8 infecção hospitalar e ccih

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Conceito de Infecção hospitalar e principais bactérias causadoras.

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  • Assepsia é o processo pelo qual são afastados os microorganismos patogênicos de um local ou objeto.
  • Deve manter arquivados documentos que comprovem a legalidade de sua existência, rotinas de sua funcionabilidade, protocolos que orientem o tratamento mais adequado efetivado ao paciente e sobretudo dados estatísticos que demonstrem os índices de infecção do hospital, para que, solicitados judicialmente, possam ser comprovados, mantendo estes índices de infecção dentro dos limites aceitáveis, comparativamente.
  • 8 infecção hospitalar e ccih

    1. 1. INFECÇÃO HOSPITALAR E COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR
    2. 2. Conceito Infecção hospitalar Qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, como, por exemplo, uma cirurgia.
    3. 3. A infecção acontece quando um microorganismo (vírus, bactérias, protozoários ou fungos) penetra no corpo do ser humano, e se multiplica (proliferação). As infecções hospitalares podem ser causadas por falta de assepsia: • No meio ambiente; • Do material e medicamentos; • No paciente; • Da equipe que o atende.
    4. 4. Exemplos de assepsia: • O ato de lavar as mãos impede a transferência de microorganismos presentes na mão do agente de saúde para o paciente; • A esterilização dos materiais; • Não tossir, espirrar, e nem mesmo falar sobre material esterilizado; • Uso de papel toalha para as mãos; • Não sentar nas camas dos pacientes; • Não colocar materiais no chão (comadre, bacia); • Remoção das bactérias da pele (banho, limpeza).
    5. 5. Como se adquire? • Qualquer pessoa que é obrigada a internar-se em ambiente hospitalar para tratamento médico está sujeita a contrair uma infecção hospitalar, que está diretamente relacionada ao tempo de internação e procedimento a ser realizado. • Em procedimentos cirúrgicos sempre existem mais riscos de contrair infecção do que em uma internação sem procedimentos, já que Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) ou Centros Cirúrgicos são locais onde há muito mais chances de contrair infecção.
    6. 6. Limpas: realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, na ausência de processo infeccioso local, sem penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário, em condições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário; Potencialmente contaminadas: realizadas em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de supuração local, com penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Exemplo: redução de fratura exposta; Contaminadas: realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de difícil descontaminação, com processo inflamatório mas sem supuração. Exemplo: apendicite supurada; Infectadas: realizadas em tecido com supuração local, tecido necrótico, feridas traumáticas sujas. De acordo com a Portaria n° 2.616/98 MS, as cirurgias são classificadas em:
    7. 7. O que se sente? • Os sintomas são relacionados ao local do procedimento ou envolvem algum sistema, como respiratório ou urinário. Pacientes graves podem ter comprometimento de todo o organismo. • Geralmente o primeiro sintoma é febre.
    8. 8. Pacientes em maior risco • Recém- nascidos; • Acidentados; • Pacientes com Neoplasias Malignas; • Receptores de órgãos; • Diabéticos; • Idosos; • Aidéticos.
    9. 9. Diagnóstico de infecção hospitalar • Observação direta do paciente ou análise de seu prontuário; • Resultados de exames de laboratório; • Quando não houver evidência clínica ou laboratorial de infecção no momento da internação no hospital, convenciona-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar após 72 horas da admissão no hospital; • Também são convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos médicos realizados durante esse período; • As infecções de recém-nascidos são hospitalares, com exceção das transmitidas pela placenta ou das associadas a bolsa rota superior a 24 horas.
    10. 10. Após o diagnóstico de infecção hospitalar, o tratamento é feito sempre com antibióticos injetáveis e por período de 14 a 30 dias. Como se trata? • A prevenção de infecções hospitalares por todo o mundo depende muito mais da instituição hospitalar e de seus trabalhadores do que dos pacientes, já que ninguém se interna com intenção de contrair doenças dentro do hospital. • Os cuidados para não ocorrer elevado número de infecções e sua prevenção e controle envolvem medidas de qualificação da assistência hospitalar, de vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do município e estado. Como se previne?
