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Ana Luiza Leão
Janeide Goes
Layla Matos
Preceptor: Bruno
SUICÍDIO
SUICÍDIO
CONCEITO:
• Suicídio é a trágica e intempestiva perda de vida humana. O mais devastador e
perplexo de tudo é que é representado por um ato da vontade.
• A palavra suicídio deriva do latim e significa: sui = si mesmo e caedes = ação de
matar, isto é, a morte de si mesmo.
• Os atos suicidas são definidos como comportamentos potencialmente autolesivos
com evidência de que a pessoa pretendia se matar.
• O resultado de um ato suicida pode variar desde a não ocorrência de lesão até a
morte. São subdivididos em tentativas de suicídio e suicídio (completo ou
exitoso).
• As tentativas de suicídio são classificadas como sendo com ou sem lesão.
Fonte: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
MITOS COMUNS SOBRE COMPORTAMENTOS SUICIDAS
• Mito 1: As pessoas que falam sobre o suicídio não farão mal a si
• Mito 2: O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso.
• Mito 3: Os indivíduos suicidas querem mesmo morrer.
• Mito 4: Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou
• sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo.
• Mito 5: O suicídio é sempre hereditário.
• Mito 6: : Os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre alguma perturbação mental
• Mito 7: Se um conselheiro falar com um cliente sobre suicídio, o conselheiro está a dar a ideia de
suicídio à pessoa
• Mito 8: O suicídio só acontece “àqueles outros tipos de pessoas,” não a nós.
• Mito 9: Após uma pessoa tentar cometer suicídio uma vez, nunca voltará a tentar novamente. Mito
• 10: As crianças não cometem suicídio dado que não entendem que a morte é final e são
cognitivamente incapazes de se empenhar num ato suicida.
EPIDEMIOLOGIA
• Meta: reduzir em 10% a mortalidade por suicídio até 2020
(OMS).
• Brasil é signatário do Plano de Ação em Saúde Mental,
lançado em 2013 pela Organização Mundial de Saúde
(OMS)
• A redução da taxa de mortalidade faz parte dos Objetivos
de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.
• Brasil está entre os países que assinou o Plano de Ação
em Saúde Mental 2015-2020 lançado pela OPAS com
objetivo de acompanhar o número anual de mortes e o
desenvolvimento de programas de prevenção
EPIDEMIOLOGIA
• O suicídio figura entre as três principais causas de
morte de pessoas que têm de 15 a 44 anos de
idade. Segundo os registros da Organização
Mundial de Saúde (OMS).
• os coeficientes mais altos encontram-se em países
da Europa Oriental; os mais baixos, em países da
América Central e América do Sul.
• Os coeficientes nos Estados Unidos, Austrália,
Japão e países da Europa Central encontram-se
numa faixa intermediária (Figura 1).
No mundo
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), 2014
Brasil
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
BRASIL REGISTROU AUMENTO DA TAXA DE
MORTALIDADE POR SUICÍDIO POR 100 MIL
HABITANTES
TAXA DE MORTALIDADE POR 100 MIL DAS PRINCIPAIS
CAUSAS DE MORTE NA IDADE DE 15-29 ANOS, SEXO
MASCULINO. BRASIL, 2015
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
TAXA DE MORTALIDADE POR 100 MIL DAS PRINCIPAIS CAUSAS
DE MORTE NA IDADE DE 15-29 ANOS, SEXO FEMININO.
BRASIL, 2015
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
ENTRE 2011 E 2016 FORAM NOTIFICADAS 176.226 LESÕES
AUTOPROVOCADAS
 27,4% (48.204) foram tentativas de suicídio
 Notificação tornou-se obrigatória a partir de 2011
Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
Envenenamento ou intoxicação são os principais
meios utilizados na tentativa de suicídio
MULHERES SÃO MAIS REINCIDENTES NA TENTATIVA DE
SUICÍDIO
Sinan – Brasil, 2011-2016
MORTALIDADE É MAIS PREVALENTE EM
IDOSOS COM MAIS DE 70 ANOS
Taxa por 100 mil habitantes, SIM – Brasil, 2011-2016
INDÍGENAS APRESENTAM MAIORES ÍNDICES DE MORTALIDADE
Taxa por 100 mil habitantes, SIM – Brasil, 2011-2016
PROPORÇÃO DE ÓBITOS POR SUICÍDIO SEGUNDO
MEIO UTILIZADO E SEXO - BRASIL, 2011-2015
FATORES DE RISCO E DE PROTEÇÃO PARA O SUICÍDIO
PREVENÇÃO DO SUICÍDIO E PROMOÇÃO DA SAÚDE
DOCUMENTO INÉDITO PARA ORIENTAR JORNALISTAS
• Efeito Contágio (efeito Werther): forma como o suicídio é
divulgado pode levar a outros casos
• EVITAR: noticiar em primeira página; publicar fotos;
palavra suicídio no título; divulgar o método utilizado, o
lugar, bilhetes suicidas; apresentar causas únicas; não falar
em tentativa “bem-sucedida” ou em “êxito”
• SEMPRE: informar telefones úteis, onde buscar ajuda, os
sinais de alerta; utilizar linguagem adequada “morto por
suicídio” ou “suicídio”
INFORMAÇÃO PARA POPULAÇÃO, PROFISSIONAIS DE SAÚDE E GESTORES
PARA POPULAÇÃO:
• Distribuição de materiais com foco na identificação de sinais de Alerta:
“O que fazer” e “o que NÃO fazer” diante de uma pessoa com risco de
suicídio.
• Onde obter ajuda
PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE E GESTORES
• Distribuição de materiais com foco na importância da notificação
compulsória da tentativa de suicídio em até 24h
• Informações técnicas sobre acolhimento, encaminhamento responsável
e articulação de rede
Transtornos mentais mais comumente
associados ao suicídio são:
• Depressão,
• Transtorno do humor bipolar
• Dependência de álcool
• Outras drogas psicoativas.
• Esquizofrenia
A situação de risco é agravada quando combinam-se:
• Depressão e alcoolismo; ou ainda, a
• Coexistência de depressão, ansiedade e agitação
DIAGNÓSTICO
• Identificando intenção suicida:
• As pessoas que tentam se matar estão em intenso sofrimento
• A comunicação prévia de que iria ou vai se matar
• Mensagem ou carta de adeus,
• Planejamento detalhado, precauções para que o ato não fosse descoberto,
• Não procurou ajuda logo após a tentativa de suicídio,
• Providência finais (conta bancária, providenciar a escritura de imóveis,
seguro de vida) antes do ato,
• Afirmação clara de que queria morrer,
• Arrependimento por ter sobrevivido.
