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IntroduçãoAviação tem grande impacto no ambiente:   Poluição do ar (NOx, HC, tóxicos),   Alterações climatéricas (CO2, N...
IntroduçãoProtocolo de QuiotoForma de combate às alterações climáticas,Países desenvolvidos e economias em transição acord...
Introdução“O impacto ambiental negativo da aviação é difícil deignorar” (Greenhalgh, 2011).Sector dos transportes no geral...
Introdução“O impacto ambiental negativo da aviação é difícil deignorar” (Greenhalgh, 2011).Procura de transporte por via ...
IntroduçãoNº. de movimentos/dia acrescentados à rede UE 2025vs2005 fonte:
IntroduçãoViajar em longo curso também não ajuda quem queirareduzir a sua contribuição GHG.Exemplo:Voo de ida e volta na r...
IntroduçãoCabe-nos a todos o dever de reduzir o nosso impacto deemissões, incluindo os das viagens aéreas.Melhor forma, nã...
IntroduçãoOFFSET – Alternativa?Criação de projectos de redução de carbono transforma-se em créditos que poderão ser vendid...
IntroduçãoPlano B, não viajar?Algumas empresas adoptam politica do “estritamentenecessário”.Chavão da reciclagem, Reduzir,...
IntroduçãoOFFSET – Alternativa?Confusão sobre o que se qualificaria como um bomprojecto para ganho de créditos levou à des...
IntroduçãoMas o que dizer dos passageiros?Financial Times mostra que as tarifas na Europa poderãosubir até cerca de €40 po...
IntroduçãoPesquisa sugere que passagem da totalidade do custo,num bilhete de ida e volta poderá variar entre €4.60 e€39.60...
IntroduçãoOposição ao ETSChina já indicou à UE que se opõeà inclusão das suas companhias aéreasno ETS.                    ...
Aeroportos
AeroportosÉ discutível se os aeroportos estão a fazer o seu melhor noque diz respeito a desafios ambientais.No entanto o C...
AeroportosFoi uma das pioneiras a nível Europeu a obter aCertificação.A responsável para a área, Engª Paula Lucas, questio...
AeroportosQuestionada ainda sobre qual a estratégia ambiental quea ANA adoptou para se tornar mais amiga do Ambiente,respo...
AeroportosO projecto em 2010 passou por uma série de acções, comopor exemplo:  Áreas de actuação                          ...
AeroportosOutros grandes aeroportos Europeus, garantiram também jáa sua Certificação, nestes incluem-se:HeathrowParis CD...
Aeroportos
AeroportosOutro exemplo,Aeroporto Internacional de Tóquio.- Terminal Internacional projectado para estar em “sintoniaambie...
AeroportosDa capacidade instalada consta:a utilização de aquecimento geotérmico que inibe autilização de combustíveis fos...
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AeroportosOutros bons exemplos, incluem:- O projecto GROUNDS em Schiphol, que em colaboração com váriosparceiros lançou as...
AeroportosOutros bons exemplos, incluem:- A introdução em Stansted do primeiro sistema de reabastecimentode hidrogénio (Hf...
Companhias Aéreas
Companhias AéreasElevado perfil no sector,     não    gerou   preocupaçãoambiental na sua génese.Esforços recentes na área...
Companhias AéreasBom exemplo vem da Austrália e Nova Zelândia.Subsidiado pelo “SAFUG” que inclui:Air New Zealand,Boeing,...
Companhias AéreasMuitas outras entidades relevantes juntaram-se já ao grupodos que reconhecem a premência do estudo, tais ...
Companhias AéreasMercado Chinês também activo.Air China, revelou intenção de operar voo transatlânticoutilizando parcialme...
Companhias AéreasA utilização de biofuel é uma tentativa de resposta daChina à crescente utilização de jetfuel no País, ao...
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Companhias AéreasA IATA estabeleceu também prioridadesneste campo, associando à sua visãoe objectivos esta temática.Public...
