O Aguadeiro

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O Aguadeiro

  1. 1. Profissões Antigas O Aguadeiro "Há água fresquinha! Quem quer, quem quer?"
  2. 2. O transporte da água <ul><li>A água era captada em fontes públicas e depois transportada ao ombro em pequenos pipos pelos aguadeiros. </li></ul><ul><li>Imagem contida num postal ilustrado da época. </li></ul>
  3. 3. Aguadeiros <ul><li>Grupo de aguadeiros, homens e mulheres. </li></ul><ul><li>Como se pode ver, o transporte da água era feito preferencialmente em pipos, embora também se utilizassem as bilhas. </li></ul><ul><li>A água era recolhida em fontes públicas e transportada porta – a – porta. </li></ul>
  4. 4. Os aguadeiros de Caneças <ul><ul><li>Desde tempos remotos, os habitantes da povoação de Caneças enchiam de água bilhas de barro que faziam transportar até à Capital. </li></ul></ul><ul><ul><li>Assim, sobre o dorso dos animais, em carroças, em galeras e, posteriormente, em camionetas cujo combustível era o gás, substituído mais tarde pelo combustível líquido, o comércio aguadeiro foi crescendo, tornando-se numa das actividades económicas mais importantes para os habitantes e também uma das fontes de receita da freguesia. </li></ul></ul>
  5. 5. <ul><li>Os carros de tracção animal eram utilizados para o transporte da água. </li></ul><ul><li>Carro com cerca de 18 bilhas de água. </li></ul><ul><li>Na imagem, um dos últimos aguadeiros algarvios. </li></ul>Os últimos Aguadeiros
  6. 6. Fonte das Fontainhas <ul><li>Esta fonte iniciou a sua actividade em 1910. Foi a primeira a ser explorada pelos aguadeiros, os quais estavam sujeitos ao pagamento de uma taxa. Esta taxa era paga sobre cada bilha de água. </li></ul>
  7. 7. Fonte da Pipa <ul><li>Os aguadeiros que se abasteciam nesta fonte não pagavam contribuição ao Estado, sob condição de terem os barris cheiros de água para quando houvesse incêndio a despejarem nas caldeiras dos bombeiros. </li></ul>
  8. 8. A qualidade da água <ul><li>O comércio da água era uma actividade certificada pelas autarquias. Para tal, os proprietários das fontes adquiriam selos metálicos na Junta de Freguesia. A certificação da água, através da colocação dos selos, assegurava aos consumidores a excelente qualidade da água. </li></ul>Fonte das Fontainhas Fonte dos Castanheiros
  9. 9. As captações da água <ul><li>Embora algumas fontes tivessem nascentes próprias, muitas havia que eram alimentadas a partir de aquedutos. </li></ul><ul><li>Na imagem observa-se o imponente Aqueduto das Águas Livres de Lisboa </li></ul>
  10. 10. Os aguadeiros de Lisboa <ul><li>Segundo o recenseamento de 1763 - 1774 havia 188 aguadeiros em Lisboa e, em 1851, estavam registados 2871. </li></ul><ul><li>É necessário não esquecer que o Aqueduto das Águas Livres conduzia as águas aos chafarizes de Lisboa, que distavam bastante uns dos outros. </li></ul><ul><li>Com a cumulação de salitre e detritos, os chafarizes e bicas foram-se degradando. </li></ul>
  11. 11. O vasilhame para a água <ul><li>O cântaro era indispensável para transportar e guardar a água em casa. </li></ul><ul><li>Ao lado, diversos tipos de cântaros, em barro, estanho, chapa e plástico. </li></ul>
  12. 12. O consumo de água pela população <ul><li>Em meados do século XIX cada Lisboeta gastava menos de menos de quatro litros de água por dia. </li></ul><ul><li>Nesta época, o acesso à água era difícil: não havia rede pública de distribuição de água, enquanto os hábitos de higiene eram muito poucos ou mesmo inexistentes. </li></ul><ul><li>No séc. XVII havia a crença de que a pele não deveria ser lavada frequentemente e que o suor impermeabilizava o organismo contra as mudanças bruscas das temperaturas e doenças variadas. </li></ul><ul><li>A cidade era varrida com cheiros de suor, legumes e peixes apodrecendo nas ruas. A água suja de todo o tipo de lavagens atirada para a rua, mas não antes do aviso prévio água vai ! </li></ul>