• Um dos principais sinais que pode ser observado é a depressão.
PRINCIPAIS MOTIVAÇÕES:
• Casos de sofrimento psíquico e/ou físico considerado sem solução,
bem como perdas econômicas com mudança de status social,
• Relacionamentos afetivos inadequados, disfuncionais ou
conturbados,
• Abandono afetivo sofrido, seja ele familiar ou social.
• Também merecem atenção situações de transtorno mental,
principalmente os do espectro do humor,
• Violência no seio familiar
• Dificuldades em lidar com problemas e situações estressantes,
principalmente crianças e adolescentes.
• OMS aponta que indivíduos que tenham sofrido violência sexual
e/ou doméstica, têm maior risco a cometerem o suicídio.
INDICATIVOS DE REPETIÇÃO OU
TENTATIVA
Indicativos de repetição de tentativa de suicídio:
• História prévia de hospitalização por auto-agressões,
• Tratamento psiquiátrico anterior,
• Internação psiquiátrica prévia,
• Transtorno e personalidade anti-social,
• Alcoolismo / drogadição
• Não estar vivendo com a família.
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR:
• A ocorrência do comportamento suicida aciona os serviços de emergência
disponíveis em uma comunidade, tais como bombeiros, hospitais, polícia,
profissionais da saúde mental.
• Chegar precocemente à vítima, para diminuir o sofrimento ou mesmo à
morte.
• IML (instituto de medicina Legal)
• Seguir A B C D E
• Garantindo atendimento e/ ou transporte adequado a um serviço de saúde
integrado ao Sistema Único de Saúde
• Tempo decorrido entre a tentativa de suicídio e a admissão hospitalar são
fatores extremamente relevantes para reduzir a mortalidade das vítimas.
ATENDIMENTO HOSPITALAR E SEGUIMENTO
• Seguir ABCDE
• consiste nos cuidados iniciais à saúde, se emergência clínica
e/ou cirúrgica
O médico do pronto-socorro deverá decidir
• UTI, Centro cirúrgico ou ortopédico, setor de endoscopia ou
clínica de queimados, ou as condutas nos casos de
envenenamento.
• Poderá ser encaminhado ao ambulatório de saúde mental.
• unidade psiquiátrica pela presença de risco.
LINHA DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL :
SUICÍDIO E COMPORTAMENTO AGRESSIVO
COMPORTAMENTO AGRESSIVO- AGITAÇÃO
PSICOMOTORA
• Agitação psicomotora pode ser definida como uma atividade
motora excessiva associada a uma experiência subjetiva de
tensão, observada por meio de manifestações clínicas
caracterizadas por fala provocativa e ameaçadora, tensão
muscular, hiperatividade, impaciência, desconfiança, entre
outras.
• Comportamento agitado ou agressivo não é uma particularidade
de nenhuma condição médica específica e, portanto, implica em
uma ampla investigação do diagnóstico diferencial.
ETIOLOGIA PRINCIPAIS
• Alguns transtornos mentais: esquizofrenia, transtornos de
personalidade, episódio maníaco...
• Intoxicação por substâncias psicoativas (mais frequentemente
álcool, maconha, cocaína e anfetaminas), bem como pacientes
em síndrome de abstinência alcoólica.
• Condições neurológicas e outras condições médicas,como, por
exemplo: intoxicações medicamentosas, tireotoxicoses,
infecções do sistema nervoso central, traumatismos crânio-
encefálicos, acidentes vasculares cerebrais, demências,
quadros infecciosos em idosos, hipoglicemia, hiponatremia,
hipóxia, entre outros.
OBJETIVOS DO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA
• Estabilização do quadro;
• Estabelecimento de uma hipótese diagnóstica;
• Exclusão de causa orgânica;
• Encaminhamento.
AVALIAÇÃO E MANEJO DO PACIENTE AGITADO
• A avaliação e manejo de um paciente agitado,
potencialmente agressivo ou francamente violento é
complexa e exige dos profissionais habilidades e
competências diversas, que necessitam ser aplicadas
em conjunto e com agilidade
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
• O atendimento à pessoa em crise psiquiátrica, quando ocorre em domicílio
ou em via pública, é geralmente feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (SAMU).
• Em alguns casos é compartilhada, também, com a polícia e com o corpo de
bombeiros.
• O SAMU tem um papel importante em identificar essas crises psiquiátricas e
funciona como regulador do processo envolvido. Após o atendimento, o
paciente é encaminhado a uma unidade de saúde, seja ela CAPS, hospital
geral ou, excepcionalmente, hospital psiquiátrico.
• O hospital psiquiátrico é a referência para casos complexos e graves, que
extrapolam a capacidade de atendimento em outros serviços.
• O médico regulador do SAMU, ao enviar a unidade móvel de
suporte básico de vida, deve se certificar de que a ambulância
dispõe de fármacos com atividade psicoativa ou com
capacidade de promover sedação em situações de urgência ou
emergência onde ela se faça necessária.
• Como regra, todas as unidades básicas precisam ter
prometazina, haloperidol e diazepam, para uso oral e para uso
injetável.
• A medicação é fundamental para que a abordagem, diminuindo
ao máximo a necessidade de contenção, seja humanizada.
ATENÇÃO PRÉ-HOSPITALAR EM TRANSTORNOS
MENTAIS E DE COMPORTAMENTO
• Normas gerais para pacientes psiquiátricos:
• a ) Sempre solicitar um acompanhante da família
• b) Pesquisar antecedentes de tratamento
• c) Avaliar suporte sócio familiar
• d) Lembrar diagnósticos diferenciais, que eventualmente
podem mudar a conduta de USB para UTI móvel (USA):
distúrbios metabólicos, cardiopatia com baixo fluxo, distúrbios
respiratórios, encefalopatia hepática, intoxicação grave por
drogas, endocrinopatias.
ATENÇÃO PRÉ-HOSPITALAR
• Abordagem:
A pessoa está ansiosa? A pessoa está agitada? A pessoa tem idéias delirantes ou incoerentes? A
pessoa tem idéias suicidas? A pessoa apresenta agressividade? Crises anteriores, antecedentes,
ou trauma emocional recente, sofrimentos, desemprego e outros fatores de stress.