    11. 11. 1- INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO • Mais comum • Idade avançada e Sexo feminino • Uso indiscriminado de antimicrobianos • Instrumentação trato urinário - sonda vesical – 80% - outros • Doenças subjacentes graves – infecções subclínicas Infecções mais importantes 2- INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO • Tempo de internação • Condições pré-operatórias e Técnica cirúrgica • Corpos estranhos, drenos, próteses • Antibioticoprofilaxia
    12. 12. 3-INFECÇÃO DO TRATO RESPIRATÓRIO • Idade e Patologia base • Instrumentação do trato respiratório • Colonização orofaringe • Broncoaspiração 4- INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA • Hospedeiro – doença base • Insumos contaminados e Técnica • Acesso vascular → tipo cateter → curativo → tempo → local
    13. 13. Principais Bactérias Causadoras de IH (O TERROR DOS HOSPITAIS)  Grupo dos cocos Gram positivos e catalase-positivos;  Infecções simples como: espinhas, furúnculos e celulites;  Infecções graves que são meningites, pneumonia, endocardite;  Reservatórios: pacientes colonizados, funcionários e pelo próprio ambiente;  Responsável por mais de 30% dos casos de infecções hospitalares.
    14. 14.  Pacientes com baixa resistência podem sofrer septicemia e endocardite relacionada a implantes, próteses e cateteres  Bacilo Gram negativo, podem ser aeróbias e anaeróbias facultativas;  Parte da microbiota normal no intestino;  ITU;  Septicemia.
    15. 15.  Pneumonias comunitárias  Pacientes imunocomprometidos  Infecções pediátricas relevantes  Bacilo Gram-negativo, aeróbio facultativo, tolera grandes variações de temperatura, têm mínimas exigências nutricionais está presente no solo, plantas, frutas e vegetais, e tem preferência por ambientes úmidos .  Causador de infecções em diversas regiões do corpo
    16. 16.  São bactérias gram-positivas, comensal do aparelho digestivo (intestino) e urinário  Endocardite  Infecção Urinária  Septicemia  Bactéria aeróbia Gram-negativa, com distribuição cosmopolita no solo;  Elevada patogenicidade: vias respiratórias e o trato urinário
    17. 17. Histórico de Controle de Infecção
    18. 18. • 1854 – Guerra na Criméia: FLORENCE NIGHTINGALE (enfermeira inglesa) Implantação de medidas de higiene e limpeza no hospital que assistia os militares feridos • Fim do século XIX e no início do século XX:  Joseph LISTER - Implantou os princípios de assepsia, isto é, manter livre de germes os centros cirúrgicos. Louis PASTEUR - descobriu algumas das bactérias causadoras de doença e que muitas delas morriam se aquecidas acima de certa temperatura - pasteurização. • Conhecimento sobre as bactérias, fungos e vírus. • Desenvolvimento da MICROBIOLOGIA como ciência de apoio no combate ás infecções.
    19. 19. • Início século XX : HALSTED (cirurgião americano) - Introdução do uso de Luvas nos procedimentos hospitalares. • Princípio do século XX: descobertas as sulfamidas, que matavam alguns micróbios.... • 1929 – Obtenção PENICILINA (Alexander Fleming) Seguida pelos demais antibióticos (corrida vertiginosa da potente indústria farmacêutica) • Resistência Bacteriana → CONTROLE !!! CCIH
    20. 20. LEIS E PORTARIAS REFERENTES AO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR DECRETO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE N° 77.052 de 19 de janeiro de 1976, em seu Artigo 2°, Item IV, determinou que NENHUMA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR PODE FUNCIONAR NO PLANO ADMINISTRATIVO SE NÃO DISPUSER DE MEIOS DE PROTEÇÃO CAPAZES DE EVITAR EFEITOS NOCIVOS À SAÚDE DOS AGENTES, PACIENTES E CIRCUNSTANTES.
    21. 21. 1983 - Portaria MS, no. 196 de 24 de Junho de 1983 “ Todos os hospitais do país, independente da natureza mantenedora, devem manter Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)” ; dá orientações práticas sob a forma de cinco anexos. Portaria 930/92 – Ações sistemáticas para reduzir a incidência e gravidade de IH.
