Gestao De Conhecimento Em Bibliotecas Universitarias

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Gestao De Conhecimento Em Bibliotecas Universitarias

  1. 1. Gestão de Conhecimento em Bibliotecas Universitárias Elisabeth Adriana Dudziak Maria Cristina Olaio Villela Maria Aparecida Gabriel Serviço de Bibliotecas Escola Politécnica da USP
  2. 2. Contexto atual <ul><li>As Bibliotecas enquanto Organizações enfrentam vários desafios em função do contexto dinâmico atual. </li></ul><ul><li>Há uma busca por novos modelos organizacionais que incorporem esse dinamismo, tais como as parcerias, a gestão participativa, o planejamento estratégico, com especial destaque à gestão do conhecimento . </li></ul>
  3. 3. Gestão do Conhecimento <ul><li>Os estudos sobre a gestão do conhecimento têm sido mais comumente direcionados à melhoria da qualidade dos serviços em relação ao cliente. </li></ul><ul><li>A gestão interna do conhecimento nas organizações bibliotecárias até o momento foi pouco explorada. </li></ul><ul><li>Poucas organizações bibliotecárias incorporaram a gestão interna de conhecimentos como uma nova filosofia organizacional. </li></ul>
  4. 4. Objetivos deste trabalho <ul><li>Aprofundar os conceitos e questões relacionados à gestão do conhecimento </li></ul><ul><li>Fomentar as discussões em torno da gestão do conhecimento em organizações bibliotecárias </li></ul>
  5. 5. Tópicos de discussão <ul><li>Diferentes Dimensões de Conhecimento </li></ul><ul><li>Definição da Espiral do Conhecimento </li></ul><ul><li>Objetivos e benefícios da Gestão </li></ul><ul><li>Fatores que alicerçam a Gestão </li></ul><ul><li>Atores envolvidos </li></ul><ul><li>Passos necessários à implantação de projetos de Gestão de Conhecimento </li></ul>
  6. 6. 3 Dimensões da Gestão do Conhecimento <ul><li>A Gestão do conhecimento pode ser concebida segundo três dimensões: </li></ul><ul><li>Como Filosofia </li></ul><ul><li>Como Processo </li></ul><ul><li>Como Objeto </li></ul><ul><li>A integração destas 3 dimensões garante o sucesso da gestão. </li></ul>
  7. 7. Como filosofia <ul><li>A gestão do conhecimento enquanto filosofia está inerentemente ligada: </li></ul><ul><li>ao clima organizacional </li></ul><ul><li>sua cultura </li></ul><ul><li>seus valores </li></ul><ul><li>a ética e a moral </li></ul><ul><li>a visão de um projeto que enfatiza o conhecimento, seu uso, troca, criação de valor e inovação </li></ul><ul><li>comunicação ampla e irrestrita e </li></ul><ul><li>consequente flexibilização da organização </li></ul>
  8. 8. Como Processo <ul><li>A gestão do conhecimento enquanto processo liga-se estruturalmente às atividades e tarefas necessárias à: </li></ul><ul><ul><li>O projeto </li></ul></ul><ul><ul><li>Os atores envolvidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Coleta de informações e conhecimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>organização </li></ul></ul><ul><ul><li>controle </li></ul></ul><ul><ul><li>disponibilização e </li></ul></ul><ul><ul><li>uso por parte de todos os membros da organização. </li></ul></ul><ul><ul><li>( incorporando a tecnologia necessária) </li></ul></ul>
  9. 9. Como Objeto <ul><li>A gestão do conhecimento enquanto objeto se refere aos: </li></ul><ul><ul><li>eventos </li></ul></ul><ul><ul><li>dados </li></ul></ul><ul><ul><li>informações </li></ul></ul><ul><ul><li>conhecimento </li></ul></ul><ul><ul><li>O conhecimento por seu lado pode ser subdividido em outros sub-sistemas : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>os conhecimentos científicos, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>os técnicos e procedimentais </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>e os administrativos. </li></ul></ul></ul>
