Os Lusíadas Camões MOVIMENTO LITERÁRIO : Classicismo  GÊNERO LITERÁRIO : Poema épico  CARACTERÍSTICAS DA OBRA : Perfeição formal (oitava rima; versos decassílabos ou medida nova);  linguagem elaborada; universalismo; racionalismo. ASSUNTO DA OBRA : A viagem de Vasco da Gama às Índias. EPISÓDIOS :  CANTO IV  -  O Velho do Restelo : um ancião aparece na praia do Restelo, advertindo os portugueses sobre os perigos provocados pela vaidade e desejo de fama.  O velho  representa a opinião conservadora da época  que era favorável à vida segura, condenando a política ultramarina do país. CANTO V  –  O Gigante Adamastor: é  a representação figurada do Cabo da Boa Esperança ou Cabo das Tormentas, que simboliza os perigos enfrentados, mas vencidos,  pelos navegadores lusitanos no caminho para a Índia.
O juiz de paz da roça Martins Pena MOVIMENTO LITERÁRIO :  Romantismo GÊNERO LITERÁRIO :  Dramático/ comédia  ESPAÇO:   Rio de Janeiro - casa de Manuel João e casa do Juiz de paz TEMPO:   A peça é de 1837. O momento histórico da ação é o mesmo da Revolução Farroupilha, acontecida no Rio Grande do Sul, em 1834. TEMÁTICA:  Criticar as convenções sociais, o casamento, a família, o governo e satirizar figuras como padres, juízes, políticos inescrupulosos e novos ricos. ESTRUTURA DA PEÇA:   Ato único com 23 cenas (incluindo a Cena Última) PERSONAGENS:   As personagens de Martins Pena são pessoas comuns em situações do dia-a-dia, como casamentos, festas, envolvidas em pequenas intrigas domésticas, etc: juiz de Paz; escrivão do Juiz de Paz; Manuel João; Maria Rosa; Aninha; José da Fonseca; lavradores.
MOVIMENTO LITERÁRIO :  Romantismo GÊNERO LITERÁRIO:   Narrativo - romance (foi o primeiro romance do Brasil); um conto de fadas TÍTULO :  O título do livro foi dado pelo próprio Augusto, em homenagem a Carolina.  CARACTERÍSTICAS : Idealização da mulher; predomínio da emoção; valorização da natureza; sofrimento amoroso (coita); final feliz PERSONAGENS : Todos os personagens são estereotipados, planos, lineares, não têm complexidade, sendo caracterizados pelos detalhes físicos, exteriores: Filipe; Fabrício; Leopoldo; Joaninha (pálida); Quinquina (faces rosadas); Carolina (menina morena, com 14 anos, travessa, inconseqüente, viva, curiosa e, às vezes, engraçada); Augusto  FOCO NARRATIVO : O narrador, na verdade, é Augusto, pois perdeu a aposta feita com Filipe; mas é narrado na 3ª pessoa, por um narrador onisciente. Aqui e ali, ele se intromete um pouco na história, bancando o moralista. A moreninha Joaquim Manuel de Macedo
NARRADOR CONVERSA COM O LEITOR  – “Agora são quatro horas da manhã; o sarau está terminado, os convidados vão retirando-se e  NÓS , entrando no  toilette , vamos ouvir quatro belas conhecidas nossas, que conversam com ardor e fogo.” LINGUAGEM :  Simples; excesso de adjetivos ;  expressões em francês  – c’est trop fort!  (é forte demais!)  –  e latinas  – quantum satis  (o que basta).   INTERTEXTUALIDADE : O narrador cita, entre outros, Bocage, João Caetano (dramaturgo brasileiro) e Narciso. TEMPO:  Linear ( TRINTA DIAS   - Os eventos narrados desenrolam-se durante os trinta dias pelos quais a aposta era válida. A aposta foi feita em 20 de julho de 1844, uma segunda-feira, e termina no dia do pedido de casamento, 20 de agosto do mesmo ano.  RECUO AO PASSADO   – Quando a história se inicia, Augusto está no quinto ano de Medicina e conquistara, entre os amigos, a fama de inconstante. Nos capítulos VII e VIII, o autor conta-nos a origem da instabilidade amorosa do herói. Tudo começara há oito anos, quando Augusto contava 13, e Carolina 7 anos de idade.  CENÁRIO : RIO DE JANEIRO - O cenário de A Moreninha é a cidade do Rio de Janeiro, embora a maioria das cenas aconteçam numa ilha. Trata-se, pois, de cenário urbano.  NÚCLEO TEMÁTICO:  Fidelidade ao amor de infância  CRÍTICA SOCIAL : CASAMENTO - O ajuste matrimonial era feito pelos pais dos jovens. A união dos filhos ganhava, pois, conotações de negócio indissolúvel, tratado com a seriedade dos adultos pensantes, conseqüência clara do amor arrebatador dos jovens; REFERÊNCIA À ESCRAVIDÃO - Embora sem grande relevo, há, em  A Moreninha , referência ao trabalho escravo e aos castigos corporais a que os negros eram submetidos.
Quincas Borba Machado de Assis MOVIMENTO LITERÁRIO :  Realismo GÊNERO LITERÁRIO :  narrativo – romance CARACTERÍSTICAS DA OBRA :  narrativa  lenta;  conversa com o leitor ;  ironia/cinismo  do narrador;  digressão;  paródia;  crítica ao Romantismo; obsessão machadiana:  ombros, braços e olhos femininos FOCO NARRATIVO:  Narrador em 3ª pessoa do singular, onisciente. ESPAÇO:   Barbacena – MG; Estação de Vassouras – onde Rubião conhece Sofia e Cristiano Palha; Rio de Janeiro (Segundo Reinado) OBS.:  -  O ambiente externo é bastante caracterizado, mas predomina a caracterização do universo interno das personagens. Nas obras de Machado há muita  referência às ruas do Rio de Janeiro, por exemplo: Rua Marquês de Abrantes, Rua Dois de Dezembro, Rua do Ouvidor, Rua da Ajuda, etc.
