Linguagens, Códigos e suas
Tecnologias - Português
Prosa: conto e romance.
Romance: Conto:
Narrativa mais ou menos longa. Narrativa curta .
Várias histórias paralelas. Brevidade: as ações evoluem
a partir de um único motivo.
Narrativas de ficção
Gêneros textuais: romance e conto
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Imagem:
José
de
Alencar
/
Ubirajara,
1874
/
L&PM
Editores
/
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/
resenha.asp?nitem=250026&sid=115168125148
29667403042746
Imagem: Branca de Neve / Jeroen Kransen / licence Creative
Commons Paternité – Partage des conditions initiales à l’identique 2.0
générique
Como, quando e por que surgiu o romance ?
Epopeia: Romance:
• narrativa escrita em versos;
• destinada a um público aristocrata – vasta
formação cultural;
• no século XVII, a epopeia começou a
perder lugar;
• língua mais culta.
• a princípio escrito em verso /
transformado nas narrativas em prosa;
• surgiu devido à ascensão da burguesia;
• no século XVII - variante da epopeia;
• língua muito mais simples e coloquial;
• em Portugal : primeiro romance - século
XIX (Camões, do escritor Almeida Garrett);
• no Brasil: primeiro romance (1843 )
O filho do pescador, de Teixeira e Sousa.
Romance
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Características
 narrativa complexa e longa;
 formas ou tipos mais variados;
 personagens - várias (envolvem-se numa série complexa de ações);
 cenário / espaço - variado;
 tempo (período de duração - longo);
 enredo ( vários fatos: ações contadas pouco a pouco, ao longo de várias
páginas );
 narrador ( foco narrativo: 1ª ou 3ª pessoa );
 podem ser românticos, de suspense, aventura, policial e muito mais
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Romances: nem sempre são histórias de amor
Quanto ao tipo de abordagem:
• Romance urbano: retrata e critica os costumes da sociedade.
No Brasil - introdutor: Joaquim Manoel de Macedo
( 1844) - A Moreninha (caracterização do espaço urbano )
Outros representantes :
José de Alencar: Senhora, Lucíola;
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias;
Érico Veríssimo: Clarissa, Olhai os Lírios dos Campos.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Quatro estudantes de Medicina reunidos em um quarto
num momento de ócio conversam sobre os sortilégios do amor.
Augusto se diz um homem fiel ao seu sentimento, afirmando que
não se apaixona tão facilmente por uma mulher. Convidado por
Felipe, juntamente com mais dois amigos, Fabrício e Leopoldo, a
passarem o fim de semana na casa da avó de Felipe, D. Ana,
Augusto é posto a prova. Por ele garantir aos seus colegas ser
incapaz de amar uma mulher por mais de três dias, os três
propõem um desafio: a partir daquele fim de semana, Augusto irá
se envolver sentimentalmente com uma das moças, apenas uma
por, no mínimo, quinze dias. Caso Augusto perca a aposta, terá de
escrever um livro, um romance no qual contará a história do seu
primeiro amor duradouro.
[...]
A Moreninha
( Joaquim Manoel de Macedo )
Imagem: Joaquim Manuel de
Macedo / A Moreninha, 1844 /
Editora Todolivro /
http://www.livrariacultura.com.
br/scripts/resenha/resenha.as
p?nitem=19025693&sid=1151
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LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
• Romance regionalista:
Aborda questões sociais de determinadas regiões
Por exemplo: o linguajar.
Principais representantes brasileiros:
Bernardo Guimarães (O Ermitão de Muquém)
Graciliano Ramos, (Vidas secas)
Rachel de Queiroz, (O Quinze)
José Lins do Rego, (Menino de engenho, Bangüê, Usina)
Érico Veríssimo, (Clarissa, Caminhos cruzados – retrata os pampas gaúcho)
Jorge Amado (Terras do sem-fim, conta histórias de Salvador)
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Vidas Secas
( Graciliano Ramos )
Mudança
Em meio à paisagem hostil do sertão nordestino, quatro
pessoas e uma cachorrinha se arrastam numa peregrinação silenciosa . O
menino mais velho, exausto da caminhada sem fim, deita-se no chão,
incapaz de prosseguir, o que irrita Fabiano, seu pai, que lhe dá estocadas
com a faca no intuito de fazê-lo levantar. Compadecido da situação do
pequeno, o pai toma-o nos braços e carrega-o, tornando a viagem ainda
mais modorrenta .
A cadela Baleia acompanha o grupo de humanos agora sem a
companhia do outro animal da família, um papagaio, que fora sacrificado
na véspera a fim de aplacar a fome que se abatia sobre aquelas pessoas.
Na verdade, era um papagaio estranho, que pouco falava, talvez porque
convivesse com gente que também falava pouco .
Errando por caminhos incertos, Fabiano e família encontram
uma fazenda completamente abandonada. Surge a intenção de se fixar
por ali. Baleia aparece com um preá entre os dentes, causando grande
alegria aos seus donos. [...]
Imagem: Graciliano
Ramos / Vidas Secas,
1938 / Editora
Corregidor /
http://www.livrariacultura
.com.br/scripts/resenha/
resenha.asp?nitem=221
16864&sid=1151681251
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LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
•Romance indianista: retrata os costumes indígenas.
Ocorrido principalmente no Romantismo
Algumas vezes, fazem uma idealização do índio que vira um herói.
Alguns representantes:
José de Alencar: O Guarani
Iracema - a mais bela lenda indígena em prosa
Mais modernamente, o indianismo é visível (1) nas obras:
Mário de Andrade: Macunaína
Raul Bopp: Cobra Norato
Cassiano Ricardo: Martin Cererê
(1) De maneira, para ilustrar a composição étnica brasileira.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Iracema
( José de Alencar )
Durante uma caçada, Martim se perdeu dos
companheiros pitiguaras e pôs-se a caminhar sem rumo durante
três dias.
No interior das matas pertencentes à tribo dos
tabajaras, Iracema deparou-se com Martim. Surpresa e
amedrontada, a índia feriu o branco no rosto com uma flechada.
Ele não reagiu. Arrependida, a moça correu até Martim e
ofereceu-lhe hospitalidade, quebrando com ele a flecha da paz.
[...]
Imagem: José de Alencar /
Iracema, 1865 / Editora
Todolivro /
http://www.livrariacultura.com.br
/scripts/resenha/resenha.asp?nit
em=19025690&sid=1151681251
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LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
• Romance histórico: vida e costumes de certa época e lugar da história.
Mescla fatos realmente ocorridos e fatos fictícios.
No Brasil - Reinterpretação nacionalista.
Revalorização e idealização de nosso passado.
Representantes:
José de Alencar: As Minas de Prata, A guerra dos Mascates
Bernardo Guimarães: Lendas e Romances, Histórias e Tradições da Província de Minas
Gerais Franklin Távora: O Matuto, Lourenço.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
As minas de prata
( José de Alencar )
As Minas de Prata mostra o Brasil na época, como colônia
de Portugal. Anos em que havia grande interesse europeu em
terras brasileiras para a exploração do pau-brasil, madeira que
existia com relativa abundância em largas faixas da costa brasileira.
Nesse período, o Brasil vivia sob constantes ameaças holandesas,
espanholas e da Companhia de Jesus. É nesse meio que estão as
minas de prata, que assim, dão origem à história de José de Alencar,
narrada em terceira pessoa.
A fortuna prometida pelas lendárias minas de prata de
Robério Dias teria o poder de decidir o destino da colônia. No
entanto, para defender o Brasil e o grande amor que sente por Inês
ou Inesita, Estácio, filho de Robério Dias, teria que resgatar o roteiro
das minas. Tal roteiro que fora deixado pelo pai de Robério Dias,
Moribeca, antes de morrer.
[...]
Imagem: José de Alencar /
As Minas de Prata, 1865 /
Editora Ática /
http://www.livrariacultura.co
m.br/scripts/resenha/resenh
a.asp?nitem=561865&sid=1
1516812514829667403042
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LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Romance histórico
Atualmente
Fusão: narrativa policial, fatos políticos e abordagem histórica.
Ex: Agosto, de Rubem Fonseca - ( acontecimentos políticos que levaram Getúlio Vargas
ao suicídio )
Olga, de Fernando Morais – (história da esposa de Luís Carlos Prestes entregue aos
alemães nazistas pelo governo de Getúlio Vargas).
