Sessão de Educação para a saúde - Idade escolar

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Higienização das mãos, etiqueta respiratória e cuidados à ferida em idade escolar

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Sessão de Educação para a saúde - Idade escolar

  1. 1. 1 INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE ANO LETIVO 2016/2017 15º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM UNIDADE CURRICULAR: ANDRAGOGIA Setúbal, Dezembro de 2016 Docentes: Professora Patrícia Arguello Discentes: Amanda Lana, nº 140528040; Beatriz Guerreiro, nº 140528015; Cristiana Ferreira, nº140528041; Nicole Zuzarte, nº140528013; Raquel Santos, nº 140528029
  2. 2. 2 Docentes: Professora Patrícia Arguello INSTITUTO POLITÉCNICO DE SETÚBAL ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE ANO LETIVO 2016/2017 15º CURSO DE LICENCIATURA EM ENFERMAGEM UNIDADE CURRICULAR: ANDRAGOGIA Discentes: Amanda Lana, nº 140528040; Beatriz Guerreiro, nº 140528015; Cristiana Ferreira, nº140528041; Nicole Zuzarte, nº140528013; Raquel Santos, nº 140528029 Setúbal, Dezembro de 2016
  3. 3. 3 Índice 0. Introdução.........................................................................................................................................4 1. Enquadramento teórico..................................................................................................................5 1.1. Etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados às feridas na sensibilização a crianças em idade escolar ......................................................................................................9 1.2.1. Etiqueta Respiratória..............................................................................................10 1.2.2. Higienização das mãos............................................................................................11 1.2.3. Cuidados às feridas.................................................................................................13 Conclusão ............................................................................................................................................20 Referências..........................................................................................................................................21 ANEXOS................................................................................................................................................24 ANEXO I – Medidas contra a transmissão da gripe ...................................................................24
  4. 4. 4 Introdução O presente trabalho, de carácter académico, surge no âmbito da unidade curricular de Andragogia, em associação à unidade curricular de Enfermagem VII – Criança e Adolescente, no primeiro semestre do terceiro ano do 15º Curso de Licenciatura em Enfermagem, ministrado na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal. No âmbito da iniciativa promovida pela Biblioteca Municipal de Setúbal, a fim de comemorar o Dia Mundial da Ciência ao Serviço da Paz e do Desenvolvimento, celebrado a 10 de Novembro, o nosso grupo de trabalho realizou uma Sessão de Educação para a Saúde (SEpS) para crianças do 1º Ciclo, com o objetivo de promover estilos de vida saudáveis e elevar o nível de literacia para a saúde, por meio da expansão dos seus conhecimentos. Durante o planeamento desta sessão considerámos relevante abordar por meio de atividades lúdicas e dinâmicas, três temáticas bastante importantes e sensíveis aos cuidados que a faixa etária com que trabalhámos exige. Elegemos, portanto, a etiqueta respiratória, a higienização das mãos e os cuidados à ferida. Parece-nos relevante o nosso papel como estudantes de enfermagem no que diz respeito à nossa contribuição para a melhoria da qualidade do ambiente escolar bem como na redução dos riscos para a saúde que um ambiente menos saudável pode oferecer a estas crianças. Promover a saúde, prevenir a doença da comunidade educativa e reduzir o impacto dos problemas de saúde no ambiente escolar torna-se, portanto, o objetivo fundamental deste trabalho. Posto isto, o trabalho apresentar-se-á dividido em três capítulos, sendo que o primeiro destinar-se-á à Introdução, onde se contextualiza o trabalho e se definem os objetivos e a estrutura do trabalho. O segundo capítulo destinar-se-á a um Enquadramento Teórico onde será abordado o papel do enfermeiro no âmbito da educação para a saúde escolar, seguindo- se a fundamentação teórica inerente às três temáticas que sustentaram a apresentação da SEpS. Por fim, o último capítulo, destinado às Considerações Finais, onde se realizará a síntese do trabalho, explicitando as aprendizagens adquiridas. O presente trabalho rege-se segundo a Norma Portuguesa 405, encontrando-se ainda ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