TEMPO:  Predomina o tempo  cronológico  (1867 a 1871). * Tem-se o início do romance no Rio de Janeiro, mais especificamente na casa de Rubião, em Botafogo, sendo este um Capitalista. Há o procedimento do  flashback : do capítulo IV até o XXVI - para explicar como Rubião passou de Professor em Barbacena-MG a Capitalista no RJ. no capítulo XLVII  - quando Rubião rememora um enforcamento.   LINGUAGEM:  Sóbria, requintada Há expressões em espanhol ( Me parece que si  – criado de Rubião- III) e em latim ( Alea jacta est  – a sorte está lançada - CX).   *A França ditava não só a moda ( vestidas à francesa  – XV), como a língua, pois era de bom gosto aprender a ler e falar francês (“para conversar, para ir às lojas,  para ler um romance ...” - LXIV) PERSONAGENS:   as personagens machadianas “não fazem nada, não têm emprego, não têm ocupações”, porque um dos primeiros cuidados do escritor é “distribuir dotes e heranças, para que seus personagens se movam sem o embaraço da condição servil”. Pedro Rubião de Alvarenga; Joaquim Borba dos Santos; o cachorro Quincas; Sofia; Cristiano Palha; Comadre Angélica; Dr. João de Souza Camacho; Dona Maria Augusta; Maria Benedita; Carlos Maria; Freitas; Dona Tonica; Major Siqueira; Doutor Falcão; D. Fernanda; Teófilo. HUMANITISMO:  Humanitas, segundo a minha doutrina, é o princípio da vida e reside em toda a parte, existe também no cão, e este pode assim receber um nome de gente, seja cristão ou muçulmano. . .  (V) * AO VENCEDOR, AS BATATAS.”  (o mais forte é que sobrevive
Recordações do escrivão Isaías Caminha Lima Barreto MOVIMENTO LITERÁRIO :  Pré-Modernismo GÊNERO LITERÁRIO :  narrativo – romance FOCO NARRATIVO:  NARRADO EM 1ª  PESSOA  –  Isaías Caminha (alter ego de Lima Barreto) conta a história da sua vida e suas impressões sobre a sociedade da época.  /  CONVERSA COM O LEITOR  (“Se os senhores algum dia quiserem encontrar um representante da grande nação brasileira, não o procurem nunca na sua residência.”) ESPAÇO:  Cidade natal de Isaías Caminha, no interior do RJ; Rio de Janeiro (capital) – *Morou no bairro Rio Comprido (XI); Caxambi – Espírito Santo OBS.:   -  Nas obras de Lima Barreto, assim como nas de Machado de Assis, há muita referência a ruas, bairros, praças (etc) do Rio de Janeiro, por exemplo: Rua do Ouvidor. O cenário principal da obra é a redação do jornal  O globo , que, na realidade, era o Correio da Manhã.
TEMPO:  linear - interrompido por alguns  flashes  do passado ou do futuro. CAPÍTULOS I AO VII –  relatam os primeiros meses de Isaías no Rio . CAPÍTULOS VIII AO XIV -  Isaías tem a sua história pessoal subtraída do romance: passa dividir a atenção do narrador com outras personagens e com episódios do jornal  O Globo . Só no término do livro, é que voltará a surgir em cena como personagem.  LINGUAGEM:  A sua rebeldia contra a estética dominante se manifesta também na questão do estilo. Despreza a retórica bacharelesca e parnasiana e  escreve com simplicidade, até com certo desleixo voluntário, querendo aproximar a escrita da linguagem coloquial .  Com um linguagem corrosiva, irônica, critica a sociedade da época.  INTERTEXTUALIDADE:   Aristóteles (VII); Napoleão III (VIII - também citado na obra  Quincas Borba ); Nietzsche (VIII); Flaubert (IX). Como em outras obras já analisadas ( A moreninha  e  Quincas Borba )  há palavras e expressões estrangeiras:  réclame  (francês - VII);  frisson  (francês - VIII);  et reliqua  (latim - IX);  square  (inglês - X). Gíria jornalística:  bonecos (retratos de personagens de acontecimentos policiais). PERSONAGENS CARICATAS:  Sem função dramática, a caricatura acaba espelhando apenas a amargura íntima e o ressentimento do escritor. Isaías Caminha; Tio Valentim; Mãe de Isaías; Tia de Isaías; Dona Ester; Coronel Belmiro; Doutor Castro; Doutor Castro; Delegado; Laje da Silva; Agostinho Marques; Leiva; Ivã Gregoróvitch; Veiga Filho; Floc;  Ricardo Loberant; Aires D’Ávila;  Leporace; Lobo; Losque; Oliveira;  Lara;  Meneses; Rolim; Raul de Gusmão.
MOVIMENTO LITERÁRIO:  Modernismo–1ª fase GÊNERO LITERÁRIO :  Rapsódia FONTES:  Koch Grunberg -  Vom Roroima zum  Orinoco  (Do Roraima ao Orenoco); Capistrano de Abreu -  Língua dos Caxinauás ; Couto Magalhães  O Selvagem   FOCO NARRATIVO :  Predomínio da 3ª pessoa, Entretanto, Mário de Andrade inova utilizando a técnica cinematográfica de cortes bruscos no discurso do narrador, interrompendo-o para dar vez à fala dos personagens, principalmente Macunaíma. No capítulo “Carta pras Icamiabas”, o foco narrativo está em 1ª pessoa (Macunaíma). ESPAÇO E TEMPO :  O  espaço  mágico, próprio da atmosfera fantástica e maravilhosa em que se desenvolve a narrativa. O  tempo  é totalmente subvertido na narrativa. O herói do presente entra em contato com figuras do passado, estabelecendo-se um curioso “diálogo com os mortos”: Macunaíma fala com João Ramalho (séc. XVI), com os holandeses (séc. XVII) e com Hércules Florence (séc. XIX).