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Companhias AéreasPortugal também têm trabalhado neste campo, e tem jáalguns avanços, (pouco publicitados, talvez).Exemplo:...
Handlers
HandlersGlobalmente, os handlers estão a tomar medidas nocaminho necessário para redução das emissões de CO2.As medidas ad...
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HandlersOutro exemplo, a uma escala mais global:Swissport - Richard Van Bruygom VP da empresa salienta:       A Swissport ...
HandlersA Swissport irá lançar brevemente iniciativas pioneiras chamadas de GoGreenespecificamente desenhados para aumenta...
GSE
GSESabendo-se que 40min de energia solar poderia, emteoria, se concentrada, fornecer energia suficiente para asnecessidade...
GSEA UPS anunciou recentemente a colocação a serviçode 14 novos veículos eléctricos construídospropositadamente para a sua...
GSEDesenvolvidos pela Britânica MODEC, sãoprimeiros a conseguir extrair toda apotencialidade das baterias de grande energi...
GSEO aumento do preço do petróleo e as crescentes preocupações comas emissões de CO2 tem levado ao aumento da utilização d...
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GSE           AKE, modelo Ultralight da NordiskTabela de variação média de peso para contentores AKE                      ...
CONCLUSÕES
CONCLUSÕESA CAA do Reino Unido disserecentemente que o desenvolvimentosustentado da aviação não poderia ser negativamentei...
CONCLUSÕESPara lidar com o ruído é exigida uma dupla abordagem:Formas de efectivamente reduzir o ruído e,Reconhecer que ha...
CONCLUSÕESRecente decisão do Procurador-geral doTribunal Europeu (06OUT2011) considerousem provimento a queixa da ATAAlega...
CONCLUSÕESDiscussão eterna de medidas poderá tornar-se um processoque atingirá negativamente a todos.           Junho 2011...
CONCLUSÕESSerá razoável que os Governos possam continuar a pugnar por umasolução global, abrangente de ETS que inclua a av...
CONCLUSÕESO futuro é já hoje. O planeta agradece.
CONCLUSÕESOBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO       Um trabalho elaborado por:       Luís Miguel Cruz            Dezembro 2011
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  1. 1. O NEGÓCIO AVIAÇÃO E OSDESAFIOS AMBIENTAIS DOSPRINCIPAIS STAKEHOLDERS Trabalho no âmbito da Cadeira de EGTA da Licenciatura em Gestão Aeronáutica – 2º ano/1º Semestre – 2011/2012 Um trabalho elaborado por: Docente: Dr. Jorge Abrantes Luís Miguel Cruz Dezembro 2011
  2. 2. IntroduçãoAviação tem grande impacto no ambiente:  Poluição do ar (NOx, HC, tóxicos),  Alterações climatéricas (CO2, NOx, contrails, cirrus, SO2, etc.) e  Ruído. Impacto, na maioria dos casos, isento de qualquerregulamentação, contribuindo assim para a ineficiência do sistema de transporte como um todo.
  3. 3. IntroduçãoProtocolo de QuiotoForma de combate às alterações climáticas,Países desenvolvidos e economias em transição acordaramredução do seu efeito de estufa por emissão de CO2 paraníveis de cerca de 5% abaixo dos de 1990 entre os anos e2008 e 2012. Aviação doméstica contabilizada no total de emissões desses países, Emissões da aviação internacional não(Anexo 1 – Decisão 2/CP.3 do Protocolo de Quioto)
  4. 4. Introdução“O impacto ambiental negativo da aviação é difícil deignorar” (Greenhalgh, 2011).Sector dos transportes no geral contribui em 24% para asemissões globais de CO2 na UE em 2009 (EEA – European Environment Agency).A IATA reclama valor de 2,5% para a aviação (valorequivalente à contribuição total do Reino Unido para oaquecimento global)O IPCC mostra que valor total de emissões induzidas pelohomem representará 15% até 2050 se nada for feito.
