INFORMÁTICA MÉDICA:RECONCILIANDO A INFORMAÇÃO E SEU CONTEXTO          NA PRÁTICA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE    Profa. Luciana T...
POR QUE TUDO ESTÁ   Dinâmica e                         ComplexidadeINFORMATIZADO, MENOS A   do Sistema de                S...
INFORMATIZAÇÃO DA SAÚDE:           PANACEIA OU PLACEBO?                                 (Shaw et al, 2002) Sistemas de sa...
INFORMATIZAR POR INFORMATIZAR? Inundar o sistema de saúde de hardware (e o correspondente  software embarcado) tem um efe...
UM PARÊNTESIS Apenas para não dar a impressão de que o problema da  informática médica é meramente a qualidade de softwar...
POR QUE É DIFERENTE NA SAÚDE? A saúde é o único setor da economia humana que lida com os  processos de produção biológico...
DINÂMICA E COMPLEXIDADE EM SAÚDESistemas de saúde são muito mais complexos do que qualquer outra coisa no mundo, em relaç...
A COMPLEXIDADE ESPACIAL (1) Duas cidades podem ser vizinhas e terem necessidades de  saúde completamente diferentes Ou m...
Dando um Zoom Out...
A COMPLEXIDADE ESPACIAL (2)
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
Dando um Zoom In...
A COMPLEXIDADE TEMPORAL
Infelizmente, acabou a parte com fotos fofas.
A COMPLEXIDADE ONTOLÓGICA A maior terminologia de medicina (SNOMED -CT) tem mais de  310.000 termos conectados por mais d...
O QUE ESTA COMPLEXIDADE CAUSA? Esta complexidade faz com que um problema de ciência da  computação que não existe (ou não...
INTEROPERABILIDADE SEMÂNTICA De forma inteligível:   Interoperabilidade semântica é a capacidade de enviar um    extrato...
RX de tórax:- Nódulo em  ápice D-   Tosse-   Por 3 meses   -   Tosse-   Febrícula     -   Por 3 mesesLBA:              -  ...
POR QUE A SAÚDE PRECISA DE     INTEROPERABILIDADE SEMÂNTICA? Uma pessoa pode ter cadastro em várias videolocadoras. O seu...
UM OUTRO PROBLEMA: MANUTENÇÃO Interoperabilidade semântica é crítica, mas a complexidade  temporal traz um problema incon...
CONSEQUÊNCIA Muitas coisas (muito caras!) foram e ainda têm sido  propostas para resolver o problema da interoperabilidad...
“MAKETHINGS ASSIMPLE ASPOSSIBLE,BUT NOSIMPLER”A l b e r t E i n s te i n
Trazendo oMODELAGEM     contexto de              volta à MULTINÍVEL   informática              médica
MODELAGEM MULTINÍVEL EM UMA IMAGEM (MAIS COMPLICADA)
MODELAGEM MULTINÍVEL EM UMA   IMAGEM (MAIS SIMPLES) Seu aplicativo (GUI, DSS, BI etc)     Modelagem do Domínio     Modelo ...
MODELAGEM DO DOMÍNIOArquétipos (openEHR ou ISO 13606)       CCD (MLHIM)                                    Concept        ...
TRAZENDO O CONTEXTO DE VOLTA Em modelagem multinível, o contexto da informação não fica  “encarcerado” no software, porqu...
HISTÓRIA Últimos anos do século 20:   Europa: projeto GEHR torna-se openEHR (Beale   e Heard   )   EUA: Cook desenvolve...
“MAKETHINGS ASCOMPLEXASNECESSARY,BUT NOTMORECOMPLEX”Tim Cook
MODELAGEM MULTINÍVEL: ENFOQUESModelos          openEHR        MLHIM           13606Enfoque         Maximalista   Minimalis...
PROJETOS ACADÊMICOS EM             MODELAGEM MULTINÍVEL No mundo:   http://www.openehr.org/shared-resources/usage/academ...
“Three rules of work:- Out of clutter, find simplicity- From discord, find harmony- In the middle of difficulty, lies oppo...
OBRIGADA!                            lutricav@lampada.uerj.brAgradecimentos especiais:Tim CookSergio FreireComissão WIM 2012
Presentation WIN 2012
Presentation WIN 2012
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Presentation WIN 2012

386 visualizações

Publicada em

Dr. Luciana Cavalini's presentation at the XI Workshop on Medical Informatics in 2012.
See: http://www.mlhim.org http://gplus.to/MLHIM and http://gplus.to/MLHIMComm for more information about semantic interoperability in healthcare.

