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Alguns determinantes de interesse <ul><li>Posição sócio-econômica: precoce e tardia/ trajetória de vida  </li></ul><ul><li...
Estudo Pró-Saúde <ul><li>Desenho  – Estudo de coorte, prospectivo </li></ul><ul><li>Censos  – Todos os funcionários técnic...
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Avaliação do papel dos Determinantes sociais no desenvolvimento (incidência) de TMC Casos de TMC na  Fase 2 (2001)  EVPE, ...
Avaliação do papel dos Determinantes sociais na manutenção de TMC Casos de TMC na  Fase 2 (2001)  EVPE, Vitimização Apoio ...
Medidas e instrumentos <ul><li>Transtornos mentais comuns  -  GHQ-12  – duas últimas  semanas, dicotômico - ponto de corte...
PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS  ENTRE OS FUNCIONÁRIOS DA UNIVERSIDADE
 
Prevalência de TMC na população de estudo, segundo a idade %
 
 
Prevalência de Transtornos Mentais Comuns segundo  c aracterísticas sócio-demográficas e econômicas da população de estudo...
Incidência e persistência de TMC após dois anos de seguimento, segundo a ocorrência de EVPE, RRs ajustados *  e IC 95% - E...
Incidência de TMC, após dois anos de seguimento, segundo o relato de baixo apoio social. RRs ajustados e IC 95%: Estudo Pr...
Associação entre experiência de violência física (assalto/roubo com violência e/ou agressão física) e TMC
 
Características do trabalho e transtornos mentais comuns
Efeitos contextuais e saúde mental  Estudos futuros – ELSA <ul><li>Medidas do local de moradia - Características de Contex...
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Determinantes sociais de saúde mental

