Unia - Anhanguera Sistemas Robotizados Prof. Ms. Décio Colaneri Aula 2 17/ago/2010
Histórico A palavra  Robô  vem da palavra de origem theca  Robota , que significa trabalho forçado, trabalho escravo. Foi apresentada com o significado atual pela primeira vez em 1920, na peça de teatro de Karel Capek (escritor tcheco, 1890-1938):  “R.U.R. – Robôs Universais de Rossum (Rossum’s Universal Robots)”.  Karel Capek aceitou a sugestão de seu irmão mais velho, Josef Capek (pintor cubista e também escritor, morto pelos nazistas em 1945, no campo de concentração Terezin), para denominar os seus  “trabalhadores artificiais” .
Histórico Nesta peça de teatro, o cientista Rossum desenvolve uma substância, a partir da qual, ele constrói seus trabalhadores artificiais: os seus robôs. Com seguidos aperfeiçoamentos, ele chega a construir um ser perfeito. A partir daí, os seus robôs se rebelam contra os seus criadores e senhores, e tentam aniquilar com a raça humana. Observe a figura anterior, onde aparece um destes robôs em uma adaptação da peça de Karel Capek de 1930.
Histórico E ao falarmos em robótica e ficção científica, devemos nos lembrar do russo Isaac Asimov (1902-1992), que emigrou para os Estados Unidos aos três anos de idade. Químico de formação, possui extensa obra literária publicada. Recebeu prêmios relativos à ficção científica por várias vezes. Foi o primeiro a utilizar o termo  “robótica”  para tratar da ciência que estuda os  robôs , termo que também adotou, a partir da peça de teatro de Karel Capek.
Histórico Na sua obra se destacam os inúmeros contos sobre robôs, onde apresentou as suas  Três Leis da Robótica , que foram, posteriormente, ampliadas para quatro, por um robô, em um de seus contos. Estas leis passaram a ser adotadas quase que universalmente, se tomando praticamente obrigatórias sempre que o assunto é sobre robôs ou sobre robótica.
Histórico Lei Zero  (criada posteriormente, por um robô que a intuiu no romance  “Os Robôs e o Império” ):  Um robô não pode causar mal a humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal, nem permitir que ela própria o faça ; Primeira Lei :  Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal ; Segunda Lei :  Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos que em tais ordens contrariem a Primeira Lei; Terceira Lei :  Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção entre em conflito com a Primeira e com a Segunda Leis .
Histórico Dentre os livros de contos de Isaac Asimov se destaca o livro  Eu, Robô , publicado pela primeira vez em 1950, reunindo diversos contos sobre robôs, publicados na década anterior. O filme Eu, Robô não é baseado em nenhum dos contos do livro, mas inspirado na linha desenvolvida por Isaac Asimov em seu trabalho.  Os roteiristas  Jeff Vintar  e  Akiova Goldsman  basicamente utilizam as Três Leis da Robótica para desenvolverem um enredo próprio.
Histórico 1926 –  Elektro e Sparko  no filme alemão  Metrópolis . 1940 –  Oak Ridge  e  Argonne National Labs : manipuladores mecânicos remotos para materiais radioativos. 1950 –  Handyman  ( General Electric ) e  Minotaur  ( General Mills ) com atuação elétrica e pneumática.  1954 –  George C. Devol : manipulador cuja operação podia ser programada ( programmed articulated transfer device ). 1959 –  George C. Devol  e  Joseph F. Engelberger : introdução do primeiro robô industrial,  Unimate da Unimation Inc.
Histórico 1962 –  H. A. Ernst : MH 1 mão mecânica com sensores táteis, controlada por computador. 1968 –  Shakey : robô móvel desenvolvido no  SRI  ( Stanford Research Institute ). 1973 –  WAV : primeira linguagem de programação para robôs (SRI).  1978 – PUMA ( Programmable Universal Machine for Assembly ). 1987 –  Subsumption Architectures  –  Rodney Brooks  (MIT). 2001 – Robô humanóide da Honda: capacidade de locomoção, visão, olfato, tato e voz.
