Catálogo do III BAFF

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Catálogo do III BAFF

  1. 1. CA TÁ LO GOIIIBAFFBAHIA AFRO FILM FESTIVAL 13 A 23 DE MAIO DE 2010 CACHOEIRA-BAHIA-BRASIL
  2. 2. 01 PAG. 05 Textos de abertura 12 Homenageados 24 Programação 38 Mostra de filmes convidados 46 Mostra competitiva 64 Jurados 68 Ficha técnica 72 Agradecimentos
  3. 3. 05 PAG. O BAHIA AFRO FILM FESTIVAL tem como objetivo principal divulgar, integrar e promover discussões em torno da pro- dução de cinema e de vídeos, nacionais e internacionais, que possuam como temá- tica central o cidadão afro- descendente, com ênfase na diáspora africana, no sincretismo cultural, no hu- manismo e na preservação de raízes e valores. O Festival pensa o cinema afrodescendente, que atua à frente ou atrás das câmeras, através da produção industrial ou da produção indepen- dente de trabalhos audiovi- suais. Além de divulgar e agregar a experiência e a produção acadêmica e inte- lectual comprometidas com o tema, o BAHIA AFRO FILM FESTIVAL mantém um acervo audiovisual para mostras e exibições especiais durante todo o ano. A escolha de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, para palco de tão expressivo evento, deve-se ao fato de tratar-se de uma região histó- rica e que apresenta uma alta concentração de população negra ou de ascendência negra no Brasil, sendo hoje um dos principais destinos do turismo étnico. O BAHIA AFRO FILM FESTIVAL atrai a atenção para a impor- tância do cinema de temá- tica afro, contribuindo positivamente para o pro- cesso de profissionalização e de crescimento da produ- ção audiovisual na Bahia. Focado também em ques- tões fundamentais de forma- ção e integração, o Festival desenvolve, paralelamente, oficinas profissionalizantes e ações de responsabilidade social. Destaque-se a “Mos- tra Itinerante” viabilizada através de Cineclubes, par- cerias e convênios com os diversos setores da educa- ção e da cultura em nosso país, que percorrerá escolas e entidades organizadas de cidades do Recôncavo e de outras regiões baianas, bem como cidades do interior e de várias capitais brasileiras. O estabelecimento do BAHIA AFRO FILM FESTIVAL em Ca- choeira deve-se, entre ou- tros fatores, à constatação de condições favoráveis ao estabelecimento de um “Pólo Regional de Cinema” na região do Recôncavo Baiano, que inclusive já conta com o “Curso de Cinema da Universidade Federal do Recôncavo”. Sem perder de vista que a história de Ca- choeira, passada e presente, remete-nos às nossas raízes e ancestralidades. Da localização geográfica ao valor histórico, do patrimônio monumental à beleza paisa- gística, da sensibilidade à receptividade próprias do seu povo, Cachoeira, ao abri- gar o BAHIA AFRO FILM FESTIVAL, transformar-se-á num autên- tico palco cultural de reflexão, discussão e debate, desper- tando a atenção e possibili- tando que se vivencie um Festival afrocultural demo- crático, eclético, atraente e único em nosso país. Lázaro Faria Cineasta. Diretor e Curador do Festival. III BAFF BAHIA AFRO FILM FESTIVAL
  4. 4. 07 PAG. 06 PAG. O cineasta mineiro Humberto Mauro afirmou que “Cinema é Cachoeira”, figurando a imagem do cinema como o intenso movimento das águas, que tem dinamismo, beleza e continuidade eterna. Essa metáfora foi marcante para um grupo de jovens que, nos idos da década de 70 do século XX, carregavam projetores 16mm para exibi- ção de filmes nos lençóis brancos que o povo estendia e que serviam de telão nas praças públicas. Esse exercício para mostrar as diferentes realidades do Brasil e do mundo propiciou o vigor do movimento cine- clubista, através do negro generoso e intelectual Luiz Orlando, inesgotável fonte de informações sobre a exis- tência de filmes com dife- rentes conteúdos e linguagens cinematográfi- cas. Dessa maneira, circulá- vamos na Boca do Lixo, em São Paulo, com apoio do ci- neclubista Diogo Gomes, que dirigia a Dinafilme – Distribui- dora Nacional de Filmes para cineclubes, criada pelo movi- mento cineclubista nacional, para conseguir uma filmo- grafia alternativa e que não representasse a imposição do consumo “alienígena”. Quem sabe não estávamos exercitando a “subversiva pi- rataria” para conhecer a ci- nematografia do Realismo Socialista, da Nouvelle Vague, do Cinema Novo, do Cinema Marginal, bem como produções dirigidas por Fe- lini, Serguei Eisenstein, In- gman Bergman, Rogério Sganzerla, Humberto Mauro, Nelson Perreira dos Santos, João Batista de Andrade, Roberto Pires, Orlando Senna, Glauber Rocha, Jean- Luc Godard, Luiz Bunnuel e outros tantos cineastas cen- surados na época. Descobri- mos o cinema novo, onde Glauber Rocha nos influen- ciou a adotar Terra em Transe como o nome do pri- meiro cineclube que criamos em Cachoeira – no início da década de 70 do século XX. Para Glauber Rocha, uma câmera na mão e uma ideia na cabeça representavam o ponto de partida para des- velar a rica trama da diversi- dade cultural brasileira, manifestada nas expres- sões das camadas popula- res e, principalmente, da africanizada riqueza cultu- ral. Para aquela juventude cachoeirana, deliciar-se com as imagens em movi- mento de Barravento, Deus e o Diabo na Terra do Sol, O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, entre ou- tros, era verdadeiramente fascinante, e representava descobrir os labirintos que aquela nova estética cine- matográfica impunha aos olhares e cérebros que esti- mulavam os adolescentes e jovens à subversão. Esse fascínio levou à exibi- ção de filmes nas praças pú- blicas e nos terreiros de candomblés, a exemplo do Itaylê Ogum, onde o capoei- rista e cineasta Arnol Con- ceição e o cineasta Geraldo Sarno filmaram Yaô. Passa- mos a ter a compreensão de que “Cachoeira é Cinema,” é a “Terra em Transe”, é a ver- dadeira e natural cidade ci- nematográfica, muito bem aproveitada pelos cineastas: Geraldo Sarno, Fernando Coni, Joel Almeida, Araripe, Sérgio Machado, Otávio Be- zerra, Élson Rosário, Vitor Diniz, Fernando Belens, entre outros de igual valor. Destaque-se a trajetória de Arnol Conceição que, de pescador, capoeirista e car- pinteiro, também descobriu seu talento de operário da arte cinematográfica. Arnol Conceição é considerado pelo pesquisador e cineasta CACHOEIRA É CINEMA!
  5. 5. 09 PAG. 08 PAG. Geraldo Sarno como o pri- meiro cineasta negro baiano a produzir um filme docu- mentário: “Massapê”. Mere- cedor de justa e honrosa homenagem do III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL. É nesse cenário afrobarroco da cidade banhada pelo Rio Paraguaçu, e ligada ao pre- sépio de Senhor São Felix pela trançada e transada ponte de aço D. Pedro II, que estamos acolhendo o III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL. Uma iniciativa da Casa de Ci- nema da Bahia, dirigida pelo cineasta Lázaro Faria, que teve sua saga inicial no Pe- lourinho de Salvador, percor- rendo a Senzala do Barro Preto do Ilê Ayê – Curuzu, para assentar sua cabeça em Cachoeira, no roncó do Terreiro da Nação Nagô do Território de Identidade do Recôncavo da Bahia. O III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL está sendo organizado e rea- lizado pelo colegiado for- mado pelo Ponto de Cultura do Centro de Educação e Cultura Vale do Iguape – Ex- pressão Cidadania Quilom- bola; pela Rede Terreiro Cultural do Centro de Estudo Pesquisa e Ação Sócio Cultu- ral; a Casa de Cinema da Bahia; e o importante Curso de Cinema instalado no Cen- tro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – coor- denado por Danillo Barata. Esse colegiado vem tecendo a realização do III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL, como as mãos dos pescadores tecem suas redes, e com o carinho com que as senho- ras de bilros teciam seus belos panos de renda, sen- tadas nas portas das ruas das antigas cidades e co- munidades. Avançamos com muita pa- ciência, dedicação e convic- ção. A audácia e a sabedoria guerrilheira da nação nagô foi determinante para encon- trarmos os aliados dessa prazerosa jornada que aposta em um Festival de ci- nema e audiovisual estrutu- rante e diferenciado. Sem tapete vermelho, obvia- mente, a antiga Fábrica Leite Alves – onde as charuteiras, como Dalva Xodó, capea- vam o fumo enrolando as ci- garrilhas e compondo sambas de roda ritmados pelas batidas das tabuinhas – abre as suas portas para acolher o emblemático III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL, onde atualmente funciona o Centro de Artes, Humanida- des e Letras – CAHL (Univer- sidade Federal do Recôncavo Baiano – UFRB), que abriga o Curso de Cinema Documen- tário e Audiovisual. Não é por acaso, e sim pela determinação do Curso de História, que abrimos as ativi- dades do III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL no dia 13 de maio, como espécie de alvorada anunciadora comemorando os 122 anos da “Aerosa Pas- seata”, protagonizada exata- mente em 13 de maio de 1888, pelo maestro abolicio- nista Tranquilino Bastos, con- jugada com os 140 anos da Filarmônica Lira Ceciliana, fun- dada pelo próprio maestro. Dando sentido étnico ao protagonismo desse Festi- val, o etnomusicólogo de raiz Jejê – músico, composi- tor e ator Mateus Aleluia – ex-componente do especial grupo musical “Tincoãs”, além de homenageado, ba- tiza a abertura oficial do III Bahia Afro Film Festival com o maravilhoso show (recital e manifesto) denominado “5 Sentidos”. Acompanhado da orquestra “Afro Sinfônica”, Mateus Aleluia indaga a Ca- choeira e ao mundo: qual o seu sentido de ser cidadão? O que pretendemos de um mundo tão desigual, injusto para com os índios, negros, mulheres e outros segmentos da sociedade, que sempre foram deixados à margem dos direitos universais? Cachoeira, sempre em transe, revelou figuras aboli- cionistas libertadoras e em- blemáticas como: André Rebouças, Maria Quitéria, Ana Nery, João de Deus etc. Um parêntese para incluir Salu da Farmácia como um roteiro à parte. Não poderia deixar de destacar o ca- choeirano Anjo Negro – ator e poeta Mário Gusmão – que será um dos homena- geados no futuro IV BAHIA AFRO FILM FESTIVAL. O III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL, além de primar pela afirma- ção de conteúdos audiovi- suais, destacando a diversidade cultural brasi- leira e universal, transforma- se num espaço de múltiplas articulações políticas e cultu- rais que se desdobram em eixos temáticos, dando luz para a construção de políti- cas públicas que viabilizem o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual, ampliando a produção, dis- tribuição e difusão de con- teúdos regionalizados, de inquestionável qualidade competitiva, para ocupar es- paços nas redes de televi- são públicas e privadas, e em outros meios de difusão. A mostra de documentários do cineasta cubano Santiago Alvarez, com a presença da sua ex-companheira Lazara Herrera, viúva e zeladora do seu riquíssimo acervo cine- matográfico, também repre- sentando a Oficina de Documentário do ICAIC – Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficas, propiciará o intercâmbio e a troca de saberes entre esse conceituado Centro de For- mação e o Curso de Cinema da UFRB, e demais atores sociais engajados na produ- ção audiovisual. III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL con- verte-se numa ação perma- nente, com o lançamento e a implementação da Mostra Iti- nerante que, de início, percor- rerá 24 cidades de 6 estados, com perspectiva de amplia- ção, formando uma rede de di- fusão mesclada com atividades de formação e ca- pacitação, através de oficinas, debates, seminários, rodas de conversas etc. Envolve esco- las, cineclubes e pontos de cultura, entre outros, otimi- zando um grande número de iniciativas não governamentais e instalações de suporte governamental do sistema de cultura, educação e ou- tras áreas. Estamos vivenciando um momento oportuno para in- tegração de diversificadas experiências no campo da formação, pesquisa, produ- ção, distribuição e difusão audiovisual, que crescem em intensa velocidade esti- muladas pelo acesso às re- novadas tecnologias de informação e comunicação. Agradecemos a todas as pessoas e às instituições en- gajadas nesse valoroso pro- jeto, afirmando que o III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL passa a compor o Calendá- rio Cultural do Recôncavo da Bahia e do Brasil, com nítida perspectiva de transformar- se em um Festival de gran- deza internacional. Axé! Luiz Cachoeira Cineclubista. Produtor audiovisual. Coordenador do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural – Centro de Estudo Pesquisa e Ação Sócio Cultural, em Cachoeira, Bahia.
