XXX SEMANA DE FILOSOFIA                         EXISTENCIALISMO EM KIEKEGAARD                        Local: Campus da UCDB...
ÍNDICEA ÉTICA EM KIERKEGAARD.................................................................................................
PROGRAMAÇÃO05/09 (Anfiteatro do BLC A)19:00 h às 20:40 h: Existencialismo: fundamentos e contribuições para a nossa contem...
RESUMOS
CONFERÊNCIAS                             A ÉTICA EM KIERKEGAARD                                              Ricardo Quadr...
A ESTÉTICA EM KIERKEGAARD                                                Ricardo Quadros Gouvêa       Kierkegaard pensava ...
FILOSOFIA E TEOLOGIA EM KIERKEGAARD                                               Ricardo Quadros Gouvêa      Kierkegaard ...
FUNDAMENTOS DO EXISTENCIALISMO EM KIERKEGAARD                                               Ricardo Quadros Gouvêa      Ki...
ESTUDO DE CASOA PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA COMUNIDADE IRMÃOS DE ASSIS ACERCA DA SITUAÇÃO DE EXCLUSÃO DOS HANSENIANOS, NO BA...
BANNER       A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA COMUNIDADE IRMÃOS DE ASSIS ACERCA        DA SITUAÇÃO DE EXCLUSÃO DOS HANSENIANOS,...
Caderno de Resumos da XXX Semana de filosofia na UCDB
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Caderno de Resumos da XXX Semana de filosofia na UCDB

835 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
835
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
16
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Caderno de Resumos da XXX Semana de filosofia na UCDB

  1. 1. XXX SEMANA DE FILOSOFIA EXISTENCIALISMO EM KIEKEGAARD Local: Campus da UCDB, Campo Grande, MS; Data: 05 a 09 de agosto de 2011 Iniciativa: Curso de Filosofia da UCDB e FATHEL Comissão OrganizadoraMs. José Moacir de Aquino (UCDB)Dr. Ricardo Quadros Gouvea (MACKENZIE)Dr. Josemar de Campos Maciel (UCDB)Dr. Frei Márcio Costa (UCDB)Dra. Neimar Machado de Sousa (UCDB)Dr. Marcelo Alves Nunes (UCDB)Ms. Wercy Rodrigues Jr. (UFGD)
  2. 2. ÍNDICEA ÉTICA EM KIERKEGAARD................................................................................................ 5A ESTÉTICA EM KIERKEGAARD ........................................................................................ 6FILOSOFIA E TEOLOGIA EM KIERKEGAARD .................................................................. 7FUNDAMENTOS DO EXISTENCIALISMO EM KIERKEGAARD ..................................... 8A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA COMUNIDADE IRMÃOS DE ASSIS ACERCA DASITUAÇÃO DE EXCLUSÃO DOS HANSENIANOS, NO BAIRRO NOVA LIMA, À LUZDO CONCEITO DE RESPONSABILIDADE EM EMMANUEL LÉVINAS. ........................ 9A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA COMUNIDADE IRMÃOS DE ASSIS ACERCA DASITUAÇÃO DE EXCLUSÃO DOS HANSENIANOS, NO BAIRRO NOVA LIMA, À LUZDO CONCEITO DE RESPONSABILIDADE EM EMMANUEL LÉVINAS. ...................... 10