Robôs Industriais De uma forma geral o conceito atual de robótica industrial passa pela particularização de um ramo do conhecimento tecnológico denominado  mecatrônica , o qual trata simultaneamente de aspectos relativos à: mecânica,  eletrônica,  controle e processamento de informações em máquinas e instrumentos genéricos.
Definição de Robô Manipulador Robot Institute of America - RIA   Um robô industrial é um manipulador re-programável, multifuncional, projetado para mover materiais, peças, ferramentas ou dispositivos especiais em movimentos varáveis programados para a realização de uma variedade de tarefas.
Definição de Robô Manipulador Mikell Groover Um robô industrial é uma máquina multi-aplicação e programável possuindo certas características antropomórficas. Dicionário Webster Um robô é um dispositivo automático que efetua a função normalmente atribuída a homens ou a máquinas na forma de um homem.
Robôs Industriais Partindo desta definição, é possível associar um robô industrial ao tipo de máquina aplicada na automação flexível, sendo constituída basicamente por elementos (ou elos) mecânicos acionados por atuadores a partir de um controlador que opera baseado em informações de movimentos programados e de sinais gerados por elementos sensores de realimentação. Tais elos permitem um correto posicionamento e orientação da peça ou ferramenta destinada para a tarefa.
Robôs Industriais As últimas três décadas foram preponderantes no desenvolvimento de tecnologias que se refletem nos atuais robôs manipuladores industriais. Uma revisão dos últimos 25 anos mostra que os seguintes avanços tecnológicos que foram agregados à robótica: ’ 74: Acionamentos elétricos eficazes  ’ 74: Controle microprocessado  ’ 82: Interpolações cartesianas  ’ 82: Comunicação via computador  ’ 82: Uso de  joystick
Robôs Industriais ’ 82: Programação por menus  ’ 84: Sistema de visão ’ 86: Controle digital ’ 86: Acionamentos em CA ’ 90: Interconexão em redes ’ 91: Controle digital de torque ’ 94: Modelo Dinâmico Completo ’ 94: Interface Windows ’ 94: Simulação em robôs virtuais ’ 94: Uso de  fieldbus
Robôs Industriais ’ 96: Cooperação entre robôs ’ 98: Sistemas de detecção de colisões ’ 98: Identificação de objetos ’ 98: Movimentação em alta velocidade ’ 00: Incorporação de sistemas inteligentes
Quando Utilizamos os Robôs? Os primeiros robôs industriais começaram a ser comercializados e utilizados com o objetivo de se substituir o ser humano em tarefas em que ele, o ser humano, não poderia realizar, por causa de suas próprias limitações físicas, ou por envolverem condições desagradáveis ou extremas, tipicamente contendo: Calor excessivo, Ruído elevado e constante, Gases tóxicos e ou poeira, Risco de contaminação química ou radioativa, Esforço físico extremo e continuado, Processos sem interrupção, longos e contínuos Tarefas que exigem vários movimentos simultâneos, Operações que requerem grande precisão na sua execução, Necessidade de uniformidade na sua execução, Trabalhos monótonos, repetitivos, “chatos”, Risco de morte.
Robôs Industriais Diversas capacidades de controle lógico de entrada e saída têm sido acrescentadas nos recentes robôs. A fronteira tecnológica dos atuais manipuladores pode ser melhor visualizada através da tabela dada a seguir: * Fonte:  Welding 2001 , International Workshop on Robotic Welding Systems  Similares a um PLC para sinais anal. e digitais  Capacidades de E/S  Profibus, Ethernet, canais seriais (RS 232, 485)  Comunicação  6  Número de eixos  Em torno de 30 a 40  Relação Peso/Carga  A partir de 2 a 3 kg até limites ~ 350kg  Carga admissível  Até 25 m/s 2 Aceleração  Até 5 m/s  Velocidade  Até 0.003 mm (0.1mm usualmente)  Repetibilidade
A utilização de  Robôs no Brasil Robôs Industriais no Brasil (com 6 eixos)
A utilização de  Robôs Cerca de 1000 robôs (20% do total) são relacionados a pequenas e médias indústrias; Setor automobilístico é o que mais utiliza robôs: FORD (Bahia): 240 robôs ABB; Volkswagen (SBC - SP): 400 robôs; Citroën (Resende - RJ): 300 robôs. População mundial de robôs: 800.000 [IFR, 2000] - Japão: 60%, Brasil: 0,63%.
