Semântica Lexical Capacitação em Língua Portuguesa para Operadores com Textos – Nível essencial Unidade 1
Semântica O  estudo das significações  das palavras é um assunto na língua portuguesa exclusivo da Semântica. Significação :  representação mental relacionada a uma forma linguística, um sinal, um conjunto de sinais, um fato, um gesto etc.; aquilo que um signo quer dizer; acepção, sentido, significado (virtual). Sentido :  cada um dos significados de uma palavra ou locução; acepção com que está sendo empregada na frase ou texto (atual).
Sema:  unidade mínima da significação
Léxico é o conjunto de palavras usadas em uma língua ou em um texto. Quanto à língua, não existe um falante que domine por completo seu léxico, pois o idioma é vivo e vocábulos vão desaparecendo, enquanto novos surgem. Quanto ao texto, o léxico corresponde às palavras utilizadas na escrita do mesmo.
Campo lexical   (conceitos) campo lexical  é formado pelas palavras que derivam de um mesmo  radical.  Assim, o campo lexical ou a  família  da palavra “pedra”, seria: apedrejar, pedregulho, pedraria, pedreira, pedrinha, entre outros.
Campo lexical   (exemplos) Compreende ainda  as palavras que pertencem à mesma área de conhecimento : a) Escola:  professor, caderno, aula, livro, apostila, material escolar, diretor, etc.  c) Informática:  web, pen drive, software, hardware, programas, gigabite, memória RAM, etc.  d) Linguagem bíblica:  mandamentos, Jesus, Novo Testamento, Apocalipse, Céus, Inferno, discípulos, etc.
Campo semântico  (conceito) campo semântico  é o conjunto dos significados, dos conceitos, que uma palavra possui. Um mesmo termo tem ou pode ter vários sentidos, os quais são escolhidos de acordo com o  contexto  abordado.
Campo semântico (exemplos) Assim, são exemplos de campos semânticos:  a) levar:  transportar, carregar, retirar, guiar, transmitir, passar, receber.  b) natureza:  seres que constituem o universo, temperamento, espécie, qualidade.  c) nota:  anotação, breve comunicação escrita, comunicação escrita e oficial do governo, cédula, som musical, atenção.  d) breve:  de pouca duração, ligeiro, resumido.
 
Propriedades semânticas No que diz respeito ao aspecto semântico da língua, podem-se destacar três propriedades:              Sinonímia              Antonímia              Polissemia
Sinonímia divisão da Semântica que estuda os sinônimos, ou seja as palavras que têm significação semelhante. A  garota   renunciou   veementemente  ao pedido para que engolisse o alimento. A  menina   recusou   energeticamente  a solicitação para que se alimentasse. A  mocinha   rejeitou   impetuosamente  ao apelo para que comesse.
Sinonímia sinonímia é a relação das palavras que possuem significados comuns, e o  sentido  é determinado pelo  contexto linguístico .
Antonímia A  garota   renunciou   veementemente  ao pedido para que engolisse o medicamento. A  senhora   aceitou   passivamente  o apelo para que cuspisse o remédio.
Antônimos Assim, quando opto por uma palavra opto também pelo seu significado que de alguma forma remete a outro sentido, em oposição.
Conceituações “ Sinônimos são palavras de sentidos aproximados que podem ser substituídas uma pela outra em diferentes contextos”. Na linguagem cotidiana, as palavras  furto  e  roubo , por exemplo, significam a mesma coisa; em linguagem jurídica, porém,  roubo  se aplica à situação em que a vítima também sofre algum tipo de violência. “Antônimos são palavras de sentido contrário entre si. Tão difícil como existir um par perfeito de sinônimos, é haver um par perfeito de antônimos.”
“Um objeto velho, por exemplo, pode ser o oposto de um objeto novo. Porém, dizer que um objeto é menos velho, em certos casos, pode ser equivalente a dizer que ele é mais novo, o que torna a antonímia relativa entre novo e velho.” Antônimos e sinônimos
Hipônimos e hiperônimos “ Hipônimos e hiperônimos são palavras pertencentes a um mesmo campo semântico, sendo o hipônimo uma palavra de sentido mais específico e o hiperônimo uma palavra de sentido mais genérico.”  “ Comprou um computador, um monitor, um teclado e uma impressora para o escritório, pois, sem esse equipamento, não conseguiria dar conta do trabalho.”  No caso, dizemos que o  computador, monitor ,  impressora  e  teclado  são  hipônimos  de  equipamento .  Equipamento , por sua vez, é um  hiperônimo  das outras palavras.
Humor expressão irônica e engenhosamente elaborada da realidade
Relação das palavras no campo semântico Principalmente na construção de textos, é fundamental perceber que se relacionam as palavras de sentido genérico com as de sentido restrito. Esse recurso evita que se repitam demasiadamente as palavras. Exemplos:  fruta  é  hiperônimo  de maçã, banana, laranja, abacate etc.; Homem, mulher, criança, adolescente  é  hipônimo  de ser humano.
