Textos do pe. lauro sérgio1

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Textos do pe. lauro sérgio1

  1. 1. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de MarianaA Salvação vem pela Fé A fé é uma palavra eminentemente cristã. A palavra fé e seus derivados perpassam aBíblia. No Novo Testamento o substantivo fé (pístis) aparece 243 vezes, o verbo crer(pistéuo) ocorre 241 vezes e o adjetivo fiel (pistós) aparece 67 vezes. A fé se relaciona com aesperança, com o futuro, mas também com o presente, com a história, é compromisso devida fiel. O apóstolo Paulo em suas cartas sublinha a relação pessoal entre o crente e o seuSenhor a partir da fé. A Carta de Tiago fala da inseparabilidade entre a fé autêntica e acoerência de vida testemunhada pelas boas obras (Tg 2,14.26). O que está de acordo com aafirmação paulina de que a fé opera pela caridade (Gl 5,6). A fé em Paulo é o modo deacolher o Evangelho de Jesus Cristo e comporta níveis de adesão sucessivos e crescentes. Oprimeiro nível diz respeito à aceitação de Cristo morto e ressuscitado na própria vida. A fé éabertura total, incondicionada, ao dom de Deus. Trata-se de aceitar e querer Deus na própriavida como Ele se revelou, sem a pretensão de controlar Deus e seu Evangelho. Implica saídado próprio sistema de vida para realizar-se plenamente, encontrando-se a si mesmo ealcançando o ser como deve ser. Não é alienação, mas libertação. Trata-se da fé dascomunidades cristãs desde o princípio (1 Cor 15,1-11) e que implica o batismo (Rm 6,1-11).No batizado a morte e a ressurreição de Cristo são ativadas e, liberto do pecado, o fiel viveem Deus por meio de Cristo, como o ramo que se alimenta da seiva conforme Jo 15,1-17. Afé exige conversão, abandono dos ídolos (1Ts 1,9). O dom o Espírito Santo recebido no batismo permite ao cristão se configurar a Cristo,passando ao segundo nível da fé que é a personalização ou encarnação crescente doEvangelho em todas as dimensões da vida. Cresce a vitalidade de Cristo em nós e se podedizer com o Apóstolo: Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vidapresente na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmopor mim (Gl 2,20); Pois para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro (Fl 1,21); Mais ainda:tudo considero perda pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.Por ele,perdi tudo e tudo tenho como esterco, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendocomo minha justiça aquela que vem da Lei, mas aquela pela fé em Cristo, aquela que vem deDeus e se apóia na fé, para conhecê-lo, conhecer o poder da sua ressurreição e a participaçãonos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte, para ver se alcanço aressurreição de entre os mortos (Fl 3,8-11); Combati o bom combate, terminei a minhacarreira, guardei a fé (2 Tm 4,7). Experimenta-se a convicção de que nada pode nos separardo amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 8,39). O terceiro nível é o contexto comunitário da fé, que impulsiona e faz crescer aexperiência de fé pessoal. O nível comunitário da fé é o das assembléias litúrgicas oureuniões motivadas pela fé, onde a fé se alarga e cresce na confissão comum conforme Rm10,9-10: com o coração se crê (responsabilidade pessoal) e com a boca se confessa (profissão
  2. 2. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de Marianada assembléia litúrgica). No Novo Testamento temos vários hinos ou profissões de félitúrgicas: Fl 2,6-11; Ef 1,3-14; Cl 1,15-20; 1 Tm 3,16; 1 Tm 6,15-16; 2 Tm 2,11-13. O quartonível é experimentado juntamente com o nível comunitário e diz respeito à exigênciamissionária da fé. A comunidade é o ponto de partida e de chegada da missão. Na missãocresce a fé e a fidelidade ao Evangelho (cf. 1 Cor 9,19-23). Mediante o ato de fé Deus nostorna justos e santos pela sua graça, capazes de amar gratuitamente. Tornamo-nosparticipantes da vida divina. Somos salvos pelo amor misericordioso de Deus. Pe. LauroSérgio Versiani Barbosa.