Imagem:
Olga
Benario-Prestes,
1928
/
Autor
Desconhecido
/
German
Federal
Archives
/
Creative
Commons
Attribution-Share
Alike
3.0
Germany
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Capa
_d%27filme_Olga.jpg
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
• Romance psicológico: análise dos motivos íntimos das decisões e indecisões
humanas.
Na Literatura Brasileira - marco inicial:
Dom Casmurro, de Machado de Assis
Outros romances:
Perto do Coração Selvagem e Laços de Família, de Clarice Lispector;
São Bernardo, de Graciliano Ramos;
A Menina Morta, de Cornélio Pena;
Crônica da Casa Assassinada, Lúcio Cardoso;
Entre outros.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Dom Casmurro
( Machado de Assis )
Adolescente, Bentinho descobre-se apaixonado pela
menina da casa ao lado, a Capitu. Inteligente, com ideias
atrevidas, Capitu convence Bentinho a não concordar com o
projeto de sua mãe, Dona Glória, senhora viúva e rica, que queria
fazê-lo padre. Bentinho tanto encanta-se pela firmeza de Capitu
quanto fica fascinado por seus cabelos, pelos olhos de ressaca e
começa a conhecer as regras do amar.
A vida toma o rumo que desejam os apaixonados:
depois do seminário, do curso de Direito em São Paulo, casam-se.
A vida corre feliz até o dia em que brota o ciúme, de tudo e de
todos. A história de amor transforma-se numa história de suspeita
de traição.
[...] Imagem: Machado de Assis / Dom
Casmurro, 1899 / Editora L&PM
Editores /
http://www.livrariacultura.com.br/scri
pts/resenha/resenha.asp?nitem=584
69&sid=11516812514829667403042
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LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
• Romance gótico:
(reação ao racionalismo iluminista e, ao mesmo tempo,
ao aristocratismo)
Aborda toda série de horrores, mistérios terrificantes, torturas
etc.
Ex: Lira dos Vinte Anos (2) de Álvares de Azevedo (1853)
(2) Essa obra não é prosa (romance) e sim poesia.
O mais representativo autor brasileiro da literatura
gótica.
Noite na Taverna (3) - coletânea de contos (1855),
publicados após sua morte
(3) Em termos de subgênero, essa obra é organizada em contos
Imagem: Álvares de Azevedo / Lira
dos Vinte Anos, 1853 / Editora L&PM
Editores /
http://www.livrariacultura.com.br/scri
pts/resenha/resenha.asp?nitem=168
679&sid=1151681251482966740304
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LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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Quanto à época ou escola literária:
• Romance romântico:
Destaca ideais cavalheirescos.
A idealização da mulher.
O heroísmo ( dignidade e amor à pátria nas personagens masculinas).
Apresentam luta constante entre o bem e o mal.
Narram sempre histórias de amor com Final Feliz.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Romance romântico
Abrange outras temáticas como:
 romance urbano,
 romance indianista,
 romance regionalista
Ex: Lucíola ( José de Alencar ) (4)
(4) Exemplo de romance urbano
Um dos mais polêmicos romances de José de
Alencar, Lucíola conta a história de um jovem de
família tradicional que se apaixona por uma ex-
prostituta.
Imagem:
José
de
Alencar
/
Lucíola,
1862
/
Editora
L&PM
Editores
/
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?
nitem=268669&sid=11516812514829667403042746
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
Quanto à época ou escola literária:
• Romance realista:
Temática influenciada pelo cientificismo da época.
Carregado de críticas sociais .
Traz à tona defeitos dos homens, como: o materialismo, a traição, defeitos de caráter
e personalidade explicados pelo determinismo.
Personagens: não constituem meros tipos sociais - são capazes de atitudes
inesperadas
A linguagem : correta e a narrativa lenta (pausas para minuciosas descrições)
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Memórias póstumas de Brás Cubas
( Machado de Assis )
A história começa com a sua morte retornando para
seu nascimento, o narrador toma essa atitude por
contar suas memórias após sua morte e por achar
mais apropriado. “Algum tempo hesitei se devia abrir
estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se
poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a
minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo
nascimento, duas considerações me levaram a adotar
diferente método: a primeira é que eu não sou
propriamente um autor defunto, mas um defunto
autor, para quem a campa foi o outro berço; a
segunda é que o escrito ficaria assim, mais galante e
mais novo.”
[...]
Imagem:
Joaquim
Maria
Machado
de
Assis
(1839
–
1908)
/
Memórias
Póstumas
de
Brás
Cubas,
1881
/
Original
uploader
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Lupo
at
en.wikipedia
/
Domínio
Público
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
Quanto à época ou escola literária:
• Romance naturalista:
Em muitos casos não se separa das narrativas realistas.
Tem basicamente as mesmas características.
Produzidos no mesmo período.
Diferença básica entre as duas tendências:
A análise social - feita a partir de personagens marginalizadas.
Romances realistas: trazem
personagens com características
comuns à natureza humana
Romances naturalistas: tendem aos
aspectos patológicos, dando margem
a características animalescas
Imagem:
Aluísio
Azevedo
/
O
Cortiço,
1890
/
Eucleia
Editora
/
Disponibilizado
por:
Acampado
/
Domínio
Público
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Tipos
Quanto à época ou escola literária:
• Romance modernista:
Caráter revolucionário - protesto a qualquer tipo de convenção social.
Várias tendências - às vezes até individuais.
Não se pode destacar muitas características em comum entre as obras.
Apresentam forte crítica social - novas abordagens - visões do mundo.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Histórico
Nos primórdios: a primeira fase ( oral ) - impossível
precisar o seu início ( tempo em que não existia a escrita).
No século XIV - afirma-se como uma categoria estética
( depois de passar da oralidade para a escrita ).
Atribui-se ao escritor norte americano Edgar Allan Poe a
determinação da forma desse tipo de texto.
No século XIX –O conto brasileiro atinge seu ponto mais alto com Machado de Assis.
Obras de análise psicológica e social: “O enfermeiro”, “A cartomante”,
“A igreja do Diabo”, “O alienista”, “Pai contra mãe”, “A causa secreta”, “O espelho” e
“Missa do galo”, entre outros.
Conto
Imagem:
Joaquim
Maria
Machado
de
Assis
/
Academia
Brasileira
de
Letras
/
Domínio
Público
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
A Cartomante
( Machado de Assis )
Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha
a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa
sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera,
consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e
que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era.
Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..."
Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim
declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era
verdade...
— Errou! Interrompeu Camilo, rindo.
— Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua
causa. Você sabe; já lhe disse. Não ria de mim, não ria...
[...]
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Machado de Assis
Deixa outros contos publicados:
 “Contos fluminenses”
 “Histórias da meia-noite”
 “Histórias sem data”
 “Várias histórias”
 “Páginas recolhidas”
“Relíquias da casa velha”
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Características:
Principal: brevidade / unicidade estrutural.
 reduzido número de personagens, em geral planas;
trama única;
 evolução das ações – a partir de um único motivo
( de forma linear – situação inicial: ocorre o motivo )
( não linear - motivo revelado no meio do conto);
 concentração do espaço e do tempo;
 verossimilhança ( lógica interna da obra );
também apresenta um conflito;
clímax (a partir daí, não há qualquer outra ação que complique mais as
situações).
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Partes
* Introdução (ou apresentação) – situação inicial;
* Complicação (ou desenvolvimento) – desenvolve o conflito;
* Clímax – momento mais tenso da narrativa ( tudo pode acontecer);
* Desfecho (ou conclusão) – final da história ( solução para o conflito )
Pode ser de vários modos: triste, alegre, surpreendente, engraçado, e até mesmo...
trágico!!!
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Analisando o Conto: “A bela e a fera”
( Jeanne-Marie de Beaumont )
Um rico mercador tinha três filhos e três filhas. Gostava de todos eles,
naturalmente, porém sua menina dos olhos era a caçula, uma jovem bondosa, meiga e tão
bonita que todos a chamavam de Bela. Suas outras filhas, que não eram tão lindas nem na
aparência nem no caráter, morriam de inveja. Mesmo sendo arrogantes e feiosas, as irmãs
de Bela encontraram muitos moços que queriam se casar com elas. Mas achavam defeitos
em todos e declaravam que só aceitariam por marido um duque ou um conde. Bela também
tinha muitos pretendentes e os recusava, dizendo: “Fico honrada com seu pedido, mas não
posso aceitá-lo. Sou jovem demais para me casar e, além disso, não posso deixar meu pai”.
