Artigo ana laura quieroz

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Artigo ana laura quieroz

  1. 1. CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E EDUCAÇÃO CURSO DE BACHARELADO EM MODA RELAÇÕES ENTRE MODA E CONSUMO ANA LAURA BAHIA QUEIROZ BELÉM- PARÁ ABRIL DE 2012
  2. 2. RELAÇÕES ENTRE MODA E CONSUMO (*) ANA LAURA BAHIA QUEIROZ(**)RESUMOEste artigo foi elaborado com a intenção de mostrar as relações entre consumo e moda,bem como evidenciar os elementos essenciais para o comportamento de consumo emmoda e os fatores que impulsionam à compra.Palavras-chave: moda, consumo, comportamento.(*) Artigo elaborado como exigência de avaliação da disciplina Pesquisa e Criação emModa, orientado pelo Prof.Ms.Fernando Hage, no Curso de Moda(**) A autora é aluna do Curso de Bacharelado em Moda, na Universidade da Amazônia,email( laurabahiaqueiroz@gmail.com)
  3. 3. Introdução Um dos temas que tem ocupado os estudiosos de consumo, de moda e demarketing é a relação entre consumo e moda. Este artigo aborda os principais aspectosque interligam essa ‘dupla-relação’ consumo e moda. Considera o Consumo Simbólicocomo agente motivador de compras e a influência da cultura ou do meio em que se insereo consumidor, como os guias de todo esse conglomerado de atitudes e de questõessociais, os quais, misturados, resultam na busca pela realização pessoal por meio dacompra de um artigo, especificamente de moda ou vestuário.I- A moda, o retorno de Dionísio e o seu comportamento. Um comportamento cotidiano, natural, de todas as pessoas é o de encarar aquestão da moda e do vestir com muita naturalidade numa relação diária, que comoqualquer outra, necessita de atenção, autoconhecimento e bom senso. Porém, por muitasvezes, nos perdemos no mar de opções que são “jogadas” pelo mercado em nossasmãos e não alcançamos o nosso objetivo (realização pessoal, por exemplo). Devido aessas características busco informar o leitor o que existe por trás de toda a euforia emotivação, que nos levam a consumir determinados produtos. Homens e mulheres passam a cada dia mais ter contato e interação cominformações sobre moda e consumo, mas esse ramo, desde os primórdios da sociedade,tem funções estratificantes. Historicamente falando, desde os tempos das “cavernas” aroupa surgiu como item de proteção e identidade social. Existem relatos que desde entãoa roupa cumpre certas funções além da que vemos hoje, que é adornar-se. Ela serviapara proteger o homem das altas e baixas temperaturas, para mostrar quem era o líder dogrupo, já que existiam os nômades e estes viviam a andar numa direção em busca dealimentos e outras necessidades.
  4. 4. Para os nômades não havia distinção entre o que era “para homem e paramulher”, pois estes usavam desde materiais orgânicos (folhas, galhos de árvores, porexemplo) e pele de animais. Como não conheciam técnicas de coloração, de costura oude estilo propriamente falando, a sua única base era o tamanho da pessoa que o usaria. Documentários históricos nos mostram que na Grécia antiga e no Egito antigo,imperadores usavam materiais específicos como ouro e pedras preciosas para serem“superiorizados” e destacarem seu poder e respeito dentre os demais. Estas vestimentase adornos tinham esse forte propósito e digamos que carregavam muito valor deidentificação, com muito mais ênfase social do que damos atualmente. Nos períodos derivados como Grécia e Egito Antigo essas caracterizações davestimenta e a designação do que era restrito a cada parte social estava mais ligado amembros da aristocracia, enquanto que a classe operária seguia a regra de não possuirdiferenciação entre masculino e feminino (ambos usavam uma espécie de túnica, deformato simples). Sobre esse aspecto Nery (2007, p.24) nos aponta que: O egípcio vestia-se com um mínimo de roupas, em função do clima quente e seco. O uso da indumentária no Vale do Nilo distinguia as castas: nudez ou pouca roupa, como somente a tanga, eram sinônimas de pobreza. A casta superior usava uma vestimenta variada, porém de corte extremamente simples (...). Os ricos adoravam a transparência que permitia a adivinhar a coloração da pele de seus belos corpos (...) as cabeças de ambos os sexos eram raspadas e cobertas depois com perucas. O conceito de moda, como estratificante (somado a outras funções) surgebasicamente na Idade Média, época em que reis e rainhas tinham os privilégios de usarcertas cores, tecidos e materiais diversos para compor seu vestuário. Essa relação entrevestuário e aspectos sociais é indicada por Miranda (2008, p. 15) quando afirma: “Desdeos primórdios da história que as pessoas usam de objetos para interagir socialmente. Arelação pessoa-objeto é uma relação simbólica e, como tal reveladora de práticas sociaise culturais”. Percebemos, portanto que a autora se refere à moda como um ato simbólico,de interação social e que envolve relação com a cultura.
