Relevo Brasileiro GEOGRAFIA Robson
Relevo do Brasil
Características  A formação do relevo brasileiro decorre da ação de diversos elementos, como a estrutura geológica do território, os agentes internos, o tectonismo e o vulcanismo, e os agentes externos: as águas correntes e o intemperismo.  O Brasil é um país de poucos desníveis. Cerca de 40% do seu  território  encontra-se abaixo de 200 m de  altitude , 45% entre 200 e 600 m, e 12%, entre 600 e 900 m. Apenas 3% constituem área  montanhosa , ultrapassando os 900 m de altitude. Como reflexo dessa estrutura geológica, de base sedimentar, a altimetria de do relevo brasileiro vai caracterizar-se pelo predomínio das baixas e médias altitudes.  Tais formações se sobrepõem aos  terrenos pré-cambrianos , mais antigos, que formam o embasamento de nosso relevo, de  origem cristalina , e que afloram em 36% do território.
Características  O relevo brasileiro, em sua formação, não sofreu a ação dos movimentos orogenéticos recentes, responsáveis pelo surgimento dos chamados dobramentos modernos e, por isso, caracteriza-se pela presença de três grandes formas: os  planaltos  as  depressões  e as  planícies .  Os  planaltos e as depressões  representam as formas predominantes, ocupando cerca de 95% do território, e têm origem e tanto cristalina quanto sedimentar. Em alguns pontos do território, especialmente nas bordas dos planaltos, o relevo apresenta-se muito acidentado, como a ocorrência de serras e escarpas.  As  planícies  representam os 5% restantes do território brasileiro e são exclusivamente de origem sedimentar.
Classificação do relevo brasileiro Aroldo de Azevedo , na década de 40, que utilizava como critério para a definição das formas o  nível altimétrico  como fator de determinação do que seja um planalto ou uma planície. De acordo com esse critério: a superfícies aplainadas que superassem a marca dos 200 m de altitude seriam classificadas como planaltos,  as superfícies aplainadas que apresentassem altitudes inferiores a 200 m seriam classificadas como planícies.  Com base nisso, o Brasil dividia-se em oito unidades de relevo, sendo 4 planaltos, que ocupavam 59% do território e 4 planícies, que ocupavam os 41% restante
Classificação de Aroldo de Azevedo
Classificação de Ab'Saber O professor  Aziz Nacib Ab'Saber , no final da década de 50, apresentou uma nova classificação que desprezava o nível altimétrico e dá ênfase aos  processos geomorfólogicos , isto é, aos  processos de erosão e sedimentação .  Assim, para ele:  planalto  é uma superfície na qual  predomina o processo de desgaste   planície   (ou terras baixas)  é uma  área de sedimentação . Por essa divisão, o relevo brasileiro se compunha de 10 unidades, sendo 7 planaltos, que ocupavam 75% do território, e três planícies, que ocupavam os 25 restantes.
Classificação de Ab'Saber
Classificação de Ross A mais recente classificação do relevo brasileiro é a proposta pelo professor  Jurandyr Ross , divulgada em 1985. Jurandyr Ross, a exemplo de Ab'Saber,  também utiliza os processos geomorfológicos  para elaborar a sua classificação.  Destaca três formas principais de relevo:planaltos, planícies e depressões. Define cada macro-unidade da seguinte forma:  PLANALTO  como sendo uma superfície irregular, com altitude acima de 300 metros e produto de erosão;  PLANÍCIE , como uma área plana, formada pelo acúmulo recente de sedimentos;  DEPRESSÃO , como superfície entre 100 e 500 metros de altitude, com inclinação suave, mais plana que o planalto e formada por processo de erosão.
Classificação de Ross
Unidades de Relevo de Ross Suas pesquisas foram fundamentadas a partir do levantamento da superfície do território brasileiro, realizado através de sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de Minas e Energia, no qual o professor Ross apresenta uma subdivisão do relevo brasileiro em 28 unidades, sendo  11 planaltos , 11 depressões  e  6 planícies.  PLANALTOS:  1. Amazonas Oriental  2. Planaltos e chapadas da Bacia do Parnaíba  3. Planaltos e chapadas da Bacia do Paraná  4. Planalto e chapada dos Parecis  5. Planaltos residuais Norte-Amazônicos  6. Planaltos residuais sul-amazônicos  7. Planaltos e serras de leste-sudeste  8. Planaltos e serras de Goiás-Minas  9. Planaltos e serras residuais do alto Paraguai  10. Borborema  11. Sul-Rio-Grandense.
Unidades de Relevo de Ross DEPRESSÕES:   12. Amazônia Ocidental  13. Marginal Norte Amazônia  14. Marginal Sul Amazônia  15. Araguaia-Tocantins  16. Cuiabana  17. Alto Alto Paraguai-Guaporé  18. Miranda  19. Sertaneja e do São Francisco  20. Tocantins  21. Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná  22. Periférica Sul-Rio-Grandense.
Unidades de Relevo de Ross PLANÍES:   23. Rio Amazonas  24. Rio Araguaia  25. Pantanal do Rio Guaporé  26. Pantanal Mato-Grossense  27. Lagoas dos Patos e Mirim  28. Planícies e Tabuleiros Litorâneos .