  3. 3. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de MarianaH omilia para a Formatura da FAM 15/12/ 2012 Alegramo-nos hoje com formatura dos Bacharéis em Filosofia da FaculdadeArquidiocesana Dom Luciano Mendes de Almeida e bendizemos a Deus por tantosbenefícios alcançados ao longo desses anos de estudos! Estudar na FAM é umprivilégio, uma responsabilidade e um compromisso. O privilégio vem não só doreconhecimento alcançado por instrumentos avaliativos do Ministério da Educaçãodando conta da excelência educacional da Faculdade Dom Luciano, mas da longatradição educacional do Seminário de Mariana com 262 anos de existência e daatmosfera intelectual cultivada de harmonia entre fé e razão. Estudar Filosofia naFAM implica responsabilidade e compromisso no uso audacioso da razão com rigormetodológico e amplitude de horizonte a serviço da verdade, da vida e da esperança.A Faculdade que carrega a tradição do Seminário de Mariana e o nome ilustre deDom Luciano Mendes de Almeida está compromissada com o uso responsável,amplo e integral da razão. No horizonte de uma cultura racionalista, fé e razão seopõem. Na verdade, o racionalismo reduz a razão à forma de “razão instrumental”,de caráter “técnico-científico”. Em seu famoso opúsculo Resposta à Pergunta: Que é o Esclarecimento?, Kant 1define o projeto da Ilustração (razão moderna) a partir de dois vetores básicos:posição crítica em relação à tradição e a autoridade e comprometimento com ointeresse emancipatório do homem. Sair do estado de menoridade é recusar astutelas e afirmar-se como capaz de pensar e se conduzir autonomamente. Há umarelação indispensável entre esclarecimento e liberdade. Kant não advoga oindividualismo ao defender a autonomia, mas insiste na liberdade de se fazer um usopúblico da razão em todas as questões. Aponta para a busca do consenso obtido pelotrabalho de uma razão crítica. Todas as pessoas e épocas têm direito a esse exercício,ao esclarecimento. O problema é que Kant estabeleceu uma cisão ao recusar ametafísica no nível da razão pura e aceitá-la só no nível da razão prática. O idealismoalemão rejeitou a solução kantiana e tentou uma reconstrução sistemática dametafísica nas modalidades de Fichte, Schelling e Hegel. Mas a partir do século XIX aposição crítica em relação à metafísica foi radicalizada. 1 Cf I. KANT, Resposta à Pergunta: “Que é o Esclarecimento”?, in, ID., TextosSeletos, Petrópolis 1985, 100-116.
  4. 4. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de Mariana Os “enciclopedistas franceses”, Nietzsche, Adorno, Horkheimer e, no Brasil, oensaísta Sérgio Paulo Rouanet2, compreendem a “Ilustração” do século XVIII comoparte (para alguns privilegiada) de uma “família espiritual” batizada como “correnteiluminista”, com raízes na Antigüidade, passando pela Renascença, para chegar atéMarx, Freud, Adorno, Michel Foucault, Habermas e outros. O “iluminismo” seria umatendência intelectual “trans-epocal” que combate o mito e o poder a partir da razão. Na Dialética do Esclarecimento3, Adorno e Horkheimer observam umadialética no iluminismo: “o mito já é esclarecimento e o esclarecimento acaba porreverter à mitologia”4. O iluminismo nasce de uma ruptura com a natureza, nosentido de dominá-la, dando início a uma incessante trabalho da razão que combatetodo pensamento que contém traços de sua pré-história. Assim o animismo écriticado pelo mito, o mito pela metafísica, a metafísica pela ciência matematizada.Atualmente o iluminismo absolutiza a ciência como única forma de verdade. E arazão instrumental, própria do iluminismo e fruto da luta contra a magia e o mito,transforma-se em mito. Observa-se em todo o processo, desde o seu início, um usoredutor da razão a par do “progresso” alcançado. Segundo Clodovis Boff em sua Teoria do Método Teológico a razãomoderna só admite duas funções: demonstrativa (argumentos necessários, como namatemática e na lógica silogística) e científica empírico-formal5. Embora a “razãomoderna” esteja em crise, como demonstram discussões epistemológicas6, pesquisasneurológicas7, pensamento pós-moderno8, ainda é hegemônica, sendo necessária 2 Diplomata brasileiro, foi Ministro da Cultura; ensaísta, possui diversaspublicações e pode ser considerado um habermasiano. Aqui a referência é: S. P.ROUANET, As Razões do Iluminismo, São Paulo 1987. 3 Cf T. W. ADORNO – M. HORKHEIMER, Dialética do Esclarecimento, BeloHorizonte 1986. 4 T.W. ADORNO – M. HORKHEIMER, Dialética do Esclarecimento, 15, 23 e 39. 5 Afirmava David Hume: “Se tomarmos nas mãos um volume qualquer deTeologia ou de Metafísica escolástica, por exemplo, perguntemos: ‘Este livro contémalgum raciocínio abstrato sobre quantidade ou número?’ Não. ‘Contém algumraciocínio experimental sobre questões de fato ou de existência?’ Não. Para o fogo comele, pois outra coisa não pode encerrar senão sofismas e ilusões”. D. HUME, “Investigaçãosobre o Entendimento Humano”, in Col. Os Pensadores 23, São Paulo 1973, 198. 6 L.C. SUSIN , ed., Mysterium Creationis – Um Olhar Interdisciplinar sobre oUniverso, São Paulo 1999; J. GUITTON – G. BOGDANOV – IG. BOGDANOV, Deus e aCiência. Em direção ao metarrealismo, Rio de Janeiro 1992; R. WEBER, Diálogos comcientistas e sábios. A busca da unidade, São Paulo s.d. (orig. 1986). 7 D. GOLEMAN, Inteligência emocional, São Paulo 1996; A. DAMÁSIO, O erro deDescartes, São Paulo 1996. 8 G. VATTIMO, Credere di credere, Milano 1996; O. MADURO, Mapas para a festa.Reflexões latino-americanas sobre a crise e o conhecimento, Petrópolis 1994.
