SlideShare uma empresa Scribd logo
Polímeros
  Até  agora, estudamos apenas moléculas
  orgânicas relativamente pequenas, tanto no
  tamanho quanto na massa molar. Alguns tipos
  dessas pequenas moléculas podem se ligar
  várias vezes, originando moléculas gigantes
  ou macromoléculas. Cada uma dessas
  unidades (moléculas) que se ligam são
  chamadas monômeros, e a molécula gigante
  que eles originam são os polímeros (do grego
  poly= muitos e meros = partes).
Polímeros
Polímeros
    Os polímeros não foram "inventados"; eles existem na natureza
     por exemplo: celulose, proteínas, látex. A intenção inicial dos
     químicos, ao tentarem produzir os primeiros polímeros, foi "copiar"
     os polímeros naturais.

    Atualmente, é tão grande o número desses compostos e tão
     comum sua utilização, que é impossível atravessarmos um único
     dia sem utilizar vários deles.

    Os plásticos usados, principalmente, em embalagens descartáveis
     são exemplos de polímeros que acarretaram grandes mudanças
     em nosso dia-a-dia.

    Os objetos produzidos com plásticos recicláveis têm o símbolo
      que contém no seu interior um número que indica o tipo de
     polímero.
Polímeros sintéticos

 Os  polímeros sintéticos podem ser
  classificados    em    dois grupos:
  polímeros     de    adição  e   de
  condensação.

 Veremos    cada       um     deles
  separadamente.
Polímeros de adição

  Como  o nome diz, são polímeros formados
  por sucessivas adições de monômeros. As
  substâncias utilizadas na produção desses
  polímeros apresentam obrigatoriamente pelo
  menos uma dupla ligação entre carbonos.

  Durante a polimerização, ocorre a ruptura da
  ligação π e a formação de duas novas
  ligações simples, como mostra o esquema:
Polímeros de adição


 As reações de adição podem ser iniciadas de diferentes maneiras. A mais
 comum consiste na utilização de pequenas quantidades de compostos
 orgânicos que produzem radicais livres do tipo RO. Esse radical reage com
 o monômero, produzindo uma nova estrutura. Veja:



 Essa nova estrutura, por sua vez, liga-se a outra molécula do
 monômero, produzindo um novo grupo, que se liga a outra molécula do
 monômero, e assim, sucessivamente, originam-se cadeias longas com
 uma valência livre. Eventualmente, duas dessas cadeias se unem,
 originando o polímero.
Polietileno

 O  polietileno é um dos polímeros mais
  comuns, de uso diário devido ao seu
  baixo custo.

  Ele  é obtido pela reação entre as
  moléculas do eteno (etileno), que pode
  ser representada por:
Polietileno
Polietileno de cadeia reta
    Essas cadeias lineares agrupam-se paralelamente, o que
     possibilita uma grande interação intermolecular, originando um
     material rígido de alta densidade, utilizado na fabricação de
     garrafas, brinquedos e outros objetos.

    Sua sigla técnica é PEAD ou HDPE e sua identificação em
     processos de reciclagem é dada pelo símbolo
Polietileno de cadeia
ramificada
    As ramificações das cadeias dificultam as interações, originando
     um material macio e flexível, conhecido por polietileno de baixa
     densidade. Sua sigla é PEBD ou LDPE e sua identificação em
     processos de reciclagem é dada pelo símbolo

    É utilizado para produzir sacos plásticos, revestimento de fios e
     embalagens maleáveis.
Polietileno
  Os  dois tipos de polietileno apresentam
  estruturas, propriedades e uso distintos, mas
  a representação de ambos é feita da mesma
  maneira:




 Os outros polímeros de adição são obtidos de
 maneira semelhante.
Polipropileno
  O polipropileno é obtido pela polimerização do propeno
   (propileno):
  Sua sigla é PP e, para efeitos de reciclagem, seu símbolo é




     É utilizado para produzir objetos moldados, fibras para roupas,
     cordas, tapetes, material solante, bandejas, prateleiras e pára-
     choques de automóveis, dentre outros.
Poliestireno
    Esse polímero é obtido pela adição sucessiva de vinil-benzeno
     (estireno):




