FICHA INFORMATIVA / FORMATIVA
TEXTO EXPOSITIVO, ARGUMENTATIVO E EXPOSITIVO-ARGUMENTATIVO
I – Informa-te…
O Texto Expositivo
O texto expositivo visa, acima de tudo, informar, procurando esclarecer
alguém sobre alguma coisa, sem quaisquer juízos de valor, apreciativos e/ou
depreciativos. Possui, portanto, um carácter objectivo e utiliza uma linguagem
denotativa simples, mas rigorosa, de modo a que a informação veiculada seja suficientemente
clara e acessível ao(s) seu(s) interlocutor(es). A exposição dos assuntos divide-se em três partes
distintas:
1. introdução: apresentação do tema, objectivos e intenções do autor;
2. desenvolvimento: explicação e demonstração dos dados apresentados;
3. conclusão: síntese do que foi exposto, focando os aspectos mais importantes.
O Texto Argumentativo
Ao contrário do texto expositivo, o texto argumentativo pressupõe a
defesa de uma opinião, uma (o)posição face a algo.
O texto argumentativo tem como objectivo interferir ou
transformar o ponto de vista do receptor relativamente ao mundo que o
rodeia. Esse ponto de vista assenta num conjunto de normas ou valores.
A argumentação pode incidir sobre:
- valores de ordem técnica: útil/inútil; eficaz/ineficaz
- valores morais: bem / mal; bom / mau
- valores de ordem afectiva: agradável / desagradável
- valores modais: necessário/não necessário; possível/impossível; permitido/proibido;
certo/incerto; verdadeiro/falso
Argumentar consiste, portanto, em apresentar razões, argumentos, para se defender uma
tese.
• A sequência argumentativa
Segundo Aristóteles, a argumentação é “a arte de falar de modo a convencer”. Argumentar implica a
apresentação de razões, provas e exemplos que, através de um raciocínio lógico e coerente, levem a uma
conclusão, com o intuito de persuadir, influenciar o(s) interlocutor(es). Neste sentido, a argumentação deverá
ser convenientemente preparada, com “prudência, virtude e benevolência”.
Depois de apresentar a tese, isto é, o enunciado em que se defende ou contesta uma questão,
normalmente polémica, e para a qual se procura uma resposta, deve-se procurar e seleccionar os argumentos
e os contra-argumentos que confirmam o ponto de vista sustentado.
Por argumentos entende-se as razões que, de forma inequívoca, comprovam a tese enunciada. Entre
os tipos de argumentos mais usados encontram-se as alusões a vivências pessoais, a ideias reconhecidas e
aceites universalmente, a personalidades/instituições com autoridade inquestionável, a comportamentos e/ou
pessoas exemplares, a modelos de referência da tradição histórica e/ou religiosa, a frases
populares/provérbios que atestam a sabedoria de um povo, a acontecimentos/factos semelhantes, entre
outros.
Os contra-argumentos são as provas que procuram contrariar a tese.
1
Português – 11º ano
Os argumentos e, quando existentes, os contra-argumentos devem ser dispostos adequadamente,
obedecendo a uma sequência lógica: do mais fraco para o mais forte ou vice-versa; segundo uma ordem
cronológica, etc.; seguidos de exemplos comprovativos.
O texto argumentativo organiza-se, de uma maneira geral, nos seguintes momentos: tese, premissas,
argumentos e conclusão.
A ordem por que surgem estes momentos é variável: a tese, por exemplo, pode surgir no início ou no
final da argumentação.
As premissas por vezes não estão explicitadas.
Num dos números da revista “Pró Teste” foram testadas diferentes marcas de fritadeiras eléctricas, a fim
de orientar os consumidores para a escolha mais vantajosa.
Segue-se, com algumas adaptações, um texto da revista citada para exemplificar as diferentes fases do
texto argumentativo.
• Vejamos a tese:
A maioria das inovações que as fritadeiras apresentam não tem qualquer utilidade.
A tese é o ponto de vista, a crença à qual o argumentador deve fazer aderir o receptor.
• As premissas não estão explicitadas no texto da “Pró Teste”. Vão ser acrescentadas por nós:
Há várias marcas de fritadeiras eléctricas. As mais recentes apresentam diversas inovações.
As premissas são um conjunto de factos/pontos de vista prévios à argumentação e, em princípio, aceites
por todos. É uma espécie de plataforma de acordo anterior à argumentação.