 
Observação: A hiperonímia tal qual a hiponímia, como uma relação de sentido que se estabelece entre unidades lexicais, aplica-se tanto aos termos que não têm referência como também aos que têm referência. Embora um termo hiperônimo não implique, em geral, o seu hipônimo, ocorre frequentemente que o contexto situacional ou a modificação sintagmática do termo hiperônimo o determinará no sentido de um de seus hipônimos. Essa é a origem da sinonímia dependente do contexto.
Semas e sentido A quantidade de semas é inversamente proporcional à extensão do sentido da palavra. Ou seja, quanto maior o número de semas, menor será a extensão do sentido. Isto significa que o sentido será cada vez mais claro, mais específico.
Sinônimos perfeitos? No entanto,  não existem sinônimos perfeitos , porque eles não são intercambiáveis em todos os contextos. Isto significa que no discurso, o enunciador pode tornar sinônimas palavras ou expressões que em outro contexto não o são. Exemplos:  excitação altista dos preços  em vez de  inflação ;  desaquecimento da economia  em lugar de  recessão.
Semântica lexical “sintática” A semântica lexical sugere que verbos como  começar  e  gostar  selecionam semanticamente complementos que denotam uma atividade ou um evento. Quando nenhuma atividade ou evento é especificado na forma de um complemento progressivo ou infinitivo, como em  João começou o livro , é dito que o verbo força o objeto direto a mudar seu papel de entidade para uma atividade que o verbo  começar  requer como complemento (como, por exemplo,  a escrever , ou  a ler ).
Semântica e sintaxe A sentença, então, por não especificar nem uma atividade, nem um evento, força o verbo a selecionar, de seu complemento  a carta , um propósito ou função, alterando o tipo do complemento para uma  atividade . A passagem de  A secretária começou a carta . para  A secretária começou a ler a carta . ou  A secretária começou a escrever a carta   ou até a  A secretária começou a rasgar / esconder a carta  vai depender do contexto em que a sentença está inserida, o que pouco afeta a interpretação da mesma.
Resumindo O léxico -  a representação interna de um estímulo - depende, em primeiro lugar, da natureza do estímulo; em segundo, da natureza do sistema representacional e, em terceiro lugar, das demandas da situação. Eis o porquê de as variações linguísticas não poderem ser estudadas descontextualizadas.
Uma teoria que admita representações mentais, mas que rejeite estruturas combinatórias, carece de uma explicação para a diferença entre o pensamento  João ama Maria  e  Maria ama João . Um agente cognitivo normal tem pensamentos intrinsecamente conectados uns aos outros. Suponha-se um pensamento que envolve uma representação mental desconectada a uma estrutura combinatória. Como essa semântica lexical daria conta da diferença entre  João ama Maria , que poderia significar, também,  Maria ama João  e o caso de  Pedro ama pizza ?
Léxico e dicionário As definições nada mais são que descrições simples do significado dos diversos itens lexicais. O problema das definições (presentes em dicionários) é que a maioria dos conceitos não pode ser definida sem abarcar também os problemas ontológicos. Ontologia é o estudo do que existe. É um inventário do que existe. Um compromisso ontológico é um compromisso com a afirmação da existência de algo. Se um item lexical precisa ser definido, pressupõe-se que são necessários outros conceitos para caracterizá-lo, criando uma circularidade semântica que envolve todos as definições de todos os itens lexicais.
Sintetizando: O significado de uma sentença não é dado apenas pela soma do conteúdo de suas partes, mas pela soma do conteúdo de suas partes mais a estrutura que a carrega.
Bibliografia Bibliografia: BRAUNER, Gustavo.  Sobre a Semântica Lexical : Jerry Fodor  versus  Pustejovsky. In: http://www.pucrs.br/edipucrs/online/vsemanaletras/Artigos%20e%20Notas_PDF/Gustavo%20Brauner.pdf   CEREJA, W. R. e MAGALHÃES, T. C.  Português : linguagens.  São Paulo: Ática, 2004. FODOR, J.  The language of thought . New York: Crowell, 1975. FODOR, J.  Psychosemantics . Cambridge: MIT, 1987. LOPES, I. C. e PIETROFORTE, A. V. S. A semântica lexical.  In : FIORIN, J. L. (org.).  Introdução à linguística II : princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2004, p. 111-135. PUSTEJOVSKY, J.  The generative lexicon .  Cambridge: The MIT, 1995. http://www.filologia.org.br/xiiicnlf/03/03.pdf

Semântica pt 1

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    Semântica Lexical Capacitaçãoem Língua Portuguesa para Operadores com Textos – Nível essencial Unidade 1
  • 2.
