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CONTROLE DE INFECÇÃO
HOSPITALAR:
PROCEDIMENTOS-PADRÃO
 Programa Nacional de Segurança do Paciente
O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi criado para contribuir
para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde
do território nacional.
(ANVISA)
 Infecção hospitalar (infecções relacionadas à assistência à saúde)
qualquer infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital. As IRAS
também podem se manifestar durante a internação ou após a alta, desde que
estejam relacionadas com a internação ou com os procedimentos realizados
durante a internação. As IRAS podem também ser relacionadas com
procedimentos realizados em ambulatórios, consultórios e outras unidades de
atendimento a saúde.
ANVISA
 Define as normas gerais, os critérios e os métodos para a prevenção e o
controle das IRAS no Brasil, coordenando as ações e estabelecendo um
sistema de avaliação e divulgação dos indicadores nacionais
 avaliação de estrutura
 avaliação de resultados
 avaliação de processo
INFECÇÕES RELACIONADAS À
ASSISTÊNCIA À SAÚDE
 Os agentes etiológicos responsáveis pelas infecções relacionadas à assistência à
saúde podem ser de duas fontes:
 ■ endógena – provenientes da própria flora microbiana do indivíduo;
 ■ exógena – resultam da transmissão de microrganismos de outras fontes, que não o
paciente.
 ■ infecção do trato urinário (infecção do trato urinário); dos ossos; das articulações;
da pele e do tecido subcutâneo; do intestino; abdominais, do sistema nervoso
central; dos genitais; sistêmicas; infecção do trato respiratório.
 O RISCO DE INFECÇÃO É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À GRAVIDADE DA DOENÇA,
ÀS CONDIÇÕES NUTRICIONAIS, À NATUREZA DOS PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS
OU TERAPÊUTICOS E AO TEMPO DE INTERNAÇÃO, ENTRE OUTROS ASPECTOS.
INFECÇÃO DO TRATO RESPIRATÓRIO
 Traqueobronquite
 Pneumonia -> A pneumonia de origem hospitalar é definida como aquela
que surge após um período maior ou igual a 48 horas após a admissão e
não está incubada no momento da hospitalização
 diminuição dos mecanismos de defesa do paciente;
 risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas com grande quantidade de
material contaminado;
 presença de microrganismos mais agressivos e resistentes aos
antimicrobianos no ambiente, em superfícies próximas, em materiais e
colonizando o próprio paciente.
Fontes de contaminação
De maneira geral, os microrganismos podem alcançar o trato respiratório por
meio de:
■ aspiração de secreções da orofaringe (principal fonte), mais comumente,
microaspirações silenciosas;
■ inalação de aerossóis contendo bactérias;
■ translocação de microrganismos do trato gastrintestinal;
■ disseminação hematogênica de um foco a distância.
PAV (pneumonia associada à VM)
MEDIDAS DE PREVENÇÃO DAS PNEUMONIAS ASSOCIADAS À VENTILAÇÃO
MECÂNICA
Medidas gerais Medidas específicas
•■ Educação e treinamento da equipe de saúde
•■ Higienização das mãos
•■ Manutenção de uma rotina de visitas
multidisciplinares com a participação de representantes
da CCIH e de outros profissionais envolvidos
diretamente na assistência aos pacientes internados
•■ Adoção de medidas de qualidade assistencial que
tenham impacto na diminuição do tempo de internação
•■ Desenvolvimento de protocolos e processos para
medir a aderência a essas práticas
•■ Manter os pacientes com a cabeceira elevada entre
30 e 45°
•■ Avaliar diariamente a sedação e diminui-la sempre
que possível (implementação do protocolo de despertar
diário)
•■ Aspirar a secreção presente acima do balonete da
via aérea artificial (aspiração subglótica)
•■ Higiene oral com antissépticos (clorexidina por via
oral)
PAV (pneumonia associada à VM)
Outras medidas de prevenção:
 manuseio do circuito do ventilador
 Umidificadores
 sistema de aspiração
 evitar extubação não programada e reintubação
 monitorar pressão de cuff
 utilização de VNI
 inaladores
 nebulizadores, tendas e reservatórios
CUFÔMETRO ( cuff )
20 a 30 cmH20
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
 A ITU representa cerca de 30 a 50% das infecções adquiridas em hospitais
gerais. É caracterizada pela invasão de microrganismos em qualquer tecido da
via urinária, sendo 80% delas relacionadas ao uso do cateter vesical de demora
(principal veículo de transmissão). Entre as ITUs, são de suma importância
aquelas que acometem os pacientes em uso crônico de sonda vesical.