          O poliestireno é usado na produção de objetos
  moldados, como pratos, copos, xícaras, seringas, material de
  laboratório e outros materiais rígidos transparentes.
          Quando sofre expansão provocada por gases, origina
  um material conhecido por isopor, que é utilizado como isolante
  térmico, acústico e elétrico.
Poliestireno

    Sua sigla é PS e seu símbolo é
Policloreto de vinila (PVC)
    Esse polímero é obtido a partir de sucessivas adições do cloreto
     de vinila (cloroeteno).




         A massa molar do policloreto de vinila pode atingir
 1500 000 g/mol, e costuma-se utiliza-lo para produzir tubulações,
 discos fonográficos, pisos e capas de chuva.
         O couro sintético, que imita e substitui o couro de origem
 animal, é o policloreto de vinila misturado com corantes e outras
 substâncias que aumentam sua elasticidade.
Policloreto de vinila (PVC)

    Uma de suas principais características é o fato de que ele evita a
     propagação de chamas, sendo usado como isolante elétrico. Sua
     sigla é PVC e seu símbolo é
Teflon
     É o produto da         polimerização    do   tetrafluoreteno   ou
      tetrafluoretileno:




              O tefion é um polímero excepcionalmente inerte, não-
     combustível e bastante resistente. É usado para produzir fitas de
     vedação, para evitar vazamentos de água, revestimentos antiaderentes
     de panelas e frigideiras, isolante elétrico, canos e equipamentos para a
     indústria química (válvulas e registros), dentre outros.
Teflon

  Suasigla é PTFE; seu símbolo,   ,
  também é usado para outros polímeros.
Poliacrilonitrila
    É o produto obtido pela polimerização do acrilonitrila ou cianeto
     de vinila:




  Esse é um dos poucos polímeros que podem ser obtidos em
  solução aquosa. Se o poliacrilonitrila for adicionado a um
  solvente apropriado, ele pode ser estirado facilmente, permitindo
  a obtenção de fibras comercializadas com o nome de orlon ou
  acrilon.
Poliacrilonitrila
    Essas fibras podem sofrer processos de fiação com algodão, lã
     ou seda, originando vários produtos, como cobertores, mantas,
     tapetes, carpetes e tecidos para roupas de inverno.

    Não é utilizado em processos de reciclagem.
Poliacetato de vinila (PVA)
    É o produto obtido pela polimerização do acetato de vinila:




             Grande parte do PVA produzido atualmente é utilizada
     para a produção de tintas, adesivos e goma de mascar.

             Sua sigla é PVA e seu símbolo é
Polimeta-acrilato de metila
(plexiglass)
    É o produto da polimerização do meta-acrilato de metila:




          Na produção desse polímero, faz-se com que a reação
 ocorra até que se forme uma massa pastosa, a qual é derramada
 em um molde ou entre duas lâminas verticais de vidro, onde ocorre
 o fim da polimerização. As peças assim obtidas são incolores,
 apresentando grande transparência, por isso, esse polímero é
 utilizado para produzir lentes de contato, painéis transparentes,
 lanternas de carro, painéis de propaganda, semáforos etc.
          Sua sigla é PMMA, e seu símbolo é
Poliacetileno
  O poliacetileno é o primeiro polímero condutor de corrente
   elétrica. Esse polímero tem baixa densidade, "não enferruja" e
   pode formar lâminas finas.
  A capacidade de condução elétrica se deve à presença de
   duplas ligações alternadas em sua estrutura, o que permite que
   os elétrons fiquem deslocalizados ao longo da cadeia.
Borrachas sintéticas
    As matérias-primas mais comuns para a produção de borrachas
     sintéticas são:



  Suas polimerizações podem ser representadas por:
Borrachas sintéticas
    As borrachas sintéticas, quando comparadas às naturais, são mais
     resistentes às variações de temperatura e ao ataque de produtos
     químicos, sendo utilizadas para a produção de mangueiras, correias
     e artigos para vedação.
Borrachas sintéticas
    Existem outros tipos de borrachas sintéticas formadas pela
     adição de dois tipos diferentes de monômeros. Essas borrachas
     são classificadas como copolímeros.
    Copolímeros são polímeros formados por mais de um tipo de
     monômero.