  6. 6. 11 PAG. Nos idos de 1984, na cidade de Cachoeira, tivemos o privi- légio de receber, no Cine Glória, uma versão da Jornada Brasileira de Cinema da Bahia. Pouco tempo depois, a jor- nada virou um evento interna- cional. Talvez tenha sido um dos últimos sopros de vida do cinema da cidade, que teve uma das laterais do seu teto ruída em 2008. Hoje o Programa Monu- menta/IPHAN e a Universi- dade Federal do Recôncavo da Bahia desenvolvem um projeto de requalificação do cinema e de três casas do quarteirão. O projeto objetiva ativar o cineteatro, e criar um centro de preservação de fil- mes e uma cinemateca, con- solidando os pilares da cadeia da preservação e difusão. O curso de Cinema e Audio- visual da UFRB, simbolica- mente, nasceu bem no momento em que o templo do audiovisual da cidade de Cachoeira precisava de cui- dados. O primeiro curso su- perior público de Cinema e Audiovisual, implantado em universidade no Norte e Nor- deste do Brasil, confere-nos a importante missão de, além da formação, potencia- lizar processos de constru- ção e afirmação das marcas identitárias no campo da cultura e do audiovisual. O acolhimento do III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL faz parte dessa política. E engran- dece-nos na medida em que realizadores, pesquisadores, cineclubistas, estudantes e, sobretudo, o povo do território do Recôncavo Baiano, esta- rão representados nas telas do Festival. Esse povo afro- descendente, de origem ma- tricial, de fato precisa vivenciar um sentimento de pertença e empoderamento nos meios de comunicação. É funda- mental sentir-se brasileiro. Além da exibição nas cidades de Cachoeira e São Félix, acontecerá uma itinerância em diversas comunidades re- manescente de quilombos no Iguape – Kaonge. Acreditamos que o cinema e o audiovisual são um farol, e que podem orientar e clarear as nossas práticas por meio de ações cidadãs. Nessa perspec- tiva, o audiovisual se inscreve como um dos muitos falares que serão requisitados para compreender as demandas e, também, as desigualdades sepultadas e atenuadas pelos ritmos históricos que in- cluem/excluem regiões brasi- leiras. Isso num diálogo mais ou menos interativo, no to- cante aos graves problemas sociais da nossa realidade. Danillo Barata Coordenador do Colegiado de Cinema e Audiovisual da UFRB. O CURSO DE CINEMA E AUDIOVISUAL DA UFRB O FAROL E A PEDRA DA BALEIA
  7. 7. Homenageados O maestro Tranquilino Bastos nasceu em Cachoeira (1850). Era filho de um português com uma escrava alforriada. Apren- deu sozinho a tocar clarineta e, ainda jovem, criou o grupo mu- sical Recreio Cachoeirano, que se exibia nas festas da cidade. Integrou o coro da Igreja do Monte e a Orquestra de São Benedito, que se apresentava nas festividades religiosas, como a de Santa Cecília, pa- droeira dos músicos. Em 1870, já engajado nas lutas contra a escravidão e dominando a técnica de ou- tros instrumentos, Tranqui- lino cria a filarmônica Euterpe Ceciliana – nome original da atual Sociedade Orféica Lyra Ceciliana –, sendo seu primeiro regente e professor. Como mestre de banda garimpava, entre os artesãos e a juventude pobre de Cachoeira, quem tinha talento para ser ins- truído sobre os mistérios da música. E assim formava os músicos para sua filarmônica. Na noite de 13 de Maio de 1888, Tranquilino Bastos, di- rigindo a Euterpe Ceciliana, desfila pelas ruas de Ca- choeira, à frente de uma multidão, composta predo- minantemente de negros e mulatos, comemorando a assinatura da lei que abolia a escravidão no Brasil. Nas dé- cadas seguintes a sua fama de regente, compositor e professor de música logo se espalha por todo o Recôn- cavo Baiano. Tranquilino é convidado e vai ensinar mú- sica, estruturar, organizar e reger filarmônicas em São Félix (Harpa Sanfelixta), em Feira de Santana (Sociedade Victória) e em São Gonçalo dos Campos (Lyra Sangonça- lense). Além de atender a essas sociedades musicais, Tranquilino Bastos também presta consultoria à filarmô- nicas de outras cidades, in- termediando a compra de instrumentos musicais das fábricas francesas Casas Sax e Besson, de quem era representante na Bahia. Nas correspondências, Tranqui- lino cotava preços e orien- tava os fabricantes sobre como aperfeiçoar os instru- mentos destinados às filar- mônicas baianas, para que emitissem, no clima tropical, uma melhor sonoridade. Em 1920 a Casa Sax remete-lhe de Paris uma batuta de prata e um diapasão (instrumento metálico em forma de foqui- lha que serve para afinar ins- trumentos e vozes através da vibração de um som mu- sical de determinada altura). Era um presente ao maes- tro, autor de “Passo Do- brado Nº 140”, música que era executada no exterior. Ao longo de sua trajetória, Tranquilino Bastos compôs 295 dobrados, 150 marchas festivas, 50 marchas fúne- bres, 205 fragmentos de ópera (transcritas para banda marcial), 24 composi- ções sacras, 80 composi- ções diversas (entre valsas, polacas e contradanças), 09 12 PAG. MAESTRO TRANQUILINO BASTOS MATEUS ALELUIA ANTÔNIO JORGE DIAS DO NASCIMENTO (MILICA) O MAESTRO TRANQUILINO BASTOS
  8. 8. 15 PAG. fantasias e variações, 05 árias para canto e 03 hinos patrióticos (entre eles, um dedicado ao 13 de Maio). Uma de suas composições mais conhecidas é “Navio Negreiro”, inspirada no fa- moso poema do poeta ro- mântico e abolicionista Castro Alves. O acervo com as partituras originais de suas criações foi adquirido pelo Estado da Bahia e en- contra-se no Setor de Obras Raras da Biblioteca Central do Estado, à disposição de estudiosos e pesquisadores. Sua obra é considerada por especialistas como de rele- vante valor artístico musical, e é constantemente consul- tada por alunos de cursos de pós graduação, tendo servido de tema para disser- tações de mestrado e teses de doutorado em música. Tranquilino foi também um líder espírita – um dos fun- dadores da Sociedade Espí- rita Cachoeirana, em 1892. Era vegetariano e praticante da homeopatia, que utilizava para prestar assistência e atendimento médico alterna- tivo à população pobre. Como jornalista atuante, es- creveu artigos na imprensa cachoeirana onde defendia a liberdade política e religiosa, combatia o racismo e a tor- tura aos presos, criticava as desigualdades sociais e o autoritarismo militar. Além disso, pregava a Paz e de- fendia o respeito à Natureza, sendo contra a morte dos animais – a quem conside- rava irmãos – e contra a pri- são dos pássaros em gaiolas. Num dos seus arti- gos defende ardorosamente a liberdade de culto e critica a perseguição aos pratican- tes do Candomblé. “Acatar a respeitar as funções destes crentes, com a solenidade de suas danças, cantos etc., é o dever dos que cultivam e prezam a tolerência e o res- peito às crenças alheias tanto quanto às próprias. Não acho correcto o procedimento de uma autoridade que or- dena o extermínio dessas fes- tas inofensivas, profanando o santuário com pontapés em seus ídolos (santos). Após afirmar que tais fatos conspurcam as leis e ferem a Constituição, Tranquilino desabafa: O Candomblé, como reli- gião, entoa a Deus os seus hymnos assim: Egbeji moriô ri okorinkam Orôhu moriô ro okorinkam (Tradução) Poderoso. Eu vos conheço como o primeiro homem! CORO Ô kum-kum biri biri Ajalê mori okorinkam (Tradução) Mesmo nas trevas eu vos distingo como Poderoso. Considerado o Mestre dos Mestres de Banda da Bahia, o “Maestro Bastos” era ve- nerado por toda a Cachoeira, sendo autor do hino oficial da cidade, em que relata a epopéia do povo cachoei- rano nas lutas que deram iní- cio à Guerra pela Independência do Brasil. A sua inspiração vinha-lhe de valores morais que cultivava com ardor, como a liber- dade, a solidariedade, a ge- nerosidade e o amor ao próximo. Após ter formado diversas gerações de músi- cos, regentes e compositores em toda a região, Tranquilino Bastos, uma sólida referência intelectual em Cachoeira e em todo o Recôncavo, morre em 1935, aos 85 anos. Jorge Ramos Jornalista. Autor de “O Semeador de Orquestras – Biografia de um Maestro Abolicionista”.
  9. 9. 17 PAG. 16 PAG. vida musical orientado pelo canto nos corais da igreja ca- tólica – e olha que cantáva- mos em latim – à qual juntei minha herança genética, toda a gama de informações do candomblé. Ao mesmo tempo em que estávamos na igreja, éramos embalados pelos cantos de Oxalá, Ye- manjá, Oxossi e Xangô. E foi essa via de captação espon- tânea que determinou toda minha criação musical”. Essa virada garantiu aos Tin- coãs – formado por Dadi- nho, Eraldo e Mateus – uma trajetória que levou o grupo ao topo das paradas de su- cesso entre os anos 70/80, com apresentações nos principais programas de te- levisão do Brasil. Na época Globo de Ouro, Programa do Chacrinha e Fantástico – da Rede Globo – e o Pro- grama Flávio Cavalcanti, na extinta Rede Tupi, num tra- balho que merecidamente foi reconhecido pela crítica e pelo público. O principal disco do grupo é um marco importante da música brasi- leira, não apenas pela quali- dade das músicas, como também pelo arranjo com características de coral fei- tos a partir de canções oriundas dos terreiros de candomblé, tendo como base apenas quatro instru- mentos: violão, atabaque, agogô e cabaça. “Os Tin- coãs” é considerado, até hoje, o mais importante grupo musical afro-brasileiro da história da MPB. São cé- lebres as criações e respec- tivas interpretações de “Cordeiro de Nanã”, “Pro- messa ao Gantois”, “Yansã, Mãe Virgem”, “Ogundê”, “Canto para Yemanjá”, “A Força da Jurema”, “Sauda- ção aos Orixás” e “Obaluaê”, entre outras canções. Em 1983 os “Tincoãs” parte para Angola, a princípio uni- camente para uma semana de apresentações. Mas vão ficando e se envolvendo cada vez mais com o país que, embora convulsionado pela guerra civil, muito tinha a oferecer ao grupo, em ter- mos da leitura de sua pró- pria ancestralidade. Nessa época Eraldo havia morrido e tinha sido substituido por Badu, que preferiu voltar ao Brasil. Mateus e Dadinho fi- caram em África. Dadinho morre de derrame cerebral e Mateus lá permanece por duas décadas, forma família, vivencia o fim da guerra e assiste ao início da recons- trução do país. “Foi em Luanda que conheci as raí- zes de minha ancestrali- dade” define Mateus, para quem o contato pessoal “terra a terra” com a cultura africana foi necessário para reforçar e ampliar as sua convicções de que o afrobar- roco é nossa origem e des- tino, enquanto cultura. O reconhecimento do traba- lho de Mateus Aleluia e dos “Tincoãs” é feito por nomes como Gilberto Gil afirma: “Eles foram pioneiros, anterio- res a tudo. Sustentaram um compromisso com a dimen- são afro-baiana, ciosos do valor daquilo que faziam, e mesmo tendo o conflito com o convencionalismo domi- nante, demonstraram cuidado com valores que na época a gente não estava atento”. Jorge Ramos Jornalista. Autor de “O Semeador de Orquestras – Biografia de um maestro abolicionista”. A formação artística do mú- sico Mateus Aleluia é viva- mente influenciada pela mistura dos elementos que sedimentaram em quatro séculos a cultura do Recôn- cavo Baiano. Para esse ca- choeirano, nascido em 1943, a formação de sua infância – vivenciada simultanemente entre o coro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a iniciação nos rituais do can- domblé, religião trazida por seus ancestrais africanos – foi decisiva para forjar o artista e o cidadão, e montar uma car- reira voltada para a cultura afro-brasileira, denominação que prefere etnologicamente ampliar para “afrobarroca”. E Mateus Aleluia insiste nessa abordagem com ver- niz antropológico. “ O bar- roco no Brasil está na nossa forma de ser, uma forma in- tangível, imaterial, num casa- mento com a cultura. Aqui o colono europeu foi muito in- fluenciado, do ponto de vista cultural, coisa que não acon- teceu, por exemplo, nos Es- tados Unidos. Daí porque a resistência cultural dos ne- gros de lá não ficou tão bem segmentada como aqui. A ancestralidade africana in- fluenciou muito mais a pró- pria cultura brasileira, na música, na dança, na gastro- nomia, maneira de vestir e em muitos outros elemen- tos. Daí dizermos que o bar- roco, que veio da Europa trazido pelos colonos, aqui se juntou aos elementos hospedeiros do universo in- dígena e a todas as manifes- tações trazidas com a diáspora africana”. Mateus lembra que pesquisas ante- riores feitas por nomes como Joãozinho da Goméia já exaltavam a musicalidade vindo dos terreiros. E cita o compositor cachoeirano Tranquilino Bastos (1850- 1935), “por ter deixado al- guma matéria sobre a música de origem africana” e ter defendido a ampla li- berdade religiosa, num tempo em que o candomblé era perseguido pela Polícia. Essa visão Mateus Aleluia carrega consigo desde que aderiu, em 1962, ao con- junto vocal os “Tincoãs”, de sua cidade. A sua entrada redefiniu as propostas e os rumos do grupo, até então voltado para o gênero ro- mântico, com seus boleros e valsas dançantes. Mateus foi o principal responsável pela guinada do grupo: “Paulatinamente fomos fa- zendo uma mudança no conceito do trabalho, o lado musical foi sendo cada mais influenciado pelo cultural. E de forma espontânea come- çamos a colocar um repertó- rio que contivesse nossa própria vivência, vindo a re- velar esta junção do afro com o barroco. Eu, por exemplo, comecei minha MATEUS ALELUIA
