GOVERNO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA
PROVA DIDÁTICA
ÁREA DE CONHECIMENTO: Língua Inglesa e
Língua Portuguesa
Campus Paulo Freire - Teixeira de Freitas - BA
2022
GOVERNO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA
PONTO 4 Oficina de textos: tipologias e gêneros
textuais no ensino das Linguagens.
Professora/Candidata: Deilma Barbosa Santos Silva
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Gêneros e
tipos textuais apontamentos iniciais
OBJETIVO GERAL
Apresentar noções introdutórias sobre gêneros e tipos textuais e
desenvolver a competência comunicativa (capacidade de produzir
e compreender textos em situações específicas de interação
comunicativa), por meio de categorias de textos (tipos, subtipos,
gêneros, espécies, etc.).
Objetivos Específicos
• Conceituar gênero textual;
• Diferenciar gêneros de tipos textuais;
• Identificar diferentes tipologias nos mais variados gêneros
textuais;
• Discutir sobre a funcionalidade dos gêneros materializados nos
diferentes contextos sociais;
• Produzir textos em diversos gêneros.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
• GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS - APONTAMENTOS
INICIAIS
• Conceituando gênero textual;
• Diferenciando gênero de tipo textual.
• 1.2 CARACTERIZANDO OS GÊNEROS TEXTUAIS
• Tipo narrativo; Tipo descritivo; Tipo expositivo; Tipo
argumentativo; Tipo injuntivo.
Contextualizando
No Brasil, o tema “gêneros textuais” entrou em cena1 a partir da
implementação, em todo o país, dos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCNs), em 1998, que consistem num documento de
orientação materialista histórico dialética e marxista.
Contextualizando
De acordo com Marcuschi, todos nós sabemos que a língua não é
apenas um sistema de comunicação nem um simples sistema
simbólico para expressar ideias. Mas muito mais uma forma de
vida e uma forma de ação, como dizia o segundo Wittgenstein. E
como as atividades discursivas estão organizadas em gêneros,
esses são as verdadeiras formas de vida (MARCUSCHI, 2005, p.
11).
CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL
• Na escola, no trabalho, na política, na religião, no esporte, na
ciência, no jornalismo etc., em todas essas esferas de atividades,
os indivíduos produzem linguagem, já que esta resulta da
interação do homem com o mundo.
• É importante lembrar que, assim como é inesgotável a
variedade de atividade humana, também é infinita a
diversidade de produção de linguagem.
CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL
• Essa relação entre linguagem e vida social só é possível por
intermédio dos gêneros.
Mas afinal, o que são os GÊNEROS
TEXTUAIS?
CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL
Em Marcuschi (2005), os gêneros devem ser entendidos como
uma noção que faz referência aos textos materializados, com os
quais temos contato no nosso dia a dia, marcados por suas
características sociocomunicativas definidas por conteúdos,
propriedades funcionais, estilo e composição característica.
“Os gêneros textuais são os textos materializados em situações
comunicativas recorrentes. Assim, todas a formas de expressão textual são
consideradas gêneros textuais”. (MARCUSCHI, 2008, p.155)
CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL
• Todas as formas de expressão textual
são consideradas gêneros textuais.
• Tomemos como exemplos um
diálogo, um relato, uma carta, uma
propaganda, uma letra de música, um
conto, uma crônica, um cordel, um
artigo, uma notícia, uma receita etc.
Elementos dos Gêneros Textuais
• Podemos dizer que existem três elementos básicos na formação
dos gêneros textuais, os quais são formadores do discurso: tema,
forma composicional e estilo.
• O tema, não se trata apenas do assunto que será tratado no texto,
mas é aquilo que parte também de um determinado ponto de
vista ou intencionalidade de quem diz ou escreve. Assim, o tema
será o conteúdo trabalhado com base em um determinado valor
ou ideologia, de acordo com estudiosos da área.
