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21/03/2012Companhia de Jesus         Ad Maiorem Dei Gloriam ou ad majorem Dei gloriam ("para maior glória de Deus", em lat...
21/03/2012No espírito da Contrarreforma difundiu-se o           estilo artístico Barroco       Distingue-se pelo esplendor...
21/03/2012                                  RembrandtPalestra de anatomia do Dr. Nicolaes Tulp, 1632                      ...
21/03/2012                           Bernini O êxtase de Santa Teresa, 1645-52                            350cm           ...
21/03/2012                      RubensO Julgamento de Paris, 1635-38             Óleo sobre painel             144,8 x 193...
21/03/2012                           Poussin  Estupro da mulher Sabina, 1633-34                     Óleo sobre tela       ...
21/03/2012             Simon Vouet    Alegoria da saúde, 1649             Óleo sobre tela                170x124cm        ...
21/03/2012    Divina Providência, 1633-1639.    Pietro da Cortona: O triunfo da    Afresco em teto do Palazzo    Barberini...
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Reformas religiosas

  1. 1. 21/03/2012 Reforma Religiosa As Reformas Religiosas Prof. Jorge Miklos Março/2012 O que foi a Reforma Religiosa?• Rompimento da unidade cristã na Europa do século XVI, devido às transformações na ordem feudal que levaram a um afastamento entre os homens e a Igreja Católica.• A substituição da mentalidade teocêntrica, típica da Idade Média, pela antropocêntrica que valorizava o ser humano e suas capacidades individuais, levou ao questionamento da doutrina católica, assim como o comportamento pouco adequado do clero gerou críticas à instituição.• O desenvolvimento das forças capitalistas exigia uma nova ética religiosa frente às atividades econômicas da burguesia. Contexto Histórico Mundo Moderno• Individualismo• Os ideais do homem burguês• A centralização política das monarquias• As navegações e a descoberta da América• As transformações econômicas, sociais e culturais da modernidade 1
  2. 2. 21/03/2012 Fatores da Reforma Religiosa• FATORES RELIGIOSOS – Corrupção • Indulgências (O Papa Leão X com o intuito de construir a Basílica de S. Pedro negociou a venda das indulgências com o banqueiro Jacob Füguer, Uma indulgência de Tetzel 1517 que dando-lhes um caráter de diz: "Pela autoridade de todos os operação mercantil santos, e misericórdia para com você, • Simonia (vendas de eu te absolvo de todos os pecados cargos e relíquias e más ações e remeter todos os castigos por dez dias. religiosas) Fatores da Reforma Religiosa Caricatura anônima representando o frade dominicano Johann Tetzel durante a campanha de venda de indulgências na Alemanha: “ Logo que o ouro tilinta na caixa, o céu recebe uma alma” Fatores da Reforma Religiosa Recibo de indulgência impresso e dado a dois irmãos e Einsiedeln, em 1521 por um monge beneditino 2
  3. 3. 21/03/2012 Fatores da Reforma Religiosa• POLÍTICOS – Universalismo da Igreja X Interesses do Estado Nacional – Conflito poder Espiritual X Poder Temporal – Interferência da Igreja em assuntos internos dos Estados e vice-versa Reforma Religiosa • IDEOLÓGICOS • Humanismo renascentista buscava um cristianismo modernizado A idéia de que a Igreja estava afundando. Gravura de 1497. Fatores da Reforma Religiosa • Ilustração dos altos e baixos da Reforma. • A Igreja está com o teto para baixo; um camponês celebra a missa; um nobre e um monge lavram a terra. • Gravura de 1548. 3
  4. 4. 21/03/2012 Reforma Luterana • Liderança de Lutero: • Religioso alemão • Atormentado com a noção do pecado original, queria saber o que poderia garantir a salvação Reforma Luterana Em 31/10/1517 Lutero Publica as 95 Teses em que condena a venda das indulgências Foi na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg que Martinho Lutero pregou suas 95 teses. 4
