Fatores abióticos

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Fatores abióticos

  1. 1. Factores Abióticos
  2. 2. Factores Abióticos <ul><li>Temperatura </li></ul><ul><li>Luz </li></ul><ul><li>Humidade </li></ul><ul><li>Solo </li></ul>
  3. 3. Factores Abióticos – componentes do meio ambiente e que fazem parte dos ecossistemas Influenciam a distribuição e a quantidade de seres vivos. É possível ver no mesmo meio natural um urso polar e um camelo? Porquê? Devido às condições do meio.
  4. 4. Qual seria o factor abiótico principal que impediria a sobrevivência do Urso Polar no Deserto? Temperatura
  5. 5. Cada factor abiótico pode favorecer ou dificultar o desenvolvimento de um organismo, de uma população ou de uma comunidade. Factores Abióticos <ul><li>Temperatura </li></ul><ul><li>Luz </li></ul><ul><li>Água </li></ul><ul><li>Solo </li></ul><ul><li>Salinidade </li></ul>Quando os valores (altos ou baixos) de um determinado factor impedem o desenvolvimento de uma espécie, este passa a ser o factor limitante .
  6. 6. Temperatura
  7. 7. <ul><li>Factor de grande importância para os seres vivos </li></ul><ul><ul><li>Período de actividade </li></ul></ul><ul><ul><li>Características morfológicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Comportamento </li></ul></ul>Influência
  8. 8. Temperatura Induz diversos comportamentos Condiciona a distribuição dos seres vivos Conduz ao desenvolvimento de adaptações morfológicas
  9. 9. Temperatura e actividade dos seres vivos <ul><ul><ul><ul><ul><li>Como é que a temperatura influencia a actividade dos seres vivos? </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>O gráfico traduz a relação existente entre a temperatura e a actividade de duas populações de espécies diferentes. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  10. 10. <ul><ul><ul><ul><ul><li>Em relação ao gráfico indica: </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>a) Entre que limites de temperatura os seres da espécie A se encontram activos. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Entre -5ºC e 10ºC </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>b) O valor de temperatura mínima abaixo do qual os seres da espécie B deixam de estar activos. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Os seres da espécie B deixam de estar activos a valores inferiores a 5ºC. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  11. 11. <ul><ul><ul><ul><ul><li>c) O valor da temperatura máxima a partir do qual a actividade dos seres da espécie B é nula </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>A actividade é nula a partir de 35ºC </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>d) O valor da temperatura ideal para a actividade de cada uma das espécies. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>A temperatura ideal para a população da espécie A é de aproximadamente 5ºC e para a população da espécie B é de aproximadamente 27ºC </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  12. 12. <ul><ul><ul><ul><ul><li>e) Qual das populações é mais resistente às variações de temperatura. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>É a população da espécie B. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  13. 13. <ul><ul><ul><ul><ul><li>Amplitude térmica de existência – cada população sobrevive entre certos limites de temperatura </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Não existem acima de determinado valor – temperatura máxima -, nem abaixo de outro – temperatura mínima. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Para os indivíduos de cada espécie existe uma temperatura óptima para a realização das suas actividades vitais. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  14. 14. Temperatura e actividade dos seres vivos <ul><li>Seres estenotérmicas </li></ul><ul><li>Espécies que sobrevivem entre estreitos limites </li></ul><ul><li>de temperatura (pequena amplitude térmica) </li></ul><ul><li>Ex: Lagartixa </li></ul>euritérmica estenotérmica Temperatura