  5. 5. 5 1. Enquadramento teórico A saúde de cada pessoa depende de vários aspetos, nomeadamente do seu projeto de vida, do seu sentido de felicidade e dos comportamentos e estilos de vida que decide seguir. A leitura que cada um faz de si e do mundo é determinante para a forma como assume a responsabilidade social de contribuir para o bem comum. Assim, na sociedade atual espera- se que todos tenham meios e recursos que lhes permitam desenvolver capacidades e competências para traçar um caminho pessoal e coletivo em direção ao bem-estar físico, psíquico e social.1 A Educação para a Saúde (EpS) surge como um meio facilitador deste percurso, no sentido de preparar os indivíduos para um papel ativo na saúde. Assim, um dos seus principais objetivos é ajudar as pessoas a desenvolverem a sua capacidade de tomada de decisão, responsabilizando-as pela sua saúde. Pretende-se que as pessoas se sintam capazes para colaborarem nos processos de mudança, com vista à adoção de estilos de vida saudáveis e promotores de saúde. Educar as pessoas para a saúde é, então, criar condições para que adquiram informação e competências necessárias para fazerem escolhas saudáveis e modificarem os comportamentos de risco. A mudança ocorre quando no processo de EpS os interesses e necessidades do indivíduo, família e comunidade são valorizados, envolvendo-os como sujeitos ativos e participantes. Todo este processo exige dinâmica ao nível do planeamento.2 Neste sentido, a EpS não poderá ser uma mera transmissão de informação; implica planear um programa adequado, prevendo-se os recursos e metodologias a utilizar, capazes de dar uma resposta apropriada às necessidades de saúde de cada pessoa, família e comunidade. O papel do enfermeiro como planeador direciona-se para a identificação das necessidades de aprendizagem específicas da comunidade, valorizando as suas preocupações, as barreiras existentes à aprendizagem e estratégias facilitadoras dessa aprendizagem. Um programa de EpS é algo "vivo" e negociável, algo que se pode modificar 1 ORDEM DOS ENFERMEIROS - Os Enfermeiros e... A Educação para a Saúde... 2011. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/acores/artigospublicadoimpressalocal/Paginas/OsEnfermeiroseeduca%C3%A7%C3 %A3oparaaSaude.aspx>. 2 Ibidem.
  6. 6. 6 em função de novas necessidades e situações que vão aparecendo ao longo da sua implementação.3 O enfermeiro tem um papel fundamental neste processo, pois possui as competências para coordenar e implementar programas de saúde que envolvam os vários sectores da comunidade: a saúde, a educação, as redes sociais, os diferentes departamentos das autarquias e outros, que visam a capacitação de grupos e comunidades. É da sua responsabilidade conceber e planear programas de intervenção no âmbito da prevenção, proteção e promoção da saúde, tendo em conta a identificação das reais necessidades que as pessoas têm na área da saúde.4 Para além disso, está previsto no Código Deontológico o dever de todos os enfermeiros trabalharem a área de informação através da EpS, encorajando a independência e o desempenho autónomo das pessoas. A promoção da saúde em geral, e a EpS em particular, é um processo no qual o enfermeiro assume um papel relevante, garantindo sempre a participação ativa dos cidadãos. Como tal, para que a Eps seja um aliado para a mudança de comportamentos deve ser encarada como uma tarefa de cidadania organizada e previamente planeada por profissionais de saúde.5 Segundo as competências definidas pela Ordem dos Enfermeiros para o enfermeiro de cuidados gerais, tem-se que no domínio da Promoção da Saúde, estão identificadas as seguintes competências: 32 – Demonstra compreender as políticas de saúde e sociais. 33 – Trabalha em colaboração com outros profissionais e com outras comunidades. 34 – Vê o indivíduo, a família e a comunidade numa perspetiva holística que tem em conta as múltiplas determinantes da saúde. 35 – Participa nas iniciativas de promoção da saúde e prevenção da doença, contribuindo para a sua avaliação. 36 – Aplica conhecimentos sobre recursos existentes para a promoção da saúde e educação para a saúde. 3 Idem. 4 Idem. 5 Idem.