  5. 5. A partir dessa concepção direcionamos o nosso olhar para a relação entremoda, roupa e cultura, e ao estabelecermos essa relação poderemos dizer que roupa emsi, serve para proteção e pudor, mas a moda tem relação direta com identidade einteração social e cultura, que é o meio no qual ambas sobrevivem, se inserem,delimitando sua posição, ou seja, criam parâmetros para serem difundidas e associadascom outros meios. Ainda sobre os povos antigos, aponta-se que aspectos religiosos sobre acultura grega evidenciavam a relação dos humanos com os deuses. Dionísio, o Deus dovinho, das festas e dos prazeres da carne, entra hoje no meio da moda quando queremosnos referir à concepção fantasiosa do que é moda e os caminhos que nos levam a buscarinteragir por meio dela. Interessante é perceber que aqui o termo moda é como o Deussocializante que permite dividir as sensações e emoções com os demais integrantes,prazerosamente. Entrando nas sociedades um pouco mais avançadas, já no século XIX, épocada Revolução Industrial, os modelos de vestir também destacavam o comportamento nomeio social, principalmente das damas (nos bailes, nas ruas, com a família, por exemplo).Mackenzie (2010, p.33) considera que “o recato da mulher expresso pelo jeito de vestirrefletia cada vez mais, as restrições de seu papel na sociedade”. Desse modo se explicitarelação entre moda e os papéis cumpridos por quem a veste, na sociedade daqueleséculo, referindo-se diretamente às roupas fechadas, às cores sóbrias, ao ar austero erecatado. Idéias dessa mesma autora (MACKENZIE, 2010) nos apontam que no períododo romantismo no séc. XVII mais uma vez afirma-se o poder do estilo social de umperíodo, com o comportamento influenciando na forma de vestir, associando o fatorvestuário com os idealismos da época, onde prevalecia a sobriedade e a introspecção: Não seria difícil, portanto, argumentar que a preocupação com o poético e com o sonho era tanto uma forma de escapismo diante das realidades imediatas e pragmáticas da industrialização como uma reação contra o excesso racionalista do iluminismo. (p. 38)
  6. 6. Com o tempo, o fator roupa foi desenvolvendo outros significados, passandopela caracterização de períodos históricos, chegando a um conceito simbólico, sendoatualmente considerado um fator de grande interação social. Aparece então a visão doconsumo como uma consequência. Para entendermos o consumo, precisamos entender a relação entre objeto epessoa e entre pessoa e sociedade. Não há consumo (de objetos) se não houver pessoas(público), e não há desenvolvimento da comunicação se não houver pessoas em conexãocom a sociedade. Ou seja, para haver consumo é necessário que as pessoasdesenvolvam uma relação social, pois o ato de consumir passa por diversos “estágios” e oprincipal deles é a difusão das opiniões, cultuadas sobre um determinado produto, que emcontrapartida, vira “da moda”. Vivemos num mundo globalizado, mas ainda cheio de tabus. Dúvidas ecuriosidades afloradas vão sendo catalisadas pelo meio e respondidas com o avançotecnológico, industrial e educacional. Devemos, porém, entender que a globalização sofreuma conotação negativa, quando em termos de moda, como se esta fossehomogeneizada, efêmera, compulsiva e “desenfreada”. Mas há, também, em contrapartida o fator “globalismo”, referindo-se a algo“comunitário”, uma troca de conhecimentos, desenvolvimento mútuo entre nações,oferecido pelo avanço da internet e da comunicação mundial, permitindo-nos conhecer omundo através da tela do computador ou pelo simples fato de usar o celular. Ambosvieram da mesma fonte, a diminuição das barreiras fisico-culturais, e ambos têm conexãocom a moda, dependentes do ponto de vista de cada um.II- Consumo simbólico Para falar sobre o consumo simbólico, que é um tema de constante estudo dasociedade e das suas peculiaridades, destacamos quatro palavras para facilitar oentendimento, que são: produto, atitude de compra, significado e ser percebido.