Um dia o navio do mercador desapareceu no mar, e ele perdeu tudo o que
possuía, com exceção de uma casa no campo. Então reuniu os filhos e lhes disse que teriam
que se mudar para o interior e cultivar a terra para viver. As irmãs de Bela choraram e
bateram o pé, pois não queriam abrir mão de seu luxuoso estilo de vida. A caçula aceitou de
bom grado a nova situação e acabou fazendo todo o trabalho, enquanto as outras duas só
ficavam sentadas, reclamando da vida. Um ano depois o bom velho soube que seu navio
aportara são e salvo, com a carga intacta. Foi buscar a mercadoria, mas, antes de partir,
perguntou às filhas o que gostariam que lhes desse quando voltasse. As duas mais velhas
pediram joias, vestidos e
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
bugigangas caras. Pensando que a venda da carga não daria para comprar tantas coisas,
Bela ficou em silêncio. “E você ? Não quer nada?”, o pai lhe perguntou. “Traga-me uma
rosa”, ela respondeu, docemente.
Ainda estava longe de casa quando uma tempestade de neve desabou. Tudo
ficou escuro, o vento uivava, os flocos de neve rodopiavam, e o pobre homem perdeu-se.
“Vou morrer gelado...”, pensou. Nesse momento, porém, deparou-se com o portão de um
imenso palácio. Mais animado, instigou seu cavalo a transpor o portão e foi ter ao
estábulo, onde encontrou tudo limpo e arrumado, porém não viu nenhum outro animal e
tampouco um cavalariço. Apeou-se, deu de comer à montaria e entrou no palácio. Durante
esse tempo não avistou ali uma alma viva. Mas no salão havia uma mesa posta com frango
assado e vinho. Como estava faminto, comeu até se fartar. Depois subiu, encontrou uma
cama pronta para recebê-lo e, exausto, adormeceu. No dia seguinte, acordou, vestiu uma
roupa que estava na cadeira para substituir seu traje enlameado, e desceu para o salão,
onde o desjejum o esperava. “Aqui deve morar uma fada bondosa que teve pena de mim”,
pensou. Lá fora a neve tinha derretido e o jardim estava repleto de flores. O mercador se
lembrou do pedido de Bela e saiu para colher uma rosa. Nesse momento ouviu um urro
terrível, que o fez estremecer dos pés à cabeça. Uma criatura horrenda, meio humana,
meio animal, postava-se bem atrás dele.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
“Ah!”, o monstro rugiu. “Então eu o recebo em meu palácio, dou-lhe de comer do bom e do
melhor, proporciono-lhe todo o conforto, e você em troca rouba minhas rosas, que eu
adoro? Pois vai morrer por isso!”
O coitado do velho caiu de joelhos, implorando: “Misericórdia, senhor! Perdoe-
me, perdoe-me! Peguei só uma rosa para minha filha! Ela me pediu tanto...”.
“Não me chame de ‘senhor’! Meu nome é Fera”, o dono do palácio berrou, mas
em seguida mudou de tom: “Então você tem uma filha... Pois vou deixá-lo partir, se ela
concordar em vir morrer em seu lugar. Se não, você deve voltar no prazo de três meses”.
O mercador não tinha a mínima intenção de sacrificar nenhuma de suas filhas,
porém aceitou o acordo. “Pelo menos poderei abraçá-las antes de morrer”, pensou.
Fera o liberou e ainda lhe deu um baú cheio de moedas de ouro. O pobre homem
chegou em casa com o coração pesado, reuniu as filhas e lhes contou o que havia ocorrido.
“É culpa de Bela”, exclamou a mais velha. “Se ela não tivesse pedido uma rosa, isso não teria
acontecido!”, disse a segunda.
Vou corrigir meu erro e pedir a Fera que nos perdoe!”, Bela falou.
Seu pai tentou impedi-la, mas foi inútil. Assim, todos se despediram dela, em meio
a uma grande choradeira. Até as duas irmãs conseguiram derramar umas lagrimazinhas,
com a ajuda de uma cebola.
A parte acima constitui a situação inicial (nessa situação, ocorre o motivo: o roubo da rosa )
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
No dia seguinte Bela e o pai seguiram para o palácio da monstruosa criatura e, lá
chegando, encontraram tudo preparado para recebê-los. No salão a mesa estava posta para duas
pessoas. “Acho que esse papão quer que eu engorde bastante para então me devorar”, a jovem
pensou.
Quando acabaram de comer, Fera apareceu. “Você veio porque quis?”, perguntou à
Bela. “Sim”, ela respondeu. “Então ficará no palácio, porém seu pai deve ir embora”, Fera
declarou. O mercador lhe suplicou que o deixasse ficar, mas de nada adiantou. Depois que ele
partiu, o monstro ordenou a Bela que subisse para ir ver seus aposentos.
No andar de cima ela deparou com uma porta onde leu, numa placa de ouro: “Quarto
de Bela”. Abriu a porta e constatou que tinha ali tudo o que pudesse desejar, inclusive um cravo.
“Meu anfitrião não teria tanto trabalho se quisesse me devorar”, pensou, mais aliviada.
Na noite seguinte Fera jantou com Bela e disse-lhe que podia pedir-lhe qualquer coisa.
“Seu desejo é uma ordem, e estou aqui para servi-la”, declarou, perguntando em seguida: “Você
me acha muito feio?”.
Acho...”, ela respondeu, com toda a sinceridade. “Mas também acho que é muito bondoso.”
“Decerto porque sou bobo...”, Fera comentou.
“Não diga isso! Quem tem bom coração, como você, não pode ser bobo...”
“Já que pensa assim, você se casaria comigo?”
“Não”, a jovem falou.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Depois disso todas as noites, durante o jantar, Fera repetia a mesma pergunta e Bela lhe
dava a mesma resposta. No entanto, apesar das circunstâncias, ambos conviviam em paz e
até eram felizes.
Um dia, contemplando um espelho mágico, Bela soube que seus irmãos haviam
ingressado no exército, que suas irmãs tinham se casado e que seu pai estava sozinho.
Assim, pediu a Fera que a deixasse visitá-lo.
“Voltarei daqui a uma semana”, prometeu.
“Não deixe de voltar, pois do contrário morrerei de tristeza”, Fera avisou.
Bela partiu e encontrou o pai na cama, acabrunhado e fraco. “Não há motivo
para tanta tristeza”, disse-lhe. “Fera é um anjo para mim. Veja só meu vestido... Não é
lindo? Foi ele quem me deu... entre muitas outras coisas.” Com isso, o pai começou a ficar
mais animado.
No entanto, quando as duas irmãs, que haviam se casado com moços pobres,
viram as roupas e as joias caras da caçula, quase morreram de inveja. Decidiram então
fazer alguma coisa para Fera se enfurecer com Bela e finalmente devorá-la. “Fique com a
gente só mais uma semana”, pediram-lhe, fingindo que adoravam sua companhia.
Essa parte, constitui o conflito – seguido do clímax ( abaixo )
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Bela concordou, porém na décima noite sonhou que estava no jardim do palácio e
que Fera agonizava a seus pés. Acordou, tremendo, e só então percebeu o quanto gostava
daquela criatura horrorosa. Assim, mal clareou o dia, partiu para o palácio. Entrou, ansiosa,
e não encontrou ninguém. Correu para o jardim e, exatamente como no sonho, viu Fera
estendido na grama. Atirou-se sobre ele, abraçou-o, suplicou-lhe que abrisse os olhos e lhe
banhou o rosto com suas lágrimas.
“Você chegou tarde demais”, o monstro murmurou, fitando-a tristemente. “Estou
morrendo...”
Não, por favor, não morra!”, ela implorou. “Quero me casar com você!”
Nem bem acabou de falar, o palácio se iluminou inteiro, uma música alegre se
espalhou pelo ar e Fera deu lugar a um lindo príncipe.
“Fera, onde você está?”, Bela perguntou, aflita.
“Aqui, respondeu o príncipe. “Uma bruxa malvada me transformou em Fera. O
encantamento só se romperia quando uma moça me amasse por minha bondade, não por
minha aparência ou riqueza”, explicou. “Agora a encontrei e nunca mais vou perdê-la.”
Bela e Fera casaram-se e foram felizes para sempre. Quanto às irmãs invejosas, a
bruxa que encantara o príncipe as transformou em estátuas e as colocou no portão do
palácio, para que contemplassem a felicidade de Bela sem poder fazer nada para estragá-la.
