Memorial acadêmico

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Memorial acadêmico

  1. 1. Mestrado em Ciências da Educação Disciplina: Psicologia da Educação Professora: Isabelle Virgínio Mestranda: Hugo Fernandes Lemos MEMORIAL ACADÊMICO Quixeramobim – 2014
  2. 2. HUGO FERNANDES LEMOS MEMORIAL ACADÊMICO “Quando não houver caminhos mesmo sem amor, sem direção a sós ninguém está sozinho é caminhando que faz o caminho”... Titãs QUIXERAMOBIM - 2014
  3. 3. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................01 APRESENTAÇÃO .....................................................................................................................01 FORMAÇÃO EDUCACIONAL INCIAL ...............................................................................01 RELATOS DA VIDA PESSOAL...............................................................................................02 VIDA PROFISSIONAL..............................................................................................................03 FORMAÇÃO ACADÊMICA ....................................................................................................05 CONCLUSÃO .............................................................................................................................06 REFERÊNCIAS
  4. 4. INTRODUÇÃO O presente memorial, além da função de ser parte integrante do conteúdo exigido parao Mestrado em Ciências da Educação, terá também a função de informar a todos que o lerem, sobre a minha vida escolar e profissional enquanto estudante. Mostrará alguns dos meus passos e dificuldades para chegar ao final de um Curso Superior e assim proporcionar uma melhor compreensão da nova visão que se adquire na busca de informações de um profissional apto para ser atuante na mudança para um futuro educacional melhor. Estabeleço relações entre as fases mais marcantes da minha vida, primeiros anos escolares, momentos marcantes, vida profissional e formação acadêmica. Em cada fase busco relacionar a teoria e prática vivenciadas por mim. Saliento que todas as etapas foram vivenciadas com muito otimismo, acreditando que quando há dedicação o resultado almejado será encontrado, a realização pessoal alcança seu nível de maturidade em cada etapa vivida na vida. APRESENTAÇÃO Sou Hugo Fernandes Lemos, nasci do dia 08 de dezembro de 1976, na cidade de Quixeramobim. Sou de uma origem humilde, filho de funcionários públicos, residentes em um bairro carente da cidade citada. Posso afirmar que vivi uma infância feliz, regada a muito amor e participação de meus pais na minha formação, plena da brincadeiras tradicionais (bola de gude, pião, carrinho, etc), de participação efetiva em encontro de jovens, religiosos e educacionais. Tive ainda a oportunidade de morar em várias cidades, devido a profissão do meu pai, o que me fez perceber outras culturas e modos de vida. Tudo isso me fez crescer na convivência com as pessoas, e influenciou positivamente em minha capacidade de oralidade, percepção de mundo e acima de tudo na minha humanidade. Por viver tudo isso, hoje meu balsamo é o recanto da minha família e o encontro com amigos, onde posso me realizar plenamente. FORMAÇÃO EDUCACIONAL INCIAL Não tenho grandes recordações do tempo de estudo, mas, minha mãe como professora que é, sempre zelou muito pelas nossas memórias e guarda até hoje fotos, boletins e documentos escolares. O que me faz ter flashs de minha Educação Infantil no Colégio Salesiano de Aracati-
  5. 5. CE. Uma escola que com certeza fez uma grande diferencial na minha formação. Nos dois anos que a freqüentei, tive uma boa base de estudos e uma disciplina impecável. Recordo de momentos como: cantar o hino, jogos de futebol, atividades difíceis que faziam ficar muito tempo para resolvê-la. Lembro das Irmãs que estavam na coordenação do colégio, que muitas vezes tínhamos um medo da madre, por não percebermos seu amor e zelo por nós. Lembro muito pouco da professora, como também da sala de aula. Em 1983, saímos de Aracati e viemos morar em Quixeramobim. Voltávamos a nossa terra de onde havíamos saído por força maior. Foi neste