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     Camões em
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Luís de Camões

• Luís de Camões insere-se no movimento
  classicista no séc. XVI, e marca o início da
  Era Moderna da Língua Portuguesa.
• Devido à altura em que vivia, nos
  Descobrimentos, Camões teve a
  necessidade de os relatar, fazendo-o em
  forma de epopeia, isto é, uma longa
  narrativa em verso de carácter heróico
  baseada, neste caso, em factos
  históricos.
Estrutura Interna
                Camões
• Proposição (canto I, estrofes 1, 2 e 3) - início da obra onde
  Camões anuncia o que se propõe a cantar; ou seja,
  enaltece os ilustres que contribuíram para a construção
  do “Novo Reino” ultrapassando os limites da “força
  humana” chegando assim à imortalidade, e cantará o
  “peito ilustre lusitano”, superior a todos os heróis reais
  ou lendários da antiguidade e a quem os próprios Deuses
  obedecerão.

• Invocação (Canto I, nas estrofes 4 e 5; no Canto III, nas estrofes
  1 e 2; no Canto VII, estrofes 78 a 84 e no Canto X, estrofes 8 e 9) -
  parte do poema onde Camões suplica inspiração para
  escrever o poema às Tágides, Ninfas do Mondego e a
  Calíope. Camões suplica por uma inspiração elevada, um
  tom solene, persuasivo e emotivo.
• Dedicatória (Canto I, estrofe 6 a 18) - a parte da obra
  em que Camões dedica o poema a D.
  Sebastião, garantindo a independência e a
  liberdade de Portugal, o aumento do Império e
  o espalhar do Cristianismo.
• Narração (canto I ao canto X) - é a acção central do
  poema, isto é, a viagem de Vasco da Gama à
  Índia. E como era regra dos poemas épicos a
  narração da viagem vai iniciar se “in media
  res”, isto é, já a meio do seu percurso.
Estrutura Externa
                      Camões
•    Os Lusíadas dividem-se em 10 cantos, a sua métrica é
     decassilábica, as estrofes são oitavas e a rima tem 6
     cruzadas e 2 emparelhadas (a, b; a, b; a, b; c, c).


Exemplo:
 As armas e os barões assinalados,

 Que da ocidental praia Lusitana,
                  a
    Por mares nunca de antes navegados,
    b
                                                        a
Passaram ainda além da Taprobana,

 Em perigos e guerras esforçados,
              b
    Mais do que prometia a força humana,

    E entre gente remota edificaram

    Novo Reino, que tanto sublimaram;       c
Fernando Pessoa
• Fernando Pessoa insere-se no movimento
  modernista dos séc. XIX e XX. Ao escrever
  Mensagem, Pessoa queria relembrar um
  passado de grandeza (Descobrimentos) num
  presente de tristeza, reflectido no poema –
  Nevoeiro.
• Esta obra tinha como objectivo transmitir
  esperança e regeneração ao povo português.
• A Mensagem “dedica” este conjunto de
  poemas a pessoas e a acontecimentos
  importantes da História de Portugal.
Nevoeiro                       -Fernando Pessoa



Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer –
brilho sem luz e sem arder,
como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!
Estrutura Interna Pessoa
• Brasão (1ª parte) - que fala sobre a defesa de
  Portugal e das pessoas que foram importantes
  na sua história; ou seja, os reis, os condes e os
  cavaleiros. Em cada capítulo há vários poemas
  e cada poema fala sobre cada uma das
  personagens.
• Mar Português (2ª parte) - fala das
  conquistas, dos medos, das mortes e dos
  acontecimentos no mar português. Fala
  também de algumas pessoas importantes das
  conquistas do mar e das terras à sua volta
  como: Fernão de Magalhães, Vasco da Gama e
  o Infante D. Henrique.
• O Encoberto (3ª parte) - é o símbolo de esperança
  e regeneração. Cada capítulo tem poemas que
  falam sobre os profetas portugueses.
Estrutura Externa
               Pessoa
• 1a parte - 5 partes

• 2ª parte – 12 partes

• 3ª parte – 3 partes



• Ao todo a obra é constituída por 44 poemas.
• Nota: Enquanto que n’Os Lusíadas havia uma constante conjunto
  de versos e de sílabas métricas, em Mensagem isso não se verifica.
Semelhanças
• Poemas sobre a História de Portugal ;
• “Sebastianismo” ;
• Protagonismo de personagens importantes da
  História portuguesa, como Nuno Alvares Cabral e
  Vasco da Gama;
• Sacrifício da parte das personagens em nome de
  uma causa patriótica;
• Evocação do passado (memória) para projectar,
  idealizar o futuro (apelo, incentivo)
• “Adamastor” vs “Mostrengo”
A MENSAGEM É UMA EPOPEIA NÃO PELA

          FORMA, MAS SIM PELO CONTEÚDO




                                         Longa narrativa
                              Forma
                                            em verso

             “Os Lusíadas”

                                        Baseada em factos         História de Portugal -
                             Conteúdo
                                              reais                 Descobrimentos
Epopeia


                                           Recontar diversos
            “A Mensagem”     Conteúdo    momentos históricos de
                                               Portugal
Bibliografia
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Reflexos de Camões em Pessoa