  7. 7. 7 37 – Atua de forma a dar poder ao indivíduo, à família e à comunidade, para adotarem estilos de vida saudáveis. 38 – Fornece informação de saúde relevante para ajudar os indivíduos, a família e a comunidade a atingirem os níveis ótimos de saúde e de reabilitação. 39 – Demonstra compreender as práticas tradicionais dos sistemas de crenças sobre a saúde dos indivíduos, das famílias ou das comunidades. 40 – Proporciona apoio / educação no desenvolvimento e / ou na manutenção das capacidades para uma vivência independente. 41 – Reconhece o potencial da educação para a saúde nas intervenções de enfermagem. 42 – Aplica o conhecimento sobre estratégias de ensino e de aprendizagem nas interações com os indivíduos, as famílias e as comunidades. 43 – Avalia a aprendizagem e a compreensão acerca das práticas de saúde.6 Em contexto escolar, educar para a saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo.7 Os enfermeiros na área de saúde escolar são um pilar fundamental na vida das crianças em idade escolar. Para além de colaborarem com outros profissionais na escola e na comunidade, asseguram a supervisão e o aconselhamento na saúde. Tem como objetivo garantir a educação e intervenções em doença aguda e crónica, lesões e doenças transmissíveis, obesidade e nutrição, doença mental e infeções sexualmente transmissíveis. Como profissional de saúde, o enfermeiro de saúde escolar deve promover e avaliar os serviços de saúde da comunidade para as crianças e colaborar com agências no planeamento de saúde e segurança.8 6 FERNANDES, Ema Maria Borges Perdigão dos Santos – Competências em Educação para a Saúde. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa – Faculdade de Motricidade Humana. 2010. [Consult. 10 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4517/1.pdf>. 7 DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Educação para a Saúde. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.dge.mec.pt/educacao-para-saude>. 8 HOCKENBERRY, Marilyn J.; WILSON, David – WONG – Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9.ª Edição. Vol. 1. Loures: Lusociência. 2014. ISBN 978-989-748-004-1
  8. 8. 8 Muitas vezes, o enfermeiro é o único contacto que as crianças têm com a prevenção de doenças e com a promoção da saúde. Este assume a liderança dentro da equipa de saúde escolar e avalia o estado de saúde do estudante, identifica obstáculos ao processo educativo e desenvolve um plano de cuidados de saúde individualizado e personalizado às necessidades de cada um. Estes profissionais fornecem cuidados de saúde primários, incluindo a avaliação de problemas físicos, psicológicos, comportamentais e perturbações da aprendizagem, bem como cuidados abrangentes a crianças saudáveis.9 Com a apreciação holística de cada criança e a identificação das necessidades alteradas, surge a necessidade de intervenção do enfermeiro, elaborando, por isso, um plano de cuidados. De modo a individualizar o plano, e para que as suas intervenções sejam eficazes, o enfermeiro pode contactar a família fazendo uma visita domiciliária para a colheita de dados de forma a obter um leque mais alargado de dados sobre a criança. Reunindo toda a informação, objetiva e subjetiva, para direcionar as suas intervenções, o plano de cuidados desenvolvido pode ser utilizado na escola. Mas, para que o plano de cuidados desenvolvido pelo enfermeiro de saúde escolar possa ter esse fim, é preciso educar e capacitar os professores e todos os profissionais de educação que convivem com a criança.10 É imperativo apostar na preparação de todos os profissionais educacionais para que saibam agir em função das necessidades de cada criança. Nesta formação e educação destes profissionais, o enfermeiro pode educar para que, por exemplo, os professores sejam capazes de observar e identificar sinais que possam comprometer a vida da criança e agir em prol da sua segurança, ensinando os procedimentos necessários e analisando o seu desempenho de modo a assegurar um contínuo aperfeiçoamento das intervenções realizadas.11 O enfermeiro pode, ainda, intervir a nível da promoção para a saúde em temáticas específicas, como é o caso da etiqueta respiratória, correta higienização das mãos e cuidados às feridas. Deste modo, passamos à abordagem da sensibilização que o enfermeiro de saúde escolar deve ter perante as crianças em idade escolar relativamente a estas temáticas. 9 Ibidem. 10 Idem. 11 Idem.
