Gestao De Conhecimento Em Bibliotecas Universitarias

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  • SLIDE 1: Boa tarde...meu nome é Cristina e estou aqui para apresentar o trabalho Gestão de Conhecimento em Bibliotecas Universitárias... que foi desenvolvido a partir de reflexões sobre as nossas próprias práticas diárias enquanto bibliotecárias do Serviço de Bibliotecas da Escola Politécnica da USP.
  • SLIDE 2: Todos sabemos que as bibliotecas, assim como outras organizações e em função do contexto atual,têm procurado se ajustar a uma realidade competitiva e dinâmica. Neste sentido, observamos que existe, mais do que nunca, uma busca por modelos mais adequados, como por exemplo a gestão participativa, o planejamento estratégico, e especialmente a gestão do conhecimento.
  • SLIDE 3: Em termos gerais, a as iniciativas em torno da gestão do conhecimento têm sido direcionadas à melhoria da qualidade dos serviços direcionados aos clientes. A gestão do conhecimento com vistas a melhorar o desempenho interno e mesmo a incorporação da gestão como filosofia de trabalho ainda são questões meio nebulosas para nós.
  • SLIDE 4: É neste sentido que o nosso trabalho foi desenvolvido.... O objetivo é tentar aprofundar as reflexões e as discussões em torno dos conceitos e questões relacionadas à gestão do conhecimento em bibliotecas... Estes são os objetivos do nosso trabalho.
  • SLIDE 5: Desta forma, nós vamos falar sobre: As diferentes dimensões do conhecimento, Vamos definir o que seria a espiral de conhecimento, Vamos falar sobre os objetivos e benefícios da gestão do conhecimento, Os atores envolvidos, E os passos necessários à implantação de projetos de gestão do conhecimento em bibliotecas.
  • SLIDE 6: Tentando então compreender melhor o que seria gestão do conhecimento, nós podemos entender a gestão de conhecimento a partir de 3 dimensões: Como filosofia, como processo e como objeto... E é somente a partir da integração destas três dimensões que se garante o sucesso da gestão. Vamos ver cada uma destas dimensões...a que se referem...
  • SLIDE 7: Em biblioteca sempre existem iniciativas aqui e e ali em relação à gestão do conhecimento. Mas é necessário que a organização como um todo se comprometa a pensar a gestão do conhecimento como uma nova FILOSOFIA de trabalho. Por isso, é importante refletir sobre ... Quais são os valores da biblioteca, e das pessoas que nela atuam, a cultura organizacional, pensar se o clima é propício ao diálogo, à troca de idéias e se todos estão dispostos a compartilhar o que sabem, as informações que têm... Neste sentido, os líderes, os diretores tem que se envolver muito pois vai partir deles, mais do que dos demais, as iniciativas que podem incentivar estas trocas, este diálogo. E o diálogo só será possível se houver uma caminhada em direção a uma maior flexibilização da organização, a maior comunicação entre os setores, e a comunicação com os clientes...os usuários da biblioteca. Só assim teremos uma base sólida para o início de qualquer projeto de gestão de conhecimento efetiva.
  • SLIDE 8: Tendo sido a gestão do conhecimento incorporada como uma filosofia de trabalho, seguimos adiante e iniciamos o PROCESSO de gestão do conhecimento. Este processo passa necessariamente pela definição de um ou mais projetos de gestão do conhecimento. E é aí que encaramos a gestão pensando em seus objetivos, o foco, baseados na missão, metas e objetivos da biblioteca, analisamos o que será coletado, como será armazenado, analisamos também a infraestrutura tecnológica necessária, as redes de comunicação disponíveis, quais serão as pessoas mais diretamente envolvidas com o projeto, pensamos também sobre a utilidade do projeto, se será útil aos funcionários...se será usado pelos funcionários....
  • SLIDE 9: Após o início do processo, vamos pensar dobre o objeto da gestão do conhecimento, que trata da definição do que será gerido. Como objeto, a gestão se refere aos dados, informações, eventos, conhecimentos que serão priorizados no projeto... Podendo ser também dividido em subsistemas como os conhecimentos científicos, os conhecimentos técnicos, os procedimentos adotados na biblioteca, e mesmo os documentos administrativos. O que nos leva ....