• Decisão técnica: USB/ UTI MÓVEL (USA) + Policiamento No Caso De Agressividade Com
Risco De Vida.
• Orientações ao solicitante: Não permitir que o paciente cometa auto agressão e para com os
demais acompanhantes. Não deixar o paciente só, até que chegue a equipe de atendimento de
urgência.
• Acompanhamento da decisão técnica: Em caso de paciente violento, solicitar auxilio da polícia.
• Confirmar a ausência de utilização de substâncias tóxicas, drogas, etc.
• Diante da pessoa perigosa, avaliar o grau de perigo:
Para ela mesma ;
Para seus familiares e Para a equipe de atendimento.
• Comunicação ao serviço de destino
• Finalização Confirmar recepção do paciente e liberação da viatura
DIRETRIZES PARA MANEJO DE AGITAÇÃO
PSICOMOTORA
1. Tomar medidas para garantir a segurança do próprio paciente, dos demais pacientes e
acompanhantes presentes no setor e da equipe de atendimento.
• Atendimento precoce e com privacidade. Redução de estímulos externos.
2. Envolver as equipes de enfermagem e de segurança no manejo da situação.
3. Avaliar clinicamente a gravidade da agitação psicomotora e quantificá-la por meio da pontuação
de escala de avaliação da gravidade de agitação-tranqulização (ACES)
4. Iniciar o manejo da situação de agitação psicomotora por meio de intervenções verbais,
atitudinais e comportamentais sempre que possível.
• Manter certa distância física do paciente, evitar movimentos bruscos, olhar diretamente para o
paciente, evitar fazer anotações.
• Apresentar-se e apresentar outros membros da equipe. Fala pausada, mas firme. Perguntas clara
e diretas.
• Não fazer ameaças ou humilhações. Não confrontar. Colocar limites de maneira acolhedora. Não
barganhar.
• Estimular o Paciente a expressar seus sentimentos em palavras. Assegurar que pretende ajuda-lo
a controlas os impulsos.
7. Se paciente não cooperativo, agitado, ou com risco iminente de violência ou
fuga, usar medicação por via intramuscular (exceto diazepam, que deve ser por
via endovenosa).
Escolher entre uma das opções listadas.
• Se outra condição médica presente: Haloperidol (2,5 a 5 mg); Olanzapina (10
mg); Ziprazidona (10 mg)
• Intoxicação por estimulantes: Midazolam (5 a 7,5 mg), Diazepam (5 a 10 mg)
• Intoxicação por álcool ou outras substâncias psicoativas: Haloperidol (2,5 a 5
mg)
• Transtornos psiquiátricos primários: Haloperidol (2,5 a 5 mg); Haloperidol (2,5
a 5 mg) associado a Midazolam (5 a 7,5 mg); Olanzapina (10 mg); Ziprazidona
(10 mg)
• Gestantes: Haloperidol (2,5 a 5 mg)
8. Se necessário, realizar contenção física, a ser prescrita pelo médico
responsável pelo atendimento, que deverá estar presente durante todo o
procedimento.
• Ao prescrever a contenção física, o médico deverá também prescrever a
verificação imediata de sinais vitais (pressão arterial, pulso, temperatura), e
registrar os dados obtidos pela enfermagem no prontuário do paciente.
9. O paciente deve ser reavaliado após 30 minutos da abordagem inicial.
• Em caso de necessidade de medicação adicional para manejo da agitação
psicomotora, a droga (ou combinação de drogas) usada inicialmente e a sua
posologia devem ser repetidas.
10. Os procedimentos de reavaliação da agitação psicomotora descritos no item
anterior devem ser repetidos 60 e 90 minutos após a medicação inicial.
• Havendo necessidade de medicação adicional, deve ser mantida a mesma
droga (ou combinação de drogas), na mesma dose usada inicialmente.
11. Em todas as reavaliações, devem ser avaliados e
registrados em prontuário os sinais vitais e as condições
e/ou necessidade de manutenção da contenção física
12. Nas 24 horas subsequentes ao uso de medicação
injetável para o manejo de agitação psicomotora deve ser
observada e registrada em prontuário a ocorrência de
efeitos colaterais e medidas terapêuticas adotadas no
manejo destes.
13. As informações relativas à avaliação e condutas
tomadas durante o manejo de agitação psicomotora
devem ser registradas no prontuário médico/protocolo de
manejo de agitação psicomotora.
MANEJO ATITUDINAL
MANEJO AMBIENTAL
CONTENÇÃO MECÂNICA
CONTINUIDADE DO TRATAMENTO
• Como regra os prontos-socorros podem atender casos psiquiátricos, mesmo ser ter
psiquiatra.
• Em tais casos, após o atendimento emergencial ou urgente, os serviços de urgência
podem encaminhar o paciente a tratamento ambulatorial, pois eles necessitam de uma
continuidade de avaliação ou de terapia.
• 1) Pacientes com transtornos psiquiátricos moderados ou graves (a critério da avaliação
clínica): encaminhamento por escrito para serviço ambulatorial especializado (CAPS, ou
outro) da cidade de origem, com endereço e telefone, ou unidade básica do município de
origem, com breve relatório do atendimento (incluindo conduta).
• 2) Pacientes com transtornos psiquiátricos leves (a critério da avaliação clínica):
encaminhamento por escrito para unidade básica de saúde do bairro ou da cidade de
origem, com breve relatório do atendimento (incluindo conduta).
• 3) Pacientes com dependência química: encaminhar para serviço ambulatorial
especializado, por exemplo CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e
Drogas) ou, na ausência daquele, a CAPS geral (tipo I, II ou III) ou a unidade básica de
saúde.
RECONHECIMENTO DE QUADROS ORGÂNICOS
QUE SE MANIFESTAM COM ALTERAÇÕES DO
QUADRO MENTAL
CONCEITO
• Alteração aguda do conteúdo da consciência,
incluindo atenção, percepção, pensamento,
memória, comportamento, emoção e ciclo sono-
vigília. Muitas vezes acompanhada de sonolência
intercalada com períodos de agitação psicomotora.
• Delírium = utilizado para estado confusional agudo,
geralmente uma causa orgânica pode ser
identificada
EPIDEMIOLOGIA
• 10% e 30% em pacientes idosos
• 10% – 40% em unidades de terapia intensiva
• 1% - 2% da população em geral
FATORES DE RISCO
• Idade > 65 anos
• Sexo masculino
• Abuso de álcool ou drogas
• História prévia de delirium ou depressão
• Déficit cognitivo prévio
• Hospitalização (imobilização, privação de sono, não-adaptação
ao ambiente hospitalar)
• Fatores psicossociais (depressão, estresse, falta de apoio
familiar)
ETIOLOGIAS ORGÂNICAS
• Causas Neurológicas: AVC, traumatismo craniano, tumores do SNC,
metástases, hematoma subdural, aneurismas, abscessos cerebrais,
hidrocefalia, epilepsias ( pós ictal), síndromes demenciais.
