UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE ALUNAS: DANIELLE TRINDADE, MÁRCIA GERVÁSIO, ROSANGELA REIS E SILVANIA DIAS GÊNEROS TEXTUAIS: DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADE (Luiz Antônio Marcuschi)
1. GÊNEROS TEXTUAIS COMO PRÁTICAS SÓCIO-HISTÓRICAS “ Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social, surgem, situam-se e integram-se funcionalmente nas culturas que se desenvolvem”  ( páginas 21 e 22)
HISTÓRIA DO SURGIMENTO DOS GÊNEROS *Povos de cultura essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de gêneros; *Após a invenção da escrita alfabética, multiplicam-se os gêneros, surgindo os típicos da escrita; *A partir do século XV, os gêneros expandem-se com o florescimento da cultura impressa, tendo uma grande ampliação no século XVIII; *Hoje, em plena fase denominada cultura eletrônica presenciamos uma explosão de novos gêneros e novos gêneros  e novas formas de comunicação;
2. NOVOS GÊNEROS E VELHAS BASES As novas tecnologias, em especial as ligadas à área da comunicação, que propiciaram o surgimento de novos gêneros textuais. ( página 20) Esses gêneros que emergiram no último século no contexto das mais diversas mídias criam formas comunicativas próprias com um certo hibridismo que desafia as relações entre oralidade e inviabiliza de forma definitiva a velha visão dicotômica ainda presente muitos manuais de ensino da língua. Esses gêneros também permitem observar a maior integração entre os vários tipos de semioses: signos verbais, sons, imagens e formas em movimento. ( página 21)
Capítulo 3 * Este capítulo ocupa-se de diferenciar o conceito de tipo textual e gênero textual * Os gêneros textuais relacionam-se com os aspectos sociais da língua: “[...] agir sobre o mundo e dizer o mundo, constituindo-o de algum modo.” (p. 22) * Tipo textual: relaciona-se à natureza linguística.
Gêneros Textuais ●  “ ...textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.” (p. 23) ●  Características dos gêneros textuais:  propriedades sócio-comunicativas, textos empiricamente realizados, conjunto ilimitado de designações concretas. (p. 23) ●  Observação:  “[...] os gêneros não são entidades formais, mas sim entidades comunicativas.” (p. 25)
Algumas definições ●  Domínio discursivo:  refere-se ao tipo de discurso, sendo estes bastante específicos.  Ex: discurso jurídico, discurso jornalístico, discurso religioso. ●  Texto:  “entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum gênero textual.” (p. 24) ●  Discurso:  “aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva” (p. 24 ) ●  Características dos tipos textuais : propriedades línguísticas intrínsecas, não são textos empíricos, poucas categorias teóricas. (p.23)
Capítulo 4 ●  Capítulo destinado a aprofundar a noção de tipo textual. ●  Emprego da expressão “tipo de texto”:  conceito equivocado, deve ser substituída por gênero de texto. ● Princípio da heterogeneidade:  em um só texto pode haver variados tipos textuais, estes são definidos por traços que o caracterizam. ●  Exemplo da carta pessoal : “[...] pode conter uma sequência narrativa (conta uma historinha), uma argumentação (argumenta em função de algo), uma descrição (descreve uma situação) e assim por diante.” (p. 25)
Exemplos e definições de alguns tipos textuais ●  Textos narrativos:  “sequência temporal” (p. 29) ●  Textos descritivos:  “sequências de localização” (p. 29) ●  Textos expositivos : “sequências analíticas ou explicativas” (p.29) ●  Textos argumentativos:  “sequências contrastivas explícitas” (p. 29) ●  Textos injutivos : “sequências imperativas” (p. 29) ●  “ Quando se nomeia um certo texto como “narrativo”, “descritivo” ou “argumentativo”, não se está nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de sequência de base.” (p. 27)
“ Os gêneros textuais não se caracterizam como formamas estruturais definidas” .
Os gêneros textuais são artefatos culturais  “  A variação cultural deve trazer conseqüência significativas para a variação de gêneros variação cultural deve trazer conseqüências significativas para a variação de gêneros ”
Heterogeneidade tipológica e Intertextualidade intergêneros “ A publicidade se caracteriza por operar de maneira particularmente  produtiva”
6- GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO Os textos são manifestações de diferentes gêneros textuais. Os gêneros se dividem em duas modalidades contínuas entre oralidade e escrita de maneira formal e informal nos contextos e situações da vida cotidiana. Mesmos produzidos originalmente na forma escrita, alguns gêneros só são recebidos na forma oral. Exemplo: notícias no rádio  e rezas.
TRÊS CRITÉRIOS QUE DESIGNAM OS TEXTOS ELISABETH GÜLICH (1986) a) Canal/ meio de comunicação b) Critérios formais c) Natureza do conteúdo
Os gêneros textuais fundam-se em critérios externos (sócio-comunicativos e discursivos), enquanto os tipos textuais fundam-se em critérios internos (lingüísticos e formais). Não basta produzir de forma adequada um gênero textual, necessário é saber usá-lo na hora e local certo.  Exemplo: não é próprio em uma reunião de negócio piadas para descontração do ambiente.
7- OBSERVAÇÕES FINAIS “ O trabalho com gêneros textuais é uma oportunidade extraordinária de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a- dia.”  (página 35) A mídia virtual tem sido uma aliada na produção e uso dos gêneros textuais através de novos recursos, como orkut, blog, e-mail, facebook, etc.