PERSONAGENS :  Macunaíma -   é a personagem central do livro – "o herói sem  nenhum caráter". Fugindo à etimologia do nome Macunaíma: " o grande mau“; podemos afirmar que o herói é múltiplo: "encarna uma enorme variedade de personagens, ora boas, ora más, ora ingênuas; quase sempre ingênuas." Isto porque o herói reúne em si varias figuras da mitologia indígena que Mário de Andrade soube sintetizar em uma só personagem;  Maanape; Jiguê; Sofará; Iriqui; Ci; Capei; Piaimã; Vei; Ceiuci.  ASPECTOS TEMÁTICOS MARCANTES:  COMPLEXO RACIAL:  O herói índio, nasce preto retinto. Esse complexo racial da nossa formação fica claro mesmo é na passagem do poço encantado em que Mário de Andrade reúne os três tipos fundamentais da formação da raça brasileira: o índio, o negro e o branco. APATIA   –  “- Ai! que preguiça!...” LÍNGUA :  O Modernismo fez uma verdadeira revolução na língua literária, dessacralizando-a da sua feição acadêmica e clássica. Os modernistas aproximam-na do povo, incorporando a ela os modismos brasileiros e o português do jeito que o brasileiro fala. MUIRAQUITÃ  -  A muiraquitã é um amuleto que se associa à vida primitiva de Macunaíma, antes do contato com a civilização. Pode-se dizer que a muiraquitã se associa à idéia de pureza e inocência.  Com a perda do amuleto, Macunaíma vai-se civilizando e “sifilizando":  contrai as doenças da civilização, conforme constata e registra na sua carta as icamiabas. PIAIMÃ  -  O gigante Piaimã;, por outro lado, representa bem o elemento estrangeiro, civilizado e superior, que vai dominando a pobre nação, subdesenvolvida e fraca. Somente com muita artimanha, o herói consegue enganá-lo e vencê-lo, na ficção de Mário de Andrade.
MOVIMENTO LITERÁRIO : Modernismo – 2ª fase GÊNERO LITERÁRIO : Narrativo – romance FOCO NARRATIVO :  1ª pessoa   em que um "eu  protagonista" procura recompor a sua existência, recapitulando-a para si e para os seus leitores. ESPAÇO :  A fazenda  é o espaço privilegiado da ação. Como câmera de cinema, o olhar do narrador se aproxima ou se afasta do alvo de sua mira, compondo o panorama geral que engloba a casa-grande, as plantações, o algodoal, as casas dos colonos, etc.; a  casa do juiz  (Dr. Magalhães),  em cujo sarau pela 1ª vez Paulo Honório vê  Madalena; andanças de Paulo Honório de  Viçosa a Maceió  (de  trem  ou  automóvel) . TEMPO :A narrativa apresenta 36 capítulos  curtos. Nos dois primeiros,  Paulo Honório registra,  no passado próximo , as suas  dificuldades para escrever o relato. Nos capítulos seguintes, o narrador mergulha no passado mais distante , obedecendo à ordem cronológica da infância à vida adulta. Esta ordem linear só é quebrada no capítulo 19, quando o dono da São Bernardo, usando o tempo presente , sente-se melancolicamente acossado pelos fantasmas de um mundo que já acabou.
LINGUAGEM :  frases curtas, objetivas, quase brutas, despidas de metáforas e com escassa adjetivação. Nessa opção por um estilo despojado, revela-se - em Graciliano Ramos - a busca da simplicidade expressiva, marca registrada da geração modernista de 22 e que os romancistas de 30 vão levar adiante em suas obras . OBS.:   Por outro lado,  há um desnível brutal entre o refinamento técnico da narração e os medíocres dotes culturais e artísticos de Paulo Honório .  PERSONAGENS: Paulo Honório : exerce um duplo papel no romance. Há o fazendeiro ambicioso que constrói a mais importante propriedade rural da região e há o escritor que tenta entender as razões de seu fracasso existencial. Para o senhor de São Bernardo, as pessoas valem enquanto objetos na sua escalada. Quase tudo se transforma em mercadoria A sua maior contradição é ser um capitalista com traços de senhor feudal.  Madalena : antagonista do esposo. Professora, instruída, dotada de qualidades intelectuais, sobretudo o domínio da linguagem, causa admiração e inveja ao rústico marido.  Madalena não é isenta de contradições. Ao receber a proposta de casamento de Paulo Honório, que não ama, pensa em termos de negócio: " O seu oferecimento é vantajoso para mim... muito vantajoso. " Aliás, o fazendeiro responde à altura: " Se chegarmos a acordo, quem faz um negócio supimpa sou eu. " Fica bem claro que o casamento entre ambos é um encontro de interesses. Luís Padilha; Seu Ribeiro; D. Glória; Casimiro Lopes; Padre Silvestre; João Nogueira; Azevedo Gondim.
