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PORTARIA 2.616/98 
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1. Organização e competências da CCIH e...
QUAIS AS CAUSAS DA 
INFECÇÃO HOSPITALAR? 
A IH pode ser atribuída às condições próprias 
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AGENTES 
 Bactérias Gram-negativas: 
– fermentadoras de glicose (Enterobacter spp., E.coli, 
Serratia spp., Klebsiella spp...
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Introduçao o controle das infecções relacionadas a assitência à saúde

  1. 1. INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA A SAÚDE (IRAS) (AULAS 1 - 2) Prof. Mônica S. Braga UNIP Atualmente, tem sido sugerida a mudança do termo infecção hospitalar por INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE (IRAS), que reflete melhor o risco de aquisição dessas infecções. DEFINIÇÃO IRAS Infecção adquirida durante a hospitalização e que não estava presente, e nem em período de incubação por ocasião da admissão do paciente. São diagnosticadas, em geral, A PARTIR DE 72 HORAS após a internação. Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de 72 (setenta e duas) horas de internação quando associadas a procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos realizados depois da mesma. IRAS Constituem a principal causa de morbidade e mortalidade hospitalar; Aumentando o tempo de internação dos pacientes e, com isso, elevam os custos dos hospitais e reduzem a rotatividade de seus leitos(2); Fatores: procedimentos cada vez mais invasivos, uso indiscriminado e a resistência de antibióticos, etc. Grave problema de saúde Pública
  2. 2. Infecções preveníveis são aquelas em que a alteração de algum evento relacionado pode implicar na prevenção da infecção. – Infecções cruzadas, transmitidas pelas mãos dos funcionários lavagem das mãos. X Infecções não preveníveis HISTÓRICO são aquelas que acontecem a despeito de todas as precauções tomadas. – Infecções em pacientes imunologicamente comprometidos, originárias a partir de sua flora. HISTÓRICO FLORENCE NIGHTINGALE- enfermeira inglesa: Implantação de medidas de higiene e limpeza no hospital que assistia os militares feridos na Guerra da Criméia em 1854. HISTÓRICO Após LISTER e PASTEUR (fim do século XIX e no início do século XX): Conhecimento sobre as bactérias, fungos e vírus. Desenvolvimento da MICROBIOLOGIA como ciência de apoio no combate ás infecções.
  3. 3. HISTÓRICO HALSTED , cirurgião americano (início século XX): Introdução do uso de Luvas nos procedimentos hospitalares. HISTÓRICO PENICILINA Seguida pelos demais antibióticos (corrida vertiginosa da potente indústria farmacêutica) Resistência Bacteriana CONTROLE !!! # CCIH A importância do Controle das Infecções Hospitalares EUA - 1970 - SENIC - (Study on the Efficacy of Nosocomial Infection Control) – Controle de infecção reduz 1/3 das Infecções Hospitalares. LEIS E PORTARIAS REFERENTES AO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR DECRETO M. Saúde -N° 77.052 de 19 de janeiro de 1976, em seu Artigo 2°, Item IV, determinou que “Nenhuma instituição hospitalar pode funcionar no plano administrativo se não dispuser de meios de proteção capazes de evitar efeitos nocivos à saúde dos agentes, pacientes e circunstantes”.
  4. 4. LEIS E PORTARIAS REFERENTES AO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 1983 - PORTARIA 196 - 24 junho de 1983 Todos os hospitais do país deverão manter Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) independente da entidade mantenedora! LEIS E PORTARIAS REFERENTES AO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR 1992 - Portaria 930 Revoga a Portaria 196 e estabelece normas técnicas para o controle das infecções hospitalares 1997 - Lei 9.431 de 6 de janeiro Obrigatoriedade da manutenção de Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) pelos hospitais do país. Fato Histórico falecimento Tancredo Neves em 21/04/1985 “Lamento informar que o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Tancredo de Almeida Neves, faleceu esta noite no Instituto do Coração, às 10 horas e 23 minutos [...]. —Antônio Britto, porta-voz oficial - 1985 LEIS E PORTARIAS REFERENTES AO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Portaria 2.616 de 12 de maio de 1998: – regulamenta a lei 9.431 de 6 de janeiro de 1997 organização competências institucional, Municipal, Estadual e Federal conceitos e critérios diagnósticos vigilância epidemiológica e indicadores “APOIO ADMINISTRATIVO PARA SEU REAL FUNCIONAMENTO”
  5. 5. PORTARIA 2.616/98 13 de maio de 1998 Esta Portaria é composta por CINCO ANEXOS. 1. Organização e competências da CCIH e do PCIH. 2. Conceito e critérios diagnósticos das infecções hospitalares. 3. Orientações sobre a vigilância epidemiológica das infecções hospitalares e seus indicadores. 4. Recomendações sobre a lavagem das mãos e outros temas - como o uso de germicidas, microbiologia, lavanderia e farmácia, dando ênfase à observância de publicações anteriores do ministério da saúde. Os hospitais deverão constituir CCIH para produzir normas para orientar a execução do PCIH. O QUE É CCIH? A CCIH é um órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de planejamento e normatização das ações de controle de infecção hospitalar, que serão executadas pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). A CCIH deverá ser composta por profissionais da área de saúde de nível superior. O presidente ou coordenador deverá ser formalmente designado pela direção do área da saúde de nível superior. O QUE É PCIH? É um conjunto de ações desenvolvidas, deliberadas e sistematizadas, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares
  6. 6. QUAIS AS CAUSAS DA INFECÇÃO HOSPITALAR? A IH pode ser atribuída às condições próprias do paciente com dificuldade em conviver com as bactérias que lhe COLONIZAM A PELE E AS MUCOSAS, pois sua microbiota endógena é importante na aquisição desta infecção. QUAIS AS CAUSAS DA INFECÇÃO HOSPITALAR? As IH podem decorrer de falhas no processo de assistência, que elevem o risco de aquisição de infecções para os pacientes: – falhas no processo de esterilização, – falhas no preparo de medicações parenterais, – falhas na execução de procedimentos invasivos etc. CLASSIFICAÇÃO DAS IRAS POR TOPOGRAFIA 1. INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO (ITU) 2. INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO (ISC) 3. INFECÇÃO DO TRATO RESPIRATÓRIO ou Pneumonia Associada a Ventilação Mecânica (PAV). 4. INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA
  7. 7. AGENTES Bactérias Gram-negativas: – fermentadoras de glicose (Enterobacter spp., E.coli, Serratia spp., Klebsiella spp., Proteus spp., Citrobacter spp. – não-fermentadoras de glicose (Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii) Bactérias Gram-positivas – Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase-negativa e Enterococcus spp. Fungos – Candida albicans, C. parapsilosis, C. tropicalis e C. glabrata. PREVENÇÃO Higiene de mãos Educação continuada Limpeza e antissepsia Medidas preventivas específicas

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