( O último parágrafo constitui o desfecho)
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Elementos organizadores da narrativa:
 narrador;
 personagem;
 ações;
 tempo;
 espaço.
Podem não estar claramente definidos
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Modalidades do conto:
 contos de terror e mistério;
 contos de fadas;
 contos maravilhosos;
 contos de aventura;
 contos policiais, etc.
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Atividade
Leia o conto e responda as questões de 1 a 4.
O vencedor: uma visão alternativa
Nos sete primeiros assaltos, Raul foi duramente castigado. Não era de espantar:
estava inteiramente fora de forma. Meses de indolência e até de devassidão tinham
produzido seus efeitos. O combativo boxeador de outrora, o homem que, para muitos,
fora estrela do pugilismo mundial, estava reduzido a um verdadeiro trapo. O público não
tinha a menor complacência com ele: sucediam-se as vaias e os palavrões.
De repente, algo aconteceu. Caído na lona, depois de ter recebido um cruzado
devastador, Raul ergueu a cabeça e viu, sentada na primeira fila, sua sobrinha Dóris, filha
do falecido Alberto. A menina fitava-o com os olhos cheios de lágrimas. Um olhar que
trespassou Raul como uma punhalada. Algo rompeu-se dentro dele. Sentiu renascer em
si a energia que fizera dele a fera do ringue. De um salto, pôs-se de pé e partiu como um
touro furioso para cima do adversário. A princípio, o público não se deu conta do que
estava acontecendo. Mas quando
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
os fãs perceberam que uma verdadeira ressurreição se tinha operado passaram a
incentivá-lo. Depois de uma saraivada de golpes certeiros e violentíssimos, o
adversário foi ao chão. O juiz procedeu à contagem regulamentar e proclamou Raul o
vencedor.
Todos aplaudiram. Todos deliravam de alegria. Menos este que conta a
história. Este que conta a história era o adversário. Este que conta a história era o que
estava caído. Este que conta a história era o derrotado. Ai, Deus.
( Moacyr Scliar)
1. Antes de iniciar a leitura de “O vencedor: uma visão alternativa”, é provável que
você tenha levantado hipóteses sobre a temática da narrativa em função do título
do conto. Em um primeiro momento, o que lhe pareceu que constituiria uma
“visão alternativa” de um vencedor?
2. O primeiro parágrafo do conto condensa muitas informações que situam o leitor
sobre a narrativa. Identifique e registre os itens a seguir.
a) Espaço.
b) Os acontecimentos relativos à vida do protagonista anteriores ao momento da
narrativa.
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c) O perfil psicológico do protagonista.
d) O conflito que conduz a ação narrativa.
3. A figura do boxeador quase nocauteado ( segundo parágrafo), observando sua
sobrinha órfã em lágrimas, é um recurso bastante utilizado principalmente em filmes.
Que efeito esse lugar-
-comum tem para o desenvolvimento da narrativa?
4. Ao chegar ao final do conto de Moacyr Scliar, é provável que o leitor se sinta surpreso
com o desfecho, mesmo sabendo que deveria esperar uma “visão alternativa” sobre o
vencedor. Qual elemento da narrativa é responsável por causar essa surpresa?
Atividades suplementares:
• Elaborar um júri simulado em defesa da Produção Textual ( sobre os gêneros: Romance
e Conto)
Obs: O mesmo deverá acontecer em cada sala ( separadamente )
Culminar com a produção de um conto ( individualmente )
• Propor um debate ( envolvendo as turmas da referida série – 2º ano )
Obs: Com inscrições prévias dos participantes
• Fazer uma exposição das melhores produções (na biblioteca )
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Romance e Conto
Referências bibliográficas:
FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO Jr., José Hamilton.
Linguagem e Interação. Vol.1. São Paulo: Editora Ática, 2011
FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO Jr., José Hamilton.
Linguagem e Interação. Vol.2. São Paulo: Editora Ática, 2011
TAKAZAKI, Heloísa Harue. Língua Portuguesa. Vol. Único. São Paulo: Editora IBEP, 2005
CAMPOS, Elizabeth; CARDOSO, Paula Marques; ANDRADE, Silvia Letícia de. Viva
Português – Vol 1. São Paulo: Editora Ática, 2005
BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português – Ser Protagonista. Vol. 1. São Paulo: Edições
SM – 1ª edição, 2010
BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português – Ser Protagonista. Vol. 2. São Paulo: Edições
SM – 1ª edição, 2010
Link:
http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=romance+d
e+machado+de+Assis – Acesso em 13/06/2012 ( slide 23)
LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
Links
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Generic license ( slide 2)
• http://www.planetanews.com/produto/L/72040/ubirajara-jose-de-alencar.html - Acesso em
13/06/2012 ( slide 2)
• http://cidadesaopaulo.olx.com.br/livro-a-moreninha-joaquim-manuel-de-macedo-iid-
144847052?invite=google-br_ - Acesso em 13/06/2012 ( slide 6)
•http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=Romance+Vidas+Secas+Graci
liano+R – Acesso em 13/06/2012 ( slide 8)
• http://www.jornaljovem.com.br/edicao6/livros04.php - Acesso em 13/06/2012 ( slide 10)
• http://www.resenhando.com/resenhas/r4704.htm - Acesso em 13/06/2012 ( slide 12 )
• http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=Olga+livro&p2=
Acesso em 13/06/2012 ( slide 13 )
•http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=Dom+Casmurro+Machado+d
e+Assis&p2=% - Acesso em 13/06/2012 ( slide 15)
•http://www.escala.com.br/grupos.asp?grupoid=58 – Acesso em 13/06/2012 ( slide 16)
• http://www.resenhando.com/resenhas/r10205.htm - Acesso em 13/06/2012 (slide 18)
• http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2012/05/10/apos-kafka-e-flaubert-tufao-vai-ler-
machado-de-assis-livros-dao-pistas-da-historia-da-novela.htm - Acesso em 13/06/2012 ( slide 20)
• http://www.sebarium.com/loja/product_info.php?products_id=1075 Acesso em 13/06/2012 ( slide
21)
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Acesso
2a José de Alencar / Ubirajara, 1874 / L&PM
Editores /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=250026&sid=115
16812514829667403042746
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re
senha.asp?nitem=250026&sid=11516812514829667
403042746
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2b Branca de Neve / Jeroen Kransen / licence
Creative Commons Paternité – Partage des
conditions initiales à l’identique 2.0
générique
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Snow_Whit
e_fairy_tale.jpg?uselang=fr
23/02/2021
6 Joaquim Manuel de Macedo / A Moreninha,
1844 / Editora Todolivro /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=19025693&sid=1
1516812514829667403042746
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re
senha.asp?nitem=19025693&sid=115168125148296
67403042746
23/02/2021
8 Graciliano Ramos / Vidas Secas, 1938 /
Editora Corregidor /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=22116864&sid=1
1516812514829667403042746
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re
senha.asp?nitem=22116864&sid=115168125148296
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Acesso
10 José de Alencar / Iracema, 1865 / Editora
Todolivro /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=19025690&sid=1
1516812514829667403042746
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senha.asp?nitem=19025690&sid=115168125148296
67403042746
23/02/2021
12 José de Alencar / As Minas de Prata, 1865 /
Editora Ática /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=561865&sid=115
16812514829667403042746
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senha.asp?nitem=561865&sid=11516812514829667
403042746
23/02/2021
13 Olga Benario-Prestes, 1928 / Autor
Desconhecido / German Federal Archives /
Creative Commons Attribution-Share Alike
3.0 Germany
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bundesarch
iv_Bild_183-P0220-303,_Olga_Benario-Prestes.jpg
23/02/2021
15 Machado de Assis / Dom Casmurro, 1899 /
Editora L&PM Editores /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=58469&sid=1151
6812514829667403042746
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re
senha.asp?nitem=58469&sid=115168125148296674
03042746
23/02/2021
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link do site onde se consegiu a informação Data do
Acesso
16 Álvares de Azevedo / Lira dos Vinte Anos,
1853 / Editora L&PM Editores /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=168679&sid=115
16812514829667403042746
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re
senha.asp?nitem=168679&sid=11516812514829667
403042746
23/02/2021
18 José de Alencar / Lucíola, 1862 / Editora
L&PM Editores /
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re
senha/resenha.asp?nitem=268669&sid=115
16812514829667403042746
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re
senha.asp?nitem=268669&sid=11516812514829667
403042746
23/02/2021
20 Joaquim Maria Machado de Assis (1839 –
1908) / Memórias Póstumas de Brás Cubas,
1881 / Original uploader
was Lupo at en.wikipedia / Domínio Público
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Memorias_
Posthumas_de_Braz_Cubas.jpg
23/02/2021
21 Aluísio Azevedo / O Cortiço, 1890 / Eucleia
Editora / Disponibilizado por: Acampado /
Domínio Público
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cortico.jpg 23/02/2021
23 Joaquim Maria Machado de Assis /
Academia Brasileira de Letras / Domínio
Público
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Machado-
450.jpg
23/02/2021

Prosa conto e romance.