  1. 1. DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE MENTAL Claudia de Souza Lopes Departamento de Epidemiologia Instituto de Medicina Social Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  2. 2. Transtornos mentais <ul><li>Produzem 8% da Carga Global de Doença (Murray & Lopez, 1996). </li></ul><ul><ul><li>Transtornos depressivos – espera-se que sejam responsáveis pela maior carga de doença no mundo no ano de 2020. </li></ul></ul><ul><ul><li>Depressão – fator de risco mais importante para “carga global de doença” entre as mulheres no Brasil (FENSPTEC, 2000). </li></ul></ul>Final report of the project Estimations of the Burden of Disease in Brazil - 1998. Technologies in health for quality of life, Brazil. 2002. Rio Janeiro, FIOCRUZ.
  3. 3. Prevalência de TMC na comunidade. <ul><li>Indivíduos com transtornos mentais na comunidade – 90% apresentam transtornos mentais comuns (TMC) </li></ul><ul><ul><li>Sintomas de depressão/ansiedade de menor gravidade, queixas somáticas </li></ul></ul><ul><li>18 a 27% nos países desenvolvidos (Weich et al, 2001; Patel & Kleinman, 2003) </li></ul><ul><li>19 a 35% nos países em desenvolvimento (Araya, 2001; Ludermir & Mello Filho, 2003; Lima 2004) </li></ul>
  4. 4. Prevalência de TMC em Unidades de Atenção Geral à Saúde no Brasil (Adaptado, Fortes, 2004 e Villano et al, 1997) TMC: 41,8% (GHQ 2/3) 20.9%(GHQ - 4/5) Transtornos Mentais: CIDI: 38% GHQ-12 CIDI-PHC Ambulatório Medicina Integral (Geral) em Hosp. Universitário RJ 1995 Villano TMC: 53% SRQ20 Centro de Saúde 1989 Iacoponi TMC: 47 a 56% Morbidade Psiq. Grave: 25 a 27% SRQ-20 GHQ12(2/3) CIS Centro de Saúde / Ambulatório Geral de Hospital - SP 1986 1987 Mari Casos Possíveis: 55% Casos Confirm.: 48,5% SRQ-20 Entrevista clínica Centro de Saúde RS 1983 Busnello et al. RESULTADOS INSTRUMENTO LOCAL ANO AUTOR TMC: 56% (GHQ 2/3) 33% (GHQ 4/5) GHQ - 12 Unidades do PSF Petrópolis 2004 Fortes
  5. 5. Fonte: Araya, R. (2000) The Growing Public Health Importance of Common mnetal disorders. The forgotten reality of the less developed world. Epidemiol Psichiatr Soc; 9(4):241-8. 7.3 576 CIDI China * 9.5 269 CIDI Sudan * 9.8 250 CIDI Italy * 16.4 400 CIDI Turkey * 23.9 340 CIDI Netherlands * 24.8 428 CIDI United Kingdom * 35.5 393 CIDI Brazil * 46.5 335 CIS-R India (24) 52.3 260 CIS Brazil (16) 52.5 274 CIDI Chile* 53.0 170 CIS-R Chile (7) 58 171 PSE Nicaragua (25) Prevalence (%) Sample Size Method COUNTRY TABLE 1. PREVALENCE OF CMD IN PRIMARY HEALTH CARE
  6. 6. <ul><li>Brasil – últimos 40 anos – grandes mudanças demográficas e sociais </li></ul><ul><li>População cresceu de 52 milhões para 172 milhões de habitantes </li></ul><ul><ul><li>Grande fluxo migratório das regiões rurais para as cidades </li></ul></ul><ul><li>Condições de moradia inadequadas </li></ul><ul><li>Altas taxas de violência e criminalidade </li></ul><ul><li>Mudanças nas formas tradicionais de apoio social </li></ul><ul><ul><li>Redução do tamanho médio da família – de 8,5 para 4,5 pessoas </li></ul></ul><ul><ul><li>Família “estendida” diminui drasticamente - família nuclear </li></ul></ul><ul><ul><li>Mudanças na economia e fontes de trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>Necessidade cada vez maior de qualificação </li></ul></ul><ul><ul><li>Maior número de horas de trabalho, maior competitividade </li></ul></ul><ul><ul><li>Entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho - 25% são chefes de família, recebem salários mais baixos, dupla jornada </li></ul></ul><ul><ul><li>Combinação de fatores – pode explicar a elevada prevalência de TMC na população urbana brasileira? </li></ul></ul>
  7. 7. Ambiente social e saúde mental <ul><li>Estudos conduzidos na última década – voltados para a organização no trabalho, grau de isolamento social, e senso de controle na vida. </li></ul><ul><li>Avaliação do ambiente de trabalho - preocupação crescente de que tais condições contribuam para a carga de morbidade psiquiátrica na população. </li></ul><ul><ul><li>Condições de trabalho estressantes predizem uma pior saúde mental? </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Este efeito é individual ou contextual? Ou ambos? </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Até que ponto existe uma variabilidade que depende do local de trabalho? </li></ul></ul></ul>
  8. 9. <ul><li>Determinantes Sociais de Saúde Mental em </li></ul><ul><li>População de Funcionários Públicos do </li></ul><ul><li>Rio de Janeiro: Estudo Pró-Saúde: </li></ul><ul><ul><li>Claudia S. Lopes (*), Eduardo Faerstein(*), </li></ul></ul><ul><ul><li>Dora Chor(**), Guilherme L. Werneck (*)(***) </li></ul></ul><ul><li>* Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>** Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>*** Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro </li></ul>
  9. 10. ESTUDO PRÓ-SAÚDE: Idéias centrais <ul><li>Foco principal: estudo de determinantes sociais </li></ul><ul><li>Desfechos de interesse – principais </li></ul><ul><ul><li>Transtornos mentais </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipertensão </li></ul></ul><ul><ul><li>Obesidade / ganho de peso </li></ul></ul><ul><ul><li>Qualidade de vida (WHOQOL-bref) </li></ul></ul><ul><li>Estudo de coorte prospectivo </li></ul><ul><li>População </li></ul><ul><ul><li>grande centro urbano </li></ul></ul><ul><ul><li>Idade laboral </li></ul></ul><ul><ul><li>Funcionários públicos </li></ul></ul>
