Plano de ação 2011 novo

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Plano de ação 2011 novo

  1. 1. GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE VALENÇA SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, ESPORTE E LAZER. PLANO DE AÇÃO - 2011Título: Despertando SonhosSetor: Proteção Social Básica – PROJOVEM ADOLESCENTE1- DESCRIÇÃO O Projovem Adolescente - Serviço Socioeducativo integra a Política Nacionalde Assistência Social, política pública de proteção social de caráter universalizante,que se materializa por meio do Sistema Único de Assistência Social - SUAS,composto por uma rede articulada e orgânica de serviços, programas, projetos ebenefícios socioassistenciais. Ele articula um conjunto de ações dos dois âmbitos daproteção social – básica e especial – e busca desenvolver seguranças sociais deacolhida, convívio familiar e comunitário. Destina-se a jovens de famílias emcondições de extrema pobreza e àqueles marcados por vivências resultantes dediferentes circunstâncias de riscos e vulnerabilidades sociais – retirados de situaçõesde trabalho infantil, abuso e exploração sexual, violência doméstica, abandono,negligência e maus-tratos – e alguns em situação de conflito com a lei, cumprindomedidas socioeducativas em meio aberto ou egressos de medida de internação - LeiN.º 8.069, de 13 de julho de 1990, Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Assim os Alunos, Orientadores Sociais e Facilitadores do ProjovemAdolescente de Valença-RJ, terão nos CRAS, seu ponto de apoio e referência paraatendimentos específicos na área psicológica e social, bem como suporteadministrativo para distribuição de materiais e arquivo da documentação do Projovemdos Coletivos de alunos que estiverem ao seu entorno. O Serviço Socioeducativo do Projovem Adolescente integra-se a outrasestratégias de ação voltadas para as famílias, tais como o Programa Bolsa Família –PBF e o Programa de Atenção Integral à Família - PAIF, implementados no Centrode Referência de Assistência Social – CRAS, e aos programas e serviços deproteção social especial executados pelo Centro de Referência Especializado deAssistência Social - CREAS, voltados aos jovens, às famílias e à comunidade. Essaintegração se dá de forma complementar e não substitutiva de modo a proporcionaralternativas emancipatórias para o enfrentamento da vulnerabilidade socialdecorrente das condições de pobreza e de desigualdades sociais, as quais afligemmilhares de famílias do município de Valença.
  2. 2. 2- EQUIPE : Secretário de Assistência Social, Esporte e Lazer: Pedro Antônio Furtado Teixeira Subsecretária de Assistência Social: Luciana Leopoldino Coordenador : Max Andrey Barbosa dos Santos Orientadores Sociais: Gracy Brandão de Oliveira ( Varginha Tarde 1 e Varginha Manhã ) Teresa Cristina Brandão de Oliveira ( João Bonito Manhã e Juparanã ) Joyce Rocha da Cunha Silva ( Cambota e Centro Manhã ) Jackeline Rocha da Cunha ( João Bonito Tarde e Biquinha Manhã ) Livya Pires Nacarate dos Santos ( Centro Tarde 2 e Varginha Tarde 2) Yara Dantas da Costa ( Centro Tarde 1 e Biquinha Tarde ) Facilitadores de oficinas: Lúcia Helena, Wesleymar, Jean, Joelma, Joana, Cleiton, Evandro, Pabyel, Jonatha, Kelly e Vanessa Auxiliares Administrativos: Vania e Cláudio 3- USUÁRIOS 1. pertencentes a famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF); 2. egressos de medida socioeducativa de internação ou em cumprimento de outras medidas socioeducativas em meio aberto, conforme disposto na Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); 3. em cumprimento ou egressos de medida de proteção, conforme disposto na Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990; 4. egressos ou vinculados a programas de combate à violência, ao abuso e à exploração sexual. Os jovens a que se referem os itens de 2 a 4 devem ser encaminhados ao Projovem Adolescente pelos programas e serviços especializados de Assistência Social do Município ou do Distrito Federal ou pelo gestor de Assistência social, quando demandado oficialmente pelo Conselho Tutelar, pela Defensoria Pública, pelo Ministério Público ou pelo Poder Judiciário.4- CONDIÇÕES E FORMAS DE ACESSO Os jovens são organizados em grupos de 15 a 20 integrantes, denominadoscoletivos, sob a responsabilidade de um Orientador Social. O serviço poderá serofertado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou deverá estar a elereferenciado. O técnico de referência do CRAS é responsável por assessorar oOrientador Social e por realizar o acompanhamento das famílias dos jovens doProjovem Adolescente por meio do Programa de Atenção Integral à Família (PAIF).5- LOCAIS DE ATENDIMENTO