         A mais importante dessas borrachas é formada pela
 copolimerização do eritreno com o estireno, que é conhecida pelas
 siglas GRS (government rubber styrene) ou SBR (styrene
 butadiene rubber), cuja principal aplicação é a fabricação de
 pneus.
Borrachas sintéticas




         As tintas do tipo látex são misturas parcialmente polime-
 rizadas de estireno e dienos em água. Essa mistura também contém
 agentes emulsificantes, como sabão, que mantêm as partículas dos
 monômeros dispersas na água. Após a aplicação desse tipo de tinta,
 a água evapora, permitindo a copolimerização e revestindo a
 superfície pintada com uma película.
Acabou!!!!!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Química orgânica 3º ano COMPLETO
Química orgânica 3º ano   COMPLETOQuímica orgânica 3º ano   COMPLETO
Química orgânica 3º ano COMPLETO
Eliando Oliveira
 
Apresentação plastico
Apresentação plasticoApresentação plastico
Apresentação plastico
arceariane87
 
PolíMeros - Prof Thaiza
PolíMeros - Prof ThaizaPolíMeros - Prof Thaiza
PolíMeros - Prof Thaiza
ProfªThaiza Montine
 
Apresentação plásticos
Apresentação plásticosApresentação plásticos
Apresentação plásticos
JessicaSCivl
 
Aula sobre tabela periódica
Aula sobre tabela periódicaAula sobre tabela periódica
Aula sobre tabela periódica
Augusto Sérgio Costa Souza
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
Jadgy Back
 
Aula 1 introdução à química orgânica.
Aula 1    introdução à química orgânica.Aula 1    introdução à química orgânica.
Aula 1 introdução à química orgânica.
Ajudar Pessoas
 
Polimeros slide pdf
Polimeros slide pdfPolimeros slide pdf
Polimeros slide pdf
Luiz Fernando Lopes
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)
Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)
Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)
Karol Maia
 
CARACTERISTICAS DO CARBONO
CARACTERISTICAS DO CARBONOCARACTERISTICAS DO CARBONO
CARACTERISTICAS DO CARBONO
Marcos França
 
8. tabela periódica
8. tabela periódica8. tabela periódica
8. tabela periódica
Rebeca Vale
 
Aula - Reações de polimerização
Aula - Reações de polimerizaçãoAula - Reações de polimerização
Aula - Reações de polimerização
Profª Alda Ernestina
 
Hidrocarbonetos
HidrocarbonetosHidrocarbonetos
Hidrocarbonetos
Josenildo Vasconcelos
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
1997antonio
 
Propriedades periodicas
Propriedades periodicasPropriedades periodicas
Propriedades periodicas
estead2011
 
ppt Química orgânica
ppt Química orgânicappt Química orgânica
ppt Química orgânica
Joyce Fagundes
 
Isomeria
IsomeriaIsomeria
Aula funções oxigenadas
Aula  funções oxigenadasAula  funções oxigenadas
Aula funções oxigenadas
Profª Alda Ernestina
 
EXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROS
EXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROSEXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROS
EXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROS
welfinho
 

Mais procurados (20)

Química orgânica 3º ano COMPLETO
Química orgânica 3º ano   COMPLETOQuímica orgânica 3º ano   COMPLETO
Química orgânica 3º ano COMPLETO
 
Apresentação plastico
Apresentação plasticoApresentação plastico
Apresentação plastico
 
PolíMeros - Prof Thaiza
PolíMeros - Prof ThaizaPolíMeros - Prof Thaiza
PolíMeros - Prof Thaiza
 
Apresentação plásticos
Apresentação plásticosApresentação plásticos
Apresentação plásticos
 
Aula sobre tabela periódica
Aula sobre tabela periódicaAula sobre tabela periódica
Aula sobre tabela periódica
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
 
Aula 1 introdução à química orgânica.
Aula 1    introdução à química orgânica.Aula 1    introdução à química orgânica.
Aula 1 introdução à química orgânica.
 