    Semântica O estudo das significações das palavras é um assunto na língua portuguesa exclusivo da Semântica. Significação : representação mental relacionada a uma forma linguística, um sinal, um conjunto de sinais, um fato, um gesto etc.; aquilo que um signo quer dizer; acepção, sentido, significado (virtual). Sentido : cada um dos significados de uma palavra ou locução; acepção com que está sendo empregada na frase ou texto (atual).
  • 3.
    Sema: unidademínima da significação
  • 4.
    Léxico é oconjunto de palavras usadas em uma língua ou em um texto. Quanto à língua, não existe um falante que domine por completo seu léxico, pois o idioma é vivo e vocábulos vão desaparecendo, enquanto novos surgem. Quanto ao texto, o léxico corresponde às palavras utilizadas na escrita do mesmo.
  • 5.
    Campo lexical (conceitos) campo lexical é formado pelas palavras que derivam de um mesmo radical. Assim, o campo lexical ou a família da palavra “pedra”, seria: apedrejar, pedregulho, pedraria, pedreira, pedrinha, entre outros.
  • 6.
    Campo lexical (exemplos) Compreende ainda as palavras que pertencem à mesma área de conhecimento : a) Escola: professor, caderno, aula, livro, apostila, material escolar, diretor, etc. c) Informática: web, pen drive, software, hardware, programas, gigabite, memória RAM, etc. d) Linguagem bíblica: mandamentos, Jesus, Novo Testamento, Apocalipse, Céus, Inferno, discípulos, etc.
  • 7.
    Campo semântico (conceito) campo semântico é o conjunto dos significados, dos conceitos, que uma palavra possui. Um mesmo termo tem ou pode ter vários sentidos, os quais são escolhidos de acordo com o contexto abordado.
  • 8.
    Campo semântico (exemplos)Assim, são exemplos de campos semânticos: a) levar: transportar, carregar, retirar, guiar, transmitir, passar, receber. b) natureza: seres que constituem o universo, temperamento, espécie, qualidade. c) nota: anotação, breve comunicação escrita, comunicação escrita e oficial do governo, cédula, som musical, atenção. d) breve: de pouca duração, ligeiro, resumido.
  • 9.
  • 10.
    Propriedades semânticas Noque diz respeito ao aspecto semântico da língua, podem-se destacar três propriedades:              Sinonímia              Antonímia              Polissemia
  • 11.
    Sinonímia divisão daSemântica que estuda os sinônimos, ou seja as palavras que têm significação semelhante. A garota renunciou veementemente ao pedido para que engolisse o alimento. A menina recusou energeticamente a solicitação para que se alimentasse. A mocinha rejeitou impetuosamente ao apelo para que comesse.
  • 12.
    Sinonímia sinonímia éa relação das palavras que possuem significados comuns, e o sentido é determinado pelo contexto linguístico .
  • 13.
    Antonímia A garota renunciou veementemente ao pedido para que engolisse o medicamento. A senhora aceitou passivamente o apelo para que cuspisse o remédio.
  • 14.
    Antônimos Assim, quandoopto por uma palavra opto também pelo seu significado que de alguma forma remete a outro sentido, em oposição.
  • 15.
    Conceituações “ Sinônimossão palavras de sentidos aproximados que podem ser substituídas uma pela outra em diferentes contextos”. Na linguagem cotidiana, as palavras furto e roubo , por exemplo, significam a mesma coisa; em linguagem jurídica, porém, roubo se aplica à situação em que a vítima também sofre algum tipo de violência. “Antônimos são palavras de sentido contrário entre si. Tão difícil como existir um par perfeito de sinônimos, é haver um par perfeito de antônimos.”
  • 16.
    “Um objeto velho,por exemplo, pode ser o oposto de um objeto novo. Porém, dizer que um objeto é menos velho, em certos casos, pode ser equivalente a dizer que ele é mais novo, o que torna a antonímia relativa entre novo e velho.” Antônimos e sinônimos
  • 17.
    Hipônimos e hiperônimos“ Hipônimos e hiperônimos são palavras pertencentes a um mesmo campo semântico, sendo o hipônimo uma palavra de sentido mais específico e o hiperônimo uma palavra de sentido mais genérico.” “ Comprou um computador, um monitor, um teclado e uma impressora para o escritório, pois, sem esse equipamento, não conseguiria dar conta do trabalho.” No caso, dizemos que o computador, monitor , impressora e teclado são hipônimos de equipamento . Equipamento , por sua vez, é um hiperônimo das outras palavras.
  • 18.
    Humor expressão irônicae engenhosamente elaborada da realidade
  • 19.
