NO ME DO T UTO R | T URMA
FISIOTERAPIA NA SAÚDE DO IDOSO
» UNIDADE 1: INTRODUÇÃO À SAÚDE DO IDOSO
» TÓPICO 1: PRINCÍPIOS DA SAÚDE DO IDOSO
» TÓPICO 2: O ENVELHECIMENTO DO IDOSO E SEUS PRINCIPAIS AGRAVOS
» TÓPICO 3: A INSERÇÃO DO IDOSO NA SOCIEDADE
» TÓPICO 4: PROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO
» TÓPICO 5: O AMBIENTE DOMICILIAR DO INDIVÍDUO IDOSO
»OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Compreender os princípios da saúde do idoso;
• Diferenciar senilidade de senescência, aprendendo seus conceitos e
características;
• Analisar os principais agravos de saúde que acometem a população
idosa;
• Entender a inserção dos idosos na sociedade;
• Compreender as políticas públicas de saúde voltadas para os idosos;
• Analisar como a fisioterapia pode promover saúde para indivíduos idosos;
• Compreender o ambiente domiciliar ideal para um indivíduo idoso.
UNIDADE 1
TÓPICO 1
» PRINCÍPIOS DA
SAÚDE DO IDOSO
TEORIAS DO ENVELHECIMENTO
• Envelhecimento biológico: é um processo que inicia no nascimento e
tem seu fim na morte.
• Essa passagem de tempo, que normalmente dura anos, faz com que o
organismo sofra efeitos deletérios.
TEORIAS DO
ENVELHECIMENTO
• Em todo o contexto biológico, o envelhecimento é caracterizado pelo
acúmulo de falhas somáticas não reparadas que degeneram a
integridade celular por fatores diversos, como, por exemplo, o reparo do
DNA, turnover de proteínas e defesas por sistemas enzimáticos
antioxidantes.
• Com isso, quando há uma diminuição de um sistema fisiológico, ocorre
um processo multifatorial e de interação de mecanismos moleculares,
celulares e sistêmicos, que geram as seguintes teorias:
• 1. Teorias estocásticas
• 2. Teorias programadas
TEORIAS DO
ENVELHECIMENTO • Teorias estocásticas: deve-se identificar os agravos que levam aos
danos celulares, moleculares, progressivos e aleatórios.
• Teorias programadas: pautada na existência de um relógio biológico,
no qual há uma regulação de processos como o crescimento,
maturidade, senescência e morte.
Nomenclaturas comuns processo de envelhecimento:
SENILIDADE X SENESCÊNCIA
• Senescência: é o processo natural do envelhecimento.
Exemplo: uma leve perda auditiva (chamamos de presbiacusia) ou diminuição da acuidade
visual (presbiopia).
• Senilidade: envelhecimento que abrange alterações oriundas de afecções que podem
acometer os idosos. Um exemplo é a perda de memória decorrente da doença de Alzheimer.
MODIFICAÇÕES DECORRENTES DO ENVELHECIMENTO
• Redução de estatura, que é provocada pela diminuição dos arcos plantares dos pés, pela
desidratação dos discos intervertebrais (perda de água) e também pelo aumento da
curvatura da coluna vertebral.
• Aumento de gordura na região do abdome, perda de potássio e, com isso, perda de massa
corporal (fígado, rins, músculos etc.).
MODIFICAÇÕES DECORRENTES DO ENVELHECIMENTO
• Alterações nos sistemas ósseos, que vão gerando a perda de massa óssea e levando ao
desequilíbrio nos processos de modelagem e remodelagem dos ossos.
• No sistema muscular, podemos observar a redução do número de condrócitos, aumento no
número e na espessura de fibras colágenas, fazendo com que a cartilagem fique mais fina
e com rachaduras.
Sistema nervoso: diminuição do peso e do volume cerebral (principalmente nos lobos frontal e
temporais), gerando uma atrofia cerebral.
Sistema cardiorrespiratório: por alterações nos vasos sanguíneos, no músculo cardíaco, nas
válvulas cardíacas, na caixa torácica e no pulmão.
Sistema respiratório: as mudanças ocorrem no nariz, nas cartilagens costais e também no
pulmão.
• Sistema digestório: aumento da glicemia, atrofia das mucosas estomacais, diminuição na
digestão e na absorção de algumas vitaminas.