  • SLIDE 10: ...a pensar em qual é a matéria-prima da gestão do conhecimento... ... A matéria-prima da gestão do conhecimento é formada por dois tipos de conhecimento... O conhecimento TÁCITO e o conhecimento EXPLÍCITO. Mas o que seria conhecimento TÁCITO ? O conhecimento tácito é aquele que está nas pessoas, que é resultado de seus conhecimentos, aquilo que acreditam, as habilidades e experiências que adquiriram em seu trabalho e também como pessoas. Por isso mesmo, o conhecimento tácito é tão difícil de ser coletado,e mesmo traduzido em palavras. Por isso é mais intangível, não é sistematizado. Mas é o tipo de conhecimento mais valioso para a organização, é o diferencial que cada organização tem, o que garante o seu sucesso, sua competitividade no mercado. Já o conhecimento EXPLÏCITO é aquele que está disponível em documentos, memorandos, os manuais, as normas, o que está escrito, documentado...a memória da organização....por isso, é mais fácil de ser coletado e organizado. Mas isso não significa que seja simples fazer isso porque muitas vezes nós temos estes documentos, só que eles não estão organizados, tem que ter um trabalho duro ...pra coletar, selecionar, indexar, pra que estes documentos possam ser recuperados e utilizados por todos... E sempre pensando nestas duas dimensões: a dimensão do indivíduo e a dimensão do grupo.
  • SLIDE 11: O ideal é criar a chamada Espiral do conhecimento, assim definida por Nonaka e Takeuchi,(1997) dois estudiosos da gestão de conhecimento, onde... O conhecimento tácito individual se transforma em tácito coletivo , pela observação, pelo fazer junto, compartilhando experiências. Criando-se então o conhecimento e articulando o conhecimento tácito , podemos transformá-lo em conhecimento explícito . Combinando dados, informações e conhecimentos sistematicamente temos o conhecimento explícito ... E, fechando a espiral, quando o conhecimento explícito é absorvido e processado pelas pessoas, entendido intuitivamente, é transformado em conhecimento tácito , re-iniciando a espiral do conhecimento...
  • SLIDE 12: A partir do que foi visto, podemos dizer que os benefícios da gestão do conhecimento são: Construção de uma base documentada; Disponibilização integrada de dados, informações e conhecimentos; Melhoria da comunicação; Racionalização de tarefas; Conseq üe nte aumento na eficiência e eficácia dos setores; Maior visibilidade de processos; Compartilhamento de experiências; Maior motivação e comprometimento; Facilidades de benchmarking entre as Bibliotecas.
  • SLIDE 13: Os fatores que alicerçam a gestão do conhecimento são: a)Comprometimento das lideranças; b)   Visão estratégica com clareza de metas e objetivos; c) Valorização do ser humano e das relações interpessoais; d)   Clima organizacional flexível e aberto ao diálogo; e)   Ampla e irrestrita comunicação, com livre fluxo de informações; g) Postura profissional; h)Comprometimento com o projeto.
  • SLIDE 14: Os atores envolvidos com a gestão do conhecimento são os chamados: os campeões de conhecimento - pessoas interessadas e capazes de liderar os processos de mudança. os patronos do conhecimento - pessoas que apoiam ideologicamente a gestão do conhecimento. os céticos ou descrentes - pessoas que são hostis às mudanças. os parceiros do conhecimento - pessoas aliadas na implantação do projeto.
  • SLIDE 15: E as pessoas que formarão a equipe: o líder empreendedor - um visionário, o estrategista, o líder. o ambientalista - a pessoa que ajuda a criar o ambiente propício o tecnólogo - a pessoa que viabiliza o projeto, a partir de seus conhecimentos e das parcerias. o consultor - a pessoa disposta a facilitar o diálogo, a comunicação entre as pessoas.
  • SLIDE 16: Passos necessários à implementação da gestão do conhecimento na biblioteca: Primeiro: manter o foco no ser humano Segundo: criar o clima favorável Comprar a idéia da gestão Planejar estrategicamente, ouvindo os funcionários, Mapear as informações, o conhecimento. Mapear as competências, E finalmente, escolher os objetos de conhecimento (tácito ou explícito)
  • SLIDE 17: Continuando os passos... Selecionar os dados, informações as matérias... Identificar e organizar isso, Ao mesmo tempo, tentar resgatar as idéias e o conhecimento das pessoas, Relacionar e articular isso, Cruzar os dados, Avaliar o acesso, O uso, o quanto está sendo útil aos funcionários, e finalmente, Aprender com a experiência.