  10. 10. 19 PAG. Antônio Jorge Dias do Nas- cimento, que se dizia Milica, era um poeta. Poeta, como são todos aqueles que so- nham ou morreram, como ele, desejando mudar o mundo com flores, palavras e outras armas de grossos calibres e duros golpes, que, para ele, eram um projetor de cinema, rolos de filmes e a pedagogia de Paulo Freyre. Caminhou extensas estra- das, Brasil afora, com essas “mortíferas” armas, viajando sem passagem, de carona, comendo na estrada poeira e pão com mortadela. Sim, poeta como são os lou- cos, os visionários, os in- quietos e os inconformados. Irmãos dos amigos, seus ir- mãos éramos nós, era Wal- ney, Laércio, Zé da Liga, Lu Cachoeira, o Cineclube Terra em Transe que, com seus ir- mãos, ajudou a fundar na cine- matográfica cidade de Cachoeira. E no Terra em Transe viajou para os encontros de cineclubistas; no Terra em Transe enfrentava com destemor a implacável per- seguição e censura arbi- trada pelos prepostos da ditadura que davam plantão em Cachoeira, e que viam na prática cineclubista a ameaça do fantasma comu- nismo. As telas, então, eram os lençóis brancos estendi- dos pela população, e onde os filmes eram exibidos, nas zonas periféricas. Milica nasceu em 6 de de- zembro de 1956 e faleceu em 14 de abril de 2002. Era o quarto dos oito filhos que tiveram Wandercock do Nas- cimento e Zélia Dias do Nas- cimento. Estudou filosofia, trabalhou no Mobral Cultural na década de 1980, foi edu- cador, participou da funda- ção do diretório do Partido dos Trabalhadores de Ca- choeira e era um cineclu- bista. Milica era, antes de tudo, um sonhador e pessoa extremamente sensível com o sofrimento humano. Fez do cineclubismo um instru- mento de luta política pela redemocratização do Brasil, pela justiça social. É muito oportuno reproduzir aqui o testemunho de seu inseparável amigo Walney Costa Araújo: “Eu e Mio en- trávamos em ônibus coleti- vos em Salvador fazendo discursos de denúncia con- tra a ditadura e as injustiças sociais no Brasil. Nós sonhá- vamos com Luiz Ignácio Lula da Silva presidente do Brasil. As pessoas ficavam perple- xas; algumas nos apoiavam, outras nos ofendiam. A gente reagia à altura e saía- mos correndo do ônibus para não sermos linchados”. Antônio Jorge Dias do Nasci- mento, que se dizia Milica, não viu Lula ser empossado, mas foi votar em cadeira de rodas e balão de oxigênio. Ele estaria feliz com o III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL, com tudo isto de que estamos agora nos regozijando. Ele era isso. Cinema-transformação. Cinema-luta. Terra em transe. Cacau Nascimento Historiador e mestre em antropologia. Irmão do ex-cineclubista. ANTÔNIO JORGE DIAS DO NASCIMENTO (MILICA) MILICA ERA O CINEMA-TRANSFORMAÇÃO. CINEMA-LUTA. TERRA EM TRANSE.
  11. 11. 21 PAG. Em 1980, o marceneiro e ele- tricista Arnol Conceição, na- tural de Cachoeira, de Oxossi, Odé Ajaí Koleji, filho do babalorixá Enock, tornou- se o primeiro documentarista negro da Bahia ao fazer o filme Massapê. Embora tardio, será que po- demos considerar este fato como um marco real de des- colonização? Alguns documentaristas têm usado a repetição de planos numa aparente busca de ex- pressar e perpetuar o mo- mento mágico. A simples repetição porém de um mo- mento, por mais mágico/ma- ravilhoso que ele seja, ou tenha sido, em sua singulari- dade, não induz o especta- dor a perdurar na fruição desse instante. O gol maravi- lhoso de Zico, realizado em um momento de explosão criadora, repetido cinco, seis, dez vezes na TV, em ritmo normal, lento ou acelerado, não mais me transmite, nem reforça, nem prolonga aquela sensação única que foi acom- panhar em suspense os pas- ses, a penetração na área, ultrapassar os zagueiros ad- versários e bater o goleiro com tiro certeiro. O lance quando visto pela primeira vez, até o último segundo que precede o gol, pressu- põe sempre a surpresa, o provável/possível, o desco- nhecido. A repetição não intensifica nem desdobra essa sensação primeira. Per- mitirá, quando muito, anali- sar o lance, estudar a técnica do atacante, as falhas da de- fesa... Enfim a linguagem, a forma pela qual se expressou aquele momento mágico que foi o gol de Zico. Fernando Belens, psiquiatra e cineasta baiano, realizou Fibra, um documentário (do- cumentário! talvez, mais de uma aproximação possa ser feita entre este filme e o La- vrador, de Ana Carolina / Paulo Rufino) no qual o mo- mento mágico e dilatado por toda a duração do filme. A in- tensidade dos planos é man- tida num mesmo nível do princípio ao fim. A narração (um poema etnográfico que talvez não guarde nenhum compromisso com a ciência etnográfica) monocórdica e a banda sonora musical sus- tentam essa estrutura. Não há repetição de planos. Não há acumulação dramática. No entanto a surpresa, o inesperado podem ocorrer e ocorrem, livremente. Como no final, ao verificar-se que o mos- trado tem a ver com o fato real. Este filme seguramente amplia e enriquece o espaço poético do documentário. Na verdade o que o docu- mentário realmente docu- menta com veracidade é a minha maneira de documen- tar. Ainda assim, devo admitir que essa maneira de docu- mentar (supondo-se que ela pudesse ser configurada num corpo orgânico de re- gras e princípios filosóficos, estéticos, etc.) estaria deter- minada por questão de pro- dução, por situações de ordem técnica e por limita- ções que decorrem de meu maior ou menor domínio dos meios de realização, como minha maior ou menor expe- riência etc. Quer dizer, entre o originalmente imaginado - a minha maneira de conce- ber um tema – e a forma de- finitiva que ele assume na obra acabada há uma distân- cia a percorrer durante a qual o projeto inicial sofre modifi- cações. E a questão ainda se complica quando verifico que o objeto a ser documentado, o outro, o mundo, é vivo, reage e é seguramente mais rico e complexo que o pre- viamente imaginado. A minha afirmação inicial, a de que o documentário real- mente documenta com vera- cidade é a minha maneira de documentar, estará talvez mais correta se também con- cebo como maneira de docu- mentar a minha peculiar maneira de reagir às situa- ções e questões concretas que surgem durante a reali- zação. A prática quase sem- pre me força a agir assim. Mas nem sempre estamos preparados para rejeitar a dualidade sujeito/objeto, para U M A C O L A B O R A Ç Ã O D E G E R A L D O S A R N O P A R A R E F L E X Ã O S O B R E D O C U M E N T Á R I O. TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO EM “FILME CULTURA” NÚMERO 44, DE ABRIL/AGOSTO DE 1984. QUATRO NOTAS E UM DEPOIMENTO SOBRE O DOCUMENTÁRIO
  12. 12. 23 PAG. 22 PAG. transformar todas as etapas de realização de um filme do- cumentário em etapas real- mente criadoras, liberando a subjetividade e assimilando a invasão inesperada do real. Quando isto ocorre, antes mesmo que o espectador, o primeiro resultado quem o colhe sou eu mesmo com a ampliação de meu espaço in- terior imagístico. De qualquer maneira a subje- tividade, assumida ou não conscientemente pelo reali- zador, impõe suas regras mesmo quando este busca a objetividade. O moderno documentário brasileiro, aquele a que Paulo Emílio se referiu: “focali- zando sobretudo as formas arcaicas da vida nordestina e constituindo de certa forma o prolongamento, agora se- reno e paciente, do enfoque cinemanovista, esses filmes documentam a nobreza in- trínseca do ocupado e a sua competência”, construiu sua poética numa relação pró- xima com as ciências sociais. A sociologia, a economia, a antropologia, a política fun- cionaram como prismas atra- vés dos quais a câmera do documentarista buscava apreender a realidade. É bem verdade que desde o início levaram vantagem sobre o Cinéma Vérité porque nunca se iludiram quanto à possibi- lidade de atingir a pura obje- tividade. Aceitou-se claramente essa mediação das ciências sociais. Desse esquema nem a vanguarda se libertou. O documentário de vanguarda substituiu as ciências sociais por um sis- tema de valores fílmicos, frio e racional, esvaziado de qual- quer projeção subjetiva e de qualquer possibilidade de in- terferência do real. Releio o que acabo de escre- ver e vejo que esse é um en- foque que tanto tem de sedutor quanto de fácil e falso. Na verdade, pensando bem, os documentários aos quais Paulo Emílio se referiu buscaram nas ciências sociais apenas uma escora provisória e precária, que atiraram fora assim que abriram espaço para sua poética. O que se buscou todo o tempo foi essa poética, foi essa forma de estruturar uma linguagem documentária, e o centro da questão esteve sempre muito mais na busca de am- pliação dos espaços dessa linguagem documentária (em relação à ficção, à poesia, ao processo cinematográfico to- mado no seu todo) do que na maior ou menor aproximação com o enfoque específico de determinada ciência social. Se pensamos diferente- mente, torna-se difícil, por exemplo, compreender e jul- gar a obra de Euclides da Cunha. Sem dúvida, os cien- tistas sociais julgarão em grande parte, senão na sua totalidade, ultrapassadas as teses geográficas, sociais e mesmo filosóficas, que Eucli- des disserta em Os Sertões. O mérito do livro, porém, re- conhecido de imediato desde o lançamento, não de- pendeu da atualidade dessas teses naquela época, como, hoje, o reconhecê-las ultra- passadas não reduz o livro a um simples interesse histó- rico. Isso sem dúvida ocorre- ria se se tratasse apenas de uma obra de ciência. A sua estrutura poética, a sua lin- guagem é que lhe assegu- ram perenidade e a posição-chave que ocupa na formação da literatura nacio- nal. Poética e linguagem que não estão esvaziadas de um profundo compromisso com o homem brasileiro, de uma clara preocupação para com os destinos da nação que, no caso, se deve muito mais à postura do artista do que às teorias do cientista. Este enfo- que talvez nos ajude também a compreender a permanên- cia da obra de escritores como Gilberto Freyre. Essas considerações possibi- litam apreender a evolução or- gânica do documentário brasileiro. Permitem superar uma visão fragmentada do mesmo e acompanhar não só o desenvolvimento de sua dialética interna como tam- bém indicar seus possíveis desdobramentos, que hoje apontam para a supressão de todos os sistemas prévios. Essa liberação está se dando nas duas direções: do subje- tivo, com o autor lançando- se a si mesmo no ato de documentar o outro (Di, Glauber Rocha); do real, fa- zendo-o invadir o espaço ci- nematográfico com todos seus elementos impuros e