tempo que ingressei no Ensino Fundamental no Colégio Nossa Senhora do Rosário e posteriormente na Escola Assis Bezerra. Nesse período fui sempre destaque nas duas escolas. Procurava sempre tirar boas notas e fui sempre muito expansivo, orador da turma, líder de sala, levava e trazia os problemas e soluções da sala a direção. Existia uma competição sadia entre os alunos de ver quem tirava melhores notas. Nisso buscávamos ir alem dos estudos. Gostaria de ressaltar a importância que meus professores tiveram em minha formação humana neste nível de ensino. Foram professores fantásticos, mais que professores eram verdadeiros amigos, que conversavam, precupalvam-se, e muito do sou hoje agradeço a eles. Meu foco nos estudos era tanto que não ligava muito para festas de termino de curso. A festa da 8ª Série, como assim era chamada, não me foi tão marcante. Apesar de ser orador, o destaque da escola em provas externas, melhor aluno em todos os anos e em que lá fiquei. Não fui CDF ou nerd, como hoje se fala. Brinquei muito, fiz muitas amizades, fui para a direção várias vezes por essas brincadeiras, mas, na hora do estudo eu não dava moleza. E eu queria sempre mais, sonhava com a faculdade, então aquele momento de término do Ensino Fundamental era apenas uma passagem. Meu coração já palpitava pelo Ensino Médio. Meus pais me oportunizaram um vida confortável, e investiram em meus estudos. Fui fazer o Ensino Médio na cidade vizinha de Quixadá, no Colégio Cláudio Amadeu Damasceno. Um privilégio, pois, poucas pessoas tinham condições de pagar uma escola particular e ainda enfrentar uma viagem de ida e volta para estudar. Era uma aventura a cada dia, ia de carona no ônibus universitário, dia dava certo dia não, que aprendizado. É, escola, tempos mágicos que vivemos em nossas vidas, para aquele tempo, para aquela realidade, tinha que ser daquele jeito. Tudo era motivo para alegria, até mesmo enfrentar os dias chuvosos para chegar à escola. Ao final do Ensino Médio já tive o convite para dar aulas no ensino fundamental de uma escola em Quixeramobim. Ali me decidir a ser professor..
  6. 6. RELATOS DA VIDA PESSOAL Como citado em um parágrafo anterior, meus pais sempre me oportunizaram uma vida confortável. Mais em uma dado momento de nossas vidas passamos por um período determinante. Minha família perdeu tudo. Devido a crise financeira em 1994, tivemos que vender todo nosso patrimônio para pagar credores e mesmo assim não saldamos as dividas. A família teve que se reorganizar. Todos tiveram que trabalhar para ajudar a sair desta situação. Vi e vivi muitas situações difíceis, como morarmos todos num ponto comercial. Tive que trabalhar e estudar, um giro de 360º na vida. Mas, foi ali que aprendi a dar outros significados ao que acreditava na vida. Nesse período conheci minha esposa, me voltei ainda mais para os trabalhos e participação na Igreja, conheci novas amizades, que tornaram-se irmãos. Fui crescendo profissionalmente, estudando cada vez mais, fazendo o melhor que podia fazer e esse tempo foi ficando para traz. Hoje tenho duas filhas e uma vida bem estruturada, bons empregos, um patrimônio confortável. O que passei me fez ter medo e administrar com muito cuidado tudo que tenho. Para que minhas filhas não vivam o que vivi. Além disso, este fato também uniu nossa família. Estamos sempre juntos, nos feriados, domingos, e sempre que um precisa o outro da ombro para apoiar. VIDA PROFISSIONAL “Ninguém sabe tudo. Ninguém ignora tudo. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”. Paulo Freire A necessidade me obrigou a entrar no mercado de trabalho mais cedo do que imaginava. Para ajudar nas despesas de casa e nas minhas próprias despesas comecei a dar aulas particulares nas residencias de alguns conhecidos. Como o resultado foi muito bom, estes mesmo alunos indicavam o meu nome na escola onde estudavam. Assim no dia 02 de maio de 1994 entre em minha primeira sala de aula no Colégio Jonas Gonzaga em Quixeramobim, no Ensino Fundamental 2. Como meu sonho não era a escola fui por necessidade, mas, fui com a responsabilidade. O serviço foi dando certo, fui tomando gosto pela sala de aula, me envolvendo com os alunos. A paixão pela educação tomou conta de mim e eu conseguia encantar os alunos. E como sempre fiz me lançava e planejava crescer ali, me via mais longe. No ano seguinte, já fui convidado para ser professor em uma outra escola da cidade e assim ingressei. Nesse meio
