Escola Secundária Quinta do Marquês
7.º D
2014/2015
Vinte e oito rostos seguem-me...
Tenho à minha frente jovens com uma sede imensa de aprender, alguns dão pulinhos de
alegr...
O QUE É A POESIA?
É o sonho à procura de ser encontrado.
É às riscas.
É o céu lindo.
É uma rosa a voar.
É uma onda no mar....
omos barulhentos, às vezes,
xagerados e nada envergonhados...
emos muita imaginação
bras recriar
os para
nventamos
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chamo-me M aria
sou A miga de toda a gente
Adoro R ir
Sou d I vertida
EncantA dora
Autocaracterização
a partir do nome.
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Dizem que sou C uriosa
Sou A miga de toda a gente
Adoro R ir
Sou ma L uca,
C O mpreensiva e
muito T eimosa, mas sobretudo
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ou a Inês.
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Vejam lá se adivi
Sou uma M enina meiga
Que A nda sempre por aí a sorrir
D izem que ...
Continuando a estrutura anafórica do poema
de Eugénio de Andrade, os alunos, em pares,
criaram o seu próprio poema.
-Faz d...
Urgentemente
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
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Urgentemente
É urgente gostar
É urgente a felicidade
É urgente o amor
que é algo que não se pode adiar
É urgente a diversã...
Aproveitando o jogo apresentado no poema de Luísa Ducla
Soares, os alunos, em grupos, criaram os seus “Casamentos” de
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Casamento
Casei um bolo com uma bola
Fizeram os dois tremenda algazarra
Porque o bolo não sabe jogar
E a bola detesta cozi...
Casamento
Casamos a tesoura com o tesouro e juntos
Fizeram o Douro, banhado em ouro
A tesoura não cortava e ficou moura
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A raiva é um cão
cruel.
A maldade é uma cobra
sem escrúpulos.
Amor é uma pessoasolidária.
A partir de um
“banco de
palavra...
Trabalhos realizados na aula de Português
na Escola Secundária Quinta do Marquês
Maio de 2015
Alunos do 7.º D, Professora ...
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Livro de poesia 7 d

  1. 1. Escola Secundária Quinta do Marquês 7.º D 2014/2015
  2. 2. Vinte e oito rostos seguem-me... Tenho à minha frente jovens com uma sede imensa de aprender, alguns dão pulinhos de alegria quando percebem que lhes vou estimular aquele desejo imenso de saber mais, outros olham com curiosidade… há quem fique apenas à espera do desafio… reparo que me seguem à medida que vou andando pelas filas da sala e explicando... “O que tenho para vos propor é fazermos um livro com poemas…” O espanto aumenta, o entusiasmo também e com ele a agitação e os breves sussurros… Uns estão prontos a voar para cima de mim, para perceber o que eu desejo e começar já, ontem; outros pensam “mas por que razão a professora inventa destas coisas?”; em algumas cabecinhas cheguei a ouvir “Passou-se!”, mas a boa educação silenciou o discurso oral. Não, ainda não vamos fazer Poesia. Vamos brincar com as palavras; juntar letras e criar palavras; brincar com as letras e caracterizar pessoas; substituir palavras de poemas e recriá- -los; criar metáforas… urgentes, que nos façam sonhar! As brincadeiras surgiram e algumas encontram-se reunidas nestas páginas. Espero que tenham entendido a mensagem - brinquem com as palavras, reinventem o que já está construído, deem largas à imaginação, lutem mesmo que achem que não são capazes… Sejam felizes e não se esqueçam que É URGENTE SONHAR! Verónica Baptista Junho de 2015
  3. 3. O QUE É A POESIA? É o sonho à procura de ser encontrado. É às riscas. É o céu lindo. É uma rosa a voar. É uma onda no mar. É um avião. É uma mala. É linda. É uma flor rosada. É um despertador. É um pássaro amigo que te vai ajudar. É a desilusão. É uma caixa perdida no fundo do mar. É o Benfica. É como se fosse a última rosa do jardim. É gostar de comer batatas. É gostar de comer hambúrgueres. É um rio sem corrente. É uma flor no jardim. É um pássaro num ninho. É o fim do mundo. É um terreno acidentado. É uma folha de linhas. É reconfortante. É o amor. Poema Coletivo utilizando a chamada técnica de Cadáver Esquisito. Os alunos escreviam frases ou palavras sem saber qual era a pergunta.
  4. 4. omos barulhentos, às vezes, xagerados e nada envergonhados... emos muita imaginação bras recriar os para nventamos izem que somos o 7.ºD! Poema Coletivo de Caracterização da Turma um pouco e recria
  5. 5. chamo-me M aria sou A miga de toda a gente Adoro R ir Sou d I vertida EncantA dora Autocaracterização a partir do nome. Chamo-me Duarte Gosto de est U dar E de A cordar R espeito as pessoas Sou T rabalhador E muito mais... dar Chamo-me nteligente er osto de Considero-me est iguel
  6. 6. Dizem que sou C uriosa Sou A miga de toda a gente Adoro R ir Sou ma L uca, C O mpreensiva e muito T eimosa, mas sobretudo Sou muito A legre R ita é uma rapariga inteligente, criativa e alegre. Está sempre disposta a ajudar os outros, porém, quando são os seus própr I os problemas, é uma embrulhada É Teimosa e persistente pois quando mete algo na cabeça é muito difícil de sair. Por fim, tem muitos defeitos mas é melhor agora não Apontá-los.