Elementos dos Gêneros Textuais
• A forma composicional e o estilo ligam-se às escolhas com relação
ao vocabulário, estrutura e registro, ou seja, à forma como o
texto irá organizar-se para que cumpra com seu papel de intervir
socialmente
• De acordo com as condições de produção que são dadas no
momento da fala e da escrita, observando-se os papéis sociais dos
envolvidos nos atos comunicativos, aproximam-se ou distanciam-
se uns dos outros, a depender da forma como pretende-se intervir
por meio deles.
Diferenciando Gênero de Tipo textual
• É muito comum, no entanto, a confusão estabelecida entre
gêneros e tipos textuais.
Eles são a mesma coisa?
Diferenciando Gênero de Tipo textual
Enquanto os gêneros são caracterizados pelo seu caráter
funcional, sociocomunicativo, cognitivo e institucional, os tipos
designam “uma espécie de seqüência teoricamente definida pela
natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais,
sintáticos, tempos verbais, relações lógicas” (MARCUSCHI,
2005, p. 23), ou seja, um tipo textual caracteriza-se por um
conjunto de traços linguísticos predominantes que formam uma
sequência.
Diferenciando Gênero de Tipo textual
Para MARCUSCHI, esses traços linguísticos podem se apresentar
na ordem do narrar, do descrever, do argumentar etc.; “quando se
nomeia um certo texto como ‘narrativo’, ‘descritivo’ ou
‘argumentativo’, não se está nomeando o gênero e sim o
predomínio de um tipo de seqüência de base”. (2005, p.27).
Enquanto os gêneros são infinitos, já que são inesgotáveis
também as atividades que desempenham na vida cotidiana, os
tipos textuais são em número limitado.
Quadro explicativo e comparativo
Marcuschi (2005, p. 23)
apresenta um quadro
explicativo e comparativo
que muito ajuda no
estabelecimento da
diferença entre as duas
noções. Veja:
Quadro explicativo e comparativo
Quadro explicativo e comparativo
Quadro explicativo e comparativo
ATENÇÃO!
Na maioria das vezes, é usada erroneamente a expressão “tipo de
texto” para designar o que é um gênero textual. Uma observação
interessante é feita por Marcuschi (2005, p. 25) que “Quando
alguém diz, por exemplo, ‘a carta pessoal é um tipo de texto
informal’, ele não está empregando o termo ‘tipo de texto’ de
maneira correta [...]”, pois se trata de um gênero textual.
EXEMPLO CARTA PESSOAL
Marcuschi (2005, p. 25) destaca aqui o fato de que “em todos os
gêneros também se está realizando tipos textuais, podendo
ocorrer que o mesmo gênero realize dois ou mais tipos. Assim,
um texto é em geral tipologicamente variado (heterogêneo)”. Para
ilustrar isso, veja o exemplo apresentado pelo autor. (Ver carta).
EXEMPLO CARTA PESSOAL
• Em “Rio, 11/08/1991” e “Para ser mais preciso, estou no meu
quarto, escrevendo na escrivaninha, com um MicroSystem
ligado na minha frente (bem alto, por sinal)”, você encontra
descrições, que são caracterizadas pela enumeração de detalhes,
dados e características do objeto descrito;
EXEMPLO CARTA PESSOAL
• Em “Amiga A. P. Oi!”, “pergunte só a ele como é!”, “E você,
quais rádios curte?”, “Você sabia que eu estava namorando?”,
“Faz um favor? Diga pra M., A., P. e C, que esperem, não
demoro de escrever. Adoro vocês! Um beijão!”, há a tipologia
injuntiva, cujo objetivo é mais que levar ao leitor uma simples
explicação, ele tem a finalidade de instruir o interlocutor/leitor;
tem como função predominante a função conativa/ apelativa da
linguagem;
EXEMPLO CARTA PESSOAL
Em “Está ligado na Manchete FM – ou rádio dos funks – eu adoro
funk, principalmente com passos marcados. Aqui no Rio é o ritmo do
momento... e você, gosta? Gosto também de house e dance music, sou
fascinado por discotecas!”, “Dançar é muito bom, principalmente em
uma discoteca legal. Aqui no condomínio onde moro tem muitos
jovens, somos todos muito amigos e sempre vamos todos juntos. É
muito maneiro!”, “Está tocando agora o “Melô da Mina Sensual, super
demais! Aqui ouço também a Transamérica e RPC FM”, entre outros
trechos, tem-se o tipo expositivo, cuja finalidade é a exposição de
informações sobre um objeto, um fato ou um assunto;
EXEMPLO CARTA PESSOAL
• Em “O problema é que ela é muito ciumenta, principalmente
porque eu já fui afim de B., que mora aqui também. Nem posso
falar com a garota que S. já fica com raiva” tem-se a
argumentação, cuja tipologia tem como finalidade a defesa de
uma ideia, opinião ou ponto de vista, procurando fazer com que
o ouvinte ou leitor aceite-a;
EXEMPLO CARTA PESSOAL
• Em “ontem mesmo (sexta-feira) eu fui e cheguei quase quatro
horas da madrugada.”, “C. foi três vezes à K.I., “, “É acho que
vou terminando... “ e “Do amigo P.P. 15:16h”, você encontra a
narração, cujo objetivo é o relato de fatos e acontecimentos,
reais ou fictícios, vividos por seres (personagens), num
determinado tempo e lugar.
