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urbanização
urbanização
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e
e
e
industrialização
industrialização
industrialização
no Brasil
no Brasil
no Brasil
Até as primeiras décadas do séxulo XX, o Brasil ainda era uma país agrário, e, a maior parte de
sua população vivia no campo. Em 1872, quando foi realizado o primeiro levantamento
demográfico do país, apenas 6% da população brasileira morava em cidades.
As condições históricas e econômicas, impostas por mais de três séculos de colonização
portuguesa, mantiveram a vida econômica e política do período colonial ligada essencialmente ao
campo.
O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO DO BRASIL
O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO DO BRASIL
O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO DO BRASIL
ACIMA, OBRA DE ARTE CIDADE MAURÍCIA E RECIFE, À BEIRA-MAR, EM 1653.
O processo de urbanização ocorre quando a população urbana passa a aumentar em ritmo mais
acelerado que a rural, superando-a. A urbanização brasileira tomou impulso somente a partir da
década de 1930, quando o processo de industrialização no país se acelerou.
Com o desenvolvimento da atividade industrial, as cidades se tornaram focos de atração
populacional, o que levou um enorme contingente de trabalhadores a migrar do campo para os
centros urbanos.
URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
RÁPIDO, QUERIDA , CHEGA DE SOFRER
COM A SECA.
VAMOS EMBORA PRA CIDADE DE SÃO
PAULO...
LÁ TEM MUITO TRABALHO!
Embora a taxa de urbanização brasileira seja elevada, ela apresenta diferenças consideráveis
entre os estados e as regiões do país. O índices de urbanização são mais elevados nas regiões
Sudeste, Sul e a parte do Centro-Oeste do país. Em estados com São Paulo e Rio de Janeiro, por
exemplo, a taxa de urbanização fica acima de 96%.
A URBANIZAÇÃO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO
A URBANIZAÇÃO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO
A URBANIZAÇÃO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO
Ao observar o mapa ao lado, podemos verificar que a
taxa de urbanização também é elevada nos estados do
Centro-Oeste, cuja a ocupação foi mais recente, nas
décadas de 1960 e 1970, com o avanço da fronteira
econômica.
A partir da década de 1930, verificou-se uma forte tendência à concentração das atividades
urbano-industriais nas cidades do Sudeste, em especial em centros urbanos já maiores, como São
Paulo e Rio de Janeiro.
Oferecendo condições mais vantajosas e favoráveis ao desenvolvimento da atividade industrial,
como mercado consumidor em expansão, melhor infraestrutura urbana, de transporte e
telecomunicações; e disponibilidade de capital, energia, mão de obra etc.
A intensa urbanização brasileira, ocorrida ao longo do século passado, foi acompanhada por um
processo de metropolização, ou seja, pela grande concentração demográfica nas metrópoles.
URBANIZAÇÃO E METROPOLIZAÇÃO NO BRASIL
URBANIZAÇÃO E METROPOLIZAÇÃO NO BRASIL
URBANIZAÇÃO E METROPOLIZAÇÃO NO BRASIL
A fim de disciplinar o crescimento horizontal e promover o planejamento urbano integrado
dessas grandes aglomerações, foram instituídas as chamadas regiões metropolitanas,
reconhecidas, por lei aprovada em 1973, como um conjunto de municípios contíguos e integrados
socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infraestrutura comuns.
AS REGIÕES METROPOLITANAS
AS REGIÕES METROPOLITANAS
AS REGIÕES METROPOLITANAS
LEI COMPLEMENTAR Nº 14, DE 8 DE JUNHO DE 1973
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMÍLIO G. MÉDICI: Faço saber que o
Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei
Complementar: Art. 1º - Ficam estabelecidas, na forma do art. 164
da Constituição, as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo
Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e
Fortaleza.
Foi o 28.º Presidente do Brasil, o terceiro do período da
ditadura militar brasileira, entre 30 de outubro de 1969 e
15 de março de 1974.
