Diversidade sexual e homofobia

2.548 visualizações

Publicada em

0 comentários
6 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.548
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
139
Comentários
0
Gostaram
6
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Diversidade sexual e homofobia

  1. 1. DIVERSIDADE SEXUAL E HOMOFOBIA
  2. 2. O QUE É HETERONORMATIVIDADE?  Heteronormatividade é um termo usado para descrever situações nas quais orientações sexuais diferentes da heterossexual são marginalizadas, ignoradas ou perseguidas por práticas sociais, crenças ou políticas. Isto inclui a idéia de que os seres humanos recaem em duas categorias distintas e complementares: macho e fêmea; que relações sexuais e maritais são normais somente entre pessoas de sexos diferentes; e que cada sexo têm certos papéis naturais na vida. Em suma, é quando a heterossexualidade é considerada como sendo a única orientação sexual normal. As normas que este termo descreve ou critica podem ser abertas, encobertas ou implícitas. A heteronormatividade torna a auto-expressão e auto-aceitação mais difícil.  Alguns exemplos de atitudes heteronormativas são: desconsiderar as relações sexuais de pessoas gays (principalmente com mulheres bissexuais e lésbicas), desconsiderar o casamento gay, falta de exploração de relacionamentos gays em novelas e filmes, meninas sendo incentivadas a esperar pelo príncipe encantado e meninos a pegarem muitas mulheres, objetificar o corpo feminino... Só com esses exemplos já dá pra ver que a sociedade por si só é heteronormativa.
  3. 3. Direitos Civis
  4. 4. O mesmo argumento se aplica à adoção por casais gays. “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à igualdade”
  5. 5. CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA  O Brasil é o país que mais assassina homossexuais dentro da América Latina  A homossexualidade é uma característica intrínseca da pessoa (como a cor da pele). O racismo já é criminalizado no Brasil  Homofobia mata! E quando não, gera terrorismo psicológico e danos morais  A PLC 122/2006 está em trânsito na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal do Brasil
  6. 6. HOMOSSEXUALIDADE NAS ESCOLAS  A escola é lugar de formação do indivíduo como ser social. Logo, tem o papel de ensinar as pessoas a respeitar e conviver com as diferenças. A orientação sexual deveria estar incluída nisso  Uma tentativa de combater a homofobia em escolas públicas foi lançada há alguns anos, mas reprovada (o “kit gay”)  A maioria das escolas não está preparada para lidar com a homossexualidade de seus alunos
  7. 7. FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO E ESTADO LAICO  Laico adj. 1. Que não sofre influência ou controle por parte da igreja (ex.: estado laico).  É importante que as pessoas religiosas participem, com seus preceitos, de forma democrática na sociedade. Mas as orientações pessoais que cada um tem como noção de certo e errado (sendo de cunho religioso ou não) não deveriam interferir no andamento igualitário da sociedade – principalmente se considerarmos que o fundamento do Novo Testamento é o amor ao próximo.
  8. 8. CURA GAY  A Organização Mundial da Saúde não considera a homossexualidade como doença desde 1987  O projeto de “Cura Gay” pretende remover artigos do Conselho Federal de Psicologia, que proíbe os profissionais de participarem de terapia para alterar a orientação sexual.  A função do psicólogo é fazer com que o seu paciente se aceite
  9. 9. VISIBILIDADE TRANS*  Pessoas trans* são pessoas que “se sentem no corpo errado”. Não tem nada a ver com orientação sexual, e sim com identidade de gênero. São pessoas que nascem com uma genitália feminina, por exemplo, mas têm uma consciência/alma/dê o nome que você quiser de homem, por exemplo. Existem pessoas que se identificam com ambos os gêneros ou nenhum. Pode ou não ter a ver com travestismo (existem pessoas que se travestem apenas por prazer e não por se identificarem com outro gênero, como o Laerte, por exemplo). Atualmente, a OMS classifica a transexualidade como doença (portanto, passível de cura, pela cirurgia de adequação sexual, garantida pelo sistema público da maioria dos países. O problema é que existe uma fila de espera imensa e que essas pessoas são altamente discriminadas por não seguirem os estereótipos de gênero estabelecidos socialmente).  É comum ler sobre pessoas trans* que, na infância, se confundiam na hora de usar o banheiro e ficam paradas entre as duas filas indianas (de meninos e meninas) no jardim de infância. Já li também sobre uma menina trans* (uma menina que nasceu no corpo de menino) tentando cortar seu pênis fora, aos dois ou três anos de idade. (Como cissexual, é complicado me colocar no lugar de pessoas trans*, mas achei esse texto bastante explicativo: http://www.feministacansada.com/post/40248740172 )
  10. 10.  TRF4 DÁ PRAZO DE 90 DIAS PARA QUE SUS REALIZE CIRURGIA DE MUDANÇA DE SEXO EM TRANSEXUAL CATARINENSE Ela, que atende pelo nome de Dirce, tem 36 anos, e ganha a vida como costureira. Batizada como Dirceu, a autora conta que desde os quatro anos se sente como menina. Explica que seguir com a identidade masculina faz com que se sinta humilhada no seu dia a dia. (...) Silva ressaltou que Dirce preenche todas as exigências previstas na portaria SAS 457/2008, do Ministério da Saúde, que trata do tema. Ela é maior de idade, já fez acompanhamento psiquiátrico por dois anos, tem laudo psicológico favorável e diagnóstico de transexualismo. Para o magistrado, cabe à Justiça garantir o direito fundamental à saúde, previsto na Constituição.  “Ter direito a ter um nome e um gênero grafados nos seus documentos é um princípio da dignidade humana. É o respeito à autoidentificação, à sua identidade de gênero, diuturnamente discriminada quando se é trans* dentro de uma sociedade em que a transfobia e o cissexismo estão confundidos com o projeto de sociedade. É acabar com os riscos de te discriminarem com a desculpa de que só podem te chamar pelo nome que está no seu RG, é ter de estar se explicando diversas vezes o tempo todo por que você diz que seu nome é A e em seus documentos está B. Por que você se diz mulher, se nos seus documentos está um nome masculino; ou homem se nos seus documentos está um nome feminino: Quando vai fazer entrevista de emprego; Quando vai ao médico; Na escola, na faculdade; Quando vai fazer uma compra a crédito, emitir um cheque; Quando vai ao banco em que os documentos são exigidos; Quando vai alugar ou comprar uma casa, apartamento; Quando vai prestar um concurso, vestibular;” (Daniela Andrade)

×