EXEMPLO CARTA PESSOAL
• Portanto, fica claro que, de maneira geral, há uma
heterogeneidade tipológica nos gêneros textuais. Isso pode
ser comprovado também na leitura de uma letra de música, de
um relatório, de uma propaganda etc.
CARACTERIZANDO OS GÊNEROS
TEXTUAIS
• Conforme Marcuschi (2005), os gêneros se caracterizam por
exercer uma função social específica (qualidade esta que os
diferencia do tipo textual).
• Entendeu que, conforme a necessidade, você recorre a um
gênero específico?
CARACTERIZANDO OS GÊNEROS
TEXTUAIS
• Há a classificação dos textos em: narração, descrição,
argumentação, injunção e exposição. (WERLICK apud
MARCUSCHI, 2005, p. 28).
ORGANIZAÇÃO TIPOLÓGICA DO
TEXTO
Os gêneros na ensino de Linguagens
• Por exemplo:
• Desse modo:
EXERCITAR...
Como vocês devem ter observado,
os gêneros são inúmeros, pois
estão vinculados ao domínio de
nossa atividade humana. Eles
refletem as condições específicas e
as finalidades de nossas atividades.
ATIVIDADE DE FIXAÇÃO
Conforme já afirmado, em nossas esferas de
atividades, estamos imersos numa variedade
de gêneros, pois tudo o que produzimos
linguisticamente só é possível por meio dos
gêneros textuais. Sua tarefa, nesta atividade,
é a de identificar e nomear os gêneros abaixo
presentes em seu cotidiano. Em seguida,
deverá informar qual(is) tipologia(s)
apresenta(m)-se neles. (Apresentar a atvidade).
Retomada: Nesta aula você aprendeu que:
• Há uma diversidade de atividades sociais desempenhadas pelos
indivíduos e que, atreladas a essas atividades, há uma
diversidade de produção de linguagem.
• Tudo o que produzimos linguisticamente se dá por intermédio
dos gêneros textuais.
• O gênero elemento que encontramos nas diversas situações,
constituído de três elementos fundamentais: composição,
conteúdo e estilo.
Retomada: Nesta aula você aprendeu que:
• Gêneros e tipos textuais não são a mesma coisa. Enquanto os
gêneros são caracterizados pelo seu caráter funcional, socio-
comunicativo, cognitivo e institucional, os tipos designam uma
espécie de sequência teoricamente definida pela natureza
linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos,
tempos verbais, relações lógicas), que podem se apresentar na
ordem do narrar, do descrever, do argumentar etc.
Retomada: Nesta aula você aprendeu que:
• Assim como os gêneros são infinitos, em consequência da
infinidade das atividades exercidas pelos indivíduos, os tipos
textuais são em número limitado.
• Os textos, em geral, são tipologicamente variados
(heterogêneos), ou seja, num mesmo gênero podem ocorrer
vários tipos de texto, como o tipo narrativo, descritivo,
expositivo, argumentativo e injuntivo.