Participação de Fabricantes de Robôs no Mercado Brasileiro 32% 1.600 Outros* 16% 800 KUKA 18% 900 FANUC 34% 1.700 ABB Participação Robôs Instalados Fabricante de Robô
Preço médio de um robô: US$ 60,000.00 Custos adicionais para condições operacionais: US$ 12,000.00 (20%) - preparação da fundação do robô; - instalação; - unidades de potência (hidráulica, pneumática, elétrica etc.); - garras e/ou ferramentas dedicadas; - custos para treinamento de mão-de-obra (operação, manutenção); - logística (integração com o sistema de produção); - procedimentos de segurança; - ajuste dos parâmetros operacionais; - testes. Número de Robôs: 5.000 unidades; Capital investido (período 1995 - 2001*) :  U$ 360 milhões Estimativa de Capital Investido em Robótica
Principais Aplicações da Robótica Distribuição de Robôs por Setores Econômicos Percentual Utilização de Robôs Industriais no Chão-de-fábrica [PAEP,1999] Setor da Indústria de Manufatura  1994 1996 Artigos de Borracha e Plásticos     0,5   0,9 Produtos Metal (exceto Máquinas e Equipamentos)   0,2   0,4 Máquinas e Equipamentos     0,4   0,4 Máquinas p/ Escritório e Equipamentos Informática   3,9   3,8 Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico     0,6   1,6 Materiais e Aparelhos Eletrônicos; Equip. de Comunicação  1,7   3,4 Equipamentos Médicos, Ótica e Relógios; Instrumentos de Precisão; Automação Industrial   0,4   0,8 Montagem de Veículos Automotores , Reboques e Carrocerias      1,2   2,8 Outros Equipamentos de Transporte     0,5   1,0
Distribuição de Robôs por Aplicação Industrial Robôs ABB instalados no Brasil Aplicação Industrial (1250 unidades)   Percentual Soldagem por pontos  33 % Soldagem a arco     18 % Manipulação / “paletização”    25 % Pintura    10 % Outros (montagem, acabamento, corte jato d’água e oxigênio)  14 % Soldagem a Arco  [ABB, 2000] Aplicação (225 unidades)   Percentual Indústria Automobilística     58 % Fornecedores auto-peças      23 % Indústrias em geral    19 %
Aplicações de  Robôs Movimentação: Em operações de embalagem Classificação de peças Colocação e retirada de peças em centros de usinagem ou máquinas ferramenta Carga e descarga de depósitos Paletização Uma classificação mais detalhada das tarefas realizadas por um robô  pode ser descrita como de três tipos de natureza:
Aplicações de  Robôs Medição: Na inspeção de objetos Localização de contornos Detecção de falhas na manufatura
Aplicações de  Robôs Manipulação: Parra soldagem a arco ou ponto Pintura com  spray Furação ou fresagem Colagem e selamentos Cortes a laser ou jato de água Montagens elétricas ou mecânicas Montagem de placas de circuitos impresso Parafusamento
Utilização de  Robôs O maior fator que impede a adoção em massa de robôs nas indústrias é seu alto custo. O tempo que leva para se recuperar o investimento em um robô depende dos custos de compra, instalação e manutenção. Este tempo não é fixo, depende da fábrica onde o robô será instalado e de sua aplicação. Deve-se considerar as seguintes condições: Número de empregados substituídos pelo robô; Número de turnos por dia; Produtividade comparada a seu custo; Custo de projeto e manutenção; Custo dos equipamentos periféricos.
Utilização de  Robôs O preço de um robô é determinado pelos seguintes fatores: Tamanho; Sofisticação ou grau de complexidade; Exatidão; Confiabilidade.
Utilização de  Robôs Nos últimos tempos, através da automação, observou-se o decréscimo do nível de emprego nas atividades industriais.  A curto prazo, a automação levanta problemas como o desemprego, necessária reconversão e treinamento pessoal, consequências da redução de horas de trabalho, questões de aumento de salários em atividades de maior produtividade.