  10. 10. As matérias-primas da gestão do conhecimento <ul><li>Conhecimento tácito </li></ul><ul><ul><li>Informal e desarticulado </li></ul></ul><ul><ul><li>Intangível e assistemático </li></ul></ul><ul><ul><li>Difícil de ser coletado e ordenado </li></ul></ul><ul><ul><li>Crenças, conhecimentos, modelos mentais </li></ul></ul><ul><li>Conhecimento explícito </li></ul><ul><ul><li>Formal e objetivo </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode ser coletado e ordenado </li></ul></ul><ul><ul><li>Ambos amparados em bases individuais e coletivas. </li></ul></ul>
  11. 11. Espiral do Conhecimento <ul><li>Tácito </li></ul>Tácito Explícito Explícito Tácito
  12. 12. Benefícios da Gestão do Conhecimento em BUs <ul><li>Construção de uma base documentada; </li></ul><ul><li>Disponibilização integrada de dados, informações e conhecimentos; </li></ul><ul><li>Melhoria da comunicação; </li></ul><ul><li>Racionalização de tarefas; </li></ul><ul><li>Conseq üe nte aumento na eficiência e eficácia dos setores; </li></ul><ul><li>Maior visibilidade de processos; </li></ul><ul><li>Compartilhamento de experiências; </li></ul><ul><li>Maior motivação e comprometimento; </li></ul><ul><li>Facilidades de benchmarking entre as Bibliotecas. </li></ul>
  13. 13. Fatores que alicerçam a Gestão do conhecimento <ul><li>a)    Comprometimento das lideranças; </li></ul><ul><li>b)   Visão estratégica com clareza de metas e objetivos; </li></ul><ul><li>c) Valorização do ser humano e das relações interpessoais; </li></ul><ul><li>d)   Clima organizacional flexível e aberto ao diálogo; </li></ul><ul><li>e)   Ampla e irrestrita comunicação, com livre fluxo de informações; </li></ul><ul><li>g) Postura profissional; </li></ul><ul><li>h)Comprometimento com o projeto. </li></ul>
  14. 14. Atores envolvidos (rede de conexões dentro da organização) <ul><li>os campeões de conhecimento </li></ul><ul><li>os patronos do conhecimento </li></ul><ul><li>os céticos ou descrentes </li></ul><ul><li>os parceiros do conhecimento </li></ul>
  15. 15. Atores alinhados com o projeto (grupos de competência) <ul><li>o líder empreendedor </li></ul><ul><li>o ambientalista </li></ul><ul><li>o tecnólogo </li></ul><ul><li>o consultor </li></ul>
  16. 16. Passos necessários à implementação <ul><li>Manter o foco no ser humano </li></ul><ul><li>Criar um clima organizacional favorável </li></ul><ul><li>“ Comprar a idéia” </li></ul><ul><li>Implementar um planejamento estratégico (amparado numa gestão participativa) </li></ul><ul><li>Clareza de objetivos </li></ul><ul><li>Mapeamento do conhecimento/informações </li></ul><ul><li>Mapeamento de competências </li></ul><ul><li>Escolha dos objetos de conhecimento </li></ul>
  17. 17. Passos necessários à implementação (cont.) <ul><li>Escolha de dados, informações e matérias </li></ul><ul><li>Identificação e organização </li></ul><ul><li>Trabalho de resgate de idéias e conhecimentos das pessoas </li></ul><ul><li>Construção de relações entre as informações </li></ul><ul><li>Articulação de variáveis e indicadores </li></ul><ul><li>Cruzamento de dados </li></ul><ul><li>Avaliação da Acessibilidade </li></ul><ul><li>Avaliação da usabilidade e qualidade das bases de dados </li></ul><ul><li>Aprendizado com as experiências </li></ul>
  18. 18. Considerações finais <ul><li>O fator de sucesso de um projeto de conhecimento bem sucedido é seu ajuste: </li></ul><ul><ul><li>à cultura organizacional , </li></ul></ul><ul><ul><li>aos processos de liderança e </li></ul></ul><ul><ul><li>ao valor econômico </li></ul></ul><ul><li>O desafio para as organizações se dá: </li></ul><ul><ul><li>na mudança de sua cultura </li></ul></ul><ul><ul><li>no diálogo </li></ul></ul><ul><ul><li>no clima de confiança e compartilhamento </li></ul></ul>

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