  15. 15. <ul><li>Seres euritérmicos </li></ul><ul><li>Espécies que resistem a grandes variações </li></ul><ul><li>de temperatura (grande amplitude térmica) </li></ul><ul><li>Ex: Lobo, homem </li></ul>euritérmica estenotérmica Temperatura
  16. 16. Espécies euritérmicas Resistem a grandes variações de temperatura (Exemplo: espécie A) Espécies estenotérmicas Possuem intervalos de tolerância reduzidos (exemplos: espécie B)
  17. 17. Qual a influência da temperatura nos animais? <ul><ul><ul><ul><ul><li>Animais cuja a temperatura corporal varia com a temperatura ambiente. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Ex: répteis, crocodilo, anfíbios </li></ul></ul></ul></ul></ul>Poiquilotérmicos
  18. 18. Animais com capacidade para regular a temperatura interna, independentemente da temperatura ambiente. Ex: Aves e mamíferos . Homeotérmicos :
  19. 19. Temperatura e as características morfológicas dos seres vivos
  20. 20. <ul><li>Regiões frias </li></ul><ul><li>Pêlos mais densos e compridos – raposas e urso polar </li></ul><ul><li>Grande teor de gordura - pinguins </li></ul><ul><li>Extremidades mais curtas (focinho, orelhas) </li></ul><ul><li>Estas características fazem com que a perda de calor seja mínima, permitindo assim a sobrevivência. </li></ul>Animais
  21. 21. Adaptações Morfológicas Exemplos: Pinguim e Urso Polar - Camada de gordura - Camada de pêlo ou penas densa - Pinguim mantém-se em grupo e trocam de posição para manterem o calor
  22. 22. <ul><li>Regiões quentes </li></ul><ul><li>Pêlos menos densos e mais curtos </li></ul><ul><li>Menos gordura </li></ul><ul><li>Maior superfície corporal em contacto com o exterior </li></ul><ul><li>Estas características facilitam a perda de calor para o meio e evitam o sobreaquecimento. </li></ul>
  23. 23. Camelo - Armazena grandes quantidades de gordura de onde vai retirando a água. - Perde pouca água pelo corpo – urina muito concentrada - Possui cascos almofadados para evitar a transferência de calor - Pêlo curto e amarelado que reflecte a luz solar
  24. 24. Répteis - Pele impermeável para proteger contra a desidratação
  25. 25. O feneco, conhecido por raposa do deserto, vive no deserto onde a temperatura é muito elevada. Esta raposa tem pequenas dimensões mas as suas orelhas são enormes relativamente ao corpo! Através delas, a raposa do deserto liberta calor para o meio. Sobrevive muito tempo sem beber água, obtendo-a a partir dos alimentos, e durante o dia permanece no interior das tocas de areia. É um animal nocturno que vive em grupos de 10 a 15 indivíduos, com um macho dominante. O tamanho das orelhas é uma adaptação deste animal ao calor do deserto.
  26. 26. Estratégias Comportamentais - Animais Hibernação Quando a temperatura ambiente baixa para determinados valores, alguns animais hibernam . Em que consiste? …
  27. 27. Durante o Verão e Outono, o animal alimenta-se muito, acumula gordura e, depois, quando a temperatura ambiental baixa, o animal protege-se numa toca e reduz ao mínimo a sua actividade metabólica, ritmo cardíaco e respiração . Ex: Esquilo /rato arganaz/ Ursos
  28. 28. Estivação Devido a altas temperaturas, alguns animais reduzem a sua actividade ao mínimo. Ex: Caracóis