  5. 5. Introdução“O impacto ambiental negativo da aviação é difícil deignorar” (Greenhalgh, 2011).Procura de transporte por via aérea está em ascensão.Agência Portuguesa do Ambiente diz que as aeronavesde Operadores em Portugal eram já responsáveis porpelo menos 1,36% do total de emissões de carbono daUE15 em 2006 e esse número tem vindo sempre aaumentar.
  6. 6. IntroduçãoNº. de movimentos/dia acrescentados à rede UE 2025vs2005 fonte:
  7. 7. IntroduçãoViajar em longo curso também não ajuda quem queirareduzir a sua contribuição GHG.Exemplo:Voo de ida e volta na rota Lisboa-Pequim da TAPEmissão de carbono é equivalente a 2Ton por pax, o queequivale a mais do que a pegada de um não passageironum ano inteiro.
  8. 8. IntroduçãoCabe-nos a todos o dever de reduzir o nosso impacto deemissões, incluindo os das viagens aéreas.Melhor forma, não voar?Impactos social, económico e cultural positivos dotransporte aéreo não ignoráveis.Sem alternativa viável, pessoas irão continuar a viajar porvia aérea.O sector tem trabalhado para conseguir reduçõesefectivas nas suas emissões, sobretudo na área dasustentabilidade dos bio-combustíveis. Será suficiente?
  9. 9. IntroduçãoOFFSET – Alternativa?Criação de projectos de redução de carbono transforma-se em créditos que poderão ser vendidos a um consumidorque contrabalançará assim as suas próprias emissões.Tema tem gerado muito debatePouca transparência na contabilização dos créditosPouca regulação do processo de realização de eventos, Finalidade específica? Realização independente?A Industria tem no entanto evoluído no sentido de garantira verificação da veracidade dos projectos apresentados.
  10. 10. IntroduçãoPlano B, não viajar?Algumas empresas adoptam politica do “estritamentenecessário”.Chavão da reciclagem, Reduzir, Reutilizar, Reciclar,deverá ser considerado para a aviação como:AVOID or OFFSET?
  11. 11. IntroduçãoOFFSET – Alternativa?Confusão sobre o que se qualificaria como um bomprojecto para ganho de créditos levou à desacreditaçãodo projecto.Entidades como a ICROA e outras como a IETA, podem seraliados na validação dos seus compromissos.Signatários dos códigos de conduta são auditados sobre ocumprimento dos seus objectivos.Têm garantido uma voz imparcial no sistema.
  12. 12. IntroduçãoMas o que dizer dos passageiros?Financial Times mostra que as tarifas na Europa poderãosubir até cerca de €40 por bilhete, assim que ascompanhias passem a integrar o esquema decompensação de emissões da EU. (Financial Times - Pilita Clark, 2011)O relatório cita pesquisa da Standard & Poors, que indicauma relação entre subida das tarifas e modo como ascompanhias irão passar o custo subjacente ao ETS que seestima chegue aos €1.1Biliões só no primeiro ano.
  13. 13. IntroduçãoPesquisa sugere que passagem da totalidade do custo,num bilhete de ida e volta poderá variar entre €4.60 e€39.60 em 2020/PKM.Estes números baseiam-se num custo por tonelada de carbono de €30 (este valor era de €8 em 2006).(Wilkins, 2011)Mike Wilkins, da S&P alerta para o facto de estasestimativas serem muito conservadoras, embora algumasoutras apontarem subidas mais moderadas.Algumas previsões apontam para um valor perto dos €75 por ton de carbono em 2020, que é muitoacima dos €15 de hoje.O FT acrescenta que companhias como a BA e a AF/KLMterão mais facilidade em passar os custos subjacentesdevido ao seu elevado número de passageiros de BC e FC.
  14. 14. IntroduçãoOposição ao ETSChina já indicou à UE que se opõeà inclusão das suas companhias aéreasno ETS. ETSCerca de 4000 operadores incluídos no sistema ETS da UE.Grande maioria dos voos de/para aeroportos da UE serácoberta independentemente da nacionalidade dooperador.EUA também contra UE. A ATA intentou acção contra o ETSno Tribunal de Justiça Europeu.