• Sistema urinário: há a redução do tônus muscular do assoalho pélvico.
• Sistema reprodutor: no homem há o aumento da próstata e a redução da produção de
hormônios; e nas mulheres pode ocorrer atrofia vaginal e a redução de hormônios sexuais.
MODIFICAÇÕES
NUTRICIONAIS NO
ENVELHECIMENTO
• Idoso: na maioria das vezes, não apresenta hábitos alimentares
adequados.
• Baixo peso: é o distúrbio relacionado à nutrição mais observado nos
idosos, que pode estar associado a altos índices de mortalidade,
infecções, além da alta incidência de fraturas, osteoporoses, desordens
respiratórias e alterações cardíacas.
MODIFICAÇÕES
NUTRICIONAIS NO
ENVELHECIMENTO
• Obesidade: também é um problema comum e prevalente nos idosos.
• Ocorre devido ao elevado consumo de calorias.
• Idoso obeso: pode apresentar modificações de suma importância, como
diabetes mellitus e a elevação da pressão arterial .
DOENÇAS CRÔNICAS
EM IDOSOS
As doenças crônicas impactam diretamente na mobilidade do idoso,
ocorrendo:
limitações físicas, cognitivas e funcionais, por isso requerem muitos
recursos do setor de saúde.
DOENÇAS CRÔNICAS
EM IDOSOS
• Doenças crônicas mais comuns:
diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, artrite,
depressão e osteoporose.
• Demência:
• é considerada um problema de saúde pública de nível grave, presente
em 5% dos indivíduos acima de 65 anos e em pelo menos 20% dos
indivíduos acima de 80 anos de idade.
DEPRESSÃO EM
IDOSOS • A depressão pode levar ao isolamento social e ao suicídio.
• Impacta profundamente a qualidade de vida do idoso e da sua
família.
DEPRESSÃO EM
IDOSOS
• Diagnóstico:
O idoso deverá apresentar humor deprimido e/ou perda de interesse ou
prazer por, no mínimo, duas semanas, acompanhado por:
sintomas como alteração do apetite, do sono, fadiga e perda de energia,
agitação ou retardo psicomotor, sentimento de inutilidade ou culpa,
concentração reduzida, diminuição da libido e ideação suicida ou desejo de
morte.
» MAUS HÁBITOS
PRESENTES EM
INDIVÍDUOS
IDOSOS
• O idoso tende a adotar posturas viciosas modificando a biomecânica
da marcha e acarretando na perda do equilíbrio.
• É importante destacar o efeito de medicamentos que podem provocar
sedação, hipotensão postural, tremores, relaxamento muscular e
fraqueza.
• O processo de envelhecimento, em si, compromete a habilidade do
sistema nervoso central em processos que utilizam sinais relacionados
à propriocepção, visão e sistema vestibular.
MAUS HÁBITOS
PRESENTES EM
INDIVÍDUOS
IDOSOS
Alterações posturais mais encontradas:
• aumento da cifose torácica,
• redução da lordose lombar,
• aumento do ângulo de flexão do joelho,
• deslocamento da articulação coxofemoral para trás e inclinação do
tronco para frente.
• A velocidade da marcha nos idosos está diretamente associada ao
condicionamento físico.
Há, também, associação entre alterações sensoriais (acuidade visual e
sensibilidade plantar) com as quedas, além da diminuição do tempo do apoio
unipodal, que diminui a velocidade da marcha e o comprimento do passo, a perda
do balanço normal dos braços, da rotação pélvica e do joelho.
ENVELHECIMENTO
DO IDOSO E
PRINCIPAIS AGRAVOS
• As doenças que acometem os idosos podem agravar os distúrbios
da marcha provocados pelo processo de envelhecimento, sendo que a
maior parte delas são oriundas dos sistemas neuromuscular e
vestibular, dentre as quais destacamos:
 Doença de Alzheimer.
 Demência.
 Hidrocefalia normobárica.
Normalmente, essas patologias possuem a marcha caracterizada por:
- base de suporte mais alargada,
- postura ligeiramente fletida e
- passos pequenos, o que faz com que os pés pareçam estar grudados
no chão.
IMOBILIDADE EM IDOSOS
Principais fatores determinantes para a imobilidade de idosos:
• disfunções osteomioarticulares, neuromusculares e cardiovasculares;
• tratamentos ortopédicos com utilização de gessos,
• coletes e órteses;
• repouso prolongado no leito para tratamento de doenças e permanência
contínua em determinada posição.