  5. 5. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de Marianauma ampliação da ideia de razão. Além da razão formal (lógica) e empírico-formal(científica) existe a razão discursiva em geral e que pode ser denominada “razãocrítica” em sentido amplo porque busca o sentido das coisas e revista tudo. Abarcadesde a razão simples e direta do cotidiano (o “bom senso”) até a “razãohermenêutica” utilizada pelas ciências humanas (também para estas, o racionalismohegemônico produz uma certa hesitação epistemológica). Alargando-se o conceitode razão, supera-se o racionalismo científico estreito, conhecido como“cientificismo”9. Mas é preciso ir além e superar toda forma de racionalismo. Épreciso considerar a “razão intuitiva”(noûs para os gregos, intellectus para oslatinos). Em linguagem atual se pode chamar esta “razão intuitiva” de“pensamento”, “mente” ou “espírito” e até mesmo “consciência”. O noûs é intuição,percepção, apreensão do ser, contemplação e saber imediato da verdade. Na medidaem que é abertura-ao-mundo, é coextensivo ao ser humano. O conhecimento queproporciona é atemático, isto é, supraconceitual e supraconsciente10. É justamenteatravés do noûs que se pode chegar ao mistério do Ser, a uma contemplaçãoamorosa da Realidade. O noûs é, no dizer de Heidegger, o pensamento que deixa oSer ser Ser (das Sein seinlassen)11. Entram em cena as “razões do coração” de quefala Pascal (Pensées, 277). O nôus ou intellectus é o princípio e fundamento dopensar, é o pensamento pensante. É a fonte da ratio (pensamento pensado). O pensamento cristão em geral, seja na perspectiva do platonismo cristão oudo aristotelismo cristão, com os seus expoentes maiores, respectivamente SantoAgostinho e Santo Tomás de Aquino, seja na vertente mais contemporânea, semprecultivou uma visão ampla e positiva da razão, uma razão amiga da fé e da vida.Talvez a problemática mais dramática de nossa época seja a questão do sentidodiante do vazio do niilismo metafísico e ético característico do imanentismoantropocêntrico e expresso no relativismo difundido no mundo contemporâneo.Sem dúvida nós podemos constatar dois problemas gravíssimos no mundo à nossavolta: a fome decorrente da miséria e das injustiças sociais e a violência, muitas 9 JOÃO PAULO II, Fides et Ratio 88. 10 Karl Rahner trata deste tipo de conhecimento transcendental proporcionadopela “originária possessão de si”, de sua relação com o saber temático ou reflexivo e dasconseqüências para o conhecimento religioso. K. RAHNER, Curso Fundamental da Fé,São Paulo 1989, especialmente p. 26-36. M. HEIDEGGER, Ser e Tempo – Parte I, Parágrafo 44, Petrópolis 1989, 280-300; 11M. HEIDEGGER, Que é isto – a filosofia?, São Paulo 1971.
