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Síndrome do Pânico
Tec. Enfermagem - Neuropsiquiatria
Jessica Gonçalves
É um tipo de transtorno de ansiedade no qual
ocorrem crises inesperadas de desespero e
medo intenso de que algo ruim aconteça,
mesmo que não haja motivo algum para isso
ou sinais de perigo iminente.
Quem sofre do Transtorno de Pânico sofre
crises de medo agudo de modo recorrente e
inesperado. Além disso, as crises são seguidas
de preocupação persistente com a
possibilidade de ter novos ataques e com as
consequências desses ataques, seja
dificultando a rotina do dia a dia, seja por
medo de perder o controle, enlouquecer ou ter
um ataque no coração
As causas exatas da síndrome do pânico são
desconhecidas, embora a ciência acredite que
alguns conjunto de fatores pode desencadear o
transtorno , como:
• Genética
• Temperamento forte e suscetível
• Mudanças no forma como o cérebro funciona e
como reage a determinadas situações.
Ocorre geralmente no inicio da vida adulta e
costuma afetar mais a mulheres do que os
homens. Eventos estressantes e/ou traumáticos
podem influenciar no surgimento da síndrome:
• Situações de estresse extremo
⦁ Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima
⦁ Mudanças radicais ocorridas na vida
⦁ Histórico de abuso sexual durante a infância
⦁ Ter passado por alguma experiência traumática,
como um acidente.
• Calafrios
• Pressão na cabeça
• Tremor
• Fraqueza nas pernas
• Dores no peito e desconforto
• Sensação de perigo iminente
• Medo de perder o controle
• Medo da morte ou de uma
tragédia iminente
• Sensação de estar fora da
realidade
• Sensação de estar com a
garganta fechando
Parece que o mundo vai acabar em
cima de mim. Qualquer barulho fica mais
pronunciado e faz minha cabeça doer. Às
vezes eu sinto dificuldade de concentrar, as
vezes eu fico desorientado. Meu coração
bate feito louco e eu fico auto consciente da
minha respiração.
Às vezes sinto agulhadas nas minhas mãos
ou uma tensão repentina nos meus ombros.
Outras vezes me dá um medo intenso. Meus
ataques de pânico passam rápido, mas
chegam sem avisar.
Eu sei que eventualmente eles vão embora,
assim isso me traz um pouco de conforto.
Miranda
Depoimento de paciente sobre o
momento do surto.
O diagnóstico é feito através de exames físicos e avaliação psiquiátrica. É avaliado
os sintomas, situações que podem ter desencadeado intenso estresse, medos e
preocupações e se há abuso de substâncias.
Recomenda-se que a primeira avaliação psiquiátrica seja acompanhada por uma
pessoa de confiança do paciente, e que tenha presenciado as crises para que possa
auxiliar no relato e explicação do caso.
O principal objetivo do tratamento da
síndrome do pânico é reduzir o
número de crises, assim como sua
intensidade e recuperação mais
rápida.
As duas principais formas de
tratamento para esse transtorno é por
meio de psicoterapia e medicamentos
antidepressivos.
O tratamento correto é avaliada conforme
a intensidade do problema.
A psicoterapia é geralmente a primeira
opção para o tratamento de síndrome do
pânico, mais especificamente, a Terapia
Cognitivo-Comportamental (TCC). Ela
poderá ajudar o paciente a entender os
ataques de pânico, a como lidar com eles
no momento em que acontecerem e
como ter uma vida cotidiana normal sem
medo de ter um novo ataque.
O que
sinto
O que
penso
O que
faço
Sindrome do pânico
A Enfermagem deve ter uma conduta que auxilie na
melhora da condição de vida tanto do paciente quanto
de sua família. Deve ainda ajuda-lo a adaptar-se à nova
condição, oferecer ajuda para que o paciente se
reintegre na sociedade e garantir a adesão do mesmo
ao tratamento.
• Estabelecer relação de confiança com o paciente
• Ajudar ao cliente a encontrar meios positivos para atender suas necessidades
emocionais.
• Não dizer ao paciente que sua queixas são infundadas
• Mostrar-se atento ao que o paciente sente quando este o expuser.
• Identificar a causa do transtorno
Auxiliar o cliente a encontrar meio de lidar com a ansiedade e o pânico.
• Evitar tocar no cliente sem aviso, pois ele pode perceber isso como algo
ameaçador.
• Auxiliar nas necessidades de auto cuidado quando solicitado pelo paciente
sempre encorajando sua independência.
• Medicação conforme prescrição.