  3. 3. TOTAL CRAS INSTITUIÇÃO COLETIVO LOCALIDADE JOVEM PROJETO CURUMIM 2 30 BiQUINHA E. M. MARIETA LOPES IELPO 2 30 JOÃO BONITO BARÃO SEDE PROJOVEM 3 60 CENTRO1 DE E.M.MARIA IELPO CAPOBIANCO 1 15 CAMBOTA JUPARANÃ CASA DOS VICENTINOS 3 50 VARGINHA C.M.PEDRO PAULO 1 15 B. DE JUPARANÃ TOTAL 12 200 6- ABRANGÊNCIA Os Coletivos do Programa Projovem Adolescente estão referenciados no seguinte CRAS, relacionado abaixo, de acordo com a territorialidade do mesmo. CRAS Nº 33061001947 RUA ARIVALDO SALLES N 65 , TEL.: (24) 2471 5130 BARÃO DE JUPARANÃ – VALENÇA/RJ TÉCNICO RESPONSÁVEL: IVANITA PEREIRA FARIAS 7- PARCERIAS  Secretaria Municipal de Educação  Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Agricultura  Secretaria Municipal de Saúde  Secretaria de Administração  Secretaria de Comunicação  Subsecretaria de Esporte e Lazer  Conselho Municipal de Assistência Social  Centro de Eventos FAA  Casa de Cultura Léa Pentagna  Conselho Tutelar  Projeto Curumim  E.M. Maria Ielpo Capobianco  E.M. Marieta Lopes Ielpo  Esquadrão de Cavalaria Leve Tenente Amaro  CREAS  CMDCA  CRAS/PAIF 8- OBJETIVOS
  4. 4. 8.1 - Geral• Implementar ações socioeducativas nos Coletivos Jovens e outros espaços de aprendizagem, incentivando os adolescentes a avançarem no seu processo de autoconhecimento, conhecimento e ação sobre a realidade em que vivem, instigando-os a construírem um início de percurso profissional e a se prepararem para futuras qualificações e formações que lhes permitam uma inserção criativa, crítica e pró-ativa no mundo do trabalho, o que é fundamental para sua realização pessoal e social.8.2- Específicos• Situar o indivíduo na dimensão coletiva do trabalho, para que perceba a cooperação como fator preponderante para o alcance de resultado comum a diferentes indivíduos e coletivos, retomando e reelaborando conceitos sobre mundo do trabalho: mercado de trabalho, emprego, ocupação.• Desenvolver atividades para que percebam as relações entre as formas de organização do trabalho e as possibilidades de realização pessoal e profissional do trabalhador, observando as formas de organização do trabalho que permitem o maior ou menor exercício de valores como autonomia, solidariedade e cooperação.• Diversificar as atividades, oportunizar os usuários a conhecer diferentes tipos de gestão de organizações, estimulando o protagonismo dos jovens em situações coletivas de trabalho, conscientizando sobre a importância da solidariedade, o respeito ao próximo e os valores de uma estrutura familiar.• Simular e experimentar o trabalho numa organização cooperativada, formalizando um projeto de trabalho em que o Coletivo se apresenta à comunidade, às instituições e autoridades locais como grupo organizado cooperativamente.• Despertar o interesse pela arte, desenvolver a criatividade artística, incentivando o gosto pela leitura e escrita, numa visão de mundo mais crítica e ao mesmo tempo romântica.• Desenvolver a coordenação motora e psicomotora, através dos Festivais Esportivos, integrando, reeducando e socializando por meio da interação dos jovens nas diversas comunidades.• Descobrir os talentos artísticos através de atividades que envolvam canto, dança, música, teatro e artesanato, oportunizando o desenvolvimento de suas potencialidades artísticas, trabalhando a auto estima, exteriorizando a beleza interior de cada jovem.• Criar espaços de reflexão sobre os projetos de vida e oportunizar ao jovem a participação do Projeto de Orientação Profissional – POP tendo como fio condutor os sonhos e a projeção para a vida e inserção no mundo do trabalho.