    Relação das palavrasno campo semântico Principalmente na construção de textos, é fundamental perceber que se relacionam as palavras de sentido genérico com as de sentido restrito. Esse recurso evita que se repitam demasiadamente as palavras. Exemplos: fruta é hiperônimo de maçã, banana, laranja, abacate etc.; Homem, mulher, criança, adolescente é hipônimo de ser humano.
  • 20.
  • 21.
    Observação: A hiperonímiatal qual a hiponímia, como uma relação de sentido que se estabelece entre unidades lexicais, aplica-se tanto aos termos que não têm referência como também aos que têm referência. Embora um termo hiperônimo não implique, em geral, o seu hipônimo, ocorre frequentemente que o contexto situacional ou a modificação sintagmática do termo hiperônimo o determinará no sentido de um de seus hipônimos. Essa é a origem da sinonímia dependente do contexto.
  • 22.
    Semas e sentidoA quantidade de semas é inversamente proporcional à extensão do sentido da palavra. Ou seja, quanto maior o número de semas, menor será a extensão do sentido. Isto significa que o sentido será cada vez mais claro, mais específico.
  • 23.
    Sinônimos perfeitos? Noentanto, não existem sinônimos perfeitos , porque eles não são intercambiáveis em todos os contextos. Isto significa que no discurso, o enunciador pode tornar sinônimas palavras ou expressões que em outro contexto não o são. Exemplos: excitação altista dos preços em vez de inflação ; desaquecimento da economia em lugar de recessão.
  • 24.
    Semântica lexical “sintática”A semântica lexical sugere que verbos como começar e gostar selecionam semanticamente complementos que denotam uma atividade ou um evento. Quando nenhuma atividade ou evento é especificado na forma de um complemento progressivo ou infinitivo, como em João começou o livro , é dito que o verbo força o objeto direto a mudar seu papel de entidade para uma atividade que o verbo começar requer como complemento (como, por exemplo, a escrever , ou a ler ).
  • 25.
    Semântica e sintaxeA sentença, então, por não especificar nem uma atividade, nem um evento, força o verbo a selecionar, de seu complemento a carta , um propósito ou função, alterando o tipo do complemento para uma atividade . A passagem de A secretária começou a carta . para A secretária começou a ler a carta . ou A secretária começou a escrever a carta ou até a A secretária começou a rasgar / esconder a carta vai depender do contexto em que a sentença está inserida, o que pouco afeta a interpretação da mesma.
  • 26.
    Resumindo O léxico- a representação interna de um estímulo - depende, em primeiro lugar, da natureza do estímulo; em segundo, da natureza do sistema representacional e, em terceiro lugar, das demandas da situação. Eis o porquê de as variações linguísticas não poderem ser estudadas descontextualizadas.
  • 27.
    Uma teoria queadmita representações mentais, mas que rejeite estruturas combinatórias, carece de uma explicação para a diferença entre o pensamento João ama Maria e Maria ama João . Um agente cognitivo normal tem pensamentos intrinsecamente conectados uns aos outros. Suponha-se um pensamento que envolve uma representação mental desconectada a uma estrutura combinatória. Como essa semântica lexical daria conta da diferença entre João ama Maria , que poderia significar, também, Maria ama João e o caso de Pedro ama pizza ?
  • 28.
    Léxico e dicionárioAs definições nada mais são que descrições simples do significado dos diversos itens lexicais. O problema das definições (presentes em dicionários) é que a maioria dos conceitos não pode ser definida sem abarcar também os problemas ontológicos. Ontologia é o estudo do que existe. É um inventário do que existe. Um compromisso ontológico é um compromisso com a afirmação da existência de algo. Se um item lexical precisa ser definido, pressupõe-se que são necessários outros conceitos para caracterizá-lo, criando uma circularidade semântica que envolve todos as definições de todos os itens lexicais.
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    Sintetizando: O significadode uma sentença não é dado apenas pela soma do conteúdo de suas partes, mas pela soma do conteúdo de suas partes mais a estrutura que a carrega.
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    Bibliografia Bibliografia: BRAUNER,Gustavo. Sobre a Semântica Lexical : Jerry Fodor versus Pustejovsky. In: http://www.pucrs.br/edipucrs/online/vsemanaletras/Artigos%20e%20Notas_PDF/Gustavo%20Brauner.pdf CEREJA, W. R. e MAGALHÃES, T. C. Português : linguagens. São Paulo: Ática, 2004. FODOR, J. The language of thought . New York: Crowell, 1975. FODOR, J. Psychosemantics . Cambridge: MIT, 1987. LOPES, I. C. e PIETROFORTE, A. V. S. A semântica lexical. In : FIORIN, J. L. (org.). Introdução à linguística II : princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2004, p. 111-135. PUSTEJOVSKY, J. The generative lexicon . Cambridge: The MIT, 1995. http://www.filologia.org.br/xiiicnlf/03/03.pdf