  • SLIDE 18: A gestão do conhecimento só pode ser um empreendimento bem sucedido se se ajustar a cada organização e o seu contexto, à cultura, Se se ajustar às lideranças, E se representar um ganho para a organização. O desafio está em mudar, incentivar e conseguir o diálogo, num clima de confiança e compartilhamento. E este é o desafio inicial e talvez o mais complicado de se fazer. FIM.
  • Gestao De Conhecimento Em Bibliotecas Universitarias

    1. 1. Gestão de Conhecimento em Bibliotecas Universitárias Elisabeth Adriana Dudziak Maria Cristina Olaio Villela Maria Aparecida Gabriel Serviço de Bibliotecas Escola Politécnica da USP
    2. 2. Contexto atual <ul><li>As Bibliotecas enquanto Organizações enfrentam vários desafios em função do contexto dinâmico atual. </li></ul><ul><li>Há uma busca por novos modelos organizacionais que incorporem esse dinamismo, tais como as parcerias, a gestão participativa, o planejamento estratégico, com especial destaque à gestão do conhecimento . </li></ul>
    3. 3. Gestão do Conhecimento <ul><li>Os estudos sobre a gestão do conhecimento têm sido mais comumente direcionados à melhoria da qualidade dos serviços em relação ao cliente. </li></ul><ul><li>A gestão interna do conhecimento nas organizações bibliotecárias até o momento foi pouco explorada. </li></ul><ul><li>Poucas organizações bibliotecárias incorporaram a gestão interna de conhecimentos como uma nova filosofia organizacional. </li></ul>
    4. 4. Objetivos deste trabalho <ul><li>Aprofundar os conceitos e questões relacionados à gestão do conhecimento </li></ul><ul><li>Fomentar as discussões em torno da gestão do conhecimento em organizações bibliotecárias </li></ul>
    5. 5. Tópicos de discussão <ul><li>Diferentes Dimensões de Conhecimento </li></ul><ul><li>Definição da Espiral do Conhecimento </li></ul><ul><li>Objetivos e benefícios da Gestão </li></ul><ul><li>Fatores que alicerçam a Gestão </li></ul><ul><li>Atores envolvidos </li></ul><ul><li>Passos necessários à implantação de projetos de Gestão de Conhecimento </li></ul>
    6. 6. 3 Dimensões da Gestão do Conhecimento <ul><li>A Gestão do conhecimento pode ser concebida segundo três dimensões: </li></ul><ul><li>Como Filosofia </li></ul><ul><li>Como Processo </li></ul><ul><li>Como Objeto </li></ul><ul><li>A integração destas 3 dimensões garante o sucesso da gestão. </li></ul>
    7. 7. Como filosofia <ul><li>A gestão do conhecimento enquanto filosofia está inerentemente ligada: </li></ul><ul><li>ao clima organizacional </li></ul><ul><li>sua cultura </li></ul><ul><li>seus valores </li></ul><ul><li>a ética e a moral </li></ul><ul><li>a visão de um projeto que enfatiza o conhecimento, seu uso, troca, criação de valor e inovação </li></ul><ul><li>comunicação ampla e irrestrita e </li></ul><ul><li>consequente flexibilização da organização </li></ul>
    8. 8. Como Processo <ul><li>A gestão do conhecimento enquanto processo liga-se estruturalmente às atividades e tarefas necessárias à: </li></ul><ul><ul><li>O projeto </li></ul></ul><ul><ul><li>Os atores envolvidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Coleta de informações e conhecimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>organização </li></ul></ul><ul><ul><li>controle </li></ul></ul><ul><ul><li>disponibilização e </li></ul></ul><ul><ul><li>uso por parte de todos os membros da organização. </li></ul></ul><ul><ul><li>( incorporando a tecnologia necessária) </li></ul></ul>
    9. 9. Como Objeto <ul><li>A gestão do conhecimento enquanto objeto se refere aos: </li></ul><ul><ul><li>eventos </li></ul></ul><ul><ul><li>dados </li></ul></ul><ul><ul><li>informações </li></ul></ul><ul><ul><li>conhecimento </li></ul></ul><ul><ul><li>O conhecimento por seu lado pode ser subdividido em outros sub-sistemas : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>os conhecimentos científicos, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>os técnicos e procedimentais </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>e os administrativos. </li></ul></ul></ul>
