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LINHA TEÓRICO-METODOLÓGICA GERAL 
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CLINICA DA ATIVIDADE (CLOT, 1999) 
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O que é? 
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EXEMPLO DAS AUTOCONFRONTAÇÕES
DIFERENTES TIPOS DE TEXTOS QUE CIRCUNDAM O TRABALHO 
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 Local de produção 
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 Análise do plano dos contextos 
a) Contexto físico: 
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ENUNCIATIVOS 
 Vozes (Bronckart, 1999) 
A)Voz do autor empírico: voz do enunciador que intervém, ...
ANÁLISE DOS TEXTOS PRODUZIDOS 
POR PAULO 
 Vozes da didática (FLE): expressa aspectos baseados nessas 
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RESULTADO DAS ANÁLISES - O DIÁLOGO ENTRE AS VOZES 
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CONCEITO DE GÊNERO PROFISSIONAL 
 Resultado da dicotomia trabalho prescrito e trabalho realizado. 
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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIENCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUISTICA Disciplina: Fundamentos em Linguística Aplicada Professora: Carla Lynn Reichmann Alunas: Senizia cordeiro de Sousa Ramos - Orientadora: Betânia Passos Medrado Fernanda do Nascimento Paiva – Orientadora: Monica Mano Trindade Ferraz
  2. 2. “ ARTIGO: A EMERGÊNCIA DA VOZ MÉTIER EM TEXTOS SOBRE O TRABALHO ” DO PROFESSOR (2011) PROF. DRA. ELIANE GOUVÊIA LOUSADA Tese: Entre o trabalho Prescrito e Realizado: Um espaço para a emergência do trabalho real do professor. (2006)
  3. 3. OBJETIVOS DA PESQUISA  Tese Investigar o trabalho educacional, mais precisamente caracterizar o trabalho de um professor de francês como LE, procurando mostrar aspectos representativos de seu trabalho, tomando do ponto de vista do trabalho que lhe é prescrito, do trabalho realizado por ele e de seu trabalho real.  Artigo Apresentar resultados de uma pesquisa (a tese), que visa fornecer elementos para uma melhor compreensão do trabalho do professor de LE, por meio do estudos das praticas de linguagem que se desenvolvem no trabalho educacional, o intuito de identificar sua influencia no agir do professor (p.61)
  4. 4. LINHA TEÓRICO-METODOLÓGICA GERAL ISD – INTERACIONISMO SOCIODISCURSIVO O FOLHADO TEXTUAL DE BRONCKART (1999) • Análise do contexto sociointeracional de produção • Análise da infra estrutura textual - Identificação do plano geral do texto - Identificação dos tipos de discurso dominantes - Identificação dos tipos de sequencia dominantes • Análise dos mecanismos de textualização - Mecanismos de conexão - Mecanismos de coesão nominal - Mecanismos de coesão verbal • Análise dos mecanismos enunciativos - Modalizações - Vozes • Análise do tipo semântico - Semiologia do agir (2009)
  5. 5. CLINICA DA ATIVIDADE (CLOT, 1999)  Em muitas situações de trabalho, os trabalhadores são submetidos a uma verdadeira amputação do seu poder de agir, de sua grande parte das capacidades, com o silenciamento e ocultamento de uma série de atividade que poderiam desenvolver.  TRABALHO PRESCRITO: anterior ao trabalho propriamente dito, que diz o que o trabalhador deve fazer para a realização das tarefas.  TRABALHO REALIZADO: como o termo indica, o trabalho efetivamente realizado, aquele efetivamente realizado, aquele que é visível.  TRABALHO REAL: que indica o trabalho que é realizado, mas que vai além dele, incorporando também as atividades contrarias ao trabalhador, isto é, todas as atividades que ele poderia desenvolver , mas que são impedidas ou contrariadas por diferentes fatores próprios de cada situação de trabalho.