  13. 13. Os hábitos de higiene <ul><li>A higiene, quer pessoal quer pública, era praticamente inexistente. Utilizava-se pouca água em casa e os despejos das águas sujas faziam-se para a ruas, daí resultando cheiros pestilentos e a propagação de doenças. </li></ul><ul><li>A Câmara de Lisboa publica a 1 de Abril de 1818 um edital sobre o asseio das ruas e as respectivas coimas: </li></ul><ul><li>– Lançar das janelas corpos sólidos de dia ou de noite – 12$00 </li></ul><ul><li>– Águas imundas de dia – 8$00 </li></ul><ul><li>– Lixos das casas, ou restos de frutas, ou hortaliças de dia – 4$00 </li></ul><ul><li>– Água limpa das janelas ou de dentro das portas de dia, e sobre os passeios – 2$00 </li></ul>
  14. 14. Curiosidades dos tempos antigos <ul><li>Sabia que o sumptuoso palácio de Versalhes, em França, não dispunha de quartos de banho. </li></ul><ul><li>Na Idade média não havia banheiros, escovas de dentes, desodorizantes, papel higiénico … </li></ul>
  15. 15. Utensílios de higiene antigos <ul><li>A ausência de água canalizada nas casas levava a que as famílias utilizassem apenas pequenos lavatórios, em louça ou esmaltados. </li></ul><ul><li>A banheira era um luxo, apenas acessível à nobreza. </li></ul>
  16. 16. Os banhos <ul><li>Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. </li></ul><ul><li>O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. </li></ul><ul><li>Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. </li></ul><ul><li>Os bebés eram os últimos a tomar banho, portanto! </li></ul><ul><li>Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível perder um bebe lá dentro. </li></ul><ul><li>É por isso que existe a expressão em inglês &quot;don't throw the baby out with the bath water&quot; , ou seja, literalmente &quot;não deite fora o bebé juntamente com a água do banho”. </li></ul>
  17. 17. A água em casa <ul><li>Cantareira </li></ul><ul><li>Neste móvel (louceiro), colocavam-se, na parte superior os pratos e canecas e, na parte inferior, os cântaros, em barro, onde se guardava a água. </li></ul>
  18. 18. A Lenda da Bilha de S. Jorge <ul><li>No dia da Batalha de Aljubarrota, encontravam-se os exércitos frente a frente, sob um sol abrasador. Temendo mais a sede que o exército inimigo, Nuno Álvares Pereira incumbiu Antão Vasques de procurar água, uma tarefa difícil dada a secura dos regatos. Após algum tempo, já desesperado, Antão Vasques desceu do cavalo, ajoelhou-se na terra poeirenta e pediu a S. Jorge que o ajudasse. No mesmo instante, surgiu uma camponesa com uma bilha de água. Quanto mais dela se bebia mais de água se enchia. Uma água que saciava a sede e renovava as forças e o espírito. Os castelhanos atacaram, certos de encontrar os soldados enfraquecidos pela espera e pela sede. Mas os portugueses aguentaram firmes e, para grande surpresa dos castelhanos, ganharam a batalha. </li></ul>
  19. 19. EFA <ul><li>Trabalho realizado na abordagem ao Tema de Vida: “Do Artesanato à Indústria” Sub – Tema: “As Profissões Antigas” Curso EFA Básico, Nível 3 Cidadania e Empregabilidade Janeiro de 2010 </li></ul><ul><li>Formando: Maria Rosa Martins </li></ul><ul><li>Formador: Professor Amaral Pinto </li></ul>

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