IMOBILIDADE EM IDOSOS
Alguns grupos musculares poderão sofrer atrofia mais rápido que outros, como é o
caso do quadríceps, dos flexores plantares e dos extensores da coluna, que
resultam em dificuldades para subir e descer escadas, ficar em pé e deambular.
Sistema tegumentar: é alterado quando falamos de imobilidade, que se caracteriza
pela diminuição da vascularização e elasticidade, favorecendo o surgimento de
úlceras de pressão, que também denominados de escaras, sendo mais comuns em
regiões sobre proeminências ósseas que sustentam o peso (sacro e calcâneo).
INFLUÊNCIAS COMPORTAMENTAIS NA FUNCIONALIDADE EM
INDIVÍDUOS IDOSOS
• As alterações comportamentais mais observadas em idosos são:
 Distúrbios de sono.
 Distúrbios de apetite.
 Isolamento social.
 Hiperatividade.
»A INSERÇÃO
DO IDOSO NA
SOCIEDADE
A maneira como os idosos se relacionam com o envelhecimento fará
com que eles desenvolvam aspectos positivos ou negativos que
podem vir a provocar doenças como a depressão e comprometer sua
capacidade cognitiva.
A diminuição das relações sociais pode ser considerada fatores de
risco para o desenvolvimento de agravos de saúde, tais como:
hipertensão arterial, obesidade e o sedentarismo.
• Fatores que mais influenciam os aspectos emocionais dos idosos:
 Privação de uma atividade ocupacional.
 Doenças físicas.
 Diminuição da força.
 Lentidão das funções relacionadas ao cognitivo.
• É importante lembrar que os idosos que exercem atividades sociais e de lazer não têm
presente a ideia de morte, ficando mais abertos às possibilidades da vida, ignorando a
depressão.
»A INSERÇÃO
DO IDOSO NA
SOCIEDADE
INSTITUCIONALIZAÇÃO NA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS
• Essas instituições atendem a duas funções bem específicas:
 Propiciar assistência geriátrica de acordo com as necessidades e o
grau de dependência do idoso.
 Criar um ambiente de aconchego que possa preservar a identidade
do indivíduo.
* INSTITUCIONALIZAÇÃO
• Serviços disponibilizados aos residentes:
• moradia,
• alimentação,
• vestuário, serviços médicos,
• além de fisioterapia e medicamentos.
* Importante: o idoso, quando em um asilo, torna-se membro de uma nova comunidade,
causando uma ruptura de seus vínculos relacionais afetivos, passando a conviver
cotidianamente com pessoas “estranhas”, com quem não possuem qualquer vínculo afetivo,
assim, a institucionalização pode se desenvolver como um fator de estresse e propiciar
inúmeras alterações psicossociais, levando o idoso a um quadro de aceleração de perdas
físico funcionais e cognitivas.
POLÍTICA NACIONAL
DO IDOSO
• Política Nacional do Idoso: anunciada em 1994 e regulamentada
em 1996, assegura direitos sociais à pessoa idosa, criando
condições para promover sua autonomia, integração e participação
efetiva na sociedade e reafirmando o direito à saúde nos diversos
níveis de atendimento do SUS (Lei nº 8.842/94 e Decreto nº
1.948/96).
POLÍTICA NACIONAL
DO IDOSO
• Essa política assume que o principal problema que pode afetar o
idoso é: a perda de sua capacidade funcional, isto é, a perda das
habilidades físicas e mentais necessárias para realização de
atividades básicas e instrumentais da vida diária.
»PROMOÇÃO DA
SAÚDE DO IDOSO
INTRODUÇÃO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS
• As políticas públicas têm avançado no tocante à oferta de serviços como
a fisioterapia domiciliar, fisioterapia preventiva e até institutos de longa
permanência com subsídios governamentais, para tornar acessível esse
tipo de tratamento à população mais carente e dependente dos serviços
públicos de saúde.
»PROMOÇÃO DA
SAÚDE DO
IDOSO
INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA - ILP
• A fisioterapia nas instituições de longa permanência já é solidificada e
está em amplo processo de expansão.