  29. 29. <ul><li>Migração </li></ul><ul><li>No Inverno, alguns animais procuram climas mais quentes para conseguirem “fugir” às baixas temperaturas e à falta de alimento. </li></ul><ul><ul><li>Ex: Andorinhas, Cegonhas, flamingos </li></ul></ul>
  30. 30. <ul><ul><ul><ul><ul><li>A cegonha negra nidifica em Portugal. A partir de Setembro, nos meses em que os valores da temperatura lhes são mais desfavoráveis, migra para África que é uma região mais quente. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  31. 31. <ul><ul><ul><ul><ul><li>Nos invernos muito frios e com neve, os lobos reagem a estas condições adversas, caçando em alcateias mais numerosas para garantirem uma maior eficácia na captura do alimento. </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  32. 32. Adaptações morfológicas Alterações de aspecto / comportamento Animais Temperaturas baixas <ul><li>Pêlos densos e compridos </li></ul><ul><li>Acumulação de espessas camadas de gordura </li></ul><ul><li>Aumento da quantidade de pêlos ou penas </li></ul><ul><li>Extremidades mais curtas (focinho / orelhas) </li></ul>Migração : As aves, como por exemplo os flamingos, deslocam-se para regiões mais quentes, para fugir ao Inverno. Hibernação . Alguns animais, como as marmotas, reduzem ao mínimo a sua actividade vital para suportar o Inverno. Temperaturas altas <ul><li>Pêlos curtos e pouco densos </li></ul><ul><li>Menor quantidade de gordura </li></ul><ul><li>Extremidades mais compridas </li></ul>Estivação : Alguns animais, como por exemplo os caracóis, reduzem a sua actividade no período quente e seco do Verão
  33. 33. Plantas As diferentes temperaturas provocam adaptações. As plantas adaptam a sua própria morfologia às elevadas ou às baixas temperaturas. Existem : Plantas anuais Plantas bienais Plantas vivazes ou perenes
  34. 34. Ao longo do ano, certas plantas sofrem alterações no seu aspecto, o que lhes permite enfrentar melhor a estação mais desfavorável. Estação favorável Estação desfavorável
  35. 35. Exemplifica alterações, no aspecto, que algumas plantas apresentam durante a estação desfavorável. Enquanto algumas árvores perdem as folhas, algumas plantas ficam reduzidas à raiz ou caule e outras sobrevivem sob a forma de sementes. Dá um exemplo de uma árvore que perca as folhas durante a época desfavorável. Carvalho, freixo
  36. 36. Estratégias Comportamentais - Plantas Dormência das Plantas Muitas plantas, no Inverno, não resistem ao frio. A parte aérea desaparece e ficam reduzidos a órgãos subterrâneos (rizomas, tubérculos ou bolbos) ou a sementes, mantendo-se assim até que a temperatura aumente.
  37. 37. Plantas anuais – não suportam o frio deixando as sementes para germinar no ano seguinte. Ex: feijoeiro
  38. 38. Sementes Sementes Bolbos Tuberculos
  39. 39. Plantas bienais – perdem a sua parte aérea mas mantêm a parte subterrânea Ex: lírio
  40. 40. Plantas vivazes ou perenes – mantêm a sua estrutura todo o ano, apesar de algumas serem de folha caduca
  41. 41. Plantas de folha persistente As árvores e arbustos apresentam forma cónica para que a neve possa escorregar. Árvores com copa em , folhas pequenas cobertas por cutícula
  42. 42. Plantas de folha caduca As folhas caem na estação fria, ficando num estado latente (repouso) durante o Inverno e começam a desabrochar quando aumenta a temperatura. Árvores que deixam cair as folhas e ficam em estado latente
  43. 43. Cactos As folhas são reduzidas a espinhos para evitar a evaporação. Possuem células que acumulam água, funcionando como um reservatório.