  5. 5. 21/03/2012 Princípios Teológicos de Lutero• só a fé salva: portanto, nenhuma instituição religiosa poderia ser intermediária entre Deus e os homens• só a leitura bíblica tem os ensinamentos: assim a autoridade dos religiosos era restrita• só a graça, um fator divino, poderia assegurar aos homens a salvação Reforma Luterana • Lutero é excomungado pelo Papa Leão X Reforma Luterana – Lutero é também perseguido pelo Imperador – Carlos V 5
  6. 6. 21/03/2012 Reforma Luterana • Porém Lutero recebe a proteção de alguns nobres alemães • Frederico da Saxônia • Em 1502 ele fundou a Universidade de Wittenberg, onde Martinho Lutero ensinava TeologiaGUERRAS CAMPONESAS Na esteira dessas novas idéias surgiram na Alemanha rebeliões camponesas que passaram a contestar alem da Igreja, a própria estrutura feudal. Reforma Luterana • Liderados por Thomas Münzer • Münzer liderou os Anabatistas – ala radical dos reformadores alemães. 6
  7. 7. 21/03/2012 O que pensavam os Anabatistas?1. Desconsideravam o batismo da Igreja Católica Apostólica Romana. Assim, rebatizavam todos os que já tivessem sido batizados em criança, crendo que o verdadeiro batismo só tem valor quando as pessoas se convertem conscientemente a Cristo.2. Münzer proclamou uma guerra contra todas as autoridades instituídas, e uma tentativa de estabelecer pela força o seu ideal de irmandade cristã, com a igualdade absoluta e a igualdade dos bens. O que pensavam os Anabatistas? “O mais pobre dos homens possui título tão autêntico e direito tão justo à terra quanto o mais rico dentre eles... A verdadeira liberdade reside no livre desfrute da terra... Se o comum do povo não tem maior liberdade na Alemanha do que a de viver em meio a seus irmãos mais velhos e para esses trabalhar em troca de salário, então que liberdade tem ele na Alemanha a mais do que na Inglaterra ou na França?” Camponeses saqueando um mosteiro na Alemanha em 1525. Alguns tiram os peixes do viveiro, outros apoderam-se dos sacos de farinha, outros se embriagam no átrio enquanto os chefes comem no refeitório 7
  8. 8. 21/03/2012 Reforma Luterana• Em 1525 Lutero escreveu Contra as Turbas de Camponeses Assassinos e Saqueadores, documento no qual afirmava que somente com o extermínio das insurreições seria possível salvar os homens para a vida eterna e restaurar a autoridade política. Reforma Luterana “Só há uma maneira desse turba fazer sua obrigação. É constrangendo-o pela lei e pela espada, prendendo-o em cadeias e gaiolas, da mesma forma como se faz com bestas selvagens . . . melhor a morte de todos os camponeses do que a morte dos príncipes . . . estrangulem os rebeldes como fariam com cães raivosos. Que todo seu sangue recaia sobre mim" Reforma Religiosa• Esse discurso forneceu aos príncipes alemães a justificativa moral para desencadear violenta repressão aos camponeses.• Os exércitos dos príncipes massacraram milhares de camponeses.• Com isso consolidou-se o poder e a estrutura feudal na Alemanha. 8
  9. 9. 21/03/2012 A guerra religiosa na Alemanha encerrou em 1555 com a Paz de Augsburg Cujus regio, ejus religio É uma frase em latim que significa, "De acordo com a sua região, sua religião". Características do Luteranismo: Basicamente, a doutrina luterana divergia do catolicismo nos seguintes pontos: Características do Luteranismo• Livre-exame. – O crente teria direito de ler a Bíblia e tirar suas próprias conclusões. – Desta forma, Lutero negava à Igreja o direito de ser a intérprete da palavra divina. A Bíblia de Lutero é uma tradução alemã da Bíblia, produzida por Martinho Lutero, impressa pela primeira vez em 1534. Esta tradução é considerada como sendo em grande parte responsável pela evolução da moderna língua alemã. 9