Proposta de trabalho da Oficina de textos: tipologias e
gêneros textuais no ensino de linguagens
• Tema: Conto como ferramenta no ensino de linguagens.
Essa proposta de trabalho tem como objetivo criar oportunidade para que
todos os alunos descubram o prazer de ler e que este prazer torne-se
ferramenta em seu desenvolvimento pessoal, educacional, e
consequentemente, social.
Nesta oficina será trabalhada a importância e as características do gênero
textual conto, uma vez que o conto proporciona aos estudantes um
pensamento crítico a respeito das virtudes e defeitos humanos; além de
despertar a curiosidade e incentivar a leitura, oralidade e consequentemente,
a produção textual de um texto bem escrito.
Etapas de desenvolvimento da Oficina de leitura:
Objetivos:
• Selecionar, ler, interpretar e analisar a estrutura usual de um
gênero textual selecionado (conto), demonstrando capacidade
de situá-lo no contexto histórico no qual foi produzido e a partir
daí, desenvolver as demais etapas para construção da oficina de
textos.
Etapas de desenvolvimento da Oficina de leitura:
Conteúdos:
• Gênero textual Conto, estrutura, características e tipos (conto de
fadas/de encantamento/maravilhosos, conto de animais, contos de
ação/enigma/mistérios, contos eletrônicos e contos religiosos).
Metodologia:
• Organização da turma em grupos de, no máximo, 5 alunos/as.
• Cada grupo deverá desenvolver 5 etapas de trabalho.
Etapas de desenvolvimento da Oficina de leitura:
Etapas de desenvolvimento da proposta:
1ª) Selecionar uma obra literária pertencente às literaturas de língua
portuguesa (conto);
2ª) Identificar a qual contexto histórico pertence a obra e identificar o
movimento cultural do qual faz parte;
3ª) Analisar a obra com base na compreensão dos conteúdos e das
linguagens estudados em nossa disciplina, identificando as características
principais da obra, observando a correlação estilo de composição
(linguagem) e os temas de que trata;
Etapas de desenvolvimento da Oficina de leitura
4ª) Selecionar trechos da obra que melhor exemplifiquem as
características do gênero ao qual pertence (conto), bem como à
justificativa que designa o gênero;
5ª) Elaborado a primeira parte do trabalho cada grupo deverá
apresentar os resultados em forma de seminário, de forma
consistente, coerente, objetiva e panorâmica; todos os integrantes
do grupo deverão participar desse momento de apresentação
coletiva.
Etapas de desenvolvimento da Oficina de leitura
AVALIAÇÃO
• A atividade valerá 10 pontos, conforme critérios e pontuação seguintes,
considerando-se o atendimento às diretrizes da proposta:
Etapa 1: Adequação da obra escolhida ao estudo proposto - (zero a 1);
Etapa 2: Correta articulação entre contexto histórico, movimento cultural e
o obra articulação entre questões relativas às articulações entre história,
ficção, cânone e literatura. (zero a 2)
Etapas de desenvolvimento da Oficina de leitura
Etapa 3: Análise realizada de forma coesa (devido encadeamento
de elementos textuais, demonstrando lógica na sequência de
ideias), coerente (sem contradições de sentido, sem repetições
desnecessárias) e com adequada profundidade em relação à obra
escolhida. (zero a 2).
Etapa 4: Adequação na elaboração da apresentação,
considerando-se coesão, coerência e correção linguístico-formal
na apresentação dos trechos selecionados. (zero a 2).
Etapas de desenvolvimento da Oficina de leitura
Etapa 5: Capacidade de síntese e correção na apresentação
(adequação ao tempo previsto para exposição de cada grupo;
correção de slides; participação de todos os integrantes (zero a 3).
REFERÊNCIA
• BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail.
Estética da criação verbal. Trad. de Maria Ermantina Galvão Gomes
Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
• MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e
funcionalidade. In: DIONÍSIO, Ângela Paiva; MACHADO, Anna
Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora. (Orgs). Gêneros textuais &
ensino. 4. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.
• MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e
compreensão. São Paulo, Parábola, 2008.

Slide Aula_Seleção Docente_2024_uaba_pdf

  • 1.
    GOVERNO FEDERAL MINISTÉRIODA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA PROVA DIDÁTICA ÁREA DE CONHECIMENTO: Língua Inglesa e Língua Portuguesa Campus Paulo Freire - Teixeira de Freitas - BA 2022
  • 2.
    GOVERNO FEDERAL MINISTÉRIODA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA PONTO 4 Oficina de textos: tipologias e gêneros textuais no ensino das Linguagens. Professora/Candidata: Deilma Barbosa Santos Silva CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Gêneros e tipos textuais apontamentos iniciais
  • 3.
    OBJETIVO GERAL Apresentar noçõesintrodutórias sobre gêneros e tipos textuais e desenvolver a competência comunicativa (capacidade de produzir e compreender textos em situações específicas de interação comunicativa), por meio de categorias de textos (tipos, subtipos, gêneros, espécies, etc.).
  • 4.
    Objetivos Específicos • Conceituargênero textual; • Diferenciar gêneros de tipos textuais; • Identificar diferentes tipologias nos mais variados gêneros textuais; • Discutir sobre a funcionalidade dos gêneros materializados nos diferentes contextos sociais; • Produzir textos em diversos gêneros.
  • 5.
    CONTEÚDO PROGRAMÁTICO • GÊNEROSE TIPOS TEXTUAIS - APONTAMENTOS INICIAIS • Conceituando gênero textual; • Diferenciando gênero de tipo textual. • 1.2 CARACTERIZANDO OS GÊNEROS TEXTUAIS • Tipo narrativo; Tipo descritivo; Tipo expositivo; Tipo argumentativo; Tipo injuntivo.
  • 6.
    Contextualizando No Brasil, otema “gêneros textuais” entrou em cena1 a partir da implementação, em todo o país, dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), em 1998, que consistem num documento de orientação materialista histórico dialética e marxista.
  • 7.
    Contextualizando De acordo comMarcuschi, todos nós sabemos que a língua não é apenas um sistema de comunicação nem um simples sistema simbólico para expressar ideias. Mas muito mais uma forma de vida e uma forma de ação, como dizia o segundo Wittgenstein. E como as atividades discursivas estão organizadas em gêneros, esses são as verdadeiras formas de vida (MARCUSCHI, 2005, p. 11).
  • 8.
    CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL •Na escola, no trabalho, na política, na religião, no esporte, na ciência, no jornalismo etc., em todas essas esferas de atividades, os indivíduos produzem linguagem, já que esta resulta da interação do homem com o mundo. • É importante lembrar que, assim como é inesgotável a variedade de atividade humana, também é infinita a diversidade de produção de linguagem.
  • 9.
    CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL •Essa relação entre linguagem e vida social só é possível por intermédio dos gêneros. Mas afinal, o que são os GÊNEROS TEXTUAIS?
  • 10.
    CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL EmMarcuschi (2005), os gêneros devem ser entendidos como uma noção que faz referência aos textos materializados, com os quais temos contato no nosso dia a dia, marcados por suas características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica. “Os gêneros textuais são os textos materializados em situações comunicativas recorrentes. Assim, todas a formas de expressão textual são consideradas gêneros textuais”. (MARCUSCHI, 2008, p.155)
  • 11.
    CONCEITUANDO GÊNERO TEXTUAL •Todas as formas de expressão textual são consideradas gêneros textuais. • Tomemos como exemplos um diálogo, um relato, uma carta, uma propaganda, uma letra de música, um conto, uma crônica, um cordel, um artigo, uma notícia, uma receita etc.
  • 12.
    Elementos dos GênerosTextuais • Podemos dizer que existem três elementos básicos na formação dos gêneros textuais, os quais são formadores do discurso: tema, forma composicional e estilo. • O tema, não se trata apenas do assunto que será tratado no texto, mas é aquilo que parte também de um determinado ponto de vista ou intencionalidade de quem diz ou escreve. Assim, o tema será o conteúdo trabalhado com base em um determinado valor ou ideologia, de acordo com estudiosos da área.