  • 1. Reflexos de Luís de Camões em Fernando Pessoa Escola Secundária Artística António Arroio 2011/2012 12ºano K André Bento | Catarina Silva | Daniela Reis | Jéssica Costa | Mariana Matos
  • 2. Luís de Camões • Luís de Camões insere-se no movimento classicista no séc. XVI, e marca o início da Era Moderna da Língua Portuguesa. • Devido à altura em que vivia, nos Descobrimentos, Camões teve a necessidade de os relatar, fazendo-o em forma de epopeia, isto é, uma longa narrativa em verso de carácter heróico baseada, neste caso, em factos históricos.
  • 3. Estrutura Interna Camões • Proposição (canto I, estrofes 1, 2 e 3) - início da obra onde Camões anuncia o que se propõe a cantar; ou seja, enaltece os ilustres que contribuíram para a construção do “Novo Reino” ultrapassando os limites da “força humana” chegando assim à imortalidade, e cantará o “peito ilustre lusitano”, superior a todos os heróis reais ou lendários da antiguidade e a quem os próprios Deuses obedecerão. • Invocação (Canto I, nas estrofes 4 e 5; no Canto III, nas estrofes 1 e 2; no Canto VII, estrofes 78 a 84 e no Canto X, estrofes 8 e 9) - parte do poema onde Camões suplica inspiração para escrever o poema às Tágides, Ninfas do Mondego e a Calíope. Camões suplica por uma inspiração elevada, um tom solene, persuasivo e emotivo.
  • 4. • Dedicatória (Canto I, estrofe 6 a 18) - a parte da obra em que Camões dedica o poema a D. Sebastião, garantindo a independência e a liberdade de Portugal, o aumento do Império e o espalhar do Cristianismo. • Narração (canto I ao canto X) - é a acção central do poema, isto é, a viagem de Vasco da Gama à Índia. E como era regra dos poemas épicos a narração da viagem vai iniciar se “in media res”, isto é, já a meio do seu percurso.
  • 5. Estrutura Externa Camões • Os Lusíadas dividem-se em 10 cantos, a sua métrica é decassilábica, as estrofes são oitavas e a rima tem 6 cruzadas e 2 emparelhadas (a, b; a, b; a, b; c, c). 
 Exemplo: As armas e os barões assinalados,
 Que da ocidental praia Lusitana,
 a Por mares nunca de antes navegados,
 b a Passaram ainda além da Taprobana,
 Em perigos e guerras esforçados,
 b Mais do que prometia a força humana,
 E entre gente remota edificaram
 Novo Reino, que tanto sublimaram; c
  • 6. Fernando Pessoa • Fernando Pessoa insere-se no movimento modernista dos séc. XIX e XX. Ao escrever Mensagem, Pessoa queria relembrar um passado de grandeza (Descobrimentos) num presente de tristeza, reflectido no poema – Nevoeiro. • Esta obra tinha como objectivo transmitir esperança e regeneração ao povo português. • A Mensagem “dedica” este conjunto de poemas a pessoas e a acontecimentos importantes da História de Portugal.
  • 7. Nevoeiro -Fernando Pessoa Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, define com perfil e ser este fulgor baço da terra que é Portugal a entristecer – brilho sem luz e sem arder, como o que o fogo-fátuo encerra. Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora!
  • 8. Estrutura Interna Pessoa • Brasão (1ª parte) - que fala sobre a defesa de Portugal e das pessoas que foram importantes na sua história; ou seja, os reis, os condes e os cavaleiros. Em cada capítulo há vários poemas e cada poema fala sobre cada uma das personagens.
  • 9. • Mar Português (2ª parte) - fala das conquistas, dos medos, das mortes e dos acontecimentos no mar português. Fala também de algumas pessoas importantes das conquistas do mar e das terras à sua volta como: Fernão de Magalhães, Vasco da Gama e o Infante D. Henrique.
  • 10. • O Encoberto (3ª parte) - é o símbolo de esperança e regeneração. Cada capítulo tem poemas que falam sobre os profetas portugueses.
  • 11. Estrutura Externa Pessoa • 1a parte - 5 partes • 2ª parte – 12 partes • 3ª parte – 3 partes • Ao todo a obra é constituída por 44 poemas. • Nota: Enquanto que n’Os Lusíadas havia uma constante conjunto de versos e de sílabas métricas, em Mensagem isso não se verifica.
  • 12. Semelhanças • Poemas sobre a História de Portugal ; • “Sebastianismo” ; • Protagonismo de personagens importantes da História portuguesa, como Nuno Alvares Cabral e Vasco da Gama; • Sacrifício da parte das personagens em nome de uma causa patriótica; • Evocação do passado (memória) para projectar, idealizar o futuro (apelo, incentivo) • “Adamastor” vs “Mostrengo”
  • 13. A MENSAGEM É UMA EPOPEIA NÃO PELA FORMA, MAS SIM PELO CONTEÚDO Longa narrativa Forma em verso “Os Lusíadas” Baseada em factos História de Portugal - Conteúdo reais Descobrimentos Epopeia Recontar diversos “A Mensagem” Conteúdo momentos históricos de Portugal