  10. 10. 21/03/2012 Características do Luteranismo• Salvação pela fé. – Com base em uma interpretação que Lutero faz do texto Bíblico contido nas epístolas de São Paulo (Romanos), Lutero afirmava que o homem está destinado a pecar. – Para São Paulo o homem não é capaz de fazer o bem que quer mas faz o mal que não quer. – Assim não se salvará pelas obras, mas sim pelo arrependimento e pela fé. Características do Luteranismo• Condenação do celibato. – Para Lutero não havia fundamento bíblico para o celibato do clero. Sendo assim, os ministros da Igreja deveriam se casar. Características do Luteranismo• Negação da infalibilidade papal. – Para Lutero os papas estavam sujeitos ao erro como qualquer ser humano. 10
  11. 11. 21/03/2012 Reforma Religiosa CALVINISMO CALVINISMO• O francês João Calvino (Jean Calvin) encontrou em Genebra (Suíça) um clima favorável para divulgar suas idéias. CALVINISMO• Calvino defendia a idéia da Predestinação, isto é, que a Salvação precedia a existência.• Para ele o homem já nascia predestinado, ou seja escolhido por Deus, para a vida eterna ou para a danação eterna. 11
  12. 12. 21/03/2012 CALVINISMO• A doutrina calvinista estabelecia para seus adeptos uma vida regrada, disciplinada, dedicada ao trabalho, afastada do ócio, dos vícios e da ostentação. CALVINISMO• “O trabalhador é o que mais se assemelha a Deus... Um homem que não quer trabalhar não deve comer... O pobre é suspeito de preguiça, o que constitui uma injúria a Deus.” CALVINISMO• Esse código de conduta levou alguns autores a considerar esses princípios do calvinismo como fatores que favoreceriam o processo de acumulação capitalista. 12
  13. 13. 21/03/2012ANGLICANISMO Reforma Anglicana • Na Inglaterra durante o governo de Henrique VIII, o monarca se desentendeu com o papa. Reforma Anglicana • Sedento por riquezas e desejoso de confiscar as terras e bens da Igreja o rei solicitou a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão alegando a falta de um sucessor masculino. 13
  14. 14. 21/03/2012 Reforma Anglicana • Diante da negativa do Papa em conceder-lhe o divórcio o rei rompeu com o papado promovendo uma reforma na igreja inglesa. Casou-se com Ana Bolena. Reforma Anglicana• Em 1534 Henrique VIII decretou o Ato de Supremacia consolidando a separação entre a Inglaterra e o papa criando uma Igreja Nacional chamada de Anglicana. Reforma Anglicana• Henrique VIII transformou-se no chefe do Anglicanismo fortalecendo o poder real consolidado no reinado de• Elizabeth I. 14
  15. 15. 21/03/2012 Curiosidade Henrique VIII casou-se seis vezes!! Catherine of Aragon Jane Seymour Anne Boleyn Anne of Cleaves Catherine Howard Catherine Parr CONTRARREFORMA Apesar do termo, Contrarreforma, o movimento de reação iniciado pela Igreja Católica a partir daexpansão do protestantismo na Europa ocidental apresentou muito mais um caráter reformista. Ou seja, ainda que reagindo violentamente à expansão das novas doutrinas religiosas pelo continenteeuropeu, a alta hierarquia do clero católico percebeu a necessidade de alterar importantes aspectos de sua existência, sob risco de perder ainda mais fiéis. 15
  16. 16. 21/03/2012 Reforma Católica • Papa Paulo III reuniu o Concilio de Trento (1545-1563) Reforma Católica O Index Librorum Prohibitorum ou Index Librorvm Prohibithorvm ("Índice dos Livros Proibidos”) foi uma lista de publicações proibidas pela Igreja Católica, de "livros perniciosos" contendo ainda as regras da igreja relativamente a livros. Index Librorvm Prohibithorvm• Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Rotterdam, Baruch de Espinosa, John Locke, Berkeley, Denis Diderot, Blaise Pascal, Thomas Hobbes, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, David Hume e Immanuel Kant pertenceram a esta lista• O índice foi abolido em 1966 pelo Papa Paulo VI, sendo anunciado formalmente em 15 de junho de 1966. 16