#mlhim #semantic_interoperability #health_informatics

Publicada em: Tecnologia
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
386
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Presentation WIN 2012

  1. 1. INFORMÁTICA MÉDICA:RECONCILIANDO A INFORMAÇÃO E SEU CONTEXTO NA PRÁTICA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE Profa. Luciana Tricai Cavalini Departamento de Tecnologias de Informação em Saúde Faculdade de Ciências Médicas Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  2. 2. POR QUE TUDO ESTÁ Dinâmica e ComplexidadeINFORMATIZADO, MENOS A do Sistema de SAÚDE? Saúde
  3. 3. INFORMATIZAÇÃO DA SAÚDE: PANACEIA OU PLACEBO? (Shaw et al, 2002) Sistemas de saúde efetivos respondem rápido às mudanças do perfil demográfico e epidemiológico da população Estas mudanças costumam ser inesperadas. Exemplos:  Zoom out: quando há uma epidemia (ou um tsunami)  Zoom in: a qualquer hora da emergência de um grande hospital Em sistemas de saúde baseados em papel, nós demoramos semanas para conseguir identificar uma epidemia (zoom out) ou um surto de bactéria assassina em um hospital (zoom in) Promete-se há décadas que esses problemas desaparecerão com a informatização dos serviços de saúde O fato é que essas promessas ainda não foram cumpridas. Por quê? Por que é tão fácil informatizar tudo (bancos, imposto de renda, DETRAN, compras na Internet) e é tão difícil na saúde?
  4. 4. INFORMATIZAR POR INFORMATIZAR? Inundar o sistema de saúde de hardware (e o correspondente software embarcado) tem um efeito pífio sobre a melhora das condições de saúde individuais e coletivas Sem ilusões: NADA vai JAMAIS superar o efeito da melhoria na renda, no saneamento básico e na cobertura de vacinação Entretanto, gastam-se milhões ou até bilhões para informatizar, sem planejamento, os sistemas de saúde Não há muita massa crítica nas áreas técnicas de governo (ou dos hospitais privados) sobre qualidade de software em saúde Software médico é comprado ou desenvolvido com a mesma arquitetura de software adotada para videolocadoras, postos de gasolina ou caixas de banco Creia-me: não vai funcionar. Mas por quê?
  5. 5. UM PARÊNTESIS Apenas para não dar a impressão de que o problema da informática médica é meramente a qualidade de software: Imaginemos o software médico com a melhor qualidade possível, baseado em modelagem tradicional, instalado na Clínica C. O paciente vai à Clínica C fazer um cateterismo pré - operatório, mas a cirurgia de marcapasso será feita no Hospital H, que também tem um software similar. Por melhor que sejam estes dois softwares, o contexto da informação coletada na Clínica C fica “aprisionado” no modelo de dados definido no código do Software C, e idem para o Software H Voltemos à pergunta: Por que a modelagem de software que se usa em todos os outros setores da economia não é efetivo para a saúde?
  6. 6. POR QUE É DIFERENTE NA SAÚDE? A saúde é o único setor da economia humana que lida com os processos de produção biológicos (criados pela natureza) Todos os outros setores da economia lidam com processos de produção industriais (criados pelo homem) Os processos de produção criados pelo homem são mais simples que os biológicos, porque:A evolução teve milhões de anos para A civilização começa há apenas chegar a essa complexidade dezenas de milhares de anos atrás Os sistemas biológicos são tão Os sistemas industriais são tão complexos quanto necessário para simples quanto possível para garantirem a sobrevivência da maximizar lucro espécie Tive essas ideias lendo: Dawkins R. O maior espetáculo da Terra, pp. 204-5 (e Marx, lógico).
  7. 7. DINÂMICA E COMPLEXIDADE EM SAÚDESistemas de saúde são muito mais complexos do que qualquer outra coisa no mundo, em relação a 3 dimensões:  Espaço  Tempo  Ontologia