  5. 5. • Promover através da inclusão digital com curso de informática básica e Internet, habilitando os jovens a criar vídeos, documentários e filmes, os quais irão proporcionar oportunidades de concorrer no mercado de trabalho. • Conscientizar a importância da cultura da Paz num trabalho de integração entre as comunidades de cada coletivo, fortalecendo os vínculos familiares e comunitários, promovendo ações que amenizem a violência. • Capacitar os Orientadores Sociais e Facilitadores para a construção de Blogs ( ferramenta on-line) para que desta forma tenham um espaço onde os Coletivos divulgarão e publicarão reflexões e conclusões acerca das ações e experiências vividas nas oficinas e encontros de convivência. 9- METAS Em nosso município veiculam-se notícias de agressão e outros crimes contra acriança e o adolescente . O que mais preocupa, nesta onda de violência é aconstatação de que muitos desses crimes estão sendo cometidos por adolescentes.Quando estão fora da escola, a situação se agrava, a negação do direito à educaçãocondena-os a uma vida marginal e ao risco de vida constante. Mais do que superar afome e a miséria – estabelecendo um patamar mínimo obrigatório de dignidadehumana – é necessário garantir aos excluídos as oportunidades para desenvolveremplenamente suas potencialidades e capacidades e, assim, viverem de forma digna eautônoma. Os Centros de Referência de Assistência Social – CRAS atuam de formapreventiva e potencializadora, integrando as políticas públicas voltadas às famílias doBolsa Família. Para atender com qualidade a demanda de jovens do nossomunicípio, cerca 2823 ( dois mil oitocentos e vinte e três ) famílias com jovensbeneficiados pelo Programa Bolsa Família, há que se empreender grande esforço,muito tempo e investimentos significativos. A manutenção de 12 (doze) Coletivos de Jovens resolverá parte do problema,pois serão apenas 180 ( cento e oitenta ) adolescentes de 15 a 17 anos, atendidospelo PROJOVEM ADOLESCENTE, e isto significa muito pouco num município demédio porte como este. O problema é real, núcleos de crianças e adolescentes aliciados pelo tráfico dedrogas e em tempo ocioso. A gravidez na adolescência retroalimenta o ciclo dedependência dos serviços assistenciais. As mazelas da sociedade precisam serenfrentadas. Em algumas comunidades a situação já se tornou crônica e tomou umaproporção perigosa para a segurança deles e dos demais municípios de Valença-RJ.
  6. 6. Ações 2011 Responsáveis e Data ou período Atividades 2011 relação de Intersetorialidade Equipe PJA e Colônia de férias – atividades diferenciadas coletivos 18 a 28/01 Festival de Pipas Todos Coletivos 04/02 01/03 a 11/03 Capacitação de Equipe/Ciclo II Equipe PJA Paródia de Carnaval Coletivos 22 a 24/02 II JIPA Equipe PJA e 30/04 coletivos Jogos Internos 06/05-Juparanã Chá da Família Equipe PJA e 13/05-Varginha 20/05-João coletivos Bonito 26/05- Biquinha 27//05-Centro Garota e Garoto PROJOVEM COLETIVOS 05/06Excursão a Cidade do Rio de Janeiro( Zoológico, Jardim Botânico e Centro de COLETIVOS 22/07Tradições Nordestinas) Concurso de Bandas e Fanfarras Equipe PJA e 28/08 coletivos Plantio de mudas na Serra dos Mascastes e Equipe PJA e Setembro e Trilha Ecológica -Torre coletivos Outubro Apresentações no Mês das Crianças COLETIVOS 29/10 (Escolas e Creches) Desfile de 7de Setembro Equipe e alguns 07/09 jovens PJA Festivais de Dança Todos Coletivos OUTUBRO NOVEMBROCaminhada do Aniversário de Valença Todos Coletivos 25/09 Equipe PJA, 12/11-Cambota Projovem em Ação – CRAS/PAIF coletivos, 19/11-Centro CRAS/PAIF 26-João Bonito Desfile de Natal FORMATURA Coletivos Dezembro Confraternização dos Jovens (SESI)