 ■ técnica de assepsia incorreta;
 ■ utilização indiscriminada e abusiva do cateterismo;
 ■ traumatismo durante e após o processo
A manutenção do sistema fechado de drenagem e a remoção precoce do
cateter urinário são recomendações para reduzir o risco de ITU
sonda vesical ou Foley
INFECÇÃO SISTÊMICA – INFECÇÃO DA
CORRENTE SANGUÍNEA
 Bacteremia é o termo que indica a presença de microrganismos viáveis na
corrente sanguínea. É um fenômeno de grande relevância diagnóstica, pois
está frequentemente associado a aumento considerável nas taxas de
morbidade e mortalidade, além de representar uma das mais significativas
complicações do processo infeccioso
 As fontes de infecção da corrente sanguínea (infecção da corrente
sanguínea) são: dispositivos intravasculares (19%); trato geniturinário
(17%); trato respiratório (12%); intestino e peritônio (5%); pele (5%); trato
biliar (4%); abscesso intra-abdominal (3%); outros sítios (8%); sítios
desconhecidos (27%).
dispositivos intravasculares
 cateter venoso central (CVC)
CVC
CCIH (Comissão de Controle de
Infecção Hospitalar)
 A CCIH, instituída nos hospitais brasileiros em 1997 pelo Ministério da Saúde (Lei 9431 de 06 de
janeiro), é uma comissão multiprofissional que tem como intuito conhecer e controlar os índices
de IH por meio de ações que objetivam prevenir e reduzir a incidência de qualquer tipo de
infecção.
 detectar casos de IH, de acordo com critérios de diagnóstico estabelecidos previamente;
 conhecer as principais IHs observadas no serviço e saber reconhecer as suas taxas aceitáveis de
ocorrência;
 elaborar normas de padronização para que os procedimentos que forem feitos na instituição
estejam dentro de um programa asséptico;
 colaborar no treinamento dos profissionais da saúde;
 controlar a prescrição de antibióticos para evitar o uso descontrolado na instituição;
 recomendar medidas de isolamento cabíveis à situação dos pacientes hospitalizados;
 auxiliar a administração hospitalar na aquisição correta de materiais e equipamentos e no
planejamento da área física.
DISSEMINAÇÃO DE
MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE
PRECAUÇÃO
 Na execução de suas atividades laborais, o fisioterapeuta está em contato
direto com o paciente. Em estudo realizado por Silva e
colaboradores,28 em um hospital universitário, constatou-se que os
fisioterapeutas apresentam 4,57 vezes maior probabilidade de serem
colonizados por microrganismos durante sua atuação junto ao paciente
quando comparados com outros profissionais do mesmo setor
DISSEMINAÇÃO DE
MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE
PRECAUÇÃO
 As mobilizações e os posicionamentos de pacientes potencialmente
infectados ou colonizados, as manobras de hiperinsuflação manual dos
pulmões, os exercícios de tosse e as aspirações de secreções pulmonares
são alguns exemplos de exposição a materiais com risco biológico, como
secreções, sangue e fluidos corporais do paciente. Esses materiais
biológicos são vias de disseminação de bactérias e vírus, e é importante
que o fisioterapeuta lance mão de medidas para evitar sua contaminação e
não conduzir bactérias e vírus de um paciente para outro, o que caracteriza
a contaminação cruzada
DISSEMINAÇÃO DE MICRORGANISMOS: MÉTODOS
DE PRECAUÇÃO
DISSEMINAÇÃO DE MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE
PRECAUÇÃO
PRECAUÇÃO NÍVEL 1
o profissional deve utilizar os métodos de proteção (jaleco e luvas, por exemplo)
com todos os pacientes, independentemente do seu diagnóstico.