Utilização de  Robôs Alguns aspectos do confronto operacional de homens e robôs são que um robô tem claramente algumas vantagens sobre os humanos: não se cansa;  não necessita de salário;  pode manter uma qualidade uniforme na produção;  não necessita de condições ambientais especiais tais como ar condicionado, luz, silêncio, etc.  Em compensação, o robô tem aprendizado, memória e movimentos limitados se comparado a um homem.
Classificação de  Robôs Gerações (cronologicamente) Robôs executores  ( playback ) – repetem uma sequência de instruções pré-gravadas como a pintura ou soldadura. Robôs controlados por sensores  – possuem malhas fechadas de realimentação sensorial. Tomam decisões com base nos sensores. Robôs controlados por visão  – a malha fechada de controle inclui um sistema de visão (imagem que é processada). Robôs com controle adaptativo  – o robô pode reprogramar as suas ações com base nos seus sensores. Robôs com inteligência artificial  – usa técnicas de inteligência artificial para tomar as suas decisões e até resolver problemas.
Classificação de  Robôs Nível de inteligência do controlador (pela JIRA –  Japan Industrial Robot Association ) Dispositivos manuais  – operados por pessoas. Robôs de sequências fixas . Robôs de sequências variáveis  – onde o operador pode mudar a sequência com facilidade. Robôs executores  – onde o operador humano guia o robô a executar uma tarefa fixa. Robôs controlador numericamente  – o operador fornece o programa do movimento, em vez de o ensinar manualmente. Robôs inteligentes  – percebem e interagem com alterações no ambiente.
Classificação de  Robôs Nível de controle dos programas no controlador Inteligência artificial  – instruções de alto nível que serão decompostas pelo sistema em funções de mais baixo nível. Modo de controle –  os movimentos do sistema são modelizados incluindo as interações dinâmicas entre os diferentes mecanismos. Servo-sistema  – os atuadores controlam os parâmetros do dispositivo usando os dados sensoriais nas malhas de controle.
Classificação de  Robôs Linguagem de programação Sistemas guiados  – o operador indica os movimentos que o robô deve fazer. Programação ao nível do robô –  o utilizador escreve um programa para especificar as sequências de movimentos que o robô terá que executar. Programação ao nível de tarefa  – o programador especifica apenas as ações a tomar sobre os objetos que o robô manipulará.
Robótica Fixa  versus  Robótica Móvel As três categorias principais dos robôs são: Os manipuladores – Robôs industriais  Os veículos auto-guiados (AGV) Os robôs móveis.  As principais diferenças entre estas categorias incidem nos seguintes pontos:  Conhecimento contínuo da posição (verdade nos braços),  Aplicações distintas (manipulação e transporte) Necessidade de percepção do ambiente (crucial nos móveis), Tipo de programação usada (normalmente mais exigente nos robôs móveis).
Robô Autônomo Sojourner Robô autônomo Sojourner, foi enviado a Marte pela NASA (Agência Aeroespacial dos Estados Unidos) para a pesquisa e exploração do planeta vermelho (1997).
Robô Submarino Scorpio 45 Este robô é equipado com câmeras de vídeo, e um braço mecânico, foi utilizado em agosto de 2005 em uma operação conjunta de resgate, composta por especialistas da Rússia, Inglaterra e Estados Unidos.
Atividade n ° 1 - Individual Data de entrega: 24/ago/2010 Desenvolver uma pesquisa e elaborar uma  sinópse manuscrita , versando sobre os seguintes temas: Por que automatizar? Por que não automatizar? Argumentos prós e contra a automação. Nota: A presença do aluno em sala de aula, acompanhamento dos conteúdos ministrados em classe e a pontualidade no cumprimento das atividades são premissas importantes para a avaliação. Assim sendo, não serão aceitos os trabalhos de alunos que não os entregarem até a data estipulada.
