticas que aumentam a probabilidade de transmissão destas mesmas infeções. Condições climáticas agressivas, como o frio, chuva, humidade e vento podem causar inflamação no aparelho respiratório, o que facilita a infeção. Estes microrganismos transmitem-se por contacto direto: através das mãos ou através de objetos contaminados por gotículas de saliva ou por secreções nasais, provenientes das crianças ou dos profissionais de educação que com elas convivem. Estas secreções são 12 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>. 13 CUF – Infeção Respiratória [Em linha]. CUF. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: https://www.saudecuf.pt/mais- saude/doencas-a-z/infecao-respiratoria>.
  • 10. 10 expelidas através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros, tendo por veículo o ar e que penetram no organismo de um indivíduo, não protegido, pelo nariz ou pela boca.14 Tendo em conta o papel do enfermeiro quanto à promoção de saúde e prevenção de doença, pensamos ser fundamental educar estas crianças quanto à adoção de boas práticas de proteção individual (correta higienização das mãos) e etiqueta respiratória que consideramos recursos fáceis, adequados e que permitem a redução da infeção criança a criança, protegendo e minimizando riscos para a saúde individual, familiar e de toda a comunidade.15 Para além destas boas práticas, consideramos ainda ser fundamental abordar junto destas crianças os cuidados a ter com as feridas, ainda que muitas vezes não sejam elas a cuidar das suas feridas é importante que tenham conhecimentos sobre esses mesmos cuidados. 1.2.1. Etiqueta Respiratória A etiqueta respiratória aborda um conjunto de medidas individuais destinadas à contenção de secreções respiratórias, minimizando a transmissão de agentes infeciosos por via aérea ou através de gotículas:  Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, utilizando um toalhete de uso único para conter as secreções respiratórias, eliminando-o de imediato num contentor de resíduos próximo;  Em alternativa deverá tossir ou espirrar para o braço/manga, evitando a dispersão de partículas e a consequente contaminação das mãos;  Realizar a correta higienização das mãos após contacto com secreções respiratórias;  Evitar tocar nas mucosas dos olhos, boca ou nariz;  Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos pessoais;  Manter distância das outras pessoas e tossir ou espirrar para o lado contrário de onde está a pessoa.  Em caso de doença, em locais públicos utilizar máscara de proteção. 14 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>. 15 Ibidem.
  • 11. 11 1.2.2. Higienização das mãos A correta e frequente higienização das mãos com água e sabão é, por si só, a medida com maior eficácia na redução do risco de transmissão da infeção pessoa a pessoa.16 16 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>. 1 2 3 4 5 6 Figura 2. Etiqueta Respiratória. Fonte: (Secretaria Regional dos Assuntos Sociais)
  • 12. 12 Uma grande quantidade de organismos entra em contato com o nosso corpo inicialmente pela mão. Isso acontece porque a mão frequentemente está em contato com superfícies que podem estar contaminadas (maçanetas de portas). É comum, por exemplo, cumprimentarmos pessoas com um aperto de mão. Nesse momento, pode haver a troca de micróbios que nos possam causar doenças, como por exemplo, gripes, constipações e diarreia. Assim, lavar as mãos nos momentos certos e da forma correta é o essencial para a prevenção de doenças. Momentos certos para lavar as mãos17:  Antes de comer ou manusear alimentos;  Após utilizar a casa de banho;  Após assoar o nariz, tossir ou espirrar;  Após tocar em animais e nos seus dejetos;  Após manusear resíduos;  Após mudar fraldas;  Antes e depois de tocar em pessoas com feridas. Correta higienização das mãos18: 1. Afastar-se do lavatório, abrir a torneira e regular a água; 2. Molhar bem as mãos com água; 3. Fechar o manípulo do lavatório com o cotovelo ou utilizar um papel para fazê-lo; 4. Acionar o doseador com o cotovelo e aplicar sabão líquido sobre a mão; 5. Se é a primeira lavagem das mãos do dia ou se as mãos estão muito sujas, dar especial atenção à lavagem debaixo das unhas; 6. Esfregar juntamente as palmas das mãos e os dedos por fricção; 7. A seguir esfregar os espaços interdigitais; 8. Esfregar o dorso de ambas as mãos; 9. Friccionar as extremidades dos dedos de ambas as mãos; 10. Esfregar as costas dos dedos; 17 ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONTROLO DE INFEÇÃO – Higiene das Mãos [Em linha]. Lisboa: ANCI. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.anci.pt/higiene-das-m%C3%A3os>. 18 RUIVO, Maria Alice & NUNES, Lucília – Manual 2006 - Técnicas de Enfermagem. ESS|IPS. Setúbal, 2006.