  3. 3. PROGRAMAÇÃO05/09 (Anfiteatro do BLC A)19:00 h às 20:40 h: Existencialismo: fundamentos e contribuições para a nossa contemporaneidade.Palestrante: Dr. Ricardo Quadros GouvêaMediador: Msc. José Moacir de Aquino (UCDB)21:00 h às 22:20 h: Existencialismo em Kierkegaard: indivíduo, desespero e liberdade.Palestrante: Dr. Ricardo Quadros GouvêaMediador: Dr. Josemar de Campos Maciel (UCDB)06/09 (Anfiteatro do BLC A)19:00 h às 20:40 h - A Estética em Kierkegaard.Palestrante: Dr. Ricardo Quadros GouvêaMediador: Msc. Denise Nachif (UCDB)21:00 h às 22:20 h - A Ética em Kierkegaard.Palestrante: Dr. Ricardo Quadros GouvêaMediador: Dr. Márcio Luís Costa (UCDB)07/09 - FERIADO NACIONAL08/09 (Anfiteatro do BLC B)19:00 h às 20:40 h - A Religião em Kierkegaard.Palestrante: Dr. Ricardo Quadros GouvêaMediação: Dr. Pe. Geraldo Grendene (UCDB)21:00 h às 22:20 - Filosofia e Fé em Kierkegaard.Palestrante: Dr. Ricardo Quaros GouvêaMediação: Dr. Marcelo Alves Nunes (UCDB)09/09 (Anfiteatro do BLC C)19:00 h às 20:30 h - Apresentação Cultural com o Grupo de Teatro da UCDB: SENTA QUE O LEÃO É MANSO20:40 h às 22:00 h - Mostra de atividades de extensão e iniciação à pesquisa(TÉRREO DO BLC A)
  4. 4. RESUMOS
  5. 5. CONFERÊNCIAS A ÉTICA EM KIERKEGAARD Ricardo Quadros Gouvêa Kierkegaard pensa a ética existencialmente, como um estado-de-espírito ou uma atitudediante da vida que um indivíduo particular pode assumir, e localiza este estado-de-espíritocomo simultaneamente intermediário e contraditório em relação às estações estética ereligiosa no caminho da vida, como está exposto, por exemplo, no livro que leva esse mesmonome Estadier Paa Livets Vej (1845) e no Afsluttende Uvidenskabelig Efterskrift (1846).Intermediário porque pressupõe, por um lado, o abandono de uma vida voltada para assensações e as inclinações particulares bem como a escolha do dever a vida social geral, cujacategoria fundamental é o compromisso exemplificado pelo matrimônio; e, por outro lado,porque não se percebe ainda, na vida ética, a importância da culpa, do arrependimento e daangústia, categorias que levam o indivíduo para o “salto” em direção ao religioso. A Vida ética, porém, não é só intermediária como também contraditória em relação aoestético e ao religioso, pois este últimos privilegiam o imediato, enquanto as categorias daética implicam em uma mediação social. A vida ética (Saedelighed) é marcada pelaresponsabilidade, pelo dever, pela escolha, pelo compromisso, e acima de tudo pela repetição,categoria fundamental que é trabalhada por Kierkegaard no livro que leva esse nome(Gjentagelsen, 1843), ainda que, como explica o autor, seja possível uma outra forma deretomada que já não é mais ética, e sim religiosa. O ato máximo da vida ética é um atoparticular de escolha que pode ser definido como a escolha de si mesmo. A vida ética (Saedelighed) é, portanto, uma vida mediada, e isso a tornaautocontraditória, porque a mediação obriga o indivíduo a viver o geral, o que prejudica a suaindividualidade, fazendo com que não consiga existir enquanto pessoa de infinitaparticularidade, e correndo o risco da despersonalização e da massificação. Logo, a vida éticaacaba por ser uma armadilha para aquilo que pretende beneficiar, a saber, a existênciahumana. Existe, entretanto, a possibilidade de uma ética em que esses riscos e essaautocontraditoriedade já não existem. Tratar-se-ia de uma “segunda ética”, uma “éticareligiosa”, em que o indivíduo já não vive o geral, que é teleologicamente suspenso, mas antesassume um compromisso imediato e absoluto com o absoluto (Temor e Tremor, 1843). Trata-se aqui de uma ética de transcendência, calcada no amor, marcada pelo sofrimento e pelarenúncia, que coloca o indivíduo em oposição ao geral e a favor dos indivíduos particularesno seu valor infinito.