im- previsíveis, sem submetê-lo ao controle de esquemas e sistemas prévios (A pedra da riqueza, Vladimir Carvalho). Depoimento: Costuma-se vincular Vira- mundo à sociologia, Viva Ca- riri! à economia e Iaô à antropologia. E de certa ma- neira é correto. No entanto, em nenhum momento, foi meu objetivo principal fazer exposições científicas. O que sempre me moveu foi pôr em andamento a construção de uma linguagem cinemato- gráfica documentária, que cada vez mais expandisse os limites nos quais estava tra- dicionalmente confinados. O Cinéma Vérité, embora esti- mulasse a utilização de novos equipamentos que permitiam registro de ima- gem e som sincrônicos, sempre me pareceu uma castração do documentário com sua recusa violenta da mise-en-scène e de todos os elementos ficcionais. Viramundo (1964-65), a pensá-lo em termos mera- mente sociológicos, ousou ir além da sociologia da época, para espanto manifesto de alguns sociólogos. Isto pode ter algum mérito do ponto de vista da sociologia. Porém no plano cinematográfico em que ele se colocou não há nenhum mérito especial por isto. Foi conseqüência natu- ral do espaço que ele se per- mitiu abrir para construir sua linguagem. Iaô surgiu 10 anos depois de Viramundo. Alguns querem ver entre este e aquele o lento e ama- durecido percurso do docu- mentarista Geraldo Sarno, o caminho que vai de um filme agressivamente ideológico a um outro em que essa agres- sividade cede vez à com- preensão de manifestações onde, a rigor, os políticos não esperam encontrar firmes posturas ideológicas. Nada mais falso. O projeto que deu depois em Iaô existia desde 1965, foi o primeiro a ser feito após concluir Viramundo e tinha por título A cidade sa- grada. Estava informado por leituras de Edson Carneiro, Pierre Verger e, sobretudo, Roger Bastide. E desde então destinado a ser a contrapar- tida de Viramundo na docu- mentação das religiões afro-brasileiras que, como todos os fenômenos huma- nos, não representam um único e exclusivo papel na vida das sociedades. Se em determinados momentos his- tóricos têm um papel confor- mista, antiliberador, em outros momentos e situações são fatores dinâmicos de aglutinação de forças e resis- tências sociais e culturais. E é claro que Iaô se beneficiou de uma narração inspirada num texto de Juana Elbein dos Santos, o que muito contri- buiu para a leitura final que se tem do filme hoje. Tão significativos para minha própria evolução interior foram os documentários Viva Cariri! e Segunda-feira. Do primeiro, afirmar sua estru- tura em três patamares (agri- cultura, artesanato e indústria) superpostos a de- monstrações de religiosi- dade e misticismo não diz tudo. Talvez não diga o es- sencial. Salvo engano, foi o primeiro documentário a for- mular a ruptura do gênero em direção à ficção. Não só o todo da estrutura dramá- tica encontra-se armado em blocos de sequências justa- postas, como se fosse um painel, esvaziando-as de um relacionamento direto e natu- ralístico entre si, como o rompimento se dá na cons- trução interna de determina- das sequências: só no plano da imagem, só no plano do som e no som e imagem ao mesmo tempo. No plano da imagem: os planos de operá- rios que constroem a estátua de Padre Cícero são editados de forma não-cronológica; rompendo a sequência natu- ral do trabalho, o plano rea- liza a crítica do fato que documenta. No plano do som: por sobre o plano sin- crônico do coronel que narra seu relacionamento com os moradores da fazenda, em volume mais elevado, o mesmo coronel queixa-se irri- tado do governo e de perse- guições e violências políticas; as duas bandas so- noras paralelas se interrom- pem quando ele saca do revólver e atira três vezes, forma habitual de reunir os moradores, como ele ex- plica. Em ambos: por truca- gem, penitente que carrega cruz e multidão que o acompanha pelas ruas de Juazeiro marcham para trás; na banda sonora, su- cessivamente, ouvem-se gritos de arregimentação militar e fuzilaria/tiroteio, tí- picos de cena de guerra. Segunda-feira já é um docu- mentário inteiramente libe- rado de qualquer compromisso que não seja com o próprio universo que documenta, e com uma poética diretamente inspi- rada por esse mesmo uni- verso. “É como um baião de Luiz Gonzaga”, me disse- ram. Talvez seja. Geraldo Sarno Diretor. Roteirista. Documentarista.
  13. 13. Programação 13 A 23 DE MAIO DE 2010 25 PAG. 24 PAG. DIA 13.05 (quinta-feira) 14:30h – CONFERÊNCIA “OS SIGNIFICADOS DO DIA 13 DE MAIO DE 1888”. Mesa redonda com historiadores: • Walter Fraga – professor da Universidade Federal do Recôn- cavo da Bahia/UFRB. • Fábio Batista – professor do Colégio Edvaldo Brandão. • Maria Helena Araújo – professora do Colégio Estadual da Cachoeira. • Cacau Nascimento – professor do Centro Educacional Rômulo Galvão de São Felix. Local: auditório do Colégio Esta- dual da Cachoeira. 17:00h – ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “IMAGENS DO UNIVERSO AFRO”. Com trabalhos do artista Han- sem Bahia, e dos fotógrafos Pierre Verger e Adenor Gondim. Local: nova sede da Fundação Hansem Bahia, junto ao Centro de Artes, Humanidades e Le- tras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 20:00h – PERFORMANCE DO PROJETO “POVO DA MÚSICA”, DO MAESTRO ABOLICIONISTA TRANQUILINO BASTOS. Comemorando os 122 anos da “Airosa Passeata”, ocorrida em 13 de maio de 1888, liderada pelo maestro abolicionista Tranquilino Bastos. Alusiva à assinatura do Decreto de Abo- lição da Escravatura e aos 140 anos de fundação da Filarmô- nica “Lira Ceciliana”, criada pelo próprio maestro. Local: saída da Sede da Filarmô- nica Lira Ceciliana, percorrendo o Centro Histórico de Cachoeira. DIA 14.05 (sexta-feira) 19:00h – ABERTURA DO MEMORIAL DA HISTÓRIA DOS EQUIPAMENTOS DE CINEMA, ORGANIZADO PELO CINEASTA ROQUE ARAÚJO. Varal de entalhes do artista Davi Rodrigues e mosaico fotográfico de Seo Zé, com feitura de Azeite de Dendê no Massapé. Local: foyer do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 20:00h – ABERTURA OFICIAL DO III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL. Com homenagem póstuma ao maestro abolicionista Tranquilino Bastos. Homenagens ao artista Mateus Aleluia, ao cineasta Ar- nold Conceição, ao Ministro da Cultura – Juca Ferreira. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Mesa com representações institucionais: • Ministro da Cultura – Juca Fer- reira. • Coordenador Nacional do Programa Monumenta – Luiz Fernando. • Reitor da Universi- dade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB – Paulo Gabriel. • Assessor da Presidência da
  14. 14. 27 PAG. 26 PAG. Petrobras – Rosemberg Pinto. • Coordenador de Comunica- ção da Petrobras Nordeste – Darcle Andrade. • Secretário Estadual de Cultura – Márcio Meireles. • Secretário Estadual de Turismo – Antônio Carlos Tramm. • Superintendente do SEBRAE – Edval Passos. • Se- cretária de Promoção da Igual- dade – Luiza Bairros. • Diretor do CAHL da Universidade Fede- ral do Recôncavo da Bahia/UFRB. – Xavier Vantin. • Secretário de Cidadania Cultural/MINC – TT Catalão. • Secretário de Audio- visual/MINC – Newton Cannito. • Diretor do Instituto de Radio- difusão da Bahia/TVE – Póla Ri- beiro. • Diretoria de Multimídia da SECULT – Sofia Federico. • Superintendente Regional IPHAN/Bahia – Carlos Amorim. • Diretor do IPAC – Frederico Mendonça. • Presidente da Fun- dação Cultural Palmares – Ed- valdo Mendes Araújo (Zulu Araújo). • Coordenação do Curso de Cinema da Universi- dade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB – Danillo Barata. • Presidente da Oscip Casa do Ci- nema da Bahia – Lázaro Faria. • Coordenador do Ponto de Cultura Cineclube Rede Terreiro Cultural/CEPAS – Luiz Ca- choeira. • Centro de Educação e Cultura Vale do Iguape – Juci- lene Jovelino. • Presidente da Associação Brasileira de Do- cumentarista – Solange Lima. • Presidente da Associação Baiana de Cinema e Vídeo – Mateus Damasceno. PROGRAMA ESPECIAL 20:30h – EXIBIÇÃO DO FILME INSTITUCIONAL DO BAHIA AFRO FILM FESTIVAL, E DO CURTA ME- TRAGEM “MASSAPÊ” DE AUTORIA DO CINEASTA HOMENAGEADO ARNOL CONCEIÇÃO. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 21:00h – SHOW MUSICAL “5 SENTIDOS” DE MATEUS ALELUIA, COM ORQUESTRA AFRO SINFÔ- NICA E CONVIDADOS ESPECIAIS. COM LANÇAMENTO DO CD. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. DIA 15.05 (sábado) 08:30h às 12:00h – III SEMINÁRIO DE ANTROPOLOGIA AUDIOVISUAL. Enfocando o tema “Nações, Et- nias, Tráfico Escravo e Religio- sidade de Influência Africana”. Com exibição do filme “Atlân- tico Negro na Rota dos Orixás”, de Renato Barbiere. Participações: • Osmundo Pinho – antropólogo da Univer- sidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. • Cacau Nasci- mento – historiador do Centro de Estudo Pesquisa e Ação Sócio Cultural/CEPASC. • Luís Nicolau Pares – professor do Centro Afro Oriental da UFBA. • Edmar Ferreira – historiador. • Walter Fraga – professor da Universidade Federal do Recôn- cavo da Bahia/UFRB. • Graziele Novato – professora de História da Universidade Estadual do Su- doeste da Bahia/UESB. • Pedro Arcanjo – sociólogo e diretor do Centro Cultural Danneman. • Luiza Bairros – Secretaria de Promoção da Igualdade do Es- tado da Bahia/SEPROMI. Mediação: Luiz Cachoeira – coordenador do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural/CEPASC. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 14:00h às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA I Título: RECONVEXO País de Produção: Brasil Direção: Volney Menezes, Johny Guimarães Duração: 05’ Título: CANTADOR DE CHULA País de Produção: Brasil Direção: Marcelo Rabelo Duração: 95’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 16:30h às 18:30h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA II Título: PALENQUE POPOLO LIBERO D’AMERICA (Palenke Povo Livre da América) País de Produção: Itália, Colômbia Direção: Salvatore Braca Duração: 24’ 23” Título: O RITO DE ISMAEL IVO País de Produção: Brasil Direção: Ari Cândido Fernandes Duração: 12’ Título: MEMÓRIAS DE UM AFRO-PERUANO País de Produção: Peru Direção: Jovita Andrade Duração: 52’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 20:00h – LANÇAMENTO DO CD “CARTAS MUSICAIS”. Do músico Juvino Alves, que executa músicas do maestro abolicionista Tranquilino Bastos. Local: foyer do auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Fede- ral do Recôncavo da Bahia. 20:30h – HOMENAGEM AO MAES- TRO ABOLICIONISTA MANUEL TRAN- QUILINO BASTOS, COM EXECUÇÃO DO DOBRADO “NAVIO NEGREIRO” E DA PEÇA “AIROSA PASSEATA”, DE AUTORIA DO MAESTRO. Pela Filarmônica Lira Ceciliana, com participação especial do clarinetista Juvino Alves. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 21:00h às 21:30h – I MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: O MILAGRE DO CANDEAL (El Milagro de Candeal) País de Produção: Espanha, Brasil Direção: Fernando Trueba Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. DIA 16.05 (domingo) 09:30h às 11:30h – MOSTRA DE FILMES DE ANIMAÇÃO Locais: Igreja do Rosarinho de Cachoeira e Escola Balão Má- gico de São Félix. 08:30h às 12:00h – III SEMINÁRIO DE ANTROPOLOGIA AUDIOVISUAL. Enfocando o tema: “Ética na Revelação Audiovisual do Sa- grado”, com exibição do filme “Yaô”, de Geraldo Sarno. Participações: • Geraldo Sarno – cineasta e realizador de “Yaô”. • Xavier Vatin – antropólogo e diretor do CAHL da Universi- dade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. • Ângela Figue- redo – antropóloga e profes- sora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. • Luiz Antônio Araujo – Rede Terreiro Cultural • Roberto Duarte – professor de Cinema, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. Mediação: Antônio Moraes – Ogan e coordenador do Centro de Estudo Pesquisa e Ação Sócio Cultural/CEPASC. Local: auditório do Centro de Artes Humanas e Letras da Uni- versidade Federal do Recôn- cavo da Bahia.