  • 13. 13 11. A seguir proceder à fricção rotacional dos polegares; 12. Com os dedos mais baixos do que os punhos, enxaguar bem as mãos (neste momento abrir novamente o manípulo com o cotovelo) retirando todo o sabão líquido; 13. Fechar novamente o manípulo com o cotovelo ou utilizar um papel para fazê-lo; 14. Utilizar toalhetes de papel de uso único; 15. Secar ambas as mãos dando atenção aos espaços interdigitais e punhos; 16. Se necessário remover mais toalhetes para secar adequadamente as mãos; 17. Fazer uma bola com o toalhete e elimine-o no saco preto. 1.2.3. Cuidados às feridas Para além das duas temáticas acima abordadas, consideramos igualmente importante informar as crianças sobre feridas e quais os cuidados a ter de acordo com o tipo de ferida. Figura 3. Ilustração da higienização das mãos. Fonte: (Coopersam)
  • 14. 14 As crianças nesta idade, brincam e correm muito e tem maior probabilidade de caírem e fazerem uma ferida. Neste sentido, e ainda que muitas vezes não sejam elas a tratarem das suas feridas, é importante que tenham conhecimentos sobre esses mesmos cuidados. Feridas Traumáticas Uma ferida traumática é descrita como “solução de continuidade inesperada de tecido na superfície do corpo, associada a lesão mecânica devido a agressão ou acidente; lesão irregular da pele, mucosa ou tecido, tecido doloroso e magoado, drenagem e perda de soro e sangue; associada a tecido pouco limpo, sujo ou infetado”.19 Estas podem ser classificadas como20:  Abrasão – remoção das camadas superiores da pele por fricção ou raspagem;  Avulsão – extração forçada de tecido;  Laceração – ferida rasgada ou irregular; ferida por corte acidental;  Incisão – divisão da pele feita com um objeto pontiagudo; corte;  Ferida Penetrante – disrupção da superfície da pele que se prolonga para o tecido subjacente ou para uma camada corporal;  Perfurante – ferida com uma abertura relativamente pequena em comparação com a profundidade. As feridas traumáticas, principalmente as lacerações contusas, são muito frequentes nas crianças. Por vezes não é possível evitar os acidentes, o que torna muito importante a aquisição conhecimentos por parte dos pais, professores ou mesmo das próprias crianças sobre os cuidados a ter em relação às feridas, de modo a que estejam preparados para saber atuar perante estas situações.21 19 ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra : Conselho Internacional de Enfermeiros, 2011. ISBN: 978-92-95094-35-2 20 HOCKENBERRY, Marilyn J., & WILSON, David – WONG, Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9ª Edição. Loures: Lusociência, 2013. ISBN: 978-989-748-004-1 21 DIREÇÃO GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar [Em linha]. Lisboa: DGS, 2015. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS%20EM%20PEDIATRIA/015_2015_AGO.2015.pdf>.