• ILPs: não apresentam a finalidade de recuperação do idoso e também
não visam incentivar sua volta ao convívio social mais amplo; são
instituições caracterizadas como tuteladoras que oferecem apenas
cuidados suficientes aos idosos em uma estrutura com poucos
espaços de lazer e para promoção de saúde.
Para que o processo de trabalho seja qualificado e atenda à necessidade de atenção
multiprofissional, a equipe deve ser composta por:
 Enfermeiros.
 Técnicos de enfermagem.
 Cuidadores.
 Médicos.
 Nutricionistas.
 Psicólogos.
 Assistentes sociais.
 Fisioterapeutas.
 Educadores físicos.
AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA
• Adaptações ambientais: adaptações de objetos e mobílias que fazem parte do cotidiano
dos residentes, de forma a facilitar a realização de atividades funcionais.
• Atividades funcionais: exercícios de mobilidade no leito. Transferências de
posicionamentos: deitado/sentado/em pé. Exercícios focados para tomar banho, usar o
vaso sanitário, vestir-se, arrumar-se e alimentar-se. Treino de marcha. Uso de
dispositivos auxiliares para locomoção.
AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA
Exercícios terapêuticos:
• para melhorar a força.
• para melhorar a flexibilidade e a resistência muscular.
• para melhorar a amplitude de movimento e o equilíbrio.
• para melhorar as habilidades motoras e cognitivas.
AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA
• Educação em saúde:
Orientar o idoso e a equipe multiprofissional a respeito de:
- posicionamentos e transferências.
- sobre o risco de acidentes domiciliares e a respeito de complicações relacionadas à
imobilidade.
AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS NAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA
• Atividades em grupo:
- realizar grupos de atividades que podem envolver: recreação, artes e trabalhos manuais.
- objetivo: melhora ou manutenção da função, motricidade e na socialização.
A fisioterapia nas ILPs tem como objetivo:
Promover ou manter a independência do idoso para a realização de tarefas básicas
de atividades de vida diária, no anseio de minimizar as consequências das alterações
fisiológicas e patológicas do envelhecimento, garantindo melhoria da mobilidade e
favorecendo qualidade de vida satisfatória, por meio de ações simples e complexas.
»O AMBIENTE
DOMICILIAR DO
INDIVÍDUO IDOSO
O fisioterapeuta pode tornar o ambiente domiciliar adequado para
indivíduos idosos.
Essa modificação pode prevenir complicações, como a internação.
»O AMBIENTE
DOMICILIAR DO
INDIVÍDUO IDOSO
A estrutura deve ser analisada:
 Tipo de piso: áspero, seco ou molhado.
 Presença ou ausência de tapetes.
 Presença ou ausência de rampas.
 Presença ou ausência de degraus.
 Qualidade da iluminação.
 Acessibilidade ao banheiro, quarto, sala, cozinha, varanda, jardim, área
de serviço, corredor, escada.
• O fisioterapeuta dentro da equipe multiprofissional de saúde da família que presta
assistência domiciliar continuada ao idoso em seu domicílio, na maioria dos
atendimentos, trabalha com os seguintes objetivos:
 Promover a melhora da força muscular.
 Promover a melhora da mobilidade articular.
 Promover a melhora da propriocepção.
 Promover a reabilitação da capacidade funcional.
 Promover maior integração social.
 Promover valorização do processo de envelhecimento individual e coletivo.
A fisioterapia atua com vistas a minimizar as perdas associadas ao processo de
envelhecimento, por meio da manutenção da capacidade física pelo maior tempo possível e
com a prevenção de complicações (como as decorrentes da imobilidade na fase avançada),
além de evitar que a dificuldade em realizar as atividades funcionais não seja acentuada ou
adiantada em decorrência dos aspectos físicos (dor musculoesquelética, imobilizações em
decorrência de quedas e alterações do equilíbrio e da marcha).
Outro papel importante do fisioterapeuta está na elaboração de orientações aos cuidadores
e familiares.
As ações da fisioterapia devem ocorrer da forma mais precoce possível e, se necessário, ela
deve fazer uso de recursos alternativos, além de sempre estimular o idoso a ser ativo na
realização dos exercícios ou fazê-los de forma passiva quando for necessário, sempre com o
objetivo de:
- recuperar funções,
- melhorar a mobilidade,
- aliviar a dor e
- prevenir agravos.
E, para finalizarmos a Unidade 1:

SLIDES_UNIDADE_1_FISIOTERAPIA_NA_SAÚDE_DO_IDOSO.pptx

  • 1.