  9. 9. 9 1.1. Etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados às feridas na sensibilização a crianças em idade escolar Sendo que a população alvo desta Sessão de Educação para a Saúde são crianças do 1º ciclo (idade escolar), e tendo por base que uma das problemáticas envolvidas é a prevenção da transmissão de microrganismos responsáveis por infeções, considerámos relevante sensibilizar as crianças no que comporta à etiqueta respiratória, à higienização das mãos e aos cuidados às feridas. Fomentar o conhecimento das crianças acerca destas temáticas é de extrema importância, uma vez que a criança em idade escolar é considerada população vulnerável quanto ao risco de contrair infeções das vias respiratórias, pela imaturidade do seu sistema imunitário, bem como pelo contexto de sala de aula onde passam a maior parte do seu tempo, rodeados de muitas crianças. Assim, com menos capacidade de defesa imunitária ficam mais suscetíveis ao ataque de microrganismos ao seu sistema respiratório desde o nariz e garganta ao pulmão. Este ataque pode ser causado por vírus ou bactérias originando doenças como constipação, gripe, faringite, rinite, sinusite, bronquiolite e pneumonia.12 Em média, uma turma em idade escolar é constituída por cerca de 26 crianças, que durante as aulas ficam muito tempo no mesmo ambiente, pelo que a sala irá então tornar-se um ambiente mal ventilado e sobrepovoado favorecendo a ocorrência de infeções e sendo um veículo para a transmissão de microrganismos.13 Para além da sala de aula ser um ambiente propício à transmissão de infeções, particularmente respiratórias, encontramos ainda outro fator como as condições climáticas que aumentam a probabilidade de transmissão destas mesmas infeções. Condições climáticas agressivas, como o frio, chuva, humidade e vento podem causar inflamação no aparelho respiratório, o que facilita a infeção. Estes microrganismos transmitem-se por contacto direto: através das mãos ou através de objetos contaminados por gotículas de saliva ou por secreções nasais, provenientes das crianças ou dos profissionais de educação que com elas convivem. Estas secreções são 12 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>. 13 CUF – Infeção Respiratória [Em linha]. CUF. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: https://www.saudecuf.pt/mais- saude/doencas-a-z/infecao-respiratoria>.
  10. 10. 10 expelidas através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros, tendo por veículo o ar e que penetram no organismo de um indivíduo, não protegido, pelo nariz ou pela boca.14 Tendo em conta o papel do enfermeiro quanto à promoção de saúde e prevenção de doença, pensamos ser fundamental educar estas crianças quanto à adoção de boas práticas de proteção individual (correta higienização das mãos) e etiqueta respiratória que consideramos recursos fáceis, adequados e que permitem a redução da infeção criança a criança, protegendo e minimizando riscos para a saúde individual, familiar e de toda a comunidade.15 Para além destas boas práticas, consideramos ainda ser fundamental abordar junto destas crianças os cuidados a ter com as feridas, ainda que muitas vezes não sejam elas a cuidar das suas feridas é importante que tenham conhecimentos sobre esses mesmos cuidados. 1.2.1. Etiqueta Respiratória A etiqueta respiratória aborda um conjunto de medidas individuais destinadas à contenção de secreções respiratórias, minimizando a transmissão de agentes infeciosos por via aérea ou através de gotículas:  Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, utilizando um toalhete de uso único para conter as secreções respiratórias, eliminando-o de imediato num contentor de resíduos próximo;  Em alternativa deverá tossir ou espirrar para o braço/manga, evitando a dispersão de partículas e a consequente contaminação das mãos;  Realizar a correta higienização das mãos após contacto com secreções respiratórias;  Evitar tocar nas mucosas dos olhos, boca ou nariz;  Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos pessoais;  Manter distância das outras pessoas e tossir ou espirrar para o lado contrário de onde está a pessoa.  Em caso de doença, em locais públicos utilizar máscara de proteção. 14 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>. 15 Ibidem.