  44. 44. Adaptações morfológicas Alterações de aspecto / comportamento Plantas <ul><li>Copa das árvores em forma de cone, em regiões de neve. </li></ul><ul><li>Folhas com cutícula que favorece a resistência às baixas temperaturas </li></ul><ul><li>As árvores de folha caduca perdem as folhas na estação mais fria. </li></ul><ul><li>Algumas plantas perdem a parte aérea para resistir às baixas temperaturas. </li></ul><ul><li>Incapazes de resistir ao frio, algumas plantas produzem sementes que germinam no ano seguinte. </li></ul>
  45. 45. Luz
  46. 46. A luz e a temperatura variam conjuntamente, uma vez que ambos os factores são resultantes da radiação solar nos ecossistemas naturais. A luz pode afectar os ciclos de vida e comportamento dos seres vivos Fotoperíodo Número de horas de luz durante um dia
  47. 47. <ul><li>Varia com: </li></ul><ul><ul><ul><ul><li>Altitude </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Latitude </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Exposição do relevo </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Neblusidade </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Cobertura vegetal </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Estações do ano </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Horas do dia </li></ul></ul></ul></ul>
  48. 48. A Luz e o Comportamento dos Seres Vivos <ul><li>A luz influencia principalmente: </li></ul><ul><ul><li>Período de actividade </li></ul></ul><ul><ul><li>Comportamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Distribuição geográfica </li></ul></ul><ul><ul><li>Migração </li></ul></ul><ul><ul><li>Reprodução </li></ul></ul><ul><ul><li>Cor da pelagem </li></ul></ul><ul><ul><li>Distribuição do alimento nos oceanos </li></ul></ul>
  49. 49. <ul><li>Existem alguns animais que estão apenas activos durante o dia – Diurnos </li></ul><ul><li>Animais que estão activos apenas à noite – Nocturnos </li></ul><ul><li>- Animais estão activos no crepúsculo </li></ul>De que forma é que o comportamento ou as características dos animais podem depender da acção da luz?...
  50. 50. Influência da luz na actividade dos animais Observam-se, durante dois dias, as variações na intensidade da actividade diária de dois animais que vivem na Serra da Malcata – rato do campo (A) e águia real (B). De seguida, traçou-se o gráfico que traduz as observações feitas.
  51. 51. <ul><li>Relativamente à observação do ritmo de actividade diária da águia real e do rato do campo, indica: </li></ul><ul><li>1.1. a que horas a águia real apresenta actividade máxima. </li></ul><ul><li>1.2. em que momento do dia o rato do campo se encontra mais activo. </li></ul><ul><li>1.3. qual dos dois animais se pode considerar animal nocturno e diurno, respectivamente. </li></ul>Próximo das 12 horas de cada dia Durante o período nocturno A águia real é um animal diurno e o rato do campo é um animal nocturno
  52. 52. - Lucífilos - Atraídos pela luz – fototáxia positiva Ex: Borboleta - Lucífugos- Não suportam a luminosidade – fototáxia negativa Ex: Bichos da conta , minhoca Há ainda:
  53. 53. A luz tem igualmente uma grande influência na distribuição dos seres aquáticos. A luz influencia a distribuição em profundidade dos seres marinhos
  54. 54. <ul><li>Os animais e as plantas apresentam fotoperiodismo , isto é, capacidade de reagir à duração da luminosidade diária a que estão submetidos. </li></ul>
  55. 55. Animais Um grupo de cientistas pretendia investigar se o número de horas de luz diárias a que um grupo de lebres estaria sujeito seria ou não determinante para a alteração da cor da sua pelagem, já que na Natureza, durante o Inverno, estes animais apresentam uma pelagem branca e durante o Verão castanha. Para tal, capturaram algumas lebres durante o Inverno, em Dezembro (fig.A), e outras durante o Verão seguinte, em Junho (fig.B).
  56. 56. A B Lebres capturadas durante o Inverno, em Dezembro Lebres capturadas durante o Verão, em Junho
  57. 57. <ul><li>Com as lebres capturadas em Dezembro formaram-se dois grupos – I e II – com os quais fizeram a experiência que a figura C ilustra. </li></ul>
  58. 58. <ul><li>Com as lebres capturadas em Junho formaram-se dois grupos – III e IV – e realizaram os procedimentos que se encontram representados na figura D. </li></ul>
  59. 59. 1. Com base na observação e análise da experiência descrita indica: 1.1. qual a duração do período de iluminação diária a que os animais do grupo I e II foram sujeitos, respectivamente. Os animais do grupo I foram sujeitos a 6 horas de luz diária e os do grupo II a 18 horas de luz diárias.
  60. 60. 1.2. qual a duração do período de iluminação diária a que os animais do grupo III e IV foram sujeitos, respectivamente. Os animais do grupo III foram sujeitos a 6 horas de luz diária e os do grupo IV a 18 horas de luz diárias.