    NO ME DOT UTO R | T URMA
  • 3.
    FISIOTERAPIA NA SAÚDEDO IDOSO » UNIDADE 1: INTRODUÇÃO À SAÚDE DO IDOSO » TÓPICO 1: PRINCÍPIOS DA SAÚDE DO IDOSO » TÓPICO 2: O ENVELHECIMENTO DO IDOSO E SEUS PRINCIPAIS AGRAVOS » TÓPICO 3: A INSERÇÃO DO IDOSO NA SOCIEDADE » TÓPICO 4: PROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO » TÓPICO 5: O AMBIENTE DOMICILIAR DO INDIVÍDUO IDOSO
  • 4.
    »OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM •Compreender os princípios da saúde do idoso; • Diferenciar senilidade de senescência, aprendendo seus conceitos e características; • Analisar os principais agravos de saúde que acometem a população idosa; • Entender a inserção dos idosos na sociedade; • Compreender as políticas públicas de saúde voltadas para os idosos; • Analisar como a fisioterapia pode promover saúde para indivíduos idosos; • Compreender o ambiente domiciliar ideal para um indivíduo idoso.
  • 5.
    UNIDADE 1 TÓPICO 1 »PRINCÍPIOS DA SAÚDE DO IDOSO TEORIAS DO ENVELHECIMENTO • Envelhecimento biológico: é um processo que inicia no nascimento e tem seu fim na morte. • Essa passagem de tempo, que normalmente dura anos, faz com que o organismo sofra efeitos deletérios.
  • 6.
    TEORIAS DO ENVELHECIMENTO • Emtodo o contexto biológico, o envelhecimento é caracterizado pelo acúmulo de falhas somáticas não reparadas que degeneram a integridade celular por fatores diversos, como, por exemplo, o reparo do DNA, turnover de proteínas e defesas por sistemas enzimáticos antioxidantes. • Com isso, quando há uma diminuição de um sistema fisiológico, ocorre um processo multifatorial e de interação de mecanismos moleculares, celulares e sistêmicos, que geram as seguintes teorias: • 1. Teorias estocásticas • 2. Teorias programadas
  • 7.
    TEORIAS DO ENVELHECIMENTO •Teorias estocásticas: deve-se identificar os agravos que levam aos danos celulares, moleculares, progressivos e aleatórios. • Teorias programadas: pautada na existência de um relógio biológico, no qual há uma regulação de processos como o crescimento, maturidade, senescência e morte.
  • 8.
    Nomenclaturas comuns processode envelhecimento: SENILIDADE X SENESCÊNCIA • Senescência: é o processo natural do envelhecimento. Exemplo: uma leve perda auditiva (chamamos de presbiacusia) ou diminuição da acuidade visual (presbiopia). • Senilidade: envelhecimento que abrange alterações oriundas de afecções que podem acometer os idosos. Um exemplo é a perda de memória decorrente da doença de Alzheimer.
  • 9.
    MODIFICAÇÕES DECORRENTES DOENVELHECIMENTO • Redução de estatura, que é provocada pela diminuição dos arcos plantares dos pés, pela desidratação dos discos intervertebrais (perda de água) e também pelo aumento da curvatura da coluna vertebral. • Aumento de gordura na região do abdome, perda de potássio e, com isso, perda de massa corporal (fígado, rins, músculos etc.).
  • 10.
    MODIFICAÇÕES DECORRENTES DOENVELHECIMENTO • Alterações nos sistemas ósseos, que vão gerando a perda de massa óssea e levando ao desequilíbrio nos processos de modelagem e remodelagem dos ossos. • No sistema muscular, podemos observar a redução do número de condrócitos, aumento no número e na espessura de fibras colágenas, fazendo com que a cartilagem fique mais fina e com rachaduras.
  • 11.
    Sistema nervoso: diminuiçãodo peso e do volume cerebral (principalmente nos lobos frontal e temporais), gerando uma atrofia cerebral. Sistema cardiorrespiratório: por alterações nos vasos sanguíneos, no músculo cardíaco, nas válvulas cardíacas, na caixa torácica e no pulmão. Sistema respiratório: as mudanças ocorrem no nariz, nas cartilagens costais e também no pulmão.
  • 12.