• Causas Endócrinas: Hipo/hipertiroidismo
• Causas Metabólicas: Hipoglicemia, hiperglicemia, distúrbios
hidroeletrolíticos
• Causas Vasculares: Encefalopatia hipertensiva, arterites cerebrais, ataques
isquêmicos transitórios.
• Causas Infecciosas: Sífilis, toxoplasmose, broncopneumonia, encefalites,
infecção urinária.
• Causas Nutricionais: Deficiência de vitaminas como tiamina,
cianocobalamina, ácido fólico.
• Abstinência: Álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos, anfetamínicos;
• Intoxicações: Álcool, cocaína, benzodiazepínicos, anticolinérgicos,
levodopa, metildopa, opiáceos, digoxina, diuréticos, anti-histaminícos,
cannabis, estimulantes, solventes, mercúrio, chumbo, magnésio, monóxido
de carbono;
EXAME FÍSICO
• No exame físico é importante procurar por sinais de:
• Disautonômia
• Desidratação
• Febre
• Calafrios
• Meningismo
• Mioclonias
• Déficit neurológico focal
• Papiledema
QUADRO CLÍNICO
• Comprometimento da consciência, com desorientação espacial e temporal;
• Mudança no ciclo sono-vigília
• Memória recente prejudicada
• Psicomotricidade: hiperatividade ou lentidão
• Humor lábil e oscilante
• O pensamento lento e incoerente
• Delírios principalmente visuais e auditivos
• Sintomas emocionais intermitentes, incluindo medo, ansiedade, paranóia,
irritabilidade, apatia e euforia.
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE DELIRIUM DE
ACORDO COM A CID-10
A - Há redução da claridade de percepção do ambiente,
com capacidade reduzida de focar, manter a atenção
B - A perturbação de cognição é manifestada por ambos:
-comprometimento da memória recente, com
memória remota relativamente intacta;
-desorientação temporal, espacial e pessoal.
C - Pelo menos uma das seguintes perturbações
psicomotoras está presente:
-mudanças rápidas e imprevisíveis de hipo a
hiperatividade;
-tempo de reação aumentado
-aumento ou diminuição do fluxo da fala
- intensificação da reação de susto.
D - Há perturbação do sono ou do ciclo sono-vigília
manifestada por pelo menos um dos seguintes:
- insônia, a qual pode, em casos graves, envolver
perda total do sono, com ou sem sonolência diurna, ou
inversão do ciclo sono-vigília;
- piora noturna dos sintomas;
- sonhos perturbadores e pesadelos, os quais
podem continuar como alucinações ou ilusões após o
despertar.
E - Os sintomas têm início rápido e mostram flutuação ao
longo do dia
F - Há evidência objetiva a partir da história, exame físico
e neurológico e testes laboratoriais de uma doença
cerebral ou sistêmica subjacente (outra que não
relacionada a substância psicoativa) que possa ser
presumida como responsável pelas manifestações
clínicas nos critérios A-D.
LABORATÓRIO
• Hemograma
• EAS
• Exames bioquímicos: sódio, potássio, magnésio, uréia, creatinina, glicose, cálcio, eletroforese
de proteínas, função hepática.
• VHS;
• Screening para drogas;
• Gasometria;
• Sorológias: sífilis (VDRL, FTA-ABS), HIV;
• T3; T4; TSH
• Exame de liquor;
• Eletroencefalograma;
• Eletrocardiograma;
• Tomografia computadorizada de crânio;
• Ressonância magnética de crânio;
• Raios X de tórax
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS
• Esquizofrenia:
• início insidioso
• alucinações são geralmente auditivas e visuais.
• Episódio maníaco:
• alteração da consciência, menos intensa
• humor exaltado e irritável, assim como agitação psicomotora
é mais estável
• Transtornos dissociativos:
• alteração da consciência, com ausência de perplexidade
perante à desorientação temporal, espacial e autopsíquica.
• não pioram durante a noite
• não ocorrem alterações do ciclo sono-vigília
• predominam em adultos jovens, com história mais evidente
de conflitos nas relações interpessoais.
• alguns são semelhantes aos estados confusionais orgânica,
sendo o diagnóstico elaborado após a confirmação da
ausência de alterações sistêmicas
• Síndromes Demenciais:
- início insidioso, com prejuízo progressivo da
memória de fixação
- as alterações da consciência são mais raras e,
geralmente, ocorrem nos estágios mais avançados
- a demência de origem vascular apresenta
estados confusionais com características clínicas de
delirium.
D. F. T
TRATAMENTO
• Identificação da etiologia e tratamento da causa base.
• TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
- A utilização de sedativos deve ocorrer somente
na presença de agitação psicomotora, agressividade ou
intensa ansiedade;
- Deve-se evitar as medicações que prejudiquem o
rebaixamento de consciência.
• Neurolépticos: Haloperidol em baixas doses (possui
baixos efeitos anticolinérgicos -pequena probabilidade
de causar sedação/hipotensão).
- Adultos: 1-2 mg a cada 2 -4h. Idosos: 0.25 -
0.5mg a cada 4h.
• Benzodiazepínicos:seu uso geralmente geralmente é
reservado aos quadros de abstinência de álcool ou de
benzodiazepínicos. - Lorazepam 3 –6 mg/dia
• Reposição de Vitamina B12
Referências
• Botega N J, Comportamento suicida: epidemiologia, Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria
da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil, 2014
I volume 25 I número 3 I 231-236.
• Ministério da Saúde, Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio,2016.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos de Intervenção para o SAMU
192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2a edição, 2016.
• Suicídio: um problema de saúde pública e uma das principais causas de mortes acesso:
http://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/2403-suicidio-um-problema-de-saude-publica-e-uma-das-
principais-causas-de-mortes
• Botega N J, Comportamento suicida: epidemiologia, Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria
da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil, 2014
I volume 25 I número 3 I 231-236.
• Ministério da Saúde, Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio,2016.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos de Intervenção para o SAMU
192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2a edição, 2016.