• E, agora, os argumentos:
- A tampa anti-cheiros não é eficaz, deixando os “agradáveis” odores da fritura passearem-se pela
cozinha com toda a facilidade.
- O dispositivo de controlo da qualidade do óleo reage muito tarde. O aviso de que é necessário
substituir o óleo é feito quando este há muito que está impróprio para consumo.
- A superfície anti-derente, concebida para ser uma ajuda na limpeza, ironicamente, é difícil de
limpar.
Os argumentos são, como vimos, as razões apresentadas a favor ou contra a tese. É claro que os
argumentos tanto podem servir para confirmar a tese como para a refutar, ou seja, rejeitar.
Finalmente, surge a conclusão:
Como é óbvio, não vale a pena gastar dinheiro com estes acessórios. Tendo em conta o que foi dito
e os resultados do teste, a melhor fritadeira é a “Taurus Frit 3” […].
No texto aqui reproduzido, é ainda possível detectar uma orientação argumentativa. Quer dizer:
passagens como não é eficaz, agradáveis, muito tarde e é difícil de limpar constroem uma argumentação,
neste caso, pouco favorável às fritadeiras existentes no mercado.
É a orientação argumentativa que determina a escolha dos conectores argumentativos, palavras que
têm precisamente por função sublinhá-la.
No texto apresentado, os argumentos não se apresentam com estes articuladores. Mas nós poderíamos
perfeitamente imaginar-lhes a presença:
A maioria das inovações que as fritadeiras apresentam não tem qualquer utilidade.
Com efeito, a tampa anti-cheiros não é eficaz […]
Além disso, o dispositivo de controlo da qualidade reage muito tarde. De facto, o aviso de que é
necessário substituir o óleo […]
Finalmente, a superfície anti-aderente , concebida para ser uma ajuda na limpeza, ironicamente, é
difícil de limpar.
Para além dos conectores do discurso, a argumentação recorre ainda a uma série de outros artifícios
discursivos, como os jogos de palavras, as repetições lexicais ou as figuras de estilo.2
No que respeita à redacção do texto, os vários parágrafos surgem encadeados uns nos outros de forma
lógica, obedecendo à estrutura seguinte:
1. introdução: normalmente um parágrafo, onde se faz uma afirmação controversa e que constitui
o assunto ou tema – tese;
2. desenvolvimento: vários parágrafos, encadeados pelos conectores do discurso, onde se
enumeram os argumentos e os contra-argumentos seguidos de exemplos / citações;
3. conclusão: um parágrafo apenas, onde se retoma a tese inicial, comprovada ou contrariada,
concluindo-se, assim, o raciocínio.
O Texto Expositivo-argumentativo
Como facilmente se pode depreender pela sua classificação, o texto
expositivo-argumentativo resulta da ligação entre o texto expositivo e o texto
argumentativo. Assim sendo, este tipo de texto procura conciliar a apresentação
objectiva de uma informação com a necessidade de convencer ou influenciar
alguém relativamente à verdade de um juízo de valor, combinando a objectividade
própria do texto expositivo com a subjectividade do texto argumentativo. A publicidade,
nomeadamente, é um exemplo cabal deste tipo de texto.
(Adaptado de Gramática Prática de Português, Lisboa Editora e Português, 11º, o essencial, edições Asa)
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II – Aplica…
1. A sequência argumentativa
1.1 Os textos seleccionados pretendem defender a realização da Feira do Livro de Lisboa no
Parque Eduardo VII.
Reorganiza a informação contida nos excertos transcritos, seguindo as instruções.
3
MODELO
Texto a modificar
Os Livros em Liberdade
A minha [casa] está cheia de livros. Às vezes, dá-me vontade de libertá-los, mas receio perdê-los de
vista.
Ora, a Feira do Livro no Parque Eduardo VII permite-me uma vez por ano concretizar este desejo:
olhar os livros em liberdade sem os perder de vista, tê-los ali à mão de semear, pelo que lá volto em
peregrinação cada ano que passa. Mato dois coelhos de uma cajadada: vou ao parque, que nunca visito noutras
ocasiões e que durante o dia me surge agradável; e descubro os livros em liberdade ao encontro de tanta gente
que não entra em livrarias, não vai a bibliotecas e, quem sabe, nem sequer lê. (José Salvador[excerto com
supressões])
Exercício – Introduz alterações no excerto que leste. Procede do seguinte modo:
- reformula o primeiro parágrafo, transmitindo as mesmas ideias por palavras próprias;
- reescreve o segundo parágrafo, salientando os argumentos nele contidos.