  6. 6. A ESTÉTICA EM KIERKEGAARD Ricardo Quadros Gouvêa Kierkegaard pensava a partir de diversas tradições intelectuais distintas, todas muitoimportantes no contexto da intelectualidade germânica do século XIX, que nele encontramuma rica síntese. O idealismo alemão de Immanuel Kant, de Friedrich Wilhelm JosephSchelling e de Georg Wilhelm Friedrich Hegel. O luteranismo em suas várias vertentes. Oceticismo religioso, de Michel de Montaigne a Johann Georg Hamann. E ainda o romantismode Johann Wolfgang Goethe, Friedrich Heinrich Jacobi, Johann Gottfried Herder e KarlWilhelm Friedrich Schegel. É deste ultimo grupo de pensadores que derivam as principaisconvicções estéticas de Kierkegaard. Contudo, sua contribuição seria o resultado de umaamálgama bem trabalhada. A estética é pensada em diferentes níveis em Kierkegaard. Há pelo menos três sentidosdistintos em que o termo é apreendido e utilizado. Há muitos textos, nos corpuskierkegaardiano, que discutem questões referentes à arte; em particular à música, à literatura eao teatro. Destacam-se aqui sua reflexão sobre a natureza e o poder da música ao comentar aópera Dom Giovanni, em Enten-Eller (1843), e sua teoria do romance exposta em Af EndnuLevendes Papirer (1838), em que aparecem pela primeira vez os conceitos detransubstanciação e de comunicação indireta, conceito fundamental que seria explicitado noAfsluttende Uvidenskabelig Efterskrift (1846). Também o conceito de ironia é central naestética kierkegaardiana, discutido no trabalho que leva esse mesmo nome, Begrebet Ironi(1841). Vale mencionar, por fim, os trabalhos sobre dramaturgia de 1848, notadamente ACrise e uma Crise na Vida de uma Atriz. Todavia, é em outro sentido do termo que a reflexão sobre a estética se torna grandiosana obra de Kierkegaard, que a descreve como um estado-de-espírito, uma possibilidadeexistencial. Neste sentido, o sentimento estético seria algo incorporado, uma atitude diante daexistência em que se privilegia a sensação e a imediatez. Esta atitude pode ser irrefletida ourefletida, caso em que pode assumir diferentes formas ou manifestações, desde a formafaustiana de curiosidade especulativa como a forma do erotismo e da sedução tipificados porDon Juan, formas que incluem ainda o heroísmo, a melancolia e a ironia. Há ainda umterceiro sentido, típico do chamado “segundo percurso” que consiste majoritariamente deescritos teológicos, em que a estética é entendida como a comunicação indireta através daqual é possível conduzir as pessoas inadvertidamente em direção à verdade (Ponto-de-VistaExplicativo, 1849).
  7. 7. FILOSOFIA E TEOLOGIA EM KIERKEGAARD Ricardo Quadros Gouvêa Kierkegaard é um autor de imensa importância tanto como filósofo quanto comoteólogo. Enquanto filósofo, inspirou toda a filosofia do século XX, de Ludwig Wittgenstein aJacques Derrida, e construiu a estrutura categorial metateórica que tornaria possível aconstrução da tradição filosófica fenomenológico-existencial. Enquanto teólogo, inspirou ateologia da crise ou teologia dialética de Karl Barth, Emil Brunner, Paul Tillich e RudolfBultmann, que revolucionaria a história da teologia contemporânea. Em ambos os casos, oque o qualifica como pensador inovador e divisor de águas foi sua preocupação com aexistência e as categorias existenciais que criou, que recuperou do romantismo ou queredescobriu por meio de uma atitude tipicamente fenomenológica de intencionalidadesubjetiva. A filosofia antirracionalista de Kierkegaard se caracteriza como um esforço precário eprovisório para lidar com as contradições da existência, bem como um reconhecimentotrágico dos paradoxos incontornáveis da razão. Hoje a filosofia não começa, em cadaindivíduo, pelo maravilhamento (Aristóteles) ou pela dúvida metódica (Descartes), mas simpelo desespero diante da condição humana, desespero que só se manifesta quando o indivíduoabandona todas as certezas dogmáticas e se vê náufrago no mundo, lançado em uma realidadeque lhe é inóspita e insólita, fundada numa verdade incognoscível objetivamente, e queprecisa ser apreendida subjetivamente (Afsluttende Uvidenskabelig Efterskrift, 1846) pelorisco, pela percepção do instante enquanto categoria (Ojeblikket, 1855) e pela “autourgia”(Conceito de Angústia, 1844) da resolução. O “religioso” é, para Kierkegaard, uma categoria existencial; pouco tem a ver como ouso coloquial do termo. Pelo contrário, os religiosos, no sentido coloquial, raramente sãoreligiosos no sentido kierkegaardiano. A atitude religiosa que Kierkegaard descreve implicano abandono de qualquer mediação para a existência, inclusive as mediações oferecidas pelasinstituições religiosas. Trata-se de uma relação imediata com a transcendência que, noentanto, implica na angustiante obrigação de assumir a imanência, o que Kierkegaard chamade “o duplo movimento da fé” (Temor e Tremor, 1843). Ser religioso é abraçar o instanteabsoluto, nele viver o amor, a profecia e a apofasia. Ser religioso, para Kierkegaard, érelacionar-se imediatamente com o poder que estabeleceu o indivíduo, enquanto espírito,nesta condição angustiante de tensão dialética entre a necessidade e a possibilidade, a finitudee a infinitude, entre a temporalidade e a eternidade (O Desespero Humano: A Doença Mortal,1849). Teologicamente, Kierkegaard encontra na fé neotestamentária a possibilidade deassumir uma atitude existencialmente religiosa (Indolvelse i Christendom, 1851) em que oseguimento de Cristo e a salvação pela encarnação (Migalhas Filosóficas, 1844) nãoimplicam em uma cristandade ou num cristianismo, mas em uma cristicidade (Christelighed)que não é outra coisa que uma “teurgia” existencial (O Conceito de Angústia, 1844). Daí seurompimento trágico com a igreja (Ojeblikket, 1855).