  11. 11. 11 1.2.2. Higienização das mãos A correta e frequente higienização das mãos com água e sabão é, por si só, a medida com maior eficácia na redução do risco de transmissão da infeção pessoa a pessoa.16 16 SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>. 1 2 3 4 5 6 Figura 2. Etiqueta Respiratória. Fonte: (Secretaria Regional dos Assuntos Sociais)
  12. 12. 12 Uma grande quantidade de organismos entra em contato com o nosso corpo inicialmente pela mão. Isso acontece porque a mão frequentemente está em contato com superfícies que podem estar contaminadas (maçanetas de portas). É comum, por exemplo, cumprimentarmos pessoas com um aperto de mão. Nesse momento, pode haver a troca de micróbios que nos possam causar doenças, como por exemplo, gripes, constipações e diarreia. Assim, lavar as mãos nos momentos certos e da forma correta é o essencial para a prevenção de doenças. Momentos certos para lavar as mãos17:  Antes de comer ou manusear alimentos;  Após utilizar a casa de banho;  Após assoar o nariz, tossir ou espirrar;  Após tocar em animais e nos seus dejetos;  Após manusear resíduos;  Após mudar fraldas;  Antes e depois de tocar em pessoas com feridas. Correta higienização das mãos18: 1. Afastar-se do lavatório, abrir a torneira e regular a água; 2. Molhar bem as mãos com água; 3. Fechar o manípulo do lavatório com o cotovelo ou utilizar um papel para fazê-lo; 4. Acionar o doseador com o cotovelo e aplicar sabão líquido sobre a mão; 5. Se é a primeira lavagem das mãos do dia ou se as mãos estão muito sujas, dar especial atenção à lavagem debaixo das unhas; 6. Esfregar juntamente as palmas das mãos e os dedos por fricção; 7. A seguir esfregar os espaços interdigitais; 8. Esfregar o dorso de ambas as mãos; 9. Friccionar as extremidades dos dedos de ambas as mãos; 10. Esfregar as costas dos dedos; 17 ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONTROLO DE INFEÇÃO – Higiene das Mãos [Em linha]. Lisboa: ANCI. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.anci.pt/higiene-das-m%C3%A3os>. 18 RUIVO, Maria Alice & NUNES, Lucília – Manual 2006 - Técnicas de Enfermagem. ESS|IPS. Setúbal, 2006.
  13. 13. 13 11. A seguir proceder à fricção rotacional dos polegares; 12. Com os dedos mais baixos do que os punhos, enxaguar bem as mãos (neste momento abrir novamente o manípulo com o cotovelo) retirando todo o sabão líquido; 13. Fechar novamente o manípulo com o cotovelo ou utilizar um papel para fazê-lo; 14. Utilizar toalhetes de papel de uso único; 15. Secar ambas as mãos dando atenção aos espaços interdigitais e punhos; 16. Se necessário remover mais toalhetes para secar adequadamente as mãos; 17. Fazer uma bola com o toalhete e elimine-o no saco preto. 1.2.3. Cuidados às feridas Para além das duas temáticas acima abordadas, consideramos igualmente importante informar as crianças sobre feridas e quais os cuidados a ter de acordo com o tipo de ferida. Figura 3. Ilustração da higienização das mãos. Fonte: (Coopersam)
  14. 14. 14 As crianças nesta idade, brincam e correm muito e tem maior probabilidade de caírem e fazerem uma ferida. Neste sentido, e ainda que muitas vezes não sejam elas a tratarem das suas feridas, é importante que tenham conhecimentos sobre esses mesmos cuidados. Feridas Traumáticas Uma ferida traumática é descrita como “solução de continuidade inesperada de tecido na superfície do corpo, associada a lesão mecânica devido a agressão ou acidente; lesão irregular da pele, mucosa ou tecido, tecido doloroso e magoado, drenagem e perda de soro e sangue; associada a tecido pouco limpo, sujo ou infetado”.19 Estas podem ser classificadas como20:  Abrasão – remoção das camadas superiores da pele por fricção ou raspagem;  Avulsão – extração forçada de tecido;  Laceração – ferida rasgada ou irregular; ferida por corte acidental;  Incisão – divisão da pele feita com um objeto pontiagudo; corte;  Ferida Penetrante – disrupção da superfície da pele que se prolonga para o tecido subjacente ou para uma camada corporal;  Perfurante – ferida com uma abertura relativamente pequena em comparação com a profundidade. As feridas traumáticas, principalmente as lacerações contusas, são muito frequentes nas crianças. Por vezes não é possível evitar os acidentes, o que torna muito importante a aquisição conhecimentos por parte dos pais, professores ou mesmo das próprias crianças sobre os cuidados a ter em relação às feridas, de modo a que estejam preparados para saber atuar perante estas situações.21 19 ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra : Conselho Internacional de Enfermeiros, 2011. ISBN: 978-92-95094-35-2 20 HOCKENBERRY, Marilyn J., & WILSON, David – WONG, Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9ª Edição. Loures: Lusociência, 2013. ISBN: 978-989-748-004-1 21 DIREÇÃO GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar [Em linha]. Lisboa: DGS, 2015. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS%20EM%20PEDIATRIA/015_2015_AGO.2015.pdf>.