Jaleco Orienta-se para que os jalecos e uniformes sejam utilizados unicamente em
seu setor específico. O profissional de saúde não deve utilizá-lo no ambiente
externo ao hospital e/ou clínica.
luvas
O uso da luva deve ser restringido ao contato com o paciente. O profissional não
deve tocar em mesas e portas, a fim de evitar a disseminação de microrganismos.
Luvas estéreis estão indicadas para procedimentos invasivos e assépticos. O
fisioterapeuta as utiliza durante o procedimento de aspiração do tubo
endotraqueal ou traqueostomia
 Máscaras, proteção ocular e aventais
As máscaras e a proteção ocular funcionam como uma barreira para que
gotículas geradas pela fala, tosse ou espirro não entrem em contato com o
profissional caso o paciente esteja contaminado e também para que o
profissional não dissemine microrganismos para os pacientes
Lavagem das mãos
Além da lavagem das mãos, recomenda-se:32
•■ o uso de anéis deve ser evitado, pois são objetos de
retenção bacteriana;
•■ as unhas deverão estar curtas e com esmalte intacto;
•■ as cutículas não devem estar lesionadas, pois
materiais como sangue e secreções contaminados por
microrganismos podem ter acesso ao organismo.
Higienização das mãos
Orienta-se executar o procedimento de lavagem das mãos
sempre antes de entrar em contato com o paciente, com
sangue, líquidos corpóreos, secreções, excreções, itens
contaminados e após a utilização de luvas, utilizando-se
sabão comum ou antimicrobiano
PRECAUÇÃO NÍVEL 2
 ■ transmissão por contato;
As doenças mais comuns transmitidas por contato são a hepatite e a
síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids)
 ■ transmissão por via aérea.
A transmissão de microrganismos por via aérea ou respiratória é dividida
em transmissão por gotículas ou por aerossóis
Precaução para transmissão por
contato
PRECAUÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DE CONTATO
Quarto Privativo ou comum para o mesmo
microrganismo
Luvas e avental Deverão ser utilizados no contato com o
paciente ou com material infectante
Transporte do paciente Deverá ser evitado. Quando necessário, o
material infectante deverá estar contido com
curativo, avental ou lençol para evitar a
contaminação de superfícies
Artigos e equipamentos Deverão ser de uso exclusivo de cada
paciente
Precaução para transmissão por via
aérea
RECOMENDAÇÕES PARA A PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA POR GOTÍCULAS E AEROSSÓIS
Gotículas Aerossóis
Quarto Privativo ou comum para o mesmo
microrganismo, mantendo a porta fechada
Porta fechada, com sistema de ventilação
adequado
Máscara Uso de máscara cirúrgica durante o período
de transmissibilidade de cada doença
Uso de máscara tipo N95, devendo ser
colocada antes de entrar no quarto e retirada
somente após a saída
Transporte do paciente Deverá ser evitado. Quando necessário, o
paciente deverá sair do quarto de máscara
cirúrgica
Deverá ser evitado. Quando necessário, o
paciente deverá sair do quarto utilizando
máscara cirúrgica
Artigos e equipamentos Deverão ser exclusivos para o paciente ou
comum para pacientes acometidos com o
mesmo microrganismo
Deverão ser exclusivos para o paciente ou
comum para pacientes acometidos com o
mesmo microrganismo
HIGIENIZAÇÃO DE MATERIAIS
 Os equipamentos utilizados e manipulados pelos fisioterapeutas são
grandes fontes de disseminação de bactérias e vírus. Estão inclusos nesses
materiais equipamentos, como nebulizadores, circuitos de ventiladores,
dispositivos de ressuscitação manual, aspiradores e demais dispositivos
utilizados na terapia respiratória.
