SUICÍDIO
DEFINIÇÃO  Suicídio: conhecido desde o século XVI, tendo como idéia central mais evidente o “ato de terminar com a própria vida”. Voluntário e intencional. Comportamento suicida: é todo ato pelo qual o indivíduo causa lesão a si mesmo, independente do grau de intenção letal e de conhecimento do verdadeiro motivo desse ato.
O principal fator de risco é a existência de uma Doença Mental, sendo esta grave e crônica. Encontra-se entre as 10 principais causas de morte no mundo e entre as 3 primeiras na faixa etária de 15 a 34 anos. Nos países desenvolvidos representa de 1 a 2% de todas as mortes, no Brasil próximo de 1% chegando a 4% entre os jovens. Estima-se que a tentativa de suicídio seja 10 vezes maior que o ato em si.
Entre as pessoas que tentam o suicídio, de 15 a 25% tentarão se matar no ano seguinte. Dos que tentam o suicídio, 7 a 10% efetivarão o ato. Os homens morrem 3 a 4 vezes mais por suicídio do que as mulheres, mas as mulheres tentam o suicídio 3 a 4 vezes mais do que os homens. O perfil das pessoas que tentam o suicídio não se assemelha ao das que, de fato, morrem por suicídio.
Métodos adotados para o suicídio Ingestão excessiva de medicamentos (60%) Ingestão de venenos e agrotóxicos (20%) Cortes e perfurações (8%) Estudo baseado em dados do Hospital das Clínicas da UNICAMP
DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS ASSOCIADAS Transtornos do humor; Dependência de substâncias psicoativas; Esquizofrenia; Transtornos de personalidade; Genética.
AVALIAÇÃO E MANEJO DO PACIENTE A tentativa de suicídio é um sinal de alarme. Abordagem depende de cada situação. Julgamento e intenção suicida Escala de intencionalidade suicida.
ENTREVISTA Princípio do sigilo; Identificar fontes de estresse imediatas e preocupações conscientes do paciente; “ Saber ouvir”; Observação participativa.
Perguntas que orientam a avaliação do paciente com tentativa ou risco de suicídio: Quais as motivações e intenções do paciente para o suicídio? Quais as circunstâncias em que a tentativa ocorreu? Há um transtorno psiquiátrico que mereça tratamento específico? Houve algum fator estressante que desencadeou a tentativa de suicídio?
Qual o risco do paciente tentar novamente? Quais os recursos do paciente para enfrentar seus problemas? Tem algum apoio social vindo de parentes e amigos? Há alguém próximo ao paciente com quem entrara em contato? Quais as medidas a serem tomadas de imediato? Qual o tratamento para este paciente?
Perguntas sobre a ideação suicida: Tem obtido prazer nas coisas que tem realizado? Sente-se útil na vida que está levando? Sente que a vida perdeu o sentido? Tem esperança de que as coisas vão melhorar? Pensou que seria melhor morrer?
Tem pensamento de pôr fim à própria vida? São ideias passageiras ou persistentes? Pensou em como se mataria? Já tentou ou chegou a fazer algum preparativo?  Tem conseguido resistir a esse pensamento? É capaz de se proteger e retornar para a próxima consulta? Tem esperança de ser ajudado?
Identificar fatores de risco sociodemográficos psicológicos psiquiátricos Rede de apoio Avaliação do risco de suicídio
Manejo do paciente Onde tratá-lo? Avaliar possível tratamento ambulatorial ou internação É útil estabelecer um contrato com o paciente para que haja acompanhamento Reforçar os vínculos saudáveis do paciente, assim como suas qualidades Uma rede de apoio é importante para que se evite ingestão excessiva de medicamentos, dependendo do caso Estar atento ao fato de que no início do uso de antidepressivos pode-se ter incremento da ideação suicida A grande maioria desses pacientes necessita de importante reestruturação psicodinâmica a longo prazo
Fatores de proteção Bom relacionamento e apoio familiar, no trabalho e na escola Boas habilidades/relações sociais Confiança em si mesmo, em suas conquistas e sua situação atual Capacidade de procurar ajuda quando surgem dificuldades Capacidade de procurar e de estar aberto conselhos para decisões importantes Integração social Presença de crianças na família Morar junto com outras pessoas
LINKS E LIVROS http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_editoracao.pdf http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_educ_port.pdf WERLANG, Blanca Guevara; BOTEGA, Neury José.  Comportamento suicida.  Porto Alegre: Artmed, 2004. Saúde mental UNIPLAC – 4ª Ano Medicina 2011

Suicídiocompatibilidade

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    DEFINIÇÃO Suicídio:conhecido desde o século XVI, tendo como idéia central mais evidente o “ato de terminar com a própria vida”. Voluntário e intencional. Comportamento suicida: é todo ato pelo qual o indivíduo causa lesão a si mesmo, independente do grau de intenção letal e de conhecimento do verdadeiro motivo desse ato.