  • 15. 15 Como proceder22:  Antes de tudo, lavar bem as mãos e calçar luvas descartáveis.  Proteger provisoriamente a ferida com uma compressa esterilizada.  Limpar a pele à volta da ferida com água e sabão.  Lavar, do centro para os bordos da ferida, com água e sabão ou soro fisiológico.  Secar a ferida com uma compressa através de pequenos toques, para não destruir qualquer coágulo de sangue.  Desinfetar com antisséptico, por exemplo iodopovidona em solução dérmica, se a ferida apresentar sinais de infeção. Depois de limpa, se a ferida for superficial e de pequenas dimensões, deixá-la preferencialmente ao ar, ou então aplicar uma compressa esterilizada. Se a ferida for mais extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infetados, ou se contiver corpos estranhos, proteger apenas com uma compressa esterilizada e encaminhar para tratamento por profissionais de saúde. É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital. Tendo em conta as dimensões e características da ferida e o estado emocional da criança, esta poderá ter que permanecer deitada, a fim de evitar hipotensão arterial.23 O que não deve fazer24: • Tocar nas feridas sangrantes sem luvas. • Utilizar o mesmo material em mais de uma pessoa. • Soprar, tossir ou espirrar para cima da ferida. • Aplicar produtos não indicados para a situação. 22 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9 23 Ibidem. 24 Idem. Figura 4. Ilustração da lavagem da ferida com água e sabão. Fonte: (Direção-Geral de Educação) Figura 5. Ilustração da limpeza e desinfeção da ferida. Fonte: (Direção-Geral de Educação)
  • 16. 16 • Fazer compressão direta em locais onde haja suspeita de fraturas ou de corpos estranhos encravados, ou junto das articulações. • Tentar tratar uma ferida mais grave, extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infetados, ou que contenha corpos estranhos. Queimaduras Uma queimadura é descrita como “ferida traumática: rotura e perda da camada exterior do tecido da superfície do corpo ou camadas mais profundas, devida a lesões pelo calor resultantes de exposição a agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos; caracterizada por coagulação das proteínas das células, aumento do metabolismo, perda da reserva de nutrientes dos músculos e no tecido adiposo, perda de proteínas e compostos azotados, por grande dor, desconforto e stress, com risco de choque e com risco de vida; necrose dos tecidos, infeção da ferida, contraturas, escara hipotrófica com rigidez por espessamento, em que o doente fica profundamente desfigurado; queimadura de 1º grau, 2º grau e 3º grau.”25 A gravidade da queimadura depende de vários fatores26:  Da zona atingida pela queimadura.  Da extensão da pele queimada.  Da profundidade da queimadura. As queimaduras podem classificar-se em queimaduras de 1º grau, 2º grau e 3º grau. Queimaduras de 1.º grau As queimaduras de 1.º grau limitam-se à camada superficial da pele (epiderme). É o caso das queimaduras solares. Sinais e sintomas: • Ruborização de leve a intensa; • Dor ao toque; 25 ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra : Conselho Internacional de Enfermeiros, 2010. ISBN: 978-92-95094-35-2 26 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9
  • 17. 17 • Pele ligeiramente edemaciada; Como proceder:  Arrefecer imediatamente a zona queimada com água fria corrente da torneira por alguns minutos.  Aplicar compressas frias e húmidas ou submergir a zona afetada em água fria.  Retirar, se possível, qualquer objeto que possa armazenar calor (anéis, colares, brincos, cinto, objetos de metal ou de couro.  Proteger a zona queimada com gaze, lenço ou pano limpo. Podem aplicar-se medicamentos sem prescrição médica (pomadas) para ajudar a aliviar a dor e reduzir a inflamação. Em geral, as queimaduras de primeiro grau curam-se sem nenhum tratamento específico. No entanto, se a queimadura cobrir uma grande área do corpo ou se a vítima for uma criança ou um idoso, deve procurar-se ajuda médica.27 Queimaduras de 2º grau As queimaduras de 2.º grau afetam as duas primeiras camadas da pele. Sinais e sintomas:  Ruborização intensa da pele;  Dor intensa;  Formação de flitenas;  Aparência lustrosa devido ao líquido que acumula (pus);  Possível perda de partes da pele; Como proceder:  Limpar a parte afetada ou aplicar compressas frias. Continuar este procedimento durante 10 a 15 minutos. 27 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9 Figura 6. Ilustração do arrefecimento da zona queimada com água fria. Fonte: (Direção-Geral de Educação)