  • 13.
    Elementos dos GênerosTextuais • A forma composicional e o estilo ligam-se às escolhas com relação ao vocabulário, estrutura e registro, ou seja, à forma como o texto irá organizar-se para que cumpra com seu papel de intervir socialmente • De acordo com as condições de produção que são dadas no momento da fala e da escrita, observando-se os papéis sociais dos envolvidos nos atos comunicativos, aproximam-se ou distanciam- se uns dos outros, a depender da forma como pretende-se intervir por meio deles.
  • 14.
    Diferenciando Gênero deTipo textual • É muito comum, no entanto, a confusão estabelecida entre gêneros e tipos textuais. Eles são a mesma coisa?
  • 15.
    Diferenciando Gênero deTipo textual Enquanto os gêneros são caracterizados pelo seu caráter funcional, sociocomunicativo, cognitivo e institucional, os tipos designam “uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas” (MARCUSCHI, 2005, p. 23), ou seja, um tipo textual caracteriza-se por um conjunto de traços linguísticos predominantes que formam uma sequência.
  • 16.
    Diferenciando Gênero deTipo textual Para MARCUSCHI, esses traços linguísticos podem se apresentar na ordem do narrar, do descrever, do argumentar etc.; “quando se nomeia um certo texto como ‘narrativo’, ‘descritivo’ ou ‘argumentativo’, não se está nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de seqüência de base”. (2005, p.27). Enquanto os gêneros são infinitos, já que são inesgotáveis também as atividades que desempenham na vida cotidiana, os tipos textuais são em número limitado.
  • 17.
    Quadro explicativo ecomparativo Marcuschi (2005, p. 23) apresenta um quadro explicativo e comparativo que muito ajuda no estabelecimento da diferença entre as duas noções. Veja:
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    ATENÇÃO! Na maioria dasvezes, é usada erroneamente a expressão “tipo de texto” para designar o que é um gênero textual. Uma observação interessante é feita por Marcuschi (2005, p. 25) que “Quando alguém diz, por exemplo, ‘a carta pessoal é um tipo de texto informal’, ele não está empregando o termo ‘tipo de texto’ de maneira correta [...]”, pois se trata de um gênero textual.
  • 22.
    EXEMPLO CARTA PESSOAL Marcuschi(2005, p. 25) destaca aqui o fato de que “em todos os gêneros também se está realizando tipos textuais, podendo ocorrer que o mesmo gênero realize dois ou mais tipos. Assim, um texto é em geral tipologicamente variado (heterogêneo)”. Para ilustrar isso, veja o exemplo apresentado pelo autor. (Ver carta).
  • 23.
    EXEMPLO CARTA PESSOAL •Em “Rio, 11/08/1991” e “Para ser mais preciso, estou no meu quarto, escrevendo na escrivaninha, com um MicroSystem ligado na minha frente (bem alto, por sinal)”, você encontra descrições, que são caracterizadas pela enumeração de detalhes, dados e características do objeto descrito;
  • 24.
    EXEMPLO CARTA PESSOAL •Em “Amiga A. P. Oi!”, “pergunte só a ele como é!”, “E você, quais rádios curte?”, “Você sabia que eu estava namorando?”, “Faz um favor? Diga pra M., A., P. e C, que esperem, não demoro de escrever. Adoro vocês! Um beijão!”, há a tipologia injuntiva, cujo objetivo é mais que levar ao leitor uma simples explicação, ele tem a finalidade de instruir o interlocutor/leitor; tem como função predominante a função conativa/ apelativa da linguagem;
  • 25.