  15. 15. Aeroportos
  16. 16. AeroportosÉ discutível se os aeroportos estão a fazer o seu melhor noque diz respeito a desafios ambientais.No entanto o Carbon Accreditation Programme, lançadohá 2 anos, acreditou, só em 2010, mais de 43 aeroportos emmais de 18 Países. (airportcarbonaccreditation.org)
  17. 17. AeroportosFoi uma das pioneiras a nível Europeu a obter aCertificação.A responsável para a área, Engª Paula Lucas, questionadasobre o que torna a marca ANA, numa marca verde,respondeu:“Mais importante do que divulgar as suas preocupações com o Ambiente, é o que aANA realiza na prática. A sua actuação é pragmática, transparente e consciente, querdo ponto de vista ambiental, quer do ponto de vista social, nunca descurando o equilíbrioentre estas vertentes e a sua actividade económica, traduzindo-se na verdadeiradefinição de sustentabilidade. Adicionalmente, a actuação na área ambiental estáintegrada na gestão normal da empresa, de forma constante e continuamenterenovada, indo sempre além do exigido, estando na vanguarda da pesquisa eimplementando soluções cada vez mais ambientalmente responsáveis.”
  18. 18. AeroportosQuestionada ainda sobre qual a estratégia ambiental quea ANA adoptou para se tornar mais amiga do Ambiente,respondeu:“A ANA, SA, desde 1995 que tem uma Política de Ambiente em vigor, tendo à suadisposição uma equipa multidisciplinar que se dedica inteiramente à área de ambiente. Asua principal missão consiste em reduzir os impactes ambientais derivados da sua normalactividade. Para tal gerir resíduos, monitorizar as emissões de ruído e actuar ao nível daredução da respectiva incomodidade na vizinhança dos Aeroportos, reduzir consumos derecursos (electricidade, combustíveis, água, entre outros), monitorizar e controlar aqualidade das águas residuais e pluviais, monitorizar a qualidade do ar no aeroporto, sãoalgumas das actividades desenvolvidas diariamente na empresa com o objectivo decumprir a referida missão.” (Ambiente e Aeroportos, 2011)
  19. 19. AeroportosO projecto em 2010 passou por uma série de acções, comopor exemplo: Áreas de actuação Objectivos para 2010Emissão de gases com _Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) efeito de estufa _Garantir o cumprimento dos regulamentos no âmbito do Sistema de Gestão de Consumos Intensivos (SGCIE),nos projectos a desenvolver e obter a certificação energética dos edifícios existentes Energia _Definir um Plano Integrado de Eficiência Energética Global (PIEE-ANA), tendo em conta as medidas de Racionalização e Reabilitação Energética propostas, no âmbito da Certificação Energética _Programar e acompanhar implementação de medidas de conservação e remodelação do sistema de captação de água (tubagem, furos, bombas) Água _Implementar os Programas de Qualidade da Água para Consumo nos aeroportos Qualidade do ar _Dar continuidade à implementação do Programa de Monitorização da Qualidade do Ar _Aumentar a percentagem de valorização de resíduos. Gestão de resíduos _Promover acções de sensibilização para divulgação das regras de gestão de resíduos da ANA aeroportos. _Promover campanhas de sensibilização sobre recolha selectiva de resíduos para colaboradores ANA. _Prosseguir com a implementação dos Programas de Monitorização de Ruído nos aeroportos Ruído _Desenvolver projectos associados aos Estudos de Procedimentos de Noise Abatment associados à operação das aeronaves nos aeroportos Biodiversidade _Estabelecer protocolos e parcerias com entidades com actividade na protecção da biodiversidade
  20. 20. AeroportosOutros grandes aeroportos Europeus, garantiram também jáa sua Certificação, nestes incluem-se:HeathrowParis CDG e ORYFrankfurtSchipholMuniqueGatwickZuriqueBruxelasMilão MXPEstocolmoArlandaOslo
  21. 21. Aeroportos
  22. 22. AeroportosOutro exemplo,Aeroporto Internacional de Tóquio.- Terminal Internacional projectado para estar em “sintoniaambiental” com a sua envolvente - ECO-Aeroporto.- Implementadas série de medidasvisando o impacto ambiental em:  poluição atmosférica,  ruído,  vibração,  água,  resíduos sólidos e  Energia
  23. 23. AeroportosDa capacidade instalada consta:a utilização de aquecimento geotérmico que inibe autilização de combustíveis fosseis;a utilização de águas pluviais ea instalação de painéis solaresque permitem toda a iluminaçãonecessária no terminal.