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    O principal fatorde risco é a existência de uma Doença Mental, sendo esta grave e crônica. Encontra-se entre as 10 principais causas de morte no mundo e entre as 3 primeiras na faixa etária de 15 a 34 anos. Nos países desenvolvidos representa de 1 a 2% de todas as mortes, no Brasil próximo de 1% chegando a 4% entre os jovens. Estima-se que a tentativa de suicídio seja 10 vezes maior que o ato em si.
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    Entre as pessoasque tentam o suicídio, de 15 a 25% tentarão se matar no ano seguinte. Dos que tentam o suicídio, 7 a 10% efetivarão o ato. Os homens morrem 3 a 4 vezes mais por suicídio do que as mulheres, mas as mulheres tentam o suicídio 3 a 4 vezes mais do que os homens. O perfil das pessoas que tentam o suicídio não se assemelha ao das que, de fato, morrem por suicídio.
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    Métodos adotados parao suicídio Ingestão excessiva de medicamentos (60%) Ingestão de venenos e agrotóxicos (20%) Cortes e perfurações (8%) Estudo baseado em dados do Hospital das Clínicas da UNICAMP
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    DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS ASSOCIADASTranstornos do humor; Dependência de substâncias psicoativas; Esquizofrenia; Transtornos de personalidade; Genética.
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    AVALIAÇÃO E MANEJODO PACIENTE A tentativa de suicídio é um sinal de alarme. Abordagem depende de cada situação. Julgamento e intenção suicida Escala de intencionalidade suicida.
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    ENTREVISTA Princípio dosigilo; Identificar fontes de estresse imediatas e preocupações conscientes do paciente; “ Saber ouvir”; Observação participativa.
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    Perguntas que orientama avaliação do paciente com tentativa ou risco de suicídio: Quais as motivações e intenções do paciente para o suicídio? Quais as circunstâncias em que a tentativa ocorreu? Há um transtorno psiquiátrico que mereça tratamento específico? Houve algum fator estressante que desencadeou a tentativa de suicídio?
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    Qual o riscodo paciente tentar novamente? Quais os recursos do paciente para enfrentar seus problemas? Tem algum apoio social vindo de parentes e amigos? Há alguém próximo ao paciente com quem entrara em contato? Quais as medidas a serem tomadas de imediato? Qual o tratamento para este paciente?
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    Perguntas sobre aideação suicida: Tem obtido prazer nas coisas que tem realizado? Sente-se útil na vida que está levando? Sente que a vida perdeu o sentido? Tem esperança de que as coisas vão melhorar? Pensou que seria melhor morrer?
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    Tem pensamento depôr fim à própria vida? São ideias passageiras ou persistentes? Pensou em como se mataria? Já tentou ou chegou a fazer algum preparativo? Tem conseguido resistir a esse pensamento? É capaz de se proteger e retornar para a próxima consulta? Tem esperança de ser ajudado?
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    Identificar fatores derisco sociodemográficos psicológicos psiquiátricos Rede de apoio Avaliação do risco de suicídio
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    Manejo do pacienteOnde tratá-lo? Avaliar possível tratamento ambulatorial ou internação É útil estabelecer um contrato com o paciente para que haja acompanhamento Reforçar os vínculos saudáveis do paciente, assim como suas qualidades Uma rede de apoio é importante para que se evite ingestão excessiva de medicamentos, dependendo do caso Estar atento ao fato de que no início do uso de antidepressivos pode-se ter incremento da ideação suicida A grande maioria desses pacientes necessita de importante reestruturação psicodinâmica a longo prazo
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    Fatores de proteçãoBom relacionamento e apoio familiar, no trabalho e na escola Boas habilidades/relações sociais Confiança em si mesmo, em suas conquistas e sua situação atual Capacidade de procurar ajuda quando surgem dificuldades Capacidade de procurar e de estar aberto conselhos para decisões importantes Integração social Presença de crianças na família Morar junto com outras pessoas
  • 16.
    LINKS E LIVROShttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_editoracao.pdf http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/en/suicideprev_educ_port.pdf WERLANG, Blanca Guevara; BOTEGA, Neury José.  Comportamento suicida.  Porto Alegre: Artmed, 2004. Saúde mental UNIPLAC – 4ª Ano Medicina 2011