 materiais descartáveis
 materiais de uso único

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  • 2.  Programa Nacional de Segurança do Paciente O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. (ANVISA)  Infecção hospitalar (infecções relacionadas à assistência à saúde) qualquer infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital. As IRAS também podem se manifestar durante a internação ou após a alta, desde que estejam relacionadas com a internação ou com os procedimentos realizados durante a internação. As IRAS podem também ser relacionadas com procedimentos realizados em ambulatórios, consultórios e outras unidades de atendimento a saúde.
  • 3. ANVISA  Define as normas gerais, os critérios e os métodos para a prevenção e o controle das IRAS no Brasil, coordenando as ações e estabelecendo um sistema de avaliação e divulgação dos indicadores nacionais  avaliação de estrutura  avaliação de resultados  avaliação de processo
  • 4.
  • 5. INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE  Os agentes etiológicos responsáveis pelas infecções relacionadas à assistência à saúde podem ser de duas fontes:  ■ endógena – provenientes da própria flora microbiana do indivíduo;  ■ exógena – resultam da transmissão de microrganismos de outras fontes, que não o paciente.  ■ infecção do trato urinário (infecção do trato urinário); dos ossos; das articulações; da pele e do tecido subcutâneo; do intestino; abdominais, do sistema nervoso central; dos genitais; sistêmicas; infecção do trato respiratório.  O RISCO DE INFECÇÃO É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À GRAVIDADE DA DOENÇA, ÀS CONDIÇÕES NUTRICIONAIS, À NATUREZA DOS PROCEDIMENTOS DIAGNÓSTICOS OU TERAPÊUTICOS E AO TEMPO DE INTERNAÇÃO, ENTRE OUTROS ASPECTOS.
  • 6. INFECÇÃO DO TRATO RESPIRATÓRIO  Traqueobronquite  Pneumonia -> A pneumonia de origem hospitalar é definida como aquela que surge após um período maior ou igual a 48 horas após a admissão e não está incubada no momento da hospitalização  diminuição dos mecanismos de defesa do paciente;  risco elevado de ter as vias aéreas inoculadas com grande quantidade de material contaminado;  presença de microrganismos mais agressivos e resistentes aos antimicrobianos no ambiente, em superfícies próximas, em materiais e colonizando o próprio paciente.
  • 7. Fontes de contaminação De maneira geral, os microrganismos podem alcançar o trato respiratório por meio de: ■ aspiração de secreções da orofaringe (principal fonte), mais comumente, microaspirações silenciosas; ■ inalação de aerossóis contendo bactérias; ■ translocação de microrganismos do trato gastrintestinal; ■ disseminação hematogênica de um foco a distância.