  7. 7. 10- IMPACTOS SOCIAIS ESPERADOS A Secretaria de Assistência Social, Esporte e Lazer deseja e a Coordenação doPJA propõe, firmar parcerias e realizar um trabalho integrado com instituiçõesinteressadas – Escolas, Igrejas, Associações, Clubes e outras, para ampliação doatendimento aos adolescentes e dar oportunidades de prática cidadã. Pretende-seatingir a meta de expansão de 2010 em 5 novos coletivos. Tendo como objetivo despertar no jovem a convivência de sua responsabilidadena construção de uma cidade/ sociedade melhor, estimulando sua auto-estima, paraque ele se descubra capaz de superar sua realidade adversa a partir de seuspróprios recursos, com dignidade e autonomia. Com isso diminuindo a evidência de situação de violação dos direitosadolescentes com os conflitos familiares e agressão, gravidez precoce, exploraçãosexual, uso de drogas, e tempo ocioso. Toda equipe PJA trabalha com objetivo de transformar nossos jovens a seremcidadãos mais participativos que multipliquem boas ações, que sejam líderes maisconscientes e que sejam inseridos no mercado de trabalho. 11-METAS • Criar um cadastro reserva dos inscritos na Bolsa Família para possíveis substituições, que ocorrerão em última instância, para manter todos os coletivos com sua capacidade máxima 20 (vinte) adolescentes. 12-METODOLOGIAA figura 1 destaca a especificidade decada um dos eixos que estárepresentado em um círculo próprio. Ainterseção entre eles indica aarticulação que se espera sejarealizada nas práticas socioeducativascom os jovens desde o início doserviço. Em resposta ao desafio de se formular uma proposta socioeducativa que vá ao encontro dos anseios e demandas do segmento da juventude focalizado pelo Projovem Adolescente, promovendo seguranças básicas e favorecendo o desenvolvimento integral dos jovens, foram concebidos três eixos orientadores das ações socioeducativas – “Convivência Social”, “Participação Cidadã” e “Mundo do Trabalho”. Esses eixos se integram para a estruturação de um processo formativo que pretende contribuir para que os jovens se apropriem criticamente dosconhecimentos social e historicamente acumulados, cultivem e adensem os valores éticos e democráticos e seconstituam individual e coletivamente como cidadãos de direitos comprometidos coma transformação social.
  8. 8. O convívio é parte da dinâmica social na qual se desenvolve o sentimento depertença, a construção da identidade e a afirmação da individualidade. Por meio delese realiza a transmissão dos códigos sociais e culturais e se estabelecem os valoresque norteiam a vida em sociedade. É também por meio da convívio que seestabelecem e se solidificam os vínculos humanos, inicialmente no âmbito familiar,constituindo uma rede primária de relacionamentos que asseguram relacionamentose tecendo-se redes secundárias, essenciais ao desenvolvimento afetivo, cognitivo esocial. A segurança sentida na convivência familiar e comunitária oferecerá as basesnecessárias para o amadurecimento e para a constituição de uma vida adultasaudável (MDS e SEDH, 2006). Neste sentido, o serviço socioeducativo se colocacomo mediador das relações que os jovens estabelecem entre si, com a família, coma comunidade e com as instituições, contribuindo para a construção de relaçõesafetivas e vínculos estruturantes, reduzindo vulnerabilidades e promovendopotencialidades. O eixo da “Convivência Social” no Projovem Adolescente é o que melhortraduz a sua essência, enquanto serviço socioeducativo de proteção social básica,voltado ao fortalecimento de vínculos relacionais e de pertencimento. É justamente aíonde se afirma e se destaca a especificidade da política pública de assistência socialna atenção à juventude, e onde reside a sua expertise. Pela sua relevância, não seriaincorreto atribuir ao Projovem Adolescente a designação de “serviço socioeducativode convívio”. A formação para a cidadania supõe a sensibilização e o desenvolvimento dapercepção dos jovens sobre a realidade social, econômica, cultural, ambiental epolítica em que estão inseridos, especialmente sobre a condição juvenil; aapropriação de seus direitos de cidadania e o reconhecimento de deveres; o estímuloao desenvolvimento de práticas associativas e de formas de expressão emanifestação de seus interesses, visões de mundo e posicionamento no espaçopúblico. No Projovem Adolescente a participação é um meio e é