O documento discute a aplicação de uma prova de avaliação da capacidade de leitura em três crianças, analisando os resultados obtidos e não encontrando diferenças significativas entre gêneros ou outras variáveis estudadas.
Objectivo
• O objectivodeste trabalho é a aprendizagem e aplicação
de uma prova de capacidade de leitura.
• A prova utilizada no trabalho é Decifrar – Prova de
avaliação da capacidade de leitura de Emílio-Eduardo
Salgueiro.
4.
Quando se devealfabetizar
uma criança?
• Aspecto intelectual
• Aspecto social
Diferenças do género
•Na leitura e escrita, raparigas desenvolvem-se mais
cedo que o rapazes.
– (Michelle Meneses, Giane Lozi, Larissa Souza, Vicente Assencio-
Ferreira, 2004)
• Rapazes tem melhor desempenho em orientação
espacial , visual e cálculos matemáticos.
– (Michelle Meneses, Giane Lozi, Larissa Souza, Vicente Assencio-
Ferreira, 2004)
7.
Prova de avaliação-Decifrar
• Avaliar a capacidade de leitura oral correcta de palavras
individuais.
• Foi construída e padronizada em português, para as
idades que vão dos 6 aos 13 anos, tendo-se em
consideração as médias de palavras lidas correctamente
por crianças que frequentam escolas primárias de
Lisboa.
8.
Prova de avaliação-Decifrar(continuação)
• É constituída por 120 palavras distribuídas por duas
séries paralelas A e B, de 60 palavras cada uma.
• Registar um nível avaliativo inicial da criança, em termos
de “idade de leitura” para que ela possa ser comparada
mais tarde, em novas avaliações, e com o objectivo de
verificar evoluções conseguidas.
9.
Prova de avaliação-Decifrar(continuação)
• Esta prova é informatizada, optando assim pela
transposição para o ecrã do monitor de um computador
os antigos cartões com as palavras impressas.
10.
Prova de avaliação-Decifrar(continuação)
Fonte: Retirado da prova Decifrar, registo de um sucesso Fonte: Retirado da prova Decifrar, registo de um insucesso
Fonte: Retirado da prova Decifrar, pagina inicial
11.
Amostra
Criança 1
Criança do sexo feminino, com 10 anos e um mês de idade, residente em S. João do
Estoril proveniente de família bi-parental tendo uma irmã com 5 anos de
idade, ambos os pais tem o Ensino Secundário. Está a frequentar o 5º Ano de
escolaridade Escola Salesiana de Manique.
Criança 2
Criança do sexo masculino, com 10 anos e oito meses de idade, residente em Algés
proveniente de família mono-parental, com habilitações ao nível Universitário, sem
irmãos. Está a frequentar o 5º ano de escolaridade na Escola básica do 2.º e 3.º ciclo
de Miraflores.
Criança 3
Criança do sexo feminino, com 10 anos e nove meses de idade, residente em Belém
proveniente de família bi-parental, sem irmãos, ambos os pais tem habilitações ao
nível Universitário. Está a frequentar o 5º ano de escolaridade no Externato Santa
Maria de Belém.
Resultados gerais
Fonte: Quadrode resultados gerais das três crianças
Após análise dos resultados acima referidos
verificámos que não existe uma diferença no
quociente de leitura entre rapazes e raparigas.
16.
Considerações Finais
Análise deresultados com base em:
Diferenças do Género
Escolaridade dos Pais
Famílias bi-parentais ou monoparentais
Não verificámos correlação entre estas variáveis.
17.
Considerações Finais (continuação)
•A partir dos resultados obtidos, concluímos que não há
diferença significativa em habilidade de consciência
fonológica das meninas em relação aos meninos, ou
que esta ainda não é observável a esta idade.
18.
Considerações Finais (continuação)
•No que diz respeito à prova aplicada consideramos que
a mesma tem pouca informação relativa à interpretação
dos resultados obtidos uma vez que não específica
valores para estabelecimento de comparações ou
enquadramento de resultados.
Considerações Finais (continuação)
•Consideramos a experiência pessoal obtida com este
trabalho bastante positiva uma vez que nos permitiu
lidar com situações práticas, observarmo-nos enquanto
realizámos as provas e podermos fazer o tratamento de
resultados.
21.
Dificuldades sentidas
• Anossa maior dificuldade terá sido gerir as variáveis
parasitas, nomeadamente o facto de as provas terem
sido realizadas em ambientes familiares às crianças e a
nossa própria inexperiência.
22.
Referências Bibliográficas
• Ana Maria Poppovic – 1971 – “Alfabetização: um problema interdisciplinar” in Cad. Pesquisa, São
Paulo (36), 71-86, fev. 1981
• Emílio-Eduardo Salgueiro – 2009 – “Decifrar – Prova de avaliação da capacidade de leitura” in
Ispa – Instituto Superior de Psicologia Aplicada
• Michelle Sales de Meneses (1), Giane Passos Lozi (2), Larissa Regina de Souza (3), Vicente
José Assencio-Ferreira – 2004 – “Consciência fonológica: diferenças entre meninos e meninas” in
Rev CEFAC, São Paulo, v.6, n.3, 242-6, jul-set, 2004
• Sylvia Domingos Barrera e Maria Regina Maluf – 2003 – “Consciência metalinguística e
Alfabetização: Um Estudo com Crianças da Primeira Série do Ensino Fundamental” in Psicologia:
Reflexão e Crítica, 2003, 16(3), pp. 491-502