  61. 61. 2. Explica o que aconteceu aos animais do grupo II. Nos animais do grupo II, a cor da pelagem mudou de branca para castanha, adquirindo as lebres a cor que apresentam na Natureza quando se encontram sujeitas a este período de iluminação. 3. Explica o que aconteceu aos animais do grupo III. Nos animais do grupo III, a cor da pelagem mudou de castanha para branca, adquirindo as lebres a cor que apresentam na Natureza quando se encontram sujeitas a este período de iluminação.
  62. 62. 4. Refere o que concluis da análise dos resultados da experiência descrita Pode concluir-se que a duração do período de iluminação diária a que as lebres se encontram sujeitas, tem influência em algumas das suas características morfológicas, como a cor da pelagem.
  63. 63. Lebre do Árctico ( no Verão tem uma pelagem castanha e no Inverno tem uma pelagem branca para se poder esconder entre a neve).  
  64. 64. Sabias que no caso da raposa do Árctico ela muda de cor consoante as estações do ano? No Inverno a sua pelagem é branca e quando não há neve fica castanha, para se confundir com o ambiente.
  65. 65. Reprodução Existem animais que se reproduzem na Primavera (aumento do fotoperíodo) e outros no Outono (diminuição do fotoperíodo) <ul><li>A luz actua directamente sobre o desenvolvimento dos ovos dos peixes; </li></ul><ul><li>A falta de luz retarda o desenvolvimento de larvas de certos insectos; </li></ul><ul><li>Alguns animais apenas se reproduzem quando o fotoperíodo ultrapassa um determinado valor, outros apenas se reproduzem quando os dias são curtos. </li></ul>
  66. 66. Migrações As andorinhas (Apus apus) migram da Europa para África, no fim do Verão, e de África para a Europa no fim do Inverno. Este comportamento é desencadeado pela diminuição do fotoperíodo, e permite evitar condições desfavoráveis
  67. 67. Luz <ul><li>Actividades </li></ul><ul><li>Consoante o período do dia em que são mais activos, os animais classificam-se: </li></ul><ul><li>Diurnos – mais activos durante o dia. </li></ul><ul><li>Crepusculares – mais activos ao pôr-do-sol </li></ul><ul><li>Nocturnos - mais activos durante a noite </li></ul>Distribuição Alguns animais vivem em locais de boa luminosidade, outros preferem locais de fraca luminosidade Reprodução A época de reprodução de certos animais é condicionada pelo fotoperíodo Migrações O fotoperíodo é um dos factores que condiciona a deslocação de inúmeras espécies de aves Mudança de plumagem O fotoperíodo influencia a mudança de cor do pêlo de vários animais
  68. 68. <ul><li>As plantas são as mais afectadas pela variação da luminosidade, pois na ausência de luz não se desenvolvem. </li></ul><ul><li>A luz é indispensável para a realização da fotossíntese. </li></ul>Plantas
  69. 69. A captação da luz determina no ecossistema uma distribuição das plantas por estratos, pois não têm a mesma necessidade de luz. Espécies que necessitam de grande exposição de luz, como a maioria das árvores, tendem a situar-se nos estratos superiores das florestas ou em terrenos abertos.
  70. 70. Quando a luz disponível no meio ambiente não é suficiente, as plantas tendem a ficar amareladas e apesar dos seus órgãos aéreos ser muito acentuado estes são pouco robustos. Pelo contrário, quando as plantas se encontram expostas naturalmente à luz, os seus órgãos aéreos crescem menos, mas de uma forma mais robusta e mantêm a cor verde.
  71. 71. Em ambientes de fraca intensidade luminosa o crescimento dos órgãos aéreos de muitas plantas é mais evidente, ficando contudo amareladas e aspecto frágil. Estioladas Aumentando luminosa o crescimento é menor, mas as plantas ficam verdes e robustas.