  8. 8. A COMPLEXIDADE ESPACIAL (1) Duas cidades podem ser vizinhas e terem necessidades de saúde completamente diferentes Ou melhor, dois bairros podem ser vizinhos e precisarem de atendimentos de saúde diferentes! Ou melhor, dois prédios na mesma rua podem ser vizinhos e precisarem de cuidados de saúde diferentes! Ou melhor, duas pessoas morando juntas podem ter necessidades de saúde diferentes! Ou melhor, seu pé e seu coração TÊM necessidades de cuidados diferentes! Ou melhor, dois alelos que determinam doenças diferentes em você vão precisar de terapias gênicas diferentes no futuro!
  9. 9. Dando um Zoom Out...
  10. 10. A COMPLEXIDADE ESPACIAL (2)
  11. 11. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  12. 12. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  13. 13. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  14. 14. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  15. 15. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  16. 16. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  17. 17. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  18. 18. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  19. 19. Dando um Zoom In...
  20. 20. A COMPLEXIDADE TEMPORAL
  21. 21. Infelizmente, acabou a parte com fotos fofas.
  22. 22. A COMPLEXIDADE ONTOLÓGICA A maior terminologia de medicina (SNOMED -CT) tem mais de 310.000 termos conectados por mais de 1 .000.000 de links Isto significa que, em medicina, existem aproximadamente 310.000 conceitos, conectados entre si de milhões de formas diferentes Em termos práticos, isso significa que montar um “ sistemão megalítico” que todos os serviços poderiam utilizar significaria montar uma quantidade enorme de tabelas com 310.000 campos e milhões de relacionamentos entre si Conjectura de Cavalini-Cook: A probabilidade de consenso entre 2 ou mais especialistas de uma mesma área em relação ao que seria o “modelo de dados máximo” para qualquer conceito em saúde tende a zero
  23. 23. O QUE ESTA COMPLEXIDADE CAUSA? Esta complexidade faz com que um problema de ciência da computação que não existe (ou não é crítico) em qualquer outro setor da sociedade humana seja muito grave em saúde. Este problema é:
  24. 24. INTEROPERABILIDADE SEMÂNTICA De forma inteligível:  Interoperabilidade semântica é a capacidade de enviar um extrato de informação de um sistema A para o sistema B, e destes para o sistema C, e vice-versa, etc, sendo que todos estes extratos de informação são semanticamente válidos em todos os sistemas Todos os sistemas leem e entendem todos os extratos de informação dos outros sistemas
  25. 25. RX de tórax:- Nódulo em ápice D- Tosse- Por 3 meses - Tosse- Febrícula - Por 3 mesesLBA: - Febrícula- TB RX de tórax: - Nódulo em ápice DLBA:- TBRX de tórax:- Nódulo em ápice D- Tosse- Por 3 meses- Febrícula
  26. 26. POR QUE A SAÚDE PRECISA DE INTEROPERABILIDADE SEMÂNTICA? Uma pessoa pode ter cadastro em várias videolocadoras. O seu histórico de locação na videolocadora A não afeta em nada a qualidade do atendimento que vai receber na videolocadora B Em saúde, tudo é interligado! O que aconteceu com o paciente quando foi atendido no posto de saúde é CRÍTICO para definir o seu atendimento na hora em que ele vai para o hospital “Ah, mas o paciente pode contar”. Mas muitos pacientes estão desacordados ou sob efeito de medicamentos psicotrópicos nas horas mais críticas das suas vidas, e as famílias em volta estão chorando e não informam bem tampouco “Ah, mas pode imprimir o atendimento do posto e redigitar noIsso (e coisas similares que funcionam em outras indústrias) vem sendo tentado sistema do hospital” deste 1961, com gastos de bilhões de dólares e euros, e não tem funcionado Ah, mas pode fazer um sistemão que funcione nos dois lugares”