MOVIMENTO LITERÁRIO:  Modernismo-3ª fase GÊNERO LITERÁRIO:  narrativo – conto ESPAÇO:   A maioria das estórias se passa em ambiente rural não especificado, em sítios e fazendas; algumas tem como cenário pequenos lugarejos, arraiais ou vilas. FAMIGERADO   (Fama: boa ou má) Foco Narrativo : 1ª pessoa (médico) Espaço : um arraial (uma farmácia) Personagens : o narrador; Damázio, dos Siqueiras; 2 cavaleiros Metalinguagem:  “Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: famisgerado... faz-me-gerado... falmisgerado... familhas-gerado...?” Tema :  violência, medo SORÔCO, SUA MÃE, SUA FILHA Foco Narrativo :  3ª pessoa Espaço : Estação Ferroviária (Expresso Rio) Tempo : Às 12:45 chega o trem do sertão Personagens :  Sorôco, sua mãe, sua filha Tema : loucura, solidariedade
OS IRMÃOS DAGOBÉ   Foco Narrativo:  1ª pessoa (alguém do arraial, presente no velório e no enterro, que registra suas impressões sobre os irmãos Dagobé e possíveis acontecimentos futuros)  Tempo e espaço : não há marcação (velório e o enterro)  Personagens:   Damastor (morto); Derval (caçula); Dismundo; Doricão; Liojorge.  Linguagem:   aliterações : repetição da letra D nos nomes dos irmãos Dagobé;  frases incompletas : “Aquilo era quando as onças.”;  Aglutinação de palavras : “perguntidade”. Tema :  violência A TERCEIRA MARGEM DO RIO  Foco Narrativo:  1ª pessoa (filho)   Tempo:   “Semanas, e meses, e os anos”. Não há como sabermos o tempo exato de duração da narrativa, mas temos a informação que o pai envelhecera, a irmã casou-se e teve um filho e o narrador ficou com cabelos brancos.  Intertextualidade Bíblica:  Noé Personagens:  Narrador-personagem:  filho ;  pai  (“virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia”; mãe; irmã; irmão; tio (irmão da mãe); mestre; Padre; dois soldados; jornalistas  Tema:  loucura FATALIDADE  ( western  brasileiro)   Foco Narrativo:   Meu Amigo -  é como o narrador se refere ao delegado  Intertextualidade Bíblica:  “Não estamos debaixo da lei, mas da graça”  Personagens:  Meu amigo  (sábio, pensador, professor, ex-sargento da cavalaria, delegado de polícia); homenzinho (José de Tal, conhecido como Zé Centeralfe); Herculinão Socó Tema :  violência
Laços de Família Clarice Lispector MOVIMENTO LITERÁRIO:  Modernismo - 3ª fase GÊNERO LITERÁRIO:  Narrativo – contos CARACTERÍSTICAS DA OBRA (ESTILO) Narrativa interiorizada, centrada num momento de vivencia interior da personagem (ou narrador):  sondagem do fluxo da consciência e o monólogo interior (introspecção psicológica)  Análise da existência  Epifania: Mascaradas pela rotina do dia-a-dia, suas personagens sempre têm, como observou o poeta Affonso Romano, um momento de “epifania”, “quando acontece um evento ou incidente que ilumina a vida da personagem”.  A obra de Clarice Lispector é povoada de “bichos”: galinha, búfalo, etc. Essa presença revela bem a sua busca do “coração selvagem”, irracional, que configura um mundo de harmonia, sem a complicação do mundo dos homens.
FOCO NARRATIVO:  Apenas o conto “O jantar” é narrado em 1ª pessoa ESPAÇO:  Contos praticamente sem ação externa TEMPO:  Psicológico LINGUAGEM:   Caracteriza-se, freqüentemente, pela “liricidade”. Revela-o não só pela marca pessoal que imprime nas suas criações literárias, como pela riqueza metafórica. Suas metáforas, expressivas e poéticas, primam pela originalidade. PERSONAGENS:  Quase todas as personagens dos contos são femininas; excetuam apenas “O jantar” e “O crime do professor de Matemática”, onde a personagem central é masculina. Sem dúvida, isso tem um sentido na obra: a rotina é o principal tema dos contos de Clarice, e ninguém mais do que a mulher é vitima do dia-a-dia da existência.
MOVIMENTO LITERÁRIO:  Literatura Contemporânea GÊNERO LITERÁRIO:  Narrativo – contos CARACTERÍSTICAS GERAIS DA OBRA:  - Foco Narrativo:   Apenas os contos “O vampiro de Curitiba” e “O herói perdido” são escritos em 1ª pessoa Espaço:  Alguns contos têm como cenário a cidade de Curitiba. No conto “Visita à professora”, o espaço mencionado é São Paulo. O narrador menciona lojas, ruas, igrejas, botequim. Tempo:  Não há  flashbacks ; Nelsinho tem idade diferente nos contos; os contos não estão em ordem cronológica. Linguagem:  linguagem coloquial, com termos vulgares (“grande cadela”); presença de diminutivos (safadinha, taradinha, casadinha); frases incompletas, mas de fácil compreensão (“Ai, eu morro só de olhar para ela, imagine então se.”); predomínio do discurso direto nos contos “Contos dos bosques de Curitiba” e, principalmente, “Arara bêbada”.
Intertextualidade Bíblica:  Conto “A noite da paixão”: “terei de beber, ó Senhor, deste cálice?”; “Que se faça tua vontade, Senhor, e não a minha”; “Está consumado”. Personagem:  Nelsinho é o protagonista de todos os contos  *sexo à flor da pele: Nelsinho só não mantém relações sexuais nos contos:  “O vampiro de Curitiba”  (sai à caça de uma mulher que aplaque seus desejos);  “O último aviso”  (Nelsinho causa intriga entre Odete, o marido Arthur e o amante Múcio);  “Arara Bêbada”  (a moça vai embora assustada): e, provavelmente, no conto “As uvas” (Ivone, casada com um homossexual, fica comparando Nelsinho a Vivi, o marido) Tema:   O Vampiro de Curitiba  nos leva ao dia-a-dia de Nelsinho, o vampiro literário personagem dos quinze contos do livro. Um curitibano que segue e assedia velhinhas, senhoras respeitáveis, virgens e prostitutas, agoniado e indeciso entre aquela que “molha o lábio com a ponta da língua para ficar mais excitante”, a viúva toda de preto com joelho “redondinho de curva mais doce que o pêssego maduro”, a “casadinha” que vai às compras e a normalista.