Com a criação das regiões metropolitanas, alguns problemas típicos dessas grandes cidades,
como os relacionados a transporte, habitação, educação, saúde, abastecimento de água e esgoto,
fornecimento de energia, uso do solo e poluição, devem ser tratados em conjunto, e não de forma
isolada, pela administração de cada cidade vizinha.
Nos dias atuais (2016), o Brasil possui 66 regiões metropolitanas oficialmente reconhecidas pelo
IBGE.
Publicado 14/07/2022 - 15h36
São Paulo – Com acréscimo de seis, o Brasil agora tem 81 regiões metropolitanas, segundo
atualização de recortes do território brasileiro divulgada nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. Além
disso, são 588 municípios com área total ou parcialmente localizada em faixas de fronteira.14 de
jul. de 2022
AS REGIÕES METROPOLITANAS
AS REGIÕES METROPOLITANAS
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SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO
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1. Qual era a função das primeiras cidades brasileiras?
2. Quais foram os principais fatores que levaram à urbanização brasileira, a partir da metade do
século XX?
3. O sudeste e Centro-Oeste são as regiões brasileiras que apresentam taxas mais elevadas de
urbanização. A urbanização nessas regiões, porém, se explica por fatores diferentes. Explique os
fatores que impulsionaram o processo de urbanização nessas regiões.
4. Podemos dizer que o processo de urbanização brasileira foi acompanhado por um processo
de metropolização. Justifique.
5. Quais os objetivos da criação das regiões metropolitanas? Dê exemplos.
Desde a década de 1980, a urbanização brasileira tem seguido uma nova tendencia marcada pelo
crescimento das cidades de porte médio, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes,
localizada em grande parte no interior do território. Essa mudança está ligada, sobretudo, ao
fenômeno de interiorização do crescimento econômico do país, ocorrido com o processo de
desconcentração da atividade industrial.
Nas áreas metropolitanas, fatores como a escassez e o alto custo dos terrenos, os
congestionamentos, a falta de segurança, o maior custo de mão de obra, a atuação dos sindicatos,
entre outros, levaram muitas indústrias a redirecionar seus investimentos para as maiores
cidades do interior.
A DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E A INTERIORIZAÇÃO URBANA
A DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E A INTERIORIZAÇÃO URBANA
A DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E A INTERIORIZAÇÃO URBANA
O intenso e acelerado processo de urbanização ocorrido no Brasil, além de promover o rápido
crescimento da nossa população urbana, aumentou o número de cidades em todas as regiões do
país.
A formação urbana pressupõe também a existência de uma hierarquia urbana, que vai se
configurar de acordo com o poder de influência (polarização) exercida por diferentes cidades no
interior dessa rede.
O maior ou menor poder de polarização exercido por uma cidade se expressa, sobretudo, pelo
potencial econômico, pelo nível de centralização de decisões políticas, pela funcionalidade de seus
equipamentos urbanos e pela diversidade e complexidade dos bens e serviços que oferece.
A REDE URBANA BRASILEIRA
A REDE URBANA BRASILEIRA
A REDE URBANA BRASILEIRA
Grande metrópole nacional: a cidade de São Paulo concentra-
se no topo da hierarquia urbana do país. Por concentrar a maior
parte das sedes de grandes empresas nacionais e estrangeiras, a
cidade exerce forte influência econômica sobre todo o território
nacional. Essa metrópole também é considerada uma cidade
global.
Metrópoles nacionais: Nesse nível hierárquico, encontram-se
as cidades do Rio de Janeiro e de Brasília. A capital federal tem
expressão econômica reduzida se comparada ao Rio de Janeiro e
a São Paulo, mas desempenha importante influência político-
administrativa, sendo o centro das decisões políticas de
repercussão nacional e internacional.
A REDE URBANA BRASILEIRA
A REDE URBANA BRASILEIRA
A REDE URBANA BRASILEIRA
SÃO PAULO
BRASÍLIA
Metrópoles: Nesse nível encontra-se cidades como Fortaleza,
Porto Alegre, Curitiba, Belo horizonte, Salvador, Recife, Belém e
Manaus. Essas cidades apresentam economias diversificadas,
concentram grandes empresas com forte projeção nacional e
importantes órgãos político-administrativos, embora com poder
de influência menor que o das metrópoles nacionais.