Polimeros slide pdf
Polimeros slide pdfPolimeros slide pdf
Polimeros slide pdf
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
 
Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)
Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)
Quimica inorgânica ácidosbases (9o ano)
 
CARACTERISTICAS DO CARBONO
CARACTERISTICAS DO CARBONOCARACTERISTICAS DO CARBONO
CARACTERISTICAS DO CARBONO
 
8. tabela periódica
8. tabela periódica8. tabela periódica
8. tabela periódica
 
Aula - Reações de polimerização
Aula - Reações de polimerizaçãoAula - Reações de polimerização
Aula - Reações de polimerização
 
Hidrocarbonetos
HidrocarbonetosHidrocarbonetos
Hidrocarbonetos
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
 
Propriedades periodicas
Propriedades periodicasPropriedades periodicas
Propriedades periodicas
 
ppt Química orgânica
ppt Química orgânicappt Química orgânica
ppt Química orgânica
 
Isomeria
IsomeriaIsomeria
Isomeria
 
Aula funções oxigenadas
Aula  funções oxigenadasAula  funções oxigenadas
Aula funções oxigenadas
 
EXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROS
EXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROSEXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROS
EXERCÍCIOS SOBRE POLÍMEROS
 

Semelhante a Quimica polimeros

Quimica polimerosxuxu17112008
Quimica polimerosxuxu17112008Quimica polimerosxuxu17112008
Quimica polimerosxuxu17112008
Patronato Sagrada Família EEFM
 
Quimica polimeros sintéticos
Quimica polimeros sintéticosQuimica polimeros sintéticos
Quimica polimeros sintéticos
Karol Teixeira
 
Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas
Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas
Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas
Mari Rodrigues
 
Polímeros Sintéticos
Polímeros SintéticosPolímeros Sintéticos
Polímeros Sintéticos
José Karllos
 
Resumo _ Planejativo.pdf
Resumo _ Planejativo.pdfResumo _ Planejativo.pdf
Resumo _ Planejativo.pdf
TulyhanderNascimento
 
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdfAulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
LarissaSilva398899
 
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdfAulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
TulyhanderNascimento
 
SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR
SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR
SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR
Edgardd Salvador
 
Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"
Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"
Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"
Sandra Oliveira
 
Polímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da Silva
Polímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da SilvaPolímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da Silva
Polímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da Silva
Alexandre Graham
 
Plasticos
PlasticosPlasticos
Plasticos
pmcabrita
 
POLÍMEROS
POLÍMEROSPOLÍMEROS
POLÍMEROS
Gabriela Costola
 
Química tele aula polímeros
Química tele aula polímerosQuímica tele aula polímeros
Química tele aula polímeros
Guido Beck
 
Reações de polimerização
Reações de polimerização Reações de polimerização
Reações de polimerização
Profª Alda Ernestina
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
Ricardo Feltre
 
Apresentação1
Apresentação1Apresentação1
Apresentação1
Sandra Oliveira
 
Polimeros de adição
Polimeros de adiçãoPolimeros de adição
Polimeros de adição
Kaires Braga
 
Ppoint.quim.polimeros.adição.plásticos
Ppoint.quim.polimeros.adição.plásticosPpoint.quim.polimeros.adição.plásticos
Ppoint.quim.polimeros.adição.plásticos
Albano Novaes
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
Charles Qmc
 
Polímeros Sintéticos
Polímeros SintéticosPolímeros Sintéticos

Semelhante a Quimica polimeros (20)

Quimica polimerosxuxu17112008
Quimica polimerosxuxu17112008Quimica polimerosxuxu17112008
Quimica polimerosxuxu17112008
 
Quimica polimeros sintéticos
Quimica polimeros sintéticosQuimica polimeros sintéticos
Quimica polimeros sintéticos
 
Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas
Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas
Polímeros, Polissacarídeos e Proteínas
 