• Suicídio: um problema de saúde pública e uma das principais causas de mortes acesso:
http://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/2403-suicidio-um-problema-de-saude-publica-e-uma-das-
principais-causas-de-mortes
• http://www2.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu2_07.htm
OBRIGADA!

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Apresentação soi

  • 1. Ana Luiza Leão Janeide Goes Layla Matos Preceptor: Bruno SUICÍDIO
  • 2. SUICÍDIO CONCEITO: • Suicídio é a trágica e intempestiva perda de vida humana. O mais devastador e perplexo de tudo é que é representado por um ato da vontade. • A palavra suicídio deriva do latim e significa: sui = si mesmo e caedes = ação de matar, isto é, a morte de si mesmo. • Os atos suicidas são definidos como comportamentos potencialmente autolesivos com evidência de que a pessoa pretendia se matar. • O resultado de um ato suicida pode variar desde a não ocorrência de lesão até a morte. São subdivididos em tentativas de suicídio e suicídio (completo ou exitoso). • As tentativas de suicídio são classificadas como sendo com ou sem lesão. Fonte: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
  • 3. MITOS COMUNS SOBRE COMPORTAMENTOS SUICIDAS • Mito 1: As pessoas que falam sobre o suicídio não farão mal a si • Mito 2: O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso. • Mito 3: Os indivíduos suicidas querem mesmo morrer. • Mito 4: Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou • sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo. • Mito 5: O suicídio é sempre hereditário. • Mito 6: : Os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre alguma perturbação mental • Mito 7: Se um conselheiro falar com um cliente sobre suicídio, o conselheiro está a dar a ideia de suicídio à pessoa • Mito 8: O suicídio só acontece “àqueles outros tipos de pessoas,” não a nós. • Mito 9: Após uma pessoa tentar cometer suicídio uma vez, nunca voltará a tentar novamente. Mito • 10: As crianças não cometem suicídio dado que não entendem que a morte é final e são cognitivamente incapazes de se empenhar num ato suicida.
  • 4. EPIDEMIOLOGIA • Meta: reduzir em 10% a mortalidade por suicídio até 2020 (OMS). • Brasil é signatário do Plano de Ação em Saúde Mental, lançado em 2013 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) • A redução da taxa de mortalidade faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. • Brasil está entre os países que assinou o Plano de Ação em Saúde Mental 2015-2020 lançado pela OPAS com objetivo de acompanhar o número anual de mortes e o desenvolvimento de programas de prevenção
  • 5. EPIDEMIOLOGIA • O suicídio figura entre as três principais causas de morte de pessoas que têm de 15 a 44 anos de idade. Segundo os registros da Organização Mundial de Saúde (OMS). • os coeficientes mais altos encontram-se em países da Europa Oriental; os mais baixos, em países da América Central e América do Sul. • Os coeficientes nos Estados Unidos, Austrália, Japão e países da Europa Central encontram-se numa faixa intermediária (Figura 1).
  • 6.
  • 7. No mundo Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), 2014
  • 8. Brasil Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
  • 9. BRASIL REGISTROU AUMENTO DA TAXA DE MORTALIDADE POR SUICÍDIO POR 100 MIL HABITANTES
  • 10. TAXA DE MORTALIDADE POR 100 MIL DAS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE NA IDADE DE 15-29 ANOS, SEXO MASCULINO. BRASIL, 2015 Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
  • 11. TAXA DE MORTALIDADE POR 100 MIL DAS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE NA IDADE DE 15-29 ANOS, SEXO FEMININO. BRASIL, 2015 Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
  • 12. ENTRE 2011 E 2016 FORAM NOTIFICADAS 176.226 LESÕES AUTOPROVOCADAS  27,4% (48.204) foram tentativas de suicídio  Notificação tornou-se obrigatória a partir de 2011 Fonte: Sistema de Informação sobre Mortalidade, 2017
  • 13. Envenenamento ou intoxicação são os principais meios utilizados na tentativa de suicídio
  • 14. MULHERES SÃO MAIS REINCIDENTES NA TENTATIVA DE SUICÍDIO Sinan – Brasil, 2011-2016
  • 15. MORTALIDADE É MAIS PREVALENTE EM IDOSOS COM MAIS DE 70 ANOS Taxa por 100 mil habitantes, SIM – Brasil, 2011-2016
  • 16. INDÍGENAS APRESENTAM MAIORES ÍNDICES DE MORTALIDADE Taxa por 100 mil habitantes, SIM – Brasil, 2011-2016
  • 17. PROPORÇÃO DE ÓBITOS POR SUICÍDIO SEGUNDO MEIO UTILIZADO E SEXO - BRASIL, 2011-2015
  • 18. FATORES DE RISCO E DE PROTEÇÃO PARA O SUICÍDIO
  • 19. PREVENÇÃO DO SUICÍDIO E PROMOÇÃO DA SAÚDE DOCUMENTO INÉDITO PARA ORIENTAR JORNALISTAS • Efeito Contágio (efeito Werther): forma como o suicídio é divulgado pode levar a outros casos • EVITAR: noticiar em primeira página; publicar fotos; palavra suicídio no título; divulgar o método utilizado, o lugar, bilhetes suicidas; apresentar causas únicas; não falar em tentativa “bem-sucedida” ou em “êxito” • SEMPRE: informar telefones úteis, onde buscar ajuda, os sinais de alerta; utilizar linguagem adequada “morto por suicídio” ou “suicídio”
  • 20. INFORMAÇÃO PARA POPULAÇÃO, PROFISSIONAIS DE SAÚDE E GESTORES PARA POPULAÇÃO: • Distribuição de materiais com foco na identificação de sinais de Alerta: “O que fazer” e “o que NÃO fazer” diante de uma pessoa com risco de suicídio. • Onde obter ajuda PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE E GESTORES • Distribuição de materiais com foco na importância da notificação compulsória da tentativa de suicídio em até 24h • Informações técnicas sobre acolhimento, encaminhamento responsável e articulação de rede
  • 21. Transtornos mentais mais comumente associados ao suicídio são: • Depressão, • Transtorno do humor bipolar • Dependência de álcool • Outras drogas psicoativas. • Esquizofrenia A situação de risco é agravada quando combinam-se: • Depressão e alcoolismo; ou ainda, a • Coexistência de depressão, ansiedade e agitação
  • 22. DIAGNÓSTICO • Identificando intenção suicida: • As pessoas que tentam se matar estão em intenso sofrimento • A comunicação prévia de que iria ou vai se matar • Mensagem ou carta de adeus, • Planejamento detalhado, precauções para que o ato não fosse descoberto, • Não procurou ajuda logo após a tentativa de suicídio, • Providência finais (conta bancária, providenciar a escritura de imóveis, seguro de vida) antes do ato, • Afirmação clara de que queria morrer, • Arrependimento por ter sobrevivido. • Um dos principais sinais que pode ser observado é a depressão.