  27. 27. UM OUTRO PROBLEMA: MANUTENÇÃO Interoperabilidade semântica é crítica, mas a complexidade temporal traz um problema incontornável mesmo para sistemas autocontidos Em saúde, você define o seu modelo de dados hoje e ele não dura 6 meses, porque os conceitos evoluem rápido e novos conceitos aparecem todo dia A média de tempo para que um software médico seja abandonado é de 2 anos e a taxa de abandono é de 70% (fonte: CHAOS Report)
  28. 28. CONSEQUÊNCIA Muitas coisas (muito caras!) foram e ainda têm sido propostas para resolver o problema da interoperabilidade semântica e para reduzir os custos de manutenção dos aplicativos da área biomédica, sem nenhum resultado evidente Juntando a isto o fato de que a saúde é o setor mais conservador da sociedade, o resultado é que a saúde é o único sistema que ainda depende inteiramente de papel Lobistas batem à porta dos governos o tempo todo, alegando terem em mãos a solução para os problemas de informatização da saúde, e os governos, aflitos com a pressão política e as queixas sobre a qualidade do sistema de saúde, entram nessa e desperdiçam centenas de milhões de [moeda] As empresas de software não querem desenvolver produtos para a saúde porque é complicado e os clientes nunca ficam satisfeitos
  29. 29. “MAKETHINGS ASSIMPLE ASPOSSIBLE,BUT NOSIMPLER”A l b e r t E i n s te i n
  30. 30. Trazendo oMODELAGEM contexto de volta à MULTINÍVEL informática médica
  31. 31. MODELAGEM MULTINÍVEL EM UMA IMAGEM (MAIS COMPLICADA)
  32. 32. MODELAGEM MULTINÍVEL EM UMA IMAGEM (MAIS SIMPLES) Seu aplicativo (GUI, DSS, BI etc) Modelagem do Domínio Modelo de Referência
  33. 33. MODELAGEM DO DOMÍNIOArquétipos (openEHR ou ISO 13606) CCD (MLHIM) Concept Constraint Definition
  34. 34. TRAZENDO O CONTEXTO DE VOLTA Em modelagem multinível, o contexto da informação não fica “encarcerado” no software, porque o Modelo de Referência é composto por classes genéricas com o “mínimo” de contexto possível O contexto da informação fica contida, de uma forma intercambiável entre sistemas, nos Modelos de Domínio (arquétipos ou CCDs) A informação coletada em tempo real durante a consulta terá seu contexto persistido para sempre: as modificações futuras no software - mantido o Modelo de Referência estável - nunca mais afetarão seu conteúdo Estes extratos de informação, contendo o contexto original, corretamente referenciados no espaço e no tempo, podem ser compartilhados por qualquer aplicativo baseado no mesmo Modelo de Referência
  35. 35. HISTÓRIA Últimos anos do século 20:  Europa: projeto GEHR torna-se openEHR (Beale e Heard )  EUA: Cook desenvolve TORCH Virada do século:  Cook tenta harmonizar TORCH a openEHR  openEHR vai para a ISO e negocia a família de Normas 13606 2009:  MLHIM é lançada (Cook e Cavalini ) 2012:  Convergência espontânea de openEHR para MLHIM  ISO 13606 estaciona
  36. 36. “MAKETHINGS ASCOMPLEXASNECESSARY,BUT NOTMORECOMPLEX”Tim Cook
  37. 37. MODELAGEM MULTINÍVEL: ENFOQUESModelos openEHR MLHIM 13606Enfoque Maximalista Minimalista ReducionistaResíduo decontexto no Muito Mínimo IntermediárioMRModelo de Qualquer Máximo MáximoDados tamanhoImplementação Prontuários Qualquer Somente troca depossível eletrônicos aplicativo mensagens
  38. 38. PROJETOS ACADÊMICOS EM MODELAGEM MULTINÍVEL No mundo:  http://www.openehr.org/shared-resources/usage/academic.html No Brasil:  UFMG: 13606 (CI) e MLHIM (CC)  UERJ: MLHIM e openEHR  UFF: openEHR  LNCC: openEHR  UFSCar: openEHR  UFPR: openEHR  USP-RP: openEHR
  39. 39. “Three rules of work:- Out of clutter, find simplicity- From discord, find harmony- In the middle of difficulty, lies opportunity.” Albert Einstein
  40. 40. OBRIGADA! lutricav@lampada.uerj.brAgradecimentos especiais:Tim CookSergio FreireComissão WIM 2012

×