    • Sistema digestório:aumento da glicemia, atrofia das mucosas estomacais, diminuição na digestão e na absorção de algumas vitaminas. • Sistema urinário: há a redução do tônus muscular do assoalho pélvico. • Sistema reprodutor: no homem há o aumento da próstata e a redução da produção de hormônios; e nas mulheres pode ocorrer atrofia vaginal e a redução de hormônios sexuais.
  • 13.
    MODIFICAÇÕES NUTRICIONAIS NO ENVELHECIMENTO • Idoso:na maioria das vezes, não apresenta hábitos alimentares adequados. • Baixo peso: é o distúrbio relacionado à nutrição mais observado nos idosos, que pode estar associado a altos índices de mortalidade, infecções, além da alta incidência de fraturas, osteoporoses, desordens respiratórias e alterações cardíacas.
  • 14.
    MODIFICAÇÕES NUTRICIONAIS NO ENVELHECIMENTO • Obesidade:também é um problema comum e prevalente nos idosos. • Ocorre devido ao elevado consumo de calorias. • Idoso obeso: pode apresentar modificações de suma importância, como diabetes mellitus e a elevação da pressão arterial .
  • 15.
    DOENÇAS CRÔNICAS EM IDOSOS Asdoenças crônicas impactam diretamente na mobilidade do idoso, ocorrendo: limitações físicas, cognitivas e funcionais, por isso requerem muitos recursos do setor de saúde.
  • 16.
    DOENÇAS CRÔNICAS EM IDOSOS •Doenças crônicas mais comuns: diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, artrite, depressão e osteoporose. • Demência: • é considerada um problema de saúde pública de nível grave, presente em 5% dos indivíduos acima de 65 anos e em pelo menos 20% dos indivíduos acima de 80 anos de idade.
  • 17.
    DEPRESSÃO EM IDOSOS •A depressão pode levar ao isolamento social e ao suicídio. • Impacta profundamente a qualidade de vida do idoso e da sua família.
  • 18.
    DEPRESSÃO EM IDOSOS • Diagnóstico: Oidoso deverá apresentar humor deprimido e/ou perda de interesse ou prazer por, no mínimo, duas semanas, acompanhado por: sintomas como alteração do apetite, do sono, fadiga e perda de energia, agitação ou retardo psicomotor, sentimento de inutilidade ou culpa, concentração reduzida, diminuição da libido e ideação suicida ou desejo de morte.
  • 19.
    » MAUS HÁBITOS PRESENTESEM INDIVÍDUOS IDOSOS • O idoso tende a adotar posturas viciosas modificando a biomecânica da marcha e acarretando na perda do equilíbrio. • É importante destacar o efeito de medicamentos que podem provocar sedação, hipotensão postural, tremores, relaxamento muscular e fraqueza. • O processo de envelhecimento, em si, compromete a habilidade do sistema nervoso central em processos que utilizam sinais relacionados à propriocepção, visão e sistema vestibular.
  • 20.
    MAUS HÁBITOS PRESENTES EM INDIVÍDUOS IDOSOS Alteraçõesposturais mais encontradas: • aumento da cifose torácica, • redução da lordose lombar, • aumento do ângulo de flexão do joelho, • deslocamento da articulação coxofemoral para trás e inclinação do tronco para frente.
  • 21.
    • A velocidadeda marcha nos idosos está diretamente associada ao condicionamento físico. Há, também, associação entre alterações sensoriais (acuidade visual e sensibilidade plantar) com as quedas, além da diminuição do tempo do apoio unipodal, que diminui a velocidade da marcha e o comprimento do passo, a perda do balanço normal dos braços, da rotação pélvica e do joelho.
  • 22.
    ENVELHECIMENTO DO IDOSO E PRINCIPAISAGRAVOS • As doenças que acometem os idosos podem agravar os distúrbios da marcha provocados pelo processo de envelhecimento, sendo que a maior parte delas são oriundas dos sistemas neuromuscular e vestibular, dentre as quais destacamos:  Doença de Alzheimer.  Demência.  Hidrocefalia normobárica.
  • 23.
    Normalmente, essas patologiaspossuem a marcha caracterizada por: - base de suporte mais alargada, - postura ligeiramente fletida e - passos pequenos, o que faz com que os pés pareçam estar grudados no chão.
  • 24.