Boa Prova!!! Profª Keila

Uel05 Literatura

  • 1.
    Os Lusíadas CamõesMOVIMENTO LITERÁRIO : Classicismo GÊNERO LITERÁRIO : Poema épico CARACTERÍSTICAS DA OBRA : Perfeição formal (oitava rima; versos decassílabos ou medida nova); linguagem elaborada; universalismo; racionalismo. ASSUNTO DA OBRA : A viagem de Vasco da Gama às Índias. EPISÓDIOS : CANTO IV - O Velho do Restelo : um ancião aparece na praia do Restelo, advertindo os portugueses sobre os perigos provocados pela vaidade e desejo de fama. O velho representa a opinião conservadora da época que era favorável à vida segura, condenando a política ultramarina do país. CANTO V – O Gigante Adamastor: é a representação figurada do Cabo da Boa Esperança ou Cabo das Tormentas, que simboliza os perigos enfrentados, mas vencidos, pelos navegadores lusitanos no caminho para a Índia.
  • 2.
    O juiz depaz da roça Martins Pena MOVIMENTO LITERÁRIO : Romantismo GÊNERO LITERÁRIO : Dramático/ comédia ESPAÇO: Rio de Janeiro - casa de Manuel João e casa do Juiz de paz TEMPO: A peça é de 1837. O momento histórico da ação é o mesmo da Revolução Farroupilha, acontecida no Rio Grande do Sul, em 1834. TEMÁTICA: Criticar as convenções sociais, o casamento, a família, o governo e satirizar figuras como padres, juízes, políticos inescrupulosos e novos ricos. ESTRUTURA DA PEÇA: Ato único com 23 cenas (incluindo a Cena Última) PERSONAGENS: As personagens de Martins Pena são pessoas comuns em situações do dia-a-dia, como casamentos, festas, envolvidas em pequenas intrigas domésticas, etc: juiz de Paz; escrivão do Juiz de Paz; Manuel João; Maria Rosa; Aninha; José da Fonseca; lavradores.
  • 3.
    MOVIMENTO LITERÁRIO : Romantismo GÊNERO LITERÁRIO: Narrativo - romance (foi o primeiro romance do Brasil); um conto de fadas TÍTULO : O título do livro foi dado pelo próprio Augusto, em homenagem a Carolina. CARACTERÍSTICAS : Idealização da mulher; predomínio da emoção; valorização da natureza; sofrimento amoroso (coita); final feliz PERSONAGENS : Todos os personagens são estereotipados, planos, lineares, não têm complexidade, sendo caracterizados pelos detalhes físicos, exteriores: Filipe; Fabrício; Leopoldo; Joaninha (pálida); Quinquina (faces rosadas); Carolina (menina morena, com 14 anos, travessa, inconseqüente, viva, curiosa e, às vezes, engraçada); Augusto FOCO NARRATIVO : O narrador, na verdade, é Augusto, pois perdeu a aposta feita com Filipe; mas é narrado na 3ª pessoa, por um narrador onisciente. Aqui e ali, ele se intromete um pouco na história, bancando o moralista. A moreninha Joaquim Manuel de Macedo
  • 4.
    NARRADOR CONVERSA COMO LEITOR – “Agora são quatro horas da manhã; o sarau está terminado, os convidados vão retirando-se e NÓS , entrando no toilette , vamos ouvir quatro belas conhecidas nossas, que conversam com ardor e fogo.” LINGUAGEM : Simples; excesso de adjetivos ; expressões em francês – c’est trop fort! (é forte demais!) – e latinas – quantum satis (o que basta). INTERTEXTUALIDADE : O narrador cita, entre outros, Bocage, João Caetano (dramaturgo brasileiro) e Narciso. TEMPO: Linear ( TRINTA DIAS - Os eventos narrados desenrolam-se durante os trinta dias pelos quais a aposta era válida. A aposta foi feita em 20 de julho de 1844, uma segunda-feira, e termina no dia do pedido de casamento, 20 de agosto do mesmo ano. RECUO AO PASSADO – Quando a história se inicia, Augusto está no quinto ano de Medicina e conquistara, entre os amigos, a fama de inconstante. Nos capítulos VII e VIII, o autor conta-nos a origem da instabilidade amorosa do herói. Tudo começara há oito anos, quando Augusto contava 13, e Carolina 7 anos de idade. CENÁRIO : RIO DE JANEIRO - O cenário de A Moreninha é a cidade do Rio de Janeiro, embora a maioria das cenas aconteçam numa ilha. Trata-se, pois, de cenário urbano. NÚCLEO TEMÁTICO: Fidelidade ao amor de infância CRÍTICA SOCIAL : CASAMENTO - O ajuste matrimonial era feito pelos pais dos jovens. A união dos filhos ganhava, pois, conotações de negócio indissolúvel, tratado com a seriedade dos adultos pensantes, conseqüência clara do amor arrebatador dos jovens; REFERÊNCIA À ESCRAVIDÃO - Embora sem grande relevo, há, em A Moreninha , referência ao trabalho escravo e aos castigos corporais a que os negros eram submetidos.
  • 5.
    Quincas Borba Machadode Assis MOVIMENTO LITERÁRIO : Realismo GÊNERO LITERÁRIO : narrativo – romance CARACTERÍSTICAS DA OBRA : narrativa lenta; conversa com o leitor ; ironia/cinismo do narrador; digressão; paródia; crítica ao Romantismo; obsessão machadiana: ombros, braços e olhos femininos FOCO NARRATIVO: Narrador em 3ª pessoa do singular, onisciente. ESPAÇO: Barbacena – MG; Estação de Vassouras – onde Rubião conhece Sofia e Cristiano Palha; Rio de Janeiro (Segundo Reinado) OBS.: - O ambiente externo é bastante caracterizado, mas predomina a caracterização do universo interno das personagens. Nas obras de Machado há muita referência às ruas do Rio de Janeiro, por exemplo: Rua Marquês de Abrantes, Rua Dois de Dezembro, Rua do Ouvidor, Rua da Ajuda, etc.