  • 8. PAV (pneumonia associada à VM) MEDIDAS DE PREVENÇÃO DAS PNEUMONIAS ASSOCIADAS À VENTILAÇÃO MECÂNICA Medidas gerais Medidas específicas •■ Educação e treinamento da equipe de saúde •■ Higienização das mãos •■ Manutenção de uma rotina de visitas multidisciplinares com a participação de representantes da CCIH e de outros profissionais envolvidos diretamente na assistência aos pacientes internados •■ Adoção de medidas de qualidade assistencial que tenham impacto na diminuição do tempo de internação •■ Desenvolvimento de protocolos e processos para medir a aderência a essas práticas •■ Manter os pacientes com a cabeceira elevada entre 30 e 45° •■ Avaliar diariamente a sedação e diminui-la sempre que possível (implementação do protocolo de despertar diário) •■ Aspirar a secreção presente acima do balonete da via aérea artificial (aspiração subglótica) •■ Higiene oral com antissépticos (clorexidina por via oral)
  • 9. PAV (pneumonia associada à VM) Outras medidas de prevenção:  manuseio do circuito do ventilador  Umidificadores  sistema de aspiração  evitar extubação não programada e reintubação  monitorar pressão de cuff  utilização de VNI  inaladores  nebulizadores, tendas e reservatórios
  • 10. CUFÔMETRO ( cuff ) 20 a 30 cmH20
  • 11. INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO  A ITU representa cerca de 30 a 50% das infecções adquiridas em hospitais gerais. É caracterizada pela invasão de microrganismos em qualquer tecido da via urinária, sendo 80% delas relacionadas ao uso do cateter vesical de demora (principal veículo de transmissão). Entre as ITUs, são de suma importância aquelas que acometem os pacientes em uso crônico de sonda vesical.  ■ técnica de assepsia incorreta;  ■ utilização indiscriminada e abusiva do cateterismo;  ■ traumatismo durante e após o processo A manutenção do sistema fechado de drenagem e a remoção precoce do cateter urinário são recomendações para reduzir o risco de ITU
  • 13. INFECÇÃO SISTÊMICA – INFECÇÃO DA CORRENTE SANGUÍNEA  Bacteremia é o termo que indica a presença de microrganismos viáveis na corrente sanguínea. É um fenômeno de grande relevância diagnóstica, pois está frequentemente associado a aumento considerável nas taxas de morbidade e mortalidade, além de representar uma das mais significativas complicações do processo infeccioso  As fontes de infecção da corrente sanguínea (infecção da corrente sanguínea) são: dispositivos intravasculares (19%); trato geniturinário (17%); trato respiratório (12%); intestino e peritônio (5%); pele (5%); trato biliar (4%); abscesso intra-abdominal (3%); outros sítios (8%); sítios desconhecidos (27%).
  • 15. CVC
  • 16. CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar)  A CCIH, instituída nos hospitais brasileiros em 1997 pelo Ministério da Saúde (Lei 9431 de 06 de janeiro), é uma comissão multiprofissional que tem como intuito conhecer e controlar os índices de IH por meio de ações que objetivam prevenir e reduzir a incidência de qualquer tipo de infecção.  detectar casos de IH, de acordo com critérios de diagnóstico estabelecidos previamente;  conhecer as principais IHs observadas no serviço e saber reconhecer as suas taxas aceitáveis de ocorrência;  elaborar normas de padronização para que os procedimentos que forem feitos na instituição estejam dentro de um programa asséptico;  colaborar no treinamento dos profissionais da saúde;  controlar a prescrição de antibióticos para evitar o uso descontrolado na instituição;  recomendar medidas de isolamento cabíveis à situação dos pacientes hospitalizados;  auxiliar a administração hospitalar na aquisição correta de materiais e equipamentos e no planejamento da área física.