  15. 15. Título: WITH EVERY BREATH (Uma Respiração) País de Produção: Estados Unidos Direção: Ram Devineni Duração: 05’ Título: CIDADES DOS MASCARADOS País de Produção: Brasil Direção: Emanuela Yglesias Duração: 10’ Título: MÁ VIDA País de Produção: Brasil Direção: Tau Tourinho Duração: 05’ Título: TRILOGIA DO REGGAE País de Produção: Brasil Direção: Volney Menezes, Johny Guimarães Duração: 62’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 16:30h às 18:30h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA VI Título: PASSAGENS ESTREITAS País de Produção: Brasil Direção: Kelson Frost Duração: 07’ Título: A ILHA DOS ESCRAVOS País de Produção: Portugal Direção: Francisco Manso Duração: 100’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 20:00 às 21:00h – III MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: MÁRIO GUSMÃO – O Anjo Negro da Bahia País de Produção: Brasil Direção: Elson do Rosário Duração: 54’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. DIA 18.05 (terça-feira) 08:00h às 12:00h: TELA EM TRANSE: OFICINA DE CINEMA, COM OPERAÇÃO DE CÂ- MERAS CINEMATOGRÁFICAS E IN- TRODUÇÃO AO CINEMA DIGITAL. Coordenação: Lázaro Faria – ci- neasta, Roque Araújo – ci- neasta, Xeno Veloso – diretor de fotografia. Local: Centro Cultural Danneman, em São Felix. OFICINA DE PRODUÇÃO DE CI- NEMA: ANÁLISE TÉCNICA DO ROTEIRO “À PROCURA DE PAL- MARES” QUE SERÁ FILMADO NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA. Coordenação: Flávio Leandro – cineasta. Local: sala especial do Centro de Artes, Humanidades e Le- tras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. OFICINA DE EDIÇÃO DE VÍDEO EM SOFTWARE LIVRE Coordenação: Elielson Barbosa – editor do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural e Pontão Digital Xemelê. Local: sede do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural. 29 PAG. 28 PAG. 15:00h às 18:00h – RODA DE CONVERSA SOBRE TVS UNIVERSITÁ- RIAS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS. Participações: Pedro Ortz – TV USP. • Roberto Duarte – Supe- rintendência de Implantação da TV UFRB. • Nádia Virgínia –- TV UEFS e representante da TV UFBA. • Representante da TV UESB. • Representante da TV Anísio Teixeira – Instituto Anísio Teixeira/IAT. • Representante do Instituto de Radiodifusão Edu- cativa da Bahia/IRDEB. Local: sala especial do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 14:00h às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA III Título: MANDINGA EN COLÔMBIA (Convidado) País de Produção: Brasil, Colômbia Direção: Lázaro Faria Duração: 26 Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. Título: PASTINHA UMA VIDA PARA A CAPOEIRA País de Produção: Brasil Direção: Antônio Carlos Muricy Duração: 56’ 16:30h às 18:30h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA IV Título: SUA MAJESTADE O DELEGADO País de Produção: Brasil Direção: Clementino Junior Duração: 14’ Título: DA RODA AO SAMBA País de Produção: Brasil Direção: Paulo Dourado Duração: 60’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 20:00 às 21:30h – II MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: FILHAS DO VENTO País de Produção: Brasil Direção: Joel Zito Araújo Duração:107’ 52’’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. DIA 17.05 (segunda-feira) 08:30h às 12:00h – EXPERIÊNCIAS DE PRODUÇÃO E DIFUSÃO AUDIOVISUAL EM PROCESSOS EDUCATIVOS. Expositores: • Ponto de Cultura Centro de Educação e Cultura do Vale do Iguape – Expressão Cidadania Quilombola. • Centro de Estudos Raízes do Recôn- cavo. • Cineclube Centro Cultu- ral João Antônio de Santana. • Tele Centro e Rádio Comu- nitária de Acupe/Santo Amaro. • Ponto de Cultura Rede Ter- reiro Cultural. • TV Comunitária do Pelourinho. • Kabum/CIPÓ, CRIA – Centro de Referência In- tegral do Adolescente. • Ponto de Cultura Eletrocooprativa. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 14:00h às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA V Título: MARIA DO PARAGUAÇU País de Produção: Brasil Direção: Camila Dutervil Duração: 26’
  16. 16. 08:30h às 12:00h – CONFERÊNCIA TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO EM COMUNICAÇÃO – REDE COLA- BORATIVA NA EDUCAÇÃO. Participações: • Darlene Almeida – professora da Faculdade de Educação da UFBA e Projeto Rede de Intercâmbio e Produ- ção Educativa. • Jorge Portugal – professor e apresentador de Programa Educativo na TV. • Cláudio Manoel – professo- res da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. • Celso Salles – coordenador do EDUCASAT. • Instituto Aní- sio Teixeira/IAT. • Amélia Ma- raux – Vice Reitora da Universidade do Estado da Bahia/UNEB. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 14:00h às 16:00h – IV MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: TUDO ISTO ME PARECE UM SONHO País de Produção: Brasil Direção: Geraldo Sarno Duração: 150’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 16:00h às 18:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA VII Título: DEUSA DO ÉBANO – RAINHA DO ILÊ AYÊ País de Produção: Estados Unidos Direção: Carolina Moraes-Liu Duração: 19’ 40” Título: CRUZ E SOUSA, A VOLTA DE UM DESTERRADO País de Produção: Brasil Direção: Claudia Cárdenas, Rafael Schlichting Duração: 20’ Título: RIO DE MULHERES País de Produção: Brasil Direção: Cristina Maure, Joana Oliveira Duração: 21’ Título: Vermelho Imaginário País de Produção: Brasil Direção: Mateus Damasceno Duração: 17’ Título: FAZENDO HISTÓRIA (Making History) País de Produção: França, Martinica, Jamaica Direção: Caecilia Tripp, Karen McKinnon Duração: 10’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 20:00 às 22h – V MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: ATABAQUE NZINGA País de Produção: Brasil Direção: Octávio Bezerra Duração: 87’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 31 PAG. 30 PAG. Dia 19.05 (quarta-feira) 08:00h às 12:00h TELA EM TRANSE: OFICINA DE CI- NEMA, COM OPERAÇÃO DE CÂ- MERAS CINEMATOGRÁFICAS E INTRODUÇÃO AO CINEMA DIGITAL. Coordenação: Lázaro Faria – ci- neasta, Roque Araújo – ci- neasta, Xeno Veloso – diretor de fotografia. Local: Centro Cultural Danneman, em São Felix. OFICINA DE PRODUÇÃO DE CI- NEMA: ANÁLISE TÉCNICA DO ROTEIRO “À PROCURA DE PALMA- RES”, QUE SERÁ FILMADO NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA. Coordenação: Flávio Leandro – cineasta. Local: sala especial do Centro de Artes, Humanidades e Le- tras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. OFICINA DE EDIÇÃO DE VÍDEO EM SOFTWARE LIVRE Coordenação: Elielson Barbosa – editor do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural e Pontão Digital Xemelê. Local: sede do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural. 08:30h às 12:00h – EXPERIÊN- CIAS DE EXPRESSÕES DA CULTURA AFRO, TRANSVERSAIS À PRODU- ÇÃO AUDIOVISUAL E CULTURA DI- GITAL ATRAVÉS DA TV WEB. Participação: Casa de Cultura Tainã/Campinas/SP. • Coco de Umbigada/PE. • Ponto de Cul- tura Audiovisual de Pirambu/CE. • BANKOMA Co- munidade Negra/BA. • Pontão Digital Minuano/RGS. • Rede Terreiro Cultural/BA. • Expres- são Cidadania Quilombola/BA. • Ação Griô Grão e Luz/BA. • Associação do Culto Afro Itabu- nense/BA. • Pontão CINE ANIMA/PE. • Pontão Xemelê/Universidade do Es- tado da Bahia/UNEB. • Inven- ções Brasileiras/DF. • Eletrocooperativa. • TT Catalão – Secretário de Cidadania Cul- tural do Ministério da Cultura e coordenador do Programa Cul- tura Viva do Ministério da Cul- tura. • Ângela Andrade – superintendente da Secretaria de Cultura da Bahia. • Grupo Cultural Olodum/BA • Ponto de Cultura Pierre Verger/Fundação Pierre Verger/BA. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 14:30h às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA VIII Título: MÃE FILHINHA 105 ANOS OFERENDA À IEMANJÁ (Convidado) País de Produção: Brasil Direção e Roteiro: Lu Cachoeira Título: A BENÇA País de Produção: Brasil Direção: Tarcísio Lara Puiati Duração: 52’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 16:00h às 18:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA IX Título: NEGO D’ÁGUA (Convidado) País de Produção: Brasil Direção: Saullo Farias Duração: 7' Título: GISELE OMINDAREWA País de Produção: Brasil Direção: Clarice Ehlers Peixoto Duração: 71’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 20:00h às 22:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA X Título: BENGUELÊ País de Produção: Brasil Direção: Helena Martinho da Rocha Duração: 84' Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia.
  17. 17. 33 PAG. 32 PAG. DIA 20.05 (quinta-feira) 08:00h às 12:00h TELA EM TRANSE: OFICINA DE CI- NEMA, COM OPERAÇÃO DE CÂMERAS CINEMATOGRÁFICAS E INTRODUÇÃO AO CINEMA DIGITAL. Coordenação: Lázaro Faria – ci- neasta, Roque Araújo – ci- neasta, Xeno Veloso – diretor de fotografia. Local: Centro Cultural Danne- man, em São Felix. OFICINA DE PRODUÇÃO DE CI- NEMA: ANÁLISE TÉCNICA DO ROTEIRO “À PROCURA DE PALMA- RES” QUE SERÁ FILMADO NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA. Coordenação: Flávio Leandro – cineasta. Local: sala especial do Centro de Artes, Humanidades e Le- tras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. OFICINA DE EDIÇÃO DE VÍDEO EM SOFTWARE LIVRE Coordenação: Elielson Barbosa – editor do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural e Pontão Digital Xemelê. Local: sede do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural. 19:00h – LANÇAMENTO DO LIVRO “PENHASCOS”, DE ANA ISABEL DE OLIVEIRA. Contos inspirados em filmes cults, a exemplo de “Persona” do cineasta Ingmar Bergman. E-mail: anaisabelo@ig.com.br Local: foyer do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Uni- versidade Federal do Recôn- cavo da Bahia. 08:30h às 12:00h – EXPERIÊN- CIAS DA ESCOLA INTERNACIONAL DE CINEMA DE CUBA; DA ESCOLA DE DOCUMENTÁRIOS DE SAN POLO – ITÁLIA E POSSÍVEIS INTER- CÂMBIOS COM O CURSO DE CI- NEMA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA/UFRB E DEMAIS PARCEIROS. Participações: • Lazara Herrera – diretora da Oficina de Documen- tários Santiago Alvarez do Insti- tuto de Cinema Cubano/ICAIC. • Salvatore Braça – diretor da Escola de Documentário de San Pólo/Itália. • Secretário do Audiovisual do MINC. • Danillo Barata – coordenador do Curso de Cinema da Universidade Fe- deral do Recôncavo da Bahia/UFRB. • Milena Gusmão – organizadora do Curso de Ci- nema da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB. • Geraldo Moraes – presidente da Coalizão Brasileira pela Di- versidade Cultural e diretor da Coalizão Mundial da Diversi- dade Cultural. • Lázaro Faria – presidente da Casa de Ci- nema da Bahia. Mediação: Luiz Cachoeira – cine- clubista da Rede Terreiro Cultural. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 14:00 às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA XI Título: BATATINHA, POETA DO SAMBA País de Produção: Brasil Direção: Marcelo Rabelo Duração: 62’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 16:30h às 18:30h – VI MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Exibição especial de vários documentários do grande ci- neasta cubano Santiago Alvarez. Participação: • Lazara Herrera – diretora da Oficina de Docu- mentários Santiago Alvarez do Instituto de Cinema Cubano/ICAIC. • Clarisse Mon- tuano – cineasta brasileira, pri- meira premiada no Festival Internacional de Documentário Santiago Alvarez. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 20:00 às 22:00 – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA XII Título: BOM DIA, ETERNIDADE País de Produção: Brasil Direção: Rogério de Moura Duração: 98’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. Dia 21.05 (sexta-feira) 08:00h às 12:00h TELA EM TRANSE: OFICINA DE CI- NEMA, COM OPERAÇÃO DE CÂMERAS CINEMATOGRÁFICAS E INTRODUÇÃO AO CINEMA DIGITAL. Coordenação: Lázaro Faria – ci- neasta, Roque Araújo – ci- neasta, Xeno Veloso – diretor de fotografia. Local: Centro Cultural Danneman, em São Felix. OFICINA DE PRODUÇÃO DE CI- NEMA: ANÁLISE TÉCNICA DO RO- TEIRO “A PROCURA DE PALMARES” QUE SERÁ FILMADO NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA. Coordenação: Flávio Leandro – cineasta. Local: sala especial do Centro de Artes, Humanidades e Le- tras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. OFICINA DE EDIÇÃO DE VÍDEO EM SOFTWARE LIVRE Coordenação: Elielson Barbosa – editor do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural e Pontão Digital Xemelê. Local: sede do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural. OFICINA ATELIÊ VIDEOARTE. Coordenação: videoartista suíça Anna K. Com formação em artes pela ENSAD (École Natio- nale Supérieure des Arts Déco- ratifs, Paris) e Le Fresnoy, Studio des Arts Contemporains. Local: Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 08:30h às 12:00h – EXPERIÊN- CIAS DE FILM COMISSION: POS- SIBILIDADES PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL. Participações: • Pólo Cinematográ- fico de Paulinea – SP. • Instituto de Radiodifusão da Bahia. • Film Comission da Bahia. • Luiz Cláu- dio Nascimento – Centro de Es- tudo e Pesquisa Sócio Cultural. • PETROBRAS • Secretaria de Au- diovisual do MINC. • Secretaria de Indústria e Comércio da Bahia. • Domingos Leonelli – ex-Secre- tário de Turismo da Bahia. • Su- perintendência do SEBRAE da Bahia. • Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metra- gistas/ABD. • Associação Baiana de Cinema e Vídeo/ABCV. • Agência de Fomento do Estado da Bahia/DESENBAHIA. • Curso de Cinema da Universidade Fede- ral do Recôncavo da Bahia/UFRB. • DIMAS – Secretaria de Cul- tura/Governo da Bahia. • Casa de Cinema da Bahia. • Centro de Produção Audiovisual do Trapiche. Mediação: Cineclube Rede Ter- reiro Cultural. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia.
