O Moleiro

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O Moleiro

  1. 1. PROFISSÕES ANTIGAS Moleiro
  2. 2. DOS CEREAIS AO PÃO <ul><li>Preparação da terra para a sementeira </li></ul><ul><li>A grade era utilizada para cortar as leivas do arado e misturar as sementes na terra (“atupir”, como se dizia) </li></ul>
  3. 3. OS CEREAIS PRAGANOSOS: TRIGO, CEVADA, CENTEIO E AVEIA
  4. 4. TRIGO: O CEREAL-REI <ul><li>A origem do trigo é bastante remota. O homem cultiva o trigo, pelo menos, há seis mil anos , no início, triturando-o entre pedras rústicas, para aproveitar a farinha. Foram encontrados grãos de trigo nos jazigos de múmias do Egipto, nas ruínas das habitações lacustres da Suíça e nos tijolos da pirâmide de Dashur, cuja construção data de mais de três mil anos a.C. </li></ul><ul><li>O uso do pão branco, de massa fermentada, é atribuído aos egípcios, 20 a 30 séculos a.C. Com o passar dos tempos, a técnica de fabricação foi aperfeiçoada, permitindo controlar melhor a fermentação. </li></ul>
  5. 5. O MILHO <ul><li>A origem do milho dá-se há 7 mil anos na América Central. Provavelmente nos planaltos do México. Os Incas, Maias e Astecas utilizavam-no na sua alimentação. </li></ul><ul><li>Até ao descobrimento da América, em 1492, os europeus desconheciam a existência do milho. </li></ul><ul><li>Foi Cristóvão Colombo que o levou à Europa, em 1493, causando grande sensação entre os botânicos. Além de suas propriedades em ferro, potássio, vitamina C e fibras, o milho é utilizado em diversos ramos. Como integrante de antibióticos, plásticos, alimentos como pudins e farináceos, adesivos, tintas, insecticidas, óleos e xaropes. </li></ul><ul><li>A barba do milho é utilizada na medicina popular como diurético. E os povos andinos fazem uma bebida à base de milho chamada chicha. </li></ul>
  6. 6. Os métodos tradicionais de desfolhar e descarolar o milho <ul><li>Desfolhada </li></ul><ul><li>Desfolhada </li></ul><ul><li>Designação atribuída ao trabalho de descamisar o milho. </li></ul><ul><li>Fazia-se muitas vezes à noite </li></ul><ul><li>Malha a mangual </li></ul>
  7. 7. Como se guardavam as espigas. <ul><li>No Minho e nas Beiras, as espigas, depois de descamisadas (desfolhada), eram guardadas nos espigueiros, canastros ou sequeiros. </li></ul><ul><li>Nestas construções utilizavam -se como materiais a pedra, a madeira e a telha. </li></ul><ul><li>Refira-se como curiosidade que os espigueiros da aldeia do Soajo assentavam em pilares encimados por pedra circulares que, propositadamente, impediam os ratos de subirem e comerem as espigas. </li></ul>
  8. 8. OS PRIMEIROS MOINHOS <ul><li>O Pilão – o grão era esmagado com um maço. </li></ul><ul><li>Moinho manual </li></ul>
  9. 9. MOINHO DE RODÍZIO <ul><li>Moinho de água em funcionamento. </li></ul><ul><li>Utiliza-se a energia hídrica para accionar a mó </li></ul><ul><li>Rodízio e veio motriz. </li></ul>
  10. 10. ESQUEMA COMPLETO DE UM MOINHO DE EIXO VERTICAL (RODÍZIO) <ul><li>Legenda: </li></ul><ul><li>a - Moega b - Tremonha ou quelho c - Rela ou chamadouro d - Mó movente e - Mó dormente f - Suporte g - Segurelha h - Veio i - Haste j - Pela k - Pena l - Ponte m - Trave do aliviadouro n - Aliviadouro o - Aguilhão p - Cubo e agueira q - Comporta ou pejadouro </li></ul>
  11. 11. ASPECTO DETALHADO DE UM MOINHO DE RODÍZIO
  12. 12. A VIDA CAMPESTRE ( COSTUMES DO MINHO) <ul><li>O moleiro e o moinho </li></ul><ul><li>Transparecem nesta aguarela aspectos da vida quotidiana dos camponeses. </li></ul><ul><li>Os ribeiros forneciam a energia necessária à moagem dos cereais, enquanto as mulheres lavavam aí as roupas. </li></ul>
  13. 13. AZENHA (MOINHO DE ÁGUA DE EIXO HORIZONTAL)
  14. 14. OUTROS TIPOS DE MOINHOS <ul><li>De vento: </li></ul><ul><li>De construção muito antiga, fazem o aproveitamento da energia eólica; </li></ul><ul><li>Localizam-se em colinas, perto do mar. </li></ul><ul><li>Em baixo, moinho típico dos Açores. </li></ul>
  15. 15. MOINHOS DE MARÉ <ul><li>Estes moinhos utilizam a maré – motriz. Aproveitam, por conseguinte, a subida e descida das águas do mar. </li></ul><ul><li>Têm muito interesse em regiões costeiras com elevada amplitude de marés </li></ul>