  • 1.
    Linguagens, Códigos esuas Tecnologias - Português Prosa: conto e romance.
  • 2.
    Romance: Conto: Narrativa maisou menos longa. Narrativa curta . Várias histórias paralelas. Brevidade: as ações evoluem a partir de um único motivo. Narrativas de ficção Gêneros textuais: romance e conto LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto Imagem: José de Alencar / Ubirajara, 1874 / L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/ resenha.asp?nitem=250026&sid=115168125148 29667403042746 Imagem: Branca de Neve / Jeroen Kransen / licence Creative Commons Paternité – Partage des conditions initiales à l’identique 2.0 générique
  • 3.
    Como, quando epor que surgiu o romance ? Epopeia: Romance: • narrativa escrita em versos; • destinada a um público aristocrata – vasta formação cultural; • no século XVII, a epopeia começou a perder lugar; • língua mais culta. • a princípio escrito em verso / transformado nas narrativas em prosa; • surgiu devido à ascensão da burguesia; • no século XVII - variante da epopeia; • língua muito mais simples e coloquial; • em Portugal : primeiro romance - século XIX (Camões, do escritor Almeida Garrett); • no Brasil: primeiro romance (1843 ) O filho do pescador, de Teixeira e Sousa. Romance LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 4.
    Características  narrativa complexae longa;  formas ou tipos mais variados;  personagens - várias (envolvem-se numa série complexa de ações);  cenário / espaço - variado;  tempo (período de duração - longo);  enredo ( vários fatos: ações contadas pouco a pouco, ao longo de várias páginas );  narrador ( foco narrativo: 1ª ou 3ª pessoa );  podem ser românticos, de suspense, aventura, policial e muito mais LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 5.
    Romances: nem sempresão histórias de amor Quanto ao tipo de abordagem: • Romance urbano: retrata e critica os costumes da sociedade. No Brasil - introdutor: Joaquim Manoel de Macedo ( 1844) - A Moreninha (caracterização do espaço urbano ) Outros representantes : José de Alencar: Senhora, Lucíola; Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias; Érico Veríssimo: Clarissa, Olhai os Lírios dos Campos. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 6.
    Quatro estudantes deMedicina reunidos em um quarto num momento de ócio conversam sobre os sortilégios do amor. Augusto se diz um homem fiel ao seu sentimento, afirmando que não se apaixona tão facilmente por uma mulher. Convidado por Felipe, juntamente com mais dois amigos, Fabrício e Leopoldo, a passarem o fim de semana na casa da avó de Felipe, D. Ana, Augusto é posto a prova. Por ele garantir aos seus colegas ser incapaz de amar uma mulher por mais de três dias, os três propõem um desafio: a partir daquele fim de semana, Augusto irá se envolver sentimentalmente com uma das moças, apenas uma por, no mínimo, quinze dias. Caso Augusto perca a aposta, terá de escrever um livro, um romance no qual contará a história do seu primeiro amor duradouro. [...] A Moreninha ( Joaquim Manoel de Macedo ) Imagem: Joaquim Manuel de Macedo / A Moreninha, 1844 / Editora Todolivro / http://www.livrariacultura.com. br/scripts/resenha/resenha.as p?nitem=19025693&sid=1151 6812514829667403042746 LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 7.
    Tipos • Romance regionalista: Abordaquestões sociais de determinadas regiões Por exemplo: o linguajar. Principais representantes brasileiros: Bernardo Guimarães (O Ermitão de Muquém) Graciliano Ramos, (Vidas secas) Rachel de Queiroz, (O Quinze) José Lins do Rego, (Menino de engenho, Bangüê, Usina) Érico Veríssimo, (Clarissa, Caminhos cruzados – retrata os pampas gaúcho) Jorge Amado (Terras do sem-fim, conta histórias de Salvador) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 8.
    Vidas Secas ( GracilianoRamos ) Mudança Em meio à paisagem hostil do sertão nordestino, quatro pessoas e uma cachorrinha se arrastam numa peregrinação silenciosa . O menino mais velho, exausto da caminhada sem fim, deita-se no chão, incapaz de prosseguir, o que irrita Fabiano, seu pai, que lhe dá estocadas com a faca no intuito de fazê-lo levantar. Compadecido da situação do pequeno, o pai toma-o nos braços e carrega-o, tornando a viagem ainda mais modorrenta . A cadela Baleia acompanha o grupo de humanos agora sem a companhia do outro animal da família, um papagaio, que fora sacrificado na véspera a fim de aplacar a fome que se abatia sobre aquelas pessoas. Na verdade, era um papagaio estranho, que pouco falava, talvez porque convivesse com gente que também falava pouco . Errando por caminhos incertos, Fabiano e família encontram uma fazenda completamente abandonada. Surge a intenção de se fixar por ali. Baleia aparece com um preá entre os dentes, causando grande alegria aos seus donos. [...] Imagem: Graciliano Ramos / Vidas Secas, 1938 / Editora Corregidor / http://www.livrariacultura .com.br/scripts/resenha/ resenha.asp?nitem=221 16864&sid=1151681251 4829667403042746 LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 9.
    Tipos •Romance indianista: retrataos costumes indígenas. Ocorrido principalmente no Romantismo Algumas vezes, fazem uma idealização do índio que vira um herói. Alguns representantes: José de Alencar: O Guarani Iracema - a mais bela lenda indígena em prosa Mais modernamente, o indianismo é visível (1) nas obras: Mário de Andrade: Macunaína Raul Bopp: Cobra Norato Cassiano Ricardo: Martin Cererê (1) De maneira, para ilustrar a composição étnica brasileira. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 10.
    Iracema ( José deAlencar ) Durante uma caçada, Martim se perdeu dos companheiros pitiguaras e pôs-se a caminhar sem rumo durante três dias. No interior das matas pertencentes à tribo dos tabajaras, Iracema deparou-se com Martim. Surpresa e amedrontada, a índia feriu o branco no rosto com uma flechada. Ele não reagiu. Arrependida, a moça correu até Martim e ofereceu-lhe hospitalidade, quebrando com ele a flecha da paz. [...] Imagem: José de Alencar / Iracema, 1865 / Editora Todolivro / http://www.livrariacultura.com.br /scripts/resenha/resenha.asp?nit em=19025690&sid=1151681251 4829667403042746 LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 11.
    Tipos • Romance histórico:vida e costumes de certa época e lugar da história. Mescla fatos realmente ocorridos e fatos fictícios. No Brasil - Reinterpretação nacionalista. Revalorização e idealização de nosso passado. Representantes: José de Alencar: As Minas de Prata, A guerra dos Mascates Bernardo Guimarães: Lendas e Romances, Histórias e Tradições da Província de Minas Gerais Franklin Távora: O Matuto, Lourenço. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 12.
    As minas deprata ( José de Alencar ) As Minas de Prata mostra o Brasil na época, como colônia de Portugal. Anos em que havia grande interesse europeu em terras brasileiras para a exploração do pau-brasil, madeira que existia com relativa abundância em largas faixas da costa brasileira. Nesse período, o Brasil vivia sob constantes ameaças holandesas, espanholas e da Companhia de Jesus. É nesse meio que estão as minas de prata, que assim, dão origem à história de José de Alencar, narrada em terceira pessoa. A fortuna prometida pelas lendárias minas de prata de Robério Dias teria o poder de decidir o destino da colônia. No entanto, para defender o Brasil e o grande amor que sente por Inês ou Inesita, Estácio, filho de Robério Dias, teria que resgatar o roteiro das minas. Tal roteiro que fora deixado pelo pai de Robério Dias, Moribeca, antes de morrer. [...] Imagem: José de Alencar / As Minas de Prata, 1865 / Editora Ática / http://www.livrariacultura.co m.br/scripts/resenha/resenh a.asp?nitem=561865&sid=1 1516812514829667403042 746 LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 13.