  18. 18. 35 PAG. 34 PAG. 14:00h às 15:50h – CONFERÊNCIA RELAÇÃO DO PRÉ SAL – PETROBRAS COM O FOMENTO À CULTURA. Expositores: • Rosemberg Pinto – assessor da Presidência da Petrobras. • Antônio José Rivas – gerente geral da Uni- dade de Exploração e Produção da Petrobras na Bahia. • Repre- sentantes do Ministério da Cul- tura e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Local: auditório do Centro de Artes Humanas e Letras da Uni- versidade Federal do Recôn- cavo da Bahia. 16:00 as 18:00 – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA XIII Título: BLACK BERLIM País de Produção: Brasil / Alemanha Direção: Sabrina Fidalgo Duração:19’ Título: GRAFFITI País de Produção: Brasil Direção: Lilian Solá Santiago Duração: 10’ Título: NEGO País de Produção: Brasil Direção: Sávio Leite e Marko Ajdaric Duração: 03’ Título: DOIDO LELÉ País de Produção: Brasil Direção: Ceci Alves Duração: 17’15” Título: REVERSO País de Produção: Brasil Direção: Francisco Colombo Duração: 5’ 38” Título: REMANSO País de Produção: Brasil Direção: Marcelo Abreu Góis Duração: 18’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 19:30h – LANÇAMENTO DO LIVRO “ESCRITOS SOBRE CINEMA TRILO- GIA DE UM TEMPO CRÍTICO”, DE AUTORIA DE ANDRÉ SETARO. André Setaro é professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Crítico cinematográfico do jornal Tribuna da Bahia, cola- borador eventual do Suple- mento Cultural do jornal A Tarde, colunista cinematográ- fico da revista eletrônica Terra Magazine. Escreve no site http://www.coisadecinema.co m.br e tem um blog especiali- zado em cinema: http://seta- rosblog.blogspot.com Local: foyer do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Uni- versidade Federal do Recôn- cavo da Bahia. 20:00 às 22:00h – VII MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: PAU BRASIL País de Produção: Brasil Direção: Fernando Belens Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. DIA 22.05 (sábado) 08:00h às 12:00h TELA EM TRANSE: OFICINA DE CI- NEMA, COM OPERAÇÃO DE CÂME- RAS CINEMATOGRÁFICAS E INTRODUÇÃO AO CINEMA DIGITAL. Coordenação: Lázaro Faria – ci- neasta, Roque Araújo – ci- neasta, Xeno Veloso – diretor de fotografia. Local: Centro Cultural Danneman, em São Felix. OFICINA DE PRODUÇÃO DE CINEMA: ANÁLISE TÉCNICA DO ROTEIRO “A PROCURA DE PALMARES” QUE SERÁ FILMADO NO MUNICÍPIO DE CACHOEIRA. Coordenação: Flávio Leandro – cineasta. Local: sala especial do Centro de Artes, Humanidades e Le- tras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. OFICINA DE EDIÇÃO DE VÍDEO EM SOFTWARE LIVRE Coordenação: Elielson Barbosa – editor do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural e Pontão Digital Xemelê. Local: sede do Ponto de Cultura Rede Terreiro Cultural. OFICINA ATELIÊ VIDEOARTE. Coordenação: videoartista suíça Anna K. Com formação em artes pela ENSAD (École Natio- nale Supérieure des Arts Déco- ratifs, Paris) e Le Fresnoy, Studio des Arts Contemporains. Local: Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Das 09:30h às 12:00h – REDE DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS. Participação: • Instituto de Ra- diodifusão da Bahia – TV e Rádio Educativa e DIMAS – Se- cretaria de Cultura/BA. • Secre- taria de Audiovisual do MINC. • Ponto de Cultura Cineclube Rede Terreiro Cultural. • Curso de Cinema da Universidade Fe- deral do Recôncavo da Bahia/UFRB. • Cineclube Ja- nela Indiscreta. • Arraial Cine Fest. • Cineclube Imagens da Universidade Estadual de Feira de Santana/UEFS. • Ponto de Cultura Solar Boa Vista e Rede dos Centros Culturais da Fun- dação Cultural da Bahia. • Cine- clubes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/UFRB. • Núcleo de Criação do Fórum Livre de Cineclubes da Bahia. • Pontão Rede Nordestina de Audiovisual. • Cine Mais Cul- tura/Programadora Brasil. • As- sociação Baiana de Cinema e Vídeo/ABCV. • Associação Bra- sileira de Documentaristas e Curta-Metragistas/ABD Nacio- nal. • Centro Cineclubista de São Paulo. • Secretaria de Edu- cação da Bahia. • Cineclube Papa-Jaca – Santo Antônio de Jesus/BA. • Cineclube Lauro de Freitas/BA. • Cineclube Orlando Senna/ Lençóis/BA. Local: Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 14:00h às 16:00h – VIII MOS- TRA DE FILMES CONVIDADOS Título: ABDIAS NASCIMENTO – MEMÓRIA NEGRA País de Produção: Brasil Direção: Antônio Olavo Duração: 95’ Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 16:30 às 18:30h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA XIV Título: CINDERELAS, LOBOS E UM PRÍNCIPE ENCANTADO País de Produção: Brasil Direção: Joel Zito Araújo Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 20:00h às 21:00h – APRESEN- TAÇÃO DA PERFORMANCE “ME- MÓRIA CARNE VIVA”. Projeto Interações Estéticas da Atriz Ana Paula Bouzas, em parceria com jovens do Ponto de Cultura Expressão Cidadania Quilombola do Kaonge, na Bacia do Iguape. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 21:10h às 21:30 – LANÇAMENTO DA MOSTRA ITINERANTE DE FILMES DO III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 21:30h às 22:00h – PREMIA- ÇÕES, MENÇÕES HONROSAS E HOMENAGENS PÓSTUMAS AOS CINECLUBISTAS: LUIZ ORLANDO, ANTÔNIO JORGE (MILICA) E POETA ZECA MAGALHÃES. Local: auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia. 22:30h – PERFORMANCE MULTI- MÍDIA NO CENTRO HISTÓRICO. Comemorando a restauração do antigo Cine Teatro Cachoeirano. Local: Praça Teixeira de Freitas (em frente ao antigo Cine Tea- tro Cachoeirano).
  19. 19. Dia 23.05 (domingo) 08:00h às 12:00h – OFICINA ATELIÊ VIDEOARTE. Coordenação: videoartista suíça Anna K. Com formação em artes pela ENSAD (École Natio- nale Supérieure des Arts Déco- ratifs, Paris) e Le Fresnoy, Studio des Arts Contemporains. Local: Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Atenção: A “Oficina Ateliê Videoarte” acontecerá até o dia 26.05 (quarta-feira),no mesmo local. PROGRAMA ESPECIAL 07:30h às 15:00h – TOUR PELO TERRITÓRIO BACIA DO IGUAPE. AL- MOÇO NO “TERREIRO DE CANDOM- BLÉ 21 ALDEIA DE MAR E TERRA”, COM RECEPÇÃO DAS GRIÔS DONA NEGA E YALORIXÁ JUVANI JOVE- LINO. SAMBA DE RODA, COM O GRUPO “SUSPIRO DO IGUAPE”. Local: comunidades remanes- centes de escravos quilombos Engenho da Ponte e Kaonge. 20:00h às 22:00h – EXIBIÇÃO DOS FILMES PREMIADOS DO III BAHIA AFRO FILM FESTIVAL. Local: auditório do Centro de Artes Humanas e Letras da Uni- versidade Federal do Recôn- cavo da Bahia.
  20. 20. Mostra defilmes convidados 39 PAG. 38 PAG. DIA 15.05 (sábado) 21:00h às 21:30h – I MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: O MILAGRE DO CANDEAL (El Milagro de Candeal) O diretor Fernando Trueba define o filme “O Milagre do Can- deal” como um “musical social, um western pacífico em que os bons se defendem com os tambores ao invés de pistolas”. O cineasta espanhol, casado com uma brasileira e apaixonado pela música do Brasil, debruça-se sobre o projeto social da favela do Candeal, em Salvador, coordenado pelo músico Car- linhos Brown, que nasceu ali. Trueba utiliza-se de outros músi- cos,comoopianistacubanoBeboValdez,umdosprotagonistas de seu documentário musical “Calle 54”, contracenando com Mateus Aleluia, para explorar a religião, a cultura e a musica- lidade da Bahia, apresentando as atividades empreendidas pelas crianças moradoras do local, e que têm contribuído para afastar do Candeal o flagelo da violência e da exclusão. País de Produção: Espanha,Brasil Direção: Fernando Trueba Elenco: Carlinhos Brown, Bebo Valdez, Mateus Aleluia e Grupo Jejê Nagô. Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia DIA 16.05 (domingo) 14:00h às 16:00h Título: MANDINGA EN COLÔMBIA Em novembro de 2008, dois brasileiros, um mestre de ca- poeira e um realizador cinematográfico, percorreram à Colombia (Bogotá, Cartagena de las Índias, Santa Marta, Malagana, Palenke de San Basílio, Calli, Buenaventura), onde registraram o encontro da capoeira com as tradições afro-colombianas. País de Produção: Brasil, Colômbia Direção: Lázaro Faria Roteiro: Xeno Veloso, Lazaro Faria, Isabella Lago Direção de Fotografia: Xeno Veloso Som: Xavier La Lupa Montagem: Xeno Veloso Gênero: Documentário Duração: 26 Produção Executiva: Casa de Cinema da Bahia, Lázaro Faria (Brasil), Fabrício Apolo (Colômbia) E-mail: lazaro@lazarofaria.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. DIA 14.05 (sexta-feira) Às 20:30h – PROGRAMA ESPECIAL Exibição do filme institucional do BAHIA AFRO FILM FESTIVAL, e do curta metragem “Massapê”, de au- toria do cineasta homenageado Arnol Conceição.