    IMOBILIDADE EM IDOSOS Principaisfatores determinantes para a imobilidade de idosos: • disfunções osteomioarticulares, neuromusculares e cardiovasculares; • tratamentos ortopédicos com utilização de gessos, • coletes e órteses; • repouso prolongado no leito para tratamento de doenças e permanência contínua em determinada posição.
  • 25.
    IMOBILIDADE EM IDOSOS Algunsgrupos musculares poderão sofrer atrofia mais rápido que outros, como é o caso do quadríceps, dos flexores plantares e dos extensores da coluna, que resultam em dificuldades para subir e descer escadas, ficar em pé e deambular.
  • 26.
    Sistema tegumentar: éalterado quando falamos de imobilidade, que se caracteriza pela diminuição da vascularização e elasticidade, favorecendo o surgimento de úlceras de pressão, que também denominados de escaras, sendo mais comuns em regiões sobre proeminências ósseas que sustentam o peso (sacro e calcâneo).
  • 27.
    INFLUÊNCIAS COMPORTAMENTAIS NAFUNCIONALIDADE EM INDIVÍDUOS IDOSOS • As alterações comportamentais mais observadas em idosos são:  Distúrbios de sono.  Distúrbios de apetite.  Isolamento social.  Hiperatividade.
  • 28.
    »A INSERÇÃO DO IDOSONA SOCIEDADE A maneira como os idosos se relacionam com o envelhecimento fará com que eles desenvolvam aspectos positivos ou negativos que podem vir a provocar doenças como a depressão e comprometer sua capacidade cognitiva. A diminuição das relações sociais pode ser considerada fatores de risco para o desenvolvimento de agravos de saúde, tais como: hipertensão arterial, obesidade e o sedentarismo.
  • 29.
    • Fatores quemais influenciam os aspectos emocionais dos idosos:  Privação de uma atividade ocupacional.  Doenças físicas.  Diminuição da força.  Lentidão das funções relacionadas ao cognitivo. • É importante lembrar que os idosos que exercem atividades sociais e de lazer não têm presente a ideia de morte, ficando mais abertos às possibilidades da vida, ignorando a depressão.
  • 30.
    »A INSERÇÃO DO IDOSONA SOCIEDADE INSTITUCIONALIZAÇÃO NA QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS • Essas instituições atendem a duas funções bem específicas:  Propiciar assistência geriátrica de acordo com as necessidades e o grau de dependência do idoso.  Criar um ambiente de aconchego que possa preservar a identidade do indivíduo.
  • 31.
    * INSTITUCIONALIZAÇÃO • Serviçosdisponibilizados aos residentes: • moradia, • alimentação, • vestuário, serviços médicos, • além de fisioterapia e medicamentos.
  • 32.
    * Importante: oidoso, quando em um asilo, torna-se membro de uma nova comunidade, causando uma ruptura de seus vínculos relacionais afetivos, passando a conviver cotidianamente com pessoas “estranhas”, com quem não possuem qualquer vínculo afetivo, assim, a institucionalização pode se desenvolver como um fator de estresse e propiciar inúmeras alterações psicossociais, levando o idoso a um quadro de aceleração de perdas físico funcionais e cognitivas.
  • 33.
    POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO •Política Nacional do Idoso: anunciada em 1994 e regulamentada em 1996, assegura direitos sociais à pessoa idosa, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade e reafirmando o direito à saúde nos diversos níveis de atendimento do SUS (Lei nº 8.842/94 e Decreto nº 1.948/96).
  • 34.
    POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO •Essa política assume que o principal problema que pode afetar o idoso é: a perda de sua capacidade funcional, isto é, a perda das habilidades físicas e mentais necessárias para realização de atividades básicas e instrumentais da vida diária.
  • 35.
    »PROMOÇÃO DA SAÚDE DOIDOSO INTRODUÇÃO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS • As políticas públicas têm avançado no tocante à oferta de serviços como a fisioterapia domiciliar, fisioterapia preventiva e até institutos de longa permanência com subsídios governamentais, para tornar acessível esse tipo de tratamento à população mais carente e dependente dos serviços públicos de saúde.
  • 36.
    »PROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO INSTITUIÇÕESDE LONGA PERMANÊNCIA - ILP • A fisioterapia nas instituições de longa permanência já é solidificada e está em amplo processo de expansão. • ILPs: não apresentam a finalidade de recuperação do idoso e também não visam incentivar sua volta ao convívio social mais amplo; são instituições caracterizadas como tuteladoras que oferecem apenas cuidados suficientes aos idosos em uma estrutura com poucos espaços de lazer e para promoção de saúde.