www.raiosdesabedoria.blogpot.com

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    UNIVERSIDADE DO ESTADODO RIO DE JANEIRO FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE ALUNAS: DANIELLE TRINDADE, MÁRCIA GERVÁSIO, ROSANGELA REIS E SILVANIA DIAS GÊNEROS TEXTUAIS: DEFINIÇÃO E FUNCIONALIDADE (Luiz Antônio Marcuschi)
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    1. GÊNEROS TEXTUAISCOMO PRÁTICAS SÓCIO-HISTÓRICAS “ Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social, surgem, situam-se e integram-se funcionalmente nas culturas que se desenvolvem” ( páginas 21 e 22)
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    HISTÓRIA DO SURGIMENTODOS GÊNEROS *Povos de cultura essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de gêneros; *Após a invenção da escrita alfabética, multiplicam-se os gêneros, surgindo os típicos da escrita; *A partir do século XV, os gêneros expandem-se com o florescimento da cultura impressa, tendo uma grande ampliação no século XVIII; *Hoje, em plena fase denominada cultura eletrônica presenciamos uma explosão de novos gêneros e novos gêneros e novas formas de comunicação;
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    2. NOVOS GÊNEROSE VELHAS BASES As novas tecnologias, em especial as ligadas à área da comunicação, que propiciaram o surgimento de novos gêneros textuais. ( página 20) Esses gêneros que emergiram no último século no contexto das mais diversas mídias criam formas comunicativas próprias com um certo hibridismo que desafia as relações entre oralidade e inviabiliza de forma definitiva a velha visão dicotômica ainda presente muitos manuais de ensino da língua. Esses gêneros também permitem observar a maior integração entre os vários tipos de semioses: signos verbais, sons, imagens e formas em movimento. ( página 21)
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    Capítulo 3 *Este capítulo ocupa-se de diferenciar o conceito de tipo textual e gênero textual * Os gêneros textuais relacionam-se com os aspectos sociais da língua: “[...] agir sobre o mundo e dizer o mundo, constituindo-o de algum modo.” (p. 22) * Tipo textual: relaciona-se à natureza linguística.
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    Gêneros Textuais ● “ ...textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.” (p. 23) ● Características dos gêneros textuais: propriedades sócio-comunicativas, textos empiricamente realizados, conjunto ilimitado de designações concretas. (p. 23) ● Observação: “[...] os gêneros não são entidades formais, mas sim entidades comunicativas.” (p. 25)
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    Algumas definições ● Domínio discursivo: refere-se ao tipo de discurso, sendo estes bastante específicos. Ex: discurso jurídico, discurso jornalístico, discurso religioso. ● Texto: “entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum gênero textual.” (p. 24) ● Discurso: “aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva” (p. 24 ) ● Características dos tipos textuais : propriedades línguísticas intrínsecas, não são textos empíricos, poucas categorias teóricas. (p.23)
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    Capítulo 4 ● Capítulo destinado a aprofundar a noção de tipo textual. ● Emprego da expressão “tipo de texto”: conceito equivocado, deve ser substituída por gênero de texto. ● Princípio da heterogeneidade: em um só texto pode haver variados tipos textuais, estes são definidos por traços que o caracterizam. ● Exemplo da carta pessoal : “[...] pode conter uma sequência narrativa (conta uma historinha), uma argumentação (argumenta em função de algo), uma descrição (descreve uma situação) e assim por diante.” (p. 25)
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    Exemplos e definiçõesde alguns tipos textuais ● Textos narrativos: “sequência temporal” (p. 29) ● Textos descritivos: “sequências de localização” (p. 29) ● Textos expositivos : “sequências analíticas ou explicativas” (p.29) ● Textos argumentativos: “sequências contrastivas explícitas” (p. 29) ● Textos injutivos : “sequências imperativas” (p. 29) ● “ Quando se nomeia um certo texto como “narrativo”, “descritivo” ou “argumentativo”, não se está nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de sequência de base.” (p. 27)
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    “ Os gênerostextuais não se caracterizam como formamas estruturais definidas” .
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    Os gêneros textuaissão artefatos culturais “ A variação cultural deve trazer conseqüência significativas para a variação de gêneros variação cultural deve trazer conseqüências significativas para a variação de gêneros ”
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    Heterogeneidade tipológica eIntertextualidade intergêneros “ A publicidade se caracteriza por operar de maneira particularmente produtiva”
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    6- GÊNEROS TEXTUAISE ENSINO Os textos são manifestações de diferentes gêneros textuais. Os gêneros se dividem em duas modalidades contínuas entre oralidade e escrita de maneira formal e informal nos contextos e situações da vida cotidiana. Mesmos produzidos originalmente na forma escrita, alguns gêneros só são recebidos na forma oral. Exemplo: notícias no rádio e rezas.
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    TRÊS CRITÉRIOS QUEDESIGNAM OS TEXTOS ELISABETH GÜLICH (1986) a) Canal/ meio de comunicação b) Critérios formais c) Natureza do conteúdo
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    Os gêneros textuaisfundam-se em critérios externos (sócio-comunicativos e discursivos), enquanto os tipos textuais fundam-se em critérios internos (lingüísticos e formais). Não basta produzir de forma adequada um gênero textual, necessário é saber usá-lo na hora e local certo. Exemplo: não é próprio em uma reunião de negócio piadas para descontração do ambiente.
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    7- OBSERVAÇÕES FINAIS“ O trabalho com gêneros textuais é uma oportunidade extraordinária de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a- dia.” (página 35) A mídia virtual tem sido uma aliada na produção e uso dos gêneros textuais através de novos recursos, como orkut, blog, e-mail, facebook, etc.

Notas do Editor