Polímeros Sintéticos
Polímeros SintéticosPolímeros Sintéticos
Polímeros Sintéticos
 
Resumo _ Planejativo.pdf
Resumo _ Planejativo.pdfResumo _ Planejativo.pdf
Resumo _ Planejativo.pdf
 
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdfAulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
 
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdfAulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
Aulas 9 e 10. Polimeros e Aplicações.pdf
 
SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR
SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR
SLIDE - EQUIPE EDGARDD SALVADOR
 
Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"
Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"
Slide, sandra de oliveira 3°ano "B"
 
Polímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da Silva
Polímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da SilvaPolímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da Silva
Polímeros - Trabalho de Química Escola Manoel Lúcio da Silva
 
Plasticos
PlasticosPlasticos
Plasticos
 
POLÍMEROS
POLÍMEROSPOLÍMEROS
POLÍMEROS
 
Química tele aula polímeros
Química tele aula polímerosQuímica tele aula polímeros
Química tele aula polímeros
 
Reações de polimerização
Reações de polimerização Reações de polimerização
Reações de polimerização
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
 
Apresentação1
Apresentação1Apresentação1
Apresentação1
 
Polimeros de adição
Polimeros de adiçãoPolimeros de adição
Polimeros de adição
 
Ppoint.quim.polimeros.adição.plásticos
Ppoint.quim.polimeros.adição.plásticosPpoint.quim.polimeros.adição.plásticos
Ppoint.quim.polimeros.adição.plásticos
 
Polímeros
PolímerosPolímeros
Polímeros
 
Polímeros Sintéticos
Polímeros SintéticosPolímeros Sintéticos
Polímeros Sintéticos
 

Último

Segurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptx
Segurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptxSegurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptx
Segurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptx
Divina Vitorino
 
se38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docx
se38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docxse38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docx
se38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docx
ronaldos10
 
ExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebulição
ExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebuliçãoExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebulição
ExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebulição
ExpoGestão
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...
Faga1939
 
Ferramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de DevOps/CLoud
Ferramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de   DevOps/CLoudFerramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de   DevOps/CLoud
Ferramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de DevOps/CLoud
Ismael Ash
 
Eletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdf
Eletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdfEletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdf
Eletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdf
barbosajucy47
 
Subindo uma aplicação WordPress em docker na AWS
Subindo uma aplicação WordPress em docker na AWSSubindo uma aplicação WordPress em docker na AWS
Subindo uma aplicação WordPress em docker na AWS
Ismael Ash
 

Último (7)

Segurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptx
Segurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptxSegurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptx
Segurança da Informação - Onde estou e para onde eu vou.pptx
 
se38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docx
se38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docxse38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docx
se38_layout_erro_xxxxxxxxxxxxxxxxxx.docx
 
ExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebulição
ExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebuliçãoExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebulição
ExpoGestão 2024 - Desvendando um mundo em ebulição
 
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL + COMPUTAÇÃO QUÂNTICA = MAIOR REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA D...
 
Ferramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de DevOps/CLoud
Ferramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de   DevOps/CLoudFerramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de   DevOps/CLoud
Ferramentas que irão te ajudar a entrar no mundo de DevOps/CLoud
 
Eletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdf
Eletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdfEletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdf
Eletiva_O-mundo-conectado-Ensino-Médio.docx.pdf
 
Subindo uma aplicação WordPress em docker na AWS
Subindo uma aplicação WordPress em docker na AWSSubindo uma aplicação WordPress em docker na AWS
Subindo uma aplicação WordPress em docker na AWS
 