  21. 21. 41 PAG. 40 PAG. 20:00 às 21:30h – II MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: FILHAS DO VENTO Um incidente familiar separou duas irmãs por 45 anos. A natureza de cada uma delas, bem como a distância, levaram as duas a caminhos bem diferentes. A morte do pai faz com que se reencontrem em uma fase definitiva de suas vidas, aflorando e cobrando resoluções para todos os sentimentos e histórias deixados no passado. País de Produção: Brasil Direção: Joel Zito Araújo Argumento: Joel Zito Araújo Roteiro: Di Moretti Elenco: Milton Gonçalves, Ruth de Souza, Léa Garcia, Taís Araújo, Maria Ceiça, Danielle Ornellas, Thalma de Freitas, Rocco Pitanga, Zózimo Bulbul, Cida Moreno, Jonas Bloch, Mônica Freitas, Beatriz Almeida, Vitória Viana. Direção de Fotografia: Jacob Sarmento Solitrenick Direção de Arte: Andréa Velloso Trilha Sonora: Marcus Viana Duração:107’ 52’’ Produção Executiva: Márcio Curi, Carla Gomide, Joel Zito Araújo Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. DIA 17.05 (segunda-feira) 20:00 às 21:00h – III MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: MÁRIO GUSMÃO – O Anjo Negro da Bahia EnfocaavidaeobradoatorCachoeirano,MárioGusmão,emtrês linhas temáticas: a artística, a militância política no movimento negro e a espiritual. Apresenta depoimentos com personagens reais de destaque no cenário baiano que conviveram com Mário Gusmão nas diversas etapas de sua vida. Dentre eles: Carlos Pe- trovich, Nilda Spencer, Oscar Santana, Orlando Senna, Deolindo Checcucci, Paloma Rocha, Carmem Paternostro, Vovô do Ilê, Jef- ferson Bacelar, Jackson Costa, Carlinhos Brown e Carlos Betão. País de Produção: Brasil Direção: Elson do Rosário Gênero: Documentário Duração: 54’ Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. DIA 18.05 (terça-feira) 14:00 às 16:00h – IV MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: TUDO ISTO ME PARECE UM SONHO Documentário e ficção se unem para realizar pesquisa sobre a vida do General Abreu e Lima, pernambucano que partici- pou, ao lado de Bolívar, de batalhas que libertaram a Colôm- bia, Venezuela e Peru da coroa espanhola. O documentário discute o processo de construção dessa pesquisa, e tam- bém do próprio filme. Um filme histórico e biográfico, e que se entrelaça com um filme sobre o cinema. País de Produção: Brasil Direção: Geraldo Sarno Roteiro: Geraldo Sarno, Werner Salles Elenco: Wilson Mello, Caco Monteiro, Nélia Carvalho Gênero: Documentário Duração: 150' E-mail: geraldosarno@yahoo.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 20:00 às 22:00h – V MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: ATABAQUE NZINGA “Atabaque Nzinga” é um documentário musical sobre a cul- tura afro-brasileira, cuja estrutura narrativa se traduz por um jogo de búzios, no qual a protagonista chega atraída pelo "chamado do tambor" em busca do autoconhecimento. Via- jando pela estrada da percussão nas locações de Pernam- buco, Bahia e Rio de Janeiro, a protagonista conhece diferentes ritmos, grupos musicais e coreográficos, procu- rando e encontrando sua integração na sociedade brasileira. País de Produção: Brasil Direção: Octávio Bezerra Gênero: Documentário Duração: 87’ Estúdio/Distrib.: Europa Filmes Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
  22. 22. 43 PAG. 42 PAG. Dia 19.05 (quarta-feira) 14:30h às 16:00h Título: MÃE FILHINHA 105 ANOS OFERENDA À IEMANJÁ O documentário registra a convicção de fé e liberdade da Griô Ialorixá Mãe Filhinha do Terreiro de Candomblé Italiê Ogum. Irmã da Confraria Irmandade da Boa Morte que, aos 105 anos de idade, esbanja vitalidade cumprindo seus ri- tuais, saudando os orixás. E que conduz suas oferendas à Iemanjá, em belo cortejo ao Porto de Dentro, nas margens do Rio Paraguaçu, no município de Cachoeira – Bahia. País de Produção: Brasil Direção e Roteiro: Lu Cachoeira Direção de Fotografia: Roque Araújo e Marcelo Coutinho Desenho de Som: Lu Cachoeira e Antonio Moraes Trilha Sonora: Mateus Aleluia e Tincoães Edição em Software Livre: Elielson Barbosa Gênero: Documentário Coprodução: Rede Terreiro Cultural, DIMAS e PONTOBRASIL. Makeof: Ivan Márcio Duração: 5’ E-mail: luiz.cachoeira@gmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 16:00h às 18:00h Título: NEGO D’ÁGUA O mito do Nego D'Água é reiventado na história de vida de um jovem capoeirista da Chapada Diamantina. País de Produção: Brasil Direção: Saullo Farias Gênero: Documentário Duração: 7' Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Dia 20.05 (quinta-feira) 16:30h às 18:30h – VI MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Exibição especial de vários documentários do grande cineasta cubano Santiago Alvarez. Participação: • Lazara Herrera – diretora da Ofi- cina de Documentarios Santiago Alvarez do Instituto de Cinema Cubano/ICAIC. • Cla- risse Montuano – cineasta brasileira, I pre- miada no Festival Internacional de Documentário Santiago Alvarez. Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Dia 21.05 (sexta-feira) 20:00 às 22:00h – VII MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: PAU BRASIL Duasfamíliasvivememcasasrudes,toscas,umaemfrentedaoutra. Numa delas, um homem (Bertrand Duarte – sempre inexcedível) mora com uma mulher e a deixa amar qualquer tipo que chegue à suaporta,principalmentecaminhoneiros,quesãoseduzidospelasua maneira fogosa de ser. Mas o personagem não se importa e é feliz e carinhoso,alémdeabrigarnoseuseiofamiliarumoutrohomemque aparece numa noite a pedir asilo em sua casa. O casal tem um filho, maltratado pela coletividade, que se tranca em si mesmo. País de Produção: Brasil Direção: Fernando Belens Roteiro: Fernando Belens, Dinorath do Valle Direção de Fotografia: Hamilton Oliveira Música Original: Bira Reis Edição de Som: João da Costa Pinto Trilha Sonora Original: Bira Reis Montagem: André Bendocchi Alves Produção: Sílvia Abre, Pola Ribeiro Produção Executiva: Luciano Floquet, Sílvia Abreu Local: auditório do Centro de Artes, Humanida- des e Letras da Universidade Federal do Re- côncavo da Bahia.
  23. 23. DIA 22.05 (sábado) 14:00h às 16:00h – VIII MOSTRA DE FILMES CONVIDADOS Título: ABDIAS NASCIMENTO – MEMÓRIA NEGRA Conta a trajetória de Abdias Nascimento, histórico militante considerado um ícone da cultura negra, atualmente com 95 anos. Sua obra e atuação política, ao longo do século XX, são essenciais para a compreensão da importância do negro na sociedade brasileira. O filme, ao ceder a narrativa de sua própria história a Abdias Nascimento, abre “janelas” para a organização do Movimento Negro no século XX, compreendendo que ao contar a história de Abdias, está contando um pouco da história de lutas do negro brasileiro. País de Produção: Brasil Direção: Antônio Olavo Roteiro: Antônio Olavo Direção de Fotografia: Márcio Bredariol, Paulo César Montagem: Antônio Olavo, Raimundo Laran- jeira, Thiago Lisboa Som: Rodrigo Alzueta Gênero: Documentário Duração: 95’ Produção Executiva: Raimundo Bujão, Josias Santos, Eliana Mendes,Leda Sacramento E-mail: portfolium@portfolium.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
  24. 24. Mostra competitiva 47 PAG. 46 PAG. DIA 15.05 (sábado) 14:00H ÀS 16:00H – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA I Título: RECONVEXO Resultado de uma oficina de vídeo no Recôncavo da Bahia, o documentário trata da rivalidade entre os moradores das cida- des de Cachoeira e São Felix, municípios separados geografi- camente pelo rio Paraguaçu, e unidos pela Ponte D. Pedro II. País de Produção: Brasil Direção: Volney Menezes, Johny Guimarães Roteiro: Volney Menezes, Johny Guimarães Direção de Fotografia: Volney Menezes Som: Johny Guimarães Montagem: Volney Menezes, Johny Guimarães Gênero: Documentário Duração: 05’ E-mail: johnycine@bol.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: CANTADOR DE CHULA O samba de roda foi declarado como patrimônio imaterial bra- sileiro pelo IPHAN, em 2004, e como patrimônio cultural e ima- terial da humanidade pela UNESCO, em 2005, fortalecendo o reconhecimento da arte de matriz africana que durante séculos tem sido reprimida e menosprezada. O Cantador de Chula é mais uma pedra na reconstrução do mosaico que representa a trajetória dos descendentes africanos no Brasil. País de Produção: Brasil Direção: Marcelo Rabelo Roteiro: Marcelo Rabelo Direção de Fotografia: Nicolas Hallet Som: Simone Dourado Montagem: Iris de Oliveira Gênero: Documentário Duração: 95’ Produção Executiva: Eliana Mendes, Marcelo Rabelo E-mail: bendego@gmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
  25. 25. 49 PAG. 48 PAG. 16:00h às 18:30h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA II Título: PALENQUE POPOLO LIBERO D’AMERICA (Palenke Povo Livre da América) O“PalenquedeSanBasilio”éumacomunidadedepovosdeorí- gemafricanaemterrascolombianas.Umdospoucosquerema- nesce em toda a América Latina. Sua história é do início do século 17, quando um Rei Africano, Benko Bioho, chega a Car- tagena de las Indias à bordo de um navio Negreiro. Benko Bioho foge juntamente com 20 africanos e fundam uma fortificação. Muitasoutrasvãosurgindoaodecorrerdotempo,atéque,diante daimpossibilidadedocontroledasituação,aRainhadaEspanha propõe um acordo a Benko Bioho. O mesmo foi conduzido ao Palácio da Inquisição em Cartagena, onde é preso, torturado e morto. Até hoje seus remanescentes mantêm suas raízes e tra- diçõesculturaisereligiosas,conseguindoterumalínguaprópria. País de Produção: Itália, Colombia Direção: Salvatore Braca Roteiro: Salvatore Braca Direção de Fotografia: Paolo Cortese Som: Arthur Bandeira, Lia Camargo Montagem: Alessandro Leligdowicz, Ricardo Testorio Gênero: Documentário Duração: 24’ 23” Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: O RITO DE ISMAEL IVO Trata da vida do bailarino negro Ismael Ivo. Suas performances e depoimentos sobre a dança e as dificuldades sociais enfren- tadas para superar obstáculos e atingir uma posição satisfa- tória na profissão. Vindo de uma família pobre, da periferia de São Paulo-SP, Ismael deixa o Brasil no início da década de 80, e torna-se um famoso e consagrado artista no exterior. País de Produção: Brasil Direção: Ari Cândido Fernandes Roteiro: Ari Cândido Fernandes Direção de Fotografia: Ari Cândido Fernandes Som: Arthur Bandeira, Lia Camargo Montagem: Cristina Amaral Gênero: Documentário Experimental Duração: 12’ E-mail: aricandido@yahoo.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: MEMÓRIAS DE UM AFRO-PERUANO Rolando, um afro-peruano, conta a história de seus ances- trais, escravos africanos. Como eles chegaram ao Peru, sua cultura, suas persistentes lutas na época da escravidão. País de Produção: Peru Direção: Jovita Andrade Roteiro: Jovita Andrade Direção de Fotografia: Jorge Vignati Som: Állex Giraldo Montagem: Fréderic Arnoux Gênero: Documentário Duração: 52’ E-mail: contactjovita@gmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. DIA 16.05 (domingo) 14:00h às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA III Título: PASTINHA UMA VIDA PARA A CAPOEIRA Nova versão do conhecido documentário “Pastinha uma Vida Para a Capoeira”. Um clássico da capoeira, com mais minutos de imagens adicionais. Conta a história do maior mestre de capoeira Angola, guardião e poeta da capoeira, o lendário Mestre Pastinha. País de Produção: Brasil Direção: Antônio Carlos Muricy Roteiro: Antônio Carlos Muricy, Maria Teresa Rocha, Emiliano Ribeiro Direção de Fotografia: André Horta Som: Heron Alencar Montagem: Maria Muricy Gênero: Documentário Duração: 56’ E-mail: tonymuricy@yahoo.com.br / tonymu- ricy@gmail.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