  7. 7. Produto tem por definição no dicionário: “s.m Resultado da produção; coisaproduzida”. O produto final tem a ver com produto material e imaterial, pois passa por umasérie de obstáculos para, no final, ser entregue a um consumidor. Para chegar nesse produto final, empresas de confecções, estilistas e demaisprofissionais do ramo, desempenham ao longo de meses antecedentes uma jornadacomplexa e muito subjetiva. Para que um produto em si alcance todo o seu potencial delucro e venda é necessário que o(s) responsável (is) pela sua criação analise(m) diversosfatores envolvidos. O principal deles é o meio em que o “público-alvo” está inserido, oumelhor, a cultura de cada um, levando em conta o clima, a faixa etária, sexo, renda edemais fatores que compõem a identidade de quem comprará produtos de umadeterminada marca. O significado de um objeto se diferencia de acordo com a cultura em que estáinserido, assim como o seu valor. As pessoas desejam expressar tais valores através deposses, de objetos. Comprar, ter e ser, são espectros ligados ao ato de consumir e omundo por trás disso tudo. Já a cultura, reage a normas e crenças que influenciam nesseato de consumir. Não podemos esquecer-mos de citar, ainda que de passagem, asComunidades e as Tribos. Onde as comunidades envolvem diretamente a sociedade, osfatores públicos, as leis, e, é um fator objetivo. Já as tribos que surgem e se integramdentro dessas comunidades estão ligadas com as experiências e emoções que sãotrocadas e alimentadas pela necessidade de interação e compartilhamento. Redes sociais(físicas e virtuais) são também ícones que refletem essas interações. No Brasil, temos a cultura de exaltar demasiadamente os produtos importadoscomo algo incrível e “chique”. Tomando como exemplo, Tommy Hilfiger, marca americanaatual, de vestuário masculino e feminino, que consagrada nos anos 70 até hoje é famosapelos produtos jovens e clássicos. Possuir a bolsa tradicional pequenina e de cores variadas (denominada de“mini-duffle”) significa, ou sugere que a pessoa que no Brasil e usa, já visitou os EstadosUnidos e, logo, que ela é “rica”, popular, estilosa. Já nos EUA esta bolsa especificamente
  8. 8. custa menos de 30 reais e as americanas não as usam, não as valorizam, tanto quanto asjovens brasileiras. Na cultura “de lá”, desde pequenos, as crianças já são acostumadascom esses produtos de nomes famosos e logo dão mais valor a outros tipos de produtos,de outras marcas com outras propostas. Para afunilar mais ainda o sentido desse consumo, podemos dizer que oconsumo simbólico sofre grande influência social e situacional, que quer dizer que cadasituação depende de um valor fantasiado em cima do seu nome ou marca. E o valorcultural tem mais ligação com a necessidade individual, por isso temos quase que um“impulso” durante a compra, ou ao vermos um produto exposto na vitrine, pois criamos emnossas cabeças, por meio das influências culturais, de que “precisamos” ou “queremos”muito um determinado produto. Gera-se assim o próximo fator, ou seja, a atitude decompra. Influenciada ou não, esta atitude de compra requer mais do que a simplesvontade do consumidor. Ela envolve todo o mundo, a internet, as revistas de moda, apublicidade, o marketing, assim como o modo como os produtos estão expostos numavitrine. Sobre esse aspecto – vitrine – Lourenço & Sam (2011, p.21) assim se expressam: “as vitrinas não expõem apenas produtos, mas também símbolos e signos culturais associados à loja e ao consumidor. Uma vitrina bem elaborada torna o produto mais atraente, pois causa impacto visual, tem apelo psicológico e estabelece um diálogo com o consumidor. Tudo isso predispõe seu público, estimulando-o ao desejo de compra, que é o caminho natural da venda.” A necessidade de consumir certas marcas famosas e internacionais comoChanel, Dior, MAC e outras, vem do culto de informações que sobre elas foram surgindocom o passar do seu desenvolvimento e tempo atuando no mercado, e ainda, do sucessode suas propagandas de marketing. Ou seja, tudo o que envolve o ato da compra tem umsignificado, uma fonte difusora de conceitos, que por sinal também define hierarquias,como quem é o mais rico, mais bonito, o mais criativo, assim como os opostos, o maisfeio, o menos criativo, dentre outras.