  • 23. PRINCIPAIS MOTIVAÇÕES: • Casos de sofrimento psíquico e/ou físico considerado sem solução, bem como perdas econômicas com mudança de status social, • Relacionamentos afetivos inadequados, disfuncionais ou conturbados, • Abandono afetivo sofrido, seja ele familiar ou social. • Também merecem atenção situações de transtorno mental, principalmente os do espectro do humor, • Violência no seio familiar • Dificuldades em lidar com problemas e situações estressantes, principalmente crianças e adolescentes. • OMS aponta que indivíduos que tenham sofrido violência sexual e/ou doméstica, têm maior risco a cometerem o suicídio.
  • 24. INDICATIVOS DE REPETIÇÃO OU TENTATIVA Indicativos de repetição de tentativa de suicídio: • História prévia de hospitalização por auto-agressões, • Tratamento psiquiátrico anterior, • Internação psiquiátrica prévia, • Transtorno e personalidade anti-social, • Alcoolismo / drogadição • Não estar vivendo com a família.
  • 25. ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR: • A ocorrência do comportamento suicida aciona os serviços de emergência disponíveis em uma comunidade, tais como bombeiros, hospitais, polícia, profissionais da saúde mental. • Chegar precocemente à vítima, para diminuir o sofrimento ou mesmo à morte. • IML (instituto de medicina Legal) • Seguir A B C D E • Garantindo atendimento e/ ou transporte adequado a um serviço de saúde integrado ao Sistema Único de Saúde • Tempo decorrido entre a tentativa de suicídio e a admissão hospitalar são fatores extremamente relevantes para reduzir a mortalidade das vítimas.
  • 26. ATENDIMENTO HOSPITALAR E SEGUIMENTO • Seguir ABCDE • consiste nos cuidados iniciais à saúde, se emergência clínica e/ou cirúrgica O médico do pronto-socorro deverá decidir • UTI, Centro cirúrgico ou ortopédico, setor de endoscopia ou clínica de queimados, ou as condutas nos casos de envenenamento. • Poderá ser encaminhado ao ambulatório de saúde mental. • unidade psiquiátrica pela presença de risco.
  • 27. LINHA DE CUIDADO EM SAÚDE MENTAL : SUICÍDIO E COMPORTAMENTO AGRESSIVO
  • 28. COMPORTAMENTO AGRESSIVO- AGITAÇÃO PSICOMOTORA • Agitação psicomotora pode ser definida como uma atividade motora excessiva associada a uma experiência subjetiva de tensão, observada por meio de manifestações clínicas caracterizadas por fala provocativa e ameaçadora, tensão muscular, hiperatividade, impaciência, desconfiança, entre outras. • Comportamento agitado ou agressivo não é uma particularidade de nenhuma condição médica específica e, portanto, implica em uma ampla investigação do diagnóstico diferencial.
  • 29. ETIOLOGIA PRINCIPAIS • Alguns transtornos mentais: esquizofrenia, transtornos de personalidade, episódio maníaco... • Intoxicação por substâncias psicoativas (mais frequentemente álcool, maconha, cocaína e anfetaminas), bem como pacientes em síndrome de abstinência alcoólica. • Condições neurológicas e outras condições médicas,como, por exemplo: intoxicações medicamentosas, tireotoxicoses, infecções do sistema nervoso central, traumatismos crânio- encefálicos, acidentes vasculares cerebrais, demências, quadros infecciosos em idosos, hipoglicemia, hiponatremia, hipóxia, entre outros.
  • 30. OBJETIVOS DO ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA • Estabilização do quadro; • Estabelecimento de uma hipótese diagnóstica; • Exclusão de causa orgânica; • Encaminhamento.
  • 31. AVALIAÇÃO E MANEJO DO PACIENTE AGITADO • A avaliação e manejo de um paciente agitado, potencialmente agressivo ou francamente violento é complexa e exige dos profissionais habilidades e competências diversas, que necessitam ser aplicadas em conjunto e com agilidade
  • 32. ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR • O atendimento à pessoa em crise psiquiátrica, quando ocorre em domicílio ou em via pública, é geralmente feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). • Em alguns casos é compartilhada, também, com a polícia e com o corpo de bombeiros. • O SAMU tem um papel importante em identificar essas crises psiquiátricas e funciona como regulador do processo envolvido. Após o atendimento, o paciente é encaminhado a uma unidade de saúde, seja ela CAPS, hospital geral ou, excepcionalmente, hospital psiquiátrico. • O hospital psiquiátrico é a referência para casos complexos e graves, que extrapolam a capacidade de atendimento em outros serviços.
  • 33. • O médico regulador do SAMU, ao enviar a unidade móvel de suporte básico de vida, deve se certificar de que a ambulância dispõe de fármacos com atividade psicoativa ou com capacidade de promover sedação em situações de urgência ou emergência onde ela se faça necessária. • Como regra, todas as unidades básicas precisam ter prometazina, haloperidol e diazepam, para uso oral e para uso injetável. • A medicação é fundamental para que a abordagem, diminuindo ao máximo a necessidade de contenção, seja humanizada.
  • 34. ATENÇÃO PRÉ-HOSPITALAR EM TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTO • Normas gerais para pacientes psiquiátricos: • a ) Sempre solicitar um acompanhante da família • b) Pesquisar antecedentes de tratamento • c) Avaliar suporte sócio familiar • d) Lembrar diagnósticos diferenciais, que eventualmente podem mudar a conduta de USB para UTI móvel (USA): distúrbios metabólicos, cardiopatia com baixo fluxo, distúrbios respiratórios, encefalopatia hepática, intoxicação grave por drogas, endocrinopatias.