Obrigado !!! Automação e Robótica Prof. Ms. Décio Colaneri

Sistemas Robotizados

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    Unia - AnhangueraSistemas Robotizados Prof. Ms. Décio Colaneri Aula 2 17/ago/2010
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    Histórico A palavra Robô vem da palavra de origem theca Robota , que significa trabalho forçado, trabalho escravo. Foi apresentada com o significado atual pela primeira vez em 1920, na peça de teatro de Karel Capek (escritor tcheco, 1890-1938): “R.U.R. – Robôs Universais de Rossum (Rossum’s Universal Robots)”. Karel Capek aceitou a sugestão de seu irmão mais velho, Josef Capek (pintor cubista e também escritor, morto pelos nazistas em 1945, no campo de concentração Terezin), para denominar os seus “trabalhadores artificiais” .
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    Histórico Nesta peçade teatro, o cientista Rossum desenvolve uma substância, a partir da qual, ele constrói seus trabalhadores artificiais: os seus robôs. Com seguidos aperfeiçoamentos, ele chega a construir um ser perfeito. A partir daí, os seus robôs se rebelam contra os seus criadores e senhores, e tentam aniquilar com a raça humana. Observe a figura anterior, onde aparece um destes robôs em uma adaptação da peça de Karel Capek de 1930.
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    Histórico E aofalarmos em robótica e ficção científica, devemos nos lembrar do russo Isaac Asimov (1902-1992), que emigrou para os Estados Unidos aos três anos de idade. Químico de formação, possui extensa obra literária publicada. Recebeu prêmios relativos à ficção científica por várias vezes. Foi o primeiro a utilizar o termo “robótica” para tratar da ciência que estuda os robôs , termo que também adotou, a partir da peça de teatro de Karel Capek.
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    Histórico Na suaobra se destacam os inúmeros contos sobre robôs, onde apresentou as suas Três Leis da Robótica , que foram, posteriormente, ampliadas para quatro, por um robô, em um de seus contos. Estas leis passaram a ser adotadas quase que universalmente, se tomando praticamente obrigatórias sempre que o assunto é sobre robôs ou sobre robótica.
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    Histórico Lei Zero (criada posteriormente, por um robô que a intuiu no romance “Os Robôs e o Império” ): Um robô não pode causar mal a humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal, nem permitir que ela própria o faça ; Primeira Lei : Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal ; Segunda Lei : Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos que em tais ordens contrariem a Primeira Lei; Terceira Lei : Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção entre em conflito com a Primeira e com a Segunda Leis .
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    Histórico Dentre oslivros de contos de Isaac Asimov se destaca o livro Eu, Robô , publicado pela primeira vez em 1950, reunindo diversos contos sobre robôs, publicados na década anterior. O filme Eu, Robô não é baseado em nenhum dos contos do livro, mas inspirado na linha desenvolvida por Isaac Asimov em seu trabalho. Os roteiristas Jeff Vintar e Akiova Goldsman basicamente utilizam as Três Leis da Robótica para desenvolverem um enredo próprio.
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    Histórico 1926 – Elektro e Sparko no filme alemão Metrópolis . 1940 – Oak Ridge e Argonne National Labs : manipuladores mecânicos remotos para materiais radioativos. 1950 – Handyman ( General Electric ) e Minotaur ( General Mills ) com atuação elétrica e pneumática. 1954 – George C. Devol : manipulador cuja operação podia ser programada ( programmed articulated transfer device ). 1959 – George C. Devol e Joseph F. Engelberger : introdução do primeiro robô industrial, Unimate da Unimation Inc.
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    Histórico 1962 – H. A. Ernst : MH 1 mão mecânica com sensores táteis, controlada por computador. 1968 – Shakey : robô móvel desenvolvido no SRI ( Stanford Research Institute ). 1973 – WAV : primeira linguagem de programação para robôs (SRI). 1978 – PUMA ( Programmable Universal Machine for Assembly ). 1987 – Subsumption Architectures – Rodney Brooks (MIT). 2001 – Robô humanóide da Honda: capacidade de locomoção, visão, olfato, tato e voz.