  15. 15. 15 Como proceder22:  Antes de tudo, lavar bem as mãos e calçar luvas descartáveis.  Proteger provisoriamente a ferida com uma compressa esterilizada.  Limpar a pele à volta da ferida com água e sabão.  Lavar, do centro para os bordos da ferida, com água e sabão ou soro fisiológico.  Secar a ferida com uma compressa através de pequenos toques, para não destruir qualquer coágulo de sangue.  Desinfetar com antisséptico, por exemplo iodopovidona em solução dérmica, se a ferida apresentar sinais de infeção. Depois de limpa, se a ferida for superficial e de pequenas dimensões, deixá-la preferencialmente ao ar, ou então aplicar uma compressa esterilizada. Se a ferida for mais extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infetados, ou se contiver corpos estranhos, proteger apenas com uma compressa esterilizada e encaminhar para tratamento por profissionais de saúde. É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital. Tendo em conta as dimensões e características da ferida e o estado emocional da criança, esta poderá ter que permanecer deitada, a fim de evitar hipotensão arterial.23 O que não deve fazer24: • Tocar nas feridas sangrantes sem luvas. • Utilizar o mesmo material em mais de uma pessoa. • Soprar, tossir ou espirrar para cima da ferida. • Aplicar produtos não indicados para a situação. 22 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9 23 Ibidem. 24 Idem. Figura 4. Ilustração da lavagem da ferida com água e sabão. Fonte: (Direção-Geral de Educação) Figura 5. Ilustração da limpeza e desinfeção da ferida. Fonte: (Direção-Geral de Educação)
  16. 16. 16 • Fazer compressão direta em locais onde haja suspeita de fraturas ou de corpos estranhos encravados, ou junto das articulações. • Tentar tratar uma ferida mais grave, extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infetados, ou que contenha corpos estranhos. Queimaduras Uma queimadura é descrita como “ferida traumática: rotura e perda da camada exterior do tecido da superfície do corpo ou camadas mais profundas, devida a lesões pelo calor resultantes de exposição a agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos; caracterizada por coagulação das proteínas das células, aumento do metabolismo, perda da reserva de nutrientes dos músculos e no tecido adiposo, perda de proteínas e compostos azotados, por grande dor, desconforto e stress, com risco de choque e com risco de vida; necrose dos tecidos, infeção da ferida, contraturas, escara hipotrófica com rigidez por espessamento, em que o doente fica profundamente desfigurado; queimadura de 1º grau, 2º grau e 3º grau.”25 A gravidade da queimadura depende de vários fatores26:  Da zona atingida pela queimadura.  Da extensão da pele queimada.  Da profundidade da queimadura. As queimaduras podem classificar-se em queimaduras de 1º grau, 2º grau e 3º grau. Queimaduras de 1.º grau As queimaduras de 1.º grau limitam-se à camada superficial da pele (epiderme). É o caso das queimaduras solares. Sinais e sintomas: • Ruborização de leve a intensa; • Dor ao toque; 25 ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra : Conselho Internacional de Enfermeiros, 2010. ISBN: 978-92-95094-35-2 26 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9
  17. 17. 17 • Pele ligeiramente edemaciada; Como proceder:  Arrefecer imediatamente a zona queimada com água fria corrente da torneira por alguns minutos.  Aplicar compressas frias e húmidas ou submergir a zona afetada em água fria.  Retirar, se possível, qualquer objeto que possa armazenar calor (anéis, colares, brincos, cinto, objetos de metal ou de couro.  Proteger a zona queimada com gaze, lenço ou pano limpo. Podem aplicar-se medicamentos sem prescrição médica (pomadas) para ajudar a aliviar a dor e reduzir a inflamação. Em geral, as queimaduras de primeiro grau curam-se sem nenhum tratamento específico. No entanto, se a queimadura cobrir uma grande área do corpo ou se a vítima for uma criança ou um idoso, deve procurar-se ajuda médica.27 Queimaduras de 2º grau As queimaduras de 2.º grau afetam as duas primeiras camadas da pele. Sinais e sintomas:  Ruborização intensa da pele;  Dor intensa;  Formação de flitenas;  Aparência lustrosa devido ao líquido que acumula (pus);  Possível perda de partes da pele; Como proceder:  Limpar a parte afetada ou aplicar compressas frias. Continuar este procedimento durante 10 a 15 minutos. 27 REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. ISBN 978-972-742-330-9 Figura 6. Ilustração do arrefecimento da zona queimada com água fria. Fonte: (Direção-Geral de Educação)