  10. 11. Alguns determinantes de interesse <ul><li>Posição sócio-econômica: precoce e tardia/ trajetória de vida </li></ul><ul><li>Eventos de vida produtores de estresse – EVPE (incl. vitimização, discriminação) </li></ul><ul><li>Estresse no trabalho (modelo demanda/ controle) </li></ul><ul><li>Apoio social / rede social </li></ul><ul><li>Ocupação </li></ul><ul><li>Circunstâncias domésticas e estilo de vida </li></ul>
  11. 12. Estudo Pró-Saúde <ul><li>Desenho – Estudo de coorte, prospectivo </li></ul><ul><li>Censos – Todos os funcionários técnico-administrativos de uma universidade no estado do Rio de Janeiro </li></ul><ul><li>Fase 1 – 1999 </li></ul><ul><li>Fase 2 - 2001 </li></ul><ul><li>Fase 3 – 2006/2007 </li></ul><ul><li>Questionários auto-preenchíveis / escalas </li></ul><ul><li>Análise dos dados – Riscos Relativos – GLM </li></ul>
  12. 13. Fase 1 1999 Fase 2 2001 Fases 1 e 2 3253 (78,2% da população elegível) 4030 (90,6%) 3574 (82,6%) População de Estudo (elegíveis N = 4177)
  13. 14. Avaliação do papel dos Determinantes sociais no desenvolvimento (incidência) de TMC Casos de TMC na Fase 2 (2001) EVPE, Vitimização Apoio social, Circunstâncias domésticas 2 anos Não-casos de TMC na Fase 1 (1999) Vitimização Estresse no trabalho
  14. 15. Avaliação do papel dos Determinantes sociais na manutenção de TMC Casos de TMC na Fase 2 (2001) EVPE, Vitimização Apoio social, Circunstâncias domésticas 2 anos Casos de TMC na Fase 1 (1999) Vitimização Estresse no trabalho
  15. 16. Medidas e instrumentos <ul><li>Transtornos mentais comuns - GHQ-12 – duas últimas semanas, dicotômico - ponto de corte 2/3 para casos – Fases 1, 2 e 3 </li></ul><ul><li>Estresse no ambiente de trabalho – Modelo demanda/controle </li></ul><ul><ul><li>(Karasek e Theorell) – Fase 2 </li></ul></ul><ul><li>EVPE – perguntas dicotômicas (sim/não) – morte parente próximo, dificuldades financeiras graves, rompimento de relação amorosa, etc. – Fase 1 </li></ul><ul><li>Vitimização – assalto/roubo mediante uso de violência, agressão física - Fase 1 + ferido por arma, testemunha – Fase 2 </li></ul><ul><li>Apoio social - “Medical Outcome Study” – Fase 1 </li></ul>
  16. 17. PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS ENTRE OS FUNCIONÁRIOS DA UNIVERSIDADE
  17. 19. Prevalência de TMC na população de estudo, segundo a idade %
  18. 22. Prevalência de Transtornos Mentais Comuns segundo c aracterísticas sócio-demográficas e econômicas da população de estudo (n=3252) 0,22 0,39 0,002 243 33,7 479 66,3 393 34,1 758 65,9 382 31,0 850 69,0 601 32,5 1251 67,5 403 34,5 784 66,0 367 36,2 646 63,8 312 33,2 629 66,8 291 28,9 715 71,1 Escolaridade 1 o grau 2 o grau 3 o grau Situação Conjugal Casado/vive em união Solteiro/viúvo/divorciado Renda per capita (tercis) Mais baixo Intermediário Mais elevado P valor TMC Presente Ausente N % N % Característica
  19. 23. Incidência e persistência de TMC após dois anos de seguimento, segundo a ocorrência de EVPE, RRs ajustados * e IC 95% - Estudo Pró-Saúde 1999-2001 1,4 (1,2-1,7) 1,2 (1,0-1,3) 1,4 (1,1-1,8) 1,0 (0,9-1,2) 1,5 (1,2-1,7) 1,3 (1,1-1,5) 1,1 (0,8-1,3) 1,0 (0,9-1,2) 1,3 (1,0-1,7) 1,1 (1,0-1,3) 1,3 (1,1-1,6) 1,1 (1,0-1,3) 1,4 (1,1-1,7) 1,1 (0,9-1,2) 1,9 (1,4-2,5) 1,3 (1,1-1,5) 702 (21,8) 238 (7,4) 1.592 (49,2) 409 (12,6) 271 (8,4) 532 (16,5) 374 (11,6) 128 (4,0) <ul><li>Problema sério de saúde </li></ul><ul><li>Internação hospitalar </li></ul><ul><li>Dificuldades financeiras graves </li></ul><ul><li>Morte de parente </li></ul><ul><li>Mudança de moradia </li></ul><ul><li>Rompimento relação amorosa </li></ul><ul><li>Assalto/roubo </li></ul><ul><li>Agressão física </li></ul><ul><li>* Ajustado por sexo, idade e renda </li></ul>Incidência Persistência RR (IC 95%) RR (IC 95%) N (%) EVPE (Fase 1 - 1999)
  20. 24. Incidência de TMC, após dois anos de seguimento, segundo o relato de baixo apoio social. RRs ajustados e IC 95%: Estudo Pró-Saúde 1999-2001 Ajustado por sexo, renda e idade 1,80 (1,54 – 2,09) 1,72 (1,48 – 2,01) 1, 72 (1,48 – 2,01) 1, 52 (1,31 – 1,76) 608 (39,5%) 629 (38,5%) 608 (39,0%) 571 (37,7%) Apoio global Afetivo/ Interação Emocional/ Informação Material Incidência TMC 2001 ________________________ RR ajustados (IC 95%) N (%) Baixo Apoio social 1999
  21. 25. Associação entre experiência de violência física (assalto/roubo com violência e/ou agressão física) e TMC
  22. 27. Características do trabalho e transtornos mentais comuns
  23. 28. Efeitos contextuais e saúde mental Estudos futuros – ELSA <ul><li>Medidas do local de moradia - Características de Contexto – Capital Social/Ambiente/Insegurança </li></ul><ul><ul><li>Eficácia coletiva </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>É produzida pelo compartilhamento de valores de uma coletividade em sua capacidade conjunta de ação. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Combina escalas de Coesão Social e Controle Social Informal </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Qualidade do ambiente </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Nível de Desordem Física </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Índice de Problemas na Vizinhança </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Violência/insegurança </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Violência Percebida, Vitimização Pessoal e Taxas de Homicídio nas regiões </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Vulnerabilidade do espaço social - jovens em situação de risco (por ex. de 15 a 25 anos, que não trabalham), proporção de mães solteiras, proporção de desempregados de uma forma geral/trabalho informal, etc. - IBGE </li></ul></ul></ul>

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