• Quando um cliente apresenta uma crise, a primeira medida a ser tomada e a da
proteção, tanto individual quanto coletiva. Deve-se tentar conversar, acalmar,
procurar um entendimento com ele.
O Grito - Edvard Munch
“Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue
– eu parei, exausto, e inclinei-me sobre o muro – havia sangue e línguas de fogo
sobre o azul escuro do fiorde e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas
eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza.
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Sindrome do pânico

  • 1. { Síndrome do Pânico Tec. Enfermagem - Neuropsiquiatria Jessica Gonçalves
  • 2. É um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente. Quem sofre do Transtorno de Pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração
  • 3. As causas exatas da síndrome do pânico são desconhecidas, embora a ciência acredite que alguns conjunto de fatores pode desencadear o transtorno , como: • Genética • Temperamento forte e suscetível • Mudanças no forma como o cérebro funciona e como reage a determinadas situações. Ocorre geralmente no inicio da vida adulta e costuma afetar mais a mulheres do que os homens. Eventos estressantes e/ou traumáticos podem influenciar no surgimento da síndrome: • Situações de estresse extremo ⦁ Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima ⦁ Mudanças radicais ocorridas na vida ⦁ Histórico de abuso sexual durante a infância ⦁ Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.
  • 4. • Calafrios • Pressão na cabeça • Tremor • Fraqueza nas pernas • Dores no peito e desconforto • Sensação de perigo iminente • Medo de perder o controle • Medo da morte ou de uma tragédia iminente • Sensação de estar fora da realidade • Sensação de estar com a garganta fechando
  • 5. Parece que o mundo vai acabar em cima de mim. Qualquer barulho fica mais pronunciado e faz minha cabeça doer. Às vezes eu sinto dificuldade de concentrar, as vezes eu fico desorientado. Meu coração bate feito louco e eu fico auto consciente da minha respiração. Às vezes sinto agulhadas nas minhas mãos ou uma tensão repentina nos meus ombros. Outras vezes me dá um medo intenso. Meus ataques de pânico passam rápido, mas chegam sem avisar. Eu sei que eventualmente eles vão embora, assim isso me traz um pouco de conforto. Miranda Depoimento de paciente sobre o momento do surto.
  • 6. O diagnóstico é feito através de exames físicos e avaliação psiquiátrica. É avaliado os sintomas, situações que podem ter desencadeado intenso estresse, medos e preocupações e se há abuso de substâncias. Recomenda-se que a primeira avaliação psiquiátrica seja acompanhada por uma pessoa de confiança do paciente, e que tenha presenciado as crises para que possa auxiliar no relato e explicação do caso. O principal objetivo do tratamento da síndrome do pânico é reduzir o número de crises, assim como sua intensidade e recuperação mais rápida. As duas principais formas de tratamento para esse transtorno é por meio de psicoterapia e medicamentos antidepressivos.
  • 7. O tratamento correto é avaliada conforme a intensidade do problema. A psicoterapia é geralmente a primeira opção para o tratamento de síndrome do pânico, mais especificamente, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Ela poderá ajudar o paciente a entender os ataques de pânico, a como lidar com eles no momento em que acontecerem e como ter uma vida cotidiana normal sem medo de ter um novo ataque. O que sinto O que penso O que faço
  • 9. A Enfermagem deve ter uma conduta que auxilie na melhora da condição de vida tanto do paciente quanto de sua família. Deve ainda ajuda-lo a adaptar-se à nova condição, oferecer ajuda para que o paciente se reintegre na sociedade e garantir a adesão do mesmo ao tratamento.
  • 10. • Estabelecer relação de confiança com o paciente • Ajudar ao cliente a encontrar meios positivos para atender suas necessidades emocionais. • Não dizer ao paciente que sua queixas são infundadas • Mostrar-se atento ao que o paciente sente quando este o expuser. • Identificar a causa do transtorno Auxiliar o cliente a encontrar meio de lidar com a ansiedade e o pânico. • Evitar tocar no cliente sem aviso, pois ele pode perceber isso como algo ameaçador. • Auxiliar nas necessidades de auto cuidado quando solicitado pelo paciente sempre encorajando sua independência. • Medicação conforme prescrição. • Quando um cliente apresenta uma crise, a primeira medida a ser tomada e a da proteção, tanto individual quanto coletiva. Deve-se tentar conversar, acalmar, procurar um entendimento com ele.
  • 11. O Grito - Edvard Munch “Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre o muro – havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fiorde e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza. O Grito Edvard Munch – Percurso do Expressionismo