    EXEMPLO CARTA PESSOAL Em“Está ligado na Manchete FM – ou rádio dos funks – eu adoro funk, principalmente com passos marcados. Aqui no Rio é o ritmo do momento... e você, gosta? Gosto também de house e dance music, sou fascinado por discotecas!”, “Dançar é muito bom, principalmente em uma discoteca legal. Aqui no condomínio onde moro tem muitos jovens, somos todos muito amigos e sempre vamos todos juntos. É muito maneiro!”, “Está tocando agora o “Melô da Mina Sensual, super demais! Aqui ouço também a Transamérica e RPC FM”, entre outros trechos, tem-se o tipo expositivo, cuja finalidade é a exposição de informações sobre um objeto, um fato ou um assunto;
  • 26.
    EXEMPLO CARTA PESSOAL •Em “O problema é que ela é muito ciumenta, principalmente porque eu já fui afim de B., que mora aqui também. Nem posso falar com a garota que S. já fica com raiva” tem-se a argumentação, cuja tipologia tem como finalidade a defesa de uma ideia, opinião ou ponto de vista, procurando fazer com que o ouvinte ou leitor aceite-a;
  • 27.
    EXEMPLO CARTA PESSOAL •Em “ontem mesmo (sexta-feira) eu fui e cheguei quase quatro horas da madrugada.”, “C. foi três vezes à K.I., “, “É acho que vou terminando... “ e “Do amigo P.P. 15:16h”, você encontra a narração, cujo objetivo é o relato de fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por seres (personagens), num determinado tempo e lugar.
  • 28.
    EXEMPLO CARTA PESSOAL •Portanto, fica claro que, de maneira geral, há uma heterogeneidade tipológica nos gêneros textuais. Isso pode ser comprovado também na leitura de uma letra de música, de um relatório, de uma propaganda etc.
  • 29.
    CARACTERIZANDO OS GÊNEROS TEXTUAIS •Conforme Marcuschi (2005), os gêneros se caracterizam por exercer uma função social específica (qualidade esta que os diferencia do tipo textual). • Entendeu que, conforme a necessidade, você recorre a um gênero específico?
  • 30.
    CARACTERIZANDO OS GÊNEROS TEXTUAIS •Há a classificação dos textos em: narração, descrição, argumentação, injunção e exposição. (WERLICK apud MARCUSCHI, 2005, p. 28).
  • 32.
  • 33.
    Os gêneros naensino de Linguagens • Por exemplo: • Desse modo:
  • 34.
    EXERCITAR... Como vocês devemter observado, os gêneros são inúmeros, pois estão vinculados ao domínio de nossa atividade humana. Eles refletem as condições específicas e as finalidades de nossas atividades.
  • 35.
    ATIVIDADE DE FIXAÇÃO Conformejá afirmado, em nossas esferas de atividades, estamos imersos numa variedade de gêneros, pois tudo o que produzimos linguisticamente só é possível por meio dos gêneros textuais. Sua tarefa, nesta atividade, é a de identificar e nomear os gêneros abaixo presentes em seu cotidiano. Em seguida, deverá informar qual(is) tipologia(s) apresenta(m)-se neles. (Apresentar a atvidade).
  • 36.
    Retomada: Nesta aulavocê aprendeu que: • Há uma diversidade de atividades sociais desempenhadas pelos indivíduos e que, atreladas a essas atividades, há uma diversidade de produção de linguagem. • Tudo o que produzimos linguisticamente se dá por intermédio dos gêneros textuais. • O gênero elemento que encontramos nas diversas situações, constituído de três elementos fundamentais: composição, conteúdo e estilo.
  • 37.
    Retomada: Nesta aulavocê aprendeu que: • Gêneros e tipos textuais não são a mesma coisa. Enquanto os gêneros são caracterizados pelo seu caráter funcional, socio- comunicativo, cognitivo e institucional, os tipos designam uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas), que podem se apresentar na ordem do narrar, do descrever, do argumentar etc.
  • 38.
    Retomada: Nesta aulavocê aprendeu que: • Assim como os gêneros são infinitos, em consequência da infinidade das atividades exercidas pelos indivíduos, os tipos textuais são em número limitado. • Os textos, em geral, são tipologicamente variados (heterogêneos), ou seja, num mesmo gênero podem ocorrer vários tipos de texto, como o tipo narrativo, descritivo, expositivo, argumentativo e injuntivo.