  7. 7. tempo já fazia faculdade de matemática e física um amigo de curso abriu uma outra escola em Quixeramobim eme convidou para dar aulas, não tive dúvida, fui. Foi um tempo de muito aprendizado, trabalhava nas três maiores escolas particulares do município. Além de ter que dar conta das aulas, aprendi a ser ético. Procurei ser sempre uma referencia onde estava, tanto que essa parceria deu certo por cinco anos. Em 2000, fui convidado por uma das escolas para ser coordenador pedagógico do Ensino Médio. Um grande desafio. É a escola mais antiga do municipio e estava perdendo mercado para as outras concorrentes. Minha missão era dar uma cara nova ao ensino e gerar resultados. Isso me fez lógico deixar uma das escola que trabalhava. Não pude deixar as duas por motivos financeiros. Esse desejo se concretizou no ano de 2003 quando fui aprovado no concurso para ser coordenador administrativo do Sesc de Quixeramobim. os alunos com maior atenção, a escutar suas histórias de vida e a perceber também que a escola não era um mundo isolado. Os estudantes trazem consigo um mundo paralelo que envolviam as famílias, a rua e o bairro que estavam inseridos e que recebiam influências diretas. Entendo que mais importante que depositar conhecimento, é preciso despertar a curiosidade, para que eles possam buscar informações, construir suas próprias ideias, dialogar e encontrar alternativas que melhore seu cotidiano e a vida em comunidade que fazem parte. Na minha prática docente procuro despertar o senso crítico, desenvolver a autoestima e a autoconfiança nos alunados e isso têm contribuído para uma tomada de consciência coletiva. Dessa maneira pode-se proporcionar a inserção de valores na sociedade. Ressalto que raramente me prendo as matrizes curriculares direcionadas pelo sistema educacional, concilio conteúdos que também contribuam para formação humana do aluno. Parafraseando Paulo Freire em seus discursos afirma que aprende-se dialogando, refletindo criticamente a realidade, construindo o conhecimento e criando uma atmosfera favorável para o desenvolvimento de potencialidades. Aprendi neste contexto, a admirar colegas que empenhamse e acreditam na educação como processo transformador da sociedade. Nesta caminhada educacional, há mais de seis anos sou professora acadêmica do Curso de Pedagogia, no Instituto educacional Inducentro, Quixeramobim. Experiência essa, que me convida diariamente a estudar, realizar as mais diversas leituras formativas e redirecionar a prática pedagógica. Na trajetória de minha vida profissional sempre busquei me profissionalizar para consolidar a difícil tarefa de educar, e para tanto é necessário processar o mundo novo de informações. É nesse sentido que focalizo uma visão ampla suscitando novas inquietações, reflexões, sempre com o objetivo de provocar novos olhares e novos fazeres, facilitando a
  8. 8. reconstrução dos conhecimentos, atitudes e formas de conduta diante de educadores, de modo geral, das crianças, dos adolescentes rumo a uma educação de qualidade. Por fim, acrescento que quanto mais aprendo mais me torno humilde, porque compreendo que preciso aprender sempre mais. Aprender mais para servir melhor. FORMAÇÃO ACADÊMICA Após minha formação no Magistério, queria seguir meus estudos em uma área onde pudesse especializar ainda mais para poder contribuir de forma significativa na formação de meus alunos. Foi então que no de 2000 ingressei na Universidade, escolhendo assim o Curso de Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú (UVA). Que experiência maravilhosa, além dos objetivos alcançados, construí novas amizades, descobri o quão gratificante é estudar. Desde então, posso afirmar que minha formação acadêmica não chegou ao seu ponto final. Cursei em 2005 Especialização em Gestão Escolar pela Universidade