  16. 16. AS MÓS <ul><li>Cada moinho contém um par de mós, uma inferior, fixa, e outra superior, móvel. </li></ul><ul><li>Periodicamente as mós tinham de ser picadas pelo moleiro. </li></ul>
  17. 17. MOINHOS ELÉCTRICOS <ul><li>Modelo portátil com mós de pedra </li></ul><ul><li>Moinhos de crivos (desprovidos de mós) </li></ul>
  18. 18. O TRANSPORTE DA MOENGA O BURRO E O MACHO OU MULA ERAM, TRADICIONALMENTE OS ANIMAIS UTILIZADOS PELOS MOLEIROS PARA TRANSPORTAREM AS TALEIGAS
  19. 19. AS TALEIGAS ERAM TRANSPORTADAS NO DORSO DOS ANIMAIS
  20. 20. O PAGAMENTO AO MOLEIRO <ul><li>A balança decimal era tradicionalmente utilizada nas moagens para pesar o cereal. </li></ul><ul><li>O pagamento constitua a chamada “maquia”, paga em dinheiro ou, mais frequentemente, em cereal. </li></ul><ul><li>Como o dinheiro era pouco, deixava-se sempre a “maquia” </li></ul>
  21. 21. O AQUECIMENTO DO FORNO <ul><li>Aquecia-se o forno com a rama do pinheiro. O fragueiro – pau comprido com a ponta endurecida pelo fogo – servia para remexer a lenha e as brasas, dando “lar” à base do forno. </li></ul><ul><li>Com o rodo puxavam-se as brasas para a boca e varia-se a base com um vassouro. </li></ul><ul><li>Com a pá colocava-se o pão no seu interior </li></ul>
  22. 22. A Origem do Pão Curiosidades <ul><li>O primeiro pão foi feito com glandes de de carvalho e faia trituradas, sendo depois lavado com água fervente para retirar o amargor; </li></ul><ul><li>Antes do pão, já as farinhas eram utilizadas em sopas e mingaus; misturavam-se nas farinhas mel, azeite doce, mosto de uva, tâmaras esmagadas, ovos carne moída, formando-se espécie de bolos, que eram cozidos sobre pedras quentes. </li></ul><ul><li>Na Antiguidade, os deuses – e os mortos - eram honrados com oferendas de animais e flores feitas em massa de pão. </li></ul><ul><li>Egípcios e romanos distribuíam pães aos soldados como complemento do soldo, tendo perdurado este costume na Idade Média. </li></ul>
  23. 23. Amassar o pão <ul><li>A maceira era uma peça de mobiliário de extrema importância, pois era aqui que as mulheres amassavam o pão. </li></ul><ul><li>A farinha, depois de peneirada, era misturada com água e sal, adicionado o fermento e depois amassada. </li></ul><ul><li>Deixava-se algum tempo a levedar . </li></ul>
  24. 24. O FABRICO DO PÃO <ul><li>Depois de amassado, dava-se forma ao pão com a barqueadeira </li></ul><ul><li>Seguia-se o enfornar do pão </li></ul>
  25. 25. A SECAGEM E O ARMAZENAMENTO DO CEREAL (MILHO) <ul><li>O milho, depois de malhado, estendia-se na eira, a secar. </li></ul><ul><li>Media-se depois com uma medida, chamada alqueire, e guardava-se nas arcas, arcazes e tulhas. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Era frequente nas aldeias a utilização de fornos comunitários, designados de fornos do povo. </li></ul><ul><li>Pão no forno </li></ul><ul><li>Tabuleiro com pão de trigo acabado cozer </li></ul>
  27. 27. O Pão que se transformou em rosas Lenda da Rainha Santa Isabel O Rei D. Dinis tinha proibido a rainha de dar esmolas aos pobres, mas sempre desconfiou que ela o fazia quando ele se ausentava e, agora vendo o volumoso regaço achou que a tinha apanhado em flagrante. Provavelmente levaria pão e algumas moedas, pensava ele. Perguntou-lhe: “ Que levais no regaço, minha mui nobre esposa? - São rosas, senhor, são rosas. – Respondeu a rainha, deixando o rei irado, já com a certeza da desobediência da rainha. Era impossível haver rosas naquela época do ano. - Podeis mostrar-me essas rosas de Janeiro? – Perguntou D. Dinis ironicamente. - Se só vendo acreditais na minha palavra... – Dizendo isto abriu o regaço e surgiram as lindas rosas, que deixaram o rei, incrédulo, a exclamar: - ! Milagre! Em Janeiro não há rosas, só pode ser um milagre. Milagre !
  28. 28. ESFA <ul><li>Trabalho realizado na abordagem ao Tema de Vida: “Do Artesanato à Indústria” Sub – Tema: “As Profissões Antigas” Curso EFA Básico, Nível 3 Cidadania e Empregabilidade Janeiro de 2010 </li></ul><ul><li>Formando: Elvira Sampaio Formador: Professor Amaral Pinto </li></ul>

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