  • 6.
    TEMPO: Predominao tempo cronológico (1867 a 1871). * Tem-se o início do romance no Rio de Janeiro, mais especificamente na casa de Rubião, em Botafogo, sendo este um Capitalista. Há o procedimento do flashback : do capítulo IV até o XXVI - para explicar como Rubião passou de Professor em Barbacena-MG a Capitalista no RJ. no capítulo XLVII - quando Rubião rememora um enforcamento.   LINGUAGEM: Sóbria, requintada Há expressões em espanhol ( Me parece que si – criado de Rubião- III) e em latim ( Alea jacta est – a sorte está lançada - CX). *A França ditava não só a moda ( vestidas à francesa – XV), como a língua, pois era de bom gosto aprender a ler e falar francês (“para conversar, para ir às lojas, para ler um romance ...” - LXIV) PERSONAGENS: as personagens machadianas “não fazem nada, não têm emprego, não têm ocupações”, porque um dos primeiros cuidados do escritor é “distribuir dotes e heranças, para que seus personagens se movam sem o embaraço da condição servil”. Pedro Rubião de Alvarenga; Joaquim Borba dos Santos; o cachorro Quincas; Sofia; Cristiano Palha; Comadre Angélica; Dr. João de Souza Camacho; Dona Maria Augusta; Maria Benedita; Carlos Maria; Freitas; Dona Tonica; Major Siqueira; Doutor Falcão; D. Fernanda; Teófilo. HUMANITISMO: Humanitas, segundo a minha doutrina, é o princípio da vida e reside em toda a parte, existe também no cão, e este pode assim receber um nome de gente, seja cristão ou muçulmano. . . (V) * AO VENCEDOR, AS BATATAS.” (o mais forte é que sobrevive
  • 7.
    Recordações do escrivãoIsaías Caminha Lima Barreto MOVIMENTO LITERÁRIO : Pré-Modernismo GÊNERO LITERÁRIO : narrativo – romance FOCO NARRATIVO: NARRADO EM 1ª PESSOA – Isaías Caminha (alter ego de Lima Barreto) conta a história da sua vida e suas impressões sobre a sociedade da época. / CONVERSA COM O LEITOR (“Se os senhores algum dia quiserem encontrar um representante da grande nação brasileira, não o procurem nunca na sua residência.”) ESPAÇO: Cidade natal de Isaías Caminha, no interior do RJ; Rio de Janeiro (capital) – *Morou no bairro Rio Comprido (XI); Caxambi – Espírito Santo OBS.: - Nas obras de Lima Barreto, assim como nas de Machado de Assis, há muita referência a ruas, bairros, praças (etc) do Rio de Janeiro, por exemplo: Rua do Ouvidor. O cenário principal da obra é a redação do jornal O globo , que, na realidade, era o Correio da Manhã.
  • 8.
    TEMPO: linear- interrompido por alguns flashes do passado ou do futuro. CAPÍTULOS I AO VII – relatam os primeiros meses de Isaías no Rio . CAPÍTULOS VIII AO XIV - Isaías tem a sua história pessoal subtraída do romance: passa dividir a atenção do narrador com outras personagens e com episódios do jornal O Globo . Só no término do livro, é que voltará a surgir em cena como personagem. LINGUAGEM: A sua rebeldia contra a estética dominante se manifesta também na questão do estilo. Despreza a retórica bacharelesca e parnasiana e escreve com simplicidade, até com certo desleixo voluntário, querendo aproximar a escrita da linguagem coloquial . Com um linguagem corrosiva, irônica, critica a sociedade da época. INTERTEXTUALIDADE: Aristóteles (VII); Napoleão III (VIII - também citado na obra Quincas Borba ); Nietzsche (VIII); Flaubert (IX). Como em outras obras já analisadas ( A moreninha e Quincas Borba ) há palavras e expressões estrangeiras: réclame (francês - VII); frisson (francês - VIII); et reliqua (latim - IX); square (inglês - X). Gíria jornalística: bonecos (retratos de personagens de acontecimentos policiais). PERSONAGENS CARICATAS: Sem função dramática, a caricatura acaba espelhando apenas a amargura íntima e o ressentimento do escritor. Isaías Caminha; Tio Valentim; Mãe de Isaías; Tia de Isaías; Dona Ester; Coronel Belmiro; Doutor Castro; Doutor Castro; Delegado; Laje da Silva; Agostinho Marques; Leiva; Ivã Gregoróvitch; Veiga Filho; Floc; Ricardo Loberant; Aires D’Ávila; Leporace; Lobo; Losque; Oliveira; Lara; Meneses; Rolim; Raul de Gusmão.
  • 9.
    MOVIMENTO LITERÁRIO: Modernismo–1ª fase GÊNERO LITERÁRIO : Rapsódia FONTES: Koch Grunberg - Vom Roroima zum Orinoco (Do Roraima ao Orenoco); Capistrano de Abreu - Língua dos Caxinauás ; Couto Magalhães O Selvagem FOCO NARRATIVO : Predomínio da 3ª pessoa, Entretanto, Mário de Andrade inova utilizando a técnica cinematográfica de cortes bruscos no discurso do narrador, interrompendo-o para dar vez à fala dos personagens, principalmente Macunaíma. No capítulo “Carta pras Icamiabas”, o foco narrativo está em 1ª pessoa (Macunaíma). ESPAÇO E TEMPO :  O espaço mágico, próprio da atmosfera fantástica e maravilhosa em que se desenvolve a narrativa. O tempo é totalmente subvertido na narrativa. O herói do presente entra em contato com figuras do passado, estabelecendo-se um curioso “diálogo com os mortos”: Macunaíma fala com João Ramalho (séc. XVI), com os holandeses (séc. XVII) e com Hércules Florence (séc. XIX).