  24. 24. AeroportosOutros bons exemplos, incluem:- o lançamento, em Sidney, do “airport environment strategy 2010-2015 pelo Governo Australiano. Environmental Management and Community Engagement Climate Change and Energy Management Water Management (stormwater quality, groundwater quality and water conservation) Air Quality Ground Transport Ground-Based Noise Biodiversity and Conservation Management Heritage Waste and Resource Management Soil and Land Management Spills Response
  25. 25. AeroportosOutros bons exemplos, incluem:- O projecto GROUNDS em Schiphol, que em colaboração com váriosparceiros lançou as bases para a continua pesquisa de soluçõesviáveis à sustentabilidade ambiental dos aeroportos. BIODIESEL BARREIRAS DE SOM
  26. 26. AeroportosOutros bons exemplos, incluem:- A introdução em Stansted do primeiro sistema de reabastecimentode hidrogénio (Hfuel), estando na liderança do processo de busca decombustíveis alternativos.
  27. 27. Companhias Aéreas
  28. 28. Companhias AéreasElevado perfil no sector, não gerou preocupaçãoambiental na sua génese.Esforços recentes na área dos combustíveis alternativos têmsido a chave para o bom progresso a que assistimos.
  29. 29. Companhias AéreasBom exemplo vem da Austrália e Nova Zelândia.Subsidiado pelo “SAFUG” que inclui:Air New Zealand,Boeing,Qantas eVirgin Australia ,estudo revela e prediz que nos próximos 20 anos, esforçosna pesquisa e utilização de combustíveis alternativos nestesPaíses reduzirá a contribuição para o efeito de estufa em17%, criará cerca de 12000 postos de trabalho e reduzirá aimportação de combustíveis em mais de AU$2MM por ano.
  30. 30. Companhias AéreasMuitas outras entidades relevantes juntaram-se já ao grupodos que reconhecem a premência do estudo, tais como:Airbus,Honeywell,Pratt & Whitney eRolls Royce.Organizações Internacionais talcomo a Roundtable on SustainableFuels estão agora também avalidar as pesquisas.
  31. 31. Companhias AéreasMercado Chinês também activo.Air China, revelou intenção de operar voo transatlânticoutilizando parcialmente biofuel.A intenção será utilização deum B747 com motoresPratt & Whitney.Combustível provido pelaPetroChina utilizará um biofuelà base de “Jatropha”.28OUT11 – realizado primeiro voo de demonstração de 2horas em Pequim.
  32. 32. Companhias AéreasA utilização de biofuel é uma tentativa de resposta daChina à crescente utilização de jetfuel no País, ao ritmoactual de 13,6% anuais. (greenaironline, 2011)Esta demonstração segue os passos de outras companhiasjá com algumas acções proactivas no campo do biofuel,tais como:Air New Zealand,Continental Airlines,TAM eJapan Airlines.