  72. 72. Plantas heliófilas (plantas de sol) – encontram-se em locais bem iluminados. Ex. Girassol As plantas terrestres não necessitam de igual quantidade de luz para se desenvolverem
  73. 73. As espécies que necessitam de pouca luz, como os fetos e os musgos, encontram-se nos estratos inferiores ou nas fendas das rochas. Plantas Umbrófilas (plantas de sombra) – encontram-se em locais sombrios. Ex: avencas e fetos
  74. 74. Adaptações das plantas à luz Desenvolvimento de folhas largas para aumentar a superfície de absorção de luz. Algumas plantas efectuam movimentos de orientação em direcção à luz Fototropismo Positivo – movimento em direcção à luz Negativo – movimento em direcção contrária à fonte de luz
  75. 75. Positivo – movimento em direcção à luz Negativo – movimento em direcção contrária à fonte de luz
  76. 76. As variações de intensidade luminosa constituem um factor que tem influência na floração das plantas Flores da corriola abrem durante o dia e fecham à noite.
  77. 77. Plantas que florescem quando o período de luz é menor que o período nocturno. Plantas de dia curto Plantas que florescem quando o fotoperíodo é curto (inferior a 8 horas).
  78. 78. Plantas de dia curto
  79. 79. Plantas de dia longo Plantas que florescem quando o período de luz é maior que o período nocturno. Plantas que florescem quando o fotoperíodo é longo (superior a 12 horas). Cevada Papoila
  80. 80. Plantas de dia longo
  81. 81. Plantas indiferentes Plantas que florescem independentemente do fotoperíodo ser longo ou curto.
  82. 82. <ul><li>Logo, consoante a intensidade luminosa, o comportamento das plantas é diferente. </li></ul><ul><li>Influencia a floração – a alface só dá flor quando os dias são mais longos </li></ul><ul><li>As flores abrem de dia e fecham à noite. (Ex. Malmequer) </li></ul>
  83. 83. Luz <ul><li>Crescimento </li></ul><ul><li>As plantas utilizam a luz solar para, através da fotossíntese, crescerem e se desenvolverem plenamente. </li></ul><ul><li>Consoante as suas necessidades de luz solar, classificam-se em: </li></ul><ul><li>Plantas de luz ou heliófilas – necessitam de muita luz. </li></ul><ul><li>Plantas de sombra ou umbrófilas necessitam de pouca luz. </li></ul>Germinação das sementes A quantidade de luz necessária à germinação das sementes varia de espécie para espécie Movimentos Plantas como o girassol movimentam-se ao longo do dia, na direcção do Sol. Quando a quantidade de luz é escassa, algumas plantas inclinam-se na direcção da luz - fototropismo <ul><li>Floração </li></ul><ul><li>O desenvolvimento de flores, está dependente, em algumas plantas, do fotoperíodo. </li></ul><ul><li>Plantas de dia longo – florescem quando o período do dia é maior do que o da noite </li></ul><ul><li>Plantas de dia curto – florescem quando o período do dia é menor que o da noite </li></ul>
  84. 84. Humidade
  85. 85. O que se compreende como humidade? É a quantidade de água que existe na atmosfera ou no solo. Floresta tropical – elevados índices de precipitação, distribuídas de um modo regular ao longo dos anos. Grande diversidade e quantidade de seres vivos
  86. 86. Deserto – baixos valores de precipitação. Escassez de seres vivos , contudo, muito bem adaptados às condições ambientais.