Quimica polimeros

  • 1. Polímeros  Até agora, estudamos apenas moléculas orgânicas relativamente pequenas, tanto no tamanho quanto na massa molar. Alguns tipos dessas pequenas moléculas podem se ligar várias vezes, originando moléculas gigantes ou macromoléculas. Cada uma dessas unidades (moléculas) que se ligam são chamadas monômeros, e a molécula gigante que eles originam são os polímeros (do grego poly= muitos e meros = partes).
  • 3. Polímeros  Os polímeros não foram "inventados"; eles existem na natureza por exemplo: celulose, proteínas, látex. A intenção inicial dos químicos, ao tentarem produzir os primeiros polímeros, foi "copiar" os polímeros naturais.  Atualmente, é tão grande o número desses compostos e tão comum sua utilização, que é impossível atravessarmos um único dia sem utilizar vários deles.  Os plásticos usados, principalmente, em embalagens descartáveis são exemplos de polímeros que acarretaram grandes mudanças em nosso dia-a-dia.  Os objetos produzidos com plásticos recicláveis têm o símbolo que contém no seu interior um número que indica o tipo de polímero.
  • 4. Polímeros sintéticos Os polímeros sintéticos podem ser classificados em dois grupos: polímeros de adição e de condensação. Veremos cada um deles separadamente.
  • 5. Polímeros de adição  Como o nome diz, são polímeros formados por sucessivas adições de monômeros. As substâncias utilizadas na produção desses polímeros apresentam obrigatoriamente pelo menos uma dupla ligação entre carbonos.  Durante a polimerização, ocorre a ruptura da ligação π e a formação de duas novas ligações simples, como mostra o esquema:
  • 6. Polímeros de adição As reações de adição podem ser iniciadas de diferentes maneiras. A mais comum consiste na utilização de pequenas quantidades de compostos orgânicos que produzem radicais livres do tipo RO. Esse radical reage com o monômero, produzindo uma nova estrutura. Veja: Essa nova estrutura, por sua vez, liga-se a outra molécula do monômero, produzindo um novo grupo, que se liga a outra molécula do monômero, e assim, sucessivamente, originam-se cadeias longas com uma valência livre. Eventualmente, duas dessas cadeias se unem, originando o polímero.
  • 7. Polietileno O polietileno é um dos polímeros mais comuns, de uso diário devido ao seu baixo custo.  Ele é obtido pela reação entre as moléculas do eteno (etileno), que pode ser representada por:
  • 9. Polietileno de cadeia reta  Essas cadeias lineares agrupam-se paralelamente, o que possibilita uma grande interação intermolecular, originando um material rígido de alta densidade, utilizado na fabricação de garrafas, brinquedos e outros objetos.  Sua sigla técnica é PEAD ou HDPE e sua identificação em processos de reciclagem é dada pelo símbolo
  • 10. Polietileno de cadeia ramificada  As ramificações das cadeias dificultam as interações, originando um material macio e flexível, conhecido por polietileno de baixa densidade. Sua sigla é PEBD ou LDPE e sua identificação em processos de reciclagem é dada pelo símbolo  É utilizado para produzir sacos plásticos, revestimento de fios e embalagens maleáveis.
  • 11. Polietileno  Os dois tipos de polietileno apresentam estruturas, propriedades e uso distintos, mas a representação de ambos é feita da mesma maneira: Os outros polímeros de adição são obtidos de maneira semelhante.
  • 12. Polipropileno  O polipropileno é obtido pela polimerização do propeno (propileno):  Sua sigla é PP e, para efeitos de reciclagem, seu símbolo é É utilizado para produzir objetos moldados, fibras para roupas, cordas, tapetes, material solante, bandejas, prateleiras e pára- choques de automóveis, dentre outros.
  • 13. Poliestireno  Esse polímero é obtido pela adição sucessiva de vinil-benzeno (estireno): O poliestireno é usado na produção de objetos moldados, como pratos, copos, xícaras, seringas, material de laboratório e outros materiais rígidos transparentes. Quando sofre expansão provocada por gases, origina um material conhecido por isopor, que é utilizado como isolante térmico, acústico e elétrico.
  • 14. Poliestireno  Sua sigla é PS e seu símbolo é