  33. 33. Companhias AéreasLufthansa anunciou, também no inicio do ano, intençãode realizar primeiro voo comercial regular a nível mundialutilizando biofuel (mix de 50/50 de jet A1 com querosenesintético).Concretizada a 15JUL11 introduzindo no voo LH013 (HAM-FRA) o A321 D-AIDG durante 6 meses, esperando umaredução de emissão de CO₂ de 1500Tons. (Lufthansa, 2011)
  34. 34. Companhias AéreasA IATA estabeleceu também prioridadesneste campo, associando à sua visãoe objectivos esta temática.Publicou “fact sheet” sobre ambiente:Visão e objectivos da Industria• A Visão IATA •Aponta para crescimento neutral de pegada de carbono no caminho rumo à construção de uma aeronave comercial com emissões zero em 2057•Os objectivos IATA • Aumento de eficiência de fuel de 1.5% até 2020 • Redução de emissões de CO2 em 50% até 2050 comparando com 2005
  35. 35. E em Companhias Aéreas PORTUGAL?Dados gerais da Indústria• Transporte aéreo = 2% para as emissões totais de CO2 Crescimento esperado de até 3% até 2050 (IPCC 1999)•Transporte aéreo reduziu emissão de CO2 (PKM) em 70%quando comparado com a década de 1970•Total de emissões + 3,5% em 2010 (total de 649M de tonsde CO2 (627M de tons em 2009)•Crescimento de 3.5% em 2010 deve-se a: Aumento de 5.2% - aumento de capacidade (33M de tons) Redução de 1.7% - ganhos em eficiência (11M de tons)fonte: IATA, 2011
  36. 36. Companhias AéreasPortugal também têm trabalhado neste campo, e tem jáalguns avanços, (pouco publicitados, talvez).Exemplo:Parceria entre o LNEG e a APTTA,Desenvolvimento de projectode investigação que visaa produção de um biocombustivelà base de microalgaspara a utilização na aviação comercial.Fonte: LNEG, 2011
  37. 37. Handlers
  38. 38. HandlersGlobalmente, os handlers estão a tomar medidas nocaminho necessário para redução das emissões de CO2.As medidas adoptadas são as mais variadas.Em Portugal, a portway handling de Portugal s.a. detidapela ANA, tornou-se na primeira empresa de handling emPortugal a receber a certificação ambiental (Março de2008), de acordo com a Norma ISO 14001:2004 atribuídapela TÜV Rheinland.
  39. 39. HandlersColocou-se assim na linha da frente da consciencializaçãoambiental, (poucos handlers certificados a nível mundial).Na sequência, tem vindo a implementar diversas acções:Plantação de árvores em quantidade proporcional ao impactogerado das suas emissões de carbono. (está previsto o alargamentodessa medida ao impacto gerado pelas companhias aéreas queassiste).Substituição de equipamento por outro mais amigo do ambiente eDiminuição do consumo de papel.Fonte: portway, 2008
  40. 40. HandlersNoutro canto do globo,a NAS (Kuwait) teve uma iniciativainteressante que está a despertar o interesse como algo aadoptar em grande escala:Trata-se de reciclar todo o lixo produzido pelos seus clientes(papel, plástico e outros).Adicionalmente, e apesar de não haver qualquerlegislação sobre o assunto a NAS tem compradosistematicamente GSE eléctrico quer para uso nos seusarmazéns quer para uso externo na Placa.Fonte: NAS
  41. 41. HandlersOutro exemplo, a uma escala mais global:Swissport - Richard Van Bruygom VP da empresa salienta: A Swissport sempre tomou iniciativas de consideração para com os aspectos ambientais. Desde reciclagem de papel e garrafas nos escritórios, reduzir o consumo de energia eléctrica, etc. Quanto ao equipamento, não hesita no momento da compra, optando sempre por veículos movidos a gás natural ou eléctricos, reciclando inclusive todos os óleos e fluidos nas suas oficinas de equipamento.