  18. 18. 18  Secar com um pano limpo e cobrir com gaze estéril.  Elevar braços ou pernas, quando queimadas.  Procurar ajuda médica adicional. Não tentar tratar queimaduras graves se não for um profissional de saúde capacitado.28 Queimaduras de 3º grau Uma queimadura de terceiro grau penetra por toda a espessura da pele e destrói os tecidos e terminações nervosas. Sinais e sintomas:  Perda de pele;  A pouco e pouco, a lesão torna-se indolor (pode acontecer que se sinta dor provocada pelas queimaduras de 1.º ou 2.º grau que rodeiam as queimaduras de 3.º grau);  Pele seca e com aparência de couro;  A pele pode apresentar-se carbonizada ou esbranquiçada e edemaciada;  A vítima pode entrar em estado de choque. Como proceder:  Cobrir ligeiramente a queimadura com uma gaze estéril ou um pano limpo (não usar nenhum material que possa deixar pelo no local da queimadura).  Avaliar problemas respiratórios.  Elevar a zona queimada acima da cabeça da vítima, se possível.  Procurar ajuda médica imediata. Não tentar tratar queimaduras graves se não for um profissional de saúde capacitado.29 O que não deve fazer:  Rebentar as flitenas ou tentar retirar a pele das flitenas que rebentaram.  Retirar qualquer pedaço de tecido que tenha ficado agarrado à queimadura.  Aplicar sobre a queimadura outros produtos não indicados para a situação.  Aplicar gelo diretamente na queimadura. 28 Ibidem. 29 Idem.
  19. 19. 19  Arrefecer a queimadura por períodos superiores a 10 minutos.  Não colocar uma almofada debaixo da cabeça da vítima se esta estiver recostada e tiver uma via respiratória queimada. Isto pode obstruir as vias respiratórias. O tratamento de feridas deve ser feito no hospital, sempre que houver dúvidas, nomeadamente sobre a gravidade, extensão e tratamento a realizar. A vítima deve ainda ser imediatamente transportada para o hospital se:  A queimadura for de 2º ou 3º grau.  A zona queimada apresentar uma grande extensão, ainda que não pareça grave (área do corpo superior a 10%).  A queimadura afetar zonas particularmente sensíveis (mãos, pés, genitais, rosto ou couro cabeludo).  A queimadura tiver sido provocada por fogo, eletricidade ou substância química.  A queimadura parecer estar infetada (pus, edema, rubor). 30 30 Idem.
  20. 20. 20 Conclusão Com a elaboração deste trabalho, destaca-se a importância do profissional de enfermagem na promoção da saúde da criança em idade escolar através de sessões de educação para a saúde, no que diz respeito às temáticas abordadas: temáticas de etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados à ferida, uma vez que são aspetos que estas crianças têm de lidar no seu dia-a-dia. No que diz respeito aos objetivos que nos propusemos na introdução, consideramos que os conseguimos atingir, sendo que ao transmitir através de uma fundamentação teórica, informações das três temáticas abordadas, contribuímos para o aumento da literacia para a saúde destas crianças. Depois de participarem na Sessão, consolidaram conhecimentos que já tinham e adquiriram novos conhecimentos. Estes conhecimentos novos e consolidados capacitam a criança para a promoção da sua saúde e sensibiliza-a para a importância de tomarem as corretas atitudes no seu dia a dia quanto à etiqueta respiratória, higienização das mãos e cuidados à ferida. Desta forma, concluímos que a realização deste trabalho foi fundamental para a nossa aprendizagem, pois enquanto futuros enfermeiros, é importante que tenhamos desenvolvidas capacidades de promoção de saúde para população de qualquer idade. Neste trabalho, deparámo-nos com uma nova situação, a nossa população alvo foram crianças que com a sua especificidade, exigiram de nós a alteração do foco adulto para o foco criança. Assim, este trabalho para além de potenciar a nossa aprendizagem permitiu-nos também adquirir conhecimentos sobre crianças em idade escolar e sobre as suas necessidades em contexto escolar.