A minha casa está cheia de livros. Às vezes apetecia-me libertá-los, mas receio nunca mais os ver.
Ora, do meu ponto de vista, realizar a Feira do Livro no Parque Eduardo VII só tem vantagens:
primeiro porque posso vê-los em liberdade sem que desapareçam; depois, porque, me permite uma visita
agradável ao parque, onde só vou nessa altura; finalmente, porque posso observar o encontro desses livros em
liberdade com pessoas que, às vezes, nem lêem.
a) Texto a modificar
A Feira no Parque
Fui à Feira do Livro de Lisboa, pela primeira vez, em 1974. Acabado de chegar do exílio suíço,
desloquei-me, numa noite quente de Primavera, à Avenida, onde então se realizava. O local era acolhedor,
mas apertado, ruidoso, atravessado de carros. Depois disso vi-a no Parque e no Terreiro do Paço. Esta
última solução foi desastrosa: o calor, a falta de sombra e de conforto, o barulho, o trânsito, tudo
desaconselhava aquele sítio. Por mais que pense, a solução do Parque Eduardo VII é de longe a melhor de
todas. Espaço, sombra, localização central na cidade, sítios para ler, namorar e repousar, levar crianças ou
idosos… (António Barreto)
Exercício – Modifica o texto que leste, imprimindo-lhe uma orientação argumentativa. Para isso:
• redige com palavras tuas um parágrafo inicial que mantenha, aproximadamente, as ideias
presentes no texto original; termina esse parágrafo por… O/o local era acolhedor, mas tinha
muitos inconvenientes.;
• inicia um segundo parágrafo por Com efeito, reformulando novamente a informação de origem;
acrescenta a solução do Terreiro do Paço, apontando novos argumentos contra;
• Não há dúvida, portanto, que…: refere as vantagens em se optar pelo Parque Eduardo VII;
• Acrescenta uma conclusão, num último parágrafo – Concluindo…
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2. O texto expositivo-argumentativo
2.1 Aponta argumentos a favor da seguinte medida:
“Sempre que possível, as pessoas devem viajar.”
Não há dúvida que, sempre que possam, as pessoas devem viajar. Com efeito, _______________
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Além disso, ______________________________________________________________________
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(In Exercícios, Gramática Prática de Português, Lisboa Editora)
A professora: Ana Paula Graça
4

Texto argumentativo

  • 1.
    FICHA INFORMATIVA /FORMATIVA TEXTO EXPOSITIVO, ARGUMENTATIVO E EXPOSITIVO-ARGUMENTATIVO I – Informa-te… O Texto Expositivo O texto expositivo visa, acima de tudo, informar, procurando esclarecer alguém sobre alguma coisa, sem quaisquer juízos de valor, apreciativos e/ou depreciativos. Possui, portanto, um carácter objectivo e utiliza uma linguagem denotativa simples, mas rigorosa, de modo a que a informação veiculada seja suficientemente clara e acessível ao(s) seu(s) interlocutor(es). A exposição dos assuntos divide-se em três partes distintas: 1. introdução: apresentação do tema, objectivos e intenções do autor; 2. desenvolvimento: explicação e demonstração dos dados apresentados; 3. conclusão: síntese do que foi exposto, focando os aspectos mais importantes. O Texto Argumentativo Ao contrário do texto expositivo, o texto argumentativo pressupõe a defesa de uma opinião, uma (o)posição face a algo. O texto argumentativo tem como objectivo interferir ou transformar o ponto de vista do receptor relativamente ao mundo que o rodeia. Esse ponto de vista assenta num conjunto de normas ou valores. A argumentação pode incidir sobre: - valores de ordem técnica: útil/inútil; eficaz/ineficaz - valores morais: bem / mal; bom / mau - valores de ordem afectiva: agradável / desagradável - valores modais: necessário/não necessário; possível/impossível; permitido/proibido; certo/incerto; verdadeiro/falso Argumentar consiste, portanto, em apresentar razões, argumentos, para se defender uma tese. • A sequência argumentativa Segundo Aristóteles, a argumentação é “a arte de falar de modo a convencer”. Argumentar implica a apresentação de razões, provas e exemplos que, através de um raciocínio lógico e coerente, levem a uma conclusão, com o intuito de persuadir, influenciar o(s) interlocutor(es). Neste sentido, a argumentação deverá ser convenientemente preparada, com “prudência, virtude e benevolência”. Depois de apresentar a tese, isto é, o enunciado em que se defende ou contesta uma questão, normalmente polémica, e para a qual se procura uma resposta, deve-se procurar e seleccionar os argumentos e os contra-argumentos que confirmam o ponto de vista sustentado. Por argumentos entende-se as razões que, de forma inequívoca, comprovam a tese enunciada. Entre os tipos de argumentos mais usados encontram-se as alusões a vivências pessoais, a ideias reconhecidas e aceites universalmente, a personalidades/instituições com autoridade inquestionável, a comportamentos e/ou pessoas exemplares, a modelos de referência da tradição histórica e/ou religiosa, a frases populares/provérbios que atestam a sabedoria de um povo, a acontecimentos/factos semelhantes, entre outros. Os contra-argumentos são as provas que procuram contrariar a tese. 1 Português – 11º ano
  • 2.