  • 35. ATENÇÃO PRÉ-HOSPITALAR • Abordagem: A pessoa está ansiosa? A pessoa está agitada? A pessoa tem idéias delirantes ou incoerentes? A pessoa tem idéias suicidas? A pessoa apresenta agressividade? Crises anteriores, antecedentes, ou trauma emocional recente, sofrimentos, desemprego e outros fatores de stress. • Decisão técnica: USB/ UTI MÓVEL (USA) + Policiamento No Caso De Agressividade Com Risco De Vida. • Orientações ao solicitante: Não permitir que o paciente cometa auto agressão e para com os demais acompanhantes. Não deixar o paciente só, até que chegue a equipe de atendimento de urgência. • Acompanhamento da decisão técnica: Em caso de paciente violento, solicitar auxilio da polícia. • Confirmar a ausência de utilização de substâncias tóxicas, drogas, etc. • Diante da pessoa perigosa, avaliar o grau de perigo: Para ela mesma ; Para seus familiares e Para a equipe de atendimento. • Comunicação ao serviço de destino • Finalização Confirmar recepção do paciente e liberação da viatura
  • 36. DIRETRIZES PARA MANEJO DE AGITAÇÃO PSICOMOTORA 1. Tomar medidas para garantir a segurança do próprio paciente, dos demais pacientes e acompanhantes presentes no setor e da equipe de atendimento. • Atendimento precoce e com privacidade. Redução de estímulos externos. 2. Envolver as equipes de enfermagem e de segurança no manejo da situação. 3. Avaliar clinicamente a gravidade da agitação psicomotora e quantificá-la por meio da pontuação de escala de avaliação da gravidade de agitação-tranqulização (ACES) 4. Iniciar o manejo da situação de agitação psicomotora por meio de intervenções verbais, atitudinais e comportamentais sempre que possível. • Manter certa distância física do paciente, evitar movimentos bruscos, olhar diretamente para o paciente, evitar fazer anotações. • Apresentar-se e apresentar outros membros da equipe. Fala pausada, mas firme. Perguntas clara e diretas. • Não fazer ameaças ou humilhações. Não confrontar. Colocar limites de maneira acolhedora. Não barganhar. • Estimular o Paciente a expressar seus sentimentos em palavras. Assegurar que pretende ajuda-lo a controlas os impulsos.
  • 37. 7. Se paciente não cooperativo, agitado, ou com risco iminente de violência ou fuga, usar medicação por via intramuscular (exceto diazepam, que deve ser por via endovenosa). Escolher entre uma das opções listadas. • Se outra condição médica presente: Haloperidol (2,5 a 5 mg); Olanzapina (10 mg); Ziprazidona (10 mg) • Intoxicação por estimulantes: Midazolam (5 a 7,5 mg), Diazepam (5 a 10 mg) • Intoxicação por álcool ou outras substâncias psicoativas: Haloperidol (2,5 a 5 mg) • Transtornos psiquiátricos primários: Haloperidol (2,5 a 5 mg); Haloperidol (2,5 a 5 mg) associado a Midazolam (5 a 7,5 mg); Olanzapina (10 mg); Ziprazidona (10 mg) • Gestantes: Haloperidol (2,5 a 5 mg)
  • 38. 8. Se necessário, realizar contenção física, a ser prescrita pelo médico responsável pelo atendimento, que deverá estar presente durante todo o procedimento. • Ao prescrever a contenção física, o médico deverá também prescrever a verificação imediata de sinais vitais (pressão arterial, pulso, temperatura), e registrar os dados obtidos pela enfermagem no prontuário do paciente. 9. O paciente deve ser reavaliado após 30 minutos da abordagem inicial. • Em caso de necessidade de medicação adicional para manejo da agitação psicomotora, a droga (ou combinação de drogas) usada inicialmente e a sua posologia devem ser repetidas. 10. Os procedimentos de reavaliação da agitação psicomotora descritos no item anterior devem ser repetidos 60 e 90 minutos após a medicação inicial. • Havendo necessidade de medicação adicional, deve ser mantida a mesma droga (ou combinação de drogas), na mesma dose usada inicialmente.
  • 39. 11. Em todas as reavaliações, devem ser avaliados e registrados em prontuário os sinais vitais e as condições e/ou necessidade de manutenção da contenção física 12. Nas 24 horas subsequentes ao uso de medicação injetável para o manejo de agitação psicomotora deve ser observada e registrada em prontuário a ocorrência de efeitos colaterais e medidas terapêuticas adotadas no manejo destes. 13. As informações relativas à avaliação e condutas tomadas durante o manejo de agitação psicomotora devem ser registradas no prontuário médico/protocolo de manejo de agitação psicomotora.
  • 43. CONTINUIDADE DO TRATAMENTO • Como regra os prontos-socorros podem atender casos psiquiátricos, mesmo ser ter psiquiatra. • Em tais casos, após o atendimento emergencial ou urgente, os serviços de urgência podem encaminhar o paciente a tratamento ambulatorial, pois eles necessitam de uma continuidade de avaliação ou de terapia. • 1) Pacientes com transtornos psiquiátricos moderados ou graves (a critério da avaliação clínica): encaminhamento por escrito para serviço ambulatorial especializado (CAPS, ou outro) da cidade de origem, com endereço e telefone, ou unidade básica do município de origem, com breve relatório do atendimento (incluindo conduta). • 2) Pacientes com transtornos psiquiátricos leves (a critério da avaliação clínica): encaminhamento por escrito para unidade básica de saúde do bairro ou da cidade de origem, com breve relatório do atendimento (incluindo conduta). • 3) Pacientes com dependência química: encaminhar para serviço ambulatorial especializado, por exemplo CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas) ou, na ausência daquele, a CAPS geral (tipo I, II ou III) ou a unidade básica de saúde.
  • 44. RECONHECIMENTO DE QUADROS ORGÂNICOS QUE SE MANIFESTAM COM ALTERAÇÕES DO QUADRO MENTAL
  • 45. CONCEITO • Alteração aguda do conteúdo da consciência, incluindo atenção, percepção, pensamento, memória, comportamento, emoção e ciclo sono- vigília. Muitas vezes acompanhada de sonolência intercalada com períodos de agitação psicomotora. • Delírium = utilizado para estado confusional agudo, geralmente uma causa orgânica pode ser identificada
  • 46. EPIDEMIOLOGIA • 10% e 30% em pacientes idosos • 10% – 40% em unidades de terapia intensiva • 1% - 2% da população em geral
  • 47. FATORES DE RISCO • Idade > 65 anos • Sexo masculino • Abuso de álcool ou drogas • História prévia de delirium ou depressão • Déficit cognitivo prévio • Hospitalização (imobilização, privação de sono, não-adaptação ao ambiente hospitalar) • Fatores psicossociais (depressão, estresse, falta de apoio familiar)
  • 48. ETIOLOGIAS ORGÂNICAS • Causas Neurológicas: AVC, traumatismo craniano, tumores do SNC, metástases, hematoma subdural, aneurismas, abscessos cerebrais, hidrocefalia, epilepsias ( pós ictal), síndromes demenciais. • Causas Endócrinas: Hipo/hipertiroidismo • Causas Metabólicas: Hipoglicemia, hiperglicemia, distúrbios hidroeletrolíticos • Causas Vasculares: Encefalopatia hipertensiva, arterites cerebrais, ataques isquêmicos transitórios.