  21. 21. 21 Referências Imagens:  Figura 1: MD.SAÚDE, 2016 – Por que lavar as mãos ajuda a evitar doenças? [Em linha] [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: https://www.google.pt/search?q=lavagem+das+m%C3%A3os+importancia&source=l nms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjNo8245rTQAhXFyRQKHfoGAs8Q_AUICCgB&bi w=1366&bih=662#imgrc=mgZX_j3GwFQxaM%3A>.  Figura 2: SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.  Figura 3: COOPERSAM, 2016 – Lavagem de mãos [Em linha] [Consult. 6 Nov. 2016] Disponível em: <URL: https://www.google.pt/search?q=lavagem+das+m%C3%A3os+importancia&source=l nms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjNo8245rTQAhXFyRQKHfoGAs8Q_AUICCgB&bi w=1366&bih=662#imgrc=W5TG2YuOZIlzSM%3A>.  Figuras 4, 5, 6: DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Manual de Primeiros Socorros. [Em linha] [Consult. 8 Nov. 2016]. Disponíveis em: <URL: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Esaude/primeirossocorros.pdf>. Bibliográficas:  HOCKENBERRY, Marilyn J., & WILSON, David – WONG, Enfermagem da Criança e do Adolescente. 9ª Edição. Loures: Lusociência, 2013. ISBN: 978-989-748-004-1  ORDEM DOS ENFERMEIROS – CIPE: Classificação Interna para a Prática dos Enfermeiros. 2ª Versão. Genebra: Conselho Internacional de Enfermeiros, 2011. ISBN: 978-92-95094-35-2  REIS, Isabel – Manual de Primeiros Socorros: Situações de Urgência nas Escolas, Jardins de Infância e Campos de Férias. 3ª Edição. Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, 2010. ISBN 978-972-742-330-9
  22. 22. 22  RUIVO, Maria Alice; NUNES, Lucília – Técnicas de Enfermagem. ESS|IPS. Setúbal, 2006. Eletrónicas:  ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONTROLO DE INFEÇÃO – Higiene das Mãos [Em linha]. Lisboa: ANCI. [consult. 6 nov 2016]. Disponível em: <URL: http://www.anci.pt/higiene-das-m%C3%A3os>.  CUF – Infeção Respiratória [Em linha]. CUF. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/infecao-respiratoria>.  DIREÇÃO-GERAL DE EDUCAÇÃO – Educação para a Saúde. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.dge.mec.pt/educacao-para-saude>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Precauções Básicas do Controlo da Infeção (PBCI) [Em linha]. Nº 029/2012 (2013), p.1-25. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.anes.pt/files/documents/default/436814008.pdf>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar [Em linha]. Lisboa: DGS, 2015. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.spp.pt/UserFiles/file/EVIDENCIAS%20EM%20PEDIATRIA/015_2015_AGO .2015.pdf>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Programa Nacional de Saúde Escolar: Administração de medicamentos a alunos nos estabelecimentos de educação e ensino [Em linha]. Nº 002/2012 (2012), p. 1-2. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iacrianca.pt/images/stories/pdfs/humanizacao/administracao_medicam entos.pdf>.  DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE – Queimaduras [Em linha]. Lisboa: DGS. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a- z/verao/incendios/queimaduras.aspx>. 1FERNANDES, Ema Maria Borges Perdigão dos Santos – Competências em Educação para a Saúde. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa – Faculdade de Motricidade Humana. 2010. [Consult. 10 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/4517/1/Compet%C3%AAncias%20e m%20EpS%20-
  23. 23. 23 %20disserta%C3%A7%C3%A3o%20de%20mestrado%20%282010%29%20Ema%20Pe rdig%C3%A3o.pdf>.  ORDEM DOS ENFERMEIROS - Os Enfermeiros e... A Educação para a Saúde... 2011. [Em linha] [Consult. 7 Dez. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/acores/artigospublicadoimpressalocal/Pagin as/OsEnfermeiroseeduca%C3%A7%C3%A3oparaaSaude.aspx>.  SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS – Infeções das Vias Respiratórias [Em linha]. Região Autónoma da Madeira: SRAS. [Consult. 6 Nov. 2016]. Disponível em: <URL: http://www.iasaude.pt/>.
  24. 24. 24 ANEXOS
  25. 25. 25 ANEXO I – MEDIDAS CONTRA A TRANSMISSÃO DA GRIPE
  26. 26. 26

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