  • 15. Policloreto de vinila (PVC)  Esse polímero é obtido a partir de sucessivas adições do cloreto de vinila (cloroeteno). A massa molar do policloreto de vinila pode atingir 1500 000 g/mol, e costuma-se utiliza-lo para produzir tubulações, discos fonográficos, pisos e capas de chuva. O couro sintético, que imita e substitui o couro de origem animal, é o policloreto de vinila misturado com corantes e outras substâncias que aumentam sua elasticidade.
  • 16. Policloreto de vinila (PVC)  Uma de suas principais características é o fato de que ele evita a propagação de chamas, sendo usado como isolante elétrico. Sua sigla é PVC e seu símbolo é
  • 17. Teflon  É o produto da polimerização do tetrafluoreteno ou tetrafluoretileno: O tefion é um polímero excepcionalmente inerte, não- combustível e bastante resistente. É usado para produzir fitas de vedação, para evitar vazamentos de água, revestimentos antiaderentes de panelas e frigideiras, isolante elétrico, canos e equipamentos para a indústria química (válvulas e registros), dentre outros.
  • 18. Teflon  Suasigla é PTFE; seu símbolo, , também é usado para outros polímeros.
  • 19. Poliacrilonitrila  É o produto obtido pela polimerização do acrilonitrila ou cianeto de vinila: Esse é um dos poucos polímeros que podem ser obtidos em solução aquosa. Se o poliacrilonitrila for adicionado a um solvente apropriado, ele pode ser estirado facilmente, permitindo a obtenção de fibras comercializadas com o nome de orlon ou acrilon.
  • 20. Poliacrilonitrila  Essas fibras podem sofrer processos de fiação com algodão, lã ou seda, originando vários produtos, como cobertores, mantas, tapetes, carpetes e tecidos para roupas de inverno.  Não é utilizado em processos de reciclagem.
  • 21. Poliacetato de vinila (PVA)  É o produto obtido pela polimerização do acetato de vinila: Grande parte do PVA produzido atualmente é utilizada para a produção de tintas, adesivos e goma de mascar. Sua sigla é PVA e seu símbolo é
  • 22. Polimeta-acrilato de metila (plexiglass)  É o produto da polimerização do meta-acrilato de metila: Na produção desse polímero, faz-se com que a reação ocorra até que se forme uma massa pastosa, a qual é derramada em um molde ou entre duas lâminas verticais de vidro, onde ocorre o fim da polimerização. As peças assim obtidas são incolores, apresentando grande transparência, por isso, esse polímero é utilizado para produzir lentes de contato, painéis transparentes, lanternas de carro, painéis de propaganda, semáforos etc. Sua sigla é PMMA, e seu símbolo é
  • 23. Poliacetileno  O poliacetileno é o primeiro polímero condutor de corrente elétrica. Esse polímero tem baixa densidade, "não enferruja" e pode formar lâminas finas.  A capacidade de condução elétrica se deve à presença de duplas ligações alternadas em sua estrutura, o que permite que os elétrons fiquem deslocalizados ao longo da cadeia.
  • 24. Borrachas sintéticas  As matérias-primas mais comuns para a produção de borrachas sintéticas são: Suas polimerizações podem ser representadas por:
  • 25. Borrachas sintéticas  As borrachas sintéticas, quando comparadas às naturais, são mais resistentes às variações de temperatura e ao ataque de produtos químicos, sendo utilizadas para a produção de mangueiras, correias e artigos para vedação.
  • 26. Borrachas sintéticas  Existem outros tipos de borrachas sintéticas formadas pela adição de dois tipos diferentes de monômeros. Essas borrachas são classificadas como copolímeros.  Copolímeros são polímeros formados por mais de um tipo de monômero. A mais importante dessas borrachas é formada pela copolimerização do eritreno com o estireno, que é conhecida pelas siglas GRS (government rubber styrene) ou SBR (styrene butadiene rubber), cuja principal aplicação é a fabricação de pneus.
  • 27. Borrachas sintéticas As tintas do tipo látex são misturas parcialmente polime- rizadas de estireno e dienos em água. Essa mistura também contém agentes emulsificantes, como sabão, que mantêm as partículas dos monômeros dispersas na água. Após a aplicação desse tipo de tinta, a água evapora, permitindo a copolimerização e revestindo a superfície pintada com uma película.