  42. 42. HandlersA Swissport irá lançar brevemente iniciativas pioneiras chamadas de GoGreenespecificamente desenhados para aumentar o cumprimento global do esforçoecológico.Implementação de uma política de escritórios livres de papel (paperless office policy).Criação de uma marca de serviços denominada SPES – (Swissport EnvironmentalServices) que espera tornar um a um os aeroportos operados em infra-estruturasamigas do ambiente.Serão abordados em 1º lugar os que têm significativa operação de invernodevido ao efeito dos químicos utilizados nas operações de de-icing dasaeronaves, pistas e taxiways, oferecendo um serviço de reciclagem do glycolextraído desses químicos para utilização noutros segmentos de mercado, comopor exemplo na produção de fluidos para componentes de aeronaves comopor exemplo heat exchangers. Fonte: swissport, 2010
  43. 43. GSE
  44. 44. GSESabendo-se que 40min de energia solar poderia, emteoria, se concentrada, fornecer energia suficiente para asnecessidades de um ano de todo o planeta, não é deestranhar que o caminho ecológico que tem estado a serpercorrido neste sector tenha na energia fotovoltaica oseu ponto de mira.Se a este factor juntarmos a crescente utilização dabateria, temos como resultado os principais fabricantes deequipamento a olhar com “novos olhos” para a rampa.Como anteriormente, vejamos alguns exemplos:
  45. 45. GSEA UPS anunciou recentemente a colocação a serviçode 14 novos veículos eléctricos construídospropositadamente para a sua operação em Londresdurante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, aumentando-aassim para 20 unidades. (UPS, 2011)
  46. 46. GSEDesenvolvidos pela Britânica MODEC, sãoprimeiros a conseguir extrair toda apotencialidade das baterias de grande energia modernas.A UPS tem vindo a utilizar veículos de consumo decombustíveis alternativos há mais de 70 anosA sua frota é uma das maiores da indústria, (estimada em2022 viaturas no total, distribuídas por 8 países), tendo jágasto já mais de USD25M, conseguindo uma economia realde combustível na ordem dos 35% por ano, sendo que estevalor equivaleria à retirada efectiva de 128 carros depassageiros das estradas por ano.
  47. 47. GSEO aumento do preço do petróleo e as crescentes preocupações comas emissões de CO2 tem levado ao aumento da utilização da energiaeléctrica no GSE do futuro.Tractores de “Pushback” - Opção por motores eléctricos está aultrapassar em larga escala a opção por motores a gasóleo.Os motores eléctricos têm provado a sua eficiência com númerosesclarecedores de 90% contra os 35% dos motores a gasóleo.A propulsão eléctrica tem-se provado ainda a mais eficaz em termosde manobras a baixas velocidades e com grandes ângulos demanobra.Estes motores são quase auto-suficientes uma vez que em descida ouem processo de travagem acabam por auto-recarregar a bateria(processo denominado “travagem regenerativa”)
  48. 48. GSEO maior obstáculo na maior parte dos veículos eléctricoscostuma ser o peso da bateria, este factor, no entanto, éum ponto a favor dos tractores de pushback uma vez queestes garantem tracção através do seu peso e assimcontribuem grandemente para a regeneração, sem custos,das próprias baterias.
  49. 49. GSEA TLD, tem se esforçado por introduzirno mercado vários modelos dos quaiso TLD-TPX-100E é um bom exemplo em que a tecnologiaAC/DC utilizada, de acordo com o fabricante, aumentaefectivamente o conforto do condutor, a fiabilidade dopróprio tractor bem como consegue uma real redução decustos operacionais. (TLD, 2011)
  50. 50. GSEOutro grande actor deste ramo é a TUG.História de mais de 35 anos de utilização de GSE eléctrico.Questões ambientais são um tema corrente para a empresa.A sua lista de equipamento amigo do ambiente é impressionante econsegue juntar tanto tractores pushback como tapetes de bagagem.O mais impressionante da TUG é que lançou o seu primeiroequipamento com zero emissões há mais de 20 anos.O seu tractor MZ AC é considerado o mais recente avanço na“tecnologia verde”, bem como um dos produtos mais “user friendly” domercado. (Pros, 2011)
  51. 51. GSEAlgo não tão directamente associável são os ULD`s.Um estudo levado a cabo pela Nordisk revela que, considerando queuma aeronave como o recente B777-300 ou o A330-300 conseguetransportar até 1,5 toneladas de ULD`s (considerando apenas a tara docontentor) e que um B747 na sua versão cargueiro leva até 4,5 tons, umquilo deste material tem efectivamente custos associados.Conclusão: 1kg extra de peso por ULD num wide-body representa umcusto de USD4000 por aeronave/ano ao preço corrente do combustívelno mercado.Este factor gera um acréscimo de emissões de cerca de 10 tons de CO2(greenaironline, 2011) (Nordisk, 2011).A questão é portanto económica e ambiental ao mesmo tempo.Aposta passa por fabricar ULDs cada vez mais leves de compósito.