  17. 17. 21/03/2012 Reforma Católica Tribunal do Santo Ofício Reforma Católica• Foi restaurada a Inquisição, de origem medieval, cujo objetivo era perseguir hereges.• Agiu com extrema violência e conteve o Galileu diante do Santo Ofício, pintura do avanço do século XIX de Joseph-Nicolas Robert-Fleury. protestantismo onde atuou: Portugal, Espanha e Itália Auto-da-fé ou Auto-de-fé refere-se a eventos de penitência realizados publicamente ou (em espaços reservados para isso) com humilhação de heréticos e apóstatas bem como punição aos cristãos- novos pelo não cumprimento ou vigilância da nova fé lhes outorgada, postos em prática pela Inquisição, principalmente em Portugal e Espanha. 17
  18. 18. 21/03/2012Companhia de Jesus Ad Maiorem Dei Gloriam ou ad majorem Dei gloriam ("para maior glória de Deus", em latim), também conhecido pelo acrônimo AMDG, é o lema da Sociedade de Jesus, cujos membros são comumente conhecidos como jesuítas. A sociedade é uma ordem religiosa dentro da Igreja Católica Romana Reforma Católica • Foi fundada por Ignácio de Loyola e ratificada pelo Papa Paulo III em 1540 Sua ação foi fundamental para a Conquista Espiritual da América onde fundaram missões e reduções construindo escolas e universidades 18
  19. 19. 21/03/2012No espírito da Contrarreforma difundiu-se o estilo artístico Barroco Distingue-se pelo esplendor exuberante Caravaggio O Martírio de São Matheus, 1599 - 1600 Óleo sobre tela 323 x 343cm Capela Contarelli, San Luigi dei Francesi, Roma Caravaggio Cupido, 1602 Óleo sobre tela 156x113cm Berlin Staatliche Museen Preussischer Kulturbesitz, Gemäldegalerie 19
  20. 20. 21/03/2012 RembrandtPalestra de anatomia do Dr. Nicolaes Tulp, 1632 Óleo sobre tela 169,5 x 216,5 cm Mauritshuis, The Hague Vermeer A empregada da cozinha, 1658 45,5 x 41 cm Rijksmuseum, Amsterdam Vermeer Moça com brinco de pérola, 1662 46x40cm Óleo sobre tela 20
  21. 21. 21/03/2012 Bernini O êxtase de Santa Teresa, 1645-52 350cm Mármore Capela Cornaro, Roma Andrea PozzoA Apoteose de Santo Inácio, 1688-90 Afresco Rubens A união da terra com a água, 1618 Óleo sobre tela 222,5 x 180,5 cm Hermitage, São Petersburgo 21
  22. 22. 21/03/2012 RubensO Julgamento de Paris, 1635-38 Óleo sobre painel 144,8 x 193,7 cm National Gallery, London Velázquez Las Meninas, 1656 Óleo sobre tela 318x276cm Museo del Prado, Madrid 22
  23. 23. 21/03/2012 Poussin Estupro da mulher Sabina, 1633-34 Óleo sobre tela 154,6 x 209,9 cmMetropolitan Museum of Art, New York Le Brun O Chanceler Séguier, 1655 Óleo sobre linho 295 x 351 cm Louvre, Paris Serpente de bronze, 1714-15 Lã e seda 367x604 Autor do modelo: Le Brun em 1650 23
  24. 24. 21/03/2012 Simon Vouet Alegoria da saúde, 1649 Óleo sobre tela 170x124cm Coleção de Luis XIII Jean-Antoine WatteauLa gamme damour, 1717-20 Óleo sobre tela 51,3 x 59,4 cm National Gallery, London François Boucher La Toilette, 1742 Óleo sobre tela 1742 Coleção Particular 24
  25. 25. 21/03/2012 Divina Providência, 1633-1639. Pietro da Cortona: O triunfo da Afresco em teto do Palazzo Barberini, Roma Referências• BRONOWSKI, J. e MAZLISCH, B. A Reforma. In: A Tradição Intelectual do Ocidente. Lisboa, Ed. 70, 1988, pp. 93-122.• DAVIDSON, N. S. A Contrarreforma. SP: Martins Fontes, 1991.• DELUMEAU, Jean. Nascimento e afirmação da reforma. SP: Pioneira, 1989.• GOMBRICH, E. H. A história da arte. Rio de Janeiro: Guanabara, 1998.• LA COUTURE, Jean. Os jesuítas: os conquistadores. Porto Alegre: L&PM, 1994.• LEBRUN, F. As Reformas: devoções comunitárias e piedade individual. In: História da Vida Privada, Renascença. Lisboa, Afrontamento, 1990, pp. 71-111.• MULLET, Michel. A contrarreforma. Lisboa: Gradiva, 1985 [1984].• TREVOR-ROPPER, H.R. Religião, reforma transformação social. Lisboa: Editorial• Presença/Martins Fontes, 1981. (II-IV)• WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1987. 25

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