Relevo brasileiro

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    Características Aformação do relevo brasileiro decorre da ação de diversos elementos, como a estrutura geológica do território, os agentes internos, o tectonismo e o vulcanismo, e os agentes externos: as águas correntes e o intemperismo. O Brasil é um país de poucos desníveis. Cerca de 40% do seu território encontra-se abaixo de 200 m de altitude , 45% entre 200 e 600 m, e 12%, entre 600 e 900 m. Apenas 3% constituem área montanhosa , ultrapassando os 900 m de altitude. Como reflexo dessa estrutura geológica, de base sedimentar, a altimetria de do relevo brasileiro vai caracterizar-se pelo predomínio das baixas e médias altitudes. Tais formações se sobrepõem aos terrenos pré-cambrianos , mais antigos, que formam o embasamento de nosso relevo, de origem cristalina , e que afloram em 36% do território.
  • 4.
    Características Orelevo brasileiro, em sua formação, não sofreu a ação dos movimentos orogenéticos recentes, responsáveis pelo surgimento dos chamados dobramentos modernos e, por isso, caracteriza-se pela presença de três grandes formas: os planaltos as depressões e as planícies . Os planaltos e as depressões representam as formas predominantes, ocupando cerca de 95% do território, e têm origem e tanto cristalina quanto sedimentar. Em alguns pontos do território, especialmente nas bordas dos planaltos, o relevo apresenta-se muito acidentado, como a ocorrência de serras e escarpas. As planícies representam os 5% restantes do território brasileiro e são exclusivamente de origem sedimentar.
  • 5.
    Classificação do relevobrasileiro Aroldo de Azevedo , na década de 40, que utilizava como critério para a definição das formas o nível altimétrico como fator de determinação do que seja um planalto ou uma planície. De acordo com esse critério: a superfícies aplainadas que superassem a marca dos 200 m de altitude seriam classificadas como planaltos, as superfícies aplainadas que apresentassem altitudes inferiores a 200 m seriam classificadas como planícies. Com base nisso, o Brasil dividia-se em oito unidades de relevo, sendo 4 planaltos, que ocupavam 59% do território e 4 planícies, que ocupavam os 41% restante
  • 6.
  • 7.
    Classificação de Ab'SaberO professor Aziz Nacib Ab'Saber , no final da década de 50, apresentou uma nova classificação que desprezava o nível altimétrico e dá ênfase aos processos geomorfólogicos , isto é, aos processos de erosão e sedimentação . Assim, para ele: planalto é uma superfície na qual predomina o processo de desgaste planície (ou terras baixas) é uma área de sedimentação . Por essa divisão, o relevo brasileiro se compunha de 10 unidades, sendo 7 planaltos, que ocupavam 75% do território, e três planícies, que ocupavam os 25 restantes.
  • 8.
  • 9.
    Classificação de RossA mais recente classificação do relevo brasileiro é a proposta pelo professor Jurandyr Ross , divulgada em 1985. Jurandyr Ross, a exemplo de Ab'Saber, também utiliza os processos geomorfológicos para elaborar a sua classificação. Destaca três formas principais de relevo:planaltos, planícies e depressões. Define cada macro-unidade da seguinte forma: PLANALTO como sendo uma superfície irregular, com altitude acima de 300 metros e produto de erosão; PLANÍCIE , como uma área plana, formada pelo acúmulo recente de sedimentos; DEPRESSÃO , como superfície entre 100 e 500 metros de altitude, com inclinação suave, mais plana que o planalto e formada por processo de erosão.
  • 10.
  • 11.
    Unidades de Relevode Ross Suas pesquisas foram fundamentadas a partir do levantamento da superfície do território brasileiro, realizado através de sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de Minas e Energia, no qual o professor Ross apresenta uma subdivisão do relevo brasileiro em 28 unidades, sendo 11 planaltos , 11 depressões e 6 planícies. PLANALTOS: 1. Amazonas Oriental 2. Planaltos e chapadas da Bacia do Parnaíba 3. Planaltos e chapadas da Bacia do Paraná 4. Planalto e chapada dos Parecis 5. Planaltos residuais Norte-Amazônicos 6. Planaltos residuais sul-amazônicos 7. Planaltos e serras de leste-sudeste 8. Planaltos e serras de Goiás-Minas 9. Planaltos e serras residuais do alto Paraguai 10. Borborema 11. Sul-Rio-Grandense.
  • 12.
    Unidades de Relevode Ross DEPRESSÕES: 12. Amazônia Ocidental 13. Marginal Norte Amazônia 14. Marginal Sul Amazônia 15. Araguaia-Tocantins 16. Cuiabana 17. Alto Alto Paraguai-Guaporé 18. Miranda 19. Sertaneja e do São Francisco 20. Tocantins 21. Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná 22. Periférica Sul-Rio-Grandense.
  • 13.
    Unidades de Relevode Ross PLANÍES: 23. Rio Amazonas 24. Rio Araguaia 25. Pantanal do Rio Guaporé 26. Pantanal Mato-Grossense 27. Lagoas dos Patos e Mirim 28. Planícies e Tabuleiros Litorâneos .