  • 39.
    Proposta de trabalhoda Oficina de textos: tipologias e gêneros textuais no ensino de linguagens • Tema: Conto como ferramenta no ensino de linguagens. Essa proposta de trabalho tem como objetivo criar oportunidade para que todos os alunos descubram o prazer de ler e que este prazer torne-se ferramenta em seu desenvolvimento pessoal, educacional, e consequentemente, social. Nesta oficina será trabalhada a importância e as características do gênero textual conto, uma vez que o conto proporciona aos estudantes um pensamento crítico a respeito das virtudes e defeitos humanos; além de despertar a curiosidade e incentivar a leitura, oralidade e consequentemente, a produção textual de um texto bem escrito.
  • 40.
    Etapas de desenvolvimentoda Oficina de leitura: Objetivos: • Selecionar, ler, interpretar e analisar a estrutura usual de um gênero textual selecionado (conto), demonstrando capacidade de situá-lo no contexto histórico no qual foi produzido e a partir daí, desenvolver as demais etapas para construção da oficina de textos.
  • 41.
    Etapas de desenvolvimentoda Oficina de leitura: Conteúdos: • Gênero textual Conto, estrutura, características e tipos (conto de fadas/de encantamento/maravilhosos, conto de animais, contos de ação/enigma/mistérios, contos eletrônicos e contos religiosos). Metodologia: • Organização da turma em grupos de, no máximo, 5 alunos/as. • Cada grupo deverá desenvolver 5 etapas de trabalho.
  • 42.
    Etapas de desenvolvimentoda Oficina de leitura: Etapas de desenvolvimento da proposta: 1ª) Selecionar uma obra literária pertencente às literaturas de língua portuguesa (conto); 2ª) Identificar a qual contexto histórico pertence a obra e identificar o movimento cultural do qual faz parte; 3ª) Analisar a obra com base na compreensão dos conteúdos e das linguagens estudados em nossa disciplina, identificando as características principais da obra, observando a correlação estilo de composição (linguagem) e os temas de que trata;
  • 43.
    Etapas de desenvolvimentoda Oficina de leitura 4ª) Selecionar trechos da obra que melhor exemplifiquem as características do gênero ao qual pertence (conto), bem como à justificativa que designa o gênero; 5ª) Elaborado a primeira parte do trabalho cada grupo deverá apresentar os resultados em forma de seminário, de forma consistente, coerente, objetiva e panorâmica; todos os integrantes do grupo deverão participar desse momento de apresentação coletiva.
  • 44.
    Etapas de desenvolvimentoda Oficina de leitura AVALIAÇÃO • A atividade valerá 10 pontos, conforme critérios e pontuação seguintes, considerando-se o atendimento às diretrizes da proposta: Etapa 1: Adequação da obra escolhida ao estudo proposto - (zero a 1); Etapa 2: Correta articulação entre contexto histórico, movimento cultural e o obra articulação entre questões relativas às articulações entre história, ficção, cânone e literatura. (zero a 2)
  • 45.
    Etapas de desenvolvimentoda Oficina de leitura Etapa 3: Análise realizada de forma coesa (devido encadeamento de elementos textuais, demonstrando lógica na sequência de ideias), coerente (sem contradições de sentido, sem repetições desnecessárias) e com adequada profundidade em relação à obra escolhida. (zero a 2). Etapa 4: Adequação na elaboração da apresentação, considerando-se coesão, coerência e correção linguístico-formal na apresentação dos trechos selecionados. (zero a 2).
  • 46.
    Etapas de desenvolvimentoda Oficina de leitura Etapa 5: Capacidade de síntese e correção na apresentação (adequação ao tempo previsto para exposição de cada grupo; correção de slides; participação de todos os integrantes (zero a 3).
  • 47.
    REFERÊNCIA • BAKHTIN, Mikhail.Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Trad. de Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. São Paulo: Martins Fontes, 1992. • MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Ângela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora. (Orgs). Gêneros textuais & ensino. 4. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. • MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo, Parábola, 2008.