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    Robôs Industriais Deuma forma geral o conceito atual de robótica industrial passa pela particularização de um ramo do conhecimento tecnológico denominado mecatrônica , o qual trata simultaneamente de aspectos relativos à: mecânica, eletrônica, controle e processamento de informações em máquinas e instrumentos genéricos.
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    Definição de RobôManipulador Robot Institute of America - RIA Um robô industrial é um manipulador re-programável, multifuncional, projetado para mover materiais, peças, ferramentas ou dispositivos especiais em movimentos varáveis programados para a realização de uma variedade de tarefas.
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    Definição de RobôManipulador Mikell Groover Um robô industrial é uma máquina multi-aplicação e programável possuindo certas características antropomórficas. Dicionário Webster Um robô é um dispositivo automático que efetua a função normalmente atribuída a homens ou a máquinas na forma de um homem.
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    Robôs Industriais Partindodesta definição, é possível associar um robô industrial ao tipo de máquina aplicada na automação flexível, sendo constituída basicamente por elementos (ou elos) mecânicos acionados por atuadores a partir de um controlador que opera baseado em informações de movimentos programados e de sinais gerados por elementos sensores de realimentação. Tais elos permitem um correto posicionamento e orientação da peça ou ferramenta destinada para a tarefa.
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    Robôs Industriais Asúltimas três décadas foram preponderantes no desenvolvimento de tecnologias que se refletem nos atuais robôs manipuladores industriais. Uma revisão dos últimos 25 anos mostra que os seguintes avanços tecnológicos que foram agregados à robótica: ’ 74: Acionamentos elétricos eficazes ’ 74: Controle microprocessado ’ 82: Interpolações cartesianas ’ 82: Comunicação via computador ’ 82: Uso de joystick
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    Robôs Industriais ’82: Programação por menus ’ 84: Sistema de visão ’ 86: Controle digital ’ 86: Acionamentos em CA ’ 90: Interconexão em redes ’ 91: Controle digital de torque ’ 94: Modelo Dinâmico Completo ’ 94: Interface Windows ’ 94: Simulação em robôs virtuais ’ 94: Uso de fieldbus
  • 16.
    Robôs Industriais ’96: Cooperação entre robôs ’ 98: Sistemas de detecção de colisões ’ 98: Identificação de objetos ’ 98: Movimentação em alta velocidade ’ 00: Incorporação de sistemas inteligentes
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    Quando Utilizamos osRobôs? Os primeiros robôs industriais começaram a ser comercializados e utilizados com o objetivo de se substituir o ser humano em tarefas em que ele, o ser humano, não poderia realizar, por causa de suas próprias limitações físicas, ou por envolverem condições desagradáveis ou extremas, tipicamente contendo: Calor excessivo, Ruído elevado e constante, Gases tóxicos e ou poeira, Risco de contaminação química ou radioativa, Esforço físico extremo e continuado, Processos sem interrupção, longos e contínuos Tarefas que exigem vários movimentos simultâneos, Operações que requerem grande precisão na sua execução, Necessidade de uniformidade na sua execução, Trabalhos monótonos, repetitivos, “chatos”, Risco de morte.
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    Robôs Industriais Diversascapacidades de controle lógico de entrada e saída têm sido acrescentadas nos recentes robôs. A fronteira tecnológica dos atuais manipuladores pode ser melhor visualizada através da tabela dada a seguir: * Fonte: Welding 2001 , International Workshop on Robotic Welding Systems Similares a um PLC para sinais anal. e digitais Capacidades de E/S Profibus, Ethernet, canais seriais (RS 232, 485) Comunicação 6 Número de eixos Em torno de 30 a 40 Relação Peso/Carga A partir de 2 a 3 kg até limites ~ 350kg Carga admissível Até 25 m/s 2 Aceleração Até 5 m/s Velocidade Até 0.003 mm (0.1mm usualmente) Repetibilidade
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    A utilização de Robôs no Brasil Robôs Industriais no Brasil (com 6 eixos)
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    A utilização de Robôs Cerca de 1000 robôs (20% do total) são relacionados a pequenas e médias indústrias; Setor automobilístico é o que mais utiliza robôs: FORD (Bahia): 240 robôs ABB; Volkswagen (SBC - SP): 400 robôs; Citroën (Resende - RJ): 300 robôs. População mundial de robôs: 800.000 [IFR, 2000] - Japão: 60%, Brasil: 0,63%.