um fim. É um meio aose criarem condições para que os jovens se tornem sujeitos do processosocioeducativo e assumam papel destacado na decisão, organização, execução eavaliação das ações socioeducativas, instituindo-se a gestão compartilhada do “fazersocioeducativo” entre os jovens, os Orientadores Sociais e os Facilitadores deOficinas de Convívio por meio do Esporte e Lazer e da Arte e Cultura e da FormaçãoTécnica Geral para o mundo do trabalho. A participação é um fim, ao se fornecereminsumos e instrumentos que possibilitem aos jovens desenvolverem experiênciasestruturantes de ações coletivas de interesse público na comunidade e imprimiremvisibilidade pública aos seus anseios, interesses, demandas e posicionamentos comocidadãos, sujeitos de direitos. A participação cidadã, para além da convivência sociale do reconhecimento de direitos, visa ao desenvolvimento de potencialidades dosjovens que resultem na sua atuação crítica, protagônica e transformadora na vidapública, no exercício de uma cidadania ativa, criadora de novos direitos, de novosespaços participativos e comprometida com a democracia. A formação para o mundo do trabalho define-se aqui como processo vital eeducativo que contribui para tornar possível aos jovens a sua existência autônoma ea sua cidadania. O trabalho é estruturador de identidades, cria espaço depertencimento social, é organizador de práticas sociais específicas de caráterhistórico e cultural, por meio das quais se constroem as condições de existência emsociedade. Nessa perspectiva, é constituinte do sujeito na sua totalidade; é o espaçoonde o cidadão se realiza enquanto produtor de si mesmo e produtor de cultura. Nadimensão socioeducativa, a Introdução à Formação Técnica Geral para o mundo dotrabalho, ainda que não vise à qualificação profissional, é imprescindível para asocialização e desenvolvimento de valores e habilidades que estruturam o jovem
  9. 9. para a vida em sociedade. Propõe uma formação para o trabalho que incorporatambém a sua dimensão subjetiva e de fonte de realização pessoal e deautoconhecimento. Valoriza a atividade humana, diferenciando-a da forma históricado trabalho assalariado, tomando-a como ponto de partida para a produção deconhecimento e de cultura. Articulando a relação entre conhecimento e atividadeprodutiva, possibilita aos jovens a apreensão de elementos culturais, que concorrempara a configuração de seus horizontes em termos de cidadania e de vidaeconomicamente ativa.12.1 - Temas transversais O conjunto de questões sociais objetos de atenção e reflexão no ProjovemAdolescente se expressa em temas transversais que atravessam e perpassam, emtoda a sua extensão, as ações socioeducativas em suas atividades teóricas epráticas, recobrindo os vários domínios e conteúdos imprescindíveis para acompreensão da realidade e para a participação social dos jovens em seu processode crescimento e desenvolvimento individual e coletivo. Os temas transversais são:· Juventude e Direitos Humanos e Socioassistenciais- Jonatha Peixoto Crispim· Juventude e Saúde- Kelly de Fátima Carvalho· Juventude e Meio Ambiente- Joana da Silva Tomaz· Juventude e Trabalho- Wesleymar Clementino da Silva ( FTG )- Vanessa Figueira Gonçalves ( PLA )- Cleiton Ferreira dos Nascimento ( Inclusão Digital )- Evandro Modesto ( Inclusão Digital )· Juventude e Cultura-Lúcia Helena da Silva - DANÇA-Jean Paulo Murat – MÚSICA-Joelma Rocha da Cunha – DANÇA· Juventude e Esporte e Lazer-Pabyel Antônio Lopes Wunsch – PRÁTICAS ESPORTIVAS-Levy Jessiano Magalhães da Costa – PRÀTICAS ESPORTIVAS
  10. 10. A seleção dos conteúdos e das ações socioeducativas em cada tematransversal teve como referência a análise das condições institucionais para a efetivaintegração das políticas públicas voltadas para os jovens no Município.Figura 2 – Eixos estruturantes etemas transversais do ProjovemAdolescente12.2 - Dimensões metodológicas A concepção metodológica do Projovem Adolescente visa ao desenvolvimentointegral dos jovens, abrangendo e articulando as diversas dimensões de sua vidacomo indivíduo, como futuro profissional e como cidadão, e promovendo a vivênciade práticas socioeducativas que proporcionem a aquisição de conhecimentos e odesenvolvimento de habilidades para empreenderem projetos de vida pessoais ecoletivos, transformadores e comprometidos com o bem comum. Nessasperspectivas, as principais referências metodológicas do Projovem Adolescente estãoapoiadas nas seguintes dimensões:
  11. 11. _ Dimensão dialógica – o alargamento da percepção e da aprendizagem se produzem diálogo entre iguais. Significa considerar a todos como portadores de saberes efavorecer ações socioeducativas que se realizem na troca de idéias e deexperiências, na socialização de conhecimentos, no trato de conflitos e nanegociação e construção de consensos, facilitados pela convivência e pelo trabalhocoletivo._ Dimensão reflexiva – o desenvolvimento de postura crítica a partir da reflexãosobre o cotidiano, sobre as experiências pessoais, coletivas e comunitárias e sobreas práticas socializadoras vivenciadas pelos jovens em suas diversas redes. Adimensão reflexiva está voltada para a elaboração do que é vivido – assim como oprojetado na ordem imaginária – e para a sistematização dos novos conhecimentosadquiridos._ Dimensão cognitiva – a ampliação da capacidade de analisar, comparar, refletir,não só sobre o que se aprende, mas sobre como se aprende; capacidade de acessarinformações e conhecimentos, de apropriar-se das aprendizagens, reproduzir e criarnovos saberes e transformá-los em novas experiências._ Dimensão afetiva – o desenvolvimento e ampliação de relacionamentosinterpessoais, envolvimento e comprometimento, construção de interesses comuns,cumplicidades e criação de vínculos afetivos que proporcionam alegria e prazer naparticipação das ações socioeducativas._ Dimensão ética – o exercício da participação democrática, da tolerância, dacooperação, da solidariedade, do respeito às diferenças nas relações entre os jovense entre estes e a equipe de profissionais, para o desenvolvimento de princípios evalores relacionados aos direitos, à dignidade humana, à cidadania e à democracia._ Dimensão estética – o estímulo ao desenvolvimento das sensibilidades estéticasna perspectiva da percepção do outro em suas diferenças, independentemente dosvalores e padrões impostos como mecanismos de exclusão e invisibilidade social. Avalorização e legitimação das diferentes expressões artísticas, culturais, decondições físicas, origem étnica, racial, de opção religiosa e de orientação sexual._ Dimensão lúdica – o estímulo ao espírito de liberdade, à alegria de viver, aodesenvolvimento integral de todas as potencialidades humanas, valorizando o jogo ea brincadeira no jeito de ser jovem e favorecendo a livre expansão dasindividualidades, base para uma real emancipação humana.
  12. 12. Figura 3 – Dimensões metodológicasdo Projovem AdolescenteAs dimensões metodológicas orientam o fazer socioeducativo. Aliadas a umconjunto de princípios e valores que permeiam a organização dos espaçoseducativos e a convivência com e entre os jovens, constituem as principaisreferências metodológicas do Projovem Adolescente. 13 - RECURSOS NECESSÁRIOS • Humanos: - 06 Orientadores Sociais e 12 Facilitadores de Oficinas para 12 Coletivos de Jovens - Assessor administrativo: sendo lotado na Sede PJA - 04 Assistentes Socias CRAS (Juparanã), CRAS/PAIF (Varginha), PAIF(Cambota e Biquinha) e Bolsa Família (Centro e João Bonito) - Um Gestor Municipal - Um coordenador PJA 14 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS No endereço eletrônico: http://www.mds.gov.br/suas/guia_protecao/projovem projovem-valenca-rj@hotmail.com (Orkut e Blog) SEDE PROJOVEM ADOLESCENTE Rua Mário Castilho, 89, Centro-Valença-RJ, Tel.: 2453 3433 Responsáveis pela elaboração do Plano: Elaborado pelo coordenador Prof. Max Andrey Barbosa dos Santos , Equipe de Orientadores Sociais e Facilitadores PJA 2011 Valença, 14 de março de 2011

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