  • 18. 18  Secar com um pano limpo e cobrir com gaze estéril.  Elevar braços ou pernas, quando queimadas.  Procurar ajuda médica adicional. Não tentar tratar queimaduras graves se não for um profissional de saúde capacitado.28 Queimaduras de 3º grau Uma queimadura de terceiro grau penetra por toda a espessura da pele e destrói os tecidos e terminações nervosas. Sinais e sintomas:  Perda de pele;  A pouco e pouco, a lesão torna-se indolor (pode acontecer que se sinta dor provocada pelas queimaduras de 1.º ou 2.º grau que rodeiam as queimaduras de 3.º grau);  Pele seca e com aparência de couro;  A pele pode apresentar-se carbonizada ou esbranquiçada e edemaciada;  A vítima pode entrar em estado de choque. Como proceder:  Cobrir ligeiramente a queimadura com uma gaze estéril ou um pano limpo (não usar nenhum material que possa deixar pelo no local da queimadura).  Avaliar problemas respiratórios.  Elevar a zona queimada acima da cabeça da vítima, se possível.  Procurar ajuda médica imediata. Não tentar tratar queimaduras graves se não for um profissional de saúde capacitado.29 O que não deve fazer:  Rebentar as flitenas ou tentar retirar a pele das flitenas que rebentaram.  Retirar qualquer pedaço de tecido que tenha ficado agarrado à queimadura.  Aplicar sobre a queimadura outros produtos não indicados para a situação.  Aplicar gelo diretamente na queimadura. 28 Ibidem. 29 Idem.
  • 19. 19  Arrefecer a queimadura por períodos superiores a 10 minutos.  Não colocar uma almofada debaixo da cabeça da vítima se esta estiver recostada e tiver uma via respiratória queimada. Isto pode obstruir as vias respiratórias. O tratamento de feridas deve ser feito no hospital, sempre que houver dúvidas, nomeadamente sobre a gravidade, extensão e tratamento a realizar. A vítima deve ainda ser imediatamente transportada para o hospital se:  A queimadura for de 2º ou 3º grau.  A zona queimada apresentar uma grande extensão, ainda que não pareça grave (área do corpo superior a 10%).  A queimadura afetar zonas particularmente sensíveis (mãos, pés, genitais, rosto ou couro cabeludo).  A queimadura tiver sido provocada por fogo, eletricidade ou substância química.  A queimadura parecer estar infetada (pus, edema, rubor). 30 30 Idem.
  • 20. 20 Conclusão Com a elaboração deste trabalho, destaca-se a importância do profissional de enfermagem na promoção da saúde da criança em idade escolar através de sessões de educação para a saúde, no que diz respeito às temáticas abordadas: temáticas de etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados à ferida, uma vez que são aspetos que estas crianças têm de lidar no seu dia-a-dia. No que diz respeito aos objetivos que nos propusemos na introdução, consideramos que os conseguimos atingir, sendo que ao transmitir através de uma fundamentação teórica, informações das três temáticas abordadas, contribuímos para o aumento da literacia para a saúde destas crianças. Depois de participarem na Sessão, consolidaram conhecimentos que já tinham e adquiriram novos conhecimentos. Estes conhecimentos novos e consolidados capacitam a criança para a promoção da sua saúde e sensibiliza-a para a importância de tomarem as corretas atitudes no seu dia a dia quanto à etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados à ferida. Desta forma, concluímos que a realização deste trabalho foi fundamental para a nossa aprendizagem, pois enquanto futuros enfermeiros, é importante que tenhamos desenvolvidas capacidades de promoção de saúde para população de qualquer idade. Neste trabalho, deparámo-nos com uma nova situação, a nossa população alvo foram crianças que com a sua especificidade, exigiram de nós a alteração do foco adulto para o foco criança. Assim, este trabalho para além de potenciar a nossa aprendizagem permitiu-nos também adquirir conhecimentos sobre crianças em idade escolar e sobre as suas necessidades em contexto escolar.
