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de sociosferas.O consenso que se generalizou sobre ‘a’ educação é paralisante. A crençade que a educação vai resolver todo...
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  1. 1. Em pílulasEdição em 92 tópicos da versão preliminar integral do livro de Augusto deFranco (2011), FLUZZ: Vida humana e convivência social nos novos mundosaltamente conectados do terceiro milênio 40 (Corresponde ao quarto tópico do Capítulo 7, intitulado Alterando a estrutura das sociosferas) Não-escolas: a escola é a redeNós produzimos nosso conhecimento comunitariamente (em rede)Nos Highly Connected Worlds a educação não pode ser mais nada disso queandaram falando nos últimos quatro séculos do mundo único. Simplesmenteporque não haverá ‘a’ educação.O conceito de educação – ao contrário do que parece – é um conceitototalizante e regressivo. Não é a toa que tenha surgido juntamente com oconceito de sociedade. Não pode existir ‘a’ educação, assim como não podeexistir ‘a’ sociedade. Não há uma educação e sim uma diversidade deprocessos de aprendizagem. Não há uma sociedade e sim uma diversidade
  2. 2. de sociosferas.O consenso que se generalizou sobre ‘a’ educação é paralisante. A crençade que a educação vai resolver todos os problemas está tão generalizadaque as pessoas sequer percebem que, se isso fosse verdade, países como aBulgária ou Cuba seriam considerados desenvolvidos.Quando os processos de aprendizagem forem libertados – ou quando ageração de sociosferas (uma espécie de “lei do ventre livre” social) forlibertada: no fundo é a mesma coisa! – a educação na sociedade terminará.A escola que já se prefigura no final desse trajeto é uma não-escola. Aescola é a rede. Nela, todos seremos autodidatas e alterdidatas: quandopudermos dizer: nós produzimos nosso conhecimento comunitariamente(em rede). Um autodidata-alterdidata é alguém que aprendeu a aprender-convivendo. Como buscadores e polinizadores, não seremos ensinados nemensinadores. Porque todos seremos aprendentes.Sociosferas em que as redes são as escolas serão aquelas “sociedadesdesescolarizadas”, como queria o visionário Ivan Illich (6). A sociedade semescola de Illich poderia ser renomeada como a sociedade-escola, desde queficasse claro que se trata da sociedade- rede; ou seja, estamos falando dascomunidades educadoras que se formam na sociedade-rede.Nesse sentido, não são os aparatos educativos hierárquicos, enquistados nasociedade, que educam basicamente: na medida em que a sociedade demassa vai dando lugar à sociedade em rede, são as próprias sociosferas(glocais) que educam, por meio das comunidades (clusters) quenecessariamente se formam em seu seio.Comunidades educadoras são, antes de qualquer coisa, comunidades deaprendizagem, quer dizer, comunidades-que-aprendem. Isso vale paratudo, não apenas para as escolas como aparatos da educação formal.Também virarão não-escolas os centros de pesquisa e investigação, associedades filosóficas e os grupos criativos que usinam novas idéias einauguram novas maneiras de pensar (a escola na sua acepção de thinktank). 2
  3. 3. Nota(6) ILLICH, Ivan (1970). Sociedade sem escolas. Petrópolis: Vozes, 1985. (Naverdade o título dessa tradução, para ser fiel ao original, deveria ser“Desescolarizando a sociedade”) 3

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