    Romance histórico Atualmente Fusão: narrativapolicial, fatos políticos e abordagem histórica. Ex: Agosto, de Rubem Fonseca - ( acontecimentos políticos que levaram Getúlio Vargas ao suicídio ) Olga, de Fernando Morais – (história da esposa de Luís Carlos Prestes entregue aos alemães nazistas pelo governo de Getúlio Vargas). Imagem: Olga Benario-Prestes, 1928 / Autor Desconhecido / German Federal Archives / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Germany http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Capa _d%27filme_Olga.jpg LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 14.
    Tipos • Romance psicológico:análise dos motivos íntimos das decisões e indecisões humanas. Na Literatura Brasileira - marco inicial: Dom Casmurro, de Machado de Assis Outros romances: Perto do Coração Selvagem e Laços de Família, de Clarice Lispector; São Bernardo, de Graciliano Ramos; A Menina Morta, de Cornélio Pena; Crônica da Casa Assassinada, Lúcio Cardoso; Entre outros. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 15.
    Dom Casmurro ( Machadode Assis ) Adolescente, Bentinho descobre-se apaixonado pela menina da casa ao lado, a Capitu. Inteligente, com ideias atrevidas, Capitu convence Bentinho a não concordar com o projeto de sua mãe, Dona Glória, senhora viúva e rica, que queria fazê-lo padre. Bentinho tanto encanta-se pela firmeza de Capitu quanto fica fascinado por seus cabelos, pelos olhos de ressaca e começa a conhecer as regras do amar. A vida toma o rumo que desejam os apaixonados: depois do seminário, do curso de Direito em São Paulo, casam-se. A vida corre feliz até o dia em que brota o ciúme, de tudo e de todos. A história de amor transforma-se numa história de suspeita de traição. [...] Imagem: Machado de Assis / Dom Casmurro, 1899 / Editora L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scri pts/resenha/resenha.asp?nitem=584 69&sid=11516812514829667403042 746 LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 16.
    Tipos • Romance gótico: (reaçãoao racionalismo iluminista e, ao mesmo tempo, ao aristocratismo) Aborda toda série de horrores, mistérios terrificantes, torturas etc. Ex: Lira dos Vinte Anos (2) de Álvares de Azevedo (1853) (2) Essa obra não é prosa (romance) e sim poesia. O mais representativo autor brasileiro da literatura gótica. Noite na Taverna (3) - coletânea de contos (1855), publicados após sua morte (3) Em termos de subgênero, essa obra é organizada em contos Imagem: Álvares de Azevedo / Lira dos Vinte Anos, 1853 / Editora L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scri pts/resenha/resenha.asp?nitem=168 679&sid=1151681251482966740304 2746 LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 17.
    Tipos Quanto à épocaou escola literária: • Romance romântico: Destaca ideais cavalheirescos. A idealização da mulher. O heroísmo ( dignidade e amor à pátria nas personagens masculinas). Apresentam luta constante entre o bem e o mal. Narram sempre histórias de amor com Final Feliz. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 18.
    Romance romântico Abrange outrastemáticas como:  romance urbano,  romance indianista,  romance regionalista Ex: Lucíola ( José de Alencar ) (4) (4) Exemplo de romance urbano Um dos mais polêmicos romances de José de Alencar, Lucíola conta a história de um jovem de família tradicional que se apaixona por uma ex- prostituta. Imagem: José de Alencar / Lucíola, 1862 / Editora L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp? nitem=268669&sid=11516812514829667403042746 LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 19.
    Tipos Quanto à épocaou escola literária: • Romance realista: Temática influenciada pelo cientificismo da época. Carregado de críticas sociais . Traz à tona defeitos dos homens, como: o materialismo, a traição, defeitos de caráter e personalidade explicados pelo determinismo. Personagens: não constituem meros tipos sociais - são capazes de atitudes inesperadas A linguagem : correta e a narrativa lenta (pausas para minuciosas descrições) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 20.
    Memórias póstumas deBrás Cubas ( Machado de Assis ) A história começa com a sua morte retornando para seu nascimento, o narrador toma essa atitude por contar suas memórias após sua morte e por achar mais apropriado. “Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi o outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim, mais galante e mais novo.” [...] Imagem: Joaquim Maria Machado de Assis (1839 – 1908) / Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881 / Original uploader was Lupo at en.wikipedia / Domínio Público LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 21.
    Tipos Quanto à épocaou escola literária: • Romance naturalista: Em muitos casos não se separa das narrativas realistas. Tem basicamente as mesmas características. Produzidos no mesmo período. Diferença básica entre as duas tendências: A análise social - feita a partir de personagens marginalizadas. Romances realistas: trazem personagens com características comuns à natureza humana Romances naturalistas: tendem aos aspectos patológicos, dando margem a características animalescas Imagem: Aluísio Azevedo / O Cortiço, 1890 / Eucleia Editora / Disponibilizado por: Acampado / Domínio Público LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 22.
    Tipos Quanto à épocaou escola literária: • Romance modernista: Caráter revolucionário - protesto a qualquer tipo de convenção social. Várias tendências - às vezes até individuais. Não se pode destacar muitas características em comum entre as obras. Apresentam forte crítica social - novas abordagens - visões do mundo. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
  • 23.
    Histórico Nos primórdios: aprimeira fase ( oral ) - impossível precisar o seu início ( tempo em que não existia a escrita). No século XIV - afirma-se como uma categoria estética ( depois de passar da oralidade para a escrita ). Atribui-se ao escritor norte americano Edgar Allan Poe a determinação da forma desse tipo de texto. No século XIX –O conto brasileiro atinge seu ponto mais alto com Machado de Assis. Obras de análise psicológica e social: “O enfermeiro”, “A cartomante”, “A igreja do Diabo”, “O alienista”, “Pai contra mãe”, “A causa secreta”, “O espelho” e “Missa do galo”, entre outros. Conto Imagem: Joaquim Maria Machado de Assis / Academia Brasileira de Letras / Domínio Público LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    A Cartomante ( Machadode Assis ) Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera, consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras. — Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..." Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade... — Errou! Interrompeu Camilo, rindo. — Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe; já lhe disse. Não ria de mim, não ria... [...] LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Machado de Assis Deixaoutros contos publicados:  “Contos fluminenses”  “Histórias da meia-noite”  “Histórias sem data”  “Várias histórias”  “Páginas recolhidas” “Relíquias da casa velha” LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Características: Principal: brevidade /unicidade estrutural.  reduzido número de personagens, em geral planas; trama única;  evolução das ações – a partir de um único motivo ( de forma linear – situação inicial: ocorre o motivo ) ( não linear - motivo revelado no meio do conto);  concentração do espaço e do tempo;  verossimilhança ( lógica interna da obra ); também apresenta um conflito; clímax (a partir daí, não há qualquer outra ação que complique mais as situações). LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Partes * Introdução (ouapresentação) – situação inicial; * Complicação (ou desenvolvimento) – desenvolve o conflito; * Clímax – momento mais tenso da narrativa ( tudo pode acontecer); * Desfecho (ou conclusão) – final da história ( solução para o conflito ) Pode ser de vários modos: triste, alegre, surpreendente, engraçado, e até mesmo... trágico!!! LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Analisando o Conto:“A bela e a fera” ( Jeanne-Marie de Beaumont ) Um rico mercador tinha três filhos e três filhas. Gostava de todos eles, naturalmente, porém sua menina dos olhos era a caçula, uma jovem bondosa, meiga e tão bonita que todos a chamavam de Bela. Suas outras filhas, que não eram tão lindas nem na aparência nem no caráter, morriam de inveja. Mesmo sendo arrogantes e feiosas, as irmãs de Bela encontraram muitos moços que queriam se casar com elas. Mas achavam defeitos em todos e declaravam que só aceitariam por marido um duque ou um conde. Bela também tinha muitos pretendentes e os recusava, dizendo: “Fico honrada com seu pedido, mas não posso aceitá-lo. Sou jovem demais para me casar e, além disso, não posso deixar meu pai”. Um dia o navio do mercador desapareceu no mar, e ele perdeu tudo o que possuía, com exceção de uma casa no campo. Então reuniu os filhos e lhes disse que teriam que se mudar para o interior e cultivar a terra para viver. As irmãs de Bela choraram e bateram o pé, pois não queriam abrir mão de seu luxuoso estilo de vida. A caçula aceitou de bom grado a nova situação e acabou fazendo todo o trabalho, enquanto as outras duas só ficavam sentadas, reclamando da vida. Um ano depois o bom velho soube que seu navio aportara são e salvo, com a carga intacta. Foi buscar a mercadoria, mas, antes de partir, perguntou às filhas o que gostariam que lhes desse quando voltasse. As duas mais velhas pediram joias, vestidos e LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    bugigangas caras. Pensandoque a venda da carga não daria para comprar tantas coisas, Bela ficou em silêncio. “E você ? Não quer nada?”, o pai lhe perguntou. “Traga-me uma rosa”, ela respondeu, docemente. Ainda estava longe de casa quando uma tempestade de neve desabou. Tudo ficou escuro, o vento uivava, os flocos de neve rodopiavam, e o pobre homem perdeu-se. “Vou morrer gelado...”, pensou. Nesse momento, porém, deparou-se com o portão de um imenso palácio. Mais animado, instigou seu cavalo a transpor o portão e foi ter ao estábulo, onde encontrou tudo limpo e arrumado, porém não viu nenhum outro animal e tampouco um cavalariço. Apeou-se, deu de comer à montaria e entrou no palácio. Durante esse tempo não avistou ali uma alma viva. Mas no salão havia uma mesa posta com frango assado e vinho. Como estava faminto, comeu até se fartar. Depois subiu, encontrou uma cama pronta para recebê-lo e, exausto, adormeceu. No dia seguinte, acordou, vestiu uma roupa que estava na cadeira para substituir seu traje enlameado, e desceu para o salão, onde o desjejum o esperava. “Aqui deve morar uma fada bondosa que teve pena de mim”, pensou. Lá fora a neve tinha derretido e o jardim estava repleto de flores. O mercador se lembrou do pedido de Bela e saiu para colher uma rosa. Nesse momento ouviu um urro terrível, que o fez estremecer dos pés à cabeça. Uma criatura horrenda, meio humana, meio animal, postava-se bem atrás dele. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    “Ah!”, o monstrorugiu. “Então eu o recebo em meu palácio, dou-lhe de comer do bom e do melhor, proporciono-lhe todo o conforto, e você em troca rouba minhas rosas, que eu adoro? Pois vai morrer por isso!” O coitado do velho caiu de joelhos, implorando: “Misericórdia, senhor! Perdoe- me, perdoe-me! Peguei só uma rosa para minha filha! Ela me pediu tanto...”. “Não me chame de ‘senhor’! Meu nome é Fera”, o dono do palácio berrou, mas em seguida mudou de tom: “Então você tem uma filha... Pois vou deixá-lo partir, se ela concordar em vir morrer em seu lugar. Se não, você deve voltar no prazo de três meses”. O mercador não tinha a mínima intenção de sacrificar nenhuma de suas filhas, porém aceitou o acordo. “Pelo menos poderei abraçá-las antes de morrer”, pensou. Fera o liberou e ainda lhe deu um baú cheio de moedas de ouro. O pobre homem chegou em casa com o coração pesado, reuniu as filhas e lhes contou o que havia ocorrido. “É culpa de Bela”, exclamou a mais velha. “Se ela não tivesse pedido uma rosa, isso não teria acontecido!”, disse a segunda. Vou corrigir meu erro e pedir a Fera que nos perdoe!”, Bela falou. Seu pai tentou impedi-la, mas foi inútil. Assim, todos se despediram dela, em meio a uma grande choradeira. Até as duas irmãs conseguiram derramar umas lagrimazinhas, com a ajuda de uma cebola. A parte acima constitui a situação inicial (nessa situação, ocorre o motivo: o roubo da rosa ) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    No dia seguinteBela e o pai seguiram para o palácio da monstruosa criatura e, lá chegando, encontraram tudo preparado para recebê-los. No salão a mesa estava posta para duas pessoas. “Acho que esse papão quer que eu engorde bastante para então me devorar”, a jovem pensou. Quando acabaram de comer, Fera apareceu. “Você veio porque quis?”, perguntou à Bela. “Sim”, ela respondeu. “Então ficará no palácio, porém seu pai deve ir embora”, Fera declarou. O mercador lhe suplicou que o deixasse ficar, mas de nada adiantou. Depois que ele partiu, o monstro ordenou a Bela que subisse para ir ver seus aposentos. No andar de cima ela deparou com uma porta onde leu, numa placa de ouro: “Quarto de Bela”. Abriu a porta e constatou que tinha ali tudo o que pudesse desejar, inclusive um cravo. “Meu anfitrião não teria tanto trabalho se quisesse me devorar”, pensou, mais aliviada. Na noite seguinte Fera jantou com Bela e disse-lhe que podia pedir-lhe qualquer coisa. “Seu desejo é uma ordem, e estou aqui para servi-la”, declarou, perguntando em seguida: “Você me acha muito feio?”. Acho...”, ela respondeu, com toda a sinceridade. “Mas também acho que é muito bondoso.” “Decerto porque sou bobo...”, Fera comentou. “Não diga isso! Quem tem bom coração, como você, não pode ser bobo...” “Já que pensa assim, você se casaria comigo?” “Não”, a jovem falou. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Depois disso todasas noites, durante o jantar, Fera repetia a mesma pergunta e Bela lhe dava a mesma resposta. No entanto, apesar das circunstâncias, ambos conviviam em paz e até eram felizes. Um dia, contemplando um espelho mágico, Bela soube que seus irmãos haviam ingressado no exército, que suas irmãs tinham se casado e que seu pai estava sozinho. Assim, pediu a Fera que a deixasse visitá-lo. “Voltarei daqui a uma semana”, prometeu. “Não deixe de voltar, pois do contrário morrerei de tristeza”, Fera avisou. Bela partiu e encontrou o pai na cama, acabrunhado e fraco. “Não há motivo para tanta tristeza”, disse-lhe. “Fera é um anjo para mim. Veja só meu vestido... Não é lindo? Foi ele quem me deu... entre muitas outras coisas.” Com isso, o pai começou a ficar mais animado. No entanto, quando as duas irmãs, que haviam se casado com moços pobres, viram as roupas e as joias caras da caçula, quase morreram de inveja. Decidiram então fazer alguma coisa para Fera se enfurecer com Bela e finalmente devorá-la. “Fique com a gente só mais uma semana”, pediram-lhe, fingindo que adoravam sua companhia. Essa parte, constitui o conflito – seguido do clímax ( abaixo ) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Bela concordou, porémna décima noite sonhou que estava no jardim do palácio e que Fera agonizava a seus pés. Acordou, tremendo, e só então percebeu o quanto gostava daquela criatura horrorosa. Assim, mal clareou o dia, partiu para o palácio. Entrou, ansiosa, e não encontrou ninguém. Correu para o jardim e, exatamente como no sonho, viu Fera estendido na grama. Atirou-se sobre ele, abraçou-o, suplicou-lhe que abrisse os olhos e lhe banhou o rosto com suas lágrimas. “Você chegou tarde demais”, o monstro murmurou, fitando-a tristemente. “Estou morrendo...” Não, por favor, não morra!”, ela implorou. “Quero me casar com você!” Nem bem acabou de falar, o palácio se iluminou inteiro, uma música alegre se espalhou pelo ar e Fera deu lugar a um lindo príncipe. “Fera, onde você está?”, Bela perguntou, aflita. “Aqui, respondeu o príncipe. “Uma bruxa malvada me transformou em Fera. O encantamento só se romperia quando uma moça me amasse por minha bondade, não por minha aparência ou riqueza”, explicou. “Agora a encontrei e nunca mais vou perdê-la.” Bela e Fera casaram-se e foram felizes para sempre. Quanto às irmãs invejosas, a bruxa que encantara o príncipe as transformou em estátuas e as colocou no portão do palácio, para que contemplassem a felicidade de Bela sem poder fazer nada para estragá-la. ( O último parágrafo constitui o desfecho) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Elementos organizadores danarrativa:  narrador;  personagem;  ações;  tempo;  espaço. Podem não estar claramente definidos LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Modalidades do conto: contos de terror e mistério;  contos de fadas;  contos maravilhosos;  contos de aventura;  contos policiais, etc. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Atividade Leia o contoe responda as questões de 1 a 4. O vencedor: uma visão alternativa Nos sete primeiros assaltos, Raul foi duramente castigado. Não era de espantar: estava inteiramente fora de forma. Meses de indolência e até de devassidão tinham produzido seus efeitos. O combativo boxeador de outrora, o homem que, para muitos, fora estrela do pugilismo mundial, estava reduzido a um verdadeiro trapo. O público não tinha a menor complacência com ele: sucediam-se as vaias e os palavrões. De repente, algo aconteceu. Caído na lona, depois de ter recebido um cruzado devastador, Raul ergueu a cabeça e viu, sentada na primeira fila, sua sobrinha Dóris, filha do falecido Alberto. A menina fitava-o com os olhos cheios de lágrimas. Um olhar que trespassou Raul como uma punhalada. Algo rompeu-se dentro dele. Sentiu renascer em si a energia que fizera dele a fera do ringue. De um salto, pôs-se de pé e partiu como um touro furioso para cima do adversário. A princípio, o público não se deu conta do que estava acontecendo. Mas quando LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    os fãs perceberamque uma verdadeira ressurreição se tinha operado passaram a incentivá-lo. Depois de uma saraivada de golpes certeiros e violentíssimos, o adversário foi ao chão. O juiz procedeu à contagem regulamentar e proclamou Raul o vencedor. Todos aplaudiram. Todos deliravam de alegria. Menos este que conta a história. Este que conta a história era o adversário. Este que conta a história era o que estava caído. Este que conta a história era o derrotado. Ai, Deus. ( Moacyr Scliar) 1. Antes de iniciar a leitura de “O vencedor: uma visão alternativa”, é provável que você tenha levantado hipóteses sobre a temática da narrativa em função do título do conto. Em um primeiro momento, o que lhe pareceu que constituiria uma “visão alternativa” de um vencedor? 2. O primeiro parágrafo do conto condensa muitas informações que situam o leitor sobre a narrativa. Identifique e registre os itens a seguir. a) Espaço. b) Os acontecimentos relativos à vida do protagonista anteriores ao momento da narrativa. LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    c) O perfilpsicológico do protagonista. d) O conflito que conduz a ação narrativa. 3. A figura do boxeador quase nocauteado ( segundo parágrafo), observando sua sobrinha órfã em lágrimas, é um recurso bastante utilizado principalmente em filmes. Que efeito esse lugar- -comum tem para o desenvolvimento da narrativa? 4. Ao chegar ao final do conto de Moacyr Scliar, é provável que o leitor se sinta surpreso com o desfecho, mesmo sabendo que deveria esperar uma “visão alternativa” sobre o vencedor. Qual elemento da narrativa é responsável por causar essa surpresa? Atividades suplementares: • Elaborar um júri simulado em defesa da Produção Textual ( sobre os gêneros: Romance e Conto) Obs: O mesmo deverá acontecer em cada sala ( separadamente ) Culminar com a produção de um conto ( individualmente ) • Propor um debate ( envolvendo as turmas da referida série – 2º ano ) Obs: Com inscrições prévias dos participantes • Fazer uma exposição das melhores produções (na biblioteca ) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Romance e Conto Referênciasbibliográficas: FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO Jr., José Hamilton. Linguagem e Interação. Vol.1. São Paulo: Editora Ática, 2011 FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO Jr., José Hamilton. Linguagem e Interação. Vol.2. São Paulo: Editora Ática, 2011 TAKAZAKI, Heloísa Harue. Língua Portuguesa. Vol. Único. São Paulo: Editora IBEP, 2005 CAMPOS, Elizabeth; CARDOSO, Paula Marques; ANDRADE, Silvia Letícia de. Viva Português – Vol 1. São Paulo: Editora Ática, 2005 BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português – Ser Protagonista. Vol. 1. São Paulo: Edições SM – 1ª edição, 2010 BARRETO, Ricardo Gonçalves. Português – Ser Protagonista. Vol. 2. São Paulo: Edições SM – 1ª edição, 2010 Link: http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=romance+d e+machado+de+Assis – Acesso em 13/06/2012 ( slide 23) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Links • http://tinyurl.com/wikimidia -Acesso em 13/06/2012 - Creative Commons Attribution-Share Alike 2.5 Generic license ( slide 2) • http://www.planetanews.com/produto/L/72040/ubirajara-jose-de-alencar.html - Acesso em 13/06/2012 ( slide 2) • http://cidadesaopaulo.olx.com.br/livro-a-moreninha-joaquim-manuel-de-macedo-iid- 144847052?invite=google-br_ - Acesso em 13/06/2012 ( slide 6) •http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=Romance+Vidas+Secas+Graci liano+R – Acesso em 13/06/2012 ( slide 8) • http://www.jornaljovem.com.br/edicao6/livros04.php - Acesso em 13/06/2012 ( slide 10) • http://www.resenhando.com/resenhas/r4704.htm - Acesso em 13/06/2012 ( slide 12 ) • http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=Olga+livro&p2= Acesso em 13/06/2012 ( slide 13 ) •http://search.mywebsearch.com/mywebsearch/AJimage.jhtml?searchfor=Dom+Casmurro+Machado+d e+Assis&p2=% - Acesso em 13/06/2012 ( slide 15) •http://www.escala.com.br/grupos.asp?grupoid=58 – Acesso em 13/06/2012 ( slide 16) • http://www.resenhando.com/resenhas/r10205.htm - Acesso em 13/06/2012 (slide 18) • http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2012/05/10/apos-kafka-e-flaubert-tufao-vai-ler- machado-de-assis-livros-dao-pistas-da-historia-da-novela.htm - Acesso em 13/06/2012 ( slide 20) • http://www.sebarium.com/loja/product_info.php?products_id=1075 Acesso em 13/06/2012 ( slide 21) LÍNGUA PORTUGUESA - Gêneros textuais: romance e conto
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    Tabela de Imagens n°do slide direito da imagem como está ao lado da foto link do site onde se consegiu a informação Data do Acesso 2a José de Alencar / Ubirajara, 1874 / L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=250026&sid=115 16812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=250026&sid=11516812514829667 403042746 23/02/2021 2b Branca de Neve / Jeroen Kransen / licence Creative Commons Paternité – Partage des conditions initiales à l’identique 2.0 générique http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Snow_Whit e_fairy_tale.jpg?uselang=fr 23/02/2021 6 Joaquim Manuel de Macedo / A Moreninha, 1844 / Editora Todolivro / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=19025693&sid=1 1516812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=19025693&sid=115168125148296 67403042746 23/02/2021 8 Graciliano Ramos / Vidas Secas, 1938 / Editora Corregidor / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=22116864&sid=1 1516812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=22116864&sid=115168125148296 67403042746 23/02/2021
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    Tabela de Imagens n°do slide direito da imagem como está ao lado da foto link do site onde se consegiu a informação Data do Acesso 10 José de Alencar / Iracema, 1865 / Editora Todolivro / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=19025690&sid=1 1516812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=19025690&sid=115168125148296 67403042746 23/02/2021 12 José de Alencar / As Minas de Prata, 1865 / Editora Ática / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=561865&sid=115 16812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=561865&sid=11516812514829667 403042746 23/02/2021 13 Olga Benario-Prestes, 1928 / Autor Desconhecido / German Federal Archives / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Germany http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bundesarch iv_Bild_183-P0220-303,_Olga_Benario-Prestes.jpg 23/02/2021 15 Machado de Assis / Dom Casmurro, 1899 / Editora L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=58469&sid=1151 6812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=58469&sid=115168125148296674 03042746 23/02/2021
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    Tabela de Imagens n°do slide direito da imagem como está ao lado da foto link do site onde se consegiu a informação Data do Acesso 16 Álvares de Azevedo / Lira dos Vinte Anos, 1853 / Editora L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=168679&sid=115 16812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=168679&sid=11516812514829667 403042746 23/02/2021 18 José de Alencar / Lucíola, 1862 / Editora L&PM Editores / http://www.livrariacultura.com.br/scripts/re senha/resenha.asp?nitem=268669&sid=115 16812514829667403042746 http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/re senha.asp?nitem=268669&sid=11516812514829667 403042746 23/02/2021 20 Joaquim Maria Machado de Assis (1839 – 1908) / Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881 / Original uploader was Lupo at en.wikipedia / Domínio Público http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Memorias_ Posthumas_de_Braz_Cubas.jpg 23/02/2021 21 Aluísio Azevedo / O Cortiço, 1890 / Eucleia Editora / Disponibilizado por: Acampado / Domínio Público http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cortico.jpg 23/02/2021 23 Joaquim Maria Machado de Assis / Academia Brasileira de Letras / Domínio Público http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Machado- 450.jpg 23/02/2021