Suicídiocompatibilidade

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Suicídiocompatibilidade

  1. 1. SUICÍDIO
  2. 2. DEFINIÇÃO <ul><li>Suicídio: conhecido desde o século XVI, tendo como idéia central mais evidente o “ato de terminar com a própria vida”. </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Voluntário e intencional. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>Comportamento suicida: é todo ato pelo qual o indivíduo causa lesão a si mesmo, independente do grau de intenção letal e de conhecimento do verdadeiro motivo desse ato. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O principal fator de risco é a existência de uma Doença Mental, sendo esta grave e crônica. </li></ul><ul><li>Encontra-se entre as 10 principais causas de morte no mundo e entre as 3 primeiras na faixa etária de 15 a 34 anos. </li></ul><ul><li>Nos países desenvolvidos representa de 1 a 2% de todas as mortes, no Brasil próximo de 1% chegando a 4% entre os jovens. </li></ul><ul><li>Estima-se que a tentativa de suicídio seja 10 vezes maior que o ato em si. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Entre as pessoas que tentam o suicídio, de 15 a 25% tentarão se matar no ano seguinte. Dos que tentam o suicídio, 7 a 10% efetivarão o ato. </li></ul><ul><li>Os homens morrem 3 a 4 vezes mais por suicídio do que as mulheres, mas as mulheres tentam o suicídio 3 a 4 vezes mais do que os homens. </li></ul><ul><li>O perfil das pessoas que tentam o suicídio não se assemelha ao das que, de fato, morrem por suicídio. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Métodos adotados para o suicídio </li></ul><ul><li>Ingestão excessiva de medicamentos (60%) </li></ul><ul><li>Ingestão de venenos e agrotóxicos (20%) </li></ul><ul><li>Cortes e perfurações (8%) </li></ul><ul><li>Estudo baseado em dados do Hospital das Clínicas da UNICAMP </li></ul>
  6. 6. DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS ASSOCIADAS <ul><li>Transtornos do humor; </li></ul><ul><li>Dependência de substâncias psicoativas; </li></ul><ul><li>Esquizofrenia; </li></ul><ul><li>Transtornos de personalidade; </li></ul><ul><li>Genética. </li></ul>
  7. 7. AVALIAÇÃO E MANEJO DO PACIENTE <ul><li>A tentativa de suicídio é um sinal de alarme. </li></ul><ul><li>Abordagem depende de cada situação. </li></ul><ul><li>Julgamento e intenção suicida </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Escala de intencionalidade suicida. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  8. 8. ENTREVISTA <ul><li>Princípio do sigilo; </li></ul><ul><li>Identificar fontes de estresse imediatas e preocupações conscientes do paciente; </li></ul><ul><li>“ Saber ouvir”; </li></ul><ul><li>Observação participativa. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Perguntas que orientam a avaliação do paciente com tentativa ou risco de suicídio: </li></ul><ul><li>Quais as motivações e intenções do paciente para o suicídio? </li></ul><ul><li>Quais as circunstâncias em que a tentativa ocorreu? </li></ul><ul><li>Há um transtorno psiquiátrico que mereça tratamento específico? </li></ul><ul><li>Houve algum fator estressante que desencadeou a tentativa de suicídio? </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Qual o risco do paciente tentar novamente? </li></ul><ul><li>Quais os recursos do paciente para enfrentar seus problemas? </li></ul><ul><li>Tem algum apoio social vindo de parentes e amigos? </li></ul><ul><li>Há alguém próximo ao paciente com quem entrara em contato? </li></ul><ul><li>Quais as medidas a serem tomadas de imediato? </li></ul><ul><li>Qual o tratamento para este paciente? </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Perguntas sobre a ideação suicida: </li></ul><ul><li>Tem obtido prazer nas coisas que tem realizado? </li></ul><ul><li>Sente-se útil na vida que está levando? </li></ul><ul><li>Sente que a vida perdeu o sentido? </li></ul><ul><li>Tem esperança de que as coisas vão melhorar? </li></ul><ul><li>Pensou que seria melhor morrer? </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Tem pensamento de pôr fim à própria vida? </li></ul><ul><li>São ideias passageiras ou persistentes? </li></ul><ul><li>Pensou em como se mataria? </li></ul><ul><li>Já tentou ou chegou a fazer algum preparativo? </li></ul><ul><li>Tem conseguido resistir a esse pensamento? </li></ul><ul><li>É capaz de se proteger e retornar para a próxima consulta? </li></ul><ul><li>Tem esperança de ser ajudado? </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Identificar fatores de risco </li></ul><ul><li>sociodemográficos </li></ul><ul><li>psicológicos </li></ul><ul><li>psiquiátricos </li></ul><ul><li>Rede de apoio </li></ul>Avaliação do risco de suicídio
  14. 14. Manejo do paciente <ul><li>Onde tratá-lo? Avaliar possível tratamento ambulatorial ou internação </li></ul><ul><li>É útil estabelecer um contrato com o paciente para que haja acompanhamento </li></ul><ul><li>Reforçar os vínculos saudáveis do paciente, assim como suas qualidades </li></ul><ul><li>Uma rede de apoio é importante para que se evite ingestão excessiva de medicamentos, dependendo do caso </li></ul><ul><li>Estar atento ao fato de que no início do uso de antidepressivos pode-se ter incremento da ideação suicida </li></ul><ul><li>A grande maioria desses pacientes necessita de importante reestruturação psicodinâmica a longo prazo </li></ul>
  15. 15. Fatores de proteção <ul><li>Bom relacionamento e apoio familiar, no trabalho e na escola </li></ul><ul><li>Boas habilidades/relações sociais </li></ul><ul><li>Confiança em si mesmo, em suas conquistas e sua situação atual </li></ul><ul><li>Capacidade de procurar ajuda quando surgem dificuldades </li></ul><ul><li>Capacidade de procurar e de estar aberto conselhos para decisões importantes </li></ul><ul><li>Integração social </li></ul><ul><li>Presença de crianças na família </li></ul><ul><li>Morar junto com outras pessoas </li></ul>
  16. 16. <ul><li>LINKS E LIVROS </li></ul><ul><li>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_editoracao.pdf </li></ul><ul><li>http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_educ_port.pdf </li></ul><ul><li>WERLANG, Blanca Guevara; BOTEGA, Neury José.  Comportamento suicida.  Porto Alegre: Artmed, 2004. </li></ul><ul><li>Saúde mental </li></ul><ul><li>UNIPLAC – 4ª Ano Medicina 2011 </li></ul>

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