  52. 52. GSE AKE, modelo Ultralight da NordiskTabela de variação média de peso para contentores AKE AKE AKE AKE CONTENTOR LD3 LD3 LIGHT WEIGHT LD3 Compósito Tare Weight 218lb/99kg/ 196lb/89kg/ 145lb/66kg 242lb/110kg 167lb/76kg Base 60.4"×61.5"/ 60.4"×61.5"/ 60.4"×61.5"/ Dimensions 1534×1562mm 1534×1562mm AKE, modelo Ultralight da Nordisk
  53. 53. CONCLUSÕES
  54. 54. CONCLUSÕESA CAA do Reino Unido disserecentemente que o desenvolvimentosustentado da aviação não poderia ser negativamenteimpactado por uma encruzilhada entre o factoreconómico e ambiental do negócio (CAA, 2011).O regulador explicava assim, sintetizando também aopinião generalizada dos seus parceiros a nível mundial, oseu ponto de vista sobre as politicas para o ambiente nosector. São de facto 3 os factores primordiais nesteimpacto, ruído, emissões de CO2 e qualidade do ar.
  55. 55. CONCLUSÕESPara lidar com o ruído é exigida uma dupla abordagem:Formas de efectivamente reduzir o ruído e,Reconhecer que haverá sempre algum impacto nas populações a vivernas imediações dos aeroportos.Políticas a adoptar pelos governos deverão sempre colocar,construtivamente, em sintonia tanto, aeroportos como populações.Em relação às alterações climáticasIdeal seria uma solução global, mas primeira abordagem da UE poderáser transição valiosa.Vozes que se levantam contra o ETS possam antes unir-se à demandade solução integrada que sirva interesse, senão de todos, pelo menosda maioria dos intervenientes.
  56. 56. CONCLUSÕESRecente decisão do Procurador-geral doTribunal Europeu (06OUT2011) considerousem provimento a queixa da ATAAlegação indicava violações à Conv. de Chicago,Tribunal considerou que o ETS se aplicava, não a voos per se, mas sim àaterragem e descolagem de aeronaves em aeroportos da União, ecomo tal dentro do direito de ser imposto.Batalha ganha para a UE mas a guerra está para durarAvanço para queixa formal na ICAO, poderá representar mais ummarco uma vez que dos 36 países representados no Conselho apenas 8são países da UE.
  57. 57. CONCLUSÕESDiscussão eterna de medidas poderá tornar-se um processoque atingirá negativamente a todos. Junho 2011 - China bloqueou encomenda da Hong Kong Airlines à Airbus em aparente protesto contra as medidas da EU.Proposta de Lei, aprovada, do Comité de Transportes daCasa dos Representantes que bane as Companhias AéreasAmericanas de cumprir com o ETS poderá levar a que asCompanhias Americanas tenham que suspender os seusvoos para a Europa.
  58. 58. CONCLUSÕESSerá razoável que os Governos possam continuar a pugnar por umasolução global, abrangente de ETS que inclua a aviação.É minha convicção que, sem política global de ETS, proposta da UE éprovavelmente a melhor alternativa existente no combate às emissõesde CO2.Além disso existem benefícios operacionais e técnicos a retirar dasmedidas de combate que, como vimos,têm sido seguidos e aproveitados(aqui sim, a nível global) pelos diferentesstakeholders como forma, não só dediferenciação positiva no mercado,mas também com relevantes ganhosfinanceiros associados.
  59. 59. CONCLUSÕESO futuro é já hoje. O planeta agradece.
  60. 60. CONCLUSÕESOBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO Um trabalho elaborado por: Luís Miguel Cruz Dezembro 2011

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