  • 17. DISSEMINAÇÃO DE MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE PRECAUÇÃO  Na execução de suas atividades laborais, o fisioterapeuta está em contato direto com o paciente. Em estudo realizado por Silva e colaboradores,28 em um hospital universitário, constatou-se que os fisioterapeutas apresentam 4,57 vezes maior probabilidade de serem colonizados por microrganismos durante sua atuação junto ao paciente quando comparados com outros profissionais do mesmo setor
  • 18. DISSEMINAÇÃO DE MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE PRECAUÇÃO  As mobilizações e os posicionamentos de pacientes potencialmente infectados ou colonizados, as manobras de hiperinsuflação manual dos pulmões, os exercícios de tosse e as aspirações de secreções pulmonares são alguns exemplos de exposição a materiais com risco biológico, como secreções, sangue e fluidos corporais do paciente. Esses materiais biológicos são vias de disseminação de bactérias e vírus, e é importante que o fisioterapeuta lance mão de medidas para evitar sua contaminação e não conduzir bactérias e vírus de um paciente para outro, o que caracteriza a contaminação cruzada
  • 19. DISSEMINAÇÃO DE MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE PRECAUÇÃO
  • 20. DISSEMINAÇÃO DE MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE PRECAUÇÃO PRECAUÇÃO NÍVEL 1 o profissional deve utilizar os métodos de proteção (jaleco e luvas, por exemplo) com todos os pacientes, independentemente do seu diagnóstico. Jaleco Orienta-se para que os jalecos e uniformes sejam utilizados unicamente em seu setor específico. O profissional de saúde não deve utilizá-lo no ambiente externo ao hospital e/ou clínica. luvas O uso da luva deve ser restringido ao contato com o paciente. O profissional não deve tocar em mesas e portas, a fim de evitar a disseminação de microrganismos. Luvas estéreis estão indicadas para procedimentos invasivos e assépticos. O fisioterapeuta as utiliza durante o procedimento de aspiração do tubo endotraqueal ou traqueostomia
  • 21.  Máscaras, proteção ocular e aventais As máscaras e a proteção ocular funcionam como uma barreira para que gotículas geradas pela fala, tosse ou espirro não entrem em contato com o profissional caso o paciente esteja contaminado e também para que o profissional não dissemine microrganismos para os pacientes
  • 22. Lavagem das mãos Além da lavagem das mãos, recomenda-se:32 •■ o uso de anéis deve ser evitado, pois são objetos de retenção bacteriana; •■ as unhas deverão estar curtas e com esmalte intacto; •■ as cutículas não devem estar lesionadas, pois materiais como sangue e secreções contaminados por microrganismos podem ter acesso ao organismo. Higienização das mãos Orienta-se executar o procedimento de lavagem das mãos sempre antes de entrar em contato com o paciente, com sangue, líquidos corpóreos, secreções, excreções, itens contaminados e após a utilização de luvas, utilizando-se sabão comum ou antimicrobiano
  • 23. PRECAUÇÃO NÍVEL 2  ■ transmissão por contato; As doenças mais comuns transmitidas por contato são a hepatite e a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids)  ■ transmissão por via aérea. A transmissão de microrganismos por via aérea ou respiratória é dividida em transmissão por gotículas ou por aerossóis
  • 24. Precaução para transmissão por contato PRECAUÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DE CONTATO Quarto Privativo ou comum para o mesmo microrganismo Luvas e avental Deverão ser utilizados no contato com o paciente ou com material infectante Transporte do paciente Deverá ser evitado. Quando necessário, o material infectante deverá estar contido com curativo, avental ou lençol para evitar a contaminação de superfícies Artigos e equipamentos Deverão ser de uso exclusivo de cada paciente
  • 25. Precaução para transmissão por via aérea RECOMENDAÇÕES PARA A PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA POR GOTÍCULAS E AEROSSÓIS Gotículas Aerossóis Quarto Privativo ou comum para o mesmo microrganismo, mantendo a porta fechada Porta fechada, com sistema de ventilação adequado Máscara Uso de máscara cirúrgica durante o período de transmissibilidade de cada doença Uso de máscara tipo N95, devendo ser colocada antes de entrar no quarto e retirada somente após a saída Transporte do paciente Deverá ser evitado. Quando necessário, o paciente deverá sair do quarto de máscara cirúrgica Deverá ser evitado. Quando necessário, o paciente deverá sair do quarto utilizando máscara cirúrgica Artigos e equipamentos Deverão ser exclusivos para o paciente ou comum para pacientes acometidos com o mesmo microrganismo Deverão ser exclusivos para o paciente ou comum para pacientes acometidos com o mesmo microrganismo
  • 26. HIGIENIZAÇÃO DE MATERIAIS  Os equipamentos utilizados e manipulados pelos fisioterapeutas são grandes fontes de disseminação de bactérias e vírus. Estão inclusos nesses materiais equipamentos, como nebulizadores, circuitos de ventiladores, dispositivos de ressuscitação manual, aspiradores e demais dispositivos utilizados na terapia respiratória.  materiais descartáveis  materiais de uso único