  8. 8. FUNDAMENTOS DO EXISTENCIALISMO EM KIERKEGAARD Ricardo Quadros Gouvêa Kierkegaard nunca fez uso do termo existencialismo, cunhado por Jean Paul Sartre,quase cem anos depois de sua morte. Nem tampouco, como Martin Heidegger, chamou suafilosofia de “filosofia da existência”. Pensador assistemático, Kierkegaard nunca propôs umsistema filosófico; nunca se pretendeu fundador de uma escola de pensamento. Contudo, atradição fenomenológico-existencial lhe é devedora de todo seu arcabouço e principaisconceitos constituintes. Além dos gigantes citados acima, Miguel de Unamuno, GabrielMarcel, Karl Jaspers, Martin Buber, Albert Camus, Maurice Merleau-Ponty, RudolfBultmann, Ortega Y Gassett, Romano Guardini, Bernard Lonergan, Karl Rahner, Hans UrsVon Balthasar, foram todos leitores e apropriadores das idéias de Kierkegaard. Os principais fundamentos da tradição se encontram, portanto, nas obras deKierkegaard, a começar pelo privilégio da existência, enquanto categoria, antes obliterada oumenosprezada em função da primazia da essência de Platão a Hegel. Surge uma saudáveltensão dialética que permite dar espaço ao particular, em relação ao universal, ao indivíduo,em relação ao geral, e ao subjetivo, em relação ao objetivo. Torna-se possível discutirfilosoficamente conceitos antes impensáveis, como a angústia, o desespero, a ironia, o humor,a fé, o absurdo, a repetição, a conversa fiada, a comunicação, o interesse, o demoníaco, aculpa, o compromisso, a escolha, a paixão, o dever, o amor, o silêncio, entre outrasexperiências fundamentais da existência humana. Acima de tudo, Kierkegaard conseguiu mapear as possibilidades existenciais do serhumano. Percebe a condição humana como eminentemente trágica e paradoxal, como umarelação tensa e dramática entre o possível e o necessário, entre o infinito e o finito, entre oeterno e o temporal. Percebe-se na obra de Kierkegaard como que um percurso de estaçõesexistenciais que vão da vida estética irrefletida à vida religiosa manifesta em um amor quemigra da transcendência à imanência, estações nas quais é possível vislumbrar sentidosprecários para a existência nos limites entre a razão e o absurdo.
  9. 9. ESTUDO DE CASOA PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA COMUNIDADE IRMÃOS DE ASSIS ACERCA DA SITUAÇÃO DE EXCLUSÃO DOS HANSENIANOS, NO BAIRRO NOVA LIMA, À LUZ DO CONCEITO DE RESPONSABILIDADE EM EMMANUEL LÉVINAS. Edielson Bonin de Pádua (Acadêmico do curso de Filosofia), Hiata Anderson Flores de Souza (Acadêmico do curso de Filosofia), Victor Viana Lopes. (Acadêmico do curso de Filosofia), José Moacir de Aquino (Orientador). E-mail: edielson_2008@hotmail.com, hianderson_@hotmail.com, victorsoneca@hotmail.com, filo@ucdb.br.RESUMO: O presente artigo, oriundo do estudo de caso da disciplina de Ética II (2011),apresenta a análise da correlação entre o conceito de responsabilidade em Emmanuel Lévinas(1906-1995) e a práxis, na perspectiva dos gestores, da Comunidade Irmãos de Assis notrabalho que realiza cuidando dos hansenianos que residem no Bairro Nova Lima, na cidadede Campo Grande-MS. Segundo Lévinas, à medida que nos tornamos responsáveis peloOutro, assumimos verdadeiramente a nossa humanidade, pois o homem só é, tornando-seresponsável. O estudo de caso foi realizado mediante a conjunção de pesquisa bibliográfica epesquisa de campo. Para tanto, utilizou-se principalmente uma obra de Emmanuel Lévinas,Ética e Infinito, para conceituar a ética do cuidado com o Outro e a responsabilidade. Para apesquisa de campo, realizou-se um levantamento qualitativo, através de um questionáriosemi-estruturado aplicado a 08 gestores da Comunidade Irmãos de Assis, e duas observaçõesin loco. Após a coleta de dados, cotejou-se a resposta dos gestores com os conceitos deLévinas. Conclui-se que assumindo verdadeiramente um compromisso de responsabilidade,que se concretiza pelo cuidado em relação ao Outro, o ser humano se percebe realmenteamado e inserido na sociedade. E tal como preconiza Emmanuel Lévinas, a ética do cuidadocom o Outro é via eficaz para a busca da paz e dignidade humana.PALAVRAS-CHAVES: Hanseníase, responsabilidade, cuidado com o outro, Lévinas.