    10. 10. As matérias-primas da gestão do conhecimento <ul><li>Conhecimento tácito </li></ul><ul><ul><li>Informal e desarticulado </li></ul></ul><ul><ul><li>Intangível e assistemático </li></ul></ul><ul><ul><li>Difícil de ser coletado e ordenado </li></ul></ul><ul><ul><li>Crenças, conhecimentos, modelos mentais </li></ul></ul><ul><li>Conhecimento explícito </li></ul><ul><ul><li>Formal e objetivo </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode ser coletado e ordenado </li></ul></ul><ul><ul><li>Ambos amparados em bases individuais e coletivas. </li></ul></ul>
    11. 11. Espiral do Conhecimento <ul><li>Tácito </li></ul>Tácito Explícito Explícito Tácito
    12. 12. Benefícios da Gestão do Conhecimento em BUs <ul><li>Construção de uma base documentada; </li></ul><ul><li>Disponibilização integrada de dados, informações e conhecimentos; </li></ul><ul><li>Melhoria da comunicação; </li></ul><ul><li>Racionalização de tarefas; </li></ul><ul><li>Conseq üe nte aumento na eficiência e eficácia dos setores; </li></ul><ul><li>Maior visibilidade de processos; </li></ul><ul><li>Compartilhamento de experiências; </li></ul><ul><li>Maior motivação e comprometimento; </li></ul><ul><li>Facilidades de benchmarking entre as Bibliotecas. </li></ul>
    13. 13. Fatores que alicerçam a Gestão do conhecimento <ul><li>a)    Comprometimento das lideranças; </li></ul><ul><li>b)   Visão estratégica com clareza de metas e objetivos; </li></ul><ul><li>c) Valorização do ser humano e das relações interpessoais; </li></ul><ul><li>d)   Clima organizacional flexível e aberto ao diálogo; </li></ul><ul><li>e)   Ampla e irrestrita comunicação, com livre fluxo de informações; </li></ul><ul><li>g) Postura profissional; </li></ul><ul><li>h)Comprometimento com o projeto. </li></ul>
    14. 14. Atores envolvidos (rede de conexões dentro da organização) <ul><li>os campeões de conhecimento </li></ul><ul><li>os patronos do conhecimento </li></ul><ul><li>os céticos ou descrentes </li></ul><ul><li>os parceiros do conhecimento </li></ul>
    15. 15. Atores alinhados com o projeto (grupos de competência) <ul><li>o líder empreendedor </li></ul><ul><li>o ambientalista </li></ul><ul><li>o tecnólogo </li></ul><ul><li>o consultor </li></ul>
    16. 16. Passos necessários à implementação <ul><li>Manter o foco no ser humano </li></ul><ul><li>Criar um clima organizacional favorável </li></ul><ul><li>“ Comprar a idéia” </li></ul><ul><li>Implementar um planejamento estratégico (amparado numa gestão participativa) </li></ul><ul><li>Clareza de objetivos </li></ul><ul><li>Mapeamento do conhecimento/informações </li></ul><ul><li>Mapeamento de competências </li></ul><ul><li>Escolha dos objetos de conhecimento </li></ul>
    17. 17. Passos necessários à implementação (cont.) <ul><li>Escolha de dados, informações e matérias </li></ul><ul><li>Identificação e organização </li></ul><ul><li>Trabalho de resgate de idéias e conhecimentos das pessoas </li></ul><ul><li>Construção de relações entre as informações </li></ul><ul><li>Articulação de variáveis e indicadores </li></ul><ul><li>Cruzamento de dados </li></ul><ul><li>Avaliação da Acessibilidade </li></ul><ul><li>Avaliação da usabilidade e qualidade das bases de dados </li></ul><ul><li>Aprendizado com as experiências </li></ul>
    18. 18. Considerações finais <ul><li>O fator de sucesso de um projeto de conhecimento bem sucedido é seu ajuste: </li></ul><ul><ul><li>à cultura organizacional , </li></ul></ul><ul><ul><li>aos processos de liderança e </li></ul></ul><ul><ul><li>ao valor econômico </li></ul></ul><ul><li>O desafio para as organizações se dá: </li></ul><ul><ul><li>na mudança de sua cultura </li></ul></ul><ul><ul><li>no diálogo </li></ul></ul><ul><ul><li>no clima de confiança e compartilhamento </li></ul></ul>

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