  • 37.
    Para que oprocesso de trabalho seja qualificado e atenda à necessidade de atenção multiprofissional, a equipe deve ser composta por:  Enfermeiros.  Técnicos de enfermagem.  Cuidadores.  Médicos.  Nutricionistas.  Psicólogos.  Assistentes sociais.  Fisioterapeutas.  Educadores físicos.
  • 38.
    AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTASNAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA • Adaptações ambientais: adaptações de objetos e mobílias que fazem parte do cotidiano dos residentes, de forma a facilitar a realização de atividades funcionais. • Atividades funcionais: exercícios de mobilidade no leito. Transferências de posicionamentos: deitado/sentado/em pé. Exercícios focados para tomar banho, usar o vaso sanitário, vestir-se, arrumar-se e alimentar-se. Treino de marcha. Uso de dispositivos auxiliares para locomoção.
  • 39.
    AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTASNAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA Exercícios terapêuticos: • para melhorar a força. • para melhorar a flexibilidade e a resistência muscular. • para melhorar a amplitude de movimento e o equilíbrio. • para melhorar as habilidades motoras e cognitivas.
  • 40.
    AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTASNAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA • Educação em saúde: Orientar o idoso e a equipe multiprofissional a respeito de: - posicionamentos e transferências. - sobre o risco de acidentes domiciliares e a respeito de complicações relacionadas à imobilidade.
  • 41.
    AÇÃO DOS FISIOTERAPEUTASNAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA • Atividades em grupo: - realizar grupos de atividades que podem envolver: recreação, artes e trabalhos manuais. - objetivo: melhora ou manutenção da função, motricidade e na socialização.
  • 42.
    A fisioterapia nasILPs tem como objetivo: Promover ou manter a independência do idoso para a realização de tarefas básicas de atividades de vida diária, no anseio de minimizar as consequências das alterações fisiológicas e patológicas do envelhecimento, garantindo melhoria da mobilidade e favorecendo qualidade de vida satisfatória, por meio de ações simples e complexas.
  • 43.
    »O AMBIENTE DOMICILIAR DO INDIVÍDUOIDOSO O fisioterapeuta pode tornar o ambiente domiciliar adequado para indivíduos idosos. Essa modificação pode prevenir complicações, como a internação.
  • 44.
    »O AMBIENTE DOMICILIAR DO INDIVÍDUOIDOSO A estrutura deve ser analisada:  Tipo de piso: áspero, seco ou molhado.  Presença ou ausência de tapetes.  Presença ou ausência de rampas.  Presença ou ausência de degraus.  Qualidade da iluminação.  Acessibilidade ao banheiro, quarto, sala, cozinha, varanda, jardim, área de serviço, corredor, escada.
  • 45.
    • O fisioterapeutadentro da equipe multiprofissional de saúde da família que presta assistência domiciliar continuada ao idoso em seu domicílio, na maioria dos atendimentos, trabalha com os seguintes objetivos:  Promover a melhora da força muscular.  Promover a melhora da mobilidade articular.  Promover a melhora da propriocepção.  Promover a reabilitação da capacidade funcional.  Promover maior integração social.  Promover valorização do processo de envelhecimento individual e coletivo.
  • 46.
    A fisioterapia atuacom vistas a minimizar as perdas associadas ao processo de envelhecimento, por meio da manutenção da capacidade física pelo maior tempo possível e com a prevenção de complicações (como as decorrentes da imobilidade na fase avançada), além de evitar que a dificuldade em realizar as atividades funcionais não seja acentuada ou adiantada em decorrência dos aspectos físicos (dor musculoesquelética, imobilizações em decorrência de quedas e alterações do equilíbrio e da marcha). Outro papel importante do fisioterapeuta está na elaboração de orientações aos cuidadores e familiares.
  • 47.
    As ações dafisioterapia devem ocorrer da forma mais precoce possível e, se necessário, ela deve fazer uso de recursos alternativos, além de sempre estimular o idoso a ser ativo na realização dos exercícios ou fazê-los de forma passiva quando for necessário, sempre com o objetivo de: - recuperar funções, - melhorar a mobilidade, - aliviar a dor e - prevenir agravos.
  • 48.