  • 10.
    PERSONAGENS : Macunaíma - é a personagem central do livro – "o herói sem nenhum caráter". Fugindo à etimologia do nome Macunaíma: " o grande mau“; podemos afirmar que o herói é múltiplo: "encarna uma enorme variedade de personagens, ora boas, ora más, ora ingênuas; quase sempre ingênuas." Isto porque o herói reúne em si varias figuras da mitologia indígena que Mário de Andrade soube sintetizar em uma só personagem; Maanape; Jiguê; Sofará; Iriqui; Ci; Capei; Piaimã; Vei; Ceiuci. ASPECTOS TEMÁTICOS MARCANTES: COMPLEXO RACIAL: O herói índio, nasce preto retinto. Esse complexo racial da nossa formação fica claro mesmo é na passagem do poço encantado em que Mário de Andrade reúne os três tipos fundamentais da formação da raça brasileira: o índio, o negro e o branco. APATIA – “- Ai! que preguiça!...” LÍNGUA : O Modernismo fez uma verdadeira revolução na língua literária, dessacralizando-a da sua feição acadêmica e clássica. Os modernistas aproximam-na do povo, incorporando a ela os modismos brasileiros e o português do jeito que o brasileiro fala. MUIRAQUITÃ - A muiraquitã é um amuleto que se associa à vida primitiva de Macunaíma, antes do contato com a civilização. Pode-se dizer que a muiraquitã se associa à idéia de pureza e inocência. Com a perda do amuleto, Macunaíma vai-se civilizando e “sifilizando": contrai as doenças da civilização, conforme constata e registra na sua carta as icamiabas. PIAIMÃ - O gigante Piaimã;, por outro lado, representa bem o elemento estrangeiro, civilizado e superior, que vai dominando a pobre nação, subdesenvolvida e fraca. Somente com muita artimanha, o herói consegue enganá-lo e vencê-lo, na ficção de Mário de Andrade.
  • 11.
    MOVIMENTO LITERÁRIO :Modernismo – 2ª fase GÊNERO LITERÁRIO : Narrativo – romance FOCO NARRATIVO : 1ª pessoa em que um "eu protagonista" procura recompor a sua existência, recapitulando-a para si e para os seus leitores. ESPAÇO : A fazenda é o espaço privilegiado da ação. Como câmera de cinema, o olhar do narrador se aproxima ou se afasta do alvo de sua mira, compondo o panorama geral que engloba a casa-grande, as plantações, o algodoal, as casas dos colonos, etc.; a casa do juiz (Dr. Magalhães), em cujo sarau pela 1ª vez Paulo Honório vê Madalena; andanças de Paulo Honório de Viçosa a Maceió (de trem ou automóvel) . TEMPO :A narrativa apresenta 36 capítulos curtos. Nos dois primeiros, Paulo Honório registra, no passado próximo , as suas dificuldades para escrever o relato. Nos capítulos seguintes, o narrador mergulha no passado mais distante , obedecendo à ordem cronológica da infância à vida adulta. Esta ordem linear só é quebrada no capítulo 19, quando o dono da São Bernardo, usando o tempo presente , sente-se melancolicamente acossado pelos fantasmas de um mundo que já acabou.
  • 12.
    LINGUAGEM : frases curtas, objetivas, quase brutas, despidas de metáforas e com escassa adjetivação. Nessa opção por um estilo despojado, revela-se - em Graciliano Ramos - a busca da simplicidade expressiva, marca registrada da geração modernista de 22 e que os romancistas de 30 vão levar adiante em suas obras . OBS.: Por outro lado, há um desnível brutal entre o refinamento técnico da narração e os medíocres dotes culturais e artísticos de Paulo Honório . PERSONAGENS: Paulo Honório : exerce um duplo papel no romance. Há o fazendeiro ambicioso que constrói a mais importante propriedade rural da região e há o escritor que tenta entender as razões de seu fracasso existencial. Para o senhor de São Bernardo, as pessoas valem enquanto objetos na sua escalada. Quase tudo se transforma em mercadoria A sua maior contradição é ser um capitalista com traços de senhor feudal. Madalena : antagonista do esposo. Professora, instruída, dotada de qualidades intelectuais, sobretudo o domínio da linguagem, causa admiração e inveja ao rústico marido. Madalena não é isenta de contradições. Ao receber a proposta de casamento de Paulo Honório, que não ama, pensa em termos de negócio: " O seu oferecimento é vantajoso para mim... muito vantajoso. " Aliás, o fazendeiro responde à altura: " Se chegarmos a acordo, quem faz um negócio supimpa sou eu. " Fica bem claro que o casamento entre ambos é um encontro de interesses. Luís Padilha; Seu Ribeiro; D. Glória; Casimiro Lopes; Padre Silvestre; João Nogueira; Azevedo Gondim.
  • 13.
    MOVIMENTO LITERÁRIO: Modernismo-3ª fase GÊNERO LITERÁRIO: narrativo – conto ESPAÇO:  A maioria das estórias se passa em ambiente rural não especificado, em sítios e fazendas; algumas tem como cenário pequenos lugarejos, arraiais ou vilas. FAMIGERADO (Fama: boa ou má) Foco Narrativo : 1ª pessoa (médico) Espaço : um arraial (uma farmácia) Personagens : o narrador; Damázio, dos Siqueiras; 2 cavaleiros Metalinguagem: “Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: famisgerado... faz-me-gerado... falmisgerado... familhas-gerado...?” Tema : violência, medo SORÔCO, SUA MÃE, SUA FILHA Foco Narrativo : 3ª pessoa Espaço : Estação Ferroviária (Expresso Rio) Tempo : Às 12:45 chega o trem do sertão Personagens : Sorôco, sua mãe, sua filha Tema : loucura, solidariedade
  • 14.