    Os argumentos e,quando existentes, os contra-argumentos devem ser dispostos adequadamente, obedecendo a uma sequência lógica: do mais fraco para o mais forte ou vice-versa; segundo uma ordem cronológica, etc.; seguidos de exemplos comprovativos. O texto argumentativo organiza-se, de uma maneira geral, nos seguintes momentos: tese, premissas, argumentos e conclusão. A ordem por que surgem estes momentos é variável: a tese, por exemplo, pode surgir no início ou no final da argumentação. As premissas por vezes não estão explicitadas. Num dos números da revista “Pró Teste” foram testadas diferentes marcas de fritadeiras eléctricas, a fim de orientar os consumidores para a escolha mais vantajosa. Segue-se, com algumas adaptações, um texto da revista citada para exemplificar as diferentes fases do texto argumentativo. • Vejamos a tese: A maioria das inovações que as fritadeiras apresentam não tem qualquer utilidade. A tese é o ponto de vista, a crença à qual o argumentador deve fazer aderir o receptor. • As premissas não estão explicitadas no texto da “Pró Teste”. Vão ser acrescentadas por nós: Há várias marcas de fritadeiras eléctricas. As mais recentes apresentam diversas inovações. As premissas são um conjunto de factos/pontos de vista prévios à argumentação e, em princípio, aceites por todos. É uma espécie de plataforma de acordo anterior à argumentação. • E, agora, os argumentos: - A tampa anti-cheiros não é eficaz, deixando os “agradáveis” odores da fritura passearem-se pela cozinha com toda a facilidade. - O dispositivo de controlo da qualidade do óleo reage muito tarde. O aviso de que é necessário substituir o óleo é feito quando este há muito que está impróprio para consumo. - A superfície anti-derente, concebida para ser uma ajuda na limpeza, ironicamente, é difícil de limpar. Os argumentos são, como vimos, as razões apresentadas a favor ou contra a tese. É claro que os argumentos tanto podem servir para confirmar a tese como para a refutar, ou seja, rejeitar. Finalmente, surge a conclusão: Como é óbvio, não vale a pena gastar dinheiro com estes acessórios. Tendo em conta o que foi dito e os resultados do teste, a melhor fritadeira é a “Taurus Frit 3” […]. No texto aqui reproduzido, é ainda possível detectar uma orientação argumentativa. Quer dizer: passagens como não é eficaz, agradáveis, muito tarde e é difícil de limpar constroem uma argumentação, neste caso, pouco favorável às fritadeiras existentes no mercado. É a orientação argumentativa que determina a escolha dos conectores argumentativos, palavras que têm precisamente por função sublinhá-la. No texto apresentado, os argumentos não se apresentam com estes articuladores. Mas nós poderíamos perfeitamente imaginar-lhes a presença: A maioria das inovações que as fritadeiras apresentam não tem qualquer utilidade. Com efeito, a tampa anti-cheiros não é eficaz […] Além disso, o dispositivo de controlo da qualidade reage muito tarde. De facto, o aviso de que é necessário substituir o óleo […] Finalmente, a superfície anti-aderente , concebida para ser uma ajuda na limpeza, ironicamente, é difícil de limpar. Para além dos conectores do discurso, a argumentação recorre ainda a uma série de outros artifícios discursivos, como os jogos de palavras, as repetições lexicais ou as figuras de estilo.2
  • 3.