  6. 6. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de Marianavezes carregada de um ódio disseminado e que explode em atos de terror. Mas oeixo da crise epocal passa pela questão do sentido. E a questão do sentido deve serenfrentada com a razão e com a fé. Estamos no tempo litúrgico do Advento. Contemplamos o Logos que se fezcarne e habitou entre nós (cf. Jo 1,14). Podemos dizer que o cristianismo é umafamília espiritual trans-epocal que combate o mito e o poder através da emergênciade Deus transcendente na experiência cultural por meio da kénosis de seu FilhoUnigênito, rompendo a atemporalidade do mito através da historicidade da ação.Deus se revelou em Jesus de Nazaré: na sua vida, paixão, morte e ressurreição. Massó os simples, os que têm o coração de pobre, o percebem, como ouvimos noEvangelho hoje proclamado: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porqueocultastes estas coisas aos sábios e doutores e as revelastes aos pequeninos. Sim,Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguémconhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a que oFilho o quiser revelar” (Mt 11,25-27). Jesus é a Sabedoria em pessoa como o FilhoUnigênito de Deus que assumiu a condição humana. Ele é o Logos do universo, Ele éa imagem do Deus invisível, primogênito de toda a criação...tudo foi criado por ele epara ele, ele é anterior a tudo e nele tudo tem a própria consistência (Cl 1,15.17).Jesus confere sentido à existência humana: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo14,6), Ele é o pão da vida (Jo 6,35), a luz do mundo (Jo 8,12). O Evangelho do Reinoproclamado por Jesus ensina como enfrentar os grandes desafios do mundo atualque apontamos anteriormente. Diante da fome, da miséria e da injustiça ele nosensina a partilha, a solidariedade. Diante da violência e do ódio, ele nos ensina operdão e a reconciliação. Mas nada disso se faz só com a conduta pessoal. A fé e acaridade não dispensam a razão. O trabalho da razão é necessário para que apartilha e o perdão cheguem às comunidades, às sociedades e a todos os povos. O Beato Papa João Paulo II nos ensina em sua Carta Fides et Ratio que a fé e arazão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva paraa contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejode conhecer a verdade e, em última análise, de conhecer a Ele, para que,conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio.A Filosofia deve, portanto, recuperar a sua vocação primeira de busca da verdade,não se contentando com verdades parciais e provisórias, mas enfrentado as
  7. 7. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de Marianaperguntas radicais sobre o sentido e o fundamento último da vida humana, pessoal esocial (FR 5). O homem, por sua natureza, procura a verdade. Esta busca não sedestina apenas à conquista de verdades parciais, físicas ou científicas; não busca só overdadeiro bem em cada uma de suas decisões. Mas a sua pesquisa aponta parauma verdade superior, que seja capaz de explicar o sentido da vida; trata-se, porconseguinte, de algo que não pode desembocar senão no absoluto (FR 33). Também o magistério do Papa Bento XVI12 tem insistido na importância darazão para a fé e da fé para a razão. Para o Papa Bento XVI não agir segundo a razãoé contrário à natureza de Deus. O Evangelho segundo João começa qual novoGênesis: No princípio era o Logos (Jo1,1). Logos, lembra Bento XVI, significa aomesmo tempo razão e palavra – uma razão que é criadora e capaz precisamente dese comunicar, mas como razão. Assim, não é por acaso que se encontraram opensamento bíblico e o pensamento grego, terra de nascimento da filosofia. Sócratescombateu o mito com a razão. Já no Antigo Testamento a revelação de Deus aMoisés na sarça ardente contestou o mito na afirmação do “Eu Sou”. Para Bento XVIhá um autêntico iluminismo que se encontra com a fé cristã. O Papa Bento XVIcombate a auto-limitação da razão e defende uma razão aberta, dialogal, integral.Certamente a razão é ultrapassada pelo amor como ensina São Paulo no seguimentode Cristo, mas sempre, recorda Bento XVI, estaremos diante do amor do Deus-Logospara o qual se dirigem o culto e a práxis cristãs. Caríssimos novos Bacharéis em Filosofia é neste horizonte delineado quevocês são chamados ao exercício do pensar e do agir. Como ouvimos na primeiraleitura da missa de hoje: como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos desentimentos de compaixão de bondade, humildade, mansidão, longanimidade (...)Mas sobre tudo isso, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. E reine nosvossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados em um só corpo. E sedeagradecidos. A Palavra de Cristo habite em vós ricamente: com toda a sabedoriaensinai e admoestai-vos uns aos outros e, em ação de graças a Deus, entoem vossoscorações salmos, hinos e cânticos espirituais. E tudo o que fizerdes de palavra ou de12 Cf. especialmente BENTO XVI, Fé, razão e universidade. Recordações e reflexões.Discurso na Universidade de Regensburg, 12/09/2006.
  8. 8. TEXTOS DO PE. LAURO SÉRGIO VERSIANI BARBOSAReitor do Seminário São José da Arquidiocese de Marianaação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus, o Pai (Cl3,12.14-17).

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