  6. 6. INSTRUMENTO: AUTOCONFRONTAÇÃO (CLOT, 2006 E FAÏTA, 2005) O que é? Nessas metodologias, ocorre uma inversão de papéis, na medida em que os sujeitos observados em seu trabalho se tornam observadores de sua própria atividade o que é, segundo Clot (2001), uma maneira pela qual a experiência vivida pode se tornar um meio de viver outras experiências, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da consciência etapas i) constituição do grupo de análise; ii) filmagem de situações de trabalho, previamente selecionadas; iii) Autoconfrontação simples (ACS) iv) Autoconfrontação cruzada v) Extenção ao coletivo de trabalho
  7. 7. EXEMPLO DAS AUTOCONFRONTAÇÕES
  8. 8. DIFERENTES TIPOS DE TEXTOS QUE CIRCUNDAM O TRABALHO E CONFIGURAM O AGIR (BRONCKART, 2004) a) Textos produzidos durante a atividade de trabalho; Ex.: textos gravados em audio/vídeo; b) Textos produzidos antes das situações de trabalho; Ex.: LDB; PCN; OCEM, etc. c) Textos produzidos antes ou depois da atividade de trabalho; Ex.: textos autoavaliativos/interpretativos: AC, diários, blogs, entrevistas, etc. d) Textos produzidos por observadores externos ao trabalho desenvolvido; Ex.: textos dos pesquisadores e) Textos da mídia que trazem representações sobre o trabalho docente*; Ex.: programas especializados em problemas educacionais. f) Textos de instruções de professores para um possível substituto, antes da realização da tarefa*. Ex.: Instrução ao sócia *recentemente utilizados pelo grupo ALTER-LAEL.
  9. 9. DADOS DA PESQUISA  Tese • Preparação de aulas para o curso, a pedido do diretor da escola; • Filmagem de 04 aulas escolhidas; • Filmagem das autoconfrontações; • Escolha de um texto que apresenta o curso avançado como objeto de análise; • Realização de uma entrevista escrita com o professor • Levantamento de outro dados que circulam a escola.  Artigo • Apenas as Autoconfrotações
  10. 10. PLANO DOS CONTEXTOS (BRONCKART, 1999)  Contexto físico  Emissor  Receptor  Local de produção  Momento de produção  Contexto social  Enunciador (função social do emissor)  Destinatário (função social do receptor)  Lugar social  Objetivo (s) da interação (o efeito que o enunciador quer produzir sobre o destinatário) Informaçõesda tese: Enunciador: grupo GRAD (Group de recherches et d’applications em didactique)- 06 pessoas: 04 professores e 02 diretores; Destinatário: professores que darão aulas no curso de nível avançado * Para o artigo o professor voluntário (Paulo) compunha o grupo GRAD
  11. 11. ANÁLISE DOS DADOS  Análise do plano dos contextos a) Contexto físico:  As autoconfrontações se desenvolveram em locais diferentes: 03 em uma das unidades da escola e 01 na casa do professor voluntario b) Contexto sociosubjetivo  Do ponto de vista do pesquisador: o enunciador é um professor que trabalha na escola, porem com mais experiência que o destinatário e desenvolve as mesmas atividades.  Do ponto de vista do professor voluntário: i) Queria ajudar o pesquisador ii) Pretendia melhorar e aperfeiçoar seu trabalho como professor iii) Via a pesquisadora como alguém com mais experiência do que ele.