    No que respeitaà redacção do texto, os vários parágrafos surgem encadeados uns nos outros de forma lógica, obedecendo à estrutura seguinte: 1. introdução: normalmente um parágrafo, onde se faz uma afirmação controversa e que constitui o assunto ou tema – tese; 2. desenvolvimento: vários parágrafos, encadeados pelos conectores do discurso, onde se enumeram os argumentos e os contra-argumentos seguidos de exemplos / citações; 3. conclusão: um parágrafo apenas, onde se retoma a tese inicial, comprovada ou contrariada, concluindo-se, assim, o raciocínio. O Texto Expositivo-argumentativo Como facilmente se pode depreender pela sua classificação, o texto expositivo-argumentativo resulta da ligação entre o texto expositivo e o texto argumentativo. Assim sendo, este tipo de texto procura conciliar a apresentação objectiva de uma informação com a necessidade de convencer ou influenciar alguém relativamente à verdade de um juízo de valor, combinando a objectividade própria do texto expositivo com a subjectividade do texto argumentativo. A publicidade, nomeadamente, é um exemplo cabal deste tipo de texto. (Adaptado de Gramática Prática de Português, Lisboa Editora e Português, 11º, o essencial, edições Asa) ------------------------------------------ II – Aplica… 1. A sequência argumentativa 1.1 Os textos seleccionados pretendem defender a realização da Feira do Livro de Lisboa no Parque Eduardo VII. Reorganiza a informação contida nos excertos transcritos, seguindo as instruções. 3 MODELO Texto a modificar Os Livros em Liberdade A minha [casa] está cheia de livros. Às vezes, dá-me vontade de libertá-los, mas receio perdê-los de vista. Ora, a Feira do Livro no Parque Eduardo VII permite-me uma vez por ano concretizar este desejo: olhar os livros em liberdade sem os perder de vista, tê-los ali à mão de semear, pelo que lá volto em peregrinação cada ano que passa. Mato dois coelhos de uma cajadada: vou ao parque, que nunca visito noutras ocasiões e que durante o dia me surge agradável; e descubro os livros em liberdade ao encontro de tanta gente que não entra em livrarias, não vai a bibliotecas e, quem sabe, nem sequer lê. (José Salvador[excerto com supressões]) Exercício – Introduz alterações no excerto que leste. Procede do seguinte modo: - reformula o primeiro parágrafo, transmitindo as mesmas ideias por palavras próprias; - reescreve o segundo parágrafo, salientando os argumentos nele contidos. A minha casa está cheia de livros. Às vezes apetecia-me libertá-los, mas receio nunca mais os ver. Ora, do meu ponto de vista, realizar a Feira do Livro no Parque Eduardo VII só tem vantagens: primeiro porque posso vê-los em liberdade sem que desapareçam; depois, porque, me permite uma visita agradável ao parque, onde só vou nessa altura; finalmente, porque posso observar o encontro desses livros em liberdade com pessoas que, às vezes, nem lêem.
  • 4.
    a) Texto amodificar A Feira no Parque Fui à Feira do Livro de Lisboa, pela primeira vez, em 1974. Acabado de chegar do exílio suíço, desloquei-me, numa noite quente de Primavera, à Avenida, onde então se realizava. O local era acolhedor, mas apertado, ruidoso, atravessado de carros. Depois disso vi-a no Parque e no Terreiro do Paço. Esta última solução foi desastrosa: o calor, a falta de sombra e de conforto, o barulho, o trânsito, tudo desaconselhava aquele sítio. Por mais que pense, a solução do Parque Eduardo VII é de longe a melhor de todas. Espaço, sombra, localização central na cidade, sítios para ler, namorar e repousar, levar crianças ou idosos… (António Barreto) Exercício – Modifica o texto que leste, imprimindo-lhe uma orientação argumentativa. Para isso: • redige com palavras tuas um parágrafo inicial que mantenha, aproximadamente, as ideias presentes no texto original; termina esse parágrafo por… O/o local era acolhedor, mas tinha muitos inconvenientes.; • inicia um segundo parágrafo por Com efeito, reformulando novamente a informação de origem; acrescenta a solução do Terreiro do Paço, apontando novos argumentos contra; • Não há dúvida, portanto, que…: refere as vantagens em se optar pelo Parque Eduardo VII; • Acrescenta uma conclusão, num último parágrafo – Concluindo… ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 2. O texto expositivo-argumentativo 2.1 Aponta argumentos a favor da seguinte medida: “Sempre que possível, as pessoas devem viajar.” Não há dúvida que, sempre que possam, as pessoas devem viajar. Com efeito, _______________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Além disso, ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ (In Exercícios, Gramática Prática de Português, Lisboa Editora) A professora: Ana Paula Graça 4