Capitais regionais: Cidades que possuem área de influência
sobre regiões em que estão localizadas. Tais como Juiz de Fora
(MG), Ribeirão Preto (SP), Dourados (MS) e Caruaru (PE),
oferecem estrutura diversificada de comércio, serviços e
indústrias.
A REDE URBANA BRASILEIRA
A REDE URBANA BRASILEIRA
A REDE URBANA BRASILEIRA
FORTALEZA
LONDRINA (PR)
Se até o século XX o Brasil era um país agrário, com mai de 90% da população vivendo no campo,
como vimos anteriormente, a economia brasileira também se baseava em atividades primárias,
voltadas principalmente para a exportação. Esse modelo econômico agrário-exportador
imposto pelos colonizadores portugueses durante mais de três séculos impediu o
desenvolvimento da atividade manufatureira em nosso país.
BRASIL: PAÍS URBANO E INDUSTRIALIZADO
BRASIL: PAÍS URBANO E INDUSTRIALIZADO
BRASIL: PAÍS URBANO E INDUSTRIALIZADO
A CIMA, RETRATA NEGROS AFRICANOS TRABALHANDO NA MOENDA EM UM
ENGENHO EM MEADOS DO SÉCULO XIX. IMAGEM DE BENEDITO CALIXTO DE
JESUS - MOAGEM DE CANA - FAZENDA CACHOEIRA - CAMPINAS, 1830,
ACERVO DO MUSEU PAULISTA DA USP.JPG
Sendo assim, a atividade industrial no Brasil teve início
somente no final do século XIX, com o aparecimento de
fábricas voltadas para a produção de bens de consumo não
duráveis, como tecidos, roupas, calçados, alimentos e bebidas.
No auge da economia cafeeira, que se expandiu pelo
Sudeste, foram criadas condições favoráveis ao
desenvolvimento de um primeiro surto industrial.
Foi a partir da crise econômica de 1929 que a industrialização brasileira teve maior impulso. A
queda da Bolsa de Nova York afetou duramente as exportações do café brasileiro, causando
enormes prejuízos ao setor. Na época, a agricultura cafeeira era a principal atividade econômica
do país, representando cerca de 70% da nossa pauta de exportação.
Com a crise da economia cafeeira, os investidores passaram a ser direcionados para outras
atividades, em particular, para a criação de novas indústrias, quase sempre dedicadas à produção
de bens de consumo não duráveis, o que levou a uma rápida ampliação e diversificação do setor
industrial.
A CRISE DO CAFÉ E A INDÚSTRIA
A CRISE DO CAFÉ E A INDÚSTRIA
A CRISE DO CAFÉ E A INDÚSTRIA
Além da crise do café, mudanças políticas importantes ocorridas no país também foram
determinantes para o desenvolvimento mais efetivo da industrialização brasileira. A ascensão do
governo Getúlio Vargas (1930-1945) assinalou a destituição da oligarquia agroexportadora que
dominou a vida política e econômica do país durante toda a primeira fase da República (1889-
1930), abrindo perspectivas mais favoráveis em prol da industrialização.
Com o objetivo de incentivar o crescimento da atividade industrial, o Estado também passou a
facilitar a importação de máquinas e equipamentos, restringindo, por outro lado, a importação de
produtos industrializados.
O ESTADO E O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO
O ESTADO E O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO
O ESTADO E O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO
COM O GOVERNO VARGAS, O
ESTADO PASSA A INVESTIR E ABRIR
EMPRESAS PÚBLICAS. ELE
PRIVILEGIA A INDÚSTRIA PESADA,
OU SEJA, AQUELA QUE
TRANSFORMA A MATÉRIA-PRIMA E
FABRICA BENS DE GRANDE PORTE.