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    Participação de Fabricantesde Robôs no Mercado Brasileiro 32% 1.600 Outros* 16% 800 KUKA 18% 900 FANUC 34% 1.700 ABB Participação Robôs Instalados Fabricante de Robô
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    Preço médio deum robô: US$ 60,000.00 Custos adicionais para condições operacionais: US$ 12,000.00 (20%) - preparação da fundação do robô; - instalação; - unidades de potência (hidráulica, pneumática, elétrica etc.); - garras e/ou ferramentas dedicadas; - custos para treinamento de mão-de-obra (operação, manutenção); - logística (integração com o sistema de produção); - procedimentos de segurança; - ajuste dos parâmetros operacionais; - testes. Número de Robôs: 5.000 unidades; Capital investido (período 1995 - 2001*) : U$ 360 milhões Estimativa de Capital Investido em Robótica
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    Principais Aplicações daRobótica Distribuição de Robôs por Setores Econômicos Percentual Utilização de Robôs Industriais no Chão-de-fábrica [PAEP,1999] Setor da Indústria de Manufatura 1994 1996 Artigos de Borracha e Plásticos 0,5 0,9 Produtos Metal (exceto Máquinas e Equipamentos) 0,2 0,4 Máquinas e Equipamentos 0,4 0,4 Máquinas p/ Escritório e Equipamentos Informática 3,9 3,8 Máquinas, Aparelhos e Material Elétrico 0,6 1,6 Materiais e Aparelhos Eletrônicos; Equip. de Comunicação 1,7 3,4 Equipamentos Médicos, Ótica e Relógios; Instrumentos de Precisão; Automação Industrial 0,4 0,8 Montagem de Veículos Automotores , Reboques e Carrocerias 1,2 2,8 Outros Equipamentos de Transporte 0,5 1,0
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    Distribuição de Robôspor Aplicação Industrial Robôs ABB instalados no Brasil Aplicação Industrial (1250 unidades) Percentual Soldagem por pontos 33 % Soldagem a arco 18 % Manipulação / “paletização” 25 % Pintura 10 % Outros (montagem, acabamento, corte jato d’água e oxigênio) 14 % Soldagem a Arco [ABB, 2000] Aplicação (225 unidades) Percentual Indústria Automobilística 58 % Fornecedores auto-peças 23 % Indústrias em geral 19 %
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    Aplicações de Robôs Movimentação: Em operações de embalagem Classificação de peças Colocação e retirada de peças em centros de usinagem ou máquinas ferramenta Carga e descarga de depósitos Paletização Uma classificação mais detalhada das tarefas realizadas por um robô pode ser descrita como de três tipos de natureza:
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    Aplicações de Robôs Medição: Na inspeção de objetos Localização de contornos Detecção de falhas na manufatura
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    Aplicações de Robôs Manipulação: Parra soldagem a arco ou ponto Pintura com spray Furação ou fresagem Colagem e selamentos Cortes a laser ou jato de água Montagens elétricas ou mecânicas Montagem de placas de circuitos impresso Parafusamento
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    Utilização de Robôs O maior fator que impede a adoção em massa de robôs nas indústrias é seu alto custo. O tempo que leva para se recuperar o investimento em um robô depende dos custos de compra, instalação e manutenção. Este tempo não é fixo, depende da fábrica onde o robô será instalado e de sua aplicação. Deve-se considerar as seguintes condições: Número de empregados substituídos pelo robô; Número de turnos por dia; Produtividade comparada a seu custo; Custo de projeto e manutenção; Custo dos equipamentos periféricos.
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    Utilização de Robôs O preço de um robô é determinado pelos seguintes fatores: Tamanho; Sofisticação ou grau de complexidade; Exatidão; Confiabilidade.
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    Utilização de Robôs Nos últimos tempos, através da automação, observou-se o decréscimo do nível de emprego nas atividades industriais. A curto prazo, a automação levanta problemas como o desemprego, necessária reconversão e treinamento pessoal, consequências da redução de horas de trabalho, questões de aumento de salários em atividades de maior produtividade.