  9. 9. Assim, estes fatores criam no processo imaginativo da população, umparâmetro subjetivo de sucessivas necessidades, e um referencial do que se deve usar,comprar, como devemos nos comportar e até o que ouvir. Daí surge, na sequência, umresultado, que é a finalidade geral de todas essas etapas: Ser percebido, pelos outros,em sociedade. Há um comentário popular que diz que “uma mulher não se veste para seunamorado, marido ou paquera. Ela se veste para as outras mulheres”. Essa ideia surgecom a intenção de ser superior, em beleza, em elegância ou em qualquer outro sentidoque traga a sensação de superioridade, pois as mulheres tendem a ter um senso muitomais crítico, elaborado, excluente, e apurado do que os homens. O destaque não estáapenas na importância de vestir, não somente em estar bonita ou feia em determinadasocasiões, está acima de qualquer outra coisa em ser percebida, comentada e sentindodentro de si essa realização. É um fenômeno psicológico que precisa afetar positivamenteo ideal de uma pessoa para que esta possa mostrar-se confiante e notável perante asociedade. Baudrillard (1995) citado por Miranda (2008, p.35) afirma que vivemos em ummundo imaginário, onde imagens são mais substanciais que a realidade. A publicidade ea propaganda hoje especificamente, se aproveitam dessa visão inocente e fútil dassociedades modernas para alcançar seu poder de influência e, consequentemente, devendas. Há muito tempo que as sociedades vivenciam moda como efêmera e fútil, masnão tanto quanto o poder alcançado como hoje, onde todos os canais de acesso, moda eestilo de vida parecem banalizados. E a necessidade de se diferenciar e criar umaidentidade original estão cada vez mais radicais e em geral servem para sermos aceitosou não em determinadas sociedades ou lugares. É preciso entender o que principalmente envolve a comunicação paracompreender o que significam os símbolos, pois sem comunicação não haveriaestabelecimento de regras, disseminação de símbolos, resultando em uma baixa ounenhuma interação social. Miranda (2008, p. 26) ao citar Boudon e Bourricard (1993) diz que: “Semsímbolo a sociedade não se estabelece, também não sobrevive”. E completa afirmando:
  10. 10. “a linguagem só vai alcançar o seu objetivo, se efetivar a comunicação e os códigos foremcompartilhados”. Esse compartilhamento provém de como as pessoas interpretam o vestuário,pois o consumo simbólico se transforma de acordo com o significado, em conexão com oproduto, somado a fatores culturais. McCraken (citado por Miranda, 2008), afirma que acultura é uma “lente” onde os indivíduos percebem o mundo e que controla e dácoordenadas para nossas ações, funcionando como guia, a cultura dá significado aomundo. Hoje, apesar de toda a negatividade expressa no mundo estereotipado damoda, podemos ao menos afirmar a sua crescente democratização e libertação depreceitos. Apesar dos preconceitos pessoais, que todos nós temos, em relação adeterminados produtos, marcas e até mesmo por certas peças do vestuário alheio, essastransformações são resultantes da nossa própria vontade de evoluir e de criar nossaprópria identidade pessoal, de nos integrarmos no meio ambiente e compartilharexperiências pessoais. Foi a partir da democratização, da fuga ao que antes era restrito a cadaelemento social (público masculino, feminino e infantil) que abrimos um “leque” de opçõespara a livre escolha do que irá compor o nosso vestir e o nosso comportamento. Para