  7. 7. ou a Inês. A todos ham De uma v Bom d Vejam lá se adivi Sou uma M enina meiga Que A nda sempre por aí a sorrir D izem que sou m A rota L evo a música na alma E a amizade no coração. N aturalmente sou feliz... Agora digo: sou a Madalena. Z que eu Sou I nteligente E bo N dosagada As pessoas tratam-me por n E s sou E dizem que sou S imples
  8. 8. Continuando a estrutura anafórica do poema de Eugénio de Andrade, os alunos, em pares, criaram o seu próprio poema. -Faz de conta que sou cadeira. -Eu serei a tua madeira. -Faz de conta que sou um coral. -Eu serei um brilhante cristal. -Faz de conta que sou um pincel. -Eu serei o teu papel. -Faz de conta que sou uma página em branco... -Eu serei o teu texto. -Faz de conta que eu sou um espelho. -Eu serei o teu reflexo. -Faz de conta que sou carro. -Eu serei a tua estrada. -Faz de conta que eu sou um livro. -Eu serei as tuas palavras. -Faz de conta que sou uma rosa. -Eu serei a tua jarra. -Faz de conta que eu sou barco. -Eu serei mar. -Faz de conta que eu sou o mar. -Eu serei uma peixe. -Faz de conta que eu sou um cesto. -Eu serei a bola. -Faz de conta que eu sou um monitor. -Eu serei o teu teclado. -Faz de conta que eu sou uma princesa. -Eu serei a tua coroa. -Faz de conta que eu sou pássaro. -Eu serei o teu ninho. Poema Coletivo - Faz de conta que sou abelha. - Eu serei a flor mais bela. - Faz de conta que sou cardo. - Eu serei somente orvalho. - Faz de conta que sou potro. - Eu serei sombra em Agosto. - Faz de conta que sou choupo. - Eu serei pássaro louco, pássaro voando e voando sobre ti vezes sem conta. - Faz de conta, faz de conta. Eugénio de Andrade
  9. 9. Urgentemente É urgente o amor. É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer. Eugénio de Andrade, Até Amanhã Urgentemente É urgente dar prioridade aos outros. É urgente ter saudades. É urgente realçar O que é importante na vida É urgente destruir alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente a URGÊNCIA. Madalena Álvares Urgentemente É urgente amar É urgente sorrir É urgente destruir certas palavras alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente sonhar. Inês Hora Ao poema “Urgentemente” de Eugénio de Andrade foram-lhe retira- das algumas palavras… os alunos recriaram o poema...
  10. 10. Urgentemente É urgente gostar É urgente a felicidade É urgente o amor que é algo que não se pode adiar É urgente a diversão É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente rir e amar. Diogo Marques, Joana Cordeiro e Rita Faria Urgentemente É urgente conviver com amigos É urgente estar com a família É urgente destruir certas palavras alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente viver cada momento e SER FELIZ. Matilde Tocha Urgentemente É urgente a amizade É urgente a paz É urgente a felicidade O amor e a diversão É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o AMOR. Matilde Corage e Inês Melo Urgentemente É urgente libertar É urgente poder expressar É urgente a união É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente UMA REVOLUÇÃO Miguel Santos
  11. 11. Aproveitando o jogo apresentado no poema de Luísa Ducla Soares, os alunos, em grupos, criaram os seus “Casamentos” de palavras... Casamento Casei uma amora com o amor Causaram os dois um grande esplendor Porque a amora não pode sentir E o amor não pode colorir. Não digam que errei Pois eu sei que acertei O amor não tem destino Apenas segue um caminho Rita Faria, Clara Simão e Inês Hora Casamento Casei um cigarro com uma cigarra Fizeram os dois tremenda algazarra Porque o cigarro não sabe cantar E a cigarra detesta fumar. Não digam que errei Mania antipática Só cumpri a lei Que manda a Gramática. Luísa Ducla Soares
  12. 12. Casamento Casei um bolo com uma bola Fizeram os dois tremenda algazarra Porque o bolo não sabe jogar E a bola detesta cozinhar Matilde Corage, Matilde Tocha e Nádia Fachada Casamento Casei um tesouro com uma tesoura Não sei se errei ou acertei Pois com um tesouro tudo pode acontecer E com uma tesoura tudo pode morrer... Madalena Álvares e Inês Morais
  13. 13. Casamento Casamos a tesoura com o tesouro e juntos Fizeram o Douro, banhado em ouro A tesoura não cortava e ficou moura O tesouro ajudou-a e ficou louro... António Barreto e Miguel Neto Casamento Casei um bolo com uma bola Fizeram uma tremenda algazarra Porque a bola não sabe rebolar E o bolo só sabe engordar. Miguel Santos e Duarte Soares
  14. 14. A raiva é um cão cruel. A maldade é uma cobra sem escrúpulos. Amor é uma pessoasolidária. A partir de um “banco de palavras”, os alunos inventam as suas metáforas... O ódio é uma onda violenta A violência é um barco à deriva. A paz é uma onda de felicidade. A morte é uma nuvem negra. O ódio é uma nuvem irritante. A felicidade é um cão bondoso. O amor é um som agradável. O amor é um caminho com brilho. A amizade é um comboio feliz. A tristeza é uma pessoa faminta.
  15. 15. Trabalhos realizados na aula de Português na Escola Secundária Quinta do Marquês Maio de 2015 Alunos do 7.º D, Professora Verónica Baptista António Gouvea Beatriz Eliseu Carlota Batista Clara Simão Diogo Marques Francisca Monteiro Gabriela Pessoa Guilherme Mendes Guilherme Appleton António Barreto Inês Hora Inês Morais Inês Melo Joana Cordeiro Madalena Álvares Manuel Ferreira Maria Sousa Matilde Corage Matilde Tocha Mayara Pinto Miguel Neto Miguel Santos Miguel Ramos Nádia Fachada Rita Faria Salvador Mendes Duarte Soares Miguel Veríssimo

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