  10. 10. BANNER A PERCEPÇÃO DOS GESTORES DA COMUNIDADE IRMÃOS DE ASSIS ACERCA DA SITUAÇÃO DE EXCLUSÃO DOS HANSENIANOS, NO BAIRRO NOVA LIMA, À LUZ DO CONCEITO DE RESPONSABILIDADE EM EMMANUEL LÉVINAS. Edielson Bonin de Pádua (Acadêmico do curso de Filosofia), Hiata Anderson Flores de Souza (Acadêmico do curso de Filosofia), Victor Viana Lopes. (Acadêmico do curso de Filosofia), José Moacir de Aquino (Orientador). E-mail: edielson_2008@hotmail.com, hianderson_@hotmail.com, victorsoneca@hotmail.com, filo@ucdb.br. 1 INTRODUCÃO de campo. Para tanto, utilizou-seEste estudo de caso está vinculado à disciplina principalmente uma obra de Emmanuelde Ética II. O objeto desse estudo é Lévinas, Ética e Infinito, para conceituar atematização do cuidado com o outro e a ética do cuidado com o outro e aresponsabilidade dos gestores da Comunidade responsabilidade. Para a pesquisa de campo,de Vida e Aliança Irmãos de Assis em relação realizou-se um levantamento qualitativo,aos hansenianos do Bairro Nova Lima, situado através de um questionário semi-estruturadona cidade de Campo Grande – MS, ajudando- aplicado a 08 gestores da Comunidade Irmãosos de forma material e espiritual a se de Assis, e duas observações in loco. Após areintegrarem novamente a sociedade, tendo coleta de dados, cotejou-se a resposta doscomo referencial teórico o filósofo gestores com os conceitos de Lévinas.contemporâneo Emmanuel Lévinas (1906-1995). Para Lévinas, a responsabilidade pelo 4 RESULTADOSoutro é caminho de humanização e de a) os hansenianos do Bairro Nova Limatranscendentalismo. O homem só é se for para em Campo Grande-MS enfrentam situações deo outro, ou seja, a humanidade só acontece exclusão, abandono e preconceito;diante de um ser fraterno que se responsabiliza b) constatou-se que subsiste proximidadepelo fraco, indefeso, faminto e abandonado, entre a práxis de cuidado dos gestores daaquele que é fragilizado por um mundo que se Comunidade Irmãos de Assis e a concepção demostra totalitário. responsabilidade em Lévinas; c) do ponto vista ético, constatou-se que a 2 OBJETIVOS práxis da responsabilidade e do cuidado é fundamental para que os hansenianos sea) explicitar o conceito de sintam mais humanizados e dignificados.responsabilidade com outro de Emmanuel 5 CONCLUSÃOLévinas, como via para a vivência positiva na Diante do preconceito e da dificuldade desociedade; inserção dos hansenianos na sociedade, ab) investigar qual o relacionamento que os responsabilidade apresentada por Emmanuelgestores da Comunidade Irmãos de Assis tem Lévinas é caminho seguro para a busca decom os hansenianos; justiça e de paz.c) analisar se o olhar dos gestores daComunidade Irmãos de Assis para com oshansenianos está na perspectiva do conceito da Palavras-Chave: Hanseníase,responsabilidade de Emmanuel Lévinas. Responsabilidade, Cuidado com o Outro, Lévinas. 3 METODOLOGIAO estudo de caso foi realizado mediante aconjunção de pesquisa bibliográfica e pesquisa

×