  • 21. 21 Referências Imagens:  Figura 1: MD.SAÚDE, 2016 – Por que lavar as mãos ajuda a evitar doenças? [Em linha] [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: https://www.google.pt/search?q=lavagem+das+m%C3%A3os+importancia&source=l nms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjNo8245rTQAhXFyRQKHfoGAs8Q_AUICCgB&bi w=1366&bih=662#imgrc=mgZX_j3GwFQxaM%3A>.  Figura 2: SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.  Figura 3: COOPERSAM, 2016 – Lavagem de mãos [Em linha] [Consult. 6 Nov. 2016] Disponível em: <URL: https://www.google.pt/search?q=lavagem+das+m%C3%A3os+importancia&source=l nms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjNo8245rTQAhXFyRQKHfoGAs8Q_AUICCgB&bi w=1366&bih=662#imgrc=W5TG2YuOZIlzSM%3A>.  Figuras 4, 5, 6: DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Manual de Primeiros Socorros. [Em linha] [Consult. 8 Nov. 2016]. Disponíveis em: <URL: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/primeirossocorros.pdf>. Bibliográficas:  HOCKENBERRY, Marilyn J., & WILSON, David – WONG, Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9ª Edição. Loures: Lusociência, 2013. ISBN: 978-989-748-004-1  ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática dos Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra: Conselho Internacional de Enfermeiros, 2011. ISBN: 978-92-95094-35-2  REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, 2010. ISBN 978-972-742-330-9
  • 22. 22  RUIVO, Maria Alice; NUNES, Lucília – Técnicas de Enfermagem. ESS|IPS. Setúbal, 2006. Eletrónicas:  ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONTROLO DE INFEÇÃO – Higiene das Mãos [Em linha]. Lisboa: ANCI. [consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.anci.pt/higiene-das-m%C3%A3os>.  CUF – Infeção Respiratória [Em linha]. CUF. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/infecao-respiratoria>.  DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Educação para a Saúde. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.dge.mec.pt/educacao-para-saude>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Precauções Básicas do Controlo da Infeção (PBCI) [Em linha]. Nº 029/2012 (2013), p.1-25. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.anes.pt/files/documents/default/436814008.pdf>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar [Em linha]. Lisboa: DGS, 2015. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS%20EM%20PEDIATRIA/015_2015_AGO .2015.pdf>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar: Administração de medicamentos a alunos nos estabelecimentos de educação e ensino [Em linha]. Nº 002/2012 (2012), p. 1-2. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/humanizacao/administracao_medicam entos.pdf>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Queimaduras [Em linha]. Lisboa: DGS. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a- z/verao/incendios/queimaduras.aspx>. 1FERNANDES, Ema Maria Borges Perdigão dos Santos – Competências em Educação para a Saúde. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa – Faculdade de Motricidade Humana. 2010. [Consult. 10 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4517/1/Compet%C3%AAncias%20e m%20EpS%20-
  • 23. 23 %20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20mestrado%20%282010%29%20Ema%20Pe rdig%C3%A3o.pdf>.  ORDEM DOS ENFERMEIROS - Os Enfermeiros e... A Educação para a Saúde... 2011. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/acores/artigospublicadoimpressalocal/Pagin as/OsEnfermeiroseeduca%C3%A7%C3%A3oparaaSaude.aspx>.  SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.
  • 25. 25 ANEXO I – MEDIDAS CONTRA A TRANSMISSÃO DA GRIPE
  • 26. 26