    OS IRMÃOS DAGOBÉ Foco Narrativo: 1ª pessoa (alguém do arraial, presente no velório e no enterro, que registra suas impressões sobre os irmãos Dagobé e possíveis acontecimentos futuros) Tempo e espaço : não há marcação (velório e o enterro) Personagens: Damastor (morto); Derval (caçula); Dismundo; Doricão; Liojorge. Linguagem: aliterações : repetição da letra D nos nomes dos irmãos Dagobé; frases incompletas : “Aquilo era quando as onças.”; Aglutinação de palavras : “perguntidade”. Tema : violência A TERCEIRA MARGEM DO RIO Foco Narrativo: 1ª pessoa (filho) Tempo: “Semanas, e meses, e os anos”. Não há como sabermos o tempo exato de duração da narrativa, mas temos a informação que o pai envelhecera, a irmã casou-se e teve um filho e o narrador ficou com cabelos brancos. Intertextualidade Bíblica: Noé Personagens: Narrador-personagem: filho ; pai (“virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia”; mãe; irmã; irmão; tio (irmão da mãe); mestre; Padre; dois soldados; jornalistas Tema: loucura FATALIDADE ( western brasileiro) Foco Narrativo: Meu Amigo - é como o narrador se refere ao delegado Intertextualidade Bíblica: “Não estamos debaixo da lei, mas da graça” Personagens: Meu amigo (sábio, pensador, professor, ex-sargento da cavalaria, delegado de polícia); homenzinho (José de Tal, conhecido como Zé Centeralfe); Herculinão Socó Tema : violência
  • 15.
    Laços de FamíliaClarice Lispector MOVIMENTO LITERÁRIO: Modernismo - 3ª fase GÊNERO LITERÁRIO: Narrativo – contos CARACTERÍSTICAS DA OBRA (ESTILO) Narrativa interiorizada, centrada num momento de vivencia interior da personagem (ou narrador): sondagem do fluxo da consciência e o monólogo interior (introspecção psicológica) Análise da existência Epifania: Mascaradas pela rotina do dia-a-dia, suas personagens sempre têm, como observou o poeta Affonso Romano, um momento de “epifania”, “quando acontece um evento ou incidente que ilumina a vida da personagem”. A obra de Clarice Lispector é povoada de “bichos”: galinha, búfalo, etc. Essa presença revela bem a sua busca do “coração selvagem”, irracional, que configura um mundo de harmonia, sem a complicação do mundo dos homens.
  • 16.
    FOCO NARRATIVO: Apenas o conto “O jantar” é narrado em 1ª pessoa ESPAÇO: Contos praticamente sem ação externa TEMPO: Psicológico LINGUAGEM: Caracteriza-se, freqüentemente, pela “liricidade”. Revela-o não só pela marca pessoal que imprime nas suas criações literárias, como pela riqueza metafórica. Suas metáforas, expressivas e poéticas, primam pela originalidade. PERSONAGENS: Quase todas as personagens dos contos são femininas; excetuam apenas “O jantar” e “O crime do professor de Matemática”, onde a personagem central é masculina. Sem dúvida, isso tem um sentido na obra: a rotina é o principal tema dos contos de Clarice, e ninguém mais do que a mulher é vitima do dia-a-dia da existência.
  • 17.
    MOVIMENTO LITERÁRIO: Literatura Contemporânea GÊNERO LITERÁRIO: Narrativo – contos CARACTERÍSTICAS GERAIS DA OBRA: - Foco Narrativo: Apenas os contos “O vampiro de Curitiba” e “O herói perdido” são escritos em 1ª pessoa Espaço: Alguns contos têm como cenário a cidade de Curitiba. No conto “Visita à professora”, o espaço mencionado é São Paulo. O narrador menciona lojas, ruas, igrejas, botequim. Tempo: Não há flashbacks ; Nelsinho tem idade diferente nos contos; os contos não estão em ordem cronológica. Linguagem: linguagem coloquial, com termos vulgares (“grande cadela”); presença de diminutivos (safadinha, taradinha, casadinha); frases incompletas, mas de fácil compreensão (“Ai, eu morro só de olhar para ela, imagine então se.”); predomínio do discurso direto nos contos “Contos dos bosques de Curitiba” e, principalmente, “Arara bêbada”.
  • 18.
    Intertextualidade Bíblica: Conto “A noite da paixão”: “terei de beber, ó Senhor, deste cálice?”; “Que se faça tua vontade, Senhor, e não a minha”; “Está consumado”. Personagem: Nelsinho é o protagonista de todos os contos *sexo à flor da pele: Nelsinho só não mantém relações sexuais nos contos: “O vampiro de Curitiba” (sai à caça de uma mulher que aplaque seus desejos); “O último aviso” (Nelsinho causa intriga entre Odete, o marido Arthur e o amante Múcio); “Arara Bêbada” (a moça vai embora assustada): e, provavelmente, no conto “As uvas” (Ivone, casada com um homossexual, fica comparando Nelsinho a Vivi, o marido) Tema: O Vampiro de Curitiba nos leva ao dia-a-dia de Nelsinho, o vampiro literário personagem dos quinze contos do livro. Um curitibano que segue e assedia velhinhas, senhoras respeitáveis, virgens e prostitutas, agoniado e indeciso entre aquela que “molha o lábio com a ponta da língua para ficar mais excitante”, a viúva toda de preto com joelho “redondinho de curva mais doce que o pêssego maduro”, a “casadinha” que vai às compras e a normalista.
  • 19.