Kirios, Maranguape. Outra oportunidade de interagir com o conceito de gestão, entendendo-a como processo democrático de decisões, participações e de responsabilidades. Buscando ainda especializar-se na área educacional e movida pela curiosidade a cerca do tema diversidade fiz o curso de especialização em Educação para a Diversidade, ofertado pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnológica do Ceará. Foram momentos ricos de socialização do conhecimento, principalmente para o processo que se iniciava nas escolas quanto à inclusão escolar. Os temas abordados proporcionaram uma compreensão singular, os quais beneficiaram na área de atuação no meu trabalho e na minha vida particular em especial. Compreendi que a escola inclusiva deve reconhecer e responder às diversas dificuldades de seus alunos, acomodando os diferentes ritmos e estilos de aprendizagem, assegurando uma educação de qualidade para todos. Caminhando na realização de mais um sonho, hoje encontro-me no Mestrado de Ciências da Educação. Como diz Edgar Morin em sua obra literária cabeça bem Feita: Todo conhecimento constitui, ao mesmo tempo, uma tradução e uma reconstrução, a partir de sinais, signos, símbolos, sob a forma de representações, ideias, teorias, discursos. A organização dos conhecimentos é realizada em função de princípios e regras; comporta operações de ligação (conjunção, inclusão, implicação) e de separação (diferenciação, oposição, seleção, exclusão). O processo é circular, passando da separação à ligação, da ligação à separação, e, além disso, da análise à síntese, da síntese à análise. Ou seja: o conhecimento comporta, ao mesmo tempo, separação e ligação, análise e síntese (p.24).
  9. 9. Em resumo encontro-me neste processo de reorganização do pensamento, aquisição de novos valores movidos pelo despertar do saber. Um repensar sobre os fatos existentes, compreendendo ou atribuindo um novo significado. Não sei onde vou parar, que outros caminhos irei percorrer. Só tenho a certeza que o conhecimento me transforma, impulsiona-me para decisão de minhas escolhas, encorajando a vencer os mais difíceis ou dolorosos obstáculos. Sinto uma imensa alegria quando estou estudando, parece que o tempo ainda não passou para mim. De certa maneira, chego a ficar envaidecida, orgulhosa, pois acredito que o conhecimento é para todos, mas nem todos são capazes de conquista-lo. Apesar de uma vida agitada, trabalho, família, amigos, o tempo para estudar deve ser Também como prioridade. CONCLUSÃO Interessante o quanto este trabalho proporcionou uma viagem na minha trajetória de vida. Foi significativo regatar da memória, momentos que foram impas em minha história. É,tenho uma história que pode ser contada, apreciada. Uma história a qual quero dar continuidade com a maior importância e qualidade possível. As escolhas conscientes dos caminhos que percorri e suas consequênciasforam ousadas e arriscadas, mas das quais não me arrependo. As mesmas proporcionaram crescimento pessoal e profissional. As dificuldades enfrentadas permitiram-me ser forte para enfrentas as diversas situações que a própria vida se encarrega de apresentar. Aprendi a valorizar e amar cada vez mais aqueles que são próximos, a começar pela minha família. Conhecimento sem amor é vazio, viver sem amor é não encontrar sentido para a vida. Sei que não atingi tudo que desejo, apesar de sentir-me feliz com tudo que tenho. Percebi que a curiosidade me move,que após cada sonho alcançado, outros passam a nos motivar em busca de novas conquistas e ideais.
  10. 10. REFERÊNCIAS http://www.fe.unicamp.br/ensino/graduacao/proesfmemoriais2005/RaquelABatista_Memorialde Formacao.pdf Data: 27/01/2014 Acesso: 20h http://www.feac.ufal.br/mestrado/economia/sites/default/files/modelo_12.memorial-descritivoacademico-cmea-1.pdf Data: 13/02/2014 Acesso: 20h QUEIROZ, Tania D. Educar, uma lição de amor: como educar folhos em um mundo sem valores. São Paulo. Editora: Gente, 2010. 2ª Edição 2011. MORIN, Edgar, A cabeça bem-feitaEditora:Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 8ª Edição, 2003.

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