  • 49. • Causas Infecciosas: Sífilis, toxoplasmose, broncopneumonia, encefalites, infecção urinária. • Causas Nutricionais: Deficiência de vitaminas como tiamina, cianocobalamina, ácido fólico. • Abstinência: Álcool, benzodiazepínicos, barbitúricos, anfetamínicos; • Intoxicações: Álcool, cocaína, benzodiazepínicos, anticolinérgicos, levodopa, metildopa, opiáceos, digoxina, diuréticos, anti-histaminícos, cannabis, estimulantes, solventes, mercúrio, chumbo, magnésio, monóxido de carbono;
  • 50. EXAME FÍSICO • No exame físico é importante procurar por sinais de: • Disautonômia • Desidratação • Febre • Calafrios • Meningismo • Mioclonias • Déficit neurológico focal • Papiledema
  • 51. QUADRO CLÍNICO • Comprometimento da consciência, com desorientação espacial e temporal; • Mudança no ciclo sono-vigília • Memória recente prejudicada • Psicomotricidade: hiperatividade ou lentidão • Humor lábil e oscilante • O pensamento lento e incoerente • Delírios principalmente visuais e auditivos • Sintomas emocionais intermitentes, incluindo medo, ansiedade, paranóia, irritabilidade, apatia e euforia.
  • 52. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE DELIRIUM DE ACORDO COM A CID-10 A - Há redução da claridade de percepção do ambiente, com capacidade reduzida de focar, manter a atenção B - A perturbação de cognição é manifestada por ambos: -comprometimento da memória recente, com memória remota relativamente intacta; -desorientação temporal, espacial e pessoal.
  • 53. C - Pelo menos uma das seguintes perturbações psicomotoras está presente: -mudanças rápidas e imprevisíveis de hipo a hiperatividade; -tempo de reação aumentado -aumento ou diminuição do fluxo da fala - intensificação da reação de susto.
  • 54. D - Há perturbação do sono ou do ciclo sono-vigília manifestada por pelo menos um dos seguintes: - insônia, a qual pode, em casos graves, envolver perda total do sono, com ou sem sonolência diurna, ou inversão do ciclo sono-vigília; - piora noturna dos sintomas; - sonhos perturbadores e pesadelos, os quais podem continuar como alucinações ou ilusões após o despertar.
  • 55. E - Os sintomas têm início rápido e mostram flutuação ao longo do dia F - Há evidência objetiva a partir da história, exame físico e neurológico e testes laboratoriais de uma doença cerebral ou sistêmica subjacente (outra que não relacionada a substância psicoativa) que possa ser presumida como responsável pelas manifestações clínicas nos critérios A-D.
  • 56. LABORATÓRIO • Hemograma • EAS • Exames bioquímicos: sódio, potássio, magnésio, uréia, creatinina, glicose, cálcio, eletroforese de proteínas, função hepática. • VHS; • Screening para drogas; • Gasometria; • Sorológias: sífilis (VDRL, FTA-ABS), HIV; • T3; T4; TSH • Exame de liquor; • Eletroencefalograma; • Eletrocardiograma; • Tomografia computadorizada de crânio; • Ressonância magnética de crânio; • Raios X de tórax
  • 57. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS • Esquizofrenia: • início insidioso • alucinações são geralmente auditivas e visuais. • Episódio maníaco: • alteração da consciência, menos intensa • humor exaltado e irritável, assim como agitação psicomotora é mais estável
  • 58. • Transtornos dissociativos: • alteração da consciência, com ausência de perplexidade perante à desorientação temporal, espacial e autopsíquica. • não pioram durante a noite • não ocorrem alterações do ciclo sono-vigília • predominam em adultos jovens, com história mais evidente de conflitos nas relações interpessoais. • alguns são semelhantes aos estados confusionais orgânica, sendo o diagnóstico elaborado após a confirmação da ausência de alterações sistêmicas
  • 59. • Síndromes Demenciais: - início insidioso, com prejuízo progressivo da memória de fixação - as alterações da consciência são mais raras e, geralmente, ocorrem nos estágios mais avançados - a demência de origem vascular apresenta estados confusionais com características clínicas de delirium.
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  • 61.
  • 63. TRATAMENTO • Identificação da etiologia e tratamento da causa base. • TRATAMENTO FARMACOLÓGICO - A utilização de sedativos deve ocorrer somente na presença de agitação psicomotora, agressividade ou intensa ansiedade; - Deve-se evitar as medicações que prejudiquem o rebaixamento de consciência.
  • 64. • Neurolépticos: Haloperidol em baixas doses (possui baixos efeitos anticolinérgicos -pequena probabilidade de causar sedação/hipotensão). - Adultos: 1-2 mg a cada 2 -4h. Idosos: 0.25 - 0.5mg a cada 4h. • Benzodiazepínicos:seu uso geralmente geralmente é reservado aos quadros de abstinência de álcool ou de benzodiazepínicos. - Lorazepam 3 –6 mg/dia • Reposição de Vitamina B12
  • 65. Referências • Botega N J, Comportamento suicida: epidemiologia, Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil, 2014 I volume 25 I número 3 I 231-236. • Ministério da Saúde, Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio,2016. • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos de Intervenção para o SAMU 192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2a edição, 2016. • Suicídio: um problema de saúde pública e uma das principais causas de mortes acesso: http://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/2403-suicidio-um-problema-de-saude-publica-e-uma-das- principais-causas-de-mortes • Botega N J, Comportamento suicida: epidemiologia, Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil, 2014 I volume 25 I número 3 I 231-236. • Ministério da Saúde, Agenda Estratégica de Prevenção do Suicídio,2016. • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos de Intervenção para o SAMU 192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2a edição, 2016. • Suicídio: um problema de saúde pública e uma das principais causas de mortes acesso: http://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/2403-suicidio-um-problema-de-saude-publica-e-uma-das- principais-causas-de-mortes • http://www2.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu2_07.htm