  87. 87. Influência da água nas adaptações morfológicas dos seres vivos Características da folha Humidade do meio Folha de nenúfar finas e longas elevada – Meio aquático
  88. 88. Características da folha Humidade do meio Folha do cacto reduzidas a espinhos muito baixa – Meio seco <ul><li>Adaptações do cacto: </li></ul><ul><li>Folhas reduzidas a espinhos </li></ul><ul><li>Caule volumoso e carnudo </li></ul><ul><li>Raízes longas podendo ser superficiais </li></ul><ul><li>Revestimento por ceras impermeáveis (cutícula espessa) </li></ul>
  89. 89. Adaptações das plantas <ul><li>Forma das raízes </li></ul><ul><li>Para captarem água as raízes podem ser: </li></ul><ul><li>Profundas; </li></ul><ul><li>Superficiais, mas extensas </li></ul>Forma das folhas As folhas são reduzidas a espinhos, como forma de reduzir as perdas de água por transpiração Revestimento Como forma de reduzir a perda de água por transpiração, encontram-se cobertas por película impermeável Caule Como forma de armazenar água, os caules são carnudos
  90. 90. <ul><li>Adaptações do rato canguru: </li></ul><ul><li>Perde pouca água nos excrementos </li></ul><ul><li>Passa toda a vida sem beber água – retirando das sementes que come a água que necessita </li></ul><ul><li>Não tem glândulas sudoriparas – não transpira </li></ul><ul><li>Reduzindo a sua actividade durante o dia </li></ul>Animais
  91. 91. <ul><li>Adaptações do camelo: </li></ul><ul><li>Obtêm água a partir da gordura. </li></ul><ul><li>O pêlo impede a entrada de calor. </li></ul><ul><li>Adaptações do escorpião: </li></ul><ul><li>Exosqueleto impermeável. </li></ul><ul><li>Refugia-se em tocas. </li></ul>
  92. 92. Adaptações dos animais Excreções Produção de urina muito concentrada, por vezes, quase sólida Revestimento O revestimento impermeável do corpo impede a saída de água <ul><li>Comportamento </li></ul><ul><li>Não ingestão de água (obtida através dos alimentos) </li></ul><ul><li>Adopção de hábitos nocturnos </li></ul><ul><li>Estivação </li></ul>
  93. 93.  Hidrófilos – vivem em habitats aquáticos Ex: Peixes e nenúfar  Higrófilos – vivem em habitats muito húmidos Ex: rã e arroz
  94. 94.  Mesófilos – vivem em habitats com quantidades moderadas de água Ex: Cão e pinheiro  Xerófilos – vivem em habitats secos Ex: Camelo e cacto
  95. 95. Seres vivos Seres Hidrófilos Vivem permanentemente na água Seres Higrófilos Vivem em locais húmidos Seres Mesófilos Vivem em locais medianamente húmidos Seres Xerófilos Vivem em locais secos
  96. 96. Salinidade
  97. 97. Salinidade - quantidade de sal presente na água.  Peixes de água doce – baixa salinidade  Peixes de água salgada – elevada salinidade  Peixes da zona intertidal - salinidade variável As enguias e o salmão conseguem viver em água doce e salgada, adaptando-se ao meio ambiente.
  98. 98. Solo
  99. 99. Camada mais superficial da crosta constituída por zonas sobrepostas, que apresentam características favoráveis ao desenvolvimento de animais e de outros seres vivos. <ul><li>Alteração física e química da rocha mãe; </li></ul><ul><li>Decomposição da matéria orgânica pelos seres vivos. </li></ul>Forma-se
  100. 100. Composição química, estrutura e coesão, e a permeabilidade influenciam a distribuição dos seres vivos. Quanto mais poroso é o solo, mais fácil se torna a penetração das raízes e a movimentação de diversos seres vivos que nele habitam. Características do solo
  101. 101. O solo é uma mistura de material rochoso alterado, minerais, matéria orgânica, água e ar. O seres vivos subterrâneos (minhocas, toupeiras) remexem o solo, misturando os constituintes e permite arejar o solo.
  102. 102. Factores que fazem variar o solo : - permeabilidade – deixa passar ou não água; - porosidade – possui muitos ou poucos espaços; - sais minerais; - matéria orgânica
  103. 103. As cores da flor das hortênsias dependem do pH (acidez) dos solos: a flor rosa cresce geralmente em solos ácidos com pH entre 5,0 e 5,5 e a flor azul obtém-se com pH acima dos 6,5.

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