Durante o goverbo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), o país ingressou em uma nova fase de
desenvolvimento industrial, decorrente da implantação do chamado Plano de Metas. Embalado
por uma política desenvolvimentista, o governo traçou um ambicioso programa de crescimento
econômico que seria capz de fazer o país crescer "50 anos em 5". Para isso, fez a aplicação de
grandes investimentos em diversos setores prioritários, como agricultura, energia, trasnporte,
construção civil, saúde, educação etc.
A execução desse plano aumentou a capacidade energética do país, ampliou em muito a rede de
trasnportes, privilegiado a opção das rodovias, além de melhorar a infraestrutura já existente no
país, por exemplo, com a ampliação das instalações portuárias. Promoveu a renovação e o
reaparelhamento das grandes indústriais de base, substituindo equipamento e maquinários já
desgastados e tecnologicamente atrasados.
A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
O processo de industrialização do país ingressou em uma nova fase, marcada pela crescente para
a produção de bens de consumo, como aumóveis, eletrodomésticos, produtos químico-
farmacêuticos etc., além de bens intermediários, como materiais elétricos, mecânicos, de
trasnporte, de comunicações etc.
Estabeleceu-se, desse modo, o tripé da produção industrial brasileira, constrituído pelo capital
nacional, amplamente investido na produção de bens de consumo não duráveis; pelo capital
estatal, aplicado nas indústrias de base ou de bens de produção; e pelo capital estrangeiro, com
forte participação nas indústrias de bens de consumo duráveis.
Podemos considerar, ainda que o Brasil teve um processo de industrialização tardio, uma vez
que esse processo se efetivou quase dois séculos após o advento da Revolução Industrial.
A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
a disponibilidade de capital proveniente da economia cafeeira que se desenvolveu na região;
a concentração de investimentos públicos destinados à criação de indústrias de base
(siderúrgicas, metalúrgicas, mineradoras, petroquímicas) e de infraestrutura (ampliação das
ferrovias, abertura de estradas de rodagem, geração de energia etc.);
a existência de mão de obra numerosa, inclusive de muitos imigrantes com experiência na
atividade operária.
a existência de um amplo mercado consumidor e em franca expensão;
a disponibilidade de matérias-primas e recursos naturais, entre eles, o grande potencial
hidrelétrico, formado por rios que drenam áreas de pantanos e depressões. e a existência de
grandes jazidas minerais, como a região do quadrilátero ferrífero, em Minas Gerais.
Cerca de 49% das indústrias brasileiras se encontra no Sudeste, seguida pelas regiões Sul (29%),
Nordeste (12%), Centro-Oeste (6%) e Norte (3%).
Alguns fatores contribuíram para que a atividade industrial se desenvolvesse mais no Sudeste do
país a partir da década de 1930, entre os quais podemos destacar:
A DISTRIBUIÇÃO DA INDÚSTRIA PELO TERRITÓRIO
A DISTRIBUIÇÃO DA INDÚSTRIA PELO TERRITÓRIO
A DISTRIBUIÇÃO DA INDÚSTRIA PELO TERRITÓRIO
QUADRILÁTERO FERRÍFERO: ÁREA SITUADA NA PORÇÃO CENTRAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS, COM CERCA DE 7 000 KM², QUE APRESENTA IMPORTANTES JAZIDAS DE MINÉRIO DE FERRO, OURO E MANGANÊS.
A partir das décadas de 1970 e 1980, verificou-se um movimento de desconcentração espacial
da atividade industrial pelo território do Brasil. Essa diminuição relativa da atividade industrial
nos grandes centros econômicos do Sudeste não significa, porém, a perda da importância dessa
região no comando econômico-industrial do país.
CONCENTRAÇÃO E DISPERSÃO: A DINÂMICA ESPACIAL DA INDÚSTRIA
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SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO
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1. Explique os fatores que têm levado à desconcentração industrial e à interiorização urbana no
Brasil.
2. As cidades médias, nos últimos anos, têm atraído um número cada vez maior de migrantes.
Por que isso ocorre?
3. Define e dê exemplos:
a) grande metrópole nacional;
b) metrópoles nacionais;
c) metrópoles;
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4. Em que constituiu o modelo de industrialização denominado substituição de importações?