    22. 22. • COM a promulgação da LEI FEDERAL N° 9431, DE 6 DE JANEIRO DE 1997: • Artigo 1° – obrigatoriedade dos hospitais manterem um PCIH • Artigo 2 ° – Criação de Comissão de Controle de Infecções Hospitalares para a execução deste controle Obrigatoriedade da CCIH!!!
    23. 23. • Esta Portaria é composta por CINCO ANEXOS. • O primeiro trata da ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIAS DA CCIH E DO PCIH. • No anexo II, temos CONCEITO E CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DAS INFECÇÕES HOSPITALARES. • No anexo III, ORIENTAÇÕES SOBRE A VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS INFECÇÕES HOSPITALARES E SEUS INDICADORES.. • Nos anexos IV e V, observamos RECOMENDAÇÕES SOBRE A LAVAGEM DAS MÃOS e outros temas - como o uso de germicidas, microbiologia, lavanderia e farmácia, dando ênfase à OBSERVÂNCIA DE PUBLICAÇÕES ANTERIORES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE. Os hospitais deverão constituir CCIH para produzir normas para orientar a execução do PCIH. PORTARIA 2.616/98 13 DE MAIO DE 1998
    24. 24. Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH? A CCIH é um órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de planejamento e normatização de ações de controle de infecção hospitalar, que serão executadas pelo serviço de controle de Infecção Hospitalar (SCIH) . É responsável por uma série de medidas como o incentivo da correta higienização das mãos dos profissionais de saúde; o controle do uso de antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e desinfecção de artigos e superfícies, etc.
    25. 25. Prevenir e combater à infecção hospitalar, beneficiando dessa maneira toda a população assistida, proteger o hospital e o corpo clínico. Objetivo da CCIH  Desenvolver ações na busca ativa das infecções hospitalares;  Avaliar e orientar as técnicas relacionadas com procedimentos invasivos;  Participar da equipe de padronização de medicamentos;  Prevenir e controlar as infecções hospitalares;  Controlar a limpeza da caixa de água;  Controlar o uso de antibiótico;  Implantar e manter o sistema de vigilância epidemiológica da infecções hospitalares;  Elaborar treinamentos periódicos das rotinas do CCIH;  Manter pasta atualizada das rotinas nas unidades;  Executar busca ativa aos pacientes com infecção;  Fazer análise microbiológico da água
    26. 26. O papel do farmacêutico no CCIH • Participar das reuniões da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar; • Participar da elaboração de protocolos de tratamentos com antimicrobianos; • Estabelecer intercâmbio entre Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), Comissão de Suporte Nutricional e Comissão de Padronização de Material Médico hospitalar; • Participar de investigação de casos suspeitos de contaminação por soluções parenterais e outros; • Estabelecer políticas internas na farmácia abrangendo procedimentos e programas para evitar a contaminação de medicamentos produzidos e dispensados; • Estimular o uso de embalagens em dose única para produtos estéreis; • Trabalhar em conjunto com o laboratório de microbiologia; • Participar da padronização dos germicidas e saneantes; e emitir pareceres sobre produtos recentemente lançados; • Participar da elaboração e do desenvolvimento de projetos de pesquisa em controle de infecção hospitalar; • Participar de programas de farmacoepidemiológia, principalmente aquelas relacionadas a estudos de utilização de medicamentos e farmacovigilância; • Participar de investigação epidemiológica dos surtos ou suspeita de surtos; • Desenvolver atividades de capacitação e atualização de recursos humanos e orientação de pacientes.
    27. 27. A SITUAÇÃO DO CONTROLE DE INFECÇÃO NO BRASIL APESAR de muitos esforços, o Brasil ainda enfrenta uma realidade adversa daquilo que se pode julgar satisfatório: CARÊNCIA DE RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS NAS INSTITUIÇÕES de saúde (principalmente nas públicas), AUSÊNCIA DE CCIHS ATUANTES em grande parte dos hospitais, ou ainda, PROFISSIONAIS exercendo a função SEM CONHECIMENTO ADEQUADO DA ATIVIDADE - o que resulta em elevadas taxas de infecção hospitalar, ocorrência de surtos não detectados em berçários e unidades de terapia intensiva, ESTA REALIDADE PRECISA DE MUDANÇAS!
    28. 28. 08/05/2013

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