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    Utilização de Robôs Alguns aspectos do confronto operacional de homens e robôs são que um robô tem claramente algumas vantagens sobre os humanos: não se cansa; não necessita de salário; pode manter uma qualidade uniforme na produção; não necessita de condições ambientais especiais tais como ar condicionado, luz, silêncio, etc. Em compensação, o robô tem aprendizado, memória e movimentos limitados se comparado a um homem.
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    Classificação de Robôs Gerações (cronologicamente) Robôs executores ( playback ) – repetem uma sequência de instruções pré-gravadas como a pintura ou soldadura. Robôs controlados por sensores – possuem malhas fechadas de realimentação sensorial. Tomam decisões com base nos sensores. Robôs controlados por visão – a malha fechada de controle inclui um sistema de visão (imagem que é processada). Robôs com controle adaptativo – o robô pode reprogramar as suas ações com base nos seus sensores. Robôs com inteligência artificial – usa técnicas de inteligência artificial para tomar as suas decisões e até resolver problemas.
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    Classificação de Robôs Nível de inteligência do controlador (pela JIRA – Japan Industrial Robot Association ) Dispositivos manuais – operados por pessoas. Robôs de sequências fixas . Robôs de sequências variáveis – onde o operador pode mudar a sequência com facilidade. Robôs executores – onde o operador humano guia o robô a executar uma tarefa fixa. Robôs controlador numericamente – o operador fornece o programa do movimento, em vez de o ensinar manualmente. Robôs inteligentes – percebem e interagem com alterações no ambiente.
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    Classificação de Robôs Nível de controle dos programas no controlador Inteligência artificial – instruções de alto nível que serão decompostas pelo sistema em funções de mais baixo nível. Modo de controle – os movimentos do sistema são modelizados incluindo as interações dinâmicas entre os diferentes mecanismos. Servo-sistema – os atuadores controlam os parâmetros do dispositivo usando os dados sensoriais nas malhas de controle.
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    Classificação de Robôs Linguagem de programação Sistemas guiados – o operador indica os movimentos que o robô deve fazer. Programação ao nível do robô – o utilizador escreve um programa para especificar as sequências de movimentos que o robô terá que executar. Programação ao nível de tarefa – o programador especifica apenas as ações a tomar sobre os objetos que o robô manipulará.
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    Robótica Fixa versus Robótica Móvel As três categorias principais dos robôs são: Os manipuladores – Robôs industriais Os veículos auto-guiados (AGV) Os robôs móveis. As principais diferenças entre estas categorias incidem nos seguintes pontos: Conhecimento contínuo da posição (verdade nos braços), Aplicações distintas (manipulação e transporte) Necessidade de percepção do ambiente (crucial nos móveis), Tipo de programação usada (normalmente mais exigente nos robôs móveis).
  • 37.
    Robô Autônomo SojournerRobô autônomo Sojourner, foi enviado a Marte pela NASA (Agência Aeroespacial dos Estados Unidos) para a pesquisa e exploração do planeta vermelho (1997).
  • 38.
    Robô Submarino Scorpio45 Este robô é equipado com câmeras de vídeo, e um braço mecânico, foi utilizado em agosto de 2005 em uma operação conjunta de resgate, composta por especialistas da Rússia, Inglaterra e Estados Unidos.
  • 39.
    Atividade n °1 - Individual Data de entrega: 24/ago/2010 Desenvolver uma pesquisa e elaborar uma sinópse manuscrita , versando sobre os seguintes temas: Por que automatizar? Por que não automatizar? Argumentos prós e contra a automação. Nota: A presença do aluno em sala de aula, acompanhamento dos conteúdos ministrados em classe e a pontualidade no cumprimento das atividades são premissas importantes para a avaliação. Assim sendo, não serão aceitos os trabalhos de alunos que não os entregarem até a data estipulada.
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    Obrigado !!! Automaçãoe Robótica Prof. Ms. Décio Colaneri

Notas do Editor

  • #2 Este curso será disponibilizado por