ilustrar essa idéia, tomemos como exemplo uma mulher, acima de 40anos, que vai ao shopping para comprar um item, que antes era tipicamente do públicojovem: a revolucionária mini-saia. Cabe, em uma análise pessoal posterior, dizer se estamesma mini-saia não se mostra vulgar ou infantilizada demais para esta pessoa, porexemplo. Mas isso, como se diz no popular: “já é de cada um”, e que não impedirá queessa pessoa use-a. Como aconteceria se a mesma peça fosse usada há digamos 30 anosatrás, no período da ditadura militar (1964-1985)? Ainda neste caso é fundamental que após a comunicação visual, ou seja, ouso público da mini saia, haja “coerência” e entendimento (dentro dos parâmetros sociais)para que os outros indivíduos demonstrem uma reação à imagem provocada. Um
  11. 11. reconhecimento das outras partes, de preferência com uma ação inesperada (ex.:umassovio, como forma de elogio, ou um olhar indiscreto com forma de reprovação) oumesmo uma comunicação verbal. Assim cumprindo todos os fatores dentro do poder doconsumo simbólico. Sendo assim, a compra da mini saia, seja produto e atitude de compra, seusignificado, isto é, aparentar jovialidade e descontração, expressa o desejo de serpercebido. Produtos carregam valores pessoais e sociais, adicionados à funcionalidade.Não existem produtos sem funcionalidade, pois esse caráter está esclarecido até mesmona necessidade de chamar atenção ou proteger-se. A compra resulta numa forma única equase que indescritível de prazer, auto-satisfação e realização, que é dependente deaprovação interna e externa. Sirgy citado por Miranda (2008, p. 26) afirma que este veículo de informação émelhor difundido se possuir “visibilidade, variabilidade no uso e personalização”. Ou seja,para se encaixar no conceito de produto de moda precisamos respectivamente: ter noçãode sua finalidade e funcionalidade; opções próprias de customização (identidade) e devepermitir ainda de acordo com a personalização, integração social.Conclusão Vivemos num mundo globalizado, que oferece milhões de opções de compra,de diversão, de conhecimento, de perdas e ganhos. É algo novo e complexo e aindaestamos aprendemos a lidar com suas consequências. Entretanto, podemos conferir que neste mesmo mundo os fatores paradoxaissão os que nos motivam a continuar na busca de desenvolvimento tanto da nossaidentidade como da nossa integração social, e por meio de fatores estratificantes, definir oque nos agrada e o que nos afasta. Junto a isso estão as mídias sociais que permitemrapidez e facilidade na difusão de ideais.
  12. 12. Completando o processo, que desde os períodos clássicos e remotos daexistência humana são desempenhados nas sociedades, ou seja, os de realizaçãopessoal e de participação na sociedade, dependentes também da visão externa, que é aque define se esta realização será respeitada e bem avaliada pelos demais indivíduos, ouse a pessoa será apenas mais uma na multidão.REFERÊNCIAS1. LOURENÇO, Fátima e SAM, José Oliveira. Vitrina, veículo de comunicação e venda. São Paulo: Editora SENAC, 2011.2. MACKENZIE, Mairi. Ismos para entender a moda. São Paulo: Editora Globo, 20103. MIRANDA, Ana Paula de. Consumo de Moda. A relação pessoa e objeto. São Paulo: Editora Estação Das Letras e Cores, 2008.4. NERY, Marie Louise. A evolução da indumentária- subsídios para criação de figurino. SENAC Nacional: Editora SENAC, 2ª Impressão 2007.

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