  26. 26. 51 PAG. 50 PAG. 16:30h às 18:30h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA IV Título: SUA MAJESTADE O DELEGADO Da estação primeira para a Central do Brasil, segue a corte do grande Delegado, o maior mestre-sala da estória do car- naval carioca. País de Produção: Brasil Direção: Clementino Junior Roteiro: Clementino Junior Direção de Fotografia: Clementino Junior e Suzane Nahas Som: Clementino Junior Montagem: Clementino Junior Gênero: Ficção Duração: 14’ E-mail: cremedelaclems@gmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: DA RODA AO SAMBA O documentário investiga a verdadeira origem do samba. Será que ele veio da Bahia ou do Rio de Janeiro? Motivados por essa pergunta, a equipe procurou não só os participan- tes do evento “Berçário do Samba”, mas também diversos artistas e historiadores, intelectuais e estudiosos para falar sobre o estilo musical tipicamente brasileiro. País de Produção: Brasil Direção: Paulo Dourado Roteiro: João Sanches Direção de Fotografia: Gabriel Teixeira, Tasso Lapa Montagem: Ed Carlos e Marcos Silva Gênero: Documentário Duração: 60’ E-mail: douradop@ig.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. DIA 17.05 (segunda-feira) 14:00h às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA V Título: MARIA DO PARAGUAÇU “Maria do Paraguaçu” revela a luta por terra e liberdade, através do olhar de uma mulher que resiste pela dignidade de seu povo. País de Produção: Brasil Direção: Camila Dutervil Roteiro: Camila Dutervil Direção de Fotografia: Camila Dutervil Som: Bernardo Góes Montagem: Roseni Santana, Thiago de Castro Gênero: Documentário Duração: 26’ Produção: Camila Dutervil E-mail: dutervil@hotmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: WITH EVERY BREATH (Uma Respiração) Documentário de curta duração sobre o poeta afro-ameri- cano Lamont B, que reside na Filadélfia e que foi um vete- rano da guerra do Vietnã. Hoje ele escreve poemas sobre os traumas e lembranças daquela sangrenta guerra. País de Produção: Estados Unidos Direção: Ram Devineni Roteiro: Ram Devineni Direção de Fotografia: Ram Devineni Som: Ram Devineni Montagem: Ram Devineni Gênero: Documentário Duração: 05’ Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
  27. 27. 53 PAG. 52 PAG. Título: CIDADES DOS MASCARADOS Quando existiam fazendas de produção de cana-de-açúcar re- pletas de escravos no Brasil, em uma Fazenda chamada Acupe de Santo Amaro, durante uma festividade, um dos escravos se fantasioucomfolhasdebananeiraemáscaradepapelparafugir, alcançando seu intento. Vendo aquilo, a população da comuni- dade passou a se fantasiar também, sempre próximo a essa data,dandoorigemaumamanifestaçãopopularconhecidahoje como"OsCaretasdeAcupe".Estádocumentadonofilme:opro- cesso de produção e criação das máscaras, das saias de bana- neira e de tudo que faz parte da indumentária, além da manifestação em si, quando o grupo sai mascarado pelo pe- queno vilarejo levando à frente a tradição dos seus ancestrais. País de Produção: Brasil Direção: Emanuela Yglesias Roteiro: Emanuela Yglesias Direção de Fotografia: Marina Torrão Som: Marcelo Benedicitis Montagem: Emanuela Yglesias Gênero: Documentário Duração: 10’ E-mail: draco@dracoimagens.com. Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: MÁ VIDA O curta metragem foi escrito a partir de um sonho do autor e aborda, de forma surrealista, a questão das crianças aban- donadas em situação de risco social. País de Produção: Brasil Direção: Tau Tourinho Roteiro: Tau Tourinho Elenco: Cauane Novais, Célia de Jesus, Wilson Novais e Welton Novais Direção de Fotografia: Tau Tourinho Som: Edyarte Montagem: Edyarte Gênero: Documentário Duração: 05’ E-mail: tautourinho@bol.com.br Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: TRILOGIA DO REGGAE O filme conta um pouco da trajetória artística de Jorge de Angélica, Dionorina e Gilsam, três reggaemen feirenses que consolidaram seu universo musical de matriz africana. Apre- senta gravações em bares, ruas, residências e espaços de shows. Mostra como os ritmos africanos influenciaram e influenciam o reggae. Trata das manifestações do candom- blé, cerne de questões de uma história da resistência negra. Trata também das questões da militância ideológica e de pertencimento contidas nas composições apresentadas, e que são frutos das vivências de enfrentamento de uma rea- lidade adversa nas periferias das cidades grandes. País de Produção: Brasil Direção: Volney Menezes, Johny Guimarães Roteiro: Volney Menezes, Johny Guimarães Elenco: Dionorina, Jorge de Angélica, Gilsam Direção de Fotografia: Volney Menezes Som: Johny Guimarães Montagem: Volney Menezes, Johny Guimarães Gênero: Documentário Duração: 62’ Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 16:30h às 18:30h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA VI Título: PASSAGENS ESTREITAS Um homem tem, à sua frente, o primeiro dia a dia de liber- dade. Após o cárcere, e como escravo negro e marginali- zado, não sabe lidar com a nova realidade, pois não entende a alforria. Sente-se sozinho com o tempo perdido dentro dos muros, e sua maior alegria surge no momento da morte. País de Produção: Brasil Direção: Kelson Frost Roteiro: Kelson Frost Direção de Fotografia: Kelson Frost Montagem: Kelson Frost Gênero: Ficção Duração: 07’ E-mail: kelsonfrost@hotmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
  28. 28. 55 PAG. 54 PAG. Título: A ILHA DOS ESCRAVOS Após uma violenta guerra civil, D. Miguel, último rei abso- lutista português, é derrotado pelos liberais liderados pelo irmão D. Pedro. Em 1852 D. Miguel parte para o exílio. Os seus partidários não desistem de fazê-lo regressar ao trono. Dispostos a tudo, tentam até utilizar os escravos das colô- nias. Um misterioso emissário é enviado a Cabo Verde para preparar uma sublevação. Outros motivos estavam por de- trás de sua visita ao arquipélago... País de Produção: Portugal Direção: Francisco Manso Roteiro: Antônio Torrado Elenco: Zezé Motta, Milton Gonçalves, Diogo Infante Direção de Fotografia: Lúcio Kodato Montagem: João Assunção Som: Gita Cerveira Gênero: Ficção Duração: 100’ E-mail: anacosta@cinemate.pt / joana.cine- mate@gmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. DIA 18.05 (terça-feira) 16:00h às 18:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA VII Título: DEUSA DO ÉBANO – RAINHA DO ILÊ AYÊ O documentário segue três jovens competindo no evento anual em que o Ilê Ayê escolhe a sua rainha do carnaval usando “conceitos afro-cêntricos” de beleza. O filme conta com a participação da ex-secretária da reparação racial Arany Santana, e do presidente do bloco afro Ilê Ayê, Antô- nio Carlos “Vovô”. País de Produção: Estados Unidos Direção: Carolina Moraes-Liu Roteiro: Carolina Moraes-Liu Direção de Fotografia: Carolina Moraes-Liu Som: Chung-Liu Montagem: Carolina Moraes-Liu Gênero: Documentário Duração: 19’ 40” E-mail: carolina@documentario.com / ca- mera.olho@hotmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: CRUZ E SOUSA, A VOLTA DE UM DESTERRADO Os restos mortais do poeta Cruz e Sousa voltam para Flo- rianópolis, antiga Desterro, por requisição do governo esta- dual, e são recebidos num evento no Palácio Cruz e Sousa. O Documentário mostra a cerimônia, exibe o local onde os restos serão recebidos e, em off, ouve-se a narração de dois poemas de Cruz e Sousa. País de Produção: Brasil Direção: Cláudia Cárdenas, Rafael Schlichting Roteiro: Cláudia Cárdenas Direção de Fotografia: Rafael Schlichting Som: Rafael Schlichting Montagem: Rafael Schlichting Gênero: Documentário Duração: 20’ Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: RIO DE MULHERES Um documentário sobre a rotina de mulheres que vivem so- menteentrecriançaseoutrasmulheres,emumambientemuito seco e onde a água é escassa. Comunidades rurais remanes- centesdequilombos,emumaregiãoáridadeMinasGerais.Seus maridos, filhos e netos, maiores de 16 anos, passam a maior parte do ano trabalhando na coleta de cana em São Paulo. As mulheres cuidam da casa, crianças, adolescentes e idosos da família, em uma condição extrema de seca. O filme mostra a graça e a poesia do dia a dia da vida das mulheres: a rotina da casa, a relação das crianças com o lugar, o cozinhar no forno e fogãodelenha,achegadadocaminhãopipa,alavagemderoupa no rio e os momentos de lazer no forró feminino, na feira etc. País de Produção: Brasil Direção: Cristina Maure, Joana Oliveira Roteiro: Joana Oliveira Fotografia: Cristina Maure Som: Osvaldo Gomes Montagem – Edição: Armando Mendz Gênero: Documentário Duração: 21’ Produtor: Cristina Maure e Joana Oliveira E-mail: cristinamaure@yahoo.com.br / joa- napmro@yahoo.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
  29. 29. 57 PAG. 56 PAG. Título: VERMELHO IMAGINÁRIO “Vermelho Imaginário” revisita o universo mitológico do se- bastianismo, desvendando a fantasia e a resistência de um folguedo popular em vias de desaparecimento. Para além do tradicional folclore, o documentário conduz seu olhar através de lembranças de antigos pescadores da comunidade dos Ay- morés, no extremo sul da Bahia, acerca da Festa de São Se- bastião e da Luta entre Mouros e Cristãos. O mestre popular, reator da harmonia entre fé e imaginação, projeta sua própria vida na brincadeira, numa linha tênue entre a vida e a morte, transmitindo devoção e respeito às tradições ancestrais. País de Produção: Brasil Direção: Mateus Damasceno Roteiro – Argumento: Mateus Damasceno Direção de Fotografia: Pedro Santana Som: Victor Uchoa Música: Tangre Oliveira Edicão: Pedro Santana Gênero: Documentário Duração: 17’ E-mail: matcdr@gmail.com / matcdr@hotmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Título: FAZENDO HISTÓRIA (Making History) EdouardGlissantéconhecidocomoumdosmaisimportanteses- critorescaribenhosdaúltimametadedoséculo.Em2002,Lindon Kwesi Johnson torna-se o único segundo poeta vivo e o primeiro poetanegroaterseutrabalhopublicadonasériePenguin’sClassic. Ambossãofigurasimportantesdesseúltimoséculo.LindonKwesi JohnsonéopaidapoesiadeDub,eEdouardGlissantfoiindicado aoPrêmioNobeldeLiteratura,porseustextossobreosprocessos decreolizaçãoeestéticasdetratados.Essesamigosdelongadata se encontram em New Cork, em um dia de verão. País de Produção: França, Martinica, Jamaica Direção: Caecilia Tripp, Karen McKinnon Roteiro: Caecilia Tripp, Karen McKinnon Direção de Fotografia: Topin Yelland Som: Baptiste Magontier Montagem: Baptiste Magontier Gênero: Documentário Duração: 10’ E-mail: trippcaecilia@yahoo.fr / karenmckin- non@hotmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Dia 19.05 (quarta-feira) 14:30h às 16:00h – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA VIII Título: A BENÇA Mãe Enedina, de 90 anos, acabou de perder o neto com quem mo- rava, e enfrenta os desafios de mudar de casa. Mãe Maria, aos 74 anos, divide-se entre a vida na sua comunidade e as atividades de “criar” os iaôs, iniciantes do culto de orixás, no terreiro Axé Opó Ajonjá. Viver para o candomblé é o lema de Mãe Mimi, mãe de santo, de 75 anos. “A Bença” traz o dia a dia de três senhoras do candomblé na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, abordando temascomoaidade,apassagemdotempo,orespeitomútuoentre jovenseidososdentrodocandomblé,eacrençanocultodeorixás. País de Produção: Brasil Direção: Tarcísio Lara Puiati Roteiro: Tarcísio Lara Puiati Direção de Fotografia: Felipe Sabugosa Som: Vampiro Montagem: João Felipe Freitas, Tarcísio Lara Puiati Gênero: Documentário Duração: 52’ Coprodução: Tarcísio Lara Puiati, Aquarela Filmes, TVE Brasil, Fundação Padre Anchieta, TV Cultura E-mail: tarcisolarapuiati@gmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 16:00H ÀS 18:00H – MOSTRA COMPETITIVA / PROGRAMA IX Título: GISELE OMINDAREWA Francesa de nascimento. Africana por afinidade. Brasileira por destino. Essa é a vida de Gisele Cossad, posteriormente Gisele Cossad Omindarewa, mãe de santo francesa que vive há muitos anos na Baixada Fluminense. O documentário procura reconstruir a trajetória de Gisele através das lem- branças de sua infância e juventude, num dos bairros no- bres da região parisiense, até sua vinda ao Brasil. País de Produção: Brasil Direção: Clarice Ehlers Peixoto Roteiro: Clarice Ehlers Peixoto, Sueli Nascimento Elenco: Gisele Omindarewa e seus filhos Direção de Fotografia: Christian Javas, Guapi Góes, Vanderley R. Moreira Som: Clarice Rath Trilha Sonora: Música do Terreiro, Joãozinho da Gomea Montagem: Sueli Nascimento Gênero: Documentário Duração: 71’ E-mail: cpeixoto@uerj.br / peixotoclarice@hotmail.com Local: auditório do Centro de Artes, Humani- dades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

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