  12. 12. ANÁLISE DOS MECANISMOS ENUNCIATIVOS  Modalizações (Bronckart, 1999): A) Modalizações lógicas: avaliação do conteúdo temático do enunciado – condições de verdade (fatos certos; possíveis; prováveis; improváveis). Ex.: é possível que chova, ele virá provavelmente a tarde, etc. B) Modalizações deônticas: avaliação do conteúdo temático do enunciado como sendo do domínio das permissões, obrigações, dos direitos e deveres. Ex.: é preciso que você venha, você deveria vir, etc. C) Modalizações apreciativas: envolve as apreciações subjetivas do enunciador, que avaliam o conteúdo temático do enunciado como positivo ou negativo para o enunciador. Ex.: estou contente que você fez, é inacreditável que isso tenha acontecido, é essencial que isso seja feito, etc. D) Modalizações pragmáticas: explica interpretações sobre alguns dos elementos do agir de um determinado protagonista do enunciado (personagem, grupo, etc.) atribuindo-lhe intenções, razões (causas, restrições, etc.), ou ainda suas capacidades de ação. Ex.: ele tentou fazer o exercício, ele quis fazer o exercício, etc.
  13. 13. ANÁLISE DOS MECANISMOS ENUNCIATIVOS  Vozes (Bronckart, 1999) A)Voz do autor empírico: voz do enunciador que intervém, comentando ou avaliando B) Voz de personagem: aquelas vozes que procedem de entidades ou seres humanos e que se responsabilizam como agentes pelos acontecimentos e ações. C)As vozes sociais: representadas pelos sujeitos ou instituições sociais, não tem o poder de intervir, sendo apenas mencionadas.
  14. 14. ANÁLISE DOS TEXTOS PRODUZIDOS POR PAULO  Vozes da didática (FLE): expressa aspectos baseados nessas teorias;  Voz da instituição, a escola: expressa convicções e prescrições que tem sua origem na escola;  Voz do coletivo de trabalho mais restrito: especialmente a voz do conjunto de professores da escola;  Voz do métier: voz do coletivo de trabalho mais amplo, embasada na tradição do métier, que explica a parte subentendida o trabalho do professor, e que, geralmente, não é explicitada.
  15. 15. RESULTADO DAS ANÁLISES - O DIÁLOGO ENTRE AS VOZES vozes Ocorrências Da didática 7 Mostra que conhece a prescrição de deixar os alunos falarem, falar menos que eles, mas mostra varias vezes discordância em relação a isso, afirmando a importância da fala do professor, mesmo que esse fale mais que os alunos. Acata a prescrição de fazer atividades orais. Acata a decisão de fazer fichas de compreensão oral. Mas não tem tempo de fazer. Acata a prescrição de ter objetivos que devem ser desenvolvidos durante as aulas. da escola 3 Acata o programa do CA, com a fusão entre os dois livros, mas acha difícil. Acata a prescrição de chegar 10 min antes e concorda com a sua interpretação da voz da escola, segunda a qual não deve insistir na escrita. Do coletivo 2 Fala em nome do coletivo de trabalho, salientando o caráter individual do trabalho do professor e a dificuldade de lidar com o excesso de material. Do métier 11 Expressa convicções do professor, ou autoprescrições, com as quais está, na maioria das vezes, de acordo. Os temas que aparecem através dessa voz estão relacionados com: ganhar tempo/ não perder tempo, aproveitar os momentos, ser dinâmico, ser claro, etc.
  16. 16. CONCEITO DE GÊNERO PROFISSIONAL  Resultado da dicotomia trabalho prescrito e trabalho realizado.  Proposto por Clot (1999), Clot et al. (2001) e Faïta (2004, 2005) segundo o qual existe uma parte já subtendida na atividade, o que evita que tenhamos que cria-la a cada realização.  Os trabalhadores de determinada área compartilham de uma serie de modos de agir, de fazer que não necessitam de prescrição. (ex.: pedreiros: ao construírem um muro há uma sequência de atitudes que não estão prescritas e são característicos dos pedreiros).  Os gêneros profissionais são os pressupostos sociais da atividade em curso, uma memoria impessoal e coletiva que se traduz em maneiras de agir.  Papel e importância desses modos individuais de trabalho do estilo na formação e evolução dos gêneros.
  17. 17. THAT’S ALL FOLKS. Thanks a lot. Senizia and Fernanda

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