5. Cite os principais fatores de concentração industrial na região Sudeste do Brasil.

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Urbanização e industrialização no Brasil

  • 2. Até as primeiras décadas do séxulo XX, o Brasil ainda era uma país agrário, e, a maior parte de sua população vivia no campo. Em 1872, quando foi realizado o primeiro levantamento demográfico do país, apenas 6% da população brasileira morava em cidades. As condições históricas e econômicas, impostas por mais de três séculos de colonização portuguesa, mantiveram a vida econômica e política do período colonial ligada essencialmente ao campo. O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO DO BRASIL O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO DO BRASIL O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO DO BRASIL ACIMA, OBRA DE ARTE CIDADE MAURÍCIA E RECIFE, À BEIRA-MAR, EM 1653.
  • 3. O processo de urbanização ocorre quando a população urbana passa a aumentar em ritmo mais acelerado que a rural, superando-a. A urbanização brasileira tomou impulso somente a partir da década de 1930, quando o processo de industrialização no país se acelerou. Com o desenvolvimento da atividade industrial, as cidades se tornaram focos de atração populacional, o que levou um enorme contingente de trabalhadores a migrar do campo para os centros urbanos. URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL URBANIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL RÁPIDO, QUERIDA , CHEGA DE SOFRER COM A SECA. VAMOS EMBORA PRA CIDADE DE SÃO PAULO... LÁ TEM MUITO TRABALHO!
  • 4. Embora a taxa de urbanização brasileira seja elevada, ela apresenta diferenças consideráveis entre os estados e as regiões do país. O índices de urbanização são mais elevados nas regiões Sudeste, Sul e a parte do Centro-Oeste do país. Em estados com São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, a taxa de urbanização fica acima de 96%. A URBANIZAÇÃO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO A URBANIZAÇÃO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO A URBANIZAÇÃO NO TERRITÓRIO BRASILEIRO Ao observar o mapa ao lado, podemos verificar que a taxa de urbanização também é elevada nos estados do Centro-Oeste, cuja a ocupação foi mais recente, nas décadas de 1960 e 1970, com o avanço da fronteira econômica.
  • 5. A partir da década de 1930, verificou-se uma forte tendência à concentração das atividades urbano-industriais nas cidades do Sudeste, em especial em centros urbanos já maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro. Oferecendo condições mais vantajosas e favoráveis ao desenvolvimento da atividade industrial, como mercado consumidor em expansão, melhor infraestrutura urbana, de transporte e telecomunicações; e disponibilidade de capital, energia, mão de obra etc. A intensa urbanização brasileira, ocorrida ao longo do século passado, foi acompanhada por um processo de metropolização, ou seja, pela grande concentração demográfica nas metrópoles. URBANIZAÇÃO E METROPOLIZAÇÃO NO BRASIL URBANIZAÇÃO E METROPOLIZAÇÃO NO BRASIL URBANIZAÇÃO E METROPOLIZAÇÃO NO BRASIL
  • 6. A fim de disciplinar o crescimento horizontal e promover o planejamento urbano integrado dessas grandes aglomerações, foram instituídas as chamadas regiões metropolitanas, reconhecidas, por lei aprovada em 1973, como um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infraestrutura comuns. AS REGIÕES METROPOLITANAS AS REGIÕES METROPOLITANAS AS REGIÕES METROPOLITANAS LEI COMPLEMENTAR Nº 14, DE 8 DE JUNHO DE 1973 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA EMÍLIO G. MÉDICI: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: Art. 1º - Ficam estabelecidas, na forma do art. 164 da Constituição, as regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza. Foi o 28.º Presidente do Brasil, o terceiro do período da ditadura militar brasileira, entre 30 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974.
  • 7. Com a criação das regiões metropolitanas, alguns problemas típicos dessas grandes cidades, como os relacionados a transporte, habitação, educação, saúde, abastecimento de água e esgoto, fornecimento de energia, uso do solo e poluição, devem ser tratados em conjunto, e não de forma isolada, pela administração de cada cidade vizinha. Nos dias atuais (2016), o Brasil possui 66 regiões metropolitanas oficialmente reconhecidas pelo IBGE. Publicado 14/07/2022 - 15h36 São Paulo – Com acréscimo de seis, o Brasil agora tem 81 regiões metropolitanas, segundo atualização de recortes do território brasileiro divulgada nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. Além disso, são 588 municípios com área total ou parcialmente localizada em faixas de fronteira.14 de jul. de 2022 AS REGIÕES METROPOLITANAS AS REGIÕES METROPOLITANAS AS REGIÕES METROPOLITANAS
  • 8. SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO 1. Qual era a função das primeiras cidades brasileiras? 2. Quais foram os principais fatores que levaram à urbanização brasileira, a partir da metade do século XX? 3. O sudeste e Centro-Oeste são as regiões brasileiras que apresentam taxas mais elevadas de urbanização. A urbanização nessas regiões, porém, se explica por fatores diferentes. Explique os fatores que impulsionaram o processo de urbanização nessas regiões. 4. Podemos dizer que o processo de urbanização brasileira foi acompanhado por um processo de metropolização. Justifique. 5. Quais os objetivos da criação das regiões metropolitanas? Dê exemplos.
  • 9. Desde a década de 1980, a urbanização brasileira tem seguido uma nova tendencia marcada pelo crescimento das cidades de porte médio, com população entre 100 mil e 500 mil habitantes, localizada em grande parte no interior do território. Essa mudança está ligada, sobretudo, ao fenômeno de interiorização do crescimento econômico do país, ocorrido com o processo de desconcentração da atividade industrial. Nas áreas metropolitanas, fatores como a escassez e o alto custo dos terrenos, os congestionamentos, a falta de segurança, o maior custo de mão de obra, a atuação dos sindicatos, entre outros, levaram muitas indústrias a redirecionar seus investimentos para as maiores cidades do interior. A DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E A INTERIORIZAÇÃO URBANA A DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E A INTERIORIZAÇÃO URBANA A DESCONCENTRAÇÃO INDUSTRIAL E A INTERIORIZAÇÃO URBANA
  • 10. O intenso e acelerado processo de urbanização ocorrido no Brasil, além de promover o rápido crescimento da nossa população urbana, aumentou o número de cidades em todas as regiões do país. A formação urbana pressupõe também a existência de uma hierarquia urbana, que vai se configurar de acordo com o poder de influência (polarização) exercida por diferentes cidades no interior dessa rede. O maior ou menor poder de polarização exercido por uma cidade se expressa, sobretudo, pelo potencial econômico, pelo nível de centralização de decisões políticas, pela funcionalidade de seus equipamentos urbanos e pela diversidade e complexidade dos bens e serviços que oferece. A REDE URBANA BRASILEIRA A REDE URBANA BRASILEIRA A REDE URBANA BRASILEIRA
  • 11. Grande metrópole nacional: a cidade de São Paulo concentra- se no topo da hierarquia urbana do país. Por concentrar a maior parte das sedes de grandes empresas nacionais e estrangeiras, a cidade exerce forte influência econômica sobre todo o território nacional. Essa metrópole também é considerada uma cidade global. Metrópoles nacionais: Nesse nível hierárquico, encontram-se as cidades do Rio de Janeiro e de Brasília. A capital federal tem expressão econômica reduzida se comparada ao Rio de Janeiro e a São Paulo, mas desempenha importante influência político- administrativa, sendo o centro das decisões políticas de repercussão nacional e internacional. A REDE URBANA BRASILEIRA A REDE URBANA BRASILEIRA A REDE URBANA BRASILEIRA SÃO PAULO BRASÍLIA
  • 12. Metrópoles: Nesse nível encontra-se cidades como Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Belo horizonte, Salvador, Recife, Belém e Manaus. Essas cidades apresentam economias diversificadas, concentram grandes empresas com forte projeção nacional e importantes órgãos político-administrativos, embora com poder de influência menor que o das metrópoles nacionais. Capitais regionais: Cidades que possuem área de influência sobre regiões em que estão localizadas. Tais como Juiz de Fora (MG), Ribeirão Preto (SP), Dourados (MS) e Caruaru (PE), oferecem estrutura diversificada de comércio, serviços e indústrias. A REDE URBANA BRASILEIRA A REDE URBANA BRASILEIRA A REDE URBANA BRASILEIRA FORTALEZA LONDRINA (PR)
  • 13. Se até o século XX o Brasil era um país agrário, com mai de 90% da população vivendo no campo, como vimos anteriormente, a economia brasileira também se baseava em atividades primárias, voltadas principalmente para a exportação. Esse modelo econômico agrário-exportador imposto pelos colonizadores portugueses durante mais de três séculos impediu o desenvolvimento da atividade manufatureira em nosso país. BRASIL: PAÍS URBANO E INDUSTRIALIZADO BRASIL: PAÍS URBANO E INDUSTRIALIZADO BRASIL: PAÍS URBANO E INDUSTRIALIZADO A CIMA, RETRATA NEGROS AFRICANOS TRABALHANDO NA MOENDA EM UM ENGENHO EM MEADOS DO SÉCULO XIX. IMAGEM DE BENEDITO CALIXTO DE JESUS - MOAGEM DE CANA - FAZENDA CACHOEIRA - CAMPINAS, 1830, ACERVO DO MUSEU PAULISTA DA USP.JPG Sendo assim, a atividade industrial no Brasil teve início somente no final do século XIX, com o aparecimento de fábricas voltadas para a produção de bens de consumo não duráveis, como tecidos, roupas, calçados, alimentos e bebidas. No auge da economia cafeeira, que se expandiu pelo Sudeste, foram criadas condições favoráveis ao desenvolvimento de um primeiro surto industrial.
  • 14. Foi a partir da crise econômica de 1929 que a industrialização brasileira teve maior impulso. A queda da Bolsa de Nova York afetou duramente as exportações do café brasileiro, causando enormes prejuízos ao setor. Na época, a agricultura cafeeira era a principal atividade econômica do país, representando cerca de 70% da nossa pauta de exportação. Com a crise da economia cafeeira, os investidores passaram a ser direcionados para outras atividades, em particular, para a criação de novas indústrias, quase sempre dedicadas à produção de bens de consumo não duráveis, o que levou a uma rápida ampliação e diversificação do setor industrial. A CRISE DO CAFÉ E A INDÚSTRIA A CRISE DO CAFÉ E A INDÚSTRIA A CRISE DO CAFÉ E A INDÚSTRIA
  • 15. Além da crise do café, mudanças políticas importantes ocorridas no país também foram determinantes para o desenvolvimento mais efetivo da industrialização brasileira. A ascensão do governo Getúlio Vargas (1930-1945) assinalou a destituição da oligarquia agroexportadora que dominou a vida política e econômica do país durante toda a primeira fase da República (1889- 1930), abrindo perspectivas mais favoráveis em prol da industrialização. Com o objetivo de incentivar o crescimento da atividade industrial, o Estado também passou a facilitar a importação de máquinas e equipamentos, restringindo, por outro lado, a importação de produtos industrializados. O ESTADO E O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO O ESTADO E O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO O ESTADO E O PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO COM O GOVERNO VARGAS, O ESTADO PASSA A INVESTIR E ABRIR EMPRESAS PÚBLICAS. ELE PRIVILEGIA A INDÚSTRIA PESADA, OU SEJA, AQUELA QUE TRANSFORMA A MATÉRIA-PRIMA E FABRICA BENS DE GRANDE PORTE.
  • 16. Durante o goverbo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), o país ingressou em uma nova fase de desenvolvimento industrial, decorrente da implantação do chamado Plano de Metas. Embalado por uma política desenvolvimentista, o governo traçou um ambicioso programa de crescimento econômico que seria capz de fazer o país crescer "50 anos em 5". Para isso, fez a aplicação de grandes investimentos em diversos setores prioritários, como agricultura, energia, trasnporte, construção civil, saúde, educação etc. A execução desse plano aumentou a capacidade energética do país, ampliou em muito a rede de trasnportes, privilegiado a opção das rodovias, além de melhorar a infraestrutura já existente no país, por exemplo, com a ampliação das instalações portuárias. Promoveu a renovação e o reaparelhamento das grandes indústriais de base, substituindo equipamento e maquinários já desgastados e tecnologicamente atrasados. A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
  • 17. O processo de industrialização do país ingressou em uma nova fase, marcada pela crescente para a produção de bens de consumo, como aumóveis, eletrodomésticos, produtos químico- farmacêuticos etc., além de bens intermediários, como materiais elétricos, mecânicos, de trasnporte, de comunicações etc. Estabeleceu-se, desse modo, o tripé da produção industrial brasileira, constrituído pelo capital nacional, amplamente investido na produção de bens de consumo não duráveis; pelo capital estatal, aplicado nas indústrias de base ou de bens de produção; e pelo capital estrangeiro, com forte participação nas indústrias de bens de consumo duráveis. Podemos considerar, ainda que o Brasil teve um processo de industrialização tardio, uma vez que esse processo se efetivou quase dois séculos após o advento da Revolução Industrial. A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO A INDÚSTRIA E O CAPITAL ESTRANGEIRO
  • 18. a disponibilidade de capital proveniente da economia cafeeira que se desenvolveu na região; a concentração de investimentos públicos destinados à criação de indústrias de base (siderúrgicas, metalúrgicas, mineradoras, petroquímicas) e de infraestrutura (ampliação das ferrovias, abertura de estradas de rodagem, geração de energia etc.); a existência de mão de obra numerosa, inclusive de muitos imigrantes com experiência na atividade operária. a existência de um amplo mercado consumidor e em franca expensão; a disponibilidade de matérias-primas e recursos naturais, entre eles, o grande potencial hidrelétrico, formado por rios que drenam áreas de pantanos e depressões. e a existência de grandes jazidas minerais, como a região do quadrilátero ferrífero, em Minas Gerais. Cerca de 49% das indústrias brasileiras se encontra no Sudeste, seguida pelas regiões Sul (29%), Nordeste (12%), Centro-Oeste (6%) e Norte (3%). Alguns fatores contribuíram para que a atividade industrial se desenvolvesse mais no Sudeste do país a partir da década de 1930, entre os quais podemos destacar: A DISTRIBUIÇÃO DA INDÚSTRIA PELO TERRITÓRIO A DISTRIBUIÇÃO DA INDÚSTRIA PELO TERRITÓRIO A DISTRIBUIÇÃO DA INDÚSTRIA PELO TERRITÓRIO QUADRILÁTERO FERRÍFERO: ÁREA SITUADA NA PORÇÃO CENTRAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS, COM CERCA DE 7 000 KM², QUE APRESENTA IMPORTANTES JAZIDAS DE MINÉRIO DE FERRO, OURO E MANGANÊS.
  • 19. A partir das décadas de 1970 e 1980, verificou-se um movimento de desconcentração espacial da atividade industrial pelo território do Brasil. Essa diminuição relativa da atividade industrial nos grandes centros econômicos do Sudeste não significa, porém, a perda da importância dessa região no comando econômico-industrial do país. CONCENTRAÇÃO E DISPERSÃO: A DINÂMICA ESPACIAL DA INDÚSTRIA CONCENTRAÇÃO E DISPERSÃO: A DINÂMICA ESPACIAL DA INDÚSTRIA CONCENTRAÇÃO E DISPERSÃO: A DINÂMICA ESPACIAL DA INDÚSTRIA
  • 20. SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO SISTEMATIZANDO O CONHECIMENTO 1. Explique os fatores que têm levado à desconcentração industrial e à interiorização urbana no Brasil. 2. As cidades médias, nos últimos anos, têm atraído um número cada vez maior de migrantes. Por que isso ocorre? 3. Define e dê exemplos: a) grande metrópole nacional; b) metrópoles nacionais; c) metrópoles; d) capitais regionais. 4. Em que constituiu o modelo de industrialização